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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Bandeira vermelha: 5 dicas para economizar no consumo de energia

Mesmo nos dias mais gelados e com a ausência de sol,
um apartamento com boa iluminação natural, com este onde
o 
arquiteto Bruno Moraes mora com sua esposa Dani,
evita que as luzes sejam acesas durante dia
 
Projeto BMA Studio 
 Foto: Guilherme Pucci


As secas que acontecem no inverno sempre é acompanhada por uma má notícia: o aumento das tarifas de energia. Ontem (1 de julho), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que manterá a bandeira tarifária vermelha para as contas do mês de julho.

 

Justamente em um período que há uma elevação do consumo para abrandar o frio, isso quer dizer que as contas terão um adicional de R$ 4,46 a cada 100 kW/h (quilowatt-hora) consumidos. Mas o que é possível fazer para diminuir esses impactos na vida doméstica? O arquiteto Bruno Moraes, à frente do escritório BMA Studio, enumerou algumas dicas a serem implementadas prontamente e outras que podem ser consideradas por meio das instalações e dos eletrodomésticos. Acompanhe:

 

Banho: quem não gosta de uma água bem quentinha?​

 

 

O aquecedor a gás simplifica o ajuste da temperatura da água
que chega até o chuveiro. Quando bem regulado, o morador
nem precisa acionar o misturador de água fria para alcançar
 o nível de aquecimento desejado
 
Projetos BMA Studio – arquiteto Bruno Moraes
 Fotos: Guilherme Pucci

 

Além do uso consciente dos recursos hídricos e elétricos, o profissional orienta sobre o uso do aquecedor a gás. Tendo em vista que o sistema oferece dois registros para ‘misturar’ a temperatura da água, ele sugere que o aquecedor já esteja programado na temperatura que o usuário mais gosta. “Quando o indicador está mais alto, isso indica que o equipamento está esquentando água à toa e pagando mais energia”, analisa. Por isso, a recomendação é regular no gradiente que melhor agradar e não abrir o registro de água fria.

 

Para as residências como chuveiro elétrico, ele chama atenção para o risco de curto-circuito quando aberto com um volume muito baixo de água. Com o superaquecimento, é comum ocorrer a queima da resistência, que por sua vez impacta na diminuição da vida útil do equipamento.“Por mais que seja prazeroso estar embaixo de uma água quentinha, o mais indicado é condicionar-se a banhos mais curtos”, aconselha.

 

Iluminação

O uso das fitas de LED é um meio interessante tanto para 
uma iluminação mais acolhedora, como para não pesar no
consumo mensal de energia 
 
Projetos BMA Studio – arquiteto Bruno Moraes
Fotos: Guilherme Pucci


Pensando na iluminação geral da casa, o arquiteto orienta que seja feito sempre o uso de lâmpadas de LED, que já se popularizaram no mercado justamente por terem maior vida útil enquanto consomem muito menos energia. “Para aqueles que acham a luz branca do led é sem graça e querem dar um charme a mais na decoração, sempre gosto de sugerir que apostem no uso pontual de lâmpadas de filamento ou luminárias. A luz mais usada da casa deve ser sempre a mais econômica”, explica.

 

Considerando que grande parte dos equipamentos eletrônicos possuem o modo stand by,
 aparelhos de TV, consoles de videogame e micro-ondas, entre outros, 
podem representar
até 20% do consumo gasto mensal com energia elétrica
. Portanto, deixá-los desplugados
é uma excelente medida. Nessa sala de estar projetada pelo 
arquiteto Bruno Moraes,
 basta abrir as portas do rack e tirar a televisão da tomada
Projeto BMA Studio – arquiteto Bruno Moraes
 Fotos: Guilherme Pucci

Outro conselho prático é pensar em um circuito de iluminação entre os cômodos da residência. De acordo com o arquiteto, dividir o ambiente em mais de um caminho possibilita acender apenas alguns spots de luz, ao invés de acionar tudo de uma única vez. Além de construir um clima mais aconchegante e criar diferentes cenários para o lar, evita-se que muitas lâmpadas estejam ligadas simultaneamente. “Luminárias com sensor de presença também são boas alternativas para evitar desperdício de energia”, compartilha Bruno. 

A indagação que muitos dos nascidos nas gerações X e Millennials já ouviram dos seus pais: ‘você acha que sou sócio da Light?’, pode ser uma boa lembrança para não manter todas as luzes acesas: basta ativar somente a do local com presença de pessoas.

 

Equipamentos na tomada, mesmo sem uso, consomem sim energia!

 

De acordo com Bruno, ao contrário do que muitos pensam, deixar equipamentos, como o carregador do celular conectado à tomada, impacta sim no acréscimo da conta. Embora aparentemente consuma um volume mínimo – em torno de 0,26 Watt –, na somatória de uma casa com mais de um morador, o hábito impacta em um salto na cobrança mensal. “Trata-se do famoso consumo fantasma”, diz

 

No caso de eletrodomésticos que não podem ser retirados da tomada, como a geladeira, reduzir o gradiente de temperatura não interfere na conservação dos alimentos e coopera na economia.

 

Compra de eletrodomésticos 

Orientação pouco analisada no momento da compra, o profissional recomenda verificar, além do preço, se o equipamento conta com o Selo Procel que indica atesta a eficiência e o consumo em kWh mensal

 


BMA Studio


Bruno Moraes - arquiteto no mercado de arquitetura e interiores, com sólida experiência em projetos e execução de obras. Formado pela Faculdade Belas Artes de São Paulo (FEBASP) e pós-graduado em Gerenciamento de Empreendimentos na Construção Civil pela FAU Mackenzie, Bruno iniciou sua carreira em grandes escritórios, como o do renomado arquiteto Siegbert Zanettini. 
Em 2017, fundou o escritório Bruno Moraes Arquitetura, com foco em projetos residenciais, reformas de apartamentos e espaços comerciais.


Serviço:

(11) 2062-6423
Instagram: @bmastudio
Site: https://brunomoraesarquitetura.com.br/
LinkedIn: https://www.linkedin.com/company/bmastudio-brunomoraes/
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCLxdsdYkhO20PjnpOOm0aYQ


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