A Appia alerta que o real sucesso de uma ferramenta tecnológica em grandes organizações depende do saneamento prévio de dados corporativos para evitar erros em tomadas de decisões complexas
O apetite do mundo corporativo por inteligência
artificial atingiu níveis recordes, mas a eficiência da tecnologia continua
tropeçando em uma falha estrutural básica: a bagunça na casa. Segundo
levantamento recente da consultoria Gartner, cerca de 85% dos projetos de IA e
aprendizado de máquina não entregam os resultados esperados até o final do seu
primeiro ano. O principal motivo não é o algoritmo em si, mas a falta de
saneamento prévio nas informações que abastecem esses sistemas. Sem um trabalho
prévio de estruturação de processos e limpeza de dados corporativos, as
ferramentas acabam automatizando ineficiências e induzindo executivos a tomadas
de decisões precipitadas ou incorretas.
Especializada em transformação e
soluções inteligentes, a Appia tem observado que muitas corporações tentam pular
etapas cruciais na corrida da modernização. Investe-se alto em softwares de
ponta sem antes entender o fluxo real de trabalho e a qualidade dos arquivos
armazenados. Para que uma ferramenta tecnológica entregue insights valiosos,
ela precisa ser alimentada com insumos confiáveis e devidamente categorizados.
Quando uma inteligência artificial lê documentos desatualizados ou duplicados,
o risco de gerar alucinações de conteúdo ou análises enviesadas cresce
exponencialmente.
Breno Lessa, CEO da empresa, destaca
que a tecnologia deve ser enxergada como um amplificador da eficiência
operacional pré-existente no negócio. "A IA não resolve problemas de
gestão, ela apenas acelera o que já funciona bem ou escancara o caos que estava
escondido sob o tapete. Antes de implementar qualquer assistente virtual ou
solução tecnológica avançada, a empresa precisa mapear seus gargalos e
organizar a base do seu conhecimento. O verdadeiro divisor de águas entre o
sucesso e o fracasso de um projeto tecnológico é a disciplina na governança
dessas informações", afirma o executivo.
A reestruturação de processos exige uma
mudança de cultura que vai além do departamento de TI e alcança todas as
lideranças corporativas. Setores como jurídico, financeiro e recursos humanos
costumam acumular décadas de dados descentralizados em planilhas informais e
pastas perdidas em servidores locais. Ao organizar esses ativos digitais e
definir responsabilidades claras sobre quem cria, valida e atualiza cada fluxo,
as organizações constroem um ambiente seguro para a entrada de novos sistemas
autônomos.
Com a arquitetura de dados em dia, o
ganho de tempo e a precisão operacional tornam-se visíveis no cotidiano das
equipes. O fundador da empresa ressalta que o objetivo do saneamento prévio é
liberar o potencial estratégico dos colaboradores, evitando que percam rotinas
validadas buscando arquivos perdidos. "Quando a base do negócio está
devidamente catalogada, os times ganham confiança para delegar tarefas
repetitivas à inteligência artificial. O foco deixa de ser consertar falhas
operacionais básicas e passa a ser a inovação contínua do modelo de atuação no
mercado", conclui.
Dessa forma, o ponto de partida para qualquer transição tecnológica bem-sucedida deixa de ser o investimento financeiro imediato em plataformas famosas e passa a ser a maturidade interna da gestão. Empresas que dedicam tempo para arrumar a casa antes de adotar soluções inovadoras garantem não apenas a proteção das suas operações, mas também um retorno financeiro infinitamente superior ao longo do tempo.
Fonte: Breno Lessa – CEO da Appia.
Appia
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@appiadigital
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