Pesquisar no Blog

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Copa do Mundo e violência entre torcedores: até onde vai a paixão e onde começa o crime?

Amaury Andrade, advogado criminalista, esclarece os limites entre a rivalidade esportiva e as condutas que podem gerar responsabilização criminal

 

Com a realização de grandes competições esportivas, como a Copa do Mundo, cresce também o número de ocorrências envolvendo discussões, agressões, depredações e tumultos motivados pela rivalidade entre torcedores. O que muitos consideram apenas uma “briga de futebol” pode resultar em sérias consequências jurídicas, incluindo prisão, processos criminais e pagamento de indenizações. 

Segundo o advogado criminalista Amaury Andrade, a emoção do jogo não afasta a aplicação da lei e qualquer ato de violência pode gerar responsabilização. 

“Paixão pelo futebol não pode servir de justificativa para agressões, ameaças ou atos de vandalismo. A rivalidade esportiva termina onde começa a violação dos direitos de outras pessoas”, afirma. 

As ocorrências mais comuns envolvem brigas em bares durante transmissões de partidas, confrontos entre torcedores, danos ao patrimônio de estabelecimentos comerciais e tumultos em locais públicos. Dependendo da conduta praticada, os envolvidos podem responder por crimes como lesão corporal, ameaça, dano ao patrimônio ou até por infrações previstas no Estatuto do Torcedor. 

Além das consequências criminais, os responsáveis também podem ser condenados a indenizar vítimas por danos morais, materiais e eventuais despesas decorrentes das agressões. 

Nos estádios, a legislação prevê punições específicas para quem participa de tumultos, invasões, confrontos ou atos de violência. Em determinados casos, o torcedor pode ser proibido de frequentar eventos esportivos por decisão judicial. 

“O torcedor precisa entender que uma atitude impulsiva durante uma partida pode gerar consequências que permanecerão por muitos anos. Em alguns casos, além da condenação criminal, há prejuízos financeiros e restrições judiciais relevantes”, explica Amaury Andrade. 

Outro aspecto importante envolve a responsabilização de quem incentiva ou participa da organização de brigas e confrontos. Mesmo aqueles que não praticam diretamente agressões podem ser investigados quando contribuem para a ocorrência dos atos violentos. 

A orientação do especialista é que as comemorações e manifestações esportivas ocorram sempre dentro dos limites da convivência social e do respeito à legislação.

 

95,7% das PMEs brasileiras têm limite estimado de crédito de até R$ 570 mil e 41% demandam capital de giro, mostra Serasa Experian

·      Dados mostram que 81,5% das empresas têm até nove funcionários e quase 79% operam há mais de cinco anos

·      Estudo foi gerado a partir da plataforma Insights Hub, da datatech, que analisou uma base de 1,9 milhão de pequenas e médias empresas e seu perfil de crédito 

 

Um levantamento inédito realizado pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do país, mostra que 95,7% das PMEs brasileiras têm limite estimado de crédito de até R$ 570 mil, enquanto 41% apresentam perfil associado à demanda por capital de giro. Os dados foram obtidos por meio da plataforma Insights Hub, da datatech, que reúne dados analíticos, comportamentais e financeiros para análises mais assertivas. O estudo foi realizado a partir de uma base de 1,9 milhão de empresas ativas, altamente operacionais e classificadas como micro, pequenas ou médias empresas, revelando um mercado de crédito para PMEs amplo, pulverizado e fortemente ligado à sustentação operacional dos negócios.

 

O perfil das empresas analisadas reforça o caráter pulverizado desse mercado. Segundo o levantamento, 81,5% das PMEs operam com até nove funcionários, quase 79% têm mais de cinco anos de existência e cerca de 72% possuem faturamento estimado de até R$ 1,35 milhão, indicando uma base formada majoritariamente por negócios maduros, de menor porte e estruturas enxutas.

 

O estudo também revela forte presença do comércio entre as PMEs brasileiras: 39,7% das empresas analisadas pertencem ao setor de comércio e reparação de veículos. Além disso, enquanto 41% das PMEs apresentam perfil associado à demanda por capital de giro, 28% possuem perfil tomador de crédito PJ, indicando predominância de operações ligadas à sustentação financeira e à rotina operacional dos negócios.

 

Ao mesmo tempo, os indicadores mostram que o mercado é heterogêneo do ponto de vista financeiro e exige análises cada vez mais sofisticadas de risco e capacidade de pagamento. Segundo o levantamento, 48,3% das PMEs estão nas faixas mais baixas do Score PJ, com pontuação de até 300 pontos. Por outro lado, 21,4% aparecem nas faixas entre 701 e 1000 pontos, indicando um contingente relevante de empresas com perfil de crédito mais robusto.

 

Os dados também mostram um equilíbrio entre pressão financeira e disciplina de pagamento. Mais da metade das PMEs analisadas possui algum tipo de restritivo ativo, cenário que reforça a necessidade de boas práticas de gestão, como planejamento e controle financeiro estruturado. Mas, entre as empresas com histórico conhecido de pontualidade, 72,5% estão na faixa mais alta de cumprimento de obrigações financeiras. 

 


“Em um ambiente ainda marcado por juros elevados e maior complexidade na concessão de crédito, o cenário reforça a importância de modelos analíticos capazes de diferenciar perfis de risco dentro de uma base ampla e diversa de empresas. As PMEs seguem sendo um dos principais motores da economia brasileira, mas o estudo mostra que esse mercado é muito diverso e exige leituras mais sofisticadas sobre comportamento financeiro e acesso ao crédito. Com o Insights Hub, conseguimos combinar dados analíticos, comportamentais e financeiros para gerar uma visão mais precisa sobre as necessidades e o perfil dessas empresas, apoiando uma concessão de crédito mais assertiva e adequada ao risco”, afirma Viviane Moura, diretora de serviços de crédito da Serasa Experian.

 


A importância do Score PJ


O Score PJ foi um dos indicadores utilizados neste estudo para analisar o potencial de crédito das pequenas e médias empresas brasileiras. A pontuação, que vai de 0 a 1.000, funciona como a reputação financeira das empresas e ajuda instituições financeiras e empresas a avaliarem aspectos relacionados ao comportamento financeiro e à capacidade de pagamento dos negócios, podendo influenciar decisões de crédito, negociações comerciais e oportunidades de expansão.

 

Pensando em apoiar os empreendedores em toda a sua jornada, a Serasa Experian traz em seu portal de conteúdo artigos, ebooks e trilhas de conhecimento relacionadas ao universo do empreendedorismo, de forma simples e aprofundada. Entre os conteúdos disponíveis, a datatetch tem artigos específicos sobre Score PJ, com intuito de explicar e dar dicas para aumentar a pontuação.

 


Metodologia – Sobre o Insights Hub

O estudo foi realizado a partir da plataforma Insights Hub, uma plataforma analítica que combina dados demográficos, comportamentais e financeiros de mais de 187 milhões de consumidores brasileiros e 70 milhões de empresas para apoiar estudos de mercado e estratégias de segmentação com ética e segurança, permitindo que empresas planejem campanhas e se conectem às audiências mais propensas ao consumo.

A análise contou com uma base de 1,9 milhões de PMEs e sua relação com o crédito, a partir do cruzamento de informações como Score PJ, faturamento, perfil tomador de crédito e outras relacionadas. 



Experian
experianplc.com


CIEE cadastra estudantes para vagas de estágio em ação na Linha 9-Esmeralda

Atividades serão realizadas nos dias 19, 24 e 26 de junho
Adolescentes a partir de 14 anos receberão instruções sobre elaboração de currículos nas estações Pinheiros e Varginha

 

Estudantes que transitarem pela Linha 9-Esmeralda, nos dias 19, 24 e 26 de junho, terão a oportunidade de aumentar as chances de ingressar no mercado de trabalho. Por meio de uma parceria entre a ViaMobilidade, administrada pela plataforma de trilhos da Motiva, e o CIEE (Centro de Integração Emprego-Escola), adolescentes a partir de 14 anos receberão instruções sobre como elaborar currículos e realizar o cadastro para processos seletivos de vagas de estágio em diversas empresas. 

A iniciativa facilita o acesso dos jovens ao serviço ao levar a orientação diretamente para dentro das estações, permitindo que eles aproveitem o próprio deslocamento pela linha para tirar dúvidas e buscar oportunidades profissionais.

“Nosso objetivo é aproximar os jovens das oportunidades de entrada no mercado de trabalho, oferecendo orientação em um local de grande circulação e de fácil acesso. Ao levar esse atendimento para as estações, contribuímos para que os estudantes possam esclarecer dúvidas, preparar seus currículos e dar os primeiros passos em processos seletivos de forma mais simples e acessível”, afirma Ivana Carvalho, coordenadora de responsabilidade social. 

As ações serão realizadas nas estações Pinheiros (dias 15 e 24) e Varginha (dias 19 e 26), das 11h às 15h30. A parceria entre a concessionária e a entidade social possibilita que os clientes tenham uma formação integral ao abrir as portas para o primeiro emprego.
  
 

Serviço 

CIEE

Local: Estação Varginha – Linha 9 - Esmeralda

Data: 19 e 26 de junho

Horário: 11h às 15h30

 

Local: Estação Pinheiros – Linha 9 - Esmeralda

Data: 24 de junho

Horário: 11h às 15h30


Financiamento de veículos cresce 10,9% em 12 meses e maio atinge maior nível para o período desde 2011, segundo levantamento da Trillia

Aumento foi puxado por vendas de carros leves e motos; ano acumula 3,2 milhões de financiamentos

 

O financiamento de veículos no Brasil somou 630,1 mil unidades em maio, entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e veículos pesados, de acordo com levantamento da Trillia, linha de negócios de dados e analytics da B3. O volume representa alta de 4,6% na comparação anual e marca o melhor resultado para o mês de maio desde 2011, quando foram registrados 682.129 mil financiamentos. No acumulado de janeiro a maio, as vendas financiadas somaram 3,158 milhões de unidades, alta de 10,9% em relação ao mesmo período de 2025.

 

Carros novos lideram avanço

Entre os automóveis leves, o financiamento atingiu 446 mil unidades em maio, alta de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025. O destaque ficou com os modelos zero quilômetro, que cresceram 38,2% na comparação anual, enquanto os usados avançaram 2,3% no período.

 

Motos se destacam entre veículos financiados

O financiamento de motocicletas somou 162 mil unidades em maio de 2026, crescimento de 9,5% na comparação com maio do ano passado. As motos usadas puxaram o resultado, com alta de 11,5% em 12 meses, enquanto os modelos novos avançaram 3,0% no mesmo período.

 

Veículos pesados mostram estabilidade

No segmento de veículos pesados, o financiamento totalizou 22 mil unidades em maio, queda de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2025. O desempenho foi influenciado por recuos tanto nos modelos novos quanto nos usados, de 6,8% e 3,5%, respectivamente, indicando um cenário de maior seletividade na renovação e na troca de frota.

 

Sudeste concentra maior parte do crédito

A região sudeste segue como o principal polo de financiamento de veículos no país, concentrando 42,1% das operações de janeiro a maio de 2026. Na sequência aparecem o Sul, com 20,0%, o Nordeste, com 19,6%, o Centro-Oeste, com 10,8%, e o Norte, com 7,5% do total de financiamentos. 

 

Ano acumula 3,2 milhões de financiamentos

No acumulado de janeiro a maio, o número de veículos financiados chegou a 3,158 milhões de unidades, entre novos e usados, incluindo automóveis leves, motocicletas e pesados. O crescimento de 10,9% em relação ao mesmo período de 2025 foi impulsionado principalmente pelos veículos novos, que avançaram 24,4%, enquanto os usados cresceram 7,5%. 

"Os dados indicam que há uma consolidação de oferta de crédito. Isso impulsiona o crescimento do setor automotivo. Mesmo em um contexto de juros elevados, o consumidor tem acessado crédito para aquisição de veículos", afirma Bruno Saldanha, head de Produtos Regulados na Trillia, linha de negócios de dados e analytics da B3.

 

Tabela Auto B3: média dos preços de veículos recua em maio após sequência de altas

O acompanhamento mensal da Tabela Auto B3, desenvolvida em parceria com a Bright Consulting, mostra que, em maio, o mercado de veículos teve queda nos preços médios de transação, tanto para novos quanto para usados.

 

Veículos novos

Em maio, os veículos 0km tiveram redução média de aproximadamente 1,7% nos preços de transação. Ou seja, na média, os carros novos ficaram um pouco mais baratos em relação ao mês anterior. A queda foi relativamente espalhada entre os segmentos, com destaque para:

 

Fonte: Tabela Auto B3/Bright Consulting

 

As maiores quedas ficaram concentradas nas diferentes categorias de picapes. Na outra ponta, os hatchbacks foram o único segmento com valorização relevante, com aumento médio de 1,9% nos preços. Já os SUVs ficaram praticamente estáveis, interrompendo a sequência de altas dos meses anteriores.

 

Veículos usados

No mercado de usados, maio registrou nova queda nos preços de transação, com redução média de aproximadamente 0,8%. Em outras palavras, os veículos usados também ficaram um pouco mais baratos, dando continuidade ao ajuste de preços que vem ocorrendo desde meses anteriores. A queda foi observada em todos os segmentos analisados, o que reforça a tendência de acomodação do mercado de usados.
 

Fonte: Tabela Auto B3/Bright Consulting



B3 S.A.

 


Nova técnica identifica estrelas que engoliram planetas

 

Representação artística de um sistema estelar binário,
com uma das estrelas engolindo um planeta
(imagem: Anne Rathsam/com IA)
Pesquisa internacional liderada por equipe da USP sugere que sistemas estáveis – como o Sistema Solar – talvez sejam menos comuns do que se imaginava, o que impacta o surgimento de vida complexa

 

Uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um método inovador para identificar estrelas que engoliram os planetas ao seu redor. A técnica baseia-se na detecção de variações na abundância de berílio – um elemento químico relativamente raro – e poderá abrir uma nova janela para o estudo da evolução de sistemas planetários.

Publicado hoje (16/06) na revista Astronomy & Astrophysics, o estudo analisou um sistema binário formado por duas estrelas muito semelhantes entre si, ambas do tipo solar (com características físicas, químicas e de atividade magnética semelhantes às do nosso Sol), chamadas HD 129171 e HD 129209. Em princípio, estrelas binárias como essas deveriam apresentar praticamente a mesma composição química, pois nasceram ao mesmo tempo e da mesma nuvem molecular (aglomerados de poeira e gás que funcionam como berçários estelares). No entanto, os pesquisadores encontraram diferenças significativas entre elas.

“A estrela HD 129171 apresenta enriquecimento em elementos refratários, isto é, elementos que normalmente condensam em estado sólido e constituem planetas rochosos. Isso sugere fortemente que ela engoliu material planetário ao longo de sua evolução”, conta a doutoranda do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG-USP) Anne Rathsambolsista da FAPESP e primeira autora do artigo.

Os cientistas já suspeitavam anteriormente que algumas estrelas poderiam incorporar planetas ou fragmentos planetários. O diferencial do novo trabalho foi demonstrar, pela primeira vez, que diferenças na abundância de berílio em estrelas binárias podem funcionar como marcadores confiáveis desse processo.

O berílio possui uma característica importante: ele não é fabricado no “coração” das estrelas ao longo de sua evolução. Por isso, quando os astrônomos detectam a assinatura desse elemento na luz que a estrela emite, funciona como um sinal de alerta. Indica que a estrela engoliu material rochoso – como restos de planetas – muito tempo depois de ter se formado.

Como explicam os autores, os elementos lítio, berílio e boro constituem uma exceção importante na história química do Universo. “Todos os outros elementos químicos têm sua origem na nucleossíntese primordial [a formação dos primeiros núcleos atômicos nos minutos iniciais logo após o Big Bang] ou na nucleossíntese estelar [o processo de fusão nuclear que ocorre no interior das estrelas ao longo de suas vidas]. Mas o berílio e o boro não. Eles surgem principalmente por um processo chamado ‘espalação cósmica’, no qual partículas de alta energia fragmentam núcleos mais pesados, como carbono, nitrogênio e oxigênio, produzindo elementos mais leves”, descreve o astrônomo Jorge Luis Melendez Moreno, professor do IAG-USP e orientador do estudo.

O lítio também é produzido principalmente por espalação, embora uma quantidade ínfima desse elemento tenha surgido na nucleossíntese primordial e ele possa surgir também, em circunstâncias especiais, em alguns tipos de estrelas.

“O lítio já vinha sendo usado como possível indicador de engolfamento planetário, mas ele é destruído com relativa facilidade. O berílio é mais resistente e sua assinatura química pode durar mais tempo”, explica Rathsam.

Imagem real do sistema binário estudado (imagem: Digital Sky Survey/Aladin/Anne Rathsam)

 Mais de 11 planetas iguais à Terra

Para realizar o estudo, a equipe utilizou dados obtidos com o espectrógrafo UVES, instalado no Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile. O instrumento decompõe a luz das estrelas em diferentes comprimentos de onda, permitindo identificar assinaturas químicas extremamente sutis.

As observações mostraram que a HD 129171 possui abundância significativamente maior de elementos refratários – como ferro, magnésio, silício, cálcio e titânio – em comparação com sua companheira HD 129209. Além disso, a estrela apresenta excesso tanto de lítio quanto de berílio. Segundo os pesquisadores, o padrão observado é compatível com a ingestão equivalente a mais de 11 vezes a massa da Terra de material rochoso.

“Esse material pode ter vindo de um único grande planeta ou da soma de vários corpos menores. Mas, no caso de estrelas semelhantes ao Sol, a mistura interna é tão eficiente que a assinatura química final não permite distinguir esses cenários”, comenta Rathsam.

Embora a principal contribuição original do trabalho tenha sido a análise química, que possibilitou eleger o berílio como marcador de episódios de engolfamento planetário, os autores também discutiram, com base na literatura previamente estabelecida, os mecanismos dinâmicos capazes de levar planetas a cair em suas estrelas hospedeiras. Entre eles, interações gravitacionais entre planetas, perturbações produzidas por estrelas companheiras e processos de migração orbital. Esses mecanismos podem tornar as órbitas altamente excêntricas e instáveis, fazendo com que planetas sejam ejetados do sistema, colidam entre si ou acabem sendo absorvidos pela estrela central.

Uma implicação importante do estudo diz respeito à possível raridade de sistemas estáveis, como o Sistema Solar. Melendez ressalta que diversas linhas independentes de evidência apontam na mesma direção. Simulações computacionais de formação planetária mostram que arquiteturas semelhantes à do Sistema Solar – com planetas gigantes em órbitas externas quase circulares e planetas rochosos em órbitas internas estáveis – não surgem com frequência. Além disso, levantamentos observacionais realizados com estrelas semelhantes ao Sol encontraram poucos análogos de Júpiter em órbitas comparáveis à do gigante gasoso do nosso sistema.

“Quando reunimos evidências provenientes de simulações dinâmicas, observações de exoplanetas e estudos químicos de estrelas binárias, surge um quadro consistente indicando que sistemas parecidos com o Sistema Solar talvez sejam menos comuns do que imaginávamos”, pontua o pesquisador.

Melendez conta ainda que sistemas binários são muito comuns na Via Láctea. Estimativas atuais indicam que aproximadamente metade das estrelas da galáxia possui uma companheira gravitacional. Como as duas estrelas de um sistema binário se formam praticamente ao mesmo tempo e a partir da mesma nuvem molecular, diferenças químicas entre elas constituem um forte indício de que processos posteriores – como a ingestão de planetas – alteraram sua composição original.

“Em nosso sistema planetário, os planetas possuem órbitas relativamente estáveis e pouco excêntricas. Mas, se o engolfamento planetário for realmente comum, isso sugere que muitos sistemas passam por fases dinâmicas violentas”, enfatiza Rathsam. Segundo ela, isso pode ter implicações diretas para a existência de vida complexa.

“A vida não precisaria apenas de bilhões de anos para surgir e evoluir. O planeta também teria que permanecer em uma órbita suficientemente estável para sobreviver a perturbações gravitacionais importantes”, explica.

Além de lançar luz sobre a evolução de sistemas planetários, o estudo possui implicações para teorias de formação estelar e para uma técnica conhecida como “chemical tagging” (marcação química), utilizada para reconstruir a história da Via Láctea com base na composição química das estrelas.

Se as diferenças químicas observadas em estrelas binárias fossem causadas por heterogeneidades na nuvem primordial que lhes deu origem, isso exigiria revisão de modelos atualmente aceitos sobre formação estelar. Os resultados obtidos pela equipe favorecem, porém, a hipótese de ingestão planetária.

Participaram do estudo pesquisadores da USP, da Academia Polonesa de Ciências, da Academia Chinesa de Ciências, da Monash University, na Austrália, e de observatórios astronômicos italianos. O trabalho também recebeu apoio da FAPESP por meio de um Projeto Temático coordenado por Melendez.

O artigo Planet engulfment in the chemically anomalous HD 129171/HD 129209 pair pode ser lido em: aanda.org/articles/aa/full_html/2026/06/aa59556-26/aa59556-26.html.

 


José Tadeu Arantes

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/nova-tecnica-identifica-estrelas-que-engoliram-planetas/58417



Mais de 1.900 vagas: Senac EAD leva formação técnica gratuita a estudantes de dez estados brasileiros

Oferta contempla cursos técnicos em dez áreas profissionais
 

Uma nova oportunidade: o Senac EAD abrirá inscrições para diversos cursos técnicos a distância totalmente gratuitos. No total, são 1.965 vagas distribuídas em dez estados do país: Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraná, Roraima, São Paulo e Tocantins. 

O prazo para efetivar a participação no processo seletivo inicia no dia 18 de junho, às 10h, (com exceção do estado do Maranhão que começará a inscrever no dia 22 de junho, também às 10h) e finaliza no dia 13 de julho, às 17h. 

Com o objetivo de ampliar o acesso dos cidadãos brasileiros à educação profissional e tecnológica, por meio da oferta de vagas gratuitas em cursos diversificados, o Senac EAD disponibiliza os seguintes títulos:

  • Técnico em Administração
  • Técnico em Desenvolvimento de Sistemas
  • Técnico em Logística
  • Técnico em Meio Ambiente
  • Técnico em Qualidade
  • Técnico em Recursos Humanos
  • Técnico em Secretariado
  • Técnico em Guia de Turismo
  • Técnico em Segurança do Trabalho
  • Técnico em Transações Imobiliárias

As vagas disponibilizadas por Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Piauí, Paraná e Tocantins são destinadas exclusivamente para residentes dos respectivos estados.
 

Requisitos para conquistar uma vaga gratuita no Senac EAD

O PSG, Programa Senac de Gratuidade, é destinado a pessoas com renda familiar mensal per capita que não ultrapasse 2 salários-mínimos federais. Antes de efetuar a inscrição, o interessado deve verificar os pré-requisitos disponíveis no conteúdo de cada curso (por exemplo, ter o ensino médio concluído ou estar cursando, no mínimo, o segundo período). 

1) Seleção por polo;

2) Seleção para o curso oferecido, conforme disponibilidade de vagas;

3) Classificação e seleção obtida pela ordem de inscrição no curso pelo candidato;

4) Comprovação de toda a documentação exigida para a matrícula.
 

Aproveite a oportunidade de conquistar um diploma reconhecido pelo MEC

O processo educativo ocorre no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), e utiliza tecnologias e/ou vivências práticas para mediação do processo de ensino-aprendizagem, além de permitir a disponibilização de conteúdos e atividades avaliativas nesse espaço. 

A carga horária presencial nos cursos técnicos EAD é ofertada através de recursos tecnológicos, como:

  • Videoaulas dinâmicas
  • Simuladores que aproximam da prática da profissão
  • Atividades online que desenvolvem habilidades reais do mercado

Após a conclusão e aprovação no curso escolhido, o concluinte receberá o diploma de nível técnico válido em todo o Brasil e reconhecido pelo MEC. Ideal para quem busca certificação e qualificação técnica profissional.
 

Senac EAD


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Estação da Luz da CPTM recebe ação com psicoterapeutas nesta quinta-feira (18)


Divulgação
PTM

Passageiros poderão conversar gratuitamente com profissionais de saúde mental 


Quem passar pelo saguão principal da Estação da Luz da CPTM, nesta quinta-feira (18/06), poderá conversar gratuitamente com psicoterapeutas do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da USP. A ação é realizada pelo Museu da Língua Portuguesa em parceria com o IPq.
 

A ação “Converse com o Psicoterapeuta” acontece das 10h às 13h. Os profissionais estarão posicionados ao lado do guarda-volumes, próximo à antiga bilheteria, oferecendo escuta e acolhimento psicoterapêutico aos passageiros e promovendo a saúde mental em um espaço urbano de grande circulação.

  

Serviço

Converse com o Psicoterapeuta
Local: Estação da Luz (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e Expresso Aeroporto)
Data: quinta-feira (18/06)
Horário: 10h às 13h


Dia Nacional do Orgulho de ser respeitado e acolhido como Autista chama a atenção para as diferenças e a inclusão também durante a Copa do Mundo

Data é lembrada no dia 18 de junho e revela a necessidade de conscientização para este transtorno que atinge 2,4 milhões de pessoas somente no Brasil

 

Criado por pessoas autistas e lembrado em 18 de junho, o Dia Nacional do Orgulho Autista nasceu de uma necessidade de valorização da neurodiversidade e do combate aos estigmas que ainda pairam sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A data tem como objetivo ampliar a conscientização da sociedade sobre os direitos, potencialidades e desafios enfrentados por milhões de pessoas autistas.

No Brasil, dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 2,4 milhões de pessoas declararam ter recebido diagnóstico de autismo, número que corresponde a aproximadamente 1,2% da população.

A psicóloga e colunista da Revista Autismo, Paula Ayub, destaca que a sociedade precisa compreender que não existe um único perfil de autista. “Quem conhece uma pessoa autista conhece uma pessoa autista, não conhece o autismo. Estamos falando de uma deficiência invisível e plural”. Sobre os diferentes níveis de suporte, ela esclarece: “Os níveis de suporte são as diferentes necessidades de cada autista. Tem pessoas que necessitam de suporte praticamente 24 horas por dia e há aquelas que necessitam de um suporte menor. O que é certo é que pessoa autista necessita de algum tipo de suporte. Se não precisa, não é autista”.

Por suporte, podemos entender um quadro de avisos ou de tarefas a serem cumpridas, uma assistente virtual que desperte para cada atividade que precisa ser iniciada ou que lembre o fim de um descanso, entre outros auxílios, sempre com alguma outra pessoa intermediando ou mediando o uso das ferramentas.

O crescimento dos diagnósticos durante os últimos anos é explicado pela psicóloga como sendo fruto do avanço no conhecimento científico, maior acesso à informação e uma compreensão mais ampla sobre as diferentes formas de manifestação do espectro. “Atualmente, existe um maior entendimento do quadro e, além disso, passamos a ver o quanto as mulheres, por exemplo, foram invisibilizadas. A gente não conseguia ver o autismo feminino por uma questão cultural, de gênero. O fenótipo do autismo feminino é muito diferente do masculino”, esclarece.

Com a aproximação da Copa do Mundo, a discussão sobre inclusão ganha ainda mais relevância. Para muitas pessoas autistas, o período pode representar um desafio devido ao excesso de estímulos sensoriais, como fogos de artifício, buzinas, gritos, clima de tensão e aglomerações.

“A principal orientação é respeitar as individualidades. Cada autista tem necessidades diferentes. Alguns preferem acompanhar os jogos em ambientes mais tranquilos, outros utilizam abafadores de som, óculos escuros ou brinquedos antiestresse. O importante é perguntar à própria pessoa o que ela precisa e respeitar essa necessidade”, orienta Paula.

A psicóloga recomenda ainda que famílias, estabelecimentos comerciais e espaços públicos disponibilizem locais de descompressão, com poucos estímulos visuais e sonoros, permitindo que a pessoa possa se autorregular sempre que necessário.

“Não podemos presumir que todos vão querer participar das comemorações da mesma forma. Respeitar o momento de se afastar, evitar abraços inesperados, reduzir estímulos excessivos e oferecer ambientes acolhedores são atitudes fundamentais para uma torcida verdadeiramente inclusiva”, completa.

 

Orgulho do sujeito e não do diagnóstico

Juliane de Araújo, mãe de Geraldo, de 16 anos, ressalta que o orgulho não está no diagnóstico em si, mas na pessoa que o filho se tornou. “Tenho orgulho do Geraldo exatamente como ele é. Ele é estudioso, dedicado, tem seus amigos e seus sonhos. O autismo faz parte dele, mas não o define.” O próprio Geraldo compartilha dessa visão. “Eu não tenho necessariamente orgulho do autismo. Tenho orgulho de ser o Geraldo. O autismo é uma das minhas características, mas o que me faz sentir orgulho é quem eu sou.”

Apaixonado por futebol, Geraldo já se prepara para acompanhar a Copa do Mundo à sua maneira. Sensível a ruídos intensos e aglomerações, ele costuma assistir às partidas em ambientes mais tranquilos e utiliza fones de ouvido quando sabe que haverá muito barulho. “Eu gosto muito de futebol, mas prefiro assistir no meu canto, sem muita muvuca”, conta.

Juliane explica que o aprendizado é constante. “Todo dia a gente descobre alguma coisa nova. A convivência nos ensina a entender melhor as necessidades dele e a enxergar o mundo por outras perspectivas. É um aprendizado diário que nos torna mais empáticos e conscientes.”

Neste Dia Nacional do Orgulho Autista, especialistas e famílias reforçam uma mensagem simples, mas essencial: este não é um dia para se comemorar o fato de ser autista, nem para dar parabéns. É um dia para propagar informação correta, coerente, que conscientize e ajude a diminuir o preconceito e as visões equivocadas.

Para Wolf Kos, presidente do Instituto Olga Kos, que há 19 anos desenvolve projetos para pessoas com diversos tipos de deficiência, a inclusão começa pelo respeito. “Seja durante a Copa do Mundo ou em qualquer outro momento, reconhecer as individualidades e garantir que cada pessoa possa participar da sociedade da forma que lhe for mais confortável é o caminho para uma convivência mais justa e acolhedora”.

 

Sobre o Instituto Olga Kos

Fundado há 19 anos, o Instituto Olga Kos de Inclusão é uma organização sem fins lucrativos, qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. Desenvolve projetos artísticos, esportivos e científicos para atender, crianças, jovens, adultos e idosos com deficiência e abre espaço para pessoas em situação de vulnerabilidade social, proporcionando trocas de experiências e inclusão. Ao traçar sua rota, o OLGA acompanha a trajetória do beneficiário e sua evolução durante a realização das oficinas, adaptando e melhorando as metodologias por intermédio de pesquisas e instrumentos inéditos, como o Indicador de Desenvolvimento Olga Kos (Idok) e o Índice Nacional de Inclusão da Pessoa com Deficiência Olga Kos (Iniok_pcd).


Festas juninas: qual o papel da genética na compulsão alimentar?

Entenda como fatores genéticos podem influenciar a relação com a comida e por que isso vai muito além da falta de disciplina durante as celebrações


Pamonha, canjica, bolo de milho, pé de moleque e quentão. As festas juninas são sinônimo de tradição, encontros e mesas repletas de sabores que fazem parte da memória afetiva dos brasileiros. Mas, enquanto algumas pessoas conseguem parar na primeira fatia de bolo, outras sentem dificuldade em resistir a mais uma porção. O que pouca gente sabe é que essa relação com a comida pode ser influenciada não apenas por hábitos e emoções, mas também pela genética.

Estudos científicos indicam que fatores genéticos podem influenciar mecanismos relacionados ao comportamento alimentar, incluindo apetite, saciedade e predisposição à compulsão alimentar. Essa relação ganha relevância diante de evidências recentes que apontam o impacto desse transtorno na saúde da população. Um estudo publicado em 2025 no Journal of Human Growth and Development¹ mostrou que a compulsão alimentar é mais frequente do que se imagina e está associada a diversas doenças crônicas.

A pesquisa, conduzida com quase 3 mil adultos da região metropolitana de São Paulo, identificou que 4,7% dos participantes apresentaram transtorno da compulsão alimentar periódica ao longo da vida, enquanto 9% relataram episódios recorrentes de compulsão alimentar.

Os resultados também apontaram maior prevalência da condição entre mulheres e adultos mais jovens. Além disso, indivíduos com compulsão alimentar apresentaram taxas mais elevadas de hipertensão, dores crônicas, artrite, doenças pulmonares e distúrbios gastrointestinais.

Segundo os autores, os achados reforçam a importância da identificação precoce e do acompanhamento adequado dos transtornos alimentares, considerando seus impactos tanto na saúde mental quanto na saúde física e na qualidade de vida.Já uma revisão científica publicada em 2024 na Nutrients² destaca que determinados genes desempenham papel importante na regulação do apetite, do metabolismo e do acúmulo de gordura corporal.

Entre eles estão variantes nos genes FTO, associado a uma maior ingestão calórica e ao comer emocional; MC4R, envolvido nos mecanismos de saciedade e no controle do peso corporal; e genes como DRD2 e OPRM1, que atuam no sistema de recompensa cerebral e podem influenciar a busca por alimentos altamente palatáveis. Estudos também investigam variantes específicas, como FTO rs9939609, MC4R rs17782313 e CLOCK rs1801260, associadas a diferenças na regulação do apetite, no comportamento alimentar e na resposta aos estímulos de recompensa relacionados à comida².

"Nas últimas décadas, os avanços da genética permitiram compreender melhor por que algumas pessoas apresentam maior suscetibilidade a determinados comportamentos alimentares. Hoje sabemos que variantes em genes relacionados ao controle da fome, da saciedade e dos mecanismos de recompensa cerebral podem influenciar a forma como cada indivíduo responde aos estímulos alimentares.

No entanto, é importante destacar que essas características atuam em conjunto com fatores ambientais e comportamentais. A genética não determina o comportamento alimentar, mas ajuda a explicar diferenças individuais que podem contribuir para uma abordagem mais personalizada da saúde e da nutrição", afirma Gustavo Guida, geneticista da Dasa Genômica e do laboratório Sérgio Franco, no Rio de Janeiro. 



O poder do ambiente nas “recompensas alimentares”

 Além dos fatores genéticos, o ambiente exerce forte influência sobre o comportamento alimentar. Uma revisão de escopo sobre o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde mostrou que a exposição frequente a esses produtos está associada ao aumento do consumo energético, ao ganho de peso e a desfechos metabólicos desfavoráveis³.

Em um estudo clínico randomizado conduzido pelo National Institutes of Health (NIH), indivíduos expostos a uma dieta composta predominantemente por alimentos ultraprocessados consumiram, em média, 508 calorias a mais por dia do que aqueles que receberam uma dieta baseada em alimentos minimamente processados. Após apenas duas semanas, os participantes apresentaram ganho médio de 0,9 kg⁴.

Os resultados reforçam como a combinação entre predisposição biológica e ampla oferta de alimentos ricos em açúcar, gordura e sódio pode favorecer episódios de compulsão e excessos alimentares. Pesquisas em neurociência também demonstram que alimentos ricos em açúcar e gordura ativam circuitos cerebrais relacionados à recompensa, estimulando a liberação de dopamina é o neurotransmissor associado às sensações de prazer e motivação.

Esse mecanismo ajuda a explicar por que determinados alimentos despertam desejo intenso e podem levar algumas pessoas a continuarem comendo mesmo após a sensação fisiológica de saciedade."Hoje sabemos que a genética pode influenciar diferentes mecanismos relacionados ao comportamento alimentar. Algumas variantes genéticas afetam a produção de hormônios ligados à fome e à saciedade, enquanto outras atuam diretamente nos circuitos cerebrais de recompensa. Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas sentem mais dificuldade para interromper o consumo de alimentos ricos em açúcar e gordura ou apresentam maior tendência ao comer emocional.

A genética não determina comportamentos, mas pode aumentar ou reduzir a suscetibilidade a determinados padrões alimentares", explica Ricardo Di Lazzaro, médico doutor em Genética e fundador da Genera, marca da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil.Em conjunto com fatores emocionais, comportamentais e ambientais, essas características podem influenciar a forma como cada pessoa percebe a fome, a saciedade e responde aos estímulos alimentares do dia a dia, especialmente em contextos de maior oferta de alimentos altamente palatáveis.

"Na prática, testes genéticos podem ajudar a identificar variantes associadas a aspectos como saciedade, preferência alimentar, metabolismo energético e maior suscetibilidade a padrões de comportamento alimentar. Essas informações não servem para prever escolhas individuais nem para determinar diagnósticos, mas podem complementar a avaliação clínica e nutricional, contribuindo para estratégias mais personalizadas e realistas para cada pessoa", afirma Giovana Hirata, nutricionista do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa."Comer vai muito além da necessidade biológica.

A alimentação envolve aspectos culturais, emocionais e sociais que fazem parte da nossa história. Durante as festas juninas, por exemplo, muitos alimentos típicos estão associados a lembranças afetivas, encontros familiares e momentos de celebração.

Quando esses fatores emocionais se somam a mecanismos biológicos ligados ao prazer e à recompensa, a experiência alimentar se torna ainda mais complexa. Por isso, compreender o papel da genética e do ambiente ajuda a promover uma relação mais consciente e equilibrada com a comida, sem culpa ou restrições excessivas", finaliza Ricardo Di Lazzaro.



Referências

1. Link

2. Alshammari M, AlShammari A, Alshammari M et al. Genetic Factors and Obesity: Insights into Appetite Regulation, Metabolism, and Body Weight Control. National Library of Medicine, 2024. Disponível em: Link

3. Lane MM, Davis JA, Beattie S et al. Ultra-Processed Food Exposure and Adverse Health Outcomes: Umbrella Review of Epidemiological Meta-Analyses. Disponível em: Link

4. Hall KD, Ayuketah A, Brychta R et al. Ultra-Processed Diets Cause Excess Calorie Intake and Weight Gain: An Inpatient Randomized Controlled Trial of Ad Libitum Food Intake. Cell Metabolism, 2019. Disponível em: Link5. Link


Posts mais acessados