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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Calvície hereditária: o que os pais transmitem aos filhos?

Médicos explicam como a genética influencia a alopecia androgenética, por que a predisposição pode vir dos dois lados da família e como o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento


"Meu pai é careca. Vou ficar careca também?" A dúvida é comum entre homens de diferentes idades. Apesar da crença de que a calvície é herdada apenas da família materna, a genética da alopecia androgenética é bem mais complexa e envolve genes herdados tanto do pai quanto da mãe.

Segundo o dermatologista e tricologista Hudson Dutra Rezende, a predisposição genética é um dos principais fatores para o desenvolvimento da calvície, mas não determina, sozinha, que ela irá acontecer.

"Existe o mito de que a calvície vem apenas do lado da mãe porque um dos genes mais estudados relacionados à alopecia androgenética está localizado no cromossomo X. No entanto, hoje sabemos que a condição é poligênica, ou seja, envolve diversos genes herdados tanto da mãe quanto do pai. Ter um familiar careca aumenta o risco, mas não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a condição", explica.

Os primeiros sinais costumam surgir entre os 20 e 30 anos, embora possam aparecer antes ou depois. Afinamento dos fios, aumento da queda e o surgimento de entradas são sinais que merecem atenção.

Embora a predisposição genética seja o principal fator para a alopecia androgenética, outras doenças e condições também podem causar queda de cabelo e devem ser investigadas. Alterações hormonais, doenças do couro cabeludo, alopecia areata, alopecia por tração, tricotilomania, estresse intenso, uso de determinados medicamentos e suplementos, alterações relacionadas ao uso ou interrupção de pílulas anticoncepcionais, radioterapia e até quadros de desnutrição também podem estar associados à perda capilar. Por isso, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e indicar o tratamento mais adequado.

"Quanto mais cedo o paciente procura por um médico, maiores são as chances de retardar a progressão da alopecia com tratamentos individualizados", destaca Hudson Dutra Rezende.

Quando a perda capilar já é definitiva, o transplante capilar pode ser indicado. O médico cirurgião Thiago Bianco Leal, referência na área, explica que o procedimento consiste na retirada de folículos capilares de regiões doadoras, normalmente da parte posterior e lateral da cabeça, para serem implantados nas áreas com falhas ou calvície. Os fios transplantados mantêm suas características genéticas e continuam crescendo normalmente. A técnica associada ao método Thiago Bianco® permite recuperação mais rápida, cicatrizes praticamente imperceptíveis e resultados progressivos e naturais.

"O transplante devolve cabelos às áreas onde houve perda permanente dos fios. E muitas vezes é associado ao tratamento clínico para preservar os cabelos existentes e garantir resultados mais duradouros e naturais. O planejamento individual é essencial para que o resultado respeite as características de cada paciente", afirma Bianco.

Os médicos reforçam que pessoas com histórico familiar ou que percebam queda persistente e afinamento dos fios devem procurar um médico. A avaliação precoce amplia as opções de tratamento e contribui para melhores resultados.

 

Thiago Bianco Leal - Médico cirurgião com mais de 17 anos de atuação, Thiago Bianco Leal é graduado em Medicina pela Universidade de Marília e atua exclusivamente na área de transplante capilar. Com experiência em técnicas modernas, já realizou mais de 10 mil procedimentos. Ao longo de sua carreira, foi responsável por diversos procedimentos realizados em figuras públicas como Tom Cavalcante, Roberto Carlos, Lucas Lucco, o empresário Kaká Diniz e Xuxa Meneghel.


Hudson Dutra Rezende - Dermatologista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Mestre em dermatologia pelo Hospital das Clínicas da USP de São Paulo. Colaborador do ambulatório de tricoses do Hospital das Clínicas da USP de São Paulo e coordenador do serviço de alopecias da Fundação Lusíada, Santos.


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