Presença já majoritária desses profissionais acelera a evolução da cultura organizacional e exige estratégias maduras de engajamento
A consolidação da Geração Z ao mercado de
trabalho continua acelerando mudanças na forma como as empresas atraem,
desenvolvem e retêm profissionais. Nascidos entre 1997 e 2012, esses jovens que
hoje já ocupam posições que vão de analistas a lideranças ampliam cada vez mais
sua presença nas organizações e trazem novas expectativas sobre carreira,
liderança e ambiente corporativo.
Segundo projeções da Zurich Insurance e do Fórum
Econômico Mundial, a Geração Z deve ocupar 27% dos postos de trabalho no mundo
até o fim de 2025. Com o avanço dessa geração no mercado, empresas passam a
lidar com profissionais que buscam não apenas remuneração competitiva, mas
também propósito, desenvolvimento, bem-estar e alinhamento entre valores
pessoais e cultura organizacional.
De acordo com o Fórum Econômico Mundial, 60% dos
integrantes da Geração Z e dos Millennials consideram os valores da empresa um
fator decisivo na hora de avaliar uma oportunidade profissional. O estudo
também aponta que 90% da Geração Z estaria disposta a deixar um trabalho por
outro que estivesse mais alinhado aos seus valores, indicando uma mudança na
relação de permanência e engajamento dentro das organizações.
Além do propósito, a forma como esses
profissionais enxergam a carreira também apresenta diferenças em relação a
outras gerações. Um estudo da NIQ (NielsenIQ), empresa global especializada em
pesquisas de mercado e análise de dados, mostra que a Geração Z tende a
valorizar mais oportunidades de crescimento e realização pessoal, enquanto os Millennials
demonstram maior preferência por fatores como estabilidade e remuneração.
Esse perfil tem levado empresas a revisarem
estratégias de gestão de pessoas. Programas de desenvolvimento, iniciativas de
diversidade e inclusão, ações voltadas à saúde mental e modelos de liderança
mais próximos passaram a ganhar relevância para atrair e manter talentos em um
ambiente de trabalho cada vez mais diversos.
Segundo a Deloitte Global Gen Z and Millennial
Survey 2026, 96% da Geração Z afirmam que ter um propósito no trabalho é
importante para sua satisfação e bem-estar. O levantamento também mostra que
41% já recusaram um projeto ou empregador por conflito com seus valores
pessoais, enquanto 48% relatam sofrer com burnout, reforçando a importância das
condições de trabalho para a experiência desses profissionais.
Na prática, algumas organizações já começam a
adaptar suas estratégias para esse novo cenário. No Grupo EP, pioneiro na
criação e expansão do modelo de Programa de Benefício em Medicamentos (PBM) no Brasil,
a presença da Geração Z já influencia a evolução das práticas de pessoas. De
acordo com o Censo de Diversidade 2025, 58,3% dos colaboradores da companhia
pertencem a essa geração, cenário que impulsiona iniciativas voltadas à
diversidade, inclusão, desenvolvimento e pertencimento.
“A presença significativa da Geração Z no nosso
quadro de colaboradores reforça a importância de construirmos uma cultura cada vez
mais aberta ao diálogo, à inovação e à escuta ativa. Essa geração traz novas
expectativas sobre o ambiente de trabalho e nos provoca a evoluir continuamente
nossas práticas de desenvolvimento, liderança e pertencimento”, afirma Elinee
Ferreira, diretora de RH e ESG do Grupo EP.
Outro aspecto relevante para essa geração é a
construção de vínculos no ambiente profissional. A pesquisa da Deloitte aponta
que 69% dos jovens têm pelo menos um amigo próximo no trabalho, e que essas
conexões estão relacionadas a uma maior intenção de permanência nas
organizações.
No Grupo EP, essa estratégia é apoiada por
iniciativas voltadas à construção de uma cultura mais inclusiva. A empresa
mantém cinco grupos de afinidade (Afro, Mulheres, PcD, LGBTQIAPN+ e Age Ready)
responsáveis por promover debates, propor melhorias internas e ampliar a
participação dos colaboradores na agenda de diversidade.
“Diversidade e pertencimento precisam estar
conectados à estratégia da empresa. Quando diferentes experiências,
perspectivas e trajetórias fazem parte das decisões, criamos um ambiente mais
colaborativo e preparado para inovar. Essa agenda precisa ser construída de
forma contínua, com participação dos colaboradores e alinhada ao propósito do
negócio”, destaca Elinee Ferreira.
A presença crescente da Geração Z nas empresas
vem provocando mudanças na forma como o mercado de trabalho é estruturado. Com
novas expectativas sobre carreira, desenvolvimento e cultura organizacional,
essa geração passa a influenciar decisões de empresas que buscam equilibrar
diferentes perfis profissionais e adaptar suas estratégias de gestão de
pessoas.
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