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quinta-feira, 16 de julho de 2026

5 dicas para o comerciante vender mais nas redes sociais sem depender de descontos

 No Dia do Comerciante, especialista explica por que comunicar bem se tornou uma habilidade tão importante quanto vender para conquistar clientes e aumentar os resultados


O consumidor já não compra apenas pelo preço ou pela marca. Cada vez mais, ele quer conhecer quem está do outro lado da tela, ver o produto em uso, tirar dúvidas em tempo real e sentir segurança antes de concluir a compra. Esse comportamento tem acelerado o crescimento do social commerce no Brasil e levado milhares de comerciantes a assumir um novo papel: além de vender, precisam saber comunicar. O próprio Sebrae aponta que as redes sociais passaram a integrar a jornada de compra e que formatos como vídeos curtos e lives fortalecem a confiança, reduzem objeções e aumentam o engajamento dos consumidores.

Para Débora De Landa, fundadora da joalheria Kether e especialista no mercado joalheiro há mais de 26 anos, essa mudança alterou a forma como o varejo se relaciona com o cliente. Segundo ela, a autoridade deixou de ser construída apenas pela vitrine ou pela tradição da empresa e passou a depender da capacidade do empreendedor de transmitir conhecimento, transparência e proximidade.

"Hoje, o cliente compra a joia, mas antes compra confiança. Quando ele vê quem apresenta o produto, acompanha demonstrações ao vivo e percebe que existe alguém preparado para responder suas dúvidas, a decisão acontece com muito mais segurança. A venda deixou de ser apenas uma transação e passou a ser uma experiência."


Quando vender também significa comunicar

A mudança vai além da forma de divulgar produtos e altera a própria rotina de quem vende. Se antes bastava investir em vitrines, anúncios ou promoções, hoje o comerciante precisa produzir conteúdo, aparecer diante da câmera e manter uma comunicação constante com seu público. O consumidor acompanha a marca durante semanas ou meses antes da compra, o que torna a presença digital parte da estratégia comercial.

Nesse processo, vídeos e transmissões ao vivo deixaram de ser apenas ferramentas de divulgação e passaram a funcionar como um espaço para apresentar novidades, lançar coleções, contar histórias sobre os produtos e fortalecer a identidade da marca. Mais do que vender durante a transmissão, muitos comerciantes utilizam esse formato para construir audiência e aumentar a lembrança da marca entre os clientes.

Segundo a especialista, um erro comum é acreditar que basta ligar a câmera para vender. Assim como qualquer ação comercial, a comunicação precisa ser planejada."Quando existe preparação, o empresário conduz a apresentação com naturalidade, organiza as informações e consegue responder às perguntas com segurança. O cliente percebe quando existe domínio sobre o assunto", explica Débora.

Ela destaca que esse planejamento envolve conhecer profundamente o público, definir quais dúvidas precisam ser respondidas e produzir conteúdos que continuem sendo úteis mesmo quando não existe uma campanha promocional em andamento.


Cinco práticas para transformar conteúdo em vendas

Para empresários que desejam fortalecer sua presença digital, Débora recomenda algumas práticas:

  • Apresente os produtos em funcionamento ou em uso, mostrando detalhes que não aparecem nas fotos.
  • Responda perguntas ao vivo sempre que possível para reduzir objeções durante a compra.
  • Explique características técnicas de forma simples, evitando excesso de informações comerciais.
  • Compartilhe bastidores da operação para aproximar o público da marca.
  • Mantenha frequência nas publicações para criar relacionamento contínuo e não depender apenas de datas promocionais.

Para a empresária, outro erro frequente é acreditar que comunicação depende de talento nato. Segundo ela, essa habilidade pode ser desenvolvida e faz parte da gestão do negócio. "Não é preciso ser um influenciador ou um apresentador profissional. O comerciante precisa conhecer profundamente o que vende, organizar a informação e falar de forma simples. Quando existe preparo, a comunicação acontece de maneira muito mais natural."

Para a fundadora da joalheria Kether, a tendência é que os consumidores valorizem cada vez mais empresas que conseguem unir produto, atendimento e comunicação. "As redes sociais aproximaram clientes e marcas de uma forma que não existia há alguns anos. Quem entende isso deixa de usar a internet apenas como vitrine e passa a transformá-la em um canal permanente de relacionamento e geração de negócios." 



Débora De Landa - fundadora da joalheria Kether e atua no mercado joalheiro há mais de 26 anos. Com origem em uma família tradicional do setor, iniciou sua trajetória desenvolvendo conhecimento sobre qualidade, procedência e relacionamento com o cliente. Ao longo da carreira, passou por diferentes etapas, desde a atuação com semijoias até a importação de prata, consolidando-se posteriormente no segmento de joias em ouro 18k.Atualmente, lidera a joalheria Kether, atendendo clientes em todo o Brasil por meio de loja física, e-commerce e vendas ao vivo. Sua atuação é marcada pela curadoria das peças, experiência prática e compromisso com a transparência, fatores que sustentam sua credibilidade em um mercado diretamente ligado à confiança e ao valor percebido.
Para mais informações, acesse linkedin e instagram.


joalheria Kether
Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.


Vestibulandos da rede estadual podem aproveitar as férias para fazer simulados no Prepara SP

Plataforma com cursinho on-line oferece simulados para o Provão Paulista e Enem


Durante o período de férias escolares, os mais de 300 mil estudantes matriculados na 3ª série do Ensino Médio na rede estadual de ensino de São Paulo podem aproveitar para reforçar a preparação para o Provão Paulista Seriado, Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e outros vestibulares na ferramenta Prepara SP. Além das turmas que devem concluir o Ensino Médio neste ano, estudantes da 2ª série também têm acesso liberado à plataforma de cursinho pré-vestibular. 

 

A plataforma Prepara SP é uma iniciativa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) que oferece simulados, trilhas personalizadas, tutor virtual e correções para os estudantes. Na ferramenta, os estudantes encontram 60 diferentes simulados preparatórios para o Provão Paulista Seriado e 60 diferentes simulados para o Enem.  

 

Os simulados para as avaliações que dão acesso ao ensino superior seguem o mesmo formato das provas oficiais do Provão e do Enem, incluindo os mesmos componentes curriculares, mesmo número de itens e o mesmo tempo de realização. Para a preparação para o Provão, os estudantes  da rede estadual encontram funcionalidades exclusivas dentro da plataforma, como atividades semanais focadas em língua portuguesa e matemática, além de resumos e jogos de perguntas e respostas. 

 

No Prepara SP, os alunos também encontram a funcionalidade de redação. Cada aluno escolhe um tema e, ao finalizar, recebe sua nota e proficiência com base nos mesmos critérios de correção do Enem.

 

Como fazer cursinho pré-vestibular gratuito em SP


No Prepara SP, os alunos encontram aulas com didática exclusiva, com duração entre sete e 15 minutos cada uma. Os conteúdos da plataforma incluem também resumos e cards e disponibilizados digitalmente, a fim de auxiliar o estudante na assimilação e recapitulação do que foi visto em aula. A plataforma complementa as aulas do currículo oficial e apoia estudantes na preparação para as provas que dão acesso ao ensino superior.

 

O acesso ao Prepara SP é feito por meio do aplicativo ou site da Sala do Futuro, o portal da Secretaria da Educação que reúne acesso às plataformas educacionais e vida escolar dos alunos da rede estadual de ensino. Desde o início deste ano letivo, 97,36% dos estudantes já acessaram o cursinho pré-vestibular online da Seduc-SP. 


 

Provão Paulista Seriado

Os estudantes da rede pública têm no Provão Paulista Seriado mais uma oportunidade de ingresso direto ao ensino público superior. Em três edições, o vestibular do Governo do Estado de São Paulo abriu mais de 46 mil vagas na USP (Universidade de São Paulo), Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Fatecs (Faculdades de Tecnologia do Estado de São Paulo) e Univesp (Universidade Virtual do Estado de São Paulo). As provas estão previstas para o mês de novembro.


Especialista orienta como planejar gastos e evitar dívidas durante as férias

Organização financeira, escolhas conscientes e planejamento antecipado ajudam a aproveitar o período de descanso sem comprometer o orçamento

 

As férias são um dos períodos mais aguardados do ano, mas também podem se tornar uma fonte de preocupação financeira quando não há planejamento. A tendência de gastar mais para aproveitar o momento é comum, mas o equilíbrio entre lazer e organização financeira é essencial para evitar dificuldades no retorno à rotina. 

“Durante as férias, as pessoas costumam se permitir mais, o que é natural. No entanto, a conta sempre chega. Por isso, o planejamento é fundamental para garantir que esse período seja aproveitado sem comprometer o orçamento”, explica Albaniza Irani Sales, professora do curso de Administração da UniFG, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima.

Segundo a especialista, a organização deve começar antes mesmo da viagem ou da definição do período de descanso. Sonhos considerados distantes, como conhecer destinos internacionais, podem se tornar mais viáveis com compra de passagens com antecedência e planejamento dos custos.

Além da viagem, Albaniza destaca que a rotina durante as férias também deve ser desenhada. “É importante definir objetivos: descansar, conhecer novos lugares ou passar mais tempo com a família. A partir disso, é possível montar um roteiro equilibrado e financeiramente sustentável”, orienta.
 

Escolhas conscientes

Entre as estratégias para economizar estão a escolha de passeios gratuitos ou de baixo custo, como visitas a parques, praias, espaços públicos e eventos culturais. “Muitas cidades oferecem programações acessíveis, incluindo atividades gratuitas ou com valores simbólicos. É uma oportunidade de aproveitar cultura e natureza sem gastar muito”, afirma.

A alimentação também merece atenção. Evitar realizar todas as refeições fora de casa pode ficar mais em conta. “Uma alternativa é sair já alimentado para alguns passeios ou organizar melhor os gastos com restaurantes”, sugere a professora.

Para quem pretende viajar, a antecipação continua sendo uma das principais aliadas. A seleção de horários alternativos e a definição de um limite diário de gastos com compras e lembranças, evitando gastos por impulso, ajudam a controlar o orçamento.

Na hospedagem, o aluguel por temporada pode ser uma opção mais barata em comparação aos hotéis, especialmente para grupos maiores ou famílias. O uso da tecnologia também pode contribuir para a economia. Plataformas digitais permitem comparar preços, avaliar opções de hospedagem, identificar restaurantes com bom custo-benefício e encontrar passeios com valores mais acessíveis.

Outro ponto importante é aproveitar períodos de menor demanda, quando os preços costumam ser mais baixos. “Sempre que possível, dividir as férias em diferentes momentos ou priorizar passeios durante a semana pode ajudar a reduzir os custos”, explica.
 

Férias em casa

Para quem vai passar as férias em casa, o planejamento também faz diferença. “É possível criar uma programação divertida com atividades simples, como noites de jogos, acampamentos em casa ou sessões de cinema. O importante é dar significado ao tempo livre”, destaca Albaniza. 

Por fim, a especialista alerta para o risco do endividamento: “O ideal é separar previamente um valor para as férias. O uso excessivo do cartão de crédito pode comprometer o orçamento futuro. Aproveitar o momento é importante, mas sem perder o controle financeiro”, conclui.



UniFG Pernambuco

Ânima Educação


Retorno ao trabalho exige planejamento para manter a amamentação

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul orienta mães, famílias e empresas sobre cuidados para conciliar rotina profissional e saúde do bebê

 

O retorno ao trabalho é uma das fases mais desafiadoras para mães que desejam manter a amamentação. A mudança na rotina, a separação física do bebê, a sobrecarga e a falta de estrutura adequada nos ambientes profissionais podem levar muitas mulheres à interrupção precoce do aleitamento. A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) reforça a importância do planejamento, do apoio familiar e de políticas que favoreçam a continuidade da amamentação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e, depois desse período, a continuidade da amamentação até os dois anos ou mais, junto com a alimentação complementar saudável. Fonte: Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde.

De acordo com o médico pediatra e titular da Comissão de Sindicância da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, Leandro Meirelles Nunes, a retomada da rotina profissional não precisa significar o fim da amamentação, mas exige preparo e acolhimento.

“O retorno ao trabalho não deve ser encarado como uma barreira intransponível para a amamentação. Com orientação adequada, rede de apoio e condições mínimas no ambiente profissional, é possível proteger a saúde do bebê e também preservar o bem-estar da mãe”, afirma.

Entre os principais desafios estão a falta de local limpo, privado e tranquilo para a retirada do leite, a ausência de geladeira para armazenamento, o constrangimento diante de colegas ou gestores, o cansaço provocado pela dupla jornada e a ansiedade pela separação do bebê. Passar muitas horas sem esvaziar as mamas também pode causar dor, vazamento de leite, ingurgitamento mamário e complicações como mastite.

A SPRS orienta que a preparação comece de 15 a 20 dias antes do retorno ao trabalho. Esse período permite que a mãe organize uma rotina de ordenha, crie um estoque de leite congelado e ajude o bebê a se adaptar à nova forma de oferta, com apoio de familiares ou cuidadores. A ordenha pode ser feita manualmente ou com bomba tira-leite, conforme a adaptação da mulher.

Também é recomendado montar um kit com frascos esterilizados, bolsa térmica e gelo em gel para o transporte seguro do leite. Antes do fim da licença, a mãe pode conversar com o setor de recursos humanos e com a chefia direta para alinhar horários de pausa, local adequado para a retirada do leite e condições de armazenamento.

“A mãe precisa se sentir segura para falar sobre amamentação no ambiente de trabalho. As pausas para ordenha são uma necessidade biológica e também fazem parte da proteção à saúde da criança. Quando a empresa compreende isso, o retorno se torna mais humano e possível”, destaca Leandro.

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê dois descansos especiais de meia hora cada um durante a jornada para amamentação até que o bebê complete seis meses. Empresas que aderem ao Programa Empresa Cidadã também podem prorrogar a licença-maternidade por mais 60 dias, medida que contribui para a manutenção do aleitamento exclusivo até o sexto mês. F

No ambiente profissional, o alerta é que banheiros não são locais adequados para a retirada do leite. O ideal é que as empresas ofereçam uma sala limpa, reservada e acolhedora, com cadeira confortável, tomada, pia para higienização e geladeira para armazenamento do leite materno. A organização das reuniões e das demandas de trabalho também deve considerar a necessidade de pausas, especialmente nos primeiros meses após o retorno.

 

Marcelo Matusiak


Bets e medicamentos GLP-1 disputam espaço no orçamento dos brasileiros, aponta Worldpanel by Numerator

Dados mostram que 47% dos usuários de GLP-1 abriram mão de outros gastos para manter o tratamento, enquanto as apostas esportivas já alcançam 4% dos lares brasileiros.

 

O orçamento do brasileiro continua pressionado, mas o que mais influencia as decisões de compra hoje não é apenas a renda disponível. De acordo com dados da Worldpanel by Numerator, novas prioridades vêm transformando a forma como as famílias distribuem seus gastos, com destaque para o crescimento das apostas esportivas (bets) e dos medicamentos à base de GLP-1, utilizados popularmente para a perda de peso. 

O estudo revela que 31% dos brasileiros se declaram em dificuldade financeira. Ao mesmo tempo, cresce o grupo de consumidores mais comprometidos com saúde e bem-estar: os chamados health actives passaram de 26% para 30% da população em apenas um ano. Em um contexto de pressão financeira e desgaste emocional, investir na própria saúde deixa de ser apenas um desejo e passa a ocupar um espaço cada vez maior no orçamento. 

Esse movimento ajuda a explicar o avanço dos medicamentos GLP-1 no país. Embora ainda estejam presentes em apenas 2,4% dos domicílios brasileiros, os impactos financeiros do tratamento já são significativos. Segundo a Worldpanel by Numerator, o custo anual gira em torno de R$ 10 mil, e 47% dos usuários afirmam ter reduzido outros gastos para conseguir manter a medicação. 

Os efeitos também aparecem diretamente na cesta de consumo. Após iniciar o tratamento, 55% dos usuários reduziram o consumo de alimentos e bebidas. Metade afirma que pretende consumir menos farinha, enquanto 37% dizem que devem diminuir a ingestão de pães. Nas compras efetivamente realizadas, os gastos com massas são 15% menores, assim como os desembolsos com farinha de trigo (-15%) e biscoitos recheados (-10%). 

Por outro lado, o estudo mostra que o orçamento destinado ao autocuidado cresce entre os usuários de GLP-1. Os gastos com bebidas esportivas são 68% superiores aos da média da população, enquanto energéticos registram alta de 56%. Também há aumento nas despesas com cremes faciais (+43%), além de shampoos, condicionadores e creme dental. 

Nem mesmo categorias tradicionalmente associadas à indulgência deixam de fazer parte da rotina desses consumidores. O chocolate continua presente na cesta de compras: metade dos usuários afirma que pretende manter ou ampliar o consumo, e os gastos na categoria são 60% superiores à média. O comportamento indica que o consumidor não abandona os pequenos prazeres, mas passa a fazer escolhas mais seletivas para equilibrar saúde e bem-estar. 

Para a Worldpanel by Numerator, esse é um movimento com potencial para ganhar ainda mais força nos próximos meses, impulsionado pela ampliação do acesso aos medicamentos, pela chegada das versões nacionais após o vencimento de patentes e pela discussão de políticas públicas voltadas ao tratamento da obesidade.

 

Bets também ganham espaço no orçamento familiar 

Enquanto cresce o investimento em saúde, outro fenômeno avança sobre as despesas das famílias brasileiras: as apostas esportivas. 

Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que, em 2025, 4% dos lares brasileiros realizaram apostas esportivas, com gasto médio anual de R$ 820 por domicílio — crescimento de 7,3% em relação ao ano anterior. Entre as famílias endividadas, esse desembolso é 14% maior. 

Embora representem comportamentos distintos, bets e medicamentos GLP-1 refletem uma mesma transformação no consumo. Ambos passaram a disputar recursos que antes eram destinados predominantemente às categorias tradicionais de bens de consumo. 

Para a indústria e o varejo, isso representa uma mudança estrutural na dinâmica competitiva. A disputa já não acontece apenas entre marcas da mesma categoria. Ela passa a ocorrer entre necessidades, aspirações e formas distintas de enfrentar uma realidade cada vez mais desafiadora. Nesse cenário, compreender quais necessidades estão conquistando espaço dentro de um orçamento cada vez mais limitado torna-se essencial para empresas que buscam manter sua relevância junto ao consumidor brasileiro.

 

Worldpanel by Numerator


5 passos para sair da inadimplência e reorganizar a vida financeira

 

Com o Brasil registrando recorde de inadimplência, economista orienta como recuperar o controle do orçamento, negociar débitos e evitar novos atrasos

 

O número de brasileiros com dificuldades para manter as contas em dia continua crescendo e acende um alerta sobre a saúde financeira das famílias. Em maio de 2026, o país chegou a 75,06 milhões de consumidores com restrições no CPF, o equivalente a 44,8% da população adulta, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil.


O cenário se torna ainda mais preocupante quando analisado em conjunto com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em maio deste ano, 81,6% das famílias brasileiras declararam possuir algum tipo de dívida, o maior índice desde o início da série histórica da pesquisa, em 2010. O cartão de crédito segue como a principal modalidade de endividamento e foi apontado pela entidade como um dos fatores que mais pressionam o orçamento das famílias, devido às elevadas taxas de juros.


De acordo com dados da Agência Senado, o aumento do custo de vida, os juros elevados, a expansão do crédito rotativo e até o impacto das apostas online sobre o orçamento doméstico têm contribuído para esse cenário. Segundo Ricardo de Almeida, diretor financeiro do Cartão de TODOS, isso torna cada vez mais importante adotar estratégias para recuperar o equilíbrio financeiro. “Retomar o acesso ao crédito é uma conquista importante, mas reconstruir a saúde financeira exige disciplina, planejamento e novos hábitos. Isso permite conquistar tranquilidade, previsibilidade e qualidade de vida”, afirma.

 

Endividamento e inadimplência não são a mesma coisa


Embora os termos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, eles representam situações diferentes.


Uma pessoa endividada é aquela que possui compromissos financeiros assumidos, como financiamento, empréstimo, parcelas do cartão de crédito ou crediário. Isso não significa, necessariamente, que exista um problema financeiro, desde que os pagamentos estejam sendo feitos dentro do prazo.


Já a inadimplência ocorre quando essas contas deixam de ser pagas na data de vencimento. Dependendo do tempo de atraso, o consumidor pode ter o nome incluído em cadastros de proteção ao crédito, além de sofrer com o acúmulo de juros e multas.


Segundo Ricardo, os sinais de desequilíbrio financeiro costumam aparecer muito antes da negativação. "O primeiro deles é quando a pessoa começa a parcelar no cartão de crédito despesas básicas, como supermercado, combustível ou contas da casa”, alerta. 

De acordo com o executivo, fechar o mês sem “conseguir poupar nenhum valor, atrasar pequenas contas ou precisar escolher qual boleto pagar primeiro” também é um sinal preocupante. Ele reforça que “quando o orçamento deixa de fechar todos os meses, é hora de agir. Esperar a inadimplência chegar torna a recuperação muito mais difícil, pois existe um acúmulo e, muitas vezes, juros e multas", explica.

 

Como sair da inadimplência? Veja 5 passos para reorganizar as finanças


É possível recuperar o controle das finanças com planejamento e mudança de hábitos. Segundo Ricardo, o processo não ocorre de um dia para o outro, mas começa com um diagnóstico realista da situação financeira e decisões conscientes sobre o uso do dinheiro. Confira as principais orientações do economista:

 

1) Faça um diagnóstico completo das dívidas


O primeiro passo é entender exatamente qual é a situação financeira. Reúna todas as informações sobre as dívidas em uma planilha, aplicativo ou até mesmo em um caderno. Ter essa visão completa facilita a definição de prioridades e evita que contas mais caras continuem crescendo sem controle. É importante identificar:

 

  • Quanto é devido;
  • Para quem a dívida deve ser paga;
  • Quais juros estão sendo cobrados;
  • Quais débitos representam maior risco financeiro.

 

2) Organize o orçamento da família


Depois de mapear as dívidas, é hora de entender como o dinheiro entra e sai todos os meses. A recomendação é listar toda a renda familiar e organizar as despesas por ordem de prioridade, diferenciando gastos essenciais, despesas fixas, despesas variáveis e gastos que podem ser reduzidos ou eliminados temporariamente. Esse planejamento ajuda a adequar o padrão de consumo à realidade financeira e cria espaço no orçamento para quitar os débitos.

 

3) Priorize as dívidas com juros mais altos


Nem todas as dívidas têm o mesmo impacto no orçamento. Cartão de crédito, cheque especial e alguns financiamentos costumam apresentar as maiores taxas de juros do mercado. Por isso, devem ser negociados primeiro para impedir que o saldo devedor continue aumentando mês após mês.

 

4) Aproveite oportunidades para renegociar


Quanto mais tempo uma dívida permanece em atraso, maior tende a ser o valor final por causa dos juros e das multas. Por isso, acompanhar campanhas de renegociação, programas especiais e feirões pode representar uma oportunidade de reduzir significativamente o saldo devedor e reorganizar as finanças.

 

5) Comece uma reserva financeira, mesmo que pequena


Após renegociar as dívidas, o próximo desafio é evitar que novos imprevistos levem novamente ao endividamento. Guardar uma pequena quantia todos os meses ajuda a formar uma reserva de emergência, reduzindo a necessidade de recorrer ao cartão de crédito ou ao cheque especial diante de despesas inesperadas.

 

Como negociar dívidas de forma mais eficiente


Negociar não significa apenas conseguir um desconto. O objetivo deve ser encontrar um acordo que realmente caiba no orçamento e possa ser cumprido até o fim. "É importante levantar o valor da dívida inicial e o valor atual com juros, pois isso ajuda saber realmente o que está pagando e aumenta o poder de negociação. Não adianta aceitar uma parcela que será impossível pagar daqui dois meses", explica Ricardo. 


O economista também aponta a importância de feirões e campanhas de renegociação, como a iniciativa “Desconto que desenrola”, do Cartão de TODOS, que acontece até 31 de julho e oferece até 50% de desconto e parcelamento em até 6x para clientes regularizarem suas dívidas. “Essas iniciativas ajudam muitos brasileiros a darem o primeiro passo para terem uma melhor qualidade de vida, com descontos e condições facilitadas”, destaca. 

 

Além disso, o executivo também recomenda: 


  • Conhecer o valor original da dívida e o saldo atualizado;
  • Definir quanto realmente cabe no orçamento mensal;
  • Priorizar o pagamento à vista quando houver disponibilidade financeira, já que essa modalidade costuma garantir descontos maiores.

 

Os hábitos que evitam uma nova inadimplência


Segundo Ricardo, renegociar as contas representa apenas o primeiro passo.


 A recuperação financeira depende, principalmente, da mudança de comportamento em relação ao dinheiro. Entre os hábitos que fazem diferença no dia a dia estão: 


  • Manter um orçamento mensal atualizado;
  • Registrar todas as despesas;
  • Acompanhar os gastos por categoria;
  • Evitar compras por impulso;
  • Criar uma reserva de emergência. 

Outra estratégia é buscar formas de reduzir despesas de maneira permanente, como aproveitar programas de benefícios, cashback e descontos em produtos e serviços essenciais. No longo prazo, essa economia recorrente pode aumentar a capacidade de poupança e diminuir o risco de novas dívidas.

 

Os erros mais comuns após renegociar as dívidas


Mesmo depois de limpar o nome, alguns comportamentos podem comprometer novamente a saúde financeira. Os principais erros são:

 

  • Acreditar que quitar a dívida resolve definitivamente o problema;
  • Retomar rapidamente um padrão de consumo elevado;
  • Voltar a utilizar todo o limite do cartão de crédito;
  • Não controlar os pequenos gastos diários;
  • Deixar de construir uma reserva para imprevistos. 

"Muitas vezes não são os grandes gastos que desorganizam o orçamento, mas as pequenas despesas diárias que passam despercebidas e, no fim do mês, fazem uma grande diferença", alerta Ricardo.



Destinos que todo apaixonado por arquitetura deveria visitar nas férias

 Coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes destaca cidades que unem patrimônio histórico, urbanismo, sustentabilidade e experiências culturais capazes de ampliar o repertório dos estudantes

 

Viajar pode ser muito mais do que conhecer novos lugares. Para estudantes e admiradores da arquitetura, as férias representam uma oportunidade de observar diferentes formas de ocupar as cidades, compreender soluções urbanísticas e ampliar o olhar sobre patrimônio, cultura e sustentabilidade. Mais do que visitar monumentos, a experiência passa por vivenciar o cotidiano local.

 

Segundo Sergio Lessa, coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes, um bom roteiro deve proporcionar uma experiência completa, reunindo arquitetura, história, paisagem, mobilidade, arte e a vida cotidiana das pessoas.

"Uma viagem relevante é aquela que permite compreender como a cidade funciona, como as pessoas ocupam os espaços e como a arquitetura dialoga com o cotidiano. É essa vivência que amplia o repertório e transforma o olhar de quem estuda arquitetura", afirma.

 

Entre os destinos internacionais, Roma aparece como uma das principais referências por reunir diferentes períodos históricos em um mesmo espaço. A cidade preserva ruínas da Antiguidade, edifícios renascentistas e intervenções urbanas contemporâneas, permitindo compreender a evolução da arquitetura ao longo dos séculos. Outro destaque é a integração entre patrimônio histórico e infraestrutura moderna, como a expansão do metrô, cujas escavações revelaram importantes vestígios arqueológicos incorporados ao projeto.

 

Paris também ocupa posição de destaque por seu planejamento urbano. A cidade reúne importantes intervenções promovidas pelo Plano Haussmann, amplos espaços públicos, intensa vida cultural e edifícios emblemáticos. Além disso, as recentes transformações nas margens do Rio Sena, impulsionadas pelos Jogos Olímpicos, reforçam o compromisso com sustentabilidade e requalificação urbana.

 

Já Barcelona é reconhecida por combinar urbanismo, design e arquitetura autoral. O Plano Cerdà, responsável pela expansão organizada da cidade, e as obras de Antoni Gaudí tornam o destino uma referência mundial para quem deseja compreender inovação arquitetônica. A cidade ainda reúne importantes intervenções realizadas para os Jogos Olímpicos de 1992, que transformaram sua relação com os espaços públicos.


Além dessas cidades, Sergio Lessa recomenda destinos como Copenhague, Rotterdam, Tóquio, Medellín, Cidade do México, Nova York, Chicago e Berlim. Cada uma oferece experiências ligadas à inovação, sustentabilidade, intervenções urbanas, patrimônio histórico e qualidade dos espaços públicos.

 

No Brasil, o professor destaca quatro cidades essenciais para ampliar o repertório dos estudantes: São Paulo, pela diversidade arquitetônica e cultural; Brasília, referência internacional em urbanismo moderno; Rio de Janeiro, pela integração entre arquitetura e paisagem; e Curitiba, reconhecida pelas soluções urbanísticas e planejamento urbano.


 

Como escolher um roteiro arquitetônico

 

Para quem deseja viajar com foco na arquitetura, o primeiro critério deve ser selecionar cidades que ofereçam diferentes experiências além dos edifícios icônicos.

"A arquitetura não está apenas nos monumentos. Ela está nas ruas, nos bairros, nas praças, nos parques, nos mercados, no transporte público e na maneira como as pessoas vivem aquele espaço", explica Lessa.

 

Segundo ele, vale pesquisar previamente quais locais visitar, organizar a logística da viagem e definir quais aspectos despertam maior interesse, como patrimônio histórico, paisagismo, habitação, tecnologia, sustentabilidade ou arquitetura contemporânea.

 


Mais do que visitar edifícios

 

Para o especialista, caminhar pela cidade continua sendo a melhor forma de compreender a arquitetura. Observar como as pessoas utilizam os espaços públicos, como funcionam os deslocamentos, a relação entre edifícios e ruas e a qualidade das áreas de convivência permite uma leitura muito mais rica do ambiente urbano.

Outra recomendação é utilizar o transporte público para conhecer bairros além dos roteiros turísticos e compreender a dinâmica da cidade sob a perspectiva dos moradores.

 

Registrar a viagem também faz parte do aprendizado. Fotografias, desenhos e anotações ajudam a construir um repertório visual e crítico que poderá servir de referência ao longo da formação profissional. 


"A melhor viagem é aquela que transforma nosso olhar. Muitas vezes chegamos a um lugar com determinadas expectativas e voltamos com uma percepção completamente diferente. Essa mudança de perspectiva é uma das experiências mais valiosas para quem estuda arquitetura", conclui Sergio Lessa.

 

Como o comércio local pode transformar o pico da alta temporada de inverno em oportunidade para o ano todo

 Festas juninas e festivais de inverno estão gerando alta demanda do varejo; veja dicas para fidelizar esse cliente e construir recorrência

 

O inverno traz novas dinâmicas para o comércio local. Seja pelas sazonalidades e eventos como as festas juninas, os festivais de inverno, ou mesmo as férias escolares, que levam as famílias a planejarem viagens para locais turísticos, a busca por restaurantes e bares, hotéis e pousadas, passeios e compras por lazer aumentam. E esse ano o inverno teve um tempero especial: a Copa do Mundo.

Dados do ICVA Cielo coletados na primeira partida do Brasil no torneio mostraram que na na análise por setores, o maior crescimento foi registrado em Turismo e Transporte, com alta de 16,6%. O resultado sugere maior movimentação relacionada ao evento, seja por deslocamentos, viagens ou consumo associado à experiência da Copa.

O mesmo indicador mostra ainda que setores como Serviços (turismo e transporte) e o Varejo Alimentício Especializado historicamente apresentam performance de destaque em janelas de sazonalidade, aproveitando o aumento da circulação de pessoas em busca de experiências. O desafio para o lojista, seja um restaurante ou uma loja de varejo, é o mesmo: transformar a visita pontual motivada pelo clima em um relacionamento duradouro. 

Pensando nisso, Adriana Garbim, VP Comercial da Cielo,  aponta cinco movimentos para aproveitar a sazonalidade e construir recorrência:

 

  1. Prepare-se para o pico de sazonalidade, não apenas para o calendário: O inverno concentra movimentos em janelas específicas (feriados, finais de semana). Dimensione equipe, estoque e fluxo de caixa para essas janelas, otimizando o esforço de vendas.
  2. Ofereça diversidade de pagamento e agilize a jornada: Seja no balcão da loja ou na mesa do restaurante, a agilidade na hora da compra é crucial. Aceitar Pix, aproximação e carteiras digitais reduz fricção e evita a desistência, aumentando o giro.
  3. Capriche na experiência de marca: Dados da Cielo reforçam que o atendimento e a experiência na loja física são diferenciais competitivos. No inverno, o acolhimento do ambiente e a agilidade no atendimento são fatores que fazem o consumidor prolongar sua estadia e aumentar o ticket médio.
  4. Transforme a visita ocasional em cliente recorrente: Aproveite o aumento de fluxo para captar contatos e oferecer motivos de retorno: clubes de fidelidade, programas de assinatura ou benefícios exclusivos para próximas visitas criam um vínculo que sustenta o faturamento além da temporada.
  5. Planeje o pós-inverno: Após os meses de alta sazonalidade, o movimento pode se estabilizar. Reserve parte do caixa gerado no pico para sustentar as operações no período de menor demanda, garantindo a saúde financeira do negócio.

 

Cielo



STF suspende multas da NR-1 por 90 dias enquanto maioria das empresas ainda busca adequação

Levantamento do Pandapé realizado antes do início da fase punitiva apontou que apenas 27% das empresas se consideravam totalmente adequadas às exigências da NR-1

 

A fiscalização punitiva da NR-1 entrou em vigor em 26 de maio de 2026. Pouco mais de um mês depois, a aplicação da norma ganhou um novo capítulo: o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu por 90 dias as multas relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho. 

A decisão, tomada pelo ministro André Mendonça, abre uma tentativa de conciliação entre representantes do governo, empregadores e demais envolvidos para esclarecer como as regras devem ser aplicadas. Na prática, as empresas continuam obrigadas a identificar, avaliar e prevenir riscos psicossociais relacionados ao trabalho, como excesso de carga, pressão constante, assédio e problemas na organização das atividades. 

A medida foi interpretada por muitas empresas como um alívio diante dos desafios de implementação da norma. Mas os dados já indicavam que grande parte das organizações ainda estava em processo de adaptação. 

Pesquisa realizada pelo Pandapé em maio de 2026, antes do início da fase punitiva da NR-1, revelou que apenas 27% das empresas se consideravam totalmente adequadas aos requisitos da norma. Outros 48% afirmavam estar em processo de adequação e 25% ainda não tinham iniciado nenhuma ação concreta para cumprir as novas exigências. 

“A suspensão das multas pelo STF não significa que a NR-1 deixou de valer. Avançar na identificação e no gerenciamento dos riscos psicossociais continua sendo mandatório para as empresas. Esses 90 dias representam uma oportunidade para acelerar as adequações necessárias para a normativa vigente. Quem fizer bom uso desse prazo, pode se beneficiar. Quem encarar como apenas mais uma prorrogação pode chegar ao fim desse período na mesma situação”, alerta Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor, detentora do Pandapé. 

A NR-1 não é uma novidade. A norma existe desde 1978 e passou por uma atualização em 2024 para incluir os riscos psicossociais, como excesso de pressão, assédio moral, jornadas exaustivas e ambientes que favorecem o adoecimento mental. Apesar do prazo de adaptação, muitas empresas chegaram ao início da fase punitiva sem concluir seus processos internos. 

No primeiro mês de vigência punitiva, a fiscalização do Ministério do Trabalho concentrou as autuações em três frentes: ausência de mapeamento formal dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos, falta de documentação dos processos de identificação de perigos e ausência de canais estruturados de escuta e reporte por parte dos colaboradores. 

“O que vemos nesse primeiro mês de fiscalização é que as empresas sabem que precisam cuidar da saúde mental dos colaboradores, mas poucas conseguiram transformar esse compromisso em processos documentados e acompanhados. E é justamente essa mudança de intenção para uma prática estruturada que a NR-1 exige”, afirma Patricia. 

Para além da questão legal, os dados do Pandapé mostram que o tema tem impacto direto nos indicadores de RH. Empresas com ambientes que concentram fatores de risco psicossocial apresentam taxas de turnover até 2,3 vezes maiores do que a média do setor, além de maior incidência de afastamentos e queda de produtividade nos ciclos de avaliação de desempenho. 

Com a suspensão das multas em vigor até setembro de 2026, o mercado tem uma janela concreta para avançar. Mas, para Patricia, o prazo precisa ser usado com estratégia. 

“Noventa dias podem ser suficientes para estruturar o mapeamento de riscos, implementar canais de escuta e preparar lideranças, desde que as empresas comecem agora. O tempo deixa de ser um problema quando existe um plano claro para cumprir a norma”, conclui a executiva.

 

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