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Especialista em imunização da Saúde Livre Vacinas, Dr. Fábio Argenta, explica o tempo ideal para se proteger antes do campeonato de futebol mais aguardado do planeta
A partir de 11 de junho, começa mais uma edição do
maior campeonato de futebol masculino do mundo e, pela primeira vez, a competição
será realizada em três países: Canadá, Estados Unidos e México. De acordo com a
entidade responsável pelo torneio, em apenas 33 dias de vendas, o evento já
ultrapassou a marca de 500 milhões de solicitações por ingressos, estabelecendo
um recorde de procura. Com a contagem regressiva oficialmente iniciada, os
preparativos dos torcedores que pretendem acompanhar as partidas fora do país
também entram em ritmo acelerado. E, nesse planejamento, que vai muito além de
passagens e entradas para os jogos, um cuidado essencial merece atenção
especial: estar com a vacinação em dia.
“Antes de embarcar para uma viagem internacional, é
imprescindível verificar se as vacinas de rotina estão atualizadas. Entre elas,
estão imunizações amplamente recomendadas no Brasil para diferentes faixas
etárias, como as que protegem contra gripe, febre amarela e sarampo. A
conferência da caderneta deve ser feita com antecedência, já que alguns
imunizantes precisam de um período mínimo para atingir proteção adequada,
enquanto outros exigem mais de uma aplicação para garantir cobertura completa”,
ressalta o Dr. Fábio Argenta, sócio-fundador e diretor médico da Saúde Livre
Vacinas, rede especialista em imunização.
A seguir, o Dr. Fábio Argenta explica quais vacinas
são recomendadas para os torcedores que vão acompanhar os jogos fora do país e
esclarece o tempo necessário para que cada uma ofereça proteção completa, seja
com uma única dose ou com esquema múltiplo.
- Febre
amarela:
Para a maioria das pessoas adultas, uma única aplicação garante proteção
vitalícia. No caso das crianças, o recomendado é aplicar aos 9 meses e um
reforço aos 4 anos. Em situações específicas, como esquemas incompletos ou
viagens para áreas de risco, pode ser necessária uma segunda dose. É
importante tomar com antecedência: o ideal é pelo menos 10 dias antes da
viagem.
- Tríplice
viral (sarampo, caxumba e rubéola): A primeira dose deve ser aplicada aos 12
meses de idade e a segunda, aos 15 meses. No caso de bebês de 6 a 11 meses
em regiões de surto, há a indicação de uma dose extra. Adultos entre 30 e
59 anos não vacinados precisam de uma dose, enquanto pessoas acima de 60
anos, em geral, não necessitam. Antecedência ideal: pelo menos 15
dias.
- COVID-19: O esquema de doses depende
da idade, condição de saúde e tipo de imunizante. No Brasil, as diretrizes
incluem doses iniciais e reforços periódicos. Antecedência ideal: 14 dias
após a última dose indicada.
- Gripe
(influenza): Protege contra as cepas sazonais e reduz o risco de contrair a
doença durante a viagem. Indicada a partir dos 6 meses de idade, sem
limite máximo. Crianças entre 6 meses e 8 anos, em primeira vacinação,
devem receber duas doses com intervalo de 30 dias. Já os adultos devem se
vacinar contra a influenza anualmente, já que o vírus passa por mutações.
Antecedência ideal: 10 a 15 dias.
- Hepatite
A e B: A
imunização contra hepatite A, transmitida por água ou alimentos
contaminados, geralmente requer duas doses com intervalo de 6 meses para
proteção duradoura. Já a hepatite B, transmitida por fluidos corporais,
exige três doses 0-1-6 meses, que significa que a primeira dose é aplicada
no início (mês zero), a segunda um mês depois e a terceira seis meses após
a primeira, sendo a primeira dose geralmente aplicada ao nascer. Em ambos
os casos, começar o esquema com antecedência garante que a proteção esteja
completa antes da viagem. Antecedência ideal: 15 a 30 dias para hepatite A
e pelo menos 30 dias para hepatite B.
- Meningite: A proteção depende do tipo
de vacina e da idade do viajante. Para a meningite C, o esquema inclui uma
ou duas doses na infância, com reforço na adolescência. Já a vacina ACWY é
aplicada em uma ou duas doses, dependendo da idade, e a B segue
recomendações específicas para crianças e adolescentes. Adultos podem ser
vacinados em situações especiais, como viagens, exposição profissional ou
condições de risco. O imunizante protege contra o meningococo, bactéria
que pode causar inflamação nas membranas do cérebro. Antecedência ideal:
10 a 15 dias antes da viagem.
“A circulação em aeroportos, hotéis, restaurantes e
nos estádios aumentam o risco de contágio de muitas doenças. Por isso, a
vacinação é recomendada para proteger não apenas o viajante, mas também as
comunidades visitadas”, destaca o especialista.

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