Especialistas explicam motivos que levam ao problema e orientam sobre os cuidados necessários com esse público
A dificuldade de locomoção é um
risco no processo de envelhecimento e pode surgir devido às mudanças naturais
do organismo em decorrência do avanço da idade.
Diminuição da visão, redução da massa muscular e
problemas que afetam o sistema motor e o equilíbrio, por exemplo, são fatores
que impactam a mobilidade da pessoa idosa. Com o tempo, ela pode apresentar um
andar arrastado, marcha lenta, pisar em falso ou errar o passo. Esses
comportamentos atrapalham atividades básicas, como: se deslocar pela casa,
sentar-se e levantar-se do sofá, fazer uma caminhada, atravessar a rua, entre
outras ações de rotina.
“A capacidade de locomoção pode ser reduzida por
vários motivos, entre eles estão as doenças neurodegenerativas, sequelas de
acidente vascular cerebral (AVC), tontura, fraqueza muscular e cansaço
excessivo. Obesidade e doenças crônicas, como artrite, também podem contribuir
com essa condição”, explica a médica geriatra da Cora Residencial Senior Dra. Ana Catarina
Quadrante.
As quedas e fraturas são eventos comuns na
senioridade e comprometem o movimento. Uma em cada três pessoas com mais de 65
anos já sofreu um acidente desse tipo, de acordo com o Instituto Nacional de
Traumatologia e Ortopedia, ligado ao Ministério da Saúde.
Prevenção e tratamento
Quem enfrenta dificuldades de locomoção não deve
se refugiar na inatividade ou sedentarismo. Colocar o corpo em movimento com
exercícios adequados à sua condição de saúde, até mesmo para quem está acamado,
contribui para garantir mais autonomia e fortalecer a função motora, prevenindo
riscos de queda, por exemplo.
Em instituições de longa permanência para idosos
(ILPI), como a Cora Residencial Senior e CIAI -- Centro Integrado ao Idoso -- a
fisioterapia tem sido uma ferramenta preventiva e de tratamento. Os
especialistas orientam a realização de movimentos que aprimorem a aptidão
física e autonomia, trabalhando flexibilidade, coordenação e equilíbrio.
“É essencial que o idoso tenha uma alimentação
adequada para suprir todas as necessidades nutricionais desta faixa etária, mas
que também pratique exercícios que colaborem para manter a sua composição
muscular e trabalhem o fortalecimento, assim, melhorando a capacidade de
locomoção, mobilidade e estabilidade do corpo”, complementa a geriatra da Cora Dra. Ana Catarina
Quadrante.
Cuidados com o ambiente
Idosos com declínio na capacidade de locomoção também precisam de um ambiente domiciliar adequado e sem riscos de acidentes. Espaços com degraus, pisos escorregadios e que possuam tapetes devem ser evitados. Além disso, é preciso estar atento aos objetos espalhados pela casa e fios ou cabos soltos pelo chão.
“É importante que o local tenha uma estrutura
adaptada para o idoso. Dependendo da capacidade funcional desse indivíduo,
viver em um ambiente inseguro, com elementos que aumentam a probabilidade de queda
e tropeços, oferece riscos à sua saúde”, explica o gerontólogo do CIAI Lucas de
Pontes.
Apoio profissionalizado e socialização
Pessoas com dificuldades de locomoção requerem atenção, paciência, apoio e assistência profissionalizada. Instituições de longa permanência para idosos são uma das alternativas para esse público viver com mais qualidade, bem-estar e segurança, mesmo nos períodos de curta temporada.
O gerontólogo do CIAI esclarece que além de uma equipe multidisciplinar que ofereça cuidados de saúde e estrutura planejada, o que proporciona mais comodidade e conforto, é importante que qualquer pessoa acima dos 65 anos tenha uma vida ativa.
“Diante de algumas limitações, o idoso pode
reduzir sua vontade de interagir e socializar, levando a um comportamento de
isolamento, o que afeta a sua saúde emocional. Por isso, o cuidado deve ser
constante, com estímulos físicos, cognitivos e de socialização, para que ele
viva da melhor forma possível”, finaliza Lucas.
Cora Residencial
Senior

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