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terça-feira, 16 de junho de 2026

Dificuldade em encontrar fiador abre espaço para o crescimento do seguro fiança locatíci

Modalidade de seguro que substitui o fiador tradicional praticamente dobrou de tamanho nos últimos três anos.

 

O Seguro Fiança Locatícia vem registrando forte crescimento no Brasil e movimentou cerca de R$ 795 milhões em 2025, praticamente o dobro do volume observado há três anos. O avanço reflete uma mudança importante no mercado imobiliário, com proprietários e inquilinos buscando soluções mais ágeis e seguras para viabilizar contratos de locação. 

O tema é um dos destaques da Semana do Seguro de Curitiba, que acontece entre os dias 14 e 20 de junho. A iniciativa é do Sindicato das Seguradoras do Paraná e de Mato Grosso do Sul (Sindseg PR/MS) em parceria com o Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR) e apoio da Prefeitura de Curitiba. 

De acordo com os organizadores, nesse período acontecerá uma programação intensa de eventos e campanhas publicitárias buscando ampliar a cultura da proteção financeira e patrimonial na sociedade. 

“A ideia é mostrar como os seguros podem evitar prejuízos capazes de comprometer o patrimônio, a renda e a estabilidade financeira de famílias e empresas”, explica Guilherme Bini, presidente do Sindseg PR/MS. 

Quem já precisou alugar um imóvel sabe que encontrar um fiador nem sempre é uma tarefa simples. Além da necessidade de comprovação de renda e patrimônio, muitas pessoas enfrentam dificuldades para encontrar alguém disposto a assumir essa responsabilidade. 

A diretora administrativa do Sindseg PR/MS, Luciana Sobreda, explica que o seguro fiança locatícia cresce como uma alternativa capaz de oferecer mais segurança ao proprietário e agilidade na contratação para o inquilino. 

Segundo ela, além da garantia do pagamento dos aluguéis, as apólices podem contemplar encargos locatícios, multas contratuais e até danos causados ao imóvel. “Muitas seguradoras também oferecem serviços de assistência residencial, incluindo atendimento de chaveiro, eletricista, encanador e vidraceiro tornando o contrato de locação muito mais fluido e livre de conflitos”.

Atualmente, mais de 20 seguradoras atuam no Seguro Fiança Locatícia no país. O Sindseg PR/MS orienta que as pessoas evitem empresas que se apresentam como garantidoras, mas não tem autorização para atuar nesse segmento.

 

Incêndio

Outro seguro importante no mercado imobiliário é o Seguro Incêndio, obrigatório nos contratos de locação conforme prevê a Lei do Inquilinato. A cobertura básica protege contra incêndio, queda de raio e explosão, podendo ser ampliada para eventos como vendavais, danos elétricos e outros riscos que podem gerar prejuízos significativos ao patrimônio.

 

Os 7 países que pagam os maiores salários para especialistas em IA

Com escassez global de profissionais qualificados, mercado internacional amplia remunerações para atrair talentos em inteligência artificial

 

A corrida global por especialistas em inteligência artificial vem elevando os salários em diferentes regiões do mundo. Com empresas disputando profissionais qualificados para atuar em áreas como IA generativa, machine learning, ciência de dados e automação, países passaram a oferecer remunerações cada vez mais agressivas para atrair talentos.

Profissionais especializados em inteligência artificial estão entre os mais valorizados do setor de tecnologia, especialmente em países que concentram investimentos em inovação, big techs e desenvolvimento de infraestrutura digital. 

Os dados salariais desta reportagem têm como base o relatório “AI Engineer Salary by Country in 2026: The Global Guide”, da plataforma Top AI Courses. 

Além do conhecimento técnico, empresas internacionais também buscam profissionais capazes de aplicar IA em operações, negócios e análise estratégica de dados. 

“Existe hoje uma competição global por talentos em inteligência artificial. Empresas estão disputando profissionais em praticamente todos os mercados, e isso naturalmente pressiona salários para cima”, afirma Carlos Levir, CEO da Coders, ecossistema que impulsiona carreiras na área de tecnologia. 

Confira 7 países que atualmente oferecem algumas das maiores remunerações para especialistas em IA:

 

1. Estados Unidos

Os Estados Unidos seguem liderando o mercado global de inteligência artificial, concentrando gigantes como OpenAI, Google, Meta e Microsoft. 

Profissionais seniores de IA podem ultrapassar facilmente salários anuais acima de US$200 mil, especialmente em regiões como Vale do Silício, Nova York e Seattle. Em cargos estratégicos, remunerações com bônus e ações podem superar US$500 mil por ano.

 

2. Suíça

A Suíça aparece entre os países com maiores salários médios da Europa para tecnologia e inteligência artificial. O país abriga centros de inovação, fintechs e laboratórios ligados a universidades de ponta. 

Especialistas em IA frequentemente recebem salários acima de US$150 mil anuais, impulsionados pelo alto custo de vida e pela forte demanda por profissionais qualificados.

 

3. Reino Unido

Londres se consolidou como um dos principais polos europeus de inteligência artificial, atraindo startups, bancos, fintechs e empresas globais de tecnologia. 

Profissionais especializados em machine learning e IA generativa podem alcançar salários anuais acima de £100 mil em posições estratégicas.

 

4. Canadá

O Canadá se tornou referência em pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial, especialmente em cidades como Toronto e Montreal. 

O país atrai profissionais por conta da qualidade de vida, incentivos à imigração qualificada e forte investimento em inovação. Especialistas em IA e machine learning recebem em média entre US$ 80 mil e US$ 150 mil por ano, podendo ultrapassar US$ 200 mil em cargos seniores.

 

5. Alemanha

A Alemanha vem ampliando investimentos em IA voltada para indústria, engenharia e automação, criando oportunidades principalmente em empresas ligadas à indústria 4.0. 

Especialistas em inteligência artificial encontram vagas em montadoras, empresas de software e centros de pesquisa tecnológica. Os salários médios para profissionais de IA giram entre € 58 mil e € 84 mil anuais, especialmente em polos como Berlim e Munique

 

6. Singapura

Singapura virou um dos principais hubs tecnológicos da Ásia, atraindo empresas globais interessadas em inteligência artificial, análise de dados e segurança digital. 

Os salários dos profissionais de IA estão entre os mais valorizados da Ásia, com remunerações médias entre S$ 95 mil e S$ 180 mil por ano, dependendo do nível técnico e da empresa, e os incentivos governamentais ajudam o país a disputar talentos internacionais.

 

7. Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos, especialmente Dubai e Abu Dhabi, vêm ampliando investimentos em IA como parte da estratégia de diversificação econômica. 

Com forte presença de multinacionais e benefícios fiscais, o país passou a oferecer salários competitivos para atrair especialistas estrangeiros, sendo engenheiros e especialistas em IA podem receber entre AED 30 mil e AED 65 mil mensais em posições mais estratégicas, além de benefícios e isenção de imposto de renda em muitos casos.


Coders
www.coders.com.b
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Mais do que campanha, a diversidade é uma estratégia de crescimento

 

Durante muito tempo, diversidade, equidade e inclusão foram tratadas dentro das empresas quase como uma obrigação moral ou uma pauta paralela à estratégia do negócio. Algo importante para a reputação, cultura ou posicionamento institucional, mas raramente conectado de forma concreta aos resultados da organização. E esse é, justamente, um dos maiores erros que ainda cometemos quando falamos sobre o tema. 

Isso porque a diversidade não pode depender apenas de propósito. Se ela não conversa com crescimento, inovação, produtividade, retenção e performance, se torna vulnerável e, em algum momento — principalmente em cenários de pressão financeira, deixa de ser prioridade. 

E é exatamente por isso que é importante defender uma visão muito clara: ela precisa gerar valor mensurável para o negócio. Ou seja, não existe iniciativa de diversidade, equidade e inclusão que se sustente apenas no discurso. Ela precisa fazer sentido para as pessoas e para a estratégia da empresa, além de impactar indicadores, melhorar ambientes, acelerar a inovação, fortalecer a tomada de decisão e ampliar a competitividade. 

Durante muitos anos, falamos sobre inclusão principalmente sob a ótica da conscientização. Essa abordagem continua sendo importante, entretanto, o mercado mudou. Hoje, as organizações são orientadas por dados, eficiência e resultado. Isso significa que qualquer agenda que não consiga demonstrar impacto real acaba perdendo espaço dentro das decisões estratégicas. 

Por isso é válido dizer algo que, às vezes, provoca desconforto em algumas pessoas: diversidade é ROI. Ao afirmar isso, não estamos reduzindo indivíduos a números, mas defendendo que a inclusão precisa sair do campo simbólico e ocupar o espaço estratégico que merece dentro das companhias. 

Dados já mostram, há bastante tempo, que ambientes diversos inovam mais, performam melhor e tomam decisões mais inteligentes. Times plurais conseguem olhar para problemas sob perspectivas diferentes, gerar soluções mais criativas e antecipar movimentos de mercado com mais velocidade. 

Na prática, a pluralidade não desacelera negócios, mas amplia a capacidade de adaptação. O problema é que muitas empresas ainda a tratam como campanha, enquanto organizações mais maduras já começaram a encará-la como vantagem competitiva. 

E, talvez, esse seja um dos pontos mais importantes dessa discussão: a capacidade de traduzir a diversidade para a linguagem da liderança executiva. Quando conversamos com conselhos, sócios ou CEOs, não basta abordar apenas a representatividade. É preciso conectá-la àquilo que move qualquer empresa: resultado, inovação, crescimento, retenção de talentos, sustentabilidade do negócio e capacidade de transformação. 

Traduzir essa pauta para o board é mostrar, com dados, que ambientes inclusivos geram impacto financeiro real. Afinal, quando a liderança entende que a pluralidade melhora a performance, reduz a perda de talentos, fortalece a cultura e aumenta a inovação, a conversa muda de nível. Essa prática deixa de ser vista como custo e passa a ser entendida como investimento. 

Esse é um movimento sem volta. As empresas que continuarão competitivas nos próximos anos serão aquelas capazes de integrar diferentes vivências, experiências e perspectivas dentro de suas estruturas. Não apenas por considerarem o tema socialmente importante, mas porque isso aumenta a inteligência organizacional. 

O futuro das corporações depende da capacidade de construir ambientes onde pessoas diferentes consigam contribuir de forma genuína, segura e estratégica. No fim, não existe contradição entre fazer o certo e gerar resultado. As organizações mais inteligentes já entenderam que uma coisa impulsiona a outra. E, talvez, seja exatamente neste ponto que a diversidade deixe de ser apenas uma pauta corporativa para se consolidar como aquilo que realmente é: uma alavanca de crescimento, inovação e transformação sustentável.    



Felipe dos Anjos Almeida - Head de DEI e Employer Branding na Numen


Numen
https://numenit.com/

 

IAs podem agilizar análises, mas não garantem assertividade em decisões de negócios

Tomar decisões baseadas apenas em achismos e no que dizem as Inteligências Artificiais, sem análise técnica e método bem definido, pode prejudicar a assertividade nas empresas

 

Com a adoção crescente de ferramentas de inteligência artificial nas rotinas empresariais, muitos negócios passaram a usar a tecnologia para ganhar velocidade em atividades de análise, marketing e gestão. As IAs podem organizar grandes volumes de informação, identificar padrões, cruzar dados, resumir conteúdos, monitorar tendências e apoiar a estruturação de relatórios e dashboards. No entanto, especialistas alertam que, em muitos casos, a automação não elimina as opiniões e achismos de quem pergunta, nem garante assertividade na tomada de decisão.

Em diversas situações, a ferramenta induz empresas a tomar decisões precipitadas, principalmente quando usada sem método específico, pesquisa de validação e interpretação estratégica de contexto do negócio e do público. Para doutora em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Mariana da Rosa, as IAs até podem ser aliadas importantes das pesquisas e dos processos de análise, desde que tenham um papel compreendido com clareza pelos envolvidos.


“As inteligências artificiais têm enorme capacidade de acelerar etapas operacionais e analíticas dentro das pesquisas. Elas conseguem organizar grandes volumes de informação, identificar padrões, cruzar dados, resumir conteúdos, monitorar tendências e apoiar análises com muito mais velocidade do que processos tradicionais. Mas os limites começam quando a decisão exige interpretação contextual, leitura comportamental e cultural, sensibilidade estratégica e validação metodológica”, alerta.


O risco aparece quando empresas passam a tratar respostas automatizadas como evidências suficientes para decisões de mercado, marketing, posicionamento ou produto. De acordo com Mariana, ferramentas de IA podem gerar respostas plausíveis, mas não necessariamente verdadeiras ou representativas do público real. Como operam, em muitos casos, com informações públicas e médias estatísticas, podem ter dificuldade para captar especificidades regionais, mudanças recentes de comportamento, contextos culturais e sinais emergentes de mercado.


Na prática, isso pode levar a um efeito de padronização nas estratégias. Ao invés de ampliar a qualidade da decisão, o uso inadequado das IAs pode reforçar leituras genéricas, discursos parecidos e conclusões pouco diferenciadas das empresas concorrentes. “Por isso, uma informação gerada por IA pode servir como ponto de partida, mas precisa ser verificada, contextualizada e confrontada com pesquisa, dados confiáveis e escuta qualificada do mercado”, ressalta a doutora em Administração. 


Gestão sem contexto


Na gestão dos negócios, segundo a mestre em Administração e cofundadora da Palco Inteligência de Negócios, Juliana Saboia, o maior risco do uso de IAs durante a definição de estratégias está nas decisões tomadas com falta de clareza sobre o problema a ser resolvido.


“A IA consegue organizar dados, cruzar informações e gerar análises muito rapidamente. Mas, se a empresa não definiu claramente qual problema está tentando resolver, a ferramenta só será útil para agilizar o processo. Isso acontece principalmente em decisões de expansão, lançamento de produtos, investimentos em marketing e mudanças de posicionamento, que dependem de entendimento do mercado, dos clientes e do contexto do negócio”, analisa Juliana.


Outro ponto de atenção destacado pela profissional é a falsa sensação de segurança. Como as respostas produzidas por IA costumam ser bem estruturadas, lideranças podem interpretar organização como confiabilidade. “Só que uma resposta clara ou bem escrita não garante que a pergunta feita tenha sido adequada, que os dados sejam completos ou que a conclusão esteja conectada à realidade do negócio”, ressalta a cofundadora da Palco.


Neste cenário, conforme Juliana, esse uso se torna ainda mais frágil quando a tecnologia é acionada apenas para confirmar uma decisão que a liderança já queria tomar. “Quando a pergunta já nasce direcionada, a IA pode funcionar como validação de uma crença interna ao invés de ajudar a avaliar riscos, hipóteses contrárias e cenários alternativos”, completa.



Problema real, hipóteses e dados


Antes de apoiar uma decisão em inteligência artificial, as empresas precisam definir o problema real, levantar hipóteses, analisar dados disponíveis, compreender o mercado, ouvir clientes e avaliar cenários. “A IA pode contribuir nessas etapas, especialmente na organização de informações e no processamento de grandes volumes de dados, mas, ainda assim, o diagnóstico e a interpretação continuam dependendo de um método consolidado e visão de negócio”, destaca Mariana.


Por isso, na avaliação das cofundadoras da Palco, o futuro da tomada de decisão nas empresas não está na substituição da pesquisa pela inteligência artificial, mas na integração entre tecnologia, processos e interpretação estratégica. “Em um ambiente de excesso de informação e busca por respostas rápidas, o diferencial de uma empresa está na capacidade de formular boas perguntas, validar hipóteses e transformar informação em visão estratégia”, finaliza Juliana.

 

 Palco Inteligência de Negócios 

Texto: Shaiane Corrêa/


Namorados: casais planejam o casamento, mas esquecem a aposentadoria

Pesquisa mostra que 66% dos casais brasileiros não conversam sobre dinheiro; especialista alerta para a importância de transformar a aposentadoria em um projeto compartilhado

 

Embora o dinheiro esteja entre os principais fatores de conflito nos relacionamentos, o planejamento financeiro de longo prazo ainda é um tema pouco discutido entre os casais brasileiros. Segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil, 66% dos casais afirmam não conversar sobre dinheiro, enquanto 21% só abordam o assunto quando enfrentam dificuldades financeiras. O cenário se torna ainda mais preocupante quando se considera a aposentadoria: uma pesquisa da Serasa e Opinion Box mostra que 60% dos brasileiros começam a se planejar para essa fase apenas cinco anos antes de deixar o mercado de trabalho. 

Para Marcos Ferreira, especialista em longevidade, pós-carreira e mercado securitário, a falta de diálogo sobre o futuro financeiro pode comprometer não apenas a qualidade de vida na aposentadoria, mas também os projetos construídos ao longo da vida a dois. 

"Os casais costumam conversar sobre a compra da casa, a educação dos filhos e as próximas viagens, mas raramente discutem como vão financiar os 20 ou 30 anos que poderão viver juntos após o fim do ciclo profissional. A aposentadoria, na maioria das vezes, ainda é tratada como um projeto individual, quando ela impacta toda a dinâmica familiar", afirma. 

O desafio cresce com o aumento da longevidade. Com os brasileiros vivendo mais, a fase do pós-carreira pode durar décadas. Para Marcos, isso exige uma mudança de mentalidade na forma como os casais constroem patrimônio e organizam suas finanças. 

"Planejar a aposentadoria hoje significa garantir condições para manter um estilo de vida ativo, saudável e financeiramente sustentável por muitos anos. As pessoas vivem mais, continuam consumindo, desenvolvem novos interesses, viajam, investem em bem-estar e precisam considerar tudo isso no planejamento."

 

Erros comuns no planejamento financeiro em casal 

Entre os erros mais comuns observados pelo especialista estão a ausência de objetivos financeiros compartilhados, a concentração do planejamento em apenas um dos parceiros e a falta de um olhar de longo prazo que leve em consideração inflação, custos com saúde e aumento da expectativa de vida.

Segundo Marcos, a construção de patrimônio em casal deve começar muito antes da aposentadoria e envolver conversas periódicas sobre renda, investimentos e expectativas para o futuro. 

"Não existe planejamento eficiente sem alinhamento. O casal precisa discutir qual padrão de vida deseja manter, quais sonhos pretende realizar e qual patrimônio e, por consequência, quais rendas serão necessários para sustentar esse projeto. Quanto mais cedo essa conversa acontece, maior a capacidade de adaptação e menores os riscos de surpresas no futuro."

 

Marcos Eduardo Ferreira - especialista em longevidade e mercado securitário, empreendedor e investidor anjo com mais de 30 anos de experiência na MAPFRE, onde atuou como CEO no Brasil e América do Sul. Hoje assessora empreendedores e executivos em transição para o pós-carreira, promovendo a economia prateada e é advisor da 180 Seguros. Cofundador do canal Homens de Prata e da Silver Hub, aceleradora voltada a produtos e serviços do público 50+. Economista e contador com formação executiva pela IESE e FGV.



Copa do Mundo 2026: como transformar torcida em venda?

 

A cada quatro anos, a Copa do Mundo transforma não apenas estádios e transmissões esportivas, mas também o comportamento de milhões de consumidores. O entusiasmo, expectativa e pertencimento ao time nacional passam a influenciar as decisões de compra – agora guiadas pela celebração e pelo desejo de participar daquele momento cultural.  Nesse cenário, marcas que conseguem traduzir essa torcida em engajamento com autenticidade tendem a capturar não apenas mais vendas, mas também um maior relacionamento e lembranças positivas da experiência vivida. 

Por mais que o mundial seja um palco extremamente atrativo para que os consumidores estejam mais dispostos a comprar produtos e serviços relacionados ao evento, como itens temáticos (camisetas, pelúcias e objetos colecionáveis, por exemplo) e experiências que ampliem a vivência da torcida (Fan Zone), é importante compreender que vender durante a Copa não depende apenas de oferecer promoções relacionadas ao esporte em si, mas de participar, genuinamente, da conversa e da experiência que mobiliza o país. 

Para o marketing, esse tipo de sazonalidade é uma oportunidade valiosa por reduzir a barreira racional da compra e aumentar a relevância de campanhas criativas, contextuais e oportunas. Como prova disso, na última edição do campeonato, em 2022, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo projetou uma movimentação de cerca de R$ 1,48 bilhão em vendas no comércio e serviços no Brasil, um crescimento de 7,9% em relação à Copa de 2018. 

Dentre as estratégias que mais podem beneficiar as empresas nesse sentido, o marketing conversacional é um dos mais relevantes, capaz de transformar a comunicação entre as partes em um diálogo contínuo, ao invés de mensagens unilaterais – o que ganha ainda mais força no mundial pelo fato de o consumidor estar mais engajado e aberto a interações rápidas, dinâmicas e contextuais. 

Os canais mais eficientes para trazer esses resultados são aqueles que combinam alto nível de abertura com potencial de interação, de forma que as empresas consigam conversar em tempo real com seus clientes, responder dúvidas, recomendar produtos e criar experiências gamificadas relacionadas aos jogos e ao momento da partida. Essa proximidade aumenta a percepção de personalização e fortalece o relacionamento, criando uma jornada mais fluida e menos invasiva. 

O WhatsApp se destaca como um dos principais, justamente por ser amplamente utilizado no Brasil e permitir uma comunicação direta, rápida e altamente personalizada. Outro formato que ganhou espaço nos últimos anos é o RCS (Rich Communication Services), que leva a experiência de mensagens a um novo nível ao permitir conteúdos interativos e ricos, com imagens, botões de ação e jornadas mais dinâmicas, aproximando a comunicação dentro do próprio canal de mensagens nativo do celular.  

Além desses, o SMS continua sendo um canal estratégico para mensagens objetivas e com alta taxa de leitura, especialmente em ações pontuais e urgentes. Por fim, não poderíamos deixar de falar do e-mail marketing, que, quando bem segmentado, contribui para nutrir o relacionamento ao longo do torneio com conteúdos mais completos e ofertas direcionadas.    

O grande diferencial, no entanto, está na integração desses canais em uma estratégia omnichannel. Ao conectá-los de forma inteligente, as empresas conseguem garantir consistência na comunicação e acompanhar o consumidor ao longo de toda a jornada, do primeiro contato ao momento da conversão, com mais fluidez e relevância. 

Para isso, o uso estratégico de dados de CRM é crucial, permitindo que as marcas saiam de campanhas massivas e avancem para comunicações altamente segmentadas. Durante a Copa, isso é ainda mais relevante, pois é possível cruzar informações comportamentais (como histórico de compra, preferências, localização e interações anteriores) com momentos específicos do torneio, como jogos do Brasil, gols ou fases decisivas.    

Quando bem implementado, o marketing conversacional mantém o equilíbrio entre automação e toque humano, um diferencial importante para empresas que buscam escalar sem perder qualidade no atendimento. Nesse contexto, o consumidor busca, antes de tudo, entretenimento e conexão emocional, o que faz com que campanhas muito agressivas ou excessivamente promocionais tendam a gerar rejeição.  

O ideal é apostar em conteúdos que agreguem valor (curiosidades, interações, quizzes, ações temáticas e storytelling). A partir disso, insira, de forma natural, oportunidades comerciais ao contexto, tornando a venda em si uma consequência de uma boa experiência, e não o contrário. Favorecendo essa construção, soluções que combinem dados, automação e múltiplos canais de comunicação serão fundamentais para transformar esse alto nível de expectativa em vivências positivas e, consequentemente, em resultados de negócio. 

O consumidor desta Copa de 2026 será ainda mais exigente, imediatista e acostumado a experiências personalizadas. A expectativa será por comunicações relevantes, em tempo real e adaptadas ao seu contexto, que possam ser conduzidas durante um jogo ou em momentos de alta emoção. No final, as marcas que conseguirem se posicionar como parte da celebração, e não apenas como vendedoras, certamente terão vantagem competitiva e, quem sabe, darão uma bela goleada em seus concorrentes. 

 

 Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.

Pontaltech


Celular na mão, processo à vista: o limite entre gravar uma denúncia e expor alguém nas redes

Com 150 milhões de usuários em redes sociais no Brasil, vídeos de abordagens policiais, conflitos em lojas e discussões em supermercados viraram rotina. Advogado alerta que filmar pode ser legítimo, mas publicar sem critério pode gerar indenização

 

Gravar uma abordagem policial, uma discussão dentro de uma loja ou uma cobrança indevida no supermercado pode ser uma forma legítima de produzir prova. O risco começa quando o vídeo deixa de documentar um fato e passa a expor pessoas nas redes sociais.

A popularização dos celulares transformou consumidores, famílias e qualquer cidadão comum em testemunhas permanentes do cotidiano. No Brasil, o relatório Digital 2026 aponta 150 milhões de identidades de usuários em redes sociais, o equivalente a 70,4% da população. Nesse ambiente, qualquer conflito pode sair do corredor de uma loja, da calçada ou do caixa do supermercado e virar conteúdo público em poucos minutos.

Para o advogado Luigi Bertoldo, do Stella Advocacia, a dúvida mais comum não é apenas se a pessoa pode gravar, mas o que ela pretende fazer com a gravação.

“Filmar para se proteger é uma coisa. Expor alguém para ganhar curtida é outra”, afirma.

Segundo o advogado, não há uma regra única para todos os casos. A análise depende do local, da finalidade da gravação, da forma como o registro foi feito e do impacto sobre a imagem, a privacidade e a segurança das pessoas envolvidas.

“A câmera do celular não cria um direito absoluto. Ela pode produzir prova, mas também pode produzir dano”, diz Bertoldo.


Abordagem policial pode ser filmada?

Em regra, registrar a atuação de agentes públicos em local público pode ser uma forma legítima de fiscalização. Isso vale especialmente quando a pessoa presencia uma abordagem policial e deseja preservar prova de eventual abuso, excesso ou irregularidade.

Mas o direito de registrar não autoriza interferir na ocorrência.

O advogado explica que quem grava deve manter distância segura, não atrapalhar a ação, não desobedecer ordem legal ligada à segurança e evitar exposição desnecessária de vítimas, crianças, adolescentes, documentos, endereços ou placas de veículos.

“Fiscalizar não é tumultuar. O cidadão pode registrar, mas não pode transformar a abordagem em palco”, afirma.

Segundo Bertoldo, o vídeo pode ser encaminhado à defesa, à corregedoria, ao Ministério Público ou usado em eventual processo. A publicação nas redes, porém, exige cautela.

“Às vezes, o vídeo é uma prova importante. O problema é publicar com legenda acusatória, corte fora de contexto ou exposição de quem nem deveria aparecer”, alerta.


E dentro de supermercados, lojas e shoppings?

Supermercados, lojas, farmácias e shoppings são espaços privados de acesso coletivo. Isso significa que o consumidor pode circular, comprar e reclamar, mas não tem liberdade irrestrita para filmar qualquer pessoa ou qualquer área.

Em casos de relação de consumo, o registro pode ser legítimo. É o caso de produto vencido, divergência entre preço anunciado e preço cobrado, oferta descumprida, cobrança indevida ou atendimento abusivo.

“O consumidor pode registrar aquilo que prova o problema. Filmar a etiqueta, o produto, o cupom ou a situação objetiva é diferente de constranger o funcionário no balcão”, explica Bertoldo.

O advogado lembra que estabelecimentos podem restringir gravações em áreas internas, estoques, setores administrativos, locais de segurança ou espaços onde haja dados de clientes e funcionários.

“Loja aberta ao público não é estúdio aberto. Há consumidores, trabalhadores e informações privadas naquele ambiente”, afirma.


Publicar é o ponto mais sensível

O maior risco jurídico costuma surgir depois da gravação. Um vídeo feito para provar uma cobrança irregular pode virar problema se for publicado com exposição de rosto, nome, uniforme, voz, local de trabalho ou dados que permitam identificar uma pessoa sem necessidade.

A Constituição protege a liberdade de expressão e de informação, mas também protege a intimidade, a honra e a imagem. O Código Civil permite responsabilização quando a imagem é usada de forma indevida, especialmente quando atinge a reputação da pessoa ou tem finalidade comercial. A Lei Geral de Proteção de Dados também pode entrar na discussão quando imagem, voz, placa, crachá ou outros elementos tornam alguém identificável.

“Borrar o rosto ajuda, mas não resolve tudo. Às vezes, a pessoa é identificada pela voz, pela legenda, pelo uniforme ou pelo contexto”, afirma Bertoldo.

O Superior Tribunal de Justiça também tem entendimento consolidado de que a publicação não autorizada da imagem de alguém com fins econômicos ou comerciais pode gerar indenização independentemente da prova do prejuízo.

“Quem monetiza o constrangimento alheio assume um risco muito maior”, diz o advogado.


Quando gravar tende a ser legítimo

De forma geral, a gravação tende a ser mais defensável quando tem finalidade de prova, denúncia ou proteção de direito. Isso inclui situações como divergência de preço, produto vencido, abuso em abordagem policial, agressão, ameaça, discriminação ou cobrança indevida.

Mesmo nesses casos, o advogado recomenda preservar o vídeo original, evitar cortes sensacionalistas, proteger terceiros que não têm relação com o fato e procurar os canais adequados.

“O melhor caminho é registrar o fato, não promover um julgamento público”, afirma.


Quando a gravação pode gerar problema

A gravação ou divulgação pode gerar responsabilidade quando houver exposição desnecessária, humilhação, acusação sem prova, invasão de área restrita, interferência em ação policial, uso comercial da imagem, identificação de crianças e adolescentes ou divulgação de dados pessoais.

Para Bertoldo, o celular se tornou uma ferramenta importante de defesa do cidadão, mas precisa ser usado com critério.

“O celular democratizou a prova. Só não democratizou o direito de destruir reputações”, conclui.

 

Stella
http://www.stella.adv.br



Vício em apostas online ameaça o futuro financeiro de uma geração

Por trás das promessas de riqueza rápida, o vício em apostas se espalha entre crianças, adolescentes e jovens adultos, impactando saúde mental, relações familiares e o futuro profissional de uma geração. A saída? Educação do comportamento financeiro desde cedo, com apoio das escolas e da sociedade.

 

O crescimento das apostas online no Brasil tem despertado preocupação entre especialistas em saúde mental, educação e finanças. Impulsionadas por intensa publicidade, presença constante nas redes sociais e pela promessa de ganhos rápidos, as chamadas "bets" e outros jogos de apostas digitais vêm conquistando cada vez mais espaço no cotidiano dos brasileiros, especialmente entre adolescentes e jovens adultos. 

Embora a participação de menores de idade em plataformas de apostas seja proibida, a exposição a esse universo ocorre cada vez mais cedo. Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil 2025 mostram que 53% das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos afirmaram ter visto pessoas divulgando jogos de apostas na internet. Entre os jovens de 15 a 17 anos, esse percentual chega a 63%, evidenciando o alcance desse tipo de conteúdo no ambiente digital. 

A ampla presença da publicidade de apostas nas redes sociais amplia os desafios para a proteção dos jovens e para a prevenção de comportamentos de risco. Especialistas alertam que a facilidade de acesso às plataformas e a constante exposição a promessas de enriquecimento rápido podem favorecer o contato precoce com o universo das apostas e seus potenciais impactos financeiros, emocionais e sociais. 

Além dos prejuízos financeiros, as apostas podem provocar consequências significativas para a saúde mental. Estudos sobre comportamento e dependência apontam que o ato de apostar pode ativar o sistema de recompensa do cérebro, associado à liberação de dopamina, neurotransmissor ligado às sensações de prazer e expectativa. Com o tempo, a busca por novas recompensas pode levar à repetição do comportamento e ao desenvolvimento de padrões compulsivos. 

Entre os efeitos mais frequentemente associados ao vício em apostas estão ansiedade, irritabilidade, isolamento social, dificuldades de concentração, queda no desempenho escolar e profissional, além do endividamento e de conflitos familiares. 

"A pessoa sempre acredita que conseguirá parar quando quiser, mesmo quando o comportamento já começa a comprometer áreas importantes da vida. Por isso, o vício em apostas é um dos mais silenciosos e perigosos da atualidade", afirma Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN).
 

A falsa promessa do lucro fácil

Segundo especialistas, grande parte do sucesso das plataformas de apostas está associada à construção de uma narrativa que relaciona ganhos financeiros à realização pessoal e ao sucesso. Influenciadores digitais, campanhas publicitárias e conteúdos compartilhados nas redes sociais contribuem para fortalecer a percepção de que apostar pode ser um caminho rápido para melhorar de vida. 

"O apelo das apostas se torna ainda mais preocupante em contextos de vulnerabilidade financeira. Muitas pessoas passam a enxergar o jogo como uma alternativa para resolver problemas econômicos, quando, na realidade, estão se expondo a riscos ainda maiores", explica Domingos. 

Os impactos vão além do indivíduo. Famílias inteiras podem ser afetadas pelo comprometimento da renda, pelo aumento do endividamento e pelo desgaste emocional causado pela compulsão. Também há reflexos no ambiente escolar, onde educadores relatam dificuldades de concentração, desinteresse pelos estudos e mudanças de comportamento associadas ao uso excessivo de plataformas de apostas e conteúdos relacionados.
 

O papel da educação do comportamento financeiro

Diante desse cenário, especialistas defendem que o enfrentamento do problema exige ações que vão além da fiscalização e da regulação do setor. Uma das estratégias apontadas como fundamentais é o fortalecimento da educação do comportamento financeiro desde os primeiros anos da vida escolar. 

Mais do que ensinar conceitos matemáticos ou noções de orçamento, essa abordagem busca desenvolver uma relação mais consciente com o dinheiro, estimulando a reflexão sobre escolhas, prioridades, planejamento e consequências das decisões financeiras. 

"Não basta ensinar a fazer contas ou falar sobre investimentos. É preciso trabalhar a forma como as pessoas se relacionam emocionalmente com o dinheiro, ajudando crianças e jovens a compreenderem seus desejos, impulsos e objetivos de vida", destaca Reinaldo Domingos. 

Entre os temas considerados essenciais estão o desenvolvimento da consciência financeira, a capacidade de diferenciar necessidades de desejos, a definição de metas de longo prazo e a construção de hábitos que favoreçam decisões mais equilibradas. 

"Esse desafio não será resolvido apenas por meio de proibições ou mecanismos de controle. Precisamos preparar as novas gerações para fazer escolhas conscientes e responsáveis. A educação do comportamento financeiro tem um papel decisivo nesse processo e deve ser tratada como uma responsabilidade compartilhada entre escola, família e sociedade", conclui Domingos. 

O crescimento das apostas online entre jovens evidencia um desafio que vai além da regulação do setor. Para especialistas, a construção de uma relação mais consciente com o dinheiro, os riscos e as escolhas financeiras é um dos caminhos mais efetivos para reduzir a vulnerabilidade das novas gerações diante da promessa do lucro fácil. Nesse contexto, a educação do comportamento financeiro surge como uma ferramenta essencial para a formação de cidadãos mais preparados para tomar decisões responsáveis ao longo da vida.


Saúde mental no trabalho deixou de ser benefício e virou estratégia: impacto direto na produtividade das empresas

A saúde mental, antes tratada como um diferencial, passou a ocupar papel central na estratégia corporativa, com impacto direto em produtividade, clima organizacional e retenção de talentos. 

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)apontam que transtornos como ansiedade e depressão geram a perda de cerca de 12 bilhões de dias de trabalho por ano no mundo, refletindo diretamente em queda de desempenho e aumento de custos para as empresas. No Brasil, o cenário acompanha essa tendência, com crescimento expressivo de afastamentos relacionados à saúde emocional. 

Segundo a psicóloga Cristiane Belmonte, da Clínica Belmonte Saúde, o tema deixou de ser uma ação pontual de bem-estar e passou a exigir estrutura, personalização e continuidade. Com atuação dentro de empresas desde 1999, a especialista afirma que já é possível observar, na prática, os impactos positivos de programas bem estruturados. 

“Quando o cuidado com a saúde emocional é implementado de forma consistente, há uma redução significativa no uso dos convênios médicos. Isso impacta diretamente os custos das empresas, especialmente na renovação de contratos com operadoras de saúde, já que há diminuição da sinistralidade. Muitas vezes, uma única internação decorrente de quadros relacionados ao estresse pode gerar um custo muito mais alto do que o investimento em programas de qualidade de vida”, explica. 

Além do impacto financeiro, Cristiane destaca mudanças importantes na percepção dos colaboradores. “Há uma valorização maior da empresa quando o funcionário percebe uma preocupação genuína com sua saúde. Isso fortalece o vínculo, melhora o clima organizacional e contribui diretamente para retenção de talentos”, afirma. 

Outro ponto observado ao longo dos anos é a redução no adoecimento dos colaboradores. “O colaborador adoece menos, o que não beneficia apenas a empresa, mas também melhora a qualidade de vida dele e da sua família. É um impacto que vai além do ambiente corporativo”, completa. 

A especialista reforça que não existe solução única. Programas eficazes precisam ser personalizados de acordo com o perfil de cada empresa. “Esse tipo de trabalho serve para pequenas, médias e grandes organizações, mas precisa ser adaptado à realidade de cada uma. Não trabalhamos com pacotes fechados, porque enxergamos o colaborador de forma integral, considerando diferentes aspectos da sua saúde”, explica. 

Além dos ganhos estratégicos, o tema também passa a ter peso regulatório. A partir de 26 de maio, a atualização da NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1) passa a exigir que fatores de riscos psicossociais sejam avaliados e que as empresas implementem ações preventivas. Organizações que não se adequarem podem estar sujeitas a penalidades.

Para Cristiane Belmonte, o movimento é irreversível. “Hoje, o cuidado com os colaboradores deixa de ser opcional e passa a ser obrigatório, tanto do ponto de vista humano quanto estratégico. Empresas que não acompanharem essa mudança tendem a enfrentar mais custos, maior rotatividade e queda de desempenho no médio e longo prazo”, conclui. 



Cristiane Belmonte Ribeiro - psicóloga clínica (CRP 06/46937-0) e fundadora da Clínica Belmonte Saúde, em São Paulo. Com mais de 30 anos de atuação nas áreas clínica e corporativa, é especialista em saúde mental no trabalho, gestão de riscos psicossociais (NR-1) e qualidade de vida nas empresas. Atua desde 1999 em projetos dentro de organizações, acompanhando de forma prática os impactos de programas estruturados na saúde dos colaboradores e nos indicadores corporativos. Também é referência para pautas sobre ansiedade, estresse, comportamento e bem-estar.
@belmontesaude


segunda-feira, 15 de junho de 2026

Procuram-se heróis de quatro patas: Hemocentro Veterinário faz campanha para ampliar banco de sangue e salvar vidas de cães e gatos em Curiti



Com estoques que dependem exclusivamente da solidariedade dos responsáveis, o Hospital Veterinário LeVet reforça a importância da doação de sangue animal e alerta para a necessidade de novos doadores cadastrados

 

Quando um cão sofre um atropelamento, um gato enfrenta uma cirurgia complexa ou um animal é diagnosticado com uma doença grave, existe um recurso capaz de fazer a diferença entre a vida e a morte: a transfusão sanguínea. O que pouca gente sabe é que, assim como acontece entre humanos, cães e gatos também precisam de doadores para sobreviver.

Para manter o estoque de bolsas de sangue animal e garantir atendimento aos pacientes que necessitam de transfusões emergenciais, o Hemocentro Veterinário do Hospital Veterinário LeVet, em Curitiba, promove durante todo o mês de junho uma campanha de conscientização e captação de novos doadores.

“Quando falamos em doação de sangue, a maioria das pessoas pensa apenas nos seres humanos. No entanto, milhares de cães e gatos também dependem desse gesto para continuar vivendo. Muitas vezes, uma bolsa de sangue é o que separa um animal da recuperação ou de um desfecho muito mais grave”, explica o médico veterinário Dr. Luiz Felipe Cibin.

Segundo ele, a demanda por sangue é constante, enquanto o número de animais cadastrados como doadores ainda está muito abaixo do necessário.

“Os estoques precisam ser renovados continuamente. Diferentemente do que muitos imaginam, não é possível armazenar sangue indefinidamente. Por isso, a participação dos responsáveis é fundamental para que possamos estar preparados quando uma emergência acontecer”, afirma.


Uma única doação pode salvar mais de uma vida

Além de auxiliar diretamente um paciente, uma única doação pode beneficiar vários animais. Isso porque o sangue coletado passa por um processo de separação de componentes, permitindo que diferentes pacientes recebam exatamente o que precisam.

“Uma bolsa de sangue pode ser fracionada em hemocomponentes, como concentrado de hemácias, plaquetas e plasma. Isso significa que uma única doação pode ajudar mais de um animal. É um gesto simples que gera um impacto enorme dentro da medicina veterinária”, destaca Dr. Luiz Felipe.

Entre as situações que mais demandam transfusões estão acidentes, hemorragias, intoxicações, doenças transmitidas por carrapatos, anemias severas, procedimentos cirúrgicos de alta complexidade e tratamentos contra o câncer.


Quem pode ser doador?

Para garantir a segurança tanto do doador quanto do receptor, existem critérios específicos para participação no programa. No caso dos cães, podem se candidatar a doadores de sangue, animais com idade entre 1 e 8 anos, peso superior a 25 kg, além de ser dóceis  e tranquilos.

Já os gatos devem estar saudáveis, ter entre 1 e 8 anos, pesar acima de 4 kg, não ter acesso a rua e também ser dócil e tranquilo.

Antes da primeira doação, todos os candidatos passam por avaliação clínica e exames laboratoriais realizados pela equipe veterinária.

“Muitas pessoas acreditam que seus animais não podem doar, mas acabam se surpreendendo ao descobrir que atendem aos requisitos. Por isso, orientamos os responsáveis a procurarem o Hemocentro e esclarecerem suas dúvidas. Quanto mais doadores cadastrados tivermos, maior será nossa capacidade de salvar vidas”, ressalta.


Compatibilidade sanguínea é essencial

Outro aspecto pouco conhecido pela população é que cães e gatos também possuem diferentes tipos sanguíneos, tornando indispensável a realização de exames de tipagem e compatibilidade antes de cada transfusão. Última frase retirada.

“Assim como ocorre na medicina humana, a tipagem e a compatibilidade são fatores decisivos para o sucesso da transfusão. Por isso, cada procedimento segue protocolos rigorosos para garantir a segurança dos pacientes”, explica o veterinário.


Um gesto de amor que pode salvar vidas

Além de contribuir para a recuperação de outros animais, os doadores recebem acompanhamento veterinário periódico, incluindo avaliações clínicas e exames de saúde.

Para o Dr. Luiz Felipe Cibin, a campanha também tem um importante papel educativo. “Queremos mostrar que nossos animais também podem exercer um papel fundamental na vida de outros pets. A doação de sangue é um ato de solidariedade que ultrapassa espécies. Quando um tutor leva seu cão ou gato para doar, ele está ajudando famílias inteiras que aguardam pela recuperação de um animal muito amado. É um gesto simples, seguro e capaz de salvar inúmeras vidas.”

Responsáveis interessados em cadastrar seus animais como doadores podem entrar em contato com o Hemocentro Veterinário do Hospital Veterinário LeVet para obter informações sobre os critérios e agendar a triagem inicial.

 

LeVet Hospital Veterinário
https://hvlevet.com.br/


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