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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Endometriose: a doença silenciosa que afeta milhões de mulheres ao redor do mundo


Condição atinge cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, segundo a OMS; especialista explica os sintomas e aponta 5 estratégias de controle

 

A endometriose é uma doença ginecológica crônica que afeta cerca de 190 milhões de mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar de cada vez mais presente nas discussões sobre saúde da mulher, a condição ainda é cercada por dúvidas e frequentemente subdiagnosticada. Ela ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste o interior do útero, passa a se desenvolver fora da cavidade uterina, podendo atingir ovários, trompas, intestino e até a bexiga. Esse crescimento anormal provoca inflamação e está associado a dor e, em alguns casos, infertilidade.

O principal sintoma é a cólica menstrual intensa, muitas vezes incapacitante. No entanto, a doença também pode se manifestar com dor durante a relação sexual, alterações intestinais e urinárias, além de dificuldade para engravidar. Esses sinais, com frequência, são subestimados tanto por pacientes quanto por profissionais de saúde, o que contribui para o atraso no diagnóstico. “Não é esperado que a mulher sinta dor a ponto de comprometer suas atividades diárias. Sentir dor nunca é normal e precisa ser investigado”, afirma a Dra. Madalena Oliveira, médica e professora na pós-graduação em Ginecologia da Afya Vitória.

As causas da endometriose ainda não são totalmente esclarecidas, mas sabe-se que a doença tem origem multifatorial. Um dos mecanismos mais aceitos é a menstruação retrógrada, quando parte do sangue menstrual retorna pelas trompas e se deposita na cavidade abdominal, podendo desencadear inflamação. Além disso, fatores genéticos, hormonais e alterações no sistema imunológico também contribuem para o desenvolvimento da condição. “A endometriose é multifatorial, envolvendo predisposição genética associada a alterações hormonais e imunológicas que favorecem o surgimento das lesões”, explica a Dra. Madalena.

Esse processo ajuda a entender por que algumas mulheres desenvolvem a doença e outras não. Em certos casos, o organismo não consegue eliminar adequadamente essas células que retornam pelas trompas, permitindo sua implantação e progressão. Como a doença está relacionada ao ciclo menstrual, seus sinais tendem a se tornar mais evidentes ao longo do tempo, o que explica por que o diagnóstico é mais frequente em mulheres a partir dos 30 anos, embora também possa ocorrer em pacientes mais jovens.

Não há uma forma comprovada de prevenir completamente a endometriose, o que torna a atenção aos sinais e o diagnóstico precoce fundamentais para evitar a progressão da doença. “Pacientes jovens que apresentam cólicas intensas e persistentes precisam ser avaliadas com cuidado, porque esse pode ser um dos primeiros sinais da endometriose”, alerta a especialista. Nesse sentido, manter acompanhamento ginecológico regular, investigar sintomas fora do padrão, adotar hábitos de vida saudáveis e evitar a automedicação são medidas importantes. Em casos selecionados, estratégias que reduzem ou suprimem a menstruação, como DIU hormonal, anticoncepcionais contínuos e implantes, também podem ser indicadas para controle dos sintomas. “O diagnóstico precoce é uma das principais ferramentas que temos hoje. Quanto antes identificamos a doença, maiores são as chances de controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida da paciente”, conclui a médica da Afya.

5 formas para reduzir os impactos da endometriose no organismo, segundo a especialista

Apesar de não ter cura definitiva, a endometriose pode ser controlada com acompanhamento adequado, e o tratamento é sempre individualizado, levando em conta a intensidade dos sintomas, a extensão da doença e o desejo reprodutivo da paciente, o que permite que muitas mulheres mantenham qualidade de vida e realizem seus projetos pessoais.As principais abordagens incluem:

 



1.   Tratamento medicamentoso: uso de analgésicos e anti-inflamatórios para aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida da paciente.

2.   Terapia hormonal: utilização de anticoncepcionais, progestagênios ou outras medicações que reduzem a atividade hormonal, ajudando a conter o crescimento das lesões.

3.   Cirurgia: indicada em casos mais avançados ou quando não há resposta ao tratamento clínico, com o objetivo de remover os focos de endometriose.

4.   Acompanhamento multidisciplinar: cuidado integrado com diferentes profissionais, como ginecologista, endocrinologista, fisioterapeuta especializado em assoalho pélvico e suporte psicológico, fundamental para um manejo mais completo da doença.

5.   Dieta anti-inflamatória: a endometriose está associada a processos inflamatórios, e a alimentação pode ser uma aliada no controle dos sintomas. Priorizar alimentos naturais, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes ricos em ômega-3, azeite de oliva e oleaginosas, e reduzir ultraprocessados, açúcares e frituras ajuda a diminuir a inflamação, contribuindo para a redução da dor, do inchaço e para o equilíbrio hormonal.

 

Afya

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ir.afya.com.br

A escola precisa estar pronta para casos de anafilaxia


RBA-ASBAI aponta que 42% dos casos foram provocados por alimentos 

Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) realiza, entre 11 e 17 de maio, a Campanha Nacional de Conscientização sobre Alergia Alimentar, com o tema “Anafilaxia não espera. A escola precisa estar pronta”. A iniciativa destaca a importância da preparação das instituições de ensino para prevenção, identificação e manejo adequado de reações alérgicas, especialmente da anafilaxia — a reação alérgica mais grave, de início rápido e potencialmente fatal.  

A alergia alimentar envolve toda a comunidade escolar. Professores, merendeiras, cantina, gestores, colegas e famílias desempenham papel essencial na promoção de um ambiente seguro. “Segurança alimentar no ambiente escolar não é responsabilidade apenas do aluno. A escola é um espaço fundamental para formação de hábitos saudáveis e seguros, e por isso é necessário adotar uma série de cuidados”, esclarece a Dra. Jackeline Motta Franco, coordenadora do Departamento Científico de Alergia Alimentar da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).  

Não compartilhar lanche sem orientação, identificar alunos com alergia alimentar, capacitar professores e equipes para reconhecer sinais iniciais de reação alérgica e estabelecer práticas rigorosas na cantina e cozinha para evitar contato cruzado são importantes medidas que a instituição de ensino precisa adotar.  

“Quando toda a escola conhece os cuidados relacionados à alergia alimentar, previnem-se acidentes, protege-se a saúde e fortalece-se um ambiente mais acolhedor para todos”, enfatiza Dra. Jackeline, da ASBAI. 

 

Anafilaxia: Reação alérgica multissistêmica e grave, a anafilaxia pode ser fatal quando não identificada e tratada rapidamente com adrenalina. Segundo a Dra. Marisa Rosimeire Ribeiro, coordenadora do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI, os principais gatilhos incluem alimentos, medicamentos, ferroadas de insetos e látex.  

Os sintomas podem acometer pele e mucosas (coceira, inchaço e vermelhidão), vias respiratórias (sufocamento, chiado, tosse), sistema gastrointestinal (náuseas, vômitos, cólicas), sistema cardiovascular (queda de pressão, desmaio, arritmias) e sistema neurológico (tontura, confusão, sensação de morte iminente).  

Mesmo quando os primeiros socorros são realizados corretamente, ou seja, com a aplicação da adrenalina autoinjetável, as etapas seguintes são fundamentais para reduzir riscos de recorrência e complicações:  

·         Encaminhamento imediato ao serviço de emergência, especialmente em casos de anafilaxia, devido ao risco de reação bifásica horas após a primeira manifestação.   

·         Comunicação rápida com os responsáveis e registro completo do evento.   

·         Avaliação por alergista/imunologista para investigação do fator causal e orientação de acompanhamento.   

·         Elaboração ou revisão do Plano de Ação para reações alérgicas, com alimentos a serem evitados e condutas claras conforme os sintomas.   

“O treinamento da equipe escolar sobre sinais de anafilaxia, tratamento, acesso a medicações, leitura de rótulos, prevenção de contato cruzado e o suporte psicológico nos casos em que o episódio gera ansiedade alimentar ou medo, completam a lista de medidas essenciais nos casos de alergia grave, como anafilaxia”, comenta Dra. Marisa, da ASBAI. 

 

A falta da adrenalina autoinjetável - O Brasil ainda não tem a adrenalina autoinjetável, que só pode ser adquirida por importação, a um custo alto.  

 

“A adrenalina autoinjetável é o medicamento de urgência, precisa ser aplicado assim que os sinais da anafilaxia começam. A demora na medicação pode levar a pessoa a óbito, sem tempo mesmo para chegar ao pronto-atendimento”, explica a Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da ASBAI.  

 

Existem dois projetos de lei apoiados pela ASBAI e em tramitação no Congresso que são de fundamental importância para os pacientes com anafilaxia. O PL 1945/21 discorre sobre a Notificação Obrigatória que permitirá coletar dados oficiais sobre anafilaxia, entender sua prevalência e impactos, e fundamentar políticas públicas eficazes.  

 

“Já o PL 85/24 dispõe sobre fornecimento gratuito da caneta de adrenalina auto injetável pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de modo a permitir o acesso rápido e autônomo ao tratamento, especialmente em ambientes domésticos e escolares, sem depender exclusivamente de atendimento hospitalar”, explica a presidente da ASBAI.  

 

Registro Brasileiro de Anafilaxia (RBA-ASBAI) - Apesar da gravidade, a anafilaxia ainda é subdiagnosticada no Brasil, dificultando o mapeamento real dos casos. Para ampliar o conhecimento sobre a anafilaxia e orientar políticas públicas, a ASBAI criou o Registro Brasileiro de Anafilaxia (RBA-ASBAI), uma iniciativa pioneira no país. 

 

Até o momento, o registro que conta com 318 pacientes, dos quais 163 são mulheres, aponta que 42,1% foram desencadeados por alimentos, sendo os principais leite de vaca (12,9%), mariscos (6,9%), ovo (5,6%), trigo (3,1%) e amendoim (3,1%). Os medicamentos foram a causa de 32,4% dos casos, sendo os agentes biológicos (10,4%), anti-inflamatórios (7,2%) e antibióticos (3,8%). Já os insetos causaram 23,9% das anafilaxias, com destaque para formigas (8,4%). Anafilaxia ao látex foi registrada em 11 casos.  



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Novo Nordisk lança no Brasil terapia semanal para crianças e adultos com deficiência do hormônio do crescimento

Sogroya® reduz a frequência de injeções de aplicações diárias para apenas uma vez por semana, oferecendo uma alternativa menos incômoda e com potencial de melhorar a adesão ao tratamento

 

A Novo Nordisk anuncia a chegada ao Brasil de Sogroya® (somapacitana)1, terapia de hormônio do crescimento de aplicação semanal voltada ao tratamento de crianças a partir dos 2 anos de idade, jovens e adultos com deficiência do hormônio do crescimento (DGH). O medicamento, aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), começou a ser comercializado no país e representa um avanço em relação às terapias tradicionais do mercado, que exigem injeções diárias. Ao permitir apenas uma aplicação por semana, a terapia reduz significativamente a frequência de injeções ao longo do tratamento, além de diminuir a dor associada às aplicações, gerando, consequentemente, menos incômodo para as crianças e reduzindo o impacto na rotina e no bem-estar dos pacientes e das suas famílias. 

A redução da frequência de aplicações é considerada um dos principais desafios no manejo da condição, especialmente no público pediátrico, já que o tratamento costuma ser prolongado e exige acompanhamento contínuo dos responsáveis. Ao diminuir o número de injeções ao longo do tratamento, a terapia busca contribuir para maior conforto aos pacientes. Ao diminuir o número de injeções ao longo do tratamento, a terapia busca proporcionar mais conforto às crianças. Soma-se isso a inovação da aplicação do hormônio do crescimento com aplicação suave, que proporciona uma dor mínima ao paciente e representa um avanço significativo no cuidado com potencial para melhorar a adesão terapêutica e, consequentemente, os resultados clínicos. 

A deficiência do hormônio do crescimento (DGH) é uma condição que pode comprometer o desenvolvimento infantil, com redução do crescimento, e de adultos, com alteração na composição corporal. Por isso, especialistas reforçam a importância de acompanhar regularmente a curva de crescimento das crianças, avaliação realizada por profissionais de saúde que permite identificar possíveis alterações no desenvolvimento e investigar suas causas. Esse acompanhamento é ainda mais importante porque a janela de tratamento das condições relacionadas ao hormônio do crescimento (GH) é limitada até o fim da puberdade. Dessa forma, o diagnóstico precoce e o início adequado do tratamento são fundamentais para melhores desfechos clínicos. 

Quando há indicação de tratamento, uma das abordagens utilizadas é a reposição do hormônio do crescimento. Essa terapia evoluiu significativamente nas últimas décadas. Introduzidas ainda no século passado, as primeiras medicações consolidaram um modelo de tratamento baseado em injeções diárias, que permaneceu como padrão por mais de 40 anos. Embora eficaz, esse regime pode representar um desafio para muitas famílias devido à frequência das aplicações ao longo de tratamentos mais prolongados. 

Nesse cenário, terapias de ação prolongada passaram a ser desenvolvidas para reduzir a frequência das aplicações mantendo a eficácia clínica. Sogroya® utiliza uma tecnologia que prolonga a permanência do hormônio no organismo, permitindo a administração apenas uma vez por semana.

“Na Novo Nordisk, somos guiados pela ciência e por um compromisso contínuo com a inovação para desenvolver terapias que contribuam para o bem-estar dos pacientes e para a efetividade de seus tratamentos. Sogroya® utiliza uma tecnologia de prolongamento, semelhante à aplicada nas medicações a base semaglutida, o que permite a sua administração semanal e oferece mais praticidade. Esse avanço, aliado à inovação da aplicação suave, contribui para a adesão ao tratamento e para uma melhor experiência do paciente” comenta a vice-presidente médica da Novo Nordisk Brasil, Priscilla Mattar.
 

Além disso, nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration) já aprovou a ampliação das indicações de Sogroya® para o tratamento de crianças com baixa estatura nascidas pequenas para a idade gestacional (PIG), com síndrome de Noonan (SN) e com baixa estatura idiopática (BEI). A decisão foi baseada nos resultados do estudo clínico de fase 3 REAL8, que demonstrou que o tratamento semanal com somapacitana apresentou eficácia similar ao hormônio do crescimento de uso diário, com perfil de segurança consistente. 

Combinando inovação terapêutica, iniciativas de acesso e geração de conhecimento clínico, a chegada de Sogroya® ao Brasil amplia as possibilidades de tratamento para crianças e adultos com deficiência do hormônio do crescimento (DGH) e reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico no desenvolvimento infantil.


Novo Nordisk
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Referência:
Anvisa | Bula de Sogroya (somapacitana): Link


Pesquisa revela: pacientes do SUS demoram cinco vezes mais para ter acesso a uma UTI do que quem usa planos de saúde

 

O Brasil ampliou em 67% o número de leitos de UTI na última década e hoje está entre os países com maior oferta desse tipo de atendimento no mundo. Apesar do avanço, o acesso ao cuidado intensivo ainda é desigual. É o que mostra levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Pelos dados, quem tem plano de saúde pode ter até cinco vezes mais chances de conseguir um leito do que quem depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa diferença pode ainda ser maior, dependendo do Estado ou da região geográfica. 

 

Entre 2016 e 2025, o país passou de cerca de 28 mil para mais de 47 mil leitos de terapia intensiva para adultos nas redes pública e privada. O índice nacional chegou a 22,3 leitos por 100 mil habitantes, acima da média global, estimada em 8,7, e dentro da faixa considerada adequada por organismos internacionais. O crescimento foi impulsionado sobretudo durante a pandemia de covid-19 e, em grande parte, se manteve nos anos seguintes, consolidando uma expansão estrutural da capacidade hospitalar. No entanto, o aumento de tamanho da rede não significa que os problemas acabaram.

 


O presidente da AMIB, Cristiano Franke, afirma que, no SUS, é urgente melhorar a organização do cuidado e a gestão dos leitos para ampliar o acesso à terapia intensiva. Para ele, em muitos casos, é possível obter ganhos sem a necessidade imediata de expansão do número de leitos. Franke afirma que o caminho para a equidade passa pela combinação de investimentos e, principalmente, aprimoramento da gestão e organização dos recursos existentes. 


Apesar da expansão em nível nacional, os dados consolidados pela AMIB indicam ainda que em determinadas regiões permanece a necessidade de ampliação da disponibilidade de leitos, sobretudo na rede pública. Para a Associação, considerada referência no tema, o fato de o país apresentar uma taxa relativamente elevada não significa que se instalou um cenário de acesso equitativo. Ao contrário, as desigualdades observadas impactam diretamente a chance de sobrevivência dos pacientes dentro do sistema de saúde.

A média global de disponibilidade de leitos de UTI, considerando 87 países com dados disponíveis, é de 8,7 por 100 mil habitantes. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a faixa entre 10 e 30 leitos por 100 mil como referência a ser perseguida pelas nações. No Brasil, se em termos gerais, houve uma evolução importante na cobertura, esse movimento alcançou um estágio de maior conforto no segmento privado e suplementar da assistência. 

Os números descrevem uma evolução semelhante entre os leitos do SUS (13.869, em 2016, para 23.218, em 2025) e do setor privado (14.572, em 2016, para 24.426, em 2025), porém a rede formada por serviços particulares e operadoras de planos de saúde atingiu um patamar de taxas próximas de 69 leitos por 100 mil habitantes ao longo da década, o que a coloca em pé de igualdade com cenários de países desenvolvidos. Já no SUS, o índice passou de 7,5 por 100 mil, em 2016, para 13 por 100 mil, em 2025, praticamente dobrando. 

Com esse cenário, velhos problemas permanecem, como um acesso ao cuidado intensivo no Brasil marcado por desigualdades relevantes entre regiões e, sobretudo, entre quem tem ou não plano de saúde. Em 2025, a população brasileira foi estimada em 213,4 milhões de habitantes. Desse total, 35,5 milhões eram atendidos por planos de saúde e 177,9 milhões exclusivamente pelo SUS. Na prática, isso significa que 16,6% da população concentra 24.426 leitos de UTI adulto, enquanto 83,4% compartilham 23.218 leitos, pouco menos da metade dos 47.644 disponíveis no país. 

A desigualdade se acentua quando se observa a oferta proporcional. Entre beneficiários de planos de saúde, são 69 leitos por 100 mil habitantes. Já entre usuários do SUS, a taxa é de 13 por 100 mil. Em termos concretos, quem possui plano tem cerca de cinco vezes mais chance de acessar um leito de UTI do que quem depende exclusivamente da rede pública.

 


A desigualdade se acentua quando se observa a oferta proporcional. Entre beneficiários de planos de saúde, são 69 leitos por 100 mil habitantes. Já entre usuários do SUS, a taxa é de 13 por 100 mil. Em termos concretos, quem possui plano tem cerca de cinco vezes mais chance de acessar um leito de UTI do que quem depende exclusivamente da rede pública. 

Sob outra perspectiva, ao combinar a dependência exclusiva do SUS com o local de residência, o contraste no acesso à UTI se intensifica. Um morador do Espírito Santo que dependa do sistema público (22,8 leitos SUS por 100 mil habitantes) tem cerca de seis vezes mais chance de acessar um leito de terapia intensiva do que alguém no Amapá (3,6 por 100 mil). 


Segundo o presidente do Conselho Consultivo da AMIB, Ederlon Rezende, o crescimento do número de leitos de UTI ao longo dos anos representa um avanço importante, especialmente pela capacidade de resposta construída durante a pandemia e que acabou sendo incorporada de forma estrutural ao sistema de saúde. 

 

“O principal desafio está na distribuição e na capacidade de resposta do sistema. A forma como os leitos estão organizados e integrados à rede de atenção ainda limita o acesso em diversas regiões do país, sobretudo para a população que depende exclusivamente do SUS”, comentou, 

Rezende destaca ainda ser necessário avançar na construção de redes regionais mais articuladas, com maior capacidade de coordenação entre os serviços, de modo a reduzir vazios assistenciais e desigualdades territoriais. Segundo ele, o momento exige menos foco isolado na expansão e mais atenção à forma como os recursos existentes são distribuídos e utilizados.

 

Distribuição de leitos SUS e Não SUS por Unidade da Federação

 

IBGE/ANS/CNES: dezembro de 2025

 

Estudo demonstra potencial para intenção curativa no tratamento de câncer de endométrio primário avançado ou recorrente com combinação de imunoterapia e quimioterapia

 Estudo RUBY de fase 3 evidenciou remissão sustentada e benefício de sobrevida global em quatro anos de 72,8% em pacientes tratadas com a combinação de dostarlimabe com quimioterapia


A biofarmacêutica GSK, apresentou no Encontro Anual da Sociedade de Oncologia Ginecológica (SGO 2026) em San Juan, Porto Rico, os resultados de quatro anos de sobrevida global do estudo fase 3 RUBY - a análise mais longa entre os estudos de fase 3 com imunoterapia para o tratamento de primeira linha do câncer de endométrio avançado/recorrente.1 O estudo evidenciou que 72,8% das pacientes com câncer de endométrio primário avançado ou recorrente dMMR/MSI-H (com deficiência na enzima de reparo do DNA) em tratamento com dostarlimabe em combinação com quimioterapia estavam vivas após 4 anos, em comparação com 40,3% das pacientes em uso de quimioterapia, com redução de 66% do risco de progressão ou morte, em comparação com quimioterapia isolada.1 

O câncer de endométrio é o sexto mais incidente entre as mulheres no Brasil, com 9.650 casos estimados para o ano de 2026.2 Cerca de 32% dos casos são diagnosticados em estágio avançado, com prognóstico desfavorável, visto que somente 22% das pacientes estarão vivas em 5 anos.3,4 Dentre as pacientes, cerca de 30% apresentam dMMR, sendo candidatas ideais ao tratamento com imunoterapia.5 Entretanto, há mais de uma década, o padrão de tratamento em primeira linha para câncer de endométrio primário avançado ou recorrente é a quimioterapia, mesmo com sobrevida global mediana sendo inferior a 3 anos.6,7 

“A apresentação dos dados atualizados do estudo Ruby com acompanhamento de 4 anos representa um avanço significativo no paradigma de tratamento para o câncer de endométrio primário avançado ou recorrente dMMR/MSI-H, sendo até então o único ensaio clínico com o maior tempo de acompanhamento nessa indicação a mostrar um benefício de sobrevida global clinicamente relevante e estatisticamente significativo, com controle duradouro da doença. Os resultados a longo prazo do uso de imunoterapia em combinação com quimioterapia nessa população desafiam o prognóstico desfavorável da doença, trazendo novas perspectivas com potencial de intenção de cura para algumas pacientes”, comenta Angelica Nogueira Rodrigues (CRM: 37003-MG), oncologista, professora e pesquisadora da UFMG e idealizadora e atual diretora de planejamento do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). 

O benefício de sobrevida livre de progressão se manteve durante os quatro anos.1 Observou‑se um platô na curva de sobrevida livre de progressão, com apenas quatro eventos de progressão com o tratamento com dostarlimabe em combinação com quimioterapia nos adicionais dois anos e meio de seguimento, desde a última análise do RUBY, demonstrando controle duradouro da doença.1 Também foi possível observar pelo estudo que as estimativas de sobrevida condicional melhoram a cada ano em que os pacientes permanecem vivos, oferecendo uma alternativa relevante com probabilidade de sobrevida a longo prazo.1 

“Os resultados de 4 anos de sobrevida global nos deixam ainda mais confiantes do potencial de dostarlimabe em combinação com quimioterapia para o tratamento de uma doença que tem um prognóstico tão desfavorável quando descoberta em estágio avançado, trazendo uma nova perspectiva para pacientes pelo significativo potencial para intenção curativa. Esses achados reforçam o propósito da GSK na oncologia de liderar resultados transformadores no tratamento do câncer”, reforça Tatiana Pires, líder médica de Oncologia na GSK Brasil. 

Em comparação com estudo anteriores, não foi observado nenhum novo sinal de segurança, e as incidências de eventos adversos relacionados ao tratamento foram baixas no seguimento de longo prazo.1 Os cinco eventos adversos relacionados ao tratamento de qualquer grau mais comuns no braço dostarlimabe em combinação com quimioterapia versus quimioterapia isolada incluíram alopecia, fadiga, náusea, neuropatia periférica e artralgia.1

 

Sobre o RUBY

Ensaio global, randomizado, duplo‑cego, multicêntrico de fase 3 em duas partes, realizado com pacientes com câncer de endométrio primário avançado ou recorrente. A parte 1 investigou dostarlimabe em combinação com quimioterapia padrão (carboplatina‑paclitaxel), seguida de dostarlimabe, com participação de 245 pacientes com idade média de 61 anos, e compara com quimioterapia mais placebo, seguida de placebo, com participação de 249 pacientes com idade média de 66 anos. Os endopoints primários foram a sobrevida livre de progressão, avaliada pelo investigador com base nos Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos v1.1 (RECIST v1.1), e a sobrevida global.1 

O plano de análise estatística incluiu análises pré‑especificadas de sobrevida livre de progressão nas populações com deficiência do reparo por incompatibilidade/instabilidade elevada de microssatélites (dMMR/MSI‑H) e na população global, e de sobrevida global na população global.1

 

Referências:
1. Powell, M.A. et al. Four-Year Survival Outcomes with Dostarlimab Plus Chemotherapy in dMMR/MSI-H Primary Advanced or Recurrent Endometrial Cancer in the ENGOT-EN6-NSGO/GOG-3031/RUBY Trial. Estudo apresentado no Congresso SGO 2026 em Abril.

2. Instituto Nacional de Câncer. Incidência de Câncer no Brasil. Estimativa 2026. Disponível em: Link. Acesso em abril de 2026.

3. AMERICAN CANCER SOCIETY. Key Statistics for Endometrial Cancer. Disponível em: Link. Acesso em abril de 2026.

4. AMERICAN CANCER SOCIETY. Survival Rates for Endometrial Cancer. Disponível em: Link. Acesso em abril de 2026.

5. Han S, Guo C, Song Z, Ouyang L and Wang Y (2023), Effectiveness and safety of PD-1/PD-LI inhibitors in advanced or recurrent endometrial cancer: a systematic review and meta-analysis. Front. Pharmacol. 14:1330877.

6. MILLER, D. S. et al. Carboplatin and Paclitaxel for Advanced Endometrial Cancer: Final Overall Survival and Adverse Event Analysis of a Phase III Trial (NRG Oncology/GOG0209). Journal of Clinical Oncology: Official Journal of the American Society of Clinical Oncology, v. 38, n. 33, p. 3841–3850, 20 nov. 2020.

7. SORBE, B. et al. Treatment of primary advanced and recurrent endometrial carcinoma with a combination of carboplatin and paclitaxel—long-term follow-up. International Journal of Gynecological Cancer, v. 18, n. 4, p. 803–808, jul. 2008.


O impacto invisível da menopausa no cérebro e na pelve: especialista explica os sinais

Você sabia? A dificuldade de concentração e a perda de tônus muscular na região íntima podem ter a mesma causa hormonal

 

A chegada da menopausa costuma ser anunciada pelos famosos calorões, mas existe um efeito dominó muito mais silencioso que afeta o dia a dia das mulheres: a queda brusca de estrogênio atinge o cérebro e a musculatura íntima quase ao mesmo tempo. Não é impressão sua se, junto com as falhas na memória, o corpo começar a dar sinais de fraqueza lá embaixo. Dados indicam que cerca de 80% das mulheres sofrem com a chamada névoa mental no climatério, um sintoma que caminha lado a lado com o enfraquecimento do assoalho pélvico. 

O que pouca gente explica é que tanto os nossos neurônios quanto os músculos da pelve são movidos a estrogênio. Quando o hormônio falta, a comunicação cerebral fica mais lenta e as fibras que sustentam a bexiga e o útero perdem o vigor. O resultado é aquela sensação de cabeça cheia combinada com pequenos incidentes ao tossir ou espirrar. É um impacto invisível, mas que mexe diretamente com a autoconfiança de qualquer mulher. 

Flaviana Teixeira, fisioterapeuta pélvica e palestrante, destaca que esses sinais não devem ser encarados como coisa da idade. Segundo ela, entender essa ligação é o primeiro passo para retomar as rédeas da saúde. "Muitas pacientes chegam ao consultório aflitas com os esquecimentos e a incontinência, sem saber que são faces da mesma moeda. O corpo perde o estímulo que mantém tanto o raciocínio rápido quanto a firmeza muscular", explica a profissional. 

Essa falta de foco e a perda de tônus na região íntima acabam gerando um ciclo de ansiedade. Muitas mulheres deixam de sair ou se sentem menos produtivas no trabalho por vergonha ou desconforto físico. Para Flaviana, o caminho é olhar para o corpo como um todo, buscando exercícios que devolvam a funcionalidade e a segurança que a oscilação hormonal roubou. 

"O que eu sempre digo nas minhas palestras é que ninguém precisa sofrer em silêncio ou achar que é o fim da linha. A fisioterapia pélvica faz esse resgate da autonomia. Quando você ativa a base do corpo, a sensação de controle volta, o que ajuda muito a acalmar a mente e reduzir o estresse dessa fase", pontua a especialista. 

Tratar a menopausa vai muito além de repor hormônios; trata-se de redescobrir como o corpo funciona agora. Ao identificar que a mente aérea e a fragilidade pélvica estão conectadas, fica mais fácil buscar ajuda especializada e trocar o desconforto por uma rotina com mais leveza e, principalmente, sem tabus.


Dra. Flaviana Teixeira
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br


País enfrenta desafio com avanço da Influenza A e vacinação abaixo do ideal

Imagem de banco
 Segundo o Ministério da Saúde, vacina é a principal arma para conter o avanço do vírus que provocou aumento de 94% nas notificações de gripe no primeiro trimestre

 

Lançada no final de março, a campanha de vacinação contra a gripe ainda não alcançou o desempenho esperado ao passo que os casos de Influenza A, um dos tipos de vírus protegidos pelo imunizante, avançam nos país. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é alcançar cerca de 90% dos grupos prioritários até o fim mês que vem. Esses grupos incluem crianças (6 meses a , puérperas, idosos (60+), profissionais de saúde e educação, indígenas, pessoas em situação de rua, indivíduos com comorbidades e pessoas com deficiências permanentes, além de caminhoneiros e outras populações com maior risco de adoecimento grave. 

Vale lembrar que a vacina é recomendada para toda a população pela Sociedade Brasileira de Imunização (Sbim) e os públicos não contemplados como grupos prioritários, definidos pelo MS nesse primeiro momento, podem receber o imunizante em clínicas privadas como o Sabin Diagnóstico e Saúde. 

Os casos de gripe provocados pelo vírus Influenza aumentaram 94% neste ano, com 14,3 mil notificações e 840 mortes apenas no primeiro trimestre. O instituto Todos pela Saúde, que trabalha com informações dos maiores laboratórios do país, entre os quais o Sabin Diagnóstico e Saúde, aponta que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por Influenza quase dobraram entre janeiro e março em relação ao mesmo período de 2024 (3.584 contra 1.838). 

O Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado em 16/04, aponta aumento das ocorrências por Influenza A em diversos estados do país, com maior incidência e mortalidade em pacientes nos extremos de faixa etária. Os principais agentes responsáveis pelos quadros são rinovírus (41,1%), influenza A (25,5%), VSR (17,4%); Sars-CoV-2 (10,2%) e Influenza B (1,7%). – problemas que poderiam ser evitados ou amenizados com vacinação.

 

Vacina: eficiente e segura 

A campanha nacional de imunização do Ministério da Saúde contra Influenza foi iniciada no país em 28/03, priorizando aqueles grupos mais suscetíveis ao desenvolvimento de quadros graves. Na rede pública, está disponível a vacina trivalente, que protege contra duas cepas de Influenza A e uma de Influenza B. Já na rede privada, há a vacina quadrivalente, que inclui duas cepas A e duas B. 

Apesar da oferta, a hesitação vacinal e a desinformação ainda comprometem a adesão, levando parte da população a subestimar os riscos da gripe. 

Apesar de a influenza ser uma causa relevante de morbidade, hospitalizações e óbitos, especialmente em grupos de risco, observa-se uma baixa percepção desse risco na população geral, o que impacta negativamente a adesão às medidas preventivas, incluindo a vacinação”, afirma a infectologista pediátrica Sylvia Freire, do Sabin Diagnóstico e Saúde. 

Ela ressalta que idosos, bebês, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos têm maior risco de complicações, como pneumonia, insuficiência respiratória e até morte. Em pessoas mais velhas, estudos sugerem ainda aumento do risco de doenças cardiovasculares após infecções por influenza.

A médica também reforça a diferença entre gripe e resfriado:

• Gripe: início súbito, febre alta, dores no corpo, fraqueza e tosse intensa.

• Resfriado: sintomas mais leves, como dor de garganta, espirros, coriza e tosse leve.

 

Prevenção

Além da vacinação, medidas gerais para prevenção de doenças respiratórias continuam sendo importantes e aplicáveis:

• Evitar aglomerações.

• Higienizar as mãos com frequência.

• Usar máscaras em caso de sintomas respiratórios.

• Seguir etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar).

 

Grupo Sabin
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Dor na gravidez não é normal: as técnicas seguras para tratar a dor na lombar de gestantes sem riscos

Saiba como a combinação de suplementação e terapias de dor resolvem crises agudas em grávidas, um público frequentemente negligenciado por médicos que temem intervir durante a gestação.

 

A gestação é marcada por transformações profundas no corpo feminino, mas o desconforto constante não deve ser encarado como um efeito colateral inevitável desse processo. Estima-se que a dor lombar afete cerca de 50% a 70% das grávidas em algum momento da jornada, de acordo com dados publicados no American Journal of Obstetrics and Gynecology. O aumento de peso, o deslocamento do centro de gravidade e as alterações hormonais que relaxam os ligamentos criam um cenário de instabilidade articular, sobrecarregando a coluna de forma severa. 

Muitas mulheres acabam sofrendo em silêncio porque o receio médico quanto ao uso de medicamentos durante a formação do bebê limita as opções terapêuticas tradicionais. No entanto, o médico ortopedista Rafael Raso explica que existem caminhos modernos e conservadores que priorizam a segurança da mãe e do feto sem ignorar o quadro doloroso. Segundo o especialista, o tratamento não cirúrgico foca na estabilização mecânica e no suporte metabólico, permitindo que a paciente recupere a mobilidade e o bem-estar sem recorrer a intervenções invasivas. 

A abordagem ideal envolve uma combinação personalizada de fisioterapia e exercícios orientados, que visam fortalecer a musculatura que sustenta o tronco. "Hoje sabemos que existem estratégias eficazes para ajudar essa mulher. O foco deve ser o fortalecimento muscular e a melhora da estabilidade da coluna, garantindo que o corpo suporte as mudanças físicas com menos sobrecarga", afirma. Ele ressalta que a inatividade, muitas vezes recomendada por excesso de cautela, pode acabar agravando a fraqueza muscular e intensificando o quadro de dor. 

Além do movimento, o suporte nutricional desempenha um papel determinante na saúde musculoesquelética da gestante. Nutrientes como vitamina D, B12 e ferro são fundamentais não apenas para o desenvolvimento do bebê, mas para o metabolismo neurológico da mãe. O médico destaca que suplementos como creatina e ômega-3 podem ser aliados importantes para reduzir processos inflamatórios e melhorar a função das fibras musculares, desde que haja acompanhamento profissional para ajustar as dosagens às necessidades específicas desse período. 

A saúde da criança está intrinsecamente ligada ao ambiente sistêmico em que ela se desenvolve, o que torna o cuidado com a saúde materna ainda mais urgente. "Quanto mais saudável e fortalecida estiver a mãe, melhor será o ambiente para o desenvolvimento do filho. Tratar a dor de forma segura ajuda a atravessar a gestação com mais vitalidade", pontua o ortopedista. Para ele, negligenciar o desconforto sob a justificativa de que é normal da gravidez é um equívoco que compromete a qualidade de vida em um momento que deveria ser de plenitude. 

Ao encontrar resistência ou falta de alternativas terapêuticas, buscar uma segunda opinião especializada pode ser o diferencial para uma experiência gestacional mais leve. Rafael reforça que a medicina atual oferece recursos suficientes para que nenhuma mulher precise apenas esperar o parto para voltar a viver sem limitações. "A gravidez é uma fase especial que deve ser vivida com bem-estar e não com sofrimento. Com orientação adequada, é perfeitamente possível tornar esse período muito mais saudável para ambos", conclui.

 

Fonte: Dr. Rafael Raso - Médico Ortopedista especialista em tratamento não cirúrgico das lesões ortopédicas
@dr.rafaelraso

 

Check Point diz que senhas deixam de ser confiáveis diante de ataques automatizados e uso de inteligência artificial no crime digital


Imagem ilustrativa - Crédito Imagem de Tomislav Jakupec
Pixabay
Mercado clandestino no Telegram, uso de infostealers e aumento de deepfakes impulsionam nova geração de crimes digitais que ampliam roubo de credenciais e reduzem eficácia de autenticação tradicional

 

Os especialistas da Check Point Software afirmam que senhas deixaram de ser um mecanismo confiável de proteção em um cenário em que ataques digitais são automatizados, personalizados e vendidos como serviço em mercados clandestinos. Nesse contexto, a segurança passa a depender menos de combinações de caracteres e mais da identificação de comportamentos suspeitos em tempo real. 

No Dia Mundial da Senha 2026, em 7 de maio, a empresa chama atenção para o fato de que até credenciais longas e complexas podem ser capturadas por programas maliciosos ou exploradas após vazamentos em larga escala, muitas vezes sem que o usuário perceba a violação. 

Segundo os especialistas da Check Point, os cibercriminosos não precisam mais quebrar senhas. Eles usam credenciais roubadas para acessar sistemas diretamente. Esse modelo é sustentado por um mercado global de crime digital como serviço (Cybercrime-as-a-Service - CaaS), com uso de inteligência artificial (IA)e atuação em canais privados, principalmente no Telegram. 

Dados de mercado utilizados pela Check Point indicam variação no valor de credenciais conforme o tipo de conta. Perfis de e-mail como Gmail são vendidos por cerca de 65 dólares. Informações financeiras podem passar de 1.000 dólares em contas de maior valor. Já acessos corporativos, considerados os mais valiosos, podem superar 100 mil dólares quando permitem entrada direta em redes corporativas. 

Esse ecossistema também é sustentado por softwares maliciosos vendidos por assinatura mensal, com valores entre 100 dólares e pouco mais de 1.000 dólares, o que reduz a barreira de entrada e amplia o volume de roubo automatizado de credenciais.

 

Mudança de comportamento dos usuários 

O problema é agravado pelo comportamento dos usuários. Levantamentos do setor apontam que 94% das senhas são reutilizadas em mais de uma conta. Em paralelo, estudos indicam que uma parcela mínima das senhas segue padrões de segurança recomendados. Na prática, isso permite que um único vazamento seja usado em ataques automatizados para acessar diferentes serviços. 

No ambiente corporativo, o risco se amplia com o uso de ferramentas de IA. Pesquisas indicam que quase metade dos profissionais já utiliza essas plataformas no trabalho e que a maioria copia e cola informações diretamente em prompts, incluindo dados sensíveis. Em testes conduzidos pela Check Point, uma em cada 28 interações com ferramentas de IA em ambientes corporativos apresentou risco elevado de vazamento de dados, com impacto em grande parte das organizações que utilizam essas soluções. 

Os especialistas também apontam aumento de ataques de phishing com apoio de IA. Kits de fraude são vendidos em canais clandestinos por valores baixos e permitem a criação de mensagens sem erros e com alto grau de personalização. Esse fator elevou a taxa de sucesso desses ataques em comparação com campanhas tradicionais. 

O uso de deepfakes também cresceu. Relatórios do setor indicam aumento superior a 3.000% no uso de imagens e vozes sintéticas nos últimos anos. Em muitos casos, esse tipo de tecnologia é usado para simular comunicações de executivos ou equipes internas. Há registros de fraudes em que reuniões por vídeo foram usadas como parte do golpe, com perdas financeiras relevantes.

 

Ransomware acelerado 

A Check Point também ressalta que o intervalo entre o vazamento de uma senha e a implantação de um ataque de ransomware está diminuindo rapidamente. Segundo a Beazley Security, no terceiro trimestre de 2025, 48% dos ataques de ransomware utilizaram credenciais de VPN roubadas como vetor inicial de acesso. Já o relatório Cost of a Data Breach 2025, da IBM, aponta que violações baseadas em credenciais levam, em média, 246 dias para serem identificadas e contidas. 

Em contraste, operadores de ransomware atuam em ritmo muito mais acelerado. Nesse cenário, quando uma empresa leva semanas para identificar o uso indevido de uma credencial, o ataque já pode estar em estágio avançado. 

Diante dessa situação, a Check Point defende mudanças na forma de autenticação e proteção de identidade, com adoção de métodos sem senha, modelos de segurança baseados em comportamento, controle do uso de inteligência artificial em ambientes corporativos e monitoramento contínuo de mercados clandestinos de credenciais. 

A avaliação dos especialistas é que a segurança digital passou a depender menos de senhas e mais da capacidade de identificar e responder a padrões de comportamento em tempo real em um ambiente de ataques contínuos e automatizados.  



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