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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Linfoma de Hodgkin está entre os cânceres mais frequentes em adultos jovens; atenção aos sinais persistentes é essencial

No mês de conscientização sobre a doença, atenção aos sinais persistentes e diagnóstico em tempo oportuno são essenciais diante do alto potencial de cura e da importância de preservar a qualidade de vida de pacientes jovens

 

Embora seja uma neoplasia de baixa incidência na população geral, o linfoma de Hodgkin apresenta um perfil etário particular: cerca de 50% dos casos ocorrem entre adolescentes e adultos jovens de 15 a 34 anos¹. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 3.070 novos casos em cada ano do triênio 2026–2028, com risco estimado de 1,41 caso por 100 mil habitantes². 

O linfoma de Hodgkin está entre as neoplasias com maior potencial de cura. Até 90% dos pacientes recém-diagnosticados podem ser curados ³. Em uma doença que frequentemente acomete pessoas no início da vida adulta, reconhecer os sinais e buscar avaliação médica em tempo oportuno são passos importantes. 

Dados do Registro Brasileiro de Linfoma de Hodgkin identificaram um intervalo mediano de seis meses entre o início dos sintomas e o diagnóstico⁴. A investigação adequada permite avaliar as características e a extensão da doença e orientar a condução de cada caso, considerando também aspectos importantes para a qualidade de vida, especialmente entre pacientes jovens.

 

Sinais que merecem investigação

Um dos sinais mais frequentes do linfoma de Hodgkin é o aumento indolor dos linfonodos, popularmente conhecido como íngua, especialmente na região do pescoço, mas também nas axilas e na virilha³. 

Outros sinais podem incluir:

  • febre sem causa aparente;
  • sudorese noturna intensa;
  • perda de peso significativa e sem explicação;
  • fadiga;
  • coceira generalizada na pele;
  • tosse ou falta de ar, especialmente quando há comprometimento de linfonodos na região do tórax³. 

Esses sintomas também podem estar associados a condições de saúde mais comuns e, isoladamente, não significam que uma pessoa tenha linfoma de Hodgkin. O principal ponto de atenção é quando persistem, evoluem ou aparecem sem uma causa identificada. Nesses casos, a avaliação médica é importante para determinar a necessidade de investigação³. 

Como não há recomendação de rastreamento populacional para o linfoma de Hodgkin em pessoas sem sintomas, a investigação geralmente começa a partir de alterações clínicas. A confirmação da doença é feita por meio da análise histopatológica de uma amostra do linfonodo, enquanto exames de imagem ajudam a avaliar sua extensão no organismo3,6.

 

Diagnóstico e qualidade de vida

O linfoma de Hodgkin pode acometer pessoas em uma fase da vida marcada por decisões relacionadas à formação profissional, relacionamentos, planejamento familiar e outros projetos de futuro. Por isso, além da identificação da doença, a jornada de cuidado deve considerar aspectos que podem impactar a qualidade de vida, como fertilidade e saúde física3,5. 

O diagnóstico em tempo oportuno também pode fazer diferença nos desfechos. Dados do Registro Brasileiro de Linfoma de Hodgkin mostram que a sobrevida livre de progressão em três anos foi de 95% entre pacientes com doença inicial favorável, em comparação a 66% entre aqueles com doença avançada⁴. O estudo identificou ainda associação entre doença avançada e outros fatores de maior risco com resultados menos favoráveis. 

Esses dados reforçam a importância de reconhecer alterações persistentes e buscar avaliação médica. Uma íngua ou outro sintoma isolado não significa necessariamente linfoma de Hodgkin, mas alterações que permanecem sem uma explicação clara merecem investigação. 

No Dia Mundial de Conscientização sobre Linfomas, celebrado em 15 de setembro, a mensagem é reforçar a importância de reconhecer sinais persistentes e buscar avaliação médica em tempo oportuno. Em uma doença altamente curável e que frequentemente acomete jovens, essa atenção pode contribuir para melhores desfechos e para um cuidado que considere também a qualidade de vida ao longo dos anos.




Takeda
www.takeda.com.

 

 Referências

1. NATIONAL CANCER INSTITUTE – NCI. Childhood Hodgkin Lymphoma Treatment (PDQ®) – Health Professional Version. Bethesda: National Cancer Institute. Acesso em agosto de 2026. O documento classifica adolescentes e adultos jovens como 15–34 anos e informa que essa faixa representa aproximadamente 50% dos casos de linfoma de Hodgkin. 

2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER – INCA. Estimativa 2026: incidência de câncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA, 2026. A estimativa para o linfoma de Hodgkin é de 3.070 casos novos em cada ano do triênio 2026–2028, com risco estimado de 1,41 caso por 100 mil habitantes. 

3. NATIONAL CANCER INSTITUTE – NCI. Hodgkin Lymphoma Treatment (PDQ®) – Health Professional Version. Bethesda: National Cancer Institute. Acesso em agosto de 2026. Fonte para dados sobre potencial de cura, sinais clínicos, diagnóstico e avaliação da doença. 

4. BIASOLI, I. et al. Treatment outcomes for Hodgkin lymphoma: First report from the Brazilian Prospective Registry. Hematological Oncology, v. 36, n. 1, p. 189–195, 2018. DOI: 10.1002/hon.2450. O estudo avaliou 674 pacientes com linfoma de Hodgkin clássico e identificou mediana de seis meses entre o início dos sintomas e o diagnóstico; a sobrevida livre de progressão em três anos foi de 95% na doença inicial favorável, 88% na doença inicial desfavorável e 66% na doença avançada. 

5. NATIONAL CANCER INSTITUTE – NCI. Childhood Hodgkin Lymphoma Treatment (PDQ®) – Health Professional Version. Bethesda: National Cancer Institute. Seção sobre efeitos tardios em sobreviventes de linfoma de Hodgkin. Acesso em agosto de 2026. A fonte descreve possíveis efeitos tardios relacionados à saúde reprodutiva, fertilidade, função cardiovascular, pulmonar e endócrina. 

6. NATIONAL CANCER INSTITUTE – NCI. Lymphoma – Health Professional Version. Bethesda: National Cancer Institute. Acesso em agosto de 2026. O NCI informa que não possui evidências baseadas em PDQ para recomendação de rastreamento de linfomas.


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