Passageiros só poderão embarcar com dois carregadores portáteis, que devem atender limite de capacidade
O transporte de carregadores portáteis, os chamados power banks, a bordo
das aeronaves tem novas regras. Segundo as orientações divulgadas pelas
companhias aéreas, com base nas diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil
(Anac), cada passageiro poderá embarcar com apenas dois carregadores, que não
poderão ser acomodados no compartimento superior da cabine (bin) junto com as
bagagens. O power bank só poderá ser transportado dentro da mochila ou
do item pessoal acomodado embaixo do assento anterior ou nos bolsões. O
despacho dos carregadores junto com a bagagem de porão já era vedado pelas
companhias.
Os carregadores
também não poderão ser abastecidos na entrada USB das aeronaves e devem ter
capacidade máxima de 100 Wh (cerca de 27.000 mAh).
Equipamentos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh dependem de
autorização prévia da companhia. Já os carregadores com capacidade acima de
160 Wh são proibidos.
Para divulgar as
novas regras, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lança nesta
quarta-feira (08), junto com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e
Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma campanha nas redes sociais e
veículos de comunicação. O objetivo é informar os passageiros antes do
embarque. O site www.temregra.com.br reúne todas as orientações sobre o transporte de power
banks nas aeronaves, incluindo uma calculadora que transforma a capacidade
do carregador portátil de mAh (miliampere-hora) para Wh (Watt-hora).
“Carregadores
portáteis ou power banks são seguros quando manuseados e transportados
corretamente. Porém, alguns episódios recentes exigiram o estabelecimento de
diretrizes e procedimentos para evitar eventos deste tipo durante a operação. A
prioridade das empresas é a segurança dos passageiros e da tripulação. Ao
unificarmos os procedimentos para o transporte de carregadores portáteis,
avançamos para evitar situações que comprometam a segurança dos voos e nos
aproximamos ainda mais às melhores práticas internacionais”, afirmou Raul de Souza, diretor de
Segurança e Operações da Abear.
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