Influenciadora revelou que busca retirar material definitivo do rosto após risco de necrose. Especialista alerta para riscos do PMMA e explica o que deve ser usado para suavizar dobra na pele do rosto
A influenciadora
Maíra Cardi voltou a chamar atenção nas redes sociais ao revelar esta semana
que pretende passar por uma cirurgia para remover um procedimento realizado
anteriormente no rosto. Segundo relatos da influenciadora, a empresária estaria
lidando com complicações associadas ao uso de PMMA, substância plástica não
absorvível pelo organismo e que pode apresentar complicações irreversíveis,
exigindo em alguns casos intervenção cirúrgica para tentativa de retirada do
produto.
A influenciadora
teria recorrido ao procedimento para corrigir um caso clássico da estética
facial: o chamado “bigode chinês”. O nome popular está associado ao sulco
nasogeniano, dobra que se forma entre o nariz e o canto da boca. A formação
desse sulco é uma queixa comum durante o envelhecimento, mas especialistas
alertam que a escolha do método de tratamento é decisiva para evitar
complicações.
De acordo com a
Dra. Carine Amaral, especialista em harmonização orofacial e sócio-fundadora da
Espaço Facial, o caso evidencia os riscos do uso de substâncias permanentes na
face.
“Materiais
definitivos como o PMMA podem gerar complicações tardias e difíceis de tratar.
Em alguns casos, a única alternativa passa a ser uma cirurgia para retirada do
produto, o que envolve riscos e nem sempre permite remover totalmente o
material, já que ele pode se infiltrar entre os tecidos”, explica a Dra.
Carine.
A especialista
ressalta que o sulco nasogeniano costuma surgir principalmente pela perda de
colágeno, elastina e sustentação da face ao longo do envelhecimento. Com o
tempo, ocorre também redução do suporte das estruturas do terço médio do rosto,
favorecendo o aprofundamento dessas dobras.
Além do
envelhecimento natural, fatores como exposição solar excessiva, tabagismo e
oscilações de peso também podem intensificar essas marcas. Por isso, a
abordagem mais moderna para tratar o chamado bigode chinês não se concentra
apenas no sulco em si, mas na sustentação da face e na qualidade da pele.
“Hoje entendemos
que, em muitos casos, o ideal não é tratar apenas o sulco diretamente. O
envelhecimento facial envolve perda de sustentação e qualidade da pele. Ao
reposicionar estruturas que perderam suporte e estimular a produção de
colágeno, conseguimos suavizar a dobra de forma mais natural”, afirma a Dra.
Carine.
Tratamentos
simples e pouco invasivos
Entre as opções
utilizadas para suavizar o sulco está o preenchimento com ácido hialurônico,
substância absorvível pelo organismo amplamente utilizada na harmonização
facial. O procedimento pode ajudar a reposicionar volumes e melhorar
temporariamente a aparência da dobra, com resultados que podem durar, em média,
de 12 a 18 meses.
No entanto,
segundo a especialista, atualmente também se dá grande importância aos
bioestimuladores de colágeno, que estimulam a produção natural da proteína
responsável pela firmeza da pele e ajudam a melhorar a sustentação da face de
forma mais global.
Outras tecnologias
também podem contribuir para a melhora do aspecto do sulco nasogeniano, como
fios de sustentação, ultrassom microfocado e lasers, técnicas voltadas para
melhorar a qualidade e a firmeza da pele.
Em alguns casos, a
aplicação de toxina botulínica também pode complementar o tratamento ao reduzir
a ação de músculos que puxam o canto da boca para baixo, suavizando a aparência
das linhas de expressão.
Para a
especialista, o episódio envolvendo Maíra Cardi reforça a importância de optar
por procedimentos reversíveis e realizados por profissionais habilitados.
“O grande objetivo
da estética facial hoje é preservar a naturalidade e tratar o envelhecimento de
forma segura e progressiva. Quando utilizamos materiais absorvíveis e
estimulamos a qualidade da pele, conseguimos resultados eficazes sem
comprometer a saúde do paciente”, conclui a Dra. Carine Amaral.

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