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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Bahamas: dos blue holes ao terceiro maior recife de corais do mundo

Crédito: The Bahamas Ministry of Tourism (BMOT)


Nas profundezas do paraíso: explorar o mar é uma das melhores formas de conhecer as Bahamas

Muito além das praias paradisíacas, o arquipélago convida a explorar recifes, cavernas e blue holes, além de proporcionar encontros responsáveis com a vida marinha em um dos ecossistemas mais extraordinários do Caribe


Com mais de 700 ilhas e cays, incluindo 16 destinos insulares, espalhados por cerca de 260 mil quilômetros quadrados de oceano cristalino, as Bahamas mantêm uma relação única com o mar. Ali, as águas são muito mais do que um cenário: fazem parte da identidade do destino, de seu patrimônio natural e da experiência de quem o visita.

Das tonalidades intensas de azul – visíveis até do espaço – aos ecossistemas que abrigam uma impressionante diversidade de espécies, o arquipélago revela um universo que começa na superfície e se estende por recifes de corais, cavernas, blue holes, naufrágios e passagens submersas. Há quem prefira explorar enseadas protegidas com snorkel, acompanhando a vida marinha em águas rasas e de visibilidade excepcional. Outros escolhem mergulhar mais fundo para descobrir paredões recobertos por corais, naufrágios e formações naturais que revelam uma face ainda mais silenciosa e fascinante do oceano.

Entre os cenários mais emblemáticos estão os extensos recifes que cercam diversas ilhas do arquipélago. Em Andros, o Andros Barrier Reef se estende por cerca de 190 milhas ao longo da costa leste da ilha antes de descer em direção ao Tongue of the Ocean. Considerado o terceiro maior do mundo, o recife combina uma rica cobertura de corais com blue holes, naufrágios e cavernas, criando condições excepcionais para o mergulho.

A diversidade dos ambientes submersos também pode ser encontrada em Bimini, Grand Bahama, The Exumas e Berry Islands. Jardins de corais, paredões, cavernas, blue holes e naufrágios compõem um mosaico de paisagens que ajudou a consolidar as Bahamas como um dos principais destinos mundiais para o mergulho.

E a vida marinha não se limita aos recifes. Ao longo do arquipélago, é possível encontrar tartarugas, observar arraias em águas cristalinas, avistar golfinhos e participar de mergulhos com tubarões conduzidos por operadores especializados – sempre em experiências que permitem observar os animais em seu habitat natural.


Blue holes: maravilhas naturais sob a superfície

Se os recifes impressionam pela riqueza de vida, os blue holes revelam outra dimensão extraordinária das Bahamas. Essas formações geológicas surgiram ao longo de milhares de anos, a partir da dissolução natural das rochas calcárias, e hoje podem ser exploradas de diferentes maneiras: em passeios de barco, com snorkel ou em mergulhos que levam às suas impressionantes profundidades.

Andros concentra mais de 180 blue holes em seu interior e ao longo de suas costas – a maior concentração dessas formações geológicas conhecida no mundo. Parte delas está protegida pelo Blue Holes National Park, onde esses ambientes naturais são importantes para atividades de exploração, educação e pesquisa.

Em Long Island, o Dean's Blue Hole atrai visitantes por sua profundidade excepcional e pelo cenário de grande impacto visual. Já no sul de Berry Islands, o Hoffman's Cay Blue Hole proporciona uma experiência igualmente marcante: um paredão de calcário de cerca de 20 pés de altura se ergue sobre as águas de azul profundo da formação.

Em The Exumas, a aventura continua na Thunderball Grotto, impressionante sistema de cavernas submersas localizado a oeste de Staniel Cay. Repleta de vida marinha, corais coloridos e peixes tropicais, a gruta pode ser explorada tanto por praticantes de snorkel quanto por mergulhadores.


Conservação: preservar o paraíso para as próximas gerações

A grandiosidade desses ambientes também evidencia a importância de proteger os ecossistemas que tornam essas experiências possíveis. Áreas marinhas protegidas, programas de conservação e iniciativas de educação ambiental refletem o compromisso de longo prazo das Bahamas com a preservação de seus recursos naturais.

Para os viajantes, esse cuidado começa por escolhas individuais. Manter distância respeitosa da fauna, evitar o contato físico, não alimentar os animais, deixar corais e conchas em seu ambiente natural e optar por protetores solares menos prejudiciais aos recifes são atitudes simples que ajudam a preservar esses ecossistemas para as próximas gerações.

Entre os encontros com a fauna mais conhecidos das Bahamas está a visita aos famosos porquinhos nadadores de Big Major Cay, também conhecido como Pig Beach, em The Exumas. O cay é reconhecido pelo Bahamas Ministry of Tourism como o lar oficial dos animais, e a orientação aos visitantes é simples: observar, mas não tocar. Como em qualquer interação com a vida selvagem, seguir as recomendações estabelecidas e escolher operadores responsáveis, comprometidos com o bem-estar dos animais, é fundamental.

Nas Bahamas, explorar o mar significa muito mais do que mergulhar ou nadar em águas cristalinas. É uma oportunidade de conhecer um patrimônio natural moldado ao longo de milhares de anos, compreender as conexões entre seus diferentes ecossistemas e descobrir uma dimensão do destino que vai muito além das praias.

Afinal, algumas das experiências mais marcantes das Bahamas não estão na areia, mas sob a superfície de um oceano que continua a surpreender a cada mergulho.

Visite a página em português do site oficial das Bahamas para mais informações.


SOBRE AS BAHAMAS 

Com mais de 700 ilhas e ilhotas, e 16 ilhas-destinos, as Bahamas oferecem um refúgio fácil para transportar os viajantes para longe de suas vidas diárias. As ilhas possuem pesca, mergulho, passeios de barco e milhares de quilômetros das águas e praias mais espetaculares do mundo para famílias, casais e aventureiros. Explore tudo o que o destino tem para oferecer em www.bahamas.com ou no Facebook, YouTube e Instagram.  

 

TM Americas


Os quatro movimentos que vão redefinir o varejo nos próximos anos

Edison Tamascia aponta quatro movimentos que estão mudando a forma de administrar empresas e exigirão uma gestão cada vez mais estratégica

 

O varejo brasileiro atravessa uma transformação que combina mudanças regulatórias, tecnológicas e comportamentais. A Reforma Tributária, o avanço da Inteligência Artificial, um consumidor mais informado e a necessidade de desenvolver novas lideranças estão alterando a forma como as empresas operam, tomam decisões e se relacionam com o mercado. 

Para Edison Tamascia, Presidente da Farmarcas e da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), esses movimentos não devem ser analisados separadamente. Eles fazem parte de uma mudança mais ampla no ambiente de negócios e colocam a gestão no centro da estratégia das empresas. 

“O varejo sempre soube evoluir diante das mudanças, mas agora elas acontecem ao mesmo tempo. Quem esperar as transformações se consolidarem para depois agir corre o risco de perder competitividade. Será cada vez mais importante desenvolver uma gestão baseada em planejamento, tecnologia, informação e pessoas preparadas para liderar esse novo cenário”, afirma.
 

1. Reforma Tributária muda a lógica da gestão

A Reforma Tributária não deve ser encarada apenas como uma questão fiscal. Seus impactos tendem a alcançar diferentes áreas da operação, influenciando precificação, margens, fluxo de caixa, capital de giro e planejamento financeiro. 

Nesse cenário, empresas do varejo precisarão transformar o conhecimento sobre as novas regras em decisões estratégicas e acompanhar de perto os impactos sobre seus negócios. “A Reforma Tributária muda a lógica da gestão financeira das empresas. Por isso, o planejamento passa a ser ainda mais importante para manter competitividade em um ambiente de negócios cada vez mais complexo”, explica Tamascia.
 

2. O consumidor está mais informado e menos previsível

A jornada de compra também mudou. Antes de decidir, o consumidor pesquisa preços, compara produtos, consulta avaliações, acompanha conteúdos nas redes sociais e utiliza diferentes canais para obter informações. A loja física continua relevante, mas passou a fazer parte de uma jornada muito mais ampla, na qual experiências digitais e presenciais se complementam. 

“Hoje o consumidor chega muito mais informado. Ele espera uma experiência integrada entre os diferentes canais. Compreender essa jornada será fundamental para fortalecer o relacionamento, aumentar a relevância das marcas e ampliar a fidelização”, ressalta.
 

3. Inteligência Artificial passa a fazer parte da estratégia

A Inteligência Artificial representa outra mudança estrutural para o varejo. A tecnologia amplia a capacidade das empresas de analisar informações, identificar padrões, personalizar experiências, automatizar processos e apoiar decisões. 

O desafio, segundo Tamascia, não está apenas em adotar novas ferramentas, mas em incorporá-las à cultura de gestão. “A Inteligência Artificial deve ser encarada como uma ferramenta de apoio à gestão. Quanto mais as equipes compreenderem seu potencial e souberem utilizá-la no dia a dia, maior será a capacidade das empresas de responder rapidamente às mudanças do mercado”, afirma.
 

4. Pessoas continuam sendo o diferencial

A transformação tecnológica não elimina a importância das pessoas. Pelo contrário, aumenta a necessidade de profissionais preparados para interpretar informações, utilizar novas ferramentas e tomar decisões em ambientes cada vez mais complexos. 

Para Tamascia, o desenvolvimento de lideranças será determinante para que as empresas consigam transformar inovação em resultados concretos. “Podemos investir nas melhores ferramentas, mas são as pessoas que transformam estratégia em resultado. Empresas que valorizarem o desenvolvimento de suas equipes estarão mais preparadas para enfrentar os desafios dos próximos anos”, destaca.


Um novo modelo de gestão

Na avaliação de Tamascia, o principal desafio do varejo será conectar essas quatro transformações. A Reforma Tributária exigirá mais planejamento; a tecnologia permitirá decisões mais rápidas e baseadas em dados; o consumidor demandará experiências cada vez mais relevantes; e as pessoas precisarão estar preparadas para conduzir essa evolução.   

“A Reforma Tributária exigirá uma gestão mais eficiente. Essa gestão dependerá cada vez mais do uso inteligente da tecnologia. A tecnologia ajudará as empresas a compreender melhor um consumidor que muda continuamente. E nenhuma dessas transformações produzirá resultados sem pessoas preparadas para liderá-las”, conclui.


Como a transparência de dados potencializa sua economia em viagens corporativas

Mudanças no comportamento de compra podem gerar economia antes mesmo da negociação de descontos com companhias aéreas


Empresas que buscam reduzir gastos com viagens corporativas podem estar começando a negociação pelo lugar errado. Antes de discutir descontos com companhias aéreas, hotéis e locadoras, é preciso entender como a própria organização compra, o comportamento, quais são seus fornecedores, com que antecedência os funcionários fazem reservas e quais metas precisam ser alcançadas. A avaliação é da Voetur Viagens e foi apresentada durante o Fórum de Inovação em Procurement, realizado nesta semana, em São Paulo. A análise reforça a necessidade de uma mudança na forma como as empresas conduzem processos de concorrência e gerenciam os custos relacionados às viagens corporativas. 

Dados da ABRACORP de 2025 divulgados pela associação mostram que as passagens aéreas representam aproximadamente 58% do volume de compras de viagens, enquanto a hospedagem responde por 31%. A Voetur reforça ainda que alterar o comportamento de compra pode produzir impacto relevante nas despesas de viagens, gerando redução de custos. 

Para Carolina Gaete, diretora comercial da Voetur Viagens e embaixadora da ALAGEV em São Paulo, os processos de concorrência atualmente restringem a abertura de dados, apresentando apenas o gasto anual consolidado da empresa. Esse número mostra quanto foi desembolsado, mas não necessariamente explica o que, por que, onde e como o dinheiro está sendo gasto.

“Quanto mais a empresa abre seus dados, mais o fornecedor consegue identificar o que precisa ser trabalhado primeiro. Sem dados, como podemos ajudar?”, afirma Carolina.

Entre as informações que podem mudar a qualidade de uma concorrência estão a antecedência média de compra, as companhias aéreas mais utilizadas, acordos corporativos, destinos, tarifas máximas permitidas, preferências dos viajantes, cidades e perfil das hospedagens, necessidade de hospedagem em regiões remotas, política de viagens, fluxo de aprovação, comportamento de públicos específicos, além de dados que quantificam remarcações e reembolsos.

A lógica é transformar o processo de concorrência de uma simples disputa por preço em uma análise da operação. Com informações mais detalhadas, o fornecedor pode identificar onde existe espaço para negociação, quais parceiros são mais adequados a determinados perfis de viagem e quais mudanças de comportamento podem gerar economia antes mesmo de uma renegociação contratual.

O impacto da antecedência da compra de uma passagem aérea é um exemplo. A mesma lógica vale para outras etapas da jornada. Na hotelaria, por exemplo, a empresa pode precisar considerar não apenas a diária, mas cidades, perfil do viajante, tipo de estabelecimento e condições de pagamento. Já na gestão de bilhetes, créditos não utilizados podem representar recursos que deixam de ser aproveitados quando não são acompanhados pela empresa.

Essa mudança também amplia o papel da TMC. Para a Voetur, o fornecedor deixa de ser apenas responsável pela emissão e reserva de serviços e passa a atuar de forma consultiva sobre a operação, acompanhando os dados e recomendando mudanças de comportamento, sourcing, fornecedores e políticas. “Quando dados são compartilhados desde o início, é possível atuar de forma muito mais assertiva”, diz Carolina.

A consequência é uma mudança na própria definição de gestão de viagens corporativas. Em vez de tratar a mobilidade como uma despesa a ser reduzida linearmente, a empresa passa a analisar o custo total da viagem e os fatores que determinam esse valor. A estratégia envolve dados, comportamento, negociação, tecnologia, política de viagens e experiência do viajante.

Para a Voetur, esse movimento também exige uma relação mais transparente entre empresas e fornecedores. Dados históricos e informações operacionais podem ser usados desde o início de uma RFP para que a concorrência seja baseada nas características reais de cada operação, considerando que rotas, cidades, perfis de viajantes e necessidades variam de uma empresa para outra.

“Cada negócio têm características diferentes. Se a empresa abre os dados, o fornecedor consegue enxergar onde realmente está a oportunidade”, conclui Carolina.


A escolha pelo Simples Híbrido é definitiva? Sebrae explica

Série de matérias esclarece as principais dúvidas sobre as regras de transição dos novos tributos

 

O empreendedor que optar pelo regime tributário do Simples Híbrido não pode mais voltar atrás? Para ajudar empreendedores a tirar essa e outras dúvidas sobre a implementação da Reforma Tributária, a Agência Sebrae de Notícias publica matérias que buscam desmistificar as fake news que circulam nas redes sociais sobre as mudanças tributárias. 

Hoje, as empresas enquadradas no Simples Nacional recolhem todos os tributos em uma única guia, o DAS. O Simples Híbrido é uma opção criada com a Reforma Tributária, em que o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) são recolhidos separadamente da guia única. 

O benefício de recolher CBS e IBS separadamente é que a empresa pode aproveitar créditos tributários nas suas compras, além de gerar créditos integrais para seus clientes, quando eles são outras empresas.

 

A escolha pelo Simples Híbrido é definitiva e o empresário não poderá voltar atrás?

 

É FAKE NEWS. A opção pelo Simples tradicional ou pelo Simples Híbrido não é definitiva. O empresário poderá alterar o regime até duas vezes por ano, conforme a necessidade do seu negócio. 

A legislação estabeleceu duas janelas anuais para solicitação de opção e períodos correspondentes para cancelamento (em caso de arrependimento). A validade do regime escolhido passa a vigorar no semestre seguinte e permanece ativa até que uma nova solicitação seja feita pelo contribuinte.

 

Confira os prazos:

 

Janela de opção

1º a 30 de setembro

 

Janela de cancelamento (arrependimento)

1º a 30 de novembro

 

Início da validade do regime escolhido

1º de janeiro do ano seguinte 

Atenção: a primeira janela de opção oficial ocorrerá de 1º a 30 de setembro de 2026, para que o regime escolhido entre em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.

 

Quer saber mais sobre a Reforma Tributária?

O portal do Sebrae oferece um conjunto de soluções para orientar micro e pequenas empresas sobre a Reforma Tributária. Donos de pequenos negócios, contadores e o público em geral têm acesso gratuito a cursos com aulas ao vivo e mentorias individuais, e-book e guia explicativos que abordam temas centrais como a criação do IVA Dual (IBS e CBS), o Imposto Seletivo e os impactos no Simples Nacional, custos e formação de preços, e ao Simulador da Reforma Tributária, que permite ao empreendedor comparar diferentes cenários de tributação para sua empresa.

  • FAQ, com 12 perguntas e respostas sobre o tema

Além desses materiais, o Sebrae dispõe também de suporte direto pelo WhatsApp e pela Central (0800 570 0800), com atendimento 24h.


26,5% dos profissionais que usam IA afirmam receber treinamento das empresas, aponta Serasa Experian


• 52,6% dos respondentes afirmam utilizar ferramentas de IA no ambiente profissional;

• 71,4% dizem que a IA amplia oportunidades de crescimento ou torna o trabalho mais estratégico;

 

• 78,6% relatam aumento de produtividade ou economia de tempo em tarefas repetitivas. 

 

Um novo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, mostra que 52,6% dos profissionais pesquisados utilizam ferramentas de IA no ambiente de trabalho. Entre eles, 29,1% afirmam usar a tecnologia diariamente, 16,5% algumas vezes por semana e 7% raramente. A pesquisa, realizada com 1.081 pessoas, também revela que 38,2% não utilizam IA no trabalho e 9,2% afirmam não conhecer ferramentas de Inteligência Artificial. Veja o detalhamento completo no gráfico abaixo: 



Entretanto, 32,7% dos profissionais que utilizam ferramentas de IA no trabalho afirmam não receber nenhum tipo de preparação das empresas. Já 25% dizem contar apenas com orientações básicas e 26,5% têm acesso a treinamentos e orientações. Veja o detalhamento completo no gráfico abaixo:

 


Para Letícia Sanchez, Gerente Executiva de Recursos Humanos da Serasa Experian, os resultados mostram que o avanço da tecnologia amplia a necessidade de uma agenda mais estruturada de desenvolvimento. “A adoção da IA já faz parte da rotina de muitos profissionais, mas o uso mais qualificado depende também de capacitação, direcionamento e segurança para experimentar. O papel das empresas é criar condições para que as pessoas entendam onde a tecnologia pode apoiar suas atividades, quais são seus limites e como utilizá-la de forma responsável”, afirma.


 

IA já é associada ao crescimento profissional 

 

A percepção dos profissionais sobre os impactos da IA na carreira é majoritariamente positiva. Entre os usuários, 37,3% afirmam que a tecnologia amplia suas oportunidades de crescimento profissional, enquanto 34,1% dizem que tornou seu trabalho mais estratégico. Outros 9,8% avaliam que a IA exige atualização constante para manter a relevância profissional. Somados, 71,4% relacionam a IA à ampliação de oportunidades ou a um trabalho mais estratégico. Confira esta visão no gráfico abaixo: 



Os efeitos práticos da tecnologia também aparecem na rotina. Entre os usuários, 40,6% afirmam que a IA aumentou sua produtividade e 38% dizem que passaram a economizar tempo em tarefas repetitivas. Outros 13% relatam que o uso da tecnologia exigiu o desenvolvimento de novas habilidades, enquanto 8,4% ainda não perceberam impacto. Veja o detalhamento no gráfico abaixo:

 

 

Para Letícia, o conjunto dos resultados evidencia que produtividade, carreira e qualificação passam a caminhar juntas nesse processo. “Os profissionais já identificam benefícios concretos no uso da IA e enxergam a tecnologia como uma oportunidade de evolução em sua atuação profissional. Nesse contexto, o aprendizado contínuo ganha ainda mais relevância. Mais do que ensinar a operar uma ferramenta, é necessário desenvolver senso crítico, capacidade de interpretação e compreensão de como a tecnologia pode complementar o trabalho humano”, explica.

 


Uso responsável e desenvolvimento profissional


Na Serasa Experian, a adoção da Inteligência Artificial é acompanhada por treinamentos e políticas com orientações sobre cuidados, limites de utilização, segurança da informação e uso responsável da tecnologia. A companhia também disponibiliza ferramentas de IA para apoiar atividades de diferentes áreas, como Recursos Humanos, marketing e tecnologia. 

 

A Inteligência Artificial também integra a estratégia de aprendizagem e desenvolvimento da datatech. Entre as iniciativas está o MyCareer, plataforma global que reúne trilhas de aprendizagem, oportunidades de recrutamento interno, ferramentas de performance e recursos personalizados para o planejamento de carreira. A solução inclui a Nadia AI, coach virtual voltada ao desenvolvimento profissional. 

 

“Nosso foco é preparar as pessoas para incorporar a Inteligência Artificial de maneira cada vez mais natural e responsável ao trabalho. Isso passa pelo acesso às ferramentas, mas também por capacitação, segurança, desenvolvimento de novas competências e espaço para experimentação. A tecnologia pode ampliar capacidades e apoiar decisões, enquanto o conhecimento, o julgamento e o protagonismo das pessoas continuam sendo fundamentais para transformar essas possibilidades em resultados”, conclui a gerente executiva da datatech.


 

Metodologia 


A pesquisa “Uso de IA no Trabalho” foi realizada pela Serasa Experian com 1.081 participantes. O levantamento avaliou a frequência de utilização de ferramentas de Inteligência Artificial no ambiente profissional. As perguntas sobre os impactos da tecnologia na rotina, a preparação oferecida pelas empresas e a percepção sobre a carreira foram direcionadas aos participantes que afirmaram utilizar ferramentas de IA diariamente, algumas vezes por semana ou raramente.


 

Experian
experianplc.com


De ransomware a roubo de dados com pendrive: Kaspersky revela bastidores de ciberataques às instituições de ensino no Brasil

Com 40% das invasões ao setor educacional classificadas como de alta severidade no país, mapeamento inédito detalha três incidentes reais e mostra como senhas vazadas, programas legítimos e falhas internas viraram portas de entrada 


Com o grande volume de dados pessoais de alunos, pais e professores, armazenados nas instituições de ensino, as escolas e universidades brasileiras viraram grandes alvos de ciberataques. Das invasões registradas no setor educacional no país, 40% são consideradas de alta severidade. Uma investigação inédita da Kaspersky reuniu três casos reais ocorridos no Brasil, revelando como cibercriminosos usam desde programas populares de suporte remoto para o sequestro de dados (por meio da implantação de ransomware) até pendrives para coleta de informações e espionagem interna. Entenda o modus operandi dos ataques e como se proteger. 

A análise aponta que as invasões graves são impulsionadas por falhas básicas de segurança, como senhas vazadas e o uso de sistemas operacionais desatualizados. As instituições privadas aparecem como as principais vítimas de ataques de extorsão por ransomware, enquanto escolas e universidades públicas sofrem majoritariamente com invasões em computadores locais e tentativas de acesso privilegiado aos sistemas. Conheça os acasos abaixo.
 

Caso 1: Sequestro de dados a partir de senha vazada de funcionário 

A invasão começou quando criminosos conseguiram a senha de um funcionário e entraram no sistema da escola. Já dentro da rede, eles usaram um ransomware, programa malicioso feito para "sequestrar" os arquivos e somente liberá-los mediante pagamento. 

Para espalhar esse programa malicioso pelos computadores da escola sem acionar os alarmes do antivírus, os invasores usaram ferramentas normais de trabalho do próprio sistema. O ataque acabou sequestrando os servidores de arquivos e bancos de dados mais importantes da instituição, deixando bloqueados os históricos acadêmicos, fichas dos alunos, entre outras informações.
 

Caso 2: Uso de software de acesso remoto (AnyDesk) para infectar rede com ransomware 

Em outro caso, os cibercriminosos usaram a conta de um usuário comprometido para instalar o AnyDesk, um aplicativo bastante comum usado para controlar computadores de forma remota. Por meio dele, o grupo cibercriminoso assumiu o controle de todo o sistema da escola. 

Depois de usarem um ransomware para sequestrar os dados e exigir um resgate, os invasores apagaram o histórico de navegação e registros (logs) do sistema para esconder os rastros do crime. Mesmo assim, os especialistas da Kaspersky conseguiram analisar o computador e descobrir como o ataque aconteceu.
 

Caso 3: Espionagem interna: roubo de senhas com programa espião e pendrive 

O terceiro caso mostra um perigo que veio de dentro da própria escola. Em um computador que era compartilhado por várias pessoas sem que cada uma tivesse sua própria senha de acesso, alguém instalou um programa espião capaz de gravar tudo o que era digitado no teclado (keylogger). 

Esse programa era tão detalhado que identificava até as letras maiúsculas para roubar as senhas com exatidão, salvando tudo em uma pasta oculta. Para pegar as senhas roubadas, uma pessoa só precisou espetar um pendrive no computador e copiar os arquivos. O incidente obrigou a escola a trocar as senhas de todos os usuários e mostrou o perigo de ter computadores sem acesso individual para cada usuário. 

"As redes educacionais têm um desafio único: precisam ser acessíveis para alunos, professores e terceiros, mas essa flexibilidade vira uma vulnerabilidade crítica se não houver controle de acesso. Existe uma falsa impressão de que escolas não são alvos prioritários, mas a realidade é o oposto. Os dados acumulados nelas, como CPFs e informações de famílias inteiras, são uma mina de ouro para golpistas aplicarem fraudes e roubo de identidade no Brasil. Quando uma instituição falha na higiene digital básica, ela não coloca em risco apenas a sua operação, mas a segurança de toda a sua comunidade”, ressalta Cristian Souza, especialista da equipe de Resposta a Incidentes (GERT) da Kaspersky no Brasil. 

Para evitar que redes acadêmicas sejam comprometidas, a Kaspersky recomenda:
 

  • Autenticação de dois fatores (MFA): Tornar o uso de MFA obrigatório para todos os acessos externos, como VPNs, e-mails e portais educacionais, neutralizando o uso de senhas vazadas.
  • Contas individuais e privilégios mínimos: Eliminar contas genéricas ou compartilhadas. Cada aluno e funcionário deve ter um login próprio e apenas o acesso estritamente necessário para suas funções.
  • Monitoramento de softwares de acesso remoto: Restringir e monitorar continuamente o uso e a instalação de ferramentas como AnyDesk, TeamViewer e PsExec na rede corporativa.
  • Estratégia rígida de backup: Manter cópias de segurança isoladas (offline) da rede principal e testar a restauração dos dados periodicamente.
  • Gestão de patches: Atualizar rigorosamente sistemas operacionais e softwares, eliminando de vez sistemas sem suporte do fabricante.

Para acessar a análise técnica completa, acesse o blog oficial de inteligência de ameaças da Kaspersky no Securelist.

 

Kaspersky
Mais informações no site

 

Feriado da Independência do Brasil: ViaLagos prevê fluxo de mais de 168 mil veículos na RJ-124

 

A expectativa é de maior concentração de veículos na sexta-feira (04), entre 15h e 17h, e na segunda-feira (07), a partir das 09h, com novo pico por volta de 12h.

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A ViaLagos, uma empresa Motiva, estima que 168 mil veículos circulem pela RJ-124 durante o feriado da Independência do Brasil, entre os dias 04 e 08 de setembro. A rodovia, principal ligação entre a capital e a Região dos Lagos, deve registrar aumento no volume de tráfego, especialmente nos dias de saída para o feriado e retorno à cidade do Rio de Janeiro.

A expectativa é de maior concentração de veículos na sexta-feira (04/09) e na segunda-feira (07/09), dias tradicionalmente marcados pelo aumento do fluxo de motoristas nos deslocamentos de ida e volta. 

Nos períodos de maior movimento, a previsão é de pico entre 15h e 17h na sexta-feira (04/09). Já na segunda-feira (07/09), o fluxo mais intenso é esperado a partir das 9h, com novo período de maior concentração por volta de 12h.

 

Foco na negociação coletiva e na transição responsável: FecomercioSP propõe ajustes na PEC 6x1

Sugestões de emendas enviadas ao Senado reforçam autonomia dos entes sindicais e propõem flexibilidade nas mudanças nas relações laborais em prol da sustentabilidade

 

Restabelecer a centralidade da adaptação setorial negociada, que hoje opera como princípio de negociações coletivas entre os sindicatos, e desenhar uma transição gradual da redução da jornada de trabalho estão entre as principais emendas sugeridas ao Senado Federal pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)

 

No total, a Federação enviou cinco sugestões ao texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que está sob análise dos senadores depois de ser aprovado na Câmara dos Deputados, em maio.

 

A Entidade já manifestou, desde o início desse debate, sua crítica à proposta de fixar um único modelo de escala de trabalho no País, bem como de fazer isso por meio de alteração constitucional. A medida afronta a livre-iniciativa, reduz espaço da negociação coletiva e propõe um período de transição insuficiente a tantas mudanças estruturais. Além disso, a alteração na jornada trará efeitos negativos sobre a economia brasileira: desde uma inflação até a perda de vagas formais, além de reduzir a capacidade de investimentos das empresas.

 

Cálculos da FecomercioSP indicam que a alta de custos com pagamentos, com a redução das atuais 44 horas semanais para 40 horas, como propõe o texto da PEC, seria de R$ 158 bilhões em cenário conservador. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), 62% da força de trabalho celetista atua na faixa entre 40 e 44 horas semanais.

 

Diálogo social e transição 


A primeira sugestão de emenda ao Senado para a PEC 221/2019 diz respeito à preservação das garantias de ampla negociação das condições de trabalho entre os sindicatos, setorialmente. A Entidade aponta que o texto deve restituir aos entes representativos de trabalhadores e empresas a prerrogativa de decidir e regular, por meio de negociação coletiva, a disciplina das relações laborais, tal como consta na Constituição Federal de 1988, ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e preconizado pelas normas internacionais do trabalho.

 

Do modo que está, a PEC encurta espaço e engessa o exercício do mecanismo que funciona e vem sendo aperfeiçoado desde o período em que foi promulgado: o que permite que os setores produtivos e as representações dos trabalhadores definam, a partir de suas próprias realidades, as demandas e capacidades e os critérios de organização do trabalho. No texto do projeto, a negociação coletiva aparece como o dispositivo apenas para “situações de excepcionalidade” dessas relações — não só contradizendo a Carta Magna como atingindo a autonomia desses entes sindicais. 

 

O texto não leva em conta, por exemplo, que o mercado de trabalho brasileiro já promove ajustes na jornada de maneira gradual por meio de negociações. Não é à toa que a jornada média efetivamente trabalhada seja de 39 horas semanais, e não de 44 horas.

 

A proposta da Federação busca assegurar que as mudanças implementadas na Constituição como regime geral “possam conviver com regimes diferenciados, instituídos por meio da legislação infraconstitucional, assim como com regimes diferenciados, construídos por meio de negociação coletiva de trabalho”, diz um trecho do texto enviado aos senadores.

 

Outra emenda sugere uma transição gradual às mudanças apontadas na PEC. Como elas vão alterar a lógica de funcionamento de setores produtivos do País, é fundamental que o processo de implementação considere conjuntura complexa atual. O texto sugere, por exemplo, 14 meses de transição, o que é um período obviamente insuficiente, segundo relatos de debates, seminários e reuniões que a FecomercioSP tem mantido com players de diferentes nichos produtivos.

 

“A análise consciente por parte do Congresso de um regime de transição que considere as variáveis envolvidas nesta matéria pode ser a garantia do sucesso de condições de trabalho pretendida, sem perder de vista a sustentabilidade econômica e social do Brasil”, diz um trecho da emenda.

 

Na leitura da Entidade, a discussão sobre a redução de jornada de trabalho no Brasil não deve ser interditada. As mudanças tecnológicas, novas maneiras de organização laboral e ganhos de produtividade justificam discutir novos modelos de jornada. O equívoco está em conduzir o processo, com potencial de produzir efeitos estruturais profundos e, em certos casos, bastante graves ao mercado de trabalho, a atividade econômica e a segurança jurídica, sem toda a profundidade técnica que o tema exige.

 

Outros ajustes 


Na visão da FecomercioSP, as regras de remuneração também deveriam ser fruto de adaptação. A Entidade sugeriu que a PEC garanta minimamente o valor da hora de trabalho aos trabalhadores cuja jornada seja reduzida, mas também permita que negociações coletivas ajustem salários mensais dos colaboradores de acordo com a nova realidade da jornada reduzida. 


Com isso, os negócios que serão mais afetados poderão lidar melhor com essa elevação automática dos custos das horas trabalhadas sem a disponibilidade da força de trabalho dos(das) funcionários(as). 

 

Na prática, a medida, ao manter o valor vigente da hora trabalhada, veda prejuízo ao trabalhador. Mais do que isso, também possibilita que o salário mensal seja adequado à realidade das partes, preservando postos de trabalho e evitando o turnover – tudo por negociação coletiva, caso a caso.

 

Há ainda a proposta de supressão do artigo 3º da PEC, que torna sem efeito as cláusulas de convenções e acordos coletivos vigentes relativas à jornada e à escala de trabalho. Esse mecanismo, introduzido no texto aprovado na Câmara, contraria o princípio do ato jurídico perfeito e gera minstabilidade e insegurança jurídica às convenções e acordos coletivos em curso. 

 

Isso acontece porque esses instrumentos têm um prazo de vigência que pode chegar a 24 meses e, portanto, deveriam ter suas disposições respeitadas até o término de sua vigência.

 

A quarta emenda defende Micro e Pequenas Empresas (MPEs), com a proposta de criar regimes tributários diferenciados a negócios desses portes, sobretudo em folha de pagamentos. Na proposta, a Entidade aponta que, se essa sugestão for acatada, a PEC estimulará uma formalização do emprego e a preservação a competitividade desse universo empresarial, responsável por cerca de 70% da mão de obra celetista do País. A proposta da Câmara condiciona o regime diferenciado para as PMEs à edição de Lei Complementar e à manutenção do nível de emprego, o que equivale a uma meta próxima do inalcançável, considerando o aumento de custo do trabalho imposto pela PEC. 

 

Um estudo da FecomercioSP realizado com base nos dados do Banco Central (BC) aponta que, no segundo trimestre de 2026, o volume de dívidas atrasadas há três meses por empresas somava R$ 86,1 bilhões, o maior volume desde o início da série. Isso é ainda mais complexo para os micro e pequenos negócios, assim como os de médio porte. Juntos, eles respondem por R$ 3 de cada R$ 4 em atraso hoje. 

 

Não é nada trivial que alguns gigantes do varejo, como Casas Bahia e Marabraz, estejam em processos de recuperação judicial no momento.

 

No geral, os princípios das propostas está em que a efetiva melhoria da condição social do trabalho no Brasil só será possível se essa implementação das novas regras for sustentável. Ou seja: não pode custar a continuidade das atividades econômicas, o que seria maléfico para o futuro do País.

 

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