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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Carnaval: ritmo intenso desafia ombro e cotovelo de percussionista

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 IA
Instrumentos pesados e movimentos repetitivos aumentam risco de dor e inflamações, alerta SBCOC 

 

O Carnaval, uma das maiores expressões culturais do Brasil, é marcado pelo ritmo contagiante, blocos de rua e desfiles de escolas de samba. Para percussionistas e músicos que sustentam a cadência da festa, porém, a temporada também traz um desafio físico importante: são horas de ensaios e apresentações com movimentos repetitivos, muitas vezes em alta intensidade, que podem sobrecarregar o corpo e desencadear dores e inflamações. Ombros e cotovelos costumam ser as articulações mais exigidas, já que o peso de instrumentos como surdo, repique e caixa impõe carga contínua ao membro superior. 

“O percussionista trabalha por longos períodos levantando, apoiando e movimentando instrumentos pesados, mantendo ritmo e velocidade constantes. Essa combinação de carga e repetição aumenta o risco de lesões por sobrecarga em ombro e cotovelo, principalmente quando não há pausas e preparo adequado”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta. 

Entre os problemas mais frequentes estão as tendinites (inflamações nos tendões) e bursites (inflamação das bursas, bolsas que ajudam no deslizamento das estruturas), além da síndrome do impacto no ombro, quando os tendões ficam comprimidos em movimentos repetidos acima da linha do ombro. Em casos mais avançados, podem ocorrer lesões do manguito rotador, conjunto de tendões responsável pela estabilidade e força da articulação. No cotovelo, a sobrecarga pode levar a epicondilite lateral ou medial, inflamação dos tendões relacionada aos movimentos repetitivos de flexão e extensão do braço e do punho. 

“Quadros desse tipo podem provocar dor, perda de desempenho e limitação de movimentos e, dependendo da gravidade e do tempo de evolução, exigir tratamento mais prolongado e, em alguns casos, até intervenção cirúrgica”, ressalta o ortopedista. O médico lembra que o dano costuma ser acumulativo: “Movimentos repetitivos e esforço prolongado sem descanso adequado favorecem inflamação crônica e desgaste dos tendões, comprometendo a capacidade do músico de tocar”. 

A prevenção começa antes da folia. O aquecimento da musculatura do ombro e do braço, pausas regulares durante ensaios longos, fortalecimento da musculatura estabilizadora (especialmente da escápula e do manguito rotador) e atenção à postura ao tocar ajudam a reduzir a sobrecarga. Ajustar corretamente alças e suportes, quando disponíveis, para distribuir melhor o peso do instrumento também contribui para diminuir o estresse articular. 

Passado o Carnaval, a recuperação é parte essencial do cuidado. “Após a sequência de apresentações, recomenda-se alongamentos leves de ombros e braços para reduzir tensão muscular; repouso relativo por alguns dias, evitando esforços intensos nas articulações dolorosas; além de hidratação e alimentação equilibrada, que ajudam na regeneração muscular”, orienta Malavolta. Em casos de dor persistente, a fisioterapia pode auxiliar no controle da inflamação, na correção de padrões de movimento e no retorno gradual às atividades. 

Sinais como dor que não melhora, inchaço, perda de força, dormência ou dificuldade para elevar o braço e tocar não devem ser ignorados. “O tratamento precoce aumenta a chance de recuperação e permite que os músicos continuem exercendo sua profissão e levando alegria ao público ao longo do ano, sem comprometer a saúde a longo prazo”, conclui o presidente da SBCOC.

  

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo - SBCOC


Excesso de barulho no Carnaval pode causar danos permanentes à audição

Otorrinolaringologistas da ABORL-CCF orientam sobre os riscos do som alto e dão dicas para proteger os ouvidos durante a folia
 

O Carnaval é sinônimo de alegria, música alta e grandes aglomerações. No entanto, a exposição prolongada a sons intensos, comuns em trios elétricos e blocos de rua, pode representar um sério risco à saúde auditiva. Otorrinolaringologistas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) alertam que o excesso de ruído durante a folia pode provocar lesões auditivas temporárias e até permanentes.

“O ouvido não avisa quando está sendo lesionado. Muitas vezes, quando o zumbido aparece, o dano já pode ter ocorrido e ser permanente”, explica o Dr. Ricardo Dourado. 

Ele alerta que o sistema auditivo pode sofrer lesões quando exposto, por períodos prolongados, a ruídos acima de 80 decibéis (dB). Para efeito de comparação, o volume médio dos trios elétricos pode atingir 130 decibéis, muito acima do limite considerado seguro. 

“Estamos falando de um volume extremamente elevado, capaz de causar lesões irreversíveis mesmo em pessoas jovens e sem histórico de problemas auditivos”, ressalta o especialista.

Sons acima de 85 dB já oferecem risco quando a exposição é prolongada. Quanto maior a intensidade sonora, menor deve ser o tempo de permanência no ambiente.

“O zumbido é o primeiro sinal de alerta. Muitas pessoas o encaram como algo passageiro, mas ele indica que o ouvido está sendo sobrecarregado”, reforça o otorrino. 

Em casos mais graves, como em explosões, o barulho intenso pode causar lesões agudas, como perfuração timpânica e outros danos às estruturas, o que pode eventualmente necessitar de cirurgia e outros tratamentos medicamentosos. 

“Se a cóclea for atingida, a perda pode se tornar definitiva, desta forma na menor suspeita, é imprescindível uma rápida avaliação com um otorrinolaringologista para um correto diagnóstico e tratamento adequado, pois quanto antes iniciar o tratamento, maiores as chances de recuperação auditiva.”, explica Dourado. 

Ele alerta ainda que os danos auditivos são cumulativos. “Mesmo pequenas exposições diárias a sons muito altos durante o Carnaval podem gerar prejuízos permanentes. O folião nem sempre percebe os sinais porque a empolgação da festa mascara os sintomas.”
 

Entre os principais sinais de alerta, segundo o especialista, estão:

  • Zumbido nos ouvidos após a exposição
  • Sensação de ouvido entupido ou abafado
  • Dificuldade para compreender conversas
  • Percepção de distorção dos sons.

“Esses sintomas indicam que as células ciliadas do ouvido interno estão sobrecarregadas. Sem descanso, o dano pode se tornar permanente”, diz o médico. 

Além disso, o consumo de álcool, energéticos e a desidratação podem agravar os efeitos do som alto. “O álcool faz com que o folião ignore os sinais do próprio corpo, aumentando o risco de lesões auditivas”, alerta o especialista.
 

Recomendações para proteger a audição durante o Carnaval

  • “Faça pausas a cada 1 ou 2 horas de exposição ao som alto. Procure um local silencioso por 10 a 20 minutos.” Se durante estas pausas, perceber zumbido, avalie interromper a folia pelo resto do dia ou pelo menos aumente o tempo de descanso, a hidratação e tente se manter mais afastado das caixas sonoras.
  • “Evite ficar próximo às caixas de som e aos trios elétricos, onde o volume é mais intenso.”
  • “Alterne dias de folia com períodos mais tranquilos para dar descanso aos ouvidos.”
  • “Redobre a atenção com crianças, que são mais vulneráveis aos efeitos do som intenso.”
  • Pode-se utilizar protetores auditivos para diminuir o risco, mas mesmo com eles, as recomendações anteriores são fundamentais.
     

“Se notar zumbido, abafamento ou dificuldade para ouvir após a folia, procure imediatamente um otorrinolaringologista. Quanto antes a avaliação, maiores as chances de evitar danos permanentes”, finaliza Dr. Ricardo. 

A ABORL-CCF reforça que curtir o Carnaval com responsabilidade é a melhor forma de garantir que a festa termine apenas em boas lembranças e não em prejuízos à saúde auditiva.


Dia do Dermatologista: Sociedade Brasileira de Dermatologia divulga dados sobre Câncer de Pele

Entidade promoveu mais de 17 mil atendimentos durante a campanha Dezembro Laranja e verificou que mais de 60% dos atendidos se expõe ao sol sem proteção 

  

A divulgação dos dados do Dia de Atendimento Gratuito, que integrou a Campanha Dezembro Laranja, de prevenção do câncer de pele, ocorre neste mês de fevereiro, às vésperas da celebração do Dia do Dermatologista, comemorado na próxima quinta-feira (5), data que evidencia a importância da especialidade na luta contra doenças de pele e na promoção do autocuidado. A mobilização nacional realizou 17.562 atendimentos dermatológicos gratuitos em 100 postos por todo o país.

Entre os diagnósticos identificados, os casos de carcinoma basocelular (CBC) corresponderam a 13,96%, seguidos por outras pré-neoplasias (11,67%), carcinoma espinocelular (CEC) (4,49%), melanoma (2,30%) e outros tumores malignos (1,08%). Além disso, 41,47% dos atendimentos identificaram outras dermatoses, enquanto 25,02% não apresentaram alterações dermatológicas.

Já em 2024, o Carcinoma Basocelular (CBC) foi diagnosticado clinicamente em 14,84% dos pacientes, enquanto outras pré-neoplasias representaram 11,51%. O Carcinoma Epidermóide (CEC) foi identificado em 4,68% dos casos, o Melanoma em 2,31% e outros tipos de tumores malignos em 1,21%. O restante dos atendimentos revelou 41,22% de dermatoses diversas, e 24,23% dos pacientes não apresentaram qualquer tipo de doença dermatológica.

Do total de pessoas atendidas em 2025, 61% eram do sexo feminino e 39% do masculino. O dado se manteve em relação ao ano anterior, o que reflete a preocupação maior das mulheres com a saúde. “É fundamental fortalecer que a prevenção é para todos. Os homens também precisam prestar atenção no seu autocuidado”, ressalta Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD.

Em relação à exposição solar, 61% dos atendidos relataram se expor ao sol sem proteção, enquanto 32% afirmaram utilizar proteção solar e 7% disseram não se expor ao sol. A maioria dos participantes não possuía histórico pessoal de câncer de pele (84%), e 71% não relataram histórico familiar da doença. 

A campanha também mostrou forte alcance junto à população. A televisão (29%) e a indicação de amigos (29%) foram os principais meios pelos quais os participantes tomaram conhecimento da ação.

A iniciativa amplia a oportunidade de acesso da população ao dermatologista, visto que de acordo com o dossiê “Brasil à Flor da Pele”, uma em cada 4 pessoas não sabe que o dermatologista é médico e apenas 12% dos brasileiros se consultaram com um médico dermatologista em 2024. A pesquisa do Instituto Datafolha, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia com a divisão de Beleza Dermatológica do Grupo L’Oréal no Brasil, aponta ainda que a renda é um forte preditor de acesso, já que as classes A e B (69% e 66%, respectivamente) apresentam taxas significativamente maiores de acesso à especialidade do que as classes C (46%) e D/E (32%).

“Os resultados do Dezembro Laranja 2025 evidenciam o papel fundamental do dermatologista na promoção da saúde, no diagnóstico precoce do câncer de pele e na orientação da população. No Dia do Dermatologista, os números da campanha reforçam o compromisso da nossa especialidade com a prevenção e o cuidado integral do paciente”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Clique aqui e confira os dados completos!

Além do impacto direto na saúde da população brasileira, evidenciado pelos resultados do Dezembro Laranja, a Dermatologia Brasileira também vem se destacando no cenário internacional, com reconhecimentos concedidos por importantes entidades médicas mundiais.


Prêmios internacionais e reconhecimento da Dermatologia Brasileira 

Ao longo do último ano, dermatologistas do Brasil foram homenageados por importantes entidades internacionais da especialidade, em reconhecimento à excelência científica, à atuação assistencial e à contribuição para o avanço da dermatologia global.

Entre os destaques está a dermatologista Dra. Valeria Aoki,membro da SBD, que recebeu reconhecimento da International League of Dermatological Societies (ILDS) por sua atuação de relevância internacional, contribuindo para o fortalecimento da dermatologia brasileira no cenário científico global.

O dermatologista Dr. Egon Luiz Rodrigues Daxbacher, do Departamento de Hanseníase da SBD, foi contemplado em programa internacional da ILDS por projeto voltado à capacitação profissional e ao enfrentamento da hanseníase, reforçando o compromisso da especialidade com doenças negligenciadas. 

Esse reconhecimento se estende ainda à liderança institucional. O presidente da SBD, Dr. Carlos Barcaui, será homenageado pela American Academy of Dermatology (AAD) durante o congresso anual da entidade, que acontece em março, em reconhecimento à sua atuação e contribuição para o fortalecimento da dermatologia. 

“Celebrar o Dia do Dermatologista é reconhecer não apenas a dedicação diária dos especialistas ao cuidado da pele da população, mas também o prestígio e a credibilidade conquistados pela Dermatologia Brasileira no cenário mundial”, destaca Dr. Carlos Barcaui. 

Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.

 

Dia Mundial do Câncer: avanços no tratamento mudam o paradigma da doença e renovam a esperança de pacientes

 

Avanços científicos têm transformado o tratamento do câncer, ampliando qualidade de vida, adesão e esperança para pacientes, inclusive em subtipos mais agressivos como o câncer de mama triplo-negativo metastático.

 

O tratamento do câncer passa hoje por uma profunda mudança de paradigma. Se no passado o foco estava majoritariamente em prolongar a sobrevida em alguns meses, os avanços recentes da ciência têm permitido abordagens cada vez mais direcionadas e eficazes, com impacto direto na qualidade de vida, adesão ao tratamento e bem-estar emocional dos pacientes.

No Dia Mundial do Câncer (4 de fevereiro), a Gilead reforça a importância de ampliar o debate sobre como a inovação científica tem transformado a experiência de quem convive com a doença — não apenas do ponto de vista clínico, mas também emocional, psicológico e social. Hoje, novos tratamentos possibilitam que pacientes sigam com seus projetos de vida, mantenham rotinas e enfrentem a doença com mais perspectiva e autonomia.



Quando a ciência devolve tempo — e qualidade de vida

Os avanços no tratamento oncológico têm permitido uma abordagem mais personalizada, levando em conta as características do tumor e as necessidades de cada paciente. Esse movimento representa um ganho importante também para os sistemas de saúde, ao favorecer melhor adesão aos tratamentos e maior eficiência no cuidado de longo prazo quando comparamos com os tratamentos utilizados no passado.

“Os avanços da ciência estão mudando a forma como tratamos o câncer e como as pacientes vivenciam a doença. Hoje, o objetivo não é apenas tratar, mas oferecer mais qualidade de vida, escuta ativa e decisões compartilhadas ao longo da jornada”, afirma Flávia Andreghetto, diretora associada de Oncologia da Gilead Sciences.



Câncer de mama triplo-negativo metastático: um subtipo ainda pouco conhecido

Entre os diversos tipos de câncer, o câncer de mama triplo-negativo metastático ainda é pouco conhecido. Esse subtipo é caracterizado pela ausência de três marcadores biológicos — receptores de estrogênio, progesterona e da proteína HER2 — o que limita o uso de terapias-alvo tradicionais e torna o tratamento historicamente mais desafiador. Embora represente uma parcela menor dos casos de câncer de mama, tende a apresentar comportamento mais agressivo e maior risco de progressão.

Nos últimos anos, o avanço de novas abordagens terapêuticas tem ampliado as possibilidades de tratamento e renovado a esperança das pacientes. O tema ganhou maior visibilidade pública recentemente após o diagnóstico da exgovernadora e deputada federal Roseana Sarney, reforçando a importância da informação, da conscientização e do acesso ao diagnóstico e ao cuidado adequado.



O impacto emocional dos avanços no tratamento

Para as pacientes, a evolução da ciência também traz um impacto profundo na forma de lidar com o diagnóstico e o futuro. “Quando recebi o diagnóstico, achei que tudo iria parar. Hoje, com o tratamento, consigo planejar, viver e fazer escolhas”, relata uma paciente em acompanhamento oncológico. Outro depoimento reforça a importância do cuidado integral: “Não é só sobre tratar o tumor, é sobre ser ouvida, ter esperança e continuar vivendo”.



O que muda para o sistema de saúde

A evolução dos tratamentos oncológicos também traz reflexões importantes para os sistemas de saúde, que passam a lidar com pacientes vivendo mais e melhor com a doença. Isso exige modelos de cuidado mais integrados, que considerem não apenas a eficácia clínica, mas também o impacto emocional, social e a sustentabilidade do tratamento ao longo do tempo.

Ao ampliar o debate neste Dia Mundial do Câncer, a Gilead reforça seu compromisso com a ciência, a inovação e o cuidado centrado no paciente, contribuindo para um futuro em que o câncer seja cada vez mais tratado como uma condição possível de ser enfrentada com qualidade de vida, dignidade e esperança.



Gilead Sciences Brasil


Carnaval: como se proteger do calor e da desidratação na folia

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 Nefrologista lista sinais de alerta e dá dicas práticas de hidratação, alimentação e proteção solar para curtir com segurança 

 

Com a chegada do Carnaval, blocos de rua, desfiles e festas voltam a tomar conta de diversas cidades do país. Mas, em meio ao calor intenso do verão e ao consumo de bebidas alcoólicas, a desidratação se torna um dos principais riscos para quem vai aproveitar a folia.

Em 2025, durante o período carnavalesco, a cidade de São Paulo registrou mais de 1.600 atendimentos médicos, segundo dados da Prefeitura, a maioria relacionada à desidratação.

De acordo com Verônica Gaudino, nefrologista do Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano, isso ocorre pois, além do calor, o álcool contribui diretamente para a perda de líquidos no organismo.

“A bebida alcoólica tem efeito diurético, aumentando a eliminação de água. O problema é que, durante a festa, muitas pessoas não percebem os sinais iniciais de desidratação, que podem ser agravados conforme o consumo aumenta”, explica.

A médica alerta para sintomas clássicos como boca seca, urina escura e em pouca quantidade, dor de cabeça, tontura, fraqueza e sede intensa. Ela reforça que a desidratação pode ocorrer não apenas durante o evento, mas também após o consumo de álcool, contribuindo para a chamada “ressaca”.

 

5 dicas para curtir o Carnaval de forma saudável

Evite misturar diferentes tipos de bebidas alcoólicas: A combinação de destilados e fermentados pode dificultar a percepção da quantidade ingerida e intensificar os efeitos do álcool no organismo.

Atenção à procedência das bebidas: “Casos de intoxicação por bebidas adulteradas continuam sendo registrados, seja por substâncias como metanol ou até por riscos infecciosos. O ideal é consumir apenas produtos com procedência garantida”, orienta a especialista do São Luiz São Caetano.

Proteja-se do sol e do calor: Chapéus, bonés, protetor solar e pausas em locais com sombra ajudam a reduzir o risco de insolação e perda excessiva de líquidos.

Intercale álcool e água: “A cada copo de bebida alcoólica, o recomendado é consumir um copo de água, de forma intercalada. Isso ajuda a manter a hidratação e reduz os efeitos da embriaguez e da ressaca”, diz a nefrologista.

Não fique longos períodos sem se alimentar: Manter uma boa alimentação antes, durante e depois da folia é essencial para evitar queda de energia e outros mal-estares.

 

“Kit Carnaval”: itens essenciais para a folia

A médica também recomenda que os foliões preparem um pequeno kit com itens básicos para o dia:

“Levar uma garrafa de água que possa ser reabastecida, boné ou chapéu, protetor solar e pequenos lanches faz toda a diferença. Roupas leves e claras também ajudam no conforto”, afirma.

Segundo a especialista, o segredo para aproveitar o Carnaval está no equilíbrio entre diversão e responsabilidade. “Mais do que conscientização, é fundamental ter autocuidado, respeitar os próprios limites e saber identificar o momento de parar e descansar”, finaliza a especialista.

Inaugurado em junho de 2017, o Hospital e Maternidade São Luiz São Caetano foi o primeiro da marca São Luiz fora da capital paulista. Desde então, tornou-se referência na região do ABC pelo cuidado humanizado e excelência técnica. Com mais de 37 mil metros quadrados e certificação internacional da Joint Commission International (JCI), a unidade integra a Rede D’Or, maior empresa de saúde da América Latina.

 

Rede D’Or

 

ANVISA APROVA LIBTAYO® (CEMIPLIMABE) COMO A PRIMEIRA IMUNOTERAPIA PARA CARCINOMA ESPINOCELULAR CUTÂNEO DE ALTO RISCO NO CENÁRIO ADJUVANTE

  

Câncer de pele é o mais comum no país, tendo a exposição excessiva ao sol, mais frequente no verão, como um de seus principais fatores de risco

 

O carcinoma espinocelular cutâneo (CEC), um dos cânceres de pele não melanoma mais comuns no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA)¹, passa a contar com uma nova opção terapêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o Libtayo® (cemiplimabe) como terapia adjuvante para pacientes adultos com carcinoma espinocelular cutâneo com alto risco de recorrência após cirurgia e radioterapia². Com essa decisão, o Libtayo® torna-se a primeira e única imunoterapia autorizada no Brasil para essa indicação. 

A aprovação tem como base os resultados do estudo pivotal de fase III C-POST, que demonstrou que o uso adjuvante de Libtayo reduziu em 68% o risco de recorrência da doença ou morte quando comparado ao placebo (HR: 0,32; IC 95%: 0,20–0,51.  

O Libtayo é um anticorpo monoclonal anti-PD-1 que atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. Seu perfil de segurança no cenário adjuvante é consistente com aquele já conhecido nas indicações oncológicas avançadas, sendo as reações adversas mais comuns vermelhidão, prurido e hipotireoidismo⁴. Com essa nova indicação, o medicamento amplia seu papel ao permitir uma intervenção mais precoce, com potencial para modificar o curso da doença e reduzir a progressão para estágios mais graves. 

No Brasil, o Libtayo é comercializado pela Adium, por meio de um acordo exclusivo de distribuição com a Regeneron Ireland DAC, subsidiária integral da Regeneron. Além desta aprovação para CEC de alto risco, o Libtayo também é aprovado no país para determinados pacientes como monoterapia ou em combinação com quimioterapia no câncer de pulmão não pequenas células avançado, bem como para determinados pacientes com formas avançadas de CEC, carcinoma basocelular e câncer do colo do útero. 

A Adium é uma empresa farmacêutica com atuação em 18 países da América Latina, que vem se consolidando como um player relevante em oncologia. A companhia conta com uma unidade de negócios dedicada à área e um portfólio robusto, com mais de 40 moléculas comercializadas no país em diferentes áreas terapêuticas, incluindo oncologia, doenças raras, sistema nervoso central, dor e saúde urológica. 

“A aprovação do Libtayo no cenário adjuvante do CEC reforça o compromisso da Adium com a ampliação do acesso a terapias inovadoras baseadas em evidências científicas, contribuindo para a evolução do tratamento do câncer no Brasil e na América Latina”, afirma Dr. Eduardo Issa, diretor médico da companhia. Ao incorporar avanços que permitem tratar pacientes em estágios mais precoces da doença, a empresa fortalece seu papel no enfrentamento de alguns dos cânceres mais comuns da população.

  

Adium


Referências:

1. BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer de pele representa 30% de todos os tumores malignos registrados no país. Brasília, DF, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com-ciencia/noticias/2025/fevereiro/cancer-de-pele-representa-30-de-todos-os-tumores-malignos-registrados-no-pais. Acesso em: 06/01/2026.

2. BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução RE nº 5.268, de 30 de dezembro de 2025. Aprova petições relacionadas à Gerência-Geral de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas – 77A. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 5 jan. 2026, p. 46. Disponível em: https://diaoficial.com/linkdo/2101716/2026_01_05_ASSINADO_do2. Acesso em: 06/01/2026.

3. RISCHIN, D.; PORCEDDU, S.; DAY, F.; et al. Adjuvant cemiplimab or placebo in high-risk cutaneous squamous-cell carcinoma. The New England Journal of Medicine, v. 393, n. 8, p. 774–785, 21 ago. 2025. 4. ADIUM BRASIL. Bula do Libtayo® (cemiplimabe). São Paulo, 2024. Disponível em: https://adium.com.br/wp-content/uploads/sites/3/2024/06/BU_VP_LIBTAYO.pdf. Acesso em: 06/01/2026



Planejando aproveitar os feriados? Mesmo para destinos nacionais, a vacinação é primordial para uma viagem segura

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Especialista reforça que a atualização do cartão de vacinas é passo essencial para evitar doenças e não apenas cumprir regras de embarque



O ano de 2026 será marcado por feriados prolongados, o que fará o planejamento de viagens ganhar força. Além de passagens, roteiros e malas, um item essencial muitas vezes é esquecido: a atualização do cartão de vacinação. Para garantir uma viagem tranquila e segura, seja dentro ou fora do Brasil, a imunização é um cuidado indispensável que protege contra doenças endêmicas em diferentes regiões. 

Segundo a infectologista do Sabin Diagnóstico e Saúde, Luciana Campos, a vacinação é uma das principais barreiras contra imprevistos de saúde que podem comprometer a experiência do viajante. “Muitas pessoas se concentram nos detalhes logísticos da viagem e subestimam os riscos de contrair doenças infecciosas. Manter a vacinação em dia não é apenas uma exigência burocrática de alguns países; é a principal medida de proteção para si e para os outros, evitando surtos e garantindo que as únicas lembranças da viagem sejam positivas”, explica a especialista. 


Viagens dentro do Brasil: quais vacinas são importantes? 

Mesmo para quem viaja dentro do território nacional, a atenção ao calendário vacinal é fundamental. A vacina contra a febre amarela, por exemplo, é altamente recomendada para destinos em áreas de mata e rios, como as regiões Norte e Centro-Oeste, e partes do Sudeste e Sul. 

Além dela, é importante verificar a situação de outras vacinas básicas: 

  • Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola): O Brasil ainda registra surtos de sarampo, e a vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. 
  • Hepatites A e B: A hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados, um risco em locais com saneamento precário. Já a hepatite B pode ser contraída por contato com sangue ou relações sexuais. 
  • Difteria e Tétano (dT): Essencial para todos, especialmente para quem pratica ecoturismo ou atividades ao ar livre. 

 

Viagens Internacionais: do CIVP a recomendações específicas 

Para viagens ao exterior, a primeira verificação deve ser a exigência do Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) contra a febre amarela. Mais de 100 países exigem o documento, que deve ser emitido após a vacinação com, no mínimo, 10 dias de antecedência do embarque. 

“Cada roteiro é único, e as necessidades de imunização também. Destinos na África, Sudeste Asiático ou América do Sul podem exigir vacinas contra febre tifoide, meningite meningocócica, poliomielite e até raiva, dependendo das atividades planejadas e do tempo de estadia. Por isso, a consulta a um especialista antes de viajar é fundamental para uma orientação personalizada”, reforça a médica Luciana Campos. 

 

Planejamento é a chave 

O ideal é que o viajante procure orientação médica de quatro a oito semanas antes da viagem. Esse tempo é necessário para avaliar o histórico vacinal, aplicar as doses necessárias e garantir que o corpo produza a proteção adequada. 

Para auxiliar nesse planejamento, o Sabin Diagnóstico e Saúde oferece um portfólio completo de imunizantes para todas as idades e necessidades. Com unidades em diversas cidades e a conveniência do atendimento móvel, os viajantes podem receber orientação especializada e atualizar o cartão de vacinas de forma prática e segura, garantindo que a saúde também esteja na bagagem. 


Grupo Sabin
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Menopausa no verão intensifica sintomas e exige novos cuidados

 

divulgação

Altas temperaturas podem agravar ondas de calor, suores noturnos e distúrbios do sono; especialista orienta como amenizar desconfortos

 

Encarar a menopausa no verão exige pequenas adaptações que podem fazer diferença. Com hidratação, sono de qualidade, alimentação saudável e cuidados com a saúde mental é possível atravessar essa fase de forma mais leve e feliz.1 Durante o climatério, muitas mulheres passam a ter dificuldades para dormir, com insônia e despertares frequentes, agravados por suores noturnos. Essa interrupção do sono pode comprometer a qualidade de vida de forma significativa.2  

“Com o aumento da temperatura, as alterações hormonais que impactam diretamente a qualidade de vida das mulheres, ficam mais evidentes. Ondas de calor e suor excessivo, principalmente à noite, distúrbios do sono, alterações de humor e instabilidade emocional, falta de energia e cansaço persistente tendem a ser percebidos com mais intensidade”, explica a ginecologista e obstetra especialista da Libbs Farmacêutica, Thalita Domenich. 

A especialista sugere adotar alguns hábitos simples no dia a dia que podem amenizar os sintomas e fazer uma grande diferença no conforto e na qualidade de vida:
 

Alimentação saudável – Se possível, aumente o consumo de frutas, legumes e verduras com alta porcentagem de água — como melão, melancia, pepino ou alface — para ajudar a manter o corpo hidratado e o metabolismo equilibrado. Também é importante reduzir o consumo de alimentos muito picantes, refeições pesadas, excesso de cafeína ou álcool, que podem prejudicar o conforto térmico e dificultar a hidratação.1,2

Exercícios físicos - Prefira fazer exercícios logo pela manhã ou à noite, quando o calor está mais ameno. Evite se expor ao sol e ao calor intenso nos demais períodos do dia.1,3

Hidratação - Nos dias mais quentes, a hidratação é mais essencial ainda — o suor e as ondas de calor podem favorecer tanto a desidratação quanto a retenção de líquidos. Levar uma garrafa de água ao longo do dia pode ajudar a manter a ingestão adequada.4

Roupas confortáveis - Na hora de escolher as roupas, vale apostar em peças leves e de cores claras, — preferencialmente em tecidos naturais, como algodão ou linho —, que ajudam a manter o corpo fresco e reduzem o desconforto térmico.5

Saúde mental - O aumento da temperatura pode intensificar irritabilidade, ansiedade e oscilações de humor comuns na menopausa. Atividades suaves como meditação ou exercícios de respiração ajudam a aliviar o estresse e trazem mais equilíbrio emocional.1,2

Sono – Mantenha o quarto arejado. Abra janelas, use ventilador ou ar-condicionado para refrescar o ambiente. Roupas de cama leves e um banho fresco antes de dormir também ajudam a diminuir o suor noturno e garantem um sono mais tranquilo.5

 

Libbs
www.libbs.com.br


Referências:

1. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Menopausa e climatério 2020. [Internet] [Acesso em 12 Jan 2026]. Disponível em: Link

2. Machado RB, Pompei LM, eds.; Paiva LHSC, Melo NR, Wender MCO, Fernandes CE, eds. assoc. Consenso Brasileiro de Terapêutica Hormonal do Climatério. 3ª ed. Barueri, SP: Alef Editora; 2024. ISBN: 978-65-81077-06-8.

3. Dąbrowska-Galas, Magdalena, et al. “High Physical Activity Level May Reduce Menopausal Symptoms”. Medicina, v. 55, n. 8, agosto de 2019, p. 466. [Internet]. [Acesso em 9 jan. 2026]. Disponível em: Link

4. Scientific American. How to Stay Hydrated During a Summer Heatwave, According to Experts. 2024 Jan. [Internet]. [Acesso em 20 jan. 2026]. Disponível em: Link

5. Bertisch S, Joffe H. Sleep and menopause. Menopause. 2025. [Internet]. [Acesso em 9 jan. 2026]. Disponível em: Link


Brasileiras recorrem cada vez mais ao congelamento de óvulos para preservação da fertilidade

 Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o número de procedimentos em mulheres abaixo de 35 anos quase dobrou em três anos

 

O relógio biológico feminino diminui as chances de engravidar após os 35 anos. Nessa idade, a probabilidade de a mulher engravidar de maneira natural no decorrer de um ano de tentativas é de 55%, contra 86% aos 25 anos. Quando chega aos 45 anos, as chances são de apenas 6%. Por outro lado, aumenta a possibilidade de infertilidade: se, aos 35 anos, uma mulher tem 10% de chance de se tornar infértil, aos 45 anos, esse índice mais do que quadruplica e atinge 55%. 

A diminuição da fertilidade da mulher vai de encontro à crescente tendência de adiamento da maternidade no Brasil, motivada pelas transformações sociais. Dados do IBGE refletem esse fenômeno: o último censo revelou que a idade média ao ter filhos passou de 26 anos, em 2000, para 28 anos, em 2022; e estatísticas do Registro Civil apontam que, nas últimas duas décadas, também cresceu o número de nascimentos gerados por mães com 35 a 39 anos de idade, o que coincide com o momento em que o declínio da fertilidade começa a se acentuar. 

Diante dessa nova realidade, as mulheres buscam soluções para realizar o sonho da maternidade no tempo em que consideraram adequado, sem abrir mão de conquistas pessoais e profissionais. “Com isso em vista, é fundamental a realização, o quanto antes, de consulta com um especialista em reprodução assistida para que ele avalie a reserva ovariana da paciente e oriente sobre se há indicação para o congelamento de óvulos”, afirma Dra. Cláudia Navarro, diretora da Clínica Life Search de Medicina Reprodutiva, que é referência da especialidade em Minas Gerais e integra o Fertgroup, maior rede nacional de clínicas especializadas em reprodução humana. 

Depois dos 35 anos, se acelera a perda dos folículos, pequenas estruturas localizadas nos ovários que podem dar origem a óvulos maduros, ou seja, prontos para a fecundação. A reserva ovariana é um dos marcadores do potencial reprodutivo da mulher, uma vez que se refere à quantidade remanescente de folículos no ovário. “Nascemos com um determinado número de folículos — um estoque que se reduz continuamente ao longo da vida reprodutiva e não é reposto. “A mulher perde óvulos desde o nascimento, perda que se acelera após os 35 anos e alcança queda ainda mais rápida após os 37 anos. Além da diminuição da quantidade de óvulos, ocorrequeda na qualidade, o que torna mais desafiadora a gestação e o nascimento de bebês saudáveis”, explica Dra. Cláudia.

 

Cresce a adesão ao congelamento de óvulos no Brasil 

Inclinadas a terem filhos mais tarde, as brasileiras recorrem cada vez mais ao congelamento de óvulos enquanto estão no auge da idade reprodutiva, para garantir maiores chances de engravidar. Isso traz segurança a elas em relação ao próprio futuro reprodutivo, embora o congelamento não seja uma garantia total de gravidez”, reflete Dra. Cláudia.

De acordo com o Sistema Nacional de Produção de Embriões (SisEmbrio) da Anvisa, o número de ciclos de criopreservação de óvulos quase dobrou entre 2020 e 2023 no Brasil, especialmente entre mulheres com menos de 35 anos. Em 2023, foram 4.340 ciclos, 97,9% a mais do que os 2.193 realizados em 2020, primeiro ano sobre o qual há informações disponíveis. 

O momento no qual uma mulher congela seus óvulos importa muito para as chances de ter um bebê no futuro. Entre os motivos, está o fato de que o óvulo de pior qualidade irá gerar embriões também de pior qualidade, aumentando o risco de aborto espontâneo. Até os 30 anos esse risco se mantém estável, em torno de 10%. A partir dos 35, começa a subir gradualmente. Após os 44 anos, mais de 70% das gestações terminam em aborto espontâneo. “O recomendável é que o procedimento seja feito, preferencialmente, até os 34 anos, para aumentar as possibilidades de sucesso, devido à maior quantidade e melhor qualidade dos óvulos”, ressalta Dra. Cláudia Navarro.

 

Fluxo de turistas para o maior evento esportivo do ano reforça importância da vacinação

 

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 Especialista em imunização da Saúde Livre Vacinas, Dr. Fábio Argenta, explica o tempo ideal para se proteger antes do campeonato de futebol mais aguardado do planeta 

 

A partir de 11 de junho, começa mais uma edição do maior campeonato de futebol masculino do mundo e, pela primeira vez, a competição será realizada em três países: Canadá, Estados Unidos e México. De acordo com a entidade responsável pelo torneio, em apenas 33 dias de vendas, o evento já ultrapassou a marca de 500 milhões de solicitações por ingressos, estabelecendo um recorde de procura. Com a contagem regressiva oficialmente iniciada, os preparativos dos torcedores que pretendem acompanhar as partidas fora do país também entram em ritmo acelerado. E, nesse planejamento, que vai muito além de passagens e entradas para os jogos, um cuidado essencial merece atenção especial: estar com a vacinação em dia.

“Antes de embarcar para uma viagem internacional, é imprescindível verificar se as vacinas de rotina estão atualizadas. Entre elas, estão imunizações amplamente recomendadas no Brasil para diferentes faixas etárias, como as que protegem contra gripe, febre amarela e sarampo. A conferência da caderneta deve ser feita com antecedência, já que alguns imunizantes precisam de um período mínimo para atingir proteção adequada, enquanto outros exigem mais de uma aplicação para garantir cobertura completa”, ressalta o Dr. Fábio Argenta, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre Vacinas, rede especialista em imunização.

A seguir, o Dr. Fábio Argenta explica quais vacinas são recomendadas para os torcedores que vão acompanhar os jogos fora do país e esclarece o tempo necessário para que cada uma ofereça proteção completa, seja com uma única dose ou com esquema múltiplo.

  • Febre amarela: Para a maioria das pessoas adultas, uma única aplicação garante proteção vitalícia. No caso das crianças, o recomendado é aplicar aos 9 meses e um reforço aos 4 anos. Em situações específicas, como esquemas incompletos ou viagens para áreas de risco, pode ser necessária uma segunda dose. É importante tomar com antecedência: o ideal é pelo menos 10 dias antes da viagem.
  • Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola): A primeira dose deve ser aplicada aos 12 meses de idade e a segunda, aos 15 meses. No caso de bebês de 6 a 11 meses em regiões de surto, há a indicação de uma dose extra. Adultos entre 30 e 59 anos não vacinados precisam de uma dose, enquanto pessoas acima de 60 anos, em geral, não necessitam. Antecedência ideal: pelo menos 15 dias. 
  • COVID-19: O esquema de doses depende da idade, condição de saúde e tipo de imunizante. No Brasil, as diretrizes incluem doses iniciais e reforços periódicos. Antecedência ideal: 14 dias após a última dose indicada.
  • Gripe (influenza): Protege contra as cepas sazonais e reduz o risco de contrair a doença durante a viagem. Indicada a partir dos 6 meses de idade, sem limite máximo. Crianças entre 6 meses e 8 anos, em primeira vacinação, devem receber duas doses com intervalo de 30 dias. Já os adultos devem se vacinar contra a influenza anualmente, já que o vírus passa por mutações. Antecedência ideal: 10 a 15 dias.
  • Hepatite A e B: A imunização contra hepatite A, transmitida por água ou alimentos contaminados, geralmente requer duas doses com intervalo de 6 meses para proteção duradoura. Já a hepatite B, transmitida por fluidos corporais, exige três doses 0-1-6 meses, que significa que a primeira dose é aplicada no início (mês zero), a segunda um mês depois e a terceira seis meses após a primeira, sendo a primeira dose geralmente aplicada ao nascer. Em ambos os casos, começar o esquema com antecedência garante que a proteção esteja completa antes da viagem. Antecedência ideal: 15 a 30 dias para hepatite A e pelo menos 30 dias para hepatite B.
  • Meningite: A proteção depende do tipo de vacina e da idade do viajante. Para a meningite C, o esquema inclui uma ou duas doses na infância, com reforço na adolescência. Já a vacina ACWY é aplicada em uma ou duas doses, dependendo da idade, e a B segue recomendações específicas para crianças e adolescentes. Adultos podem ser vacinados em situações especiais, como viagens, exposição profissional ou condições de risco. O imunizante protege contra o meningococo, bactéria que pode causar inflamação nas membranas do cérebro. Antecedência ideal: 10 a 15 dias antes da viagem.

“A circulação em aeroportos, hotéis, restaurantes e nos estádios aumentam o risco de contágio de muitas doenças. Por isso, a vacinação é recomendada para proteger não apenas o viajante, mas também as comunidades visitadas”, destaca o especialista. 

 

Fevereiro Laranja: o que realmente importa quando o assunto é leucemia

 

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz destaca como tempo, diagnóstico preciso e acesso ao tratamento impactam diretamente a jornada do paciente 

 

No mês de conscientização sobre a leucemia, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz chama a atenção para os fatores que realmente fazem diferença no enfrentamento da doença: agir no tempo certo, realizar um diagnóstico preciso e garantir acesso ao tratamento adequado. 

Dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar cerca de 12.220 novos casos de leucemia por ano no triênio 2026–2028, sendo 6.540 entre homens e 5.680 entre mulheres1. 

“Leucemia não é uma doença única. Existem diferentes tipos, com comportamentos e tratamentos específicos. Por isso, a rapidez na investigação e a definição correta do diagnóstico são determinantes para o sucesso do tratamento”, afirma Dr. Philip Bachour, hematologista e coordenador do Serviço de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

Tempo: acesso rápido a exames e especialistas é decisivo na leucemia 

O tempo é um fator decisivo na jornada do paciente com leucemia. O acesso rápido à avaliação especializada e a exames mais precisos permite identificar precocemente a doença e classificar corretamente o tipo de leucemia, etapa essencial para a definição da estratégia terapêutica. 

Atualmente, exames laboratoriais avançados, incluindo análises genéticas e moleculares, possibilitam compreender com maior precisão o perfil da doença. Quando realizados de forma ágil, esses exames transformam o tempo em um aliado, ampliando as chances de controle da leucemia e melhorando os desfechos clínicos.

 

Diagnóstico preciso para tratamento direcionado e ágil 

O diagnóstico correto é a base para decisões rápidas e eficazes no tratamento da leucemia. A classificação adequada do tipo da doença permite indicar terapias específicas desde o início e, quando necessário, encaminhar o paciente de forma mais rápida para o transplante de medula óssea. Esse cuidado evita atrasos, reduz o risco de tratamentos inadequados e impacta diretamente a resposta clínica e a qualidade de vida do paciente. 

Quando o diagnóstico é feito de forma correta e no tempo certo, é possível agir com mais precisão desde o início do tratamento, aumentando as chances de melhores resultados.

 

Acesso ao tratamento: avanços e desigualdades 

O tratamento da leucemia evoluiu de forma significativa nos últimos anos e hoje inclui quimioterapia, terapias-alvo e terapias celulares, de acordo com o perfil de cada paciente. No entanto, o acesso a esses recursos ainda é desigual no Brasil, com diferenças importantes entre o sistema público e o sistema privado de saúde – desigualdade que impacta diretamente os desfechos clínicos. 

Um estudo brasileiro publicado em 2024 na revista científica Blood, uma das principais publicações internacionais da American Society of Hematology (ASH), analisou 235 pacientes com leucemia mieloide aguda (LMA) tratados nos dois sistemas e evidenciou disparidades relevantes. A mortalidade precoce foi de 26,8% no sistema público, contra 9,8% no sistema privado. A sobrevida global mediana foi de 7 meses entre pacientes atendidos na rede pública, comparada a 22 meses no sistema privado, além de uma sobrevida livre de progressão significativamente menor no SUS2. 

“Esses dados mostram que o acesso ao diagnóstico adequado e às terapias corretas não é apenas uma questão de estrutura, mas um fator que interfere diretamente na chance de sobrevivência do paciente”, afirma D. Philip Bachour. 

Os resultados do estudo indicam que fatores como menor acesso a exames moleculares avançados, como painéis de sequenciamento genético (NGS), e a disponibilidade limitada de terapias inovadoras contribuem para diagnósticos menos precisos e tratamentos menos individualizados no sistema público. Mesmo pacientes mais idosos e com maior número de comorbidades apresentaram melhores desfechos quando tratados em serviços privados, evidenciando o impacto do acesso à estrutura especializada. 

“Fevereiro Laranja é uma oportunidade para reforçar que informação de qualidade, diagnóstico preciso e acesso ao tratamento adequado podem mudar o curso da doença e a vida dos pacientes”, conclui o especialista.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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