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domingo, 15 de março de 2026

Após caso de risco de Maíra Cardi, especialista explica como eliminar o bigode chinês da maneira correta

Influenciadora revelou que busca retirar material definitivo do rosto após risco de necrose. Especialista alerta para riscos do PMMA e explica o que deve ser usado para suavizar dobra na pele do rosto

 

A influenciadora Maíra Cardi voltou a chamar atenção nas redes sociais ao revelar esta semana que pretende passar por uma cirurgia para remover um procedimento realizado anteriormente no rosto. Segundo relatos da influenciadora, a empresária estaria lidando com complicações associadas ao uso de PMMA, substância plástica não absorvível pelo organismo e que pode apresentar complicações irreversíveis, exigindo em alguns casos intervenção cirúrgica para tentativa de retirada do produto. 

A influenciadora teria recorrido ao procedimento para corrigir um caso clássico da estética facial: o chamado “bigode chinês”. O nome popular está associado ao sulco nasogeniano, dobra que se forma entre o nariz e o canto da boca. A formação desse sulco é uma queixa comum durante o envelhecimento, mas especialistas alertam que a escolha do método de tratamento é decisiva para evitar complicações. 

De acordo com a Dra. Carine Amaral, especialista em harmonização orofacial e sócio-fundadora da Espaço Facial, o caso evidencia os riscos do uso de substâncias permanentes na face. 

“Materiais definitivos como o PMMA podem gerar complicações tardias e difíceis de tratar. Em alguns casos, a única alternativa passa a ser uma cirurgia para retirada do produto, o que envolve riscos e nem sempre permite remover totalmente o material, já que ele pode se infiltrar entre os tecidos”, explica a Dra. Carine. 

A especialista ressalta que o sulco nasogeniano costuma surgir principalmente pela perda de colágeno, elastina e sustentação da face ao longo do envelhecimento. Com o tempo, ocorre também redução do suporte das estruturas do terço médio do rosto, favorecendo o aprofundamento dessas dobras. 

Além do envelhecimento natural, fatores como exposição solar excessiva, tabagismo e oscilações de peso também podem intensificar essas marcas. Por isso, a abordagem mais moderna para tratar o chamado bigode chinês não se concentra apenas no sulco em si, mas na sustentação da face e na qualidade da pele. 

“Hoje entendemos que, em muitos casos, o ideal não é tratar apenas o sulco diretamente. O envelhecimento facial envolve perda de sustentação e qualidade da pele. Ao reposicionar estruturas que perderam suporte e estimular a produção de colágeno, conseguimos suavizar a dobra de forma mais natural”, afirma a Dra. Carine.
 

Tratamentos simples e pouco invasivos  

Entre as opções utilizadas para suavizar o sulco está o preenchimento com ácido hialurônico, substância absorvível pelo organismo amplamente utilizada na harmonização facial. O procedimento pode ajudar a reposicionar volumes e melhorar temporariamente a aparência da dobra, com resultados que podem durar, em média, de 12 a 18 meses. 

No entanto, segundo a especialista, atualmente também se dá grande importância aos bioestimuladores de colágeno, que estimulam a produção natural da proteína responsável pela firmeza da pele e ajudam a melhorar a sustentação da face de forma mais global. 

Outras tecnologias também podem contribuir para a melhora do aspecto do sulco nasogeniano, como fios de sustentação, ultrassom microfocado e lasers, técnicas voltadas para melhorar a qualidade e a firmeza da pele. 

Em alguns casos, a aplicação de toxina botulínica também pode complementar o tratamento ao reduzir a ação de músculos que puxam o canto da boca para baixo, suavizando a aparência das linhas de expressão.

Para a especialista, o episódio envolvendo Maíra Cardi reforça a importância de optar por procedimentos reversíveis e realizados por profissionais habilitados. 

“O grande objetivo da estética facial hoje é preservar a naturalidade e tratar o envelhecimento de forma segura e progressiva. Quando utilizamos materiais absorvíveis e estimulamos a qualidade da pele, conseguimos resultados eficazes sem comprometer a saúde do paciente”, conclui a Dra. Carine Amaral.


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