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quinta-feira, 7 de maio de 2026

O impacto invisível da menopausa no cérebro e na pelve: especialista explica os sinais

Você sabia? A dificuldade de concentração e a perda de tônus muscular na região íntima podem ter a mesma causa hormonal

 

A chegada da menopausa costuma ser anunciada pelos famosos calorões, mas existe um efeito dominó muito mais silencioso que afeta o dia a dia das mulheres: a queda brusca de estrogênio atinge o cérebro e a musculatura íntima quase ao mesmo tempo. Não é impressão sua se, junto com as falhas na memória, o corpo começar a dar sinais de fraqueza lá embaixo. Dados indicam que cerca de 80% das mulheres sofrem com a chamada névoa mental no climatério, um sintoma que caminha lado a lado com o enfraquecimento do assoalho pélvico. 

O que pouca gente explica é que tanto os nossos neurônios quanto os músculos da pelve são movidos a estrogênio. Quando o hormônio falta, a comunicação cerebral fica mais lenta e as fibras que sustentam a bexiga e o útero perdem o vigor. O resultado é aquela sensação de cabeça cheia combinada com pequenos incidentes ao tossir ou espirrar. É um impacto invisível, mas que mexe diretamente com a autoconfiança de qualquer mulher. 

Flaviana Teixeira, fisioterapeuta pélvica e palestrante, destaca que esses sinais não devem ser encarados como coisa da idade. Segundo ela, entender essa ligação é o primeiro passo para retomar as rédeas da saúde. "Muitas pacientes chegam ao consultório aflitas com os esquecimentos e a incontinência, sem saber que são faces da mesma moeda. O corpo perde o estímulo que mantém tanto o raciocínio rápido quanto a firmeza muscular", explica a profissional. 

Essa falta de foco e a perda de tônus na região íntima acabam gerando um ciclo de ansiedade. Muitas mulheres deixam de sair ou se sentem menos produtivas no trabalho por vergonha ou desconforto físico. Para Flaviana, o caminho é olhar para o corpo como um todo, buscando exercícios que devolvam a funcionalidade e a segurança que a oscilação hormonal roubou. 

"O que eu sempre digo nas minhas palestras é que ninguém precisa sofrer em silêncio ou achar que é o fim da linha. A fisioterapia pélvica faz esse resgate da autonomia. Quando você ativa a base do corpo, a sensação de controle volta, o que ajuda muito a acalmar a mente e reduzir o estresse dessa fase", pontua a especialista. 

Tratar a menopausa vai muito além de repor hormônios; trata-se de redescobrir como o corpo funciona agora. Ao identificar que a mente aérea e a fragilidade pélvica estão conectadas, fica mais fácil buscar ajuda especializada e trocar o desconforto por uma rotina com mais leveza e, principalmente, sem tabus.


Dra. Flaviana Teixeira
@flavianateixeirafisiopelvica
flavianafisiopelvica.com.br


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