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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Vestibular da Unesp de meio de ano: veja o que cai na prova e dicas para ser aprovado!

 Crédito: Magnific
Processo seletivo oferece vagas para engenharias e curso inédito de língua e cultura chinesas; 180 via processo seletivo e 20 via Enem

 

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realiza a primeira etapa do seu vestibular de meio de ano no próximo dia 24 de maio. O vestibular, organizado pela Fundação Vunesp, é considerado um dos mais concorridos do país, exigindo dos candidatos preparo técnico, leitura crítica e equilíbrio emocional.

Segundo Peter Rifaat, coordenador pedagógico da
Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), o vestibular da Unesp é pensado para identificar candidatos que vão além da simples memorização de conteúdo. “A banca da Vunesp valoriza consistência, leitura atenta e capacidade de argumentação. Espera dos estudantes capacidade de leitura, interpretação e argumentação, exigindo que consigam relacionar diferentes áreas do conhecimento e se posicionar de forma crítica diante dos temas propostos”, explica Rifaat.

As inscrições para o processo seletivo de meio de ano encerraram na terça-feira, 5 de maio. Os candidatos disputam 180 vagas, sendo 144 para as engenharias agronômica, civil, elétrica e mecânica, em Ilha Solteira (SP), e 36 para o novo curso de língua e cultura chinesas, inédito no Brasil e oferecido no município paulista de Assis.

O ingresso pelo Enem oferece 20 vagas nas mesmas carreiras do Vestibular Meio de Ano, com inscrições de 25 de maio a 25 de junho.

O resultado das duas seleções será publicado na mesma data, 13 de julho. As matrículas serão realizadas simultaneamente para as duas modalidades de ingresso, de forma virtual, em oito chamadas, de 13 de julho a 6 de agosto.
 


COMO É A PROVA? 

A prova da Unesp é conhecida por seu caráter interdisciplinar e por valorizar a interpretação de textos, gráficos e imagens, mais do que a memorização. 

Primeira fase: a primeira fase da prova, de conhecimentos gerais, marcada para 24 de maio, é composta por 90 questões objetivas, distribuídas entre áreas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio. 

Segunda fase e Redação: quem for aprovado na primeira fase, é convocado para a segunda fase do processo seletivo, programada para os dias 20 e 21 de junho, com 36 questões discursivas; e uma redação em gênero dissertativo, que avalia as propriedades de progressão temática, coerência e coesão, privilegiando-se a modalidade escrita culta. 

A redação da Unesp costuma propor temas de relevância social, em formato de dissertação argumentativa, pedindo que o candidato apresente ponto de vista claro, argumentos bem estruturados e repertório sociocultural pertinente. 

Nos últimos anos, os temas da redação do vestibular da Unesp foram os seguintes:

  • 2026 – “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”
  • 2025 – “Medicalização da vida: a quem interessa?”
  • 2024 – “É possível um mundo off-line?”
  • 2023 – A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio?
  • 2022 – A tristeza em tempos de felicidade compulsória
  • 2021 – Tempo é dinheiro?
  • 2020 – O carro será o novo cigarro?
  • 2019 – Compro, logo existo?
  • 2018 – O voto deveria ser facultativo no Brasil?
  • 2017 – A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira?


PREPARAÇÃO NA RETA FINAL 

Segundo o docente da Escola Internacional de Alphaville, na reta final antes da prova, o objetivo é manter o desempenho e chegar à prova com segurança: 

- Intensifique as revisões dos pontos mais frágeis;

- Faça simulados semanais, respeitando o tempo real da prova;

- Treine respostas discursivas mais longas, simulando a 2ª fase;

- Reduza gradualmente o ritmo nos últimos dias, priorizando descanso e foco emocional.
 

Organização semanal 

A recomendação é estudar, em média, três horas por dia, distribuídas da seguinte forma: 

- 20 minutos de revisão do conteúdo estudado no dia anterior;

- 75 minutos de estudo teórico com exercícios;

- 10 minutos de pausa;

- Mais 75 minutos de estudo e prática.
 

O educador recomenda aos candidatos distribuir os estudos das áreas do conhecimento durante os dias da semana: 

- Segunda-feira: Linguagens e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura e Inglês);

- Terça-feira: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia);

- Quarta-feira: Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Química e Física);

- Quinta-feira: Matemática e suas Tecnologias;

- Sexta-feira: Redação e leitura de atualidades.
 

SAÚDE EMOCIONAL E BEM-ESTAR 

Segundo Peter Rifaat, cuidar da saúde emocional é parte fundamental da preparação. Manter uma rotina organizada, intercalar estudo e descanso, praticar atividade física e garantir boas noites de sono ajudam a reduzir a ansiedade. 

“A Unesp é um vestibular longo e exigente, e o equilíbrio emocional faz diferença tanto na primeira quanto na segunda fase”, afirma. “O estudante que se prepara com constância percebe que o processo de estudo vai além da aprovação: ele desenvolve autonomia, pensamento crítico e maturidade acadêmica, competências que serão valiosas ao longo de toda a vida universitária”, conclui o educador.
 

A UNESP 

Sexta melhor universidade da América Latina e do Caribe, segundo ranking da empresa britânica QS World University Rankings, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) é pública e gratuita, e foi criada em 1976. Presente em 24 cidades do estado de São Paulo, com 34 unidades universitárias, desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento. 


Peter Rifaat - educador e líder escolar com mais de 20 anos de experiência em educação internacional e bilíngue, com estudos em Ciências Comportamentais, liderança e desenvolvimento humano. É formado em Pedagogia e possui certificações internacionais, incluindo DELTA e CELTA (Universidade de Cambridge), além de diversas certificações do International Baccalaureate (IB). Atua na Escola Internacional de Alphaville como Coordenador Pedagógico do Ensino Médio, Coordenador do Programa do Diploma IB, professor de IBDP Theory of Knowledge (TOK) e membro da equipe de Orientação Universitária e de Carreira (Future Pathways), com foco no desenvolvimento acadêmico, socioemocional e vocacional dos estudantes.

ISP – International Schools Partnership
Para mais informações, acesse o site.

 

Campanha alerta passageiros para novas regras para o transporte de power banks nas aeronaves

Passageiros só poderão embarcar com dois carregadores portáteis, que devem atender limite de capacidade

 
O transporte de carregadores portáteis, os chamados power banks, a bordo das aeronaves tem novas regras. Segundo as orientações divulgadas pelas companhias aéreas, com base nas diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cada passageiro poderá embarcar com apenas dois carregadores, que não poderão ser acomodados no compartimento superior da cabine (bin) junto com as bagagens. O power bank só poderá ser transportado dentro da mochila ou do item pessoal acomodado embaixo do assento anterior ou nos bolsões. O despacho dos carregadores junto com a bagagem de porão já era vedado pelas companhias. 

Os carregadores também não poderão ser abastecidos na entrada USB das aeronaves e devem ter capacidade máxima de 100 Wh (cerca de 27.000 mAh). Equipamentos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização prévia da companhia. Já os carregadores com capacidade acima de 160 Wh são proibidos.

Para divulgar as novas regras, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lança nesta quarta-feira (08), junto com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma campanha nas redes sociais e veículos de comunicação. O objetivo é informar os passageiros antes do embarque. O site www.temregra.com.br reúne todas as orientações sobre o transporte de power banks nas aeronaves, incluindo uma calculadora que transforma a capacidade do carregador portátil de mAh (miliampere-hora) para Wh (Watt-hora).

“Carregadores portáteis ou power banks são seguros quando manuseados e transportados corretamente. Porém, alguns episódios recentes exigiram o estabelecimento de diretrizes e procedimentos para evitar eventos deste tipo durante a operação. A prioridade das empresas é a segurança dos passageiros e da tripulação. Ao unificarmos os procedimentos para o transporte de carregadores portáteis, avançamos para evitar situações que comprometam a segurança dos voos e nos aproximamos ainda mais às melhores práticas internacionais”, afirmou Raul de Souza, diretor de Segurança e Operações da Abear.

 

Prevenção a fraude evitou prejuízos de R$ 2,4 bilhões em 2025 no e-commerce brasileiro, aponta Serasa Experian


• Na parcela do e-commerce brasileiro monitorada pelas tecnologias antifraude da datatech, foram registradas 2,3 milhões de tentativas de fraude em 2025;


• O ticket médio das transações fraudulentas chegou a R$ 1.057,87;


• Perfis masculinos foram os mais reproduzidos pelos golpistas, com o ticket médio e a taxa de risco significativamente maiores do que o registrado em perfis femininos;

• “Eletroeletrônicos” se destacaram entre as categorias, com 126,3 mil ocorrências e taxa de risco de 3,2%.

 

As fraudes no e-commerce brasileiro seguiram pressionando as operações em 2025, com 2,3 milhões de tentativas registradas. Os dados são da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e correspondem aos pedidos do varejo digital que passaram pelas soluções antifraude da companhia. Nesse universo monitorado, o ticket médio das transações fraudulentas chegou a R$ 1.057,87, quase o dobro do valor registrado nas compras legítimas, de R$ 538,79, e foram evitados cerca de R$ 2,4 bilhões em prejuízos para empresas e consumidores.

 

“O cenário de fraude no e-commerce impõe um impacto direto sobre receita, eficiência operacional e experiência do consumidor. Quando as tentativas criminosas combinam alta escala, superando 2 milhões de diligências no ano passado, e ticket médio elevado, a prevenção à fraude deixa de ser apenas uma camada de proteção e passa a ser parte estratégica da sustentabilidade do negócio”, comenta o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.

 

Perfis masculinos concentram maior risco no recorte por gênero

No recorte por gênero, o levantamento também indica quais perfis os golpistas tentam reproduzir nas transações, não sendo, necessariamente, quem comete as fraudes. Entre os pedidos com gênero identificado, os perfis masculinos concentraram o maior risco de fraude no período, com taxa duas vezes superior à observada entre os femininos. A diferença também apareceu no valor das transações suspeitas: o ticket médio das tentativas de fraude que buscavam reproduzir perfis masculinos chegou a R$ 1.177,69, ante R$ 1.095 quando os golpistas se passavam por perfis femininos. Confira o detalhamento na tabela abaixo:



Para Sanchez, “em vez de uma proteção única para toda a base, a tendência é que as empresas ganhem eficiência ao combinar tecnologias e regras de autenticação capazes de considerar o contexto de cada jornada, bloqueando investidas suspeitas sem gerar fricção desnecessária para consumidores legítimos”, explica o executivo da datatech.

 

Eletroeletrônicos puxam ranking de tentativas de fraude no varejo digital


Entre as categorias monitoradas, “Eletroeletrônicos” lideraram em volume de tentativas de fraude, com 126,3 mil ocorrências barradas. Na sequência aparecem “Moda e Vestuário”, com 103,2 mil registros, e “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais”, com 95,6 mil. “Delivery” e “Brinquedos” completam o top 5, com 46,8 mil e 40,5 mil ocorrências, respectivamente.

 

Ao observar a taxa de risco proporcional de cada segmento, “Eletroeletrônicos” também se sobressaem, com 3,2%. Na prática, isso significa que, a cada 100 pedidos analisados nessa categoria, pouco mais de 3 foram classificados como tentativa de fraude. O índice é bem superior ao das demais frentes com maior incidência, como “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais” (1,3%) e “Moda e Vestuário” (1,2%).

 

O ticket médio das investidas barradas acompanha esse cenário. Em “Eletroeletrônicos”, o valor chegou a R$ 2.350,94, mais que o dobro da média geral das transações fraudulentas no e-commerce monitorado, de R$ 1.057,87, além de ficar 22,8% acima do ticket médio das compras legítimas da categoria. Entre os segmentos mais visados, “Moda e Vestuário” registrou ticket médio de R$ 641,34, enquanto “Brinquedos” marcou R$ 570,91.

 

Em categorias de maior valor agregado, a diferença entre o ticket das tentativas de fraude e o das compras legítimas fica ainda mais evidente. Além de “Eletroeletrônicos”, o mesmo comportamento foi observado em “Eletrodomésticos”, com ticket médio de fraude de R$ 2.217,07, ante R$ 1.551,85 nas compras regulares, e em “Automotivo”, com média de R$ 1.182,22, frente a R$ 649,61 entre os pedidos legítimos. Embora estejam fora do top 5 em volume, ambas também chamam atenção pelos valores elevados e pelo número de registros: foram 36,8 mil tentativas em “Eletrodomésticos” e 35,6 mil em “Automotivo”.

 


“Os dados mostram que a fraude no e-commerce acompanha a própria evolução do consumo digital, avançando sobre diferentes categorias de produto. Nesse cenário, o papel da tecnologia é ajudar as empresas a identificar padrões de risco com mais precisão, reduzir perdas e sustentar jornadas de compra mais seguras e fluidas para o consumidor”, conclui Sanchez.

 

Metodologia

O levantamento considera os pedidos analisados pelos modelos de risco de fraude da Serasa Experian entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, nos canais de e-commerce, marketplace, venda direta e app delivery, consolidados em uma única base. No estudo, “tentativas de fraude” são os pedidos classificados como suspeita de fraude, fraude confirmada ou com retorno de chargeback (CBK). 

 

Experian
experianplc.com


Como jogar o jogo no metacassino que afeta varejo, consumo e serviços


Os defensores alegam que é parte da economia da experiência potencializada pelo digital e agora também pela Inteligência Artificial.


Os críticos destacam os impactos na economia, na sociedade e até mesmo na saúde mental. E até Lula se manifestou, apontando que problema do endividamento recorde de 82 milhões de brasileiros tem causa nas apostas em bets.


O inegável é que renda e recursos financeiros estão migrando do varejo, do consumo e dos serviços, os maiores geradores privados de emprego no Brasil, para apostas de toda forma.


Não é fenômeno restrito ao Brasil. Ele atinge de forma mais direta a economia ocidental, em especial Europa e Estados Unidos – com o Brasil em destaque.


A tal ponto que, por aqui, o Conselho Monetário Nacional (CMN) acaba de proibir as apostas preditivas para tudo além do que não se restringe ao mercado financeiro, já que esse modelo vinha aproveitando brechas na legislação para atuar de forma ilegal no mercado “protegido” das bets.


O tema envolvendo essas práticas tem criado problemas em vários países. Nos Estados Unidos, já se fala de uma epidemia fora de controle reunindo as bets, as apostas esportivas e as preditivas.


No Brasil, as apostas em bets atingem perto de R$ 300 bilhões por ano considerando as legais e as que não são controladas ou autorizadas – e que já responderiam por perto de 50% do todo.


Para efeito de referência e comparação, esse valor é equivalente ao todo do faturamento do setor de foodservice, que inclui bares, restaurantes, padarias, delivery e fast food do país. Ou perto de todo o faturamento do setor de telecomunicações, envolvendo empresas como Vivo, Claro, Tim e outras. Ou cerca de 50% do setor de supermercados, hipermercados e atacarejo do País.


É muito recurso desviado do consumo de bens e serviços para o mercado do “entretenimento” e que atrai cada vez mais empresas e estímulos promocionais para o metacassino que se criou e que cresce pelo aumento de empresas e negócios envolvidos, incluindo tradicionais veículos de comunicação, atraídos pela explosiva expansão.


Tudo parece conspirar para um processo alienante e viciante de entretenimento digital que tira o foco dos problemas reais cada vez mais complexos nos campos político, econômico e social.



Avanço recente e avassalador


Vale lembrar que esse movimento das bets começou por aqui em 2018 com a legalização das apostas esportivas, explodiu no período de 2019 a 2022 e foi regulamentado de forma definitiva em 2024.


A empresa legalizada e autorizada paga R$ 30 milhões pela outorga da licença e 12% sobre a receita bruta das bets, o que gera um potencial de arrecadação total estimado entre R$ 6 e R$ 12 bilhões por ano. E toda arrecadação é importante para equilibrar o aumento dos gastos públicos exponenciado pelo período eleitoral.

Esses números desconsideram tudo que as empresas informais capturam à margem da legalidade, sobre o que fica difícil gerar estimativas.


Parte relevante desse recurso migra para o mercado externo, para as controladoras ou operadoras das empresas no Brasil.


As apostas preditivas, o mais recente negócio desse ecossistema de atividades, têm a simplicidade e a amplitude de alternativas a seu favor, aumentando o potencial de massificação de acesso, pois os apostadores podem comprar probabilidades de eventos envolvendo eleições, inflação, clima, preços, comportamento de consumo ou lançamento de produtos, numa infinidade de oportunidades.


A razão fundamental da interferência do CMN proibindo as apostas preditivas foi a redução do potencial de arrecadação pela brecha identificada de ser parte do mercado financeiro e, portanto, não precisando pagar pela outorga e os impostos envolvidos.


Uma questão adicional é o uso de IA também como apostadora, jogando um jogo muito mais complexo que ao final tem por objetivo fundamental envolver, entreter, aumentar o volume de apostas e os ganhos das empresas envolvidas no metacassino e do governo com a arrecadação de impostos.


E desviando recursos, renda e emprego do consumo de produtos, serviços e marcas no varejo e no mercado.



Para integrar consumo, varejo e entretenimento


Muitos mecanismos promocionais adotados pelo varejo e marcas de alguma forma representam atuação nesse universo das apostas, ainda de forma tímida.


Sorteios, concursos, ofertas, promoções dinâmicas e outros mecanismos usados pelo varejo representam, de certa forma, uma “gamificação” do consumo, que parece ter apelo crescente na experiência do consumidor.


Existem diferentes modelos e alternativas, envolvendo cashback probabilístico, cupons progressivos, programas de fidelidade gamificados, ofertas limitadas ou mesmo engajamento de consumidores como promotores de vendas, que podem ser consideradas alternativas para maior envolvimento nessa febre, aparentemente não passageira, do entretenimento, apostas e experiência.


Exemplos da China, da Europa e dos Estados Unidos sinalizam oportunidades que, se não se podem eliminar o problema, ao menos indicam formas de aprender a jogar com ele.



Para fechar


A arrecadação de impostos com o varejo e o consumo formais, aliada à geração de emprego e renda, tem impacto social e econômico muito mais relevante e mais importante do que o gerado pelos impostos das bets formais.


Isso sem esquecer a ampliação do risco social e de saúde mental associados ao vício e ao endividamento.


As bets e suas variantes criaram um dos maiores grupos de pressão no Congresso, reunindo e complementando os “4 Bs” que influenciam decisões por lá: as bancadas ligadas à Bíblia, Bala, Boi – e, agora, Bets.


Mas, de outro lado, é importante considerar que existe uma mensagem clara: o apelo do entretenimento está cada vez mais associado aos hábitos dos omniconsumidores, e cabe ao varejo, ao consumo, às marcas e aos serviços buscar alternativas para jogar também esse jogo de forma criativa, inovadora e envolvente para manter ou expandir seus negócios.


É assim que é.

 

 

Marcos Gouvêa de Souza - fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem 


Direitos das mães: como identificar violações e agir em caso de descumprimento

Advogada criminalista alerta que ausência de suporte na gestação, pressões no trabalho e controle financeiro podem ultrapassar o campo cível e gerar responsabilização

 

As mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos cuidados com a casa e a família, quase o dobro do tempo gasto pelos homens, que somam 11,7 horas, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O cenário impacta diretamente milhões de mães, especialmente em um país onde quase metade dos lares, o equivalente a 36,6 milhões, é chefiada por mulheres. Nesse contexto de sobrecarga e desigualdade, o descumprimento de leis que garantem os direitos das mães ainda é uma realidade.

Para a advogada criminalista Élida Franklin, o tema precisa ser tratado com mais atenção também sob a perspectiva jurídica. “Existe um distanciamento entre o que a legislação assegura e o que, de fato, é aplicado no dia a dia. Situações que parecem comuns muitas vezes já configuram violações de direitos e exigem resposta legal”, afirma.

Segundo a advogada, a falta de informação contribui para a naturalização desses cenários. “Quando não há clareza sobre os próprios direitos, práticas abusivas acabam sendo toleradas. E isso mantém muitas mulheres em contextos de vulnerabilidade”, explica.


Situações que exigem atenção

De acordo com a criminalista, alguns comportamentos recorrentes podem indicar descumprimento da lei:

Ausência de suporte na gestação: O não pagamento dos "alimentos gravídicos" (ajuda para exames, alimentação e medicamentos na gravidez) pode configurar abandono material.

Barreiras no ambiente de trabalho: A estabilidade vai da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Coações para que a mulher peça demissão são práticas ilícitas que retiram a segurança da família.

Controle e violência patrimonial: Impedir o acesso da mãe a recursos financeiros ou documentos para cuidar dos filhos é crime previsto na Lei Maria da Penha.

Uso dos filhos como coerção: Ameaças que utilizam a guarda ou o bem-estar da criança para controlar a mãe devem ser tratadas com rigor pela lei.


Como agir diante da violação

A orientação, segundo a Élida Franklin, é buscar informação e apoio o quanto antes. “A atuação jurídica no momento certo pode evitar o agravamento dessas situações. Muitas vezes, o que começa como um descumprimento evolui para formas mais complexas de violência”, destaca.

A recomendação é reunir provas, como mensagens, registros de conversas e comprovantes de despesas, além de procurar orientação jurídica e canais oficiais de atendimento.

Para a advogada, ampliar o debate é essencial. “O Brasil possui uma das legislações mais avançadas do mundo no que tange à proteção da maternidade, mas a prática revela um cenário preocupante de descumprimento. O desafio está em garantir que esses direitos sejam efetivamente cumpridos”, conclui.


Do estádio ao paraíso: a paz e beleza das Bahamas para quem vai curtir a Copa do Mundo

Crédito: Bahamas Ministry of Tourism
 Investments and Aviation (BMOTIA)
A poucos minutos de voo da Flórida, as Out Islands convidam o viajante a trocar a energia do Mundial por praias quase desertas, mar em infinitos tons de azul e a essência do "Barefoot Luxury" 

 

A Copa do Mundo 2026 não será apenas um evento esportivo – será uma verdadeira maratona de emoções, multidões e uma energia vibrante que vai tomar conta de cidades como Miami. Mas o que acontece quando o apito final soa e o corpo pede uma mudança de ritmo? A menos de uma hora da intensidade dos estádios da Flórida, existe um refúgio onde o tempo não se mede em acréscimos, mas no vaivém das marés.

Enquanto o mundo vibra com o Mundial e milhares prendem a respiração diante de um pênalti, nas Out Islands o ritmo é outro: respirar o ar puro, desacelerar e escolher, sem pressa, qual tom de azul mais combina com o seu momento.


O luxo da exclusividade

Em um mundo que vive em ritmo acelerado, o verdadeiro privilégio é ter espaço. Por isso a dica é aproveitar o luxo de encontrar uma praia de areia branca – e, em alguns trechos, até rosada – praticamente só para você.

Exumas – Aqui, o “Bahamian Blue” atinge sua expressão máxima. Trata-se de um arquipélago onde o luxo está em navegar por bancos de areia que desaparecem com a maré e mergulhar em águas tão transparentes que os barcos parecem flutuar no ar. É o destino ideal para quem busca praias preservadas e uma experiência de luxo autêntica, longe das câmeras e do burburinho das torcidas.

Eleuthera – Famosa por seu contorno fino e elegante, esta ilha abriga algumas das praias de areia rosada mais impressionantes do mundo. Caminhar sobre esses grãos delicados, tingidos por microrganismos coralinos, cria um contraste quase poético com o mar turquesa. É aqui que o conceito de “Barefoot Luxury” ganha vida: deixar os sapatos na porta da villa e se reconectar diretamente com a natureza.


A escapada ideal

As Out Islands são o “tempo técnico” perfeito para transformar uma viagem esportiva em férias memoráveis. A proximidade é a grande aliada para ampliar a experiência e unir futebol e descanso em um só roteiro:

Bimini – A apenas 80 quilômetros da costa, é a porta de entrada perfeita a partir de Miami para quem deseja nadar com golfinhos. O destino está a menos de uma hora de voo da cidade.

Grand Bahama – Acessível de ferry, combina parques nacionais como Lucayan National Park, Peterson Cay National Park e Rand Nature Centre com sistemas de cavernas subaquáticas que convidam a explorar sem pressa. Gold Rock Beach é amplamente considerada a melhor praia de Grand Bahama e já recebeu diversos reconhecimentos, incluindo o 10Best Readers’ Choice Awards como “Melhor praia do Caribe”, além de figurar entre as mais bonitas da região.

Abacos – Um voo curto leva o viajante até a capital mundial da navegação, ponto de partida ideal para alugar um catamarã, explorar as ilhotas no seu próprio ritmo e viver a experiência do “island hopping” entre praias cristalinas, marinas charmosas e cenários perfeitos para snorkel.


Seu próximo grande destino

O verdadeiro “slow travel” passa por uma relação mais consciente com o destino. Nas Out Islands, as águas se revelam como uma verdadeira fronteira oceânica a ser explorada. Em Andros, lar da terceira maior barreira de corais do mundo, mergulhar se transforma em um exercício de contemplação. Não se trata apenas de observar peixes, mas de testemunhar um ecossistema preservado há séculos.

Para quem prefere tranquilidade em terra firme, o desfile dos flamingos-rosados ou a busca pelo raro papagaio-das-Bahamas reforçam o encanto da vida selvagem em liberdade. As ilhas não competem com a modernidade – elas a superam ao oferecer aquilo que o luxo contemporâneo mais valoriza e que o dinheiro raramente compra: silêncio, espaço e autenticidade.

Por isso, se a Copa do Mundo o levar à Flórida, as Out Islands aparecem como um desvio imperdível – e profundamente recompensador. A poucos minutos da intensidade dos estádios, o arquipélago oferece outra escala de tempo, em que o roteiro é ditado pelas marés, pelo vento e pelos infinitos tons de azul. De Bimini e Grand Bahama, acessíveis para uma extensão prática da viagem, aos cenários quase intocados de Exumas, cada ilha amplia a experiência para além do evento esportivo e convida a um Caribe mais sereno, autêntico e contemplativo.

No fim, o contraste é justamente o que torna a jornada mais memorável: depois da euforia de uma partida de futebol, o silêncio; depois da multidão, a contemplação; depois do jogo, um leque de oportunidades para descobrir e aproveitar ao máximo.

Visite a página em português do site oficial das Bahamas para mais informações.


SOBRE AS BAHAMAS 

Com mais de 700 ilhas e ilhotas, e 16 ilhas-destinos, as Bahamas oferecem um refúgio fácil para transportar os viajantes para longe de suas vidas diárias. As ilhas possuem pesca, mergulho, passeios de barco e milhares de quilômetros das águas e praias mais espetaculares do mundo para famílias, casais e aventureiros. Explore tudo o que o destino têm para oferecer em www.bahamas.com ou no Facebook, YouTube e Instagram.  

 

TM AMERICAS


Planos coletivos devem subir até 10% em 2026

Mesmo com desaceleração, índice continua elevado e exige atenção a contratos e regras de coparticipação

 

Os planos de saúde coletivos devem registrar reajustes de até 10% em 2026, segundo estimativas de mercado. Já segundo o último Boletim Focus, pesquisa do Banco Central, o mercado estima que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apurou, a precisão é que o reajuste fique em 4,80% ao fim de 2026. Embora o percentual represente desaceleração em relação ao ano anterior, ainda permanece acima da inflação projetada, o que mantém a pressão sobre empresas e beneficiários.

A dinâmica de correção dos contratos é influenciada por fatores estruturais do setor. Entre eles, a inflação médica, impulsionada pelo custo de medicamentos, equipamentos e novas tecnologias, além da maior utilização dos serviços. A sinistralidade, que mede a relação entre despesas assistenciais e receitas das operadoras, também segue como indicador relevante na definição dos índices.

“Nos últimos anos, operadoras intensificaram medidas para conter despesas. Houve endurecimento nas regras de reembolso, ampliação da coparticipação e revisão das redes credenciadas. Essas mudanças contribuíram para reduzir o ritmo dos reajustes, ao mesmo tempo em que alteraram a forma de acesso dos usuários aos serviços”, esclarece o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito público e direito de saúde, membro da Comissão de Direito Médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados. 

Ainda para Thayan, o cenário exige atenção redobrada dos consumidores, sobretudo nos contratos coletivos, que não possuem teto de reajuste definido por órgão regulador. “O beneficiário precisa acompanhar de perto as condições do contrato e questionar aumentos que não estejam devidamente justificados. Mesmo nos planos coletivos, há limites legais e critérios técnicos que precisam ser respeitados”, afirma.

Segundo o especialista, práticas como restrição de reembolso e aumento da coparticipação devem ser analisadas com cautela. Ele destaca que mudanças contratuais não podem comprometer o acesso efetivo ao atendimento. “É importante que o consumidor avalie se essas medidas não tornam o plano inviável na prática. Caso haja prejuízo evidente, é possível buscar revisão administrativa ou até judicial”, diz.

Uma orientação importante é que as empresas e usuários mantenham registro de comunicações com as operadoras e solicitem detalhamento dos reajustes aplicados. A transparência, segundo ele, é um direito do consumidor e um instrumento essencial para evitar abusos.

“Apesar da melhora nos resultados financeiros das operadoras após a pandemia, o setor ainda enfrenta desafios, sobretudo entre empresas de menor porte. A expectativa é de que ajustes recentes, inclusive no campo regulatório e jurídico, contribuam para maior previsibilidade nos custos. Para os usuários, no entanto, o momento ainda exige cautela e acompanhamento constante das condições contratuais”, finaliza Thayan.

 

Mãe gasta, mãe deve, mãe investe: conheça 5 perfis financeiros das mães brasileiras

Especialista da Simplic explica que existem cinco perfis financeiros, que indicam como as mulheres lidam com as finanças pessoais e da família

 

No Brasil, um número significativo de domicílios é chefiado por mulheres, que assumiram mais responsabilidades econômicas ao longo dos anos, mas ainda enfrentam desafios para alcançar a equidade no mercado de trabalho. Segundo o IBGE, no último trimestre de 2025, a taxa de desocupação foi de 6,2% para as mulheres, enquanto a dos homens ficou em 4,2%. 


Apesar disso, uma pesquisa da Serasa em parceria com o Opinion Box, divulgada em fevereiro de 2026, revela que 34% das mulheres são as únicas responsáveis por manter a família financeiramente, percentual que sobe para 45% entre as classes D e E. Um agravante é que mais de 11,3 milhões de mulheres no país são mães solo e criam seus filhos sem uma rede de apoio, segundo dados da FGV referentes a 2022.

 

Os números mostram que, ao se tornar mãe, o planejamento financeiro se torna ainda mais essencial. Os gastos com a criação de um filho até a vida adulta podem variar enormemente conforme o padrão de vida da família. Estimativas de consultorias e institutos de pesquisa, como as divulgadas por materiais de planejamento familiar em 2026, apontam que o custo total pode oscilar entre R$ 50 mil e R$ 2 milhões, dependendo da região e das escolhas dos pais.

 

Para manter uma vida material confortável, as mães (e pais!) precisam aprender sobre educação financeira e transmitir esses valores para os filhos desde cedo, bem como entender o próprio perfil de gastos. A seguir, Ana Paula Oliveira, executiva de negócios da Simplic, fintech de crédito pessoal online, explica quais são os cinco perfis mais comuns das mães quando se trata de dinheiro. Confira:

 

Mães com perfil gastador

Mulheres com esse perfil costumam gastar toda a renda mensal disponível. Isso não significa, necessariamente, que elas acumulam dívidas; contudo, dificilmente conseguem fazer sobrar dinheiro. Por serem impulsivas e motivadas pelo prazer imediato que sentem ao comprar, podem deixar de construir uma reserva financeira ou realizar investimentos.

 

“As mães com perfil gastador precisam desenvolver autocontrole, estabelecer um orçamento e desenvolver estratégias para controlar os gastos. É uma maneira de dar o exemplo mais adequado aos filhos e evitar dar início a uma longa cadeia de endividamento familiar”, aconselha Ana.

 

Mães com perfil devedor

Mulheres com esse perfil tendem a ter um longo histórico de dívidas. Como têm dificuldade em controlar os gastos, costumam recorrer a alternativas de crédito desvantajosas, que comprometem ainda mais o equilíbrio financeiro da família.

 

“Para mulheres com perfil devedor, é importante aprender a administrar as dívidas, bem como buscar soluções alternativas para reduzi-las. Uma ideia é substituir ‘dívidas caras’, como as do rotativo do cartão de crédito ou do cheque especial, por ‘dívidas mais baratas’, como um empréstimo pessoal com juros reduzidos”, opina a executiva.

 

Mães com perfil poupador

Mulheres com esse perfil costumam ter mais equilíbrio financeiro, pois além de controlarem os gastos, colocam a segurança financeira em primeiro lugar, mantendo o hábito de guardar dinheiro para emergências. Também planejam o futuro dos filhos, guardando algum montante para despesas com educação.

 

“O único ponto de atenção para mães com perfil poupador está na tendência de adotar uma postura excessivamente cautelosa, o que pode limitar a visão para oportunidades que poderiam fazer o dinheiro render de forma segura. Em alguns casos, essa atitude também leva a renunciar a momentos de lazer, seus e de seus filhos, deixando de curtir o presente”, sugere.

 

Mães com perfil investidor

Mulheres com esse perfil buscam aprender sobre finanças para diversificar seus investimentos e assumem riscos em busca de retornos financeiros mais robustos, especialmente para aumentar o patrimônio. Mas devem tomar cuidado para não perder dinheiro em investimentos de alto risco, colocando a estabilidade financeira da família em xeque.

 

Mães com perfil “desligado”

Mulheres com esse perfil não gastam tudo o que ganham, tampouco têm dívidas; contudo, costumam deixar o dinheiro parado na conta corrente e não estabelecem objetivos financeiros, demonstrando completo desinteresse pelo assunto. O desafio para essas pessoas é desenvolver consciência financeira, educar-se sobre o assunto e aprender a investir.

 

Independente do perfil financeiro de cada mulher, 53% dos pais brasileiros começam a conversar sobre finanças com os filhos antes dos 8 anos de idade, de acordo com uma pesquisa da Serasa e Opinion Box. Além disso, 39% das famílias oferecem mesada às crianças como ferramenta de aprendizado financeiro prático, segundo o mesmo levantamento.

  

Simplic

 

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