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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Cia. Paideia de Teatro propõe releitura feminina de contos populares em novo espetáculo infantil


Com quase três décadas de carreira, a cia apresenta Adivinhona, peça que acompanha uma mulher inquieta e curiosa que, não estando mais feliz no lugar onde mora, decide sair pelo mundo. A obra busca rever símbolos da cultura popular e romper narrativas pré-estabelecidas
 

 

Com inspiração em contos populares da cultura brasileira, e uma história com o protagonismo e a esperteza feminina, a Cia. Paideia de Teatro estreia seu novo espetáculo infantil, Adivinhona, a partir do dia 13 de junho, sábado, às 16h. A temporada conta com apresentações até 12 de julho de 2026, sempre aos sábados, às 16h, e, aos domingos, às 11h, na Paideia Associação Cultural. A montagem tem texto e direção de Ana Luiza Junqueira e a direção musical de Margot Lohn. O elenco conta com Guilherme Felinto, João Figueiredo, Luísa Crobelatti, Rogerio Modesto e Suzana Azevedo.

A narrativa acompanha uma mulher que decide deixar o lugar onde vive e viajar pelo mundo. Na trama, a protagonista acorda e percebe que não cabe mais na casa onde mora. Levando consigo um ovo encontrado no caminho, parte em busca de um novo lugar para viver. Durante a viagem, atravessa diferentes paisagens até decidir trabalhar como adivinha. Com truques e estratégias, conquista reconhecimento popular e é chamada ao palácio do Rei, onde precisa resolver um mistério antes que o tempo se esgote.

A pesquisa partiu da premissa de que os contos populares têm papel importante na formação da identidade cultural, ao mesmo tempo em que podem perpetuar valores e símbolos ligados a narrativas hegemônicas, proposta que a companhia busca questionar. O processo de criação investigou formas imagéticas fora desses padrões narrativos.

“Os contos populares são importantes formadores da nossa identidade cultural e, por isso mesmo, também podem perpetuar injustiças históricas. Por que nos orgulhamos de personagens como João Grilo, Pedro Malasartes, João Teité, Curupira e Saci-Pererê, protagonistas espertos, audaciosos e criativos, mas não associamos mulheres a esses papéis? Condicionar o imaginário é uma forma de opressão porque impede, desde a infância, que outras possibilidades de vida sejam concebidas. Neste trabalho, buscamos revisitar símbolos da cultura popular e romper narrativas que não desejamos perpetuar”, afirma a diretora.

 

SINOPSE: 

Uma mulher acorda certa manhã e percebe que cresceu demais, já não cabe em sua casinha. Acompanhada de um ovo que encontrou pelo caminho, e do qual cuida com afeto esperando o dia em que algo nascerá, decide sair pelo mundo em busca de um lugar onde seja feliz. 

Passa por diferentes paisagens, até ouvir de alguém: se eu fosse adivinho, estaria nas feiras, adivinhando e ganhando muito dinheiro. Pensa: é isso! Posso ser Adivinha! Com um pouco de esforço e muita malandragem, seus truques ganham fama até chegar aos ouvidos do Rei. 

Agora será levada ao palácio, onde precisará desvendar um grande mistério antes que seja tarde demais. 

 

FICHA TÉCNICA:

Texto e Direção: Ana Luiza Junqueira
Direção Musical e Composições: Margot Lohn
Elenco: Guilherme Felinto, João Figueiredo, Luísa Crobelatti, Rogerio Modesto e Suzana Azevedo
Arranjos e Sonoplastia: Margot Lohn e Rogerio Modesto
Canções originais: Margot Lohn
Musicistas: Margot Lohn e Rogerio Modesto
Figurino e adereços: Clau Carmo
Costureira: Salete André
Confecção de pintinho e galo: Kazumi Kimura
Iluminação: Rogerio Modesto
Assistente de iluminação: Guilherme Felinto
Projeção: Hans Marin
Cenografia: Ana Luiza Junqueira
Técnico de som: Yuri Mercante
Operação de luz e projeção: Daniel Anacleto, Pedro Ramona e Viti Machado

Assistente de produção: Raquel Cristine Souza
Arte gráfica: Giovanna Guimarães
Fotografia: Alma Rosales
Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes
Realização: Cia. Paideia de Teatro e Instituto Mahle
Agradecimentos: Aglaia Pusch, Dimas Felinto, Kelvin Tertuliano, Sandra Crobelatti, Irene Junqueira Marin, João Junqueira Marin.

Agradecemos às crianças da EMEF Carlos de Andrade Rizzini e aos jovens, crianças e professores dos Núcleos de Vivência Teatral da Paideia, que estiveram presentes no processo de montagem. 

 

 

SERVIÇO

Paideia Associação Cultural

Local: R. Darwin, 153. Jardim Sto Amaro/SP

Temporada: De 13 de junho a 12 de julho de 2026, sábados, às 16h, e domingos, às 11h.

Ingressos:R$40 (inteira), R$20 (meia) na bilheteria do teatro.

Indicação etária: 8+. Duração: 70 minutos.

Entrada gratuita para alunos de escolas públicas e suas famílias, crianças e jovens das Casas de Acolhimento e escolas parceiras*.

*Escolas parceiras: EMEF Carlos de Andrade Rizzini, CEMEI Andaguaçu, CEI Jd. São Joaquim, EE Odete Maria de Freitas e EE Prof. Marcia Aparecida da Silva Farias Ries.


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