Dermatologistas do HSPE alertam sobre atenção com
a composição dos produtos, que podem ser manipuladosFreepik
Dermatologistas do Hospital do Servidor do Estado de São Paulo (HSPE) alertam sobre os riscos das tatuagens temporárias. Isso porque, mesmo que a henna pura seja segura para a pele, muitos componentes podem ser adicionados para que a tinta seja realçada e fique mais duradoura na pele da pessoa que deseja se tatuar temporariamente durante o carnaval.
Vermelhidão e coceira são alguns dos sintomas que podem aparecer se houver uma irritação cutânea ao utilizar hennas com outros componentes agregados na fórmula caseira. Além disso, pápulas - lesões elevadas - podem aparecer no local da tatuagem temporária, e/ou se espalhar pelo corpo.
A recomendação é selecionar bem os produtos que vão ser utilizados, bem como verificar a procedência da henna e quais são os componentes da tinta. Dr. Mario Cézar Pires, médico dermatologista do HSPE alerta sobre o que é possível estar presente na produção da henna.
“O grande problema é que, em muitos casos, são adicionadas substâncias na henna que podem irritar a pele. O principal componente é a parafenilenodiamina, corante preto e que está propenso a desencadear alergias cutâneas. Há casos mais graves ainda em que chegam a adicionar borracha derretida. Dai, a importância de comprar a henna de lugares seguros, bem como ter atenção sobre a procedência da henna oferecida durante as festas”, explica.
Substâncias nocivas
Outros cuidados que os foliões devem ter são com a interação entre maquiagem, brilhos e aerossóis com a pele. A recomendação é que o glitter usado seja biodegradável e hipoalergênicos.
Além
disso, é preciso atenção com os perfumes utilizados nesse período. Os que são
cítricos podem causar ardência e queimaduras com a exposição excessiva da pele
ao sol. A atenção redobra entre as pessoas alérgicas, como explica o médico
dermatologista do HSPE. “Muitos itens podem conter parabenos, classe de
produtos químicos amplamente utilizados na composição de cosméticos, e outros
conservantes, que podem resultar em uma resposta alérgica e causar bolhas,
coceira e descamação cutânea. Uma boa alternativa é verificar se o produto tem
registro na ANVISA, seguir o rótulo com as orientações, prazo de validade e
contraindicações, além de fazer um teste alérgico antes de utilizá-los, uma vez
que tenha histórico de alergias”, finaliza.
Instituto de Assistência
Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe
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