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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Consolidada no mercado, Geração Z dita novas regras de retenção e cultura corporativa

Presença já majoritária desses profissionais acelera a evolução da cultura organizacional e exige estratégias maduras de engajamento

 

A consolidação da Geração Z ao mercado de trabalho continua acelerando mudanças na forma como as empresas atraem, desenvolvem e retêm profissionais. Nascidos entre 1997 e 2012, esses jovens que hoje já ocupam posições que vão de analistas a lideranças ampliam cada vez mais sua presença nas organizações e trazem novas expectativas sobre carreira, liderança e ambiente corporativo. 

Segundo projeções da Zurich Insurance e do Fórum Econômico Mundial, a Geração Z deve ocupar 27% dos postos de trabalho no mundo até o fim de 2025. Com o avanço dessa geração no mercado, empresas passam a lidar com profissionais que buscam não apenas remuneração competitiva, mas também propósito, desenvolvimento, bem-estar e alinhamento entre valores pessoais e cultura organizacional. 

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 60% dos integrantes da Geração Z e dos Millennials consideram os valores da empresa um fator decisivo na hora de avaliar uma oportunidade profissional. O estudo também aponta que 90% da Geração Z estaria disposta a deixar um trabalho por outro que estivesse mais alinhado aos seus valores, indicando uma mudança na relação de permanência e engajamento dentro das organizações. 

Além do propósito, a forma como esses profissionais enxergam a carreira também apresenta diferenças em relação a outras gerações. Um estudo da NIQ (NielsenIQ), empresa global especializada em pesquisas de mercado e análise de dados, mostra que a Geração Z tende a valorizar mais oportunidades de crescimento e realização pessoal, enquanto os Millennials demonstram maior preferência por fatores como estabilidade e remuneração. 

Esse perfil tem levado empresas a revisarem estratégias de gestão de pessoas. Programas de desenvolvimento, iniciativas de diversidade e inclusão, ações voltadas à saúde mental e modelos de liderança mais próximos passaram a ganhar relevância para atrair e manter talentos em um ambiente de trabalho cada vez mais diversos. 

Segundo a Deloitte Global Gen Z and Millennial Survey 2026, 96% da Geração Z afirmam que ter um propósito no trabalho é importante para sua satisfação e bem-estar. O levantamento também mostra que 41% já recusaram um projeto ou empregador por conflito com seus valores pessoais, enquanto 48% relatam sofrer com burnout, reforçando a importância das condições de trabalho para a experiência desses profissionais. 

Na prática, algumas organizações já começam a adaptar suas estratégias para esse novo cenário. No Grupo EP, pioneiro na criação e expansão do modelo de Programa de Benefício em Medicamentos (PBM) no Brasil, a presença da Geração Z já influencia a evolução das práticas de pessoas. De acordo com o Censo de Diversidade 2025, 58,3% dos colaboradores da companhia pertencem a essa geração, cenário que impulsiona iniciativas voltadas à diversidade, inclusão, desenvolvimento e pertencimento. 

“A presença significativa da Geração Z no nosso quadro de colaboradores reforça a importância de construirmos uma cultura cada vez mais aberta ao diálogo, à inovação e à escuta ativa. Essa geração traz novas expectativas sobre o ambiente de trabalho e nos provoca a evoluir continuamente nossas práticas de desenvolvimento, liderança e pertencimento”, afirma Elinee Ferreira, diretora de RH e ESG do Grupo EP. 

Outro aspecto relevante para essa geração é a construção de vínculos no ambiente profissional. A pesquisa da Deloitte aponta que 69% dos jovens têm pelo menos um amigo próximo no trabalho, e que essas conexões estão relacionadas a uma maior intenção de permanência nas organizações. 

No Grupo EP, essa estratégia é apoiada por iniciativas voltadas à construção de uma cultura mais inclusiva. A empresa mantém cinco grupos de afinidade (Afro, Mulheres, PcD, LGBTQIAPN+ e Age Ready) responsáveis por promover debates, propor melhorias internas e ampliar a participação dos colaboradores na agenda de diversidade. 

“Diversidade e pertencimento precisam estar conectados à estratégia da empresa. Quando diferentes experiências, perspectivas e trajetórias fazem parte das decisões, criamos um ambiente mais colaborativo e preparado para inovar. Essa agenda precisa ser construída de forma contínua, com participação dos colaboradores e alinhada ao propósito do negócio”, destaca Elinee Ferreira. 

A presença crescente da Geração Z nas empresas vem provocando mudanças na forma como o mercado de trabalho é estruturado. Com novas expectativas sobre carreira, desenvolvimento e cultura organizacional, essa geração passa a influenciar decisões de empresas que buscam equilibrar diferentes perfis profissionais e adaptar suas estratégias de gestão de pessoas.
  

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