Doença que atinge cerca de 2,6 milhões de brasileiros é grave e marcada por lesões na pele que geram desconforto e vergonha. Não subestimar os sintomas, buscar pelo diagnóstico precoce e pelo tratamento adequado são condutas fundamentais alerta especialista
Prurido, dor, ardor, sensação de queimação, espessamento da pele e lesões[1]. Esses são os principais sintomas da psoríase, doença crônica, sistêmica, imunomediada, não contagiosa e incapacitante que atinge, em sua maioria, pessoas jovens - de 20 a 40 anos - em plena idade produtiva. A psoríase dificulta as atividades do dia a dia, a rotina do trabalho, os momentos de lazer e as relações sociais. As lesões expostas geram vergonha em relação ao corpo, e a dor em áreas sensíveis como solas e palmas gera desconforto. Bullying, isolamento social e discriminação também são comuns devido à manifestação visível da doença. Em outubro acontece o Dia da Conscientização da Psoríase (29/10), data importante para reforçar a importância do diagnóstico precoce e que, apesar de ser uma doença grave, a psoríase tem tratamento. É possível aliviar a jornada desafiadora do paciente, diminuir significativamente os sintomas e oferecer mais qualidade de vida.
A
psoríase se desenvolve a partir da liberação de substâncias inflamatórias pelos
linfócitos T (responsáveis pela defesa do organismo) que ativam uma cascata de
reações que levam ao aparecimento de lesões na pele mais comumente na forma de
placas, caracterizadas por lesões elevadas, avermelhadas e descamativas. “Com o
tratamento adequado esse curso inflamatório é interrompido levando à
consequente melhora dos sintomas”, alerta Dr. Daniel Nunes, dermatologista da
Sociedade Brasileira de Dermatologia e professor de Dermatologia da UFSC. Essa
inflamação sistêmica pode repercutir ainda em outras regiões do corpo. Até 30%
dos pacientes com psoríase podem apresentar artrite psoriásica, por exemplo,
outra manifestação da doença que caracteriza-se pela inflamação nas
articulações afetando dedos das mãos e dos pés, coluna, joelhos, tornozelos e
quadris.
Causas e Sintomas
O
surgimento dos sintomas é imprevisível, podendo ter gatilhos ambientais além de
fatores genéticos contribuindo para o aparecimento da doença. “A psoríase é
causada por predisposição genética associada a fatores externos e
comportamentais como infecções bacterianas e virais e estresse emocional. Os
principais sintomas da psoríase em placas, a forma mais comum da doença, são
lesões de tamanhos variados, delimitadas e avermelhadas, com escamas secas
esbranquiçadas ou prateadas que surgem no couro cabeludo, joelhos e cotovelos”,
explica Dr. Daniel.
Comorbidades são comuns
É
importante destacar que quando falamos de psoríase não estamos falando apenas
de uma doença de pele, estamos falando de uma doença sistêmica. “Isso quer
dizer que ela afeta todo o corpo humano, ao invés de apenas um órgão ou região,
e causa efeitos variados. Por isso, ela também está associada a múltiplas
comorbilidades”, afirma o especialista. Mais de 50% dos pacientes com psoríase
apresentam uma ou mais comorbidades. Entre elas estão a própria artrite
psoriásica, as doenças inflamatórias intestinais, depressão, ansiedade, doença
hepática gordurosa não alcoólica, doença renal crônica e aumento do risco de
doenças cardiovascular relacionado a obesidade, diabetes e hipertensão
arterial. Por isso a abordagem multidisciplinar é fundamental. Isso mostra mais
uma vez a importância do diagnóstico precoce, a busca pelo especialista correto
e a escolha do tratamento adequado desde a descoberta dos primeiros sinais da
doença.
Psoríase e saúde mental
Além
das diversas comorbidades que geram piora na qualidade de vida dos pacientes, a
desinformação e o preconceito acabam gerando um estigma social muito presente.
A combinação dos sintomas físicos e o impacto do estigma afetam a autoestima e
a qualidade de vida do paciente em suas atividades diárias. Ela pode impactar a
saúde emocional, os relacionamentos e o modo como esse paciente lida com o
estresse. Pode até afetar áreas da vida que ele não esperaria, como as roupas
que escolhe usar.
Tratamento adequado
Entre as terapias disponíveis estão as medicações tópicas (cremes e pomadas) e fototerapia (banhos de luz), as medicações orais, e os medicamentos biológicos. Como opção terapêutica para os pacientes que apresentam psoríase de moderada a grave, cerca de 20% deles, os imunobiológicos chegaram como um grande avanço no tratamento da doença. Eles atuam em alvos específicos envolvidos no processo inflamatório, amenizando os sinais e sintomas dessa doença.
Esses
medicamentos são produzidos a partir de organismos vivos por meio de processos
biotecnológicos. “Atualmente, é possível produzir medicamentos biológicos de
atuação altamente específica. Os chamados anticorpos monoclonais, por exemplo,
funcionam de forma dirigida contra alvos específicos da psoríase, diferente de
outros medicamentos”, explica o dermatologista, e finaliza “busque informações de qualidade sobre a
doença e tenha um diálogo aberto com o seu médico para persistir na
busca pelo tratamento mais adequado, seguro e eficaz para a fase em que a sua
doença se encontra. Assim é possível conquistar mais qualidade de vida”.
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Janssen-Cilag
Farmacêutica Ltda.
Referências
Globe D, et al.
Health Qual Life Outcomes. 2009;7:62
Sociedade
Brasileira de Dermatologia
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