Aumento
de casos de infarto antes dos 40 anos, excesso de álcool, cigarro eletrônico e
calor extremo nos blocos são combinação arriscada;
Especialista
da CardioWays alerta para Síndrome do Coração Festeiro e outras questões de
saúde do coração, que podem atingir pessoas saudáveis de todas as faixas
etárias.
Que o Carnaval é
um período de excessos o brasileiro já sabe. O que vem mudando é quem está
pagando essa conta com a própria saúde. Cada vez mais jovens têm apresentado
problemas cardíacos no Brasil, o que exige redobrar a atenção para aproveitar a
festa de forma mais segura. O alerta é da CardioWays, hub de cardiologistas
especializado no cuidado integral e multidisciplinar da saúde do coração. A
combinação entre horas extenuantes nos blocos, calor extremo, consumo elevado
de bebidas alcoólicas e uso de cigarro eletrônico – ilegal no país – tende a
agravar riscos já existentes.
Um dos problemas
que podem surgir com a ingestão excessiva de álcool é o da Holiday Heart
Syndrome, ou Síndrome do Coração Festeiro. A condição ocorre quando a bebida em
doses exageradas provoca uma desorganização elétrica no coração, levando a
batimentos irregulares. Embora a moderação seja fundamental, não há uma
quantidade segura a fim de evitar sintomas. Exagerar na bebida em um período
curto também pode fazer o risco crescer.
“As pessoas
precisam estar atentas. O quadro costuma se manifestar com palpitações, cansaço
intenso e falta de ar. Em casos mais graves, pode evoluir dias depois para
arritmias importantes, mesmo em pessoas jovens e sem doenças cardíacas prévias.
Por isso, ainda que tenha sido uma condição passageira, vale procurar um
especialista para afastar riscos futuros”, explica Caio Ribeiro Alves Andrade,
especialista em insuficiência cardíaca e cofundador da CardioWays.
Maior
incidência de infarto em população jovem preocupa
Os casos de
infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram de forma expressiva nas
últimas duas décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, as internações
aumentaram cerca de 150%. Somente na faixa etária entre 25 e 29 anos, o número
de casos triplicou, passando de 1,4 para 4,4 a cada 100 mil habitantes. Entre
35 e 39 anos, o número subiu de 9,3 casos para 18 por 100 mil habitantes.
Essas faixas
etárias correspondem exatamente às idades da maior parte do público que
frequenta os festejos de Carnaval. Uma pesquisa do Instituto Locomotivo e
QuestionPro, realizada em 2025, indicou que quase metade dos jovens entre 18 e
29 anos planejavam cair na folia, enquanto 36% das pessoas entre 30 e 49 anos
pretendiam participar das celebrações.
“Da mesma forma
que o jovem cria um roteiro para aproveitar os blocos ou planeja sua viagem de
Carnaval, é importante estar com os exames em dia. Hoje muitos estão expostos a
uma rotina marcada pelo excesso de telas, estresse, poucas horas de sono e
alimentação inadequada. Pessoas sem hábito de praticar atividade física, com
sobrepeso e alto consumo de ultraprocessados vivem mais sujeitas aos riscos nos
blocos ou em qualquer época do ano”, destaca o médico da CardioWays.
Ondas
de calor podem afetar funcionamento do coração
As mudanças
climáticas também impactam a saúde durante o Carnaval. O calor extremo ganha
contornos ainda mais críticos nos blocos, que concentram milhares de foliões
expostos ao sol diretamente por longos períodos.
Caio explica que
as altas temperaturas podem sobrecarregar o sistema cardiovascular. O corpo
perde líquidos pelo suor, a pressão tende a cair e o coração acelera para
manter o fluxo sanguíneo. Em meio ao calor e à aglomeração, esse desequilíbrio
dá chance de provocar sintomas como tontura, mal-estar e o agravamento de
problemas cardíacos.
“Seguir uma
rotina diferente da que você está acostumado pode causar impactos no corpo. A
prevenção envolve ir com calma e optar sempre pelo caminho da moderação, sem
excessos. É importante se hidratar, avaliar seu cansaço e estado físico,
reservar bons horários de pausa para repouso, refrescar o corpo, seguir uma
dieta leve e equilibrada. No mais, saiba sempre onde você pode buscar ajuda
rápida, caso necessite”, finaliza o especialista.
CardioWays
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