Médico explica a importância do diagnóstico e do acompanhamento médico para prevenir a anemia, condição que afeta milhões de brasileiros
O Dia da Saúde e Nutrição, celebrado em março, é um convite para
refletir sobre a importância da alimentação equilibrada na prevenção de
doenças. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, apenas manter
uma dieta saudável não é suficiente para suprir as necessidades do organismo,
especialmente quando se trata da deficiência de ferro, uma das principais causas
de anemia no mundo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia afeta
cerca de 1,62 bilhão de pessoas globalmente, sendo mais prevalente entre
crianças, gestantes e mulheres em idade fértil. No Brasil, dados do Ministério
da Saúde indicam que aproximadamente 29% das mulheres em idade reprodutiva e 20%
das crianças menores de cinco anos apresentam algum grau de anemia, grande
parte relacionada à deficiência de ferro.
Segundo o Dr. Carlos Alberto Reyes Medina, Diretor Médico da
Carnot Laboratórios, embora a alimentação seja fundamental, ela nem sempre consegue
atender às demandas do organismo. “Existem situações em que o consumo de ferro
pelos alimentos não é suficiente para corrigir a deficiência. Problemas de
absorção intestinal, perdas sanguíneas, aumento da necessidade do mineral na
gestação e na infância e dietas restritivas são fatores que dificultam a
reposição adequada apenas pela dieta”, explica.
O especialista destaca que sintomas como cansaço excessivo,
palidez, tontura, queda de cabelo, falta de concentração e unhas fracas podem
ser sinais de alerta. “Muitas pessoas normalizam esses sintomas e não
investigam a causa. A deficiência de ferro compromete o transporte de oxigênio
no sangue e impacta diretamente a disposição física e mental”, afirma.
Além da alimentação rica em ferro, presente em carnes, feijão,
vegetais verde-escuros e leguminosas, a absorção do nutriente depende de outros
fatores, como a presença de vitamina C e a redução do consumo de substâncias
que dificultam esse processo, como café e chás em excesso. Ainda assim, em
muitos casos é necessário recorrer à suplementação sob orientação médica.
“O tratamento da deficiência de ferro deve ser individualizado. A
automedicação pode mascarar doenças mais graves ou atrasar o diagnóstico
correto. Por isso, é essencial realizar exames laboratoriais e seguir a
orientação de um profissional de saúde”, alerta Dr. Carlos.
A prevenção também passa por políticas de saúde pública,
acompanhamento nutricional e educação alimentar. Para o especialista, campanhas
como o Dia da Saúde e Nutrição são fundamentais para ampliar o debate sobre um
problema silencioso, mas com grande impacto na qualidade de vida. “Garantir
níveis adequados de ferro é garantir mais energia, melhor imunidade e desenvolvimento
saudável em todas as fases da vida”, ressalta.
Dr. Carlos reforça que a atenção à nutrição deve ser contínua.
“Cuidar da alimentação é o primeiro passo, mas entender quando ela não é
suficiente faz parte do autocuidado responsável. O diagnóstico precoce evita
complicações e melhora significativamente a resposta ao tratamento”, finaliza.
Carnot® Laboratórios

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