Que passar em Medicina não é nada fácil, não é segredo para ninguém. O curso ocupa o topo do ranking dos mais difíceis de se passar, com uma grande diferença dos cursos de Odontologia e Direito, que estão na segunda e terceira posição, respectivamente. Por exemplo, enquanto a média da nota dos candidatos de ampla concorrência para Medicina foi de 820, a dos candidatos para Odontologia foi de 753, e a média da nota de Direito foi de 738, segundo os dados do SISU.
Pensando nisso, a educadora e especialista em
neurociência para ensino-aprendizagem e estrategista para a aprovação no
vestibular, Sabrina Oliveira, separou algumas dicas valiosas para quem está
prestando Medicina e tem a intenção de conseguir ingressar em uma faculdade
pelo ENEM.
Neste momento de reta final, faltando um mês para a
prova, que acontecerá nos dias 13 e 20 de novembro, Sabrina reforça a
necessidade de uma rotina que permita alta performance mental. Dos
aprovados em Medicina na USP de Ribeirão Preto, cerca de 72% dos alunos dormiam
pelo menos sete horas por dia, enquanto 73% dos alunos que foram aprovados em
Medicina na UFOP praticavam atividade física regularmente. Portanto, além de
toda a literatura científica que correlaciona a qualidade do sono, a atividade
física, a exposição à luz natural, a meditação de atenção plena e a regulação
do ritmo circadiano ao aumento das notas, os dados dos aprovados também
comprovam isso.
Sendo assim, Sabrina reforça que a “rotina é
importante para estruturar o preparo mental, físico e emocional, a fim de
regular a disposição, o foco e o humor, para lidar com os imprevistos”. A
especialista aponta que não adianta estudar doze horas por dia o ano inteiro,
se a pessoa chega na hora da prova e não sabe lidar com o tempo e com os
imprevistos e têm dificuldade em colocar os conhecimentos que ela estudou no
momento mais importante para a sua aprovação.
“A preparação física e emocional que o
vestibulando vai ter durante a prova é construída nos períodos anteriores à
prova. Então, se a gente for comparar dois alunos que sabem o mesmo tanto mas
um está com muita dor nas costas durante o ENEM, a dor faz com que se divida a
atenção. Inconscientemente, a pessoa vai querer realizar a prova mais rápido,
atrapalhando o resultado do vestibulando”, exemplifica Sabrina.
Outra questão a ser levantada é a revisão. Mas a
estrategista deixa claro que não é qualquer uma: ela deve ser uma revisão
diferenciada, focando no que costuma cair na prova e na matéria que mais se tem
dificuldade. “Estes são os pontos estruturantes para uma revisão de qualidade,
a pessoa precisa verificar com mais frequência aquilo que ela está errando
mais”, explica.
Por fim, Sabrina aponta a questão da avaliação em
si, que, de acordo com ela, é uma prova de resistência. Ela elucida que, às
vezes, as perguntas nem são tão difíceis, mas quando o vestibulando chega
naquele momento e se depara com 89 questões, junto com a redação e a pressão do
momento, esses fatores levam a pessoa ao erro.
Por isso, Sabrina aponta que é necessário se
trabalhar a atenção e o foco, visando o padrão de correção do ENEM, o sistema
chamado “T.R.I”. “O ENEM valoriza o que a gente chama de coerência pedagógica,
ou seja, é importante que a pessoa acerte mais as perguntas fáceis, depois as
médias e depois as difíceis para ser considerada uma coerência”, dispara,
ressaltando que não é só o número de acertos, mas em acordo com a coerência
pedagógica que se consegue uma boa pontuação.
Para se ter a nota desejada, a pessoa precisa
cuidar do estado emocional dela, como ela lida com o inesperado e com o tempo,
se ela consegue manter a coerência pedagógica para ser valorizada pela T.R.I. e
se consegue fazer uma redação de qualidade.
“Todos esses fatores vão impactar muito nos resultados,
sendo assim, foque neles: rotina, revisão e prova, que são essenciais para esta
reta final”, finaliza a especialista.
Sabrina
Oliveira - especialista em neurociência para ensino-aprendizagem
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