Com a transição fiscal, profissionais
de contabilidade assumem papel mais estratégico para a competitividade e a
sobrevivência dos pequenos negócios
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Os pequenos negócios estão em
um período de adaptação às novas regras da Reforma Tributária. Isso exige uma
parceria próxima e estratégica com o contador da empresa. Segundo o analista de
Competitividade e especialista em Direito Tributário do Sebrae Nacional, Edgard
Fernandes, a transição fiscal transforma a atuação do profissional dentro das
empresas.
“O contabilista passará de mero
emissor de nota, guias e livros para participar ativamente do planejamento e da
gestão da empresa. Terá papel preponderante para a decisão de qual regime
escolher, como preencher corretamente os documentos fiscais e, assim, fornecer
um trabalho de planejamento tributário e operacional amplo, com foco no menor
custo e na maior competitividade da empresa”, explica Edgard.
Para apoiar os donos de
pequenos negócios nessa jornada de adaptação, o Sebrae selecionou cinco
perguntas fundamentais que todo empreendedor deve fazer ao seu contador:
1.
Planejamento Tributário: qual é o melhor regime para o meu negócio?
Com as mudanças trazidas pelo
IBS e pela CBS, nem sempre a escolha automática pelo Simples Nacional
continuará sendo a única ou a melhor opção para todas as micro e pequenas
empresas.
Dependendo do seu modelo de
negócio (B2B ou B2C) e da geração de créditos tributários para seus clientes,
pode haver cenários em que o Lucro Presumido ou o regime regular se mostrem
mais vantajosos. É essencial que o contador faça simulações de cenários para
identificar a opção de menor custo e maior apelo comercial.
2.
Cadastro Fiscal: quais os códigos corretos para minhas notas fiscais?
A correta classificação fiscal
das mercadorias e serviços será o pilar para o cálculo correto dos novos
tributos e para a emissão dos créditos fiscais. Pergunte ao seu contador quais
serão os novos códigos aplicáveis ao seu catálogo de produtos e serviços,
incluindo parâmetros como CST (Código de Situação Tributária), Classtrib
(Classificação Tributária), NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços) e NCM
(Nomenclatura Comum do Mercosul). Erros nessa etapa podem gerar dupla
tributação ou penalidades.
3. Emissão
de Notas Fiscais: meu sistema está preparado para operar com IBS e CBS?
A tecnologia será o braço
operacional da reforma. O empreendedor precisa alinhar com a contabilidade se o
software emissor de notas fiscais utilizado pela empresa já passou pelas
atualizações necessárias e se está apto a calcular e destacar o IBS e a CBS nas
operações diárias.
4. Carga
Tributária: qual o valor do meu produto ou serviço sem os impostos?
O novo modelo tributário exige
maior transparência na precificação. O empresário precisa saber com clareza
qual é a formação de preço de seu produto ou serviço “por dentro” e “por fora”
do tributo. Converse com o contador sobre como destacar o valor líquido do
produto/serviço e como a nova carga afeta a margem de lucro e o preço final
praticado no mercado.
5. Emissão
de Guias: qual a data e o valor dos tributos que vou pagar?
O calendário e a dinâmica do
recolhimento de impostos sofrerão alterações com o novo sistema e a entrada do
split payment (recolhimento automático do imposto no momento da transação).
Entender o novo fluxo de caixa,
as datas de vencimento das guias unificadas e a projeção dos valores a serem
pagos é indispensável para evitar surpresas na gestão financeira do negócio.
Agência Sebrae
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/5-perguntas-cruciais-para-fazer-ao-seu-contador-sobre-a-reforma-tributaria
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