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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Economia real: quanto você economiza deixando o carro em casa e usando o transporte público?

Manter um carro no Brasil pode custar até R$3.500 por mês e pesar bem mais no bolso do que o transporte público, que pode reduzir gastos em até R$1.600 mensais

 

Manter um carro no Brasil em 2026 custa, em média, entre R$1.200 e R$3.500 por mês, segundo levantamento da Revista Oeste. Para quem usa o veículo diariamente em capitais como São Paulo, a comparação com o transporte público revela uma diferença que pode ultrapassar R$1.000 mensais. Mas o que exatamente está por trás desse número?


Marco Afonso, especialista de negócios da Simplic, plataforma de empréstimos 100% online, fez as contas e explica o que muda no orçamento de quem decide trocar o carro pelo transporte coletivo.

 

Quem circula de carro próprio pelas grandes cidades enfrenta uma combinação de despesas que costumam passar despercebidas no dia a dia. Combustível, IPVA, licenciamento, seguro e manutenção formam o bloco mais visível. Mas há itens que também corroem o orçamento: estacionamento (entre R$100 e R$200 por mês em regiões comerciais), pedágios urbanos (de R$50 a mais de R$300 mensais) e lavagens periódicas. Para um carro popular rodando cerca de 1.000 km por mês com gasolina a R$6,00 o litro, só o combustível já consome R$540. Somando seguro, IPVA e revisões, o total mensal de um modelo de entrada fica entre R$1.200 e R$2.000. Carros mais completos ou usados em trânsito intenso podem chegar a R$3.500.

 

"As pessoas costumam calcular só a parcela do financiamento ou o quanto gastam de gasolina, mas esquecem que o carro tem uma série de custos fixos que correm independentemente de você usá-lo ou não. Quando você soma tudo, o carro popular já compromete entre R$1.200 e R$2.000 do orçamento todo mês. É um valor que, redirecionado, pode fazer uma diferença real na vida financeira de qualquer família", afirma Afonso.

 

No outro lado da balança, o transporte público em São Paulo passou por reajuste em janeiro de 2026. A tarifa de ônibus subiu para R$5,30 e o metrô e a CPTM passaram a cobrar R$5,40 por viagem, conforme a Portaria SMT.GAB nº 005/2026. Quem combina ônibus e metrô com o vale-transporte paga R$11,32 por deslocamento integrado. Para um trabalhador que usa essa integração duas vezes por dia, cinco dias por semana, o gasto mensal fica em torno de R$412,00.

 

A diferença entre os dois cenários pode chegar a R$1.600 por mês, dependendo do veículo, da quilometragem e dos gastos com estacionamento e pedágios. Ao longo de um ano, isso representa até R$19.200 que deixam de sair do bolso.

 

"Trocar o carro pelo transporte público não é uma decisão fácil e depende muito da realidade de cada pessoa. Mas quando o custo do veículo representa uma fatia grande da renda, vale a pena fazer esse cálculo com honestidade. Em muitos casos, o dinheiro que sai do carro pode ir para uma reserva de emergência, quitar uma dívida ou até investir. O importante é que a decisão seja consciente, não automática", conclui Afonso.

 

Simplic

 

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