Quiet Firing e
Quiet Quitting: mídias sociais deram nomes para situações que sempre existiram
no mercado de trabalho
A adoção dos novos modelos de trabalho, bem como a
chegada das novas gerações ao mundo corporativo têm levantado algumas questões
e chamado a atenção para situações que na verdade sempre existiram, mas que
eram vistas com outros olhos e recebiam outras denominações. Por meio de um
vídeo que viralizou na plataforma TikTok, uma jovem americana trouxe às
discussões um novo termo, o “quiet quitting” ou desistência silenciosa.
Trata-se de uma antiga postura no ambiente de trabalho que passou a ser
defendida pelas novas gerações, e que consiste em cumprir suas funções e
obrigações, entregando nada além do que foi contratado para fazer.
Como uma alternativa para fugir das longas e
exaustivas jornadas de trabalho no home office, que muitas vezes passaram a
exceder a carga horária diária previamente definida, assim como uma maneira de
equilibrar a vida pessoal e profissional, evitando o esgotamento mental
vivenciado por muitos colaboradores (o conhecido burnout), o quiet quitting
impulsionou outro movimento também já praticado anteriormente por algumas
lideranças, o “quiet firing”, ou demissão silenciosa. Como resposta pouco
inteligente aos colaboradores que não se sentiam engajados ou pouco integrados
aos times, alguns líderes passaram a construir ambientes de trabalho incômodos
ou situações de rotina, que aos poucos aumentam o desejo de desligamento por
parte do colaborador.
“Vivemos um momento de mudança cultural em muitas
organizações, impulsionada pela chegada das novas gerações ao mercado de
trabalho e todos os benefícios que a transformação digital tem proporcionado.
Não faz sentido pensarmos em um futuro positivo para essas companhias se
continuarem com este posicionamento. Com a criação de ambientes digitais
colaborativos, onde todos podem ser inseridos, integrados nas tarefas e
compartilhar suas atividades, não há dúvidas sobre as contribuições de cada um,
sejam líderes ou liderados. As construções acontecem em tempo real, assim como
os feedbacks. Temos hoje, ecossistemas colaborativos e inúmeras ferramentas que
ajudam no ponto crucial para reverter esse quadro, deixando a comunicação e o
gerenciamento muito mais transparentes”, destaca Alline Antóquio, diretora
executiva e especialista em Google da Gentrop, empresa especialista em
transformação digital e líder no quadrante de provedores Google no Brasil.
Em tempos de saúde mental liderando as trend
topics, garantir ambientes de trabalho sadios, flexíveis e
inteligentes pode ajudar a superar outros grandes desafios vivenciados pelas
empresas e suas lideranças e que têm plena sintonia com estes novos termos
“quiet”, como a retenção de talentos e rotatividade dos colaboradores. Nesse
sentido, a transformação digital com olhos voltados às pessoas que fazem parte
do negócio é capaz de sustentar a mudança organizacional que tantas companhias
atravessam e ainda encontram entraves para sua efetivação.
“É o que impulsiona os tão falados engajamento e
produtividade, terminologias que não definem produzir mais ou entregar além do
esperado, e sim, encontrar um propósito pelo trabalho, sentindo-se parte do
negócio, fazendo com competência e responsabilidade as tarefas que lhes
competem. Quando inserimos cada colaborador da forma correta em uma empresa,
recebendo-o e repetindo de tempos em tempos um treinamento inteligente e
eficaz, acompanhando sua adesão às soluções tecnológicas, facilitando a
comunicação entre as equipes, a colaboração, tudo fica mais organizado e
funcional. O colaborador sente que sua contribuição é importante, que suas
ideias são ouvidas, e isso é, sem dúvida, um dos maiores reconhecimentos que se
espera, é o que faz com que ele permaneça e deseje crescer profissionalmente.
Essa clareza reduz todas as chances de atrito entre todas as partes
envolvidas”, complementa Alline.
Gentrop
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