A ansiedade nunca esteve tão presente na vida das pessoas. Em meio à rotina acelerada, excesso de informações, pressão social e impactos emocionais intensificados nos últimos anos, os casos relacionados à saúde mental continuam crescendo em todas as faixas etárias.
Segundo o psicólogo Paulo Zago Neto, conhecido como
Neto Zago, a ansiedade não deve ser vista como a causa do problema, mas sim
como um efeito emocional. Ou seja, algo que ainda não foi resolvido
emocionalmente, e que normalmente está sustentado por três pilares: medo,
insegurança e preocupação.
“Gera grande preocupação quando a ansiedade
compromete a qualidade de vida, mantendo a pessoa limitada, em alerta
permanente e impedindo seu desenvolvimento profissional, sua produtividade e
sua capacidade de se relacionar. Muitas vezes, esses quadros se tornam mais
intensos, dão origem ao transtorno de ansiedade generalizada, às crises mais
intensas e até à síndrome do pânico”, explica Zago Neto.
Para o psicólogo, a sociedade vive uma rotina
extremamente acelerada. As pessoas não têm tempo para descansar, para o
autocuidado ou para lidar com as próprias emoções. O ambiente digital também
exerce forte influência sobre o aumento da ansiedade. O uso excessivo de
smartphones e redes sociais faz com que as pessoas estejam constantemente
olhando para fora, enquanto deixam de desenvolver inteligência emocional para
lidar com os próprios sentimentos.
O Brasil lidera o ranking global de transtornos de
ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), são cerca de 19,8
milhões de brasileiros diagnosticados, representando 9,3% da população, mais
que o dobro da média global, que gira em torno de 3,6%. As mulheres são as mais
afetadas, registrando índices que ultrapassam 34%, seguidas pela faixa etária
de 18 a 24 anos.
Neto Zago reforça que as pessoas nunca precisaram
tanto de ajuda psicológica como hoje. Quanto mais cedo buscam ajuda, menores
são as chances desse problema crescer e se transformar em algo ainda mais grave.
Para saber mais, acesse: www.instagram.com/netozagopsicologo

Nenhum comentário:
Postar um comentário