Nenhum líder nasce pronto e completamente preparado para exercer suas funções. Muito pelo contrário, um bom líder é aquele que busca se aperfeiçoar constantemente, aprimorando seus conhecimentos e habilidades em consonância com as mudanças e exigências do mercado e consumidores. As empresas que contarem com estes perfis de liderança, certamente, terão muito a ganhar para seu crescimento – benefício que vem elevando, cada vez mais, a procura por estes profissionais metaforicamente conhecidos como líderes unicórnios.
O nome é em referência às startups unicórnios,
empresas que representam negócios emergentes avaliadas em mais de US$ 1 bilhão,
com uma ampla notoriedade e visibilidade no mundo corporativo. Apenas em 2021,
como exemplo, o Brasil ganhou dez novas startups unicórnios em setores
variados.
Por se tratar de companhias altamente promissoras,
costumam atrair o olhar de muitos investidores, especialmente por sua raridade
de serem encontradas. Não à toa, seu nome unicórnio vem, justamente, pela
associação ao animal folclórico e à dificuldade em encontrá-lo no mundo mágico.
Se tratando dos líderes unicórnios, a mesma
analogia pode ser feita. Assim como nessas companhias, estes perfis de
profissionais são extremamente valorizados por organizações de todos os portes
e segmentos, altamente disputados para que melhorem o clima organizacional, a
gestão de pessoas e satisfação dos times rumo aos objetivos desejados. Sua
marca pessoal e conhecimento são reconhecidos e desejados, para que contribuam
para o crescimento do negócio frente aos concorrentes.
Para aqueles que desejam se tornar um líder
unicórnio, veja os principais cuidados que devem ser tomados nessa missão:
#1 Invista no networking – criar uma rede de contatos é uma estratégia de negócios importante para
todos os profissionais, especialmente para quem deseja se tornar um líder
unicórnio. Além de fortalecer suas conexões com colegas e parceiros, um
networking robusto é uma fonte rica de inspiração sobre as melhores práticas do
mercado. Isso é, observando as experiências e processos seguidos pelos outros
líderes e as adaptando em busca de algo diferenciado. Assim como nas startups
unicórnios, a inovação deve ser a pauta frequente destes líderes, sempre
buscando novas informações e conhecimentos para agregar às suas habilidades com
flexibilidade, de acordo com as demandas do mercado.
#2 Autodesenvolvimento – o comodismo e a falta de iniciativa são os piores comportamentos que um
líder pode ter. Ao invés de esperar uma atitude por parte das empresas, aqueles
que desejam se tornar um líder unicórnio devem ser proativos em seu
autodesenvolvimento, procurando a todo o momento estudar e aprimorar suas hard, soft
skills e lifelong learning para que atendam todas as necessidades
de seu público-alvo. É preciso ter um direcionamento em sua carreira,
utilizando-se dos mais diversos recursos de aprendizados para evoluir estes
quesitos – seja por meio de livros, podcasts, treinamentos online, ou qualquer
outra metodologia. Um dos métodos mais discutidos recentemente a favor deste
objetivo é o chamado Working Out Loud, o qual defende o
compartilhamento de seu trabalho visando a máxima contribuição de outros
profissionais.
#3 Lifelong learning – não existe uma data para terminar de estudar. Muito menos, um limite ou
prazo. O líder unicórnio deve incorporar em sua atitude a prática do
aprendizado contínuo, integrante do conceito de lifelong learning.
Assim, ele não apenas estará preparado para acompanhar as mudanças do mercado
conduzindo a empresa rumo à essa demanda, como principalmente administrar todas
as gerações de profissionais na empresa e seus diferentes perfis. Levando em
consideração as dificuldades em atrair e reter a geração Z no ambiente de
trabalho, ter um líder unicórnio pode fazer toda a diferença para garantir a
satisfação destes jovens e seu empenho à marca.
#4 Equilíbrio com vida pessoal
– ninguém deve viver apenas em favor do trabalho.
Todos aqueles que desequilibraram esta balança, notam rapidamente consequências
sérias para sua saúde física e mental, especialmente ao longo dos últimos anos.
O Brasil já se tornou o segundo país do mundo com mais casos registrados de
Burnout, segundo dados da Anamt, atingindo cerca de 30% dos trabalhadores no
país. A vida profissional, pessoal e espiritual devem ser balanceadas, para uma
qualidade de vida essencial.
O mercado está sedento por líderes unicórnios, que
tenham um conjunto de hard, soft skills e um
comprometimento com o lifelong learning em sua jornada
profissional. Mas, quantos líderes com esse perfil você já encontrou em sua
trajetória? Vale um questionamento sobre quantos líderes deste tipo existem no
mundo corporativo, e o quanto ainda precisa ser desenvolvido visando esta
mudança. Afinal, as necessidades e urgências das empresas e consumidores mudam
a todo o momento, e apenas um líder unicórnio conseguirá acompanhar essas
transformações e gerir os times e a companhia rumo aos objetivos sonhados.
Pollyana
Guimarães - CEO da Evoluzi, empresa de curadoria de treinamentos corporativos.
Evoluzi
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