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domingo, 15 de março de 2026

Após a menopausa, mulheres podem perder até 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos

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Médica explica como as mudanças impactam a saúde da pele feminina ao longo da vida e traz orientações de cuidados para cada fase 

 

No mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, especialistas chamam atenção para um aspecto muitas vezes pouco discutido da saúde feminina: as mudanças que ocorrem na pele ao longo da vida, especialmente após a menopausa. 

Estudos indicam que mulheres podem perder até 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após o início da menopausa, o que contribui para alterações como ressecamento, afinamento cutâneo, maior sensibilidade e perda de firmeza. 

Segundo a médica Dra. Camila Mazza, pós-graduada em dermatologia, a pele costuma ser um dos primeiros lugares onde o corpo sinaliza transformações internas. “A pele reflete alterações hormonais, metabólicas e também aspectos da rotina, como estresse, qualidade do sono e alimentação. Muitas mulheres interpretam esses sinais apenas como uma questão estética, mas eles estão diretamente ligados à saúde”, explica. 

Durante a menopausa, a queda do estrogênio, hormônio fundamental para a estrutura da pele, intensifica essas mudanças. A pele torna-se mais fina, seca e sensível, perde elasticidade e passa a reagir com mais facilidade a estímulos externos, o que pode gerar desconfortos como coceira e irritação. Embora os efeitos se tornem mais evidentes após os 50 anos, a médica reforça que essas transformações acontecem de forma progressiva ao longo da vida. “Na juventude, a prioridade está na proteção e na prevenção. A partir dos 30 anos, a renovação celular começa a desacelerar e os cuidados precisam ser ajustados. Já após a menopausa, preservar a função da pele passa a ser fundamental para manter conforto e qualidade de vida˜, orienta. 

Para ela entender essas mudanças ajuda a evitar erros comuns, como a troca frequente de produtos sem orientação ou a busca por soluções isoladas que não consideram o funcionamento do organismo como um todo. “A dermatologia não trata apenas da estética, a especialidade é capacitada para avaliar a pele como órgão, identificar sinais de alerta e orientar cuidados adequados em cada fase da vida”, afirma. A médica ainda relembra que pequenos hábitos diários, como proteção solar, hidratação adequada e acompanhamento médico, podem contribuir significativamente para manter a saúde da pele ao longo dos anos.

 

Orientações para os cuidados com a pele em cada fase da vida da mulher 

20 a 30 anos (prevenção): protetor solar diário, limpeza suave e hidratante para manter a barreira da pele.

30 a 40 anos (manutenção): protetor solar, antioxidantes como vitamina C e retinol para estimular renovação celular.

40 a 50 anos (atenção às mudanças): hidratantes mais potentes, antioxidantes e proteção solar contínua.

50+ (saúde e função): protetor solar, hidratantes intensivos e ativos que ajudam a estimular colágeno. 



Dra. Camila Mazza - médica pós-graduada em Dermatologia Clínica, Cirúrgica e Estética, com atuação focada em procedimentos minimamente invasivos e no uso de tecnologias avançadas para o cuidado da pele. Com atualização científica contínua, participa de congressos e treinamentos nacionais e internacionais, mantendo-se alinhada às inovações da dermatologia moderna. Integra o corpo clínico da SkinLaser e do Caroline Aguiar Institute, referências em dermatologia e estética médica em São Paulo.
@dracamilamazza


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