Com mulheres já
maioria na medicina, cirurgiãs ampliam presença em técnicas profundas de
rejuvenescimento e reforçam critérios de segurança e naturalidade
As mulheres representam mais da metade dos médicos
em atividade no país, segundo a Demografia Médica no Brasil 2023, estudo
conduzido pela Faculdade de Medicina da USP em parceria com o Conselho Federal
de Medicina. Apesar do avanço numérico, especialidades cirúrgicas de alta
complexidade ainda carregam desigualdades históricas.
Na cirurgia plástica facial, esse cenário começa a
mudar com médicas assumindo liderança técnica em procedimentos estruturais como
o deep plane facelift.
Danielle
Gondim, cirurgiã plástica com atuação exclusiva em
cirurgia facial e especialista em rejuvenescimento profundo, formada pelo
Instituto Ivo Pitanguy e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia
Plástica, também integra a International Society of Aesthetic Plastic Surgery e
lidera clínica focada em procedimentos de alta complexidade como deep plane
facelift. “Estamos falando de preparo técnico e atualização constante. A mulher
ocupa esse espaço porque está altamente qualificada”, afirma.
O deep plane facelift atua abaixo do SMAS, camada
muscular da face, reposicionando estruturas profundas para tratar flacidez em
bochechas, mandíbula e pescoço. A abordagem difere das técnicas superficiais
por promover resultados mais naturais e duradouros. “A paciente quer parecer
descansada, não transformada. O objetivo é restaurar, não padronizar”, diz.
Procedimentos como blefaroplastia, browlift e
enxertos de gordura também integram protocolos personalizados. A cirurgia das
pálpebras pode corrigir excesso de pele e, em alguns casos, melhorar o campo
visual.
Já o reposicionamento das sobrancelhas e a
revolumização com microfat e nanofat contribuem para equilíbrio global da face.
“A análise deve considerar os três terços faciais. O planejamento é
individualizado e técnico”, explica.
A especialista aponta cinco
cuidados que garantem segurança e resultados naturais na cirurgia facial
profunda
Antes de decidir pela cirurgia, é fundamental
entender que segurança e planejamento são determinantes para o resultado.
- Verificar
a formação e titulação
A primeira medida é confirmar se o profissional é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e possui residência reconhecida na área. Isso garante treinamento específico e respaldo técnico. “Cirurgia facial profunda exige conhecimento anatômico detalhado. Não é procedimento simples”, ressalta.
- Avaliar
experiência em técnicas profundas
Nem todo cirurgião domina o plano estrutural da face. É importante questionar quantos casos foram realizados e qual a linha técnica adotada. A experiência influencia diretamente naturalidade e longevidade dos resultados.
- Priorizar
abordagem individualizada
A tendência atual é preservar identidade facial. Técnicas modernas buscam reposicionamento, não tração excessiva. “Cada rosto tem proporções únicas. O resultado deve respeitar essa singularidade”, afirma.
- Considerar
estrutura hospitalar e equipe
Cirurgias de maior porte devem ser realizadas em ambiente hospitalar adequado, com equipe treinada e suporte anestésico qualificado. Esse cuidado reduz riscos e amplia previsibilidade.
- Entender
benefícios e limites do procedimento
Resultados naturais e duradouros são possíveis quando a indicação é correta. Ao mesmo tempo, é essencial discutir tempo de recuperação, possíveis intercorrências e expectativas realistas. Informação transparente fortalece a decisão.
Para a médica, o avanço feminino na cirurgia
plástica facial também está relacionado à escuta ativa e ao cuidado integral. “A
decisão estética envolve aspectos emocionais e sociais. A sensibilidade não
substitui técnica, mas complementa a prática com responsabilidade”, conclui.
No contexto do Dia Internacional da Mulher, o crescimento da presença feminina em congressos, publicações científicas e técnicas inovadoras reforça uma transformação estrutural na medicina brasileira. A liderança das cirurgiãs em áreas antes restritas amplia referências e redefine padrões de excelência na cirurgia facial.
Dra. Danielle - cirurgiã plástica especializada em face, com reconhecimento internacional. Desde a infância interessada pelas artes, formou-se no renomado Instituto Ivo Pitanguy, onde também atuou como docente por quase cinco anos. Ao longo da carreira, realizou diversos fellowships nos principais serviços de cirurgia plástica do mundo, incluindo os centros liderados por Dr. Nayak e Ben Talei, nos Estados Unidos, e por Dr. Francisco Bravo, em Madri. Membro das associações Internacional, Americana e Brasileira de Cirurgia Plástica, é frequentemente convidada a palestrar sobre sua expertise técnica nos congressos mais relevantes da especialidade no Brasil e no exterior. Em 2025, seu trabalho foi premiado no Congresso Mundial de Cirurgia Plástica, realizado em Singapura. Criadora da técnica Singular Restore®, Dra. Danielle alia ciência e arte para alcançar resultados singulares e naturais, nos quais a beleza e a jovialidade se destacam sem evidência da intervenção cirúrgica. Seu trabalho é pautado pela individualidade facial e pela preservação da identidade de cada paciente.
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Linkedin.
Fontes de pesquisa
Conselho Federal de Medicina (CFM) / Faculdade de Medicina da USP (FMUSP)
Demografia Médica no Brasil 2023
https://demografiamedica.org.br/demografia-medica-2023/
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