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quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Como a nova geração de políticos no Brasil tem conquistado fãs no TikTok

Nos últimos anos, o Brasil assistiu a uma transformação no modo como a política é consumida, discutida e disputada. Se no passado a televisão definia a narrativa eleitoral e os palanques eram o centro das atenções, hoje o palco principal cabe às redes sociais. Entre elas, o TikTok se tornou a arena mais desafiadora e, ao mesmo tempo, mais promissora para políticos em busca de engajamento.

O fenômeno não é apenas sobre conquistar votos. É sobre construir fãs, pessoas que se identificam com a linguagem, os valores e até com o estilo pessoal de quem aparece na tela. Essa nova dinâmica de comunicação está alterando a relação entre sociedade e política.


O poder da política em vídeos curtos

O TikTok é projetado para prender a atenção em segundos. Políticos que desejam se destacar precisam traduzir mensagens complexas em narrativas curtas, visuais e emocionais. Essa adaptação quebra o formato tradicional da política brasileira, baseado em discursos longos, entrevistas formais e programas eleitorais de televisão. Essa mudança traz duas consequências claras:

  • A política se torna mais acessível: Para jovens que não se conectam com palanques e debates, o TikTok cria um canal direto de comunicação.
     
  • A disputa pela atenção se intensifica: O algoritmo favorece quem consegue prender o público rapidamente, obrigando políticos a competirem com influenciadores, artistas e criadores comuns pelo mesmo espaço na tela.

No TikTok, não basta ser candidato. É preciso ser criador de conteúdo. A nova geração de políticos entendeu que precisa se posicionar como influenciador. A lógica é simples: se você quer falar com a Geração Z e com os Millennials, precisa falar a língua deles. Isso não elimina a seriedade da política, mas exige embalar a mensagem em formatos que gerem identificação.

O grande diferencial do TikTok é o senso de comunidade. Jovens não seguem políticos apenas por convicções ideológicas, mas por identificação emocional. O estilo de falar, a autenticidade e até o humor contam mais do que jargões políticos. Esse fenômeno está alinhado com o conceito de infotenimento: misturar informação com entretenimento.

Um dos maiores erros de políticos ao ingressar no TikTok é tentar forçar uma linguagem digital que não dominam. Os jovens percebem rapidamente a artificialidade. O que gera conexão é a autenticidade, como afirma Ricardo Dalbosco, especialista em comunicação multigeracional.

Embora o TikTok abra espaço para engajamento, ele também traz riscos, como:

  1. Superficialidade: transformar debates complexos em vídeos de 30 segundos pode banalizar pautas sérias.
     
  2. Polarização acelerada: algoritmos que priorizam conteúdo de impacto podem intensificar discursos extremistas.
     
  3. Dependência de performance: políticos podem priorizar entretenimento em vez de substância, criando figuras midiáticas, mas pouco preparadas. 

O fenômeno dos políticos no TikTok também é uma lição para líderes empresariais e marcas pessoais. A dinâmica é a mesma: atenção é escassa, autenticidade vale mais que formalidade e proximidade é construída por meio da narrativa visual. Políticos que entendem essa lógica se tornam cases de branding pessoal, comparáveis a grandes marcas.

A nova geração de políticos no Brasil entendeu que a política não acontece apenas nas urnas, mas nas telas. O TikTok transformou candidatos em influenciadores e eleitores em fãs. O desafio, daqui para frente, será equilibrar entretenimento e conteúdo, para que a política não se reduza a espetáculo vazio. Quem dominar essa arte estará um passo à frente, não apenas conquistando votos, mas moldando a forma como uma geração inteira enxerga o poder. 



Ricardo Dalbosco, PhD. - Palestrante referência em Comunicação Multigeracional e o Futuro do Trabalho, sendo estrategista de marca pessoal, referência nacional e com experiência em projetar marcas pessoais de profissionais de sucesso de quatro continentes, além de marcas corporativas. É Doutor com foco em influência digital, escritor Best-Seller, conselheiro de empresas, vencedor de prêmios, além de colunista e consultado por diversas mídias de renome nacional. É o maior formador de LinkedIn Top Voices e Creators no Brasil, trabalhou em diversos lugares pelo mundo e é considerado o profissional de confiança de vários executivos, empresários e board members no país.
Site: Link
contato@ricardodalbosco.com
LinkedIn: Link
www.instagram.com/ricardo.dalbosco



O futuro dos benefícios corporativos: o que realmente atrai talentos para uma empresa

Mais do que vale-alimentação ou plano de saúde, profissionais querem flexibilidade, pertencimento e propostas alinhadas aos seus valores; tecnologia pode ser a chave para personalizar a oferta de benefícios

 

Os pacotes de benefícios deixaram de ser um complemento do salário para se tornarem um dos principais fatores de atração e retenção de talentos. Com o avanço do trabalho híbrido, a mudança na percepção de carreira e a chegada de novas gerações ao mercado, o conceito de “bom benefício” passou a exigir flexibilidade, escuta ativa e conexão com os valores individuais. E nesse cenário, o papel do RH evolui: entender necessidades deixou de ser intuição e passou a ser análise de dados.

O que antes servia para todos, hoje só faz sentido se servir para cada um. Os benefícios precisam falar com a vida real das pessoas — não com uma planilha genérica.”, afirma Tiago Santos, vice-presidente de Comunidade e Crescimento da Sesame HR, HR Tech especializada em gestão estratégica de pessoas.

Embora a Sesame não atue diretamente com a gestão de carteiras de benefícios, sua plataforma apoia decisões mais humanas ao integrar dados como clima organizacional, engajamento, feedbacks e jornada do colaborador. “Quando o RH analisa dados de verdade, começa a enxergar mais do que números — vê comportamentos, necessidades e pontos de ruptura antes que virem problema”, explica o executivo.


O futuro dos benefícios: dados, contexto e propósito

Para Tiago, os benefícios do futuro orbitam quatro grandes eixos: flexibilidade, bem-estar integral, personalização e propósito. Mas para colocar esses conceitos em prática, não basta ampliar a oferta — é preciso entender o que faz sentido para cada grupo de colaboradores, em cada momento da jornada.

Levantamentos da Willis Towers Watson mostram que 78% dos profissionais brasileiros valorizam empresas que oferecem benefícios flexíveis, enquanto 61% preferem aquelas que alinham seus pacotes à saúde emocional, qualidade de vida e inclusão. A tendência é clara: o modelo “um tamanho serve para todos” está com os dias contados.

“Hoje, uma pessoa pode precisar de apoio com educação infantil; amanhã, com capacitação técnica; no mês seguinte, com acolhimento emocional. O RH precisa enxergar esse dinamismo com base em dados e não em suposições”, reforça Tiago.

Nesse contexto, plataformas de RH estratégicas como a Sesame ajudam a capturar sinais importantes — seja pela variação no uso de recursos, pelos padrões de frequência e engajamento, ou pelas respostas em pesquisas de clima e check-ins individuais. Ainda que a decisão final sobre os benefícios pertença à empresa, esse mapeamento embasa políticas mais sensíveis e representativas.
 

Benefícios como espelho da cultura

Mais do que atender necessidades práticas, os benefícios dizem muito sobre a cultura da organização. Licença parental estendida, apoio à educação, acesso à terapia, benefícios inclusivos e alinhamento com questões de diversidade são cada vez mais valorizados pelos talentos do mercado. 

Segundo um estudo do LinkedIn Talent Solutions, 70% dos profissionais consideram deixar uma vaga quando percebem que os benefícios oferecidos não refletem seus valores ou estilo de vida. Para o RH, isso significa que benefício também é branding — e pode ser um diferencial competitivo. 

“A competitividade não está mais no valor do vale-refeição, mas na capacidade de entender quem são as pessoas que você quer manter por perto. O benefício deixou de ser moeda de troca e virou ferramenta de cultura. Ele sinaliza conexão, cuidado e pertencimento”, conclui Tiago.

 

Esperança em queda: pesquisa nacional revela diminuição de motivação entre professores brasileiros

Levantamento da OPEE Educação mostra que o índice de educadores confiantes no futuro da educação caiu de 2024 para 2025, enquanto cresce a demanda por saúde mental para que a esperança continue sendo motor de transformação 

 

Em pleno mês em que se comemora o Dia do Professor, uma nova edição do Estudo OPEE Educação convida à reflexão sobre os desafios e as conquistas de quem está à frente da educação. O levantamento ouviu 1.763 educadores de escolas públicas e privadas de todas as regiões do país. Os números revelam que a esperança dos docentes em relação ao futuro da educação passou de 58,59% em 2024 para 45,21% em 2025. Embora o índice de profissionais que se declaram pouco esperançosos ou pessimistas tenha subido de 2,84% para 10,27%, a pesquisa mostra que a maioria segue confiante na força da escola como motor de transformação social. 

 

O estudo realizado pela OPEE, em parceria com a Mercare! Educação, reforça um ponto central: cuidar de quem cuida é essencial para garantir o futuro da educação. Mais do que alertar, os dados abrem caminhos para ações de apoio e valorização do professor, especialmente no momento em que o país reconhece a importância desses profissionais.  

 

Em sua 4ª edição, o estudo traz análises e desperta reflexões que orientam gestores e comunidade escolar, fortalecendo a profissão. “Dar voz a quem vive a escola diariamente é essencial. Só ouvindo o professor poderemos agir de forma efetiva, desenhando caminhos que garantam não apenas a aprendizagem dos alunos, mas também o bem-estar de quem ensina”, reforça Silvana Pepe, diretora-geral da OPEE Educação. 

 

O levantamento contou com respondentes de todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste, que representou 52,6% das respostas. O perfil dos participantes reforça a experiência e o compromisso de quem faz a educação acontecer: 88,03% são mulheres, 63,18% têm entre 35 e 54 anos e 40,16% atuam há mais de 21 anos na área, evidenciando uma trajetória sólida e de longo vínculo com a escola. 

 

Quanto às funções, a diversidade é clara: 27,91% são professores polivalentes, 20,48% especialistas e 19,29% coordenadores pedagógicos, demonstrando que a educação é sustentada por profissionais que, em diferentes frentes, mantêm viva a missão de ensinar e inspirar. 


 

Motivação em foco: propósito persiste, mas sinais de desgaste pedem atenção 

 

Com um olhar atento para a realidade das escolas, o levantamento traça um panorama que mistura resistência e alerta. O compromisso dos educadores com a transformação social permanece firme, mas a redução na motivação e a pressão cotidiana pedem maior apoio da sociedade e dos gestores públicos.  

 

Os dados mostram que, mesmo diante de desafios crescentes, o propósito continua sendo a grande força que move os professores. Embora tenha havido uma queda de 2024 para 2025, 44,81% afirmam que seguem na profissão pelo impacto que geram no mundo – no ano passado, este número era de 51,85%. Ainda assim, a motivação apresenta sinais de desgaste: apenas 7,8% dos participantes dizem sentir-se totalmente motivados. Em paralelo, subiu de 3,17% para 6,18% o índice dos que veem a docência principalmente como meio de sustento, evidenciando mudanças nas expectativas e na forma de encarar a carreira. 

 

Para Leo Fraiman, psicoterapeuta, palestrante internacional, escritor e autor da metodologia OPEE, o recado é claro: “Os professores brasileiros continuam acreditando no poder transformador da educação, mas os dados deixam evidente um pedido de ajuda. A queda na motivação e o aumento do pessimismo não significam que os educadores desistiram, mas que eles precisam de apoio real, de condições de trabalho mais justas e de políticas que reconheçam sua importância. A educação precisa ser construída com os educadores e não apenas para eles. Este estudo pode servir como ponte entre escuta qualificada, devolutiva concreta e valorização da experiência de quem faz a escola acontecer”, afirma. 

 

Apesar do cenário desafiador, a esperança segue como elemento central na vida profissional dos educadores brasileiros. Para muitos, ter esperança significa acreditar no poder de transformação social e pessoal da educação, trabalhar para construir um futuro melhor para os alunos e para a sociedade, valorizar princípios humanos como justiça, empatia, solidariedade e respeito e manter a escola como um espaço de acolhimento e oportunidades. O que sustenta esse sentimento, segundo a pesquisa, são principalmente os resultados positivos alcançados com os alunos (49,57%), o apoio da equipe gestora e dos colegas (39,93%), a fé ou espiritualidade pessoal (35,45%) e a formação continuada (35%). 

 

Para Fraiman, esse equilíbrio revela a dimensão emocional e profissional da docência. “É significativo que fé e formação continuada apareçam lado a lado, isso mostra que o professor precisa tanto de alimento para o coração quanto de desenvolvimento para a mente. O caminho é oferecer ambos: suporte emocional e oportunidades de crescimento profissional”. Essa combinação de propósito, apoio institucional e fortalecimento emocional conecta-se diretamente aos desafios de motivação e saúde mental apontados pelo estudo, reforçando que cuidar de quem ensina é condição indispensável para que a esperança continue sendo motor de transformação. 


 

Valorização e saúde mental como pilares da educação 

 

Quando convidados a apontar medidas para fortalecer a esperança e seguir acreditando no futuro da educação, os professores foram enfáticos com a questão de melhor remuneração (66,93%), apoio efetivo à saúde mental (62,28%), maior envolvimento das famílias e da comunidade (40,05%) e oportunidades de formação continuada (38,85%). Para Silvana, esses números representam um chamado direto para governos, escolas e sociedade. 

 

“Os dados falam por si: sem valorização financeira e sem suporte psicológico, não haverá futuro para a educação. Precisamos de políticas públicas e de ações institucionais que cuidem do professor como ser humano integral, com corpo, mente e propósito. Valorizar o docente é garantir a sustentabilidade de todo o sistema educacional”, defende. 

 

Cinco anos após a pandemia de Covid-19, os efeitos sobre a saúde mental dos educadores continuam profundos e visíveis no cotidiano escolar. Se, no início, a prioridade compreensivelmente foi dar suporte aos alunos, hoje os professores sentem o peso de terem sido deixados em segundo plano. A sobrecarga emocional, a falta de acolhimento e as condições de trabalho desafiadoras se refletem em índices crescentes de burnout, ansiedade e exaustão. 

 

A diretora reforça que não é possível ignorar o impacto desse abandono. “No pós-pandemia, o foco foi o estudante. Mas, ao longo desses cinco anos, os educadores foram sobrecarregados e pouco acolhidos, o que hoje se traduz em altos índices de burnout, ansiedade e exaustão emocional. Precisamos lembrar que, para garantir o aprendizado dos alunos, é fundamental garantir também a saúde mental de quem ensina. Cuidar de quem cuida é um investimento no futuro da educação”. 

 

Essa combinação de valorização financeira, suporte psicológico e políticas de formação aparece, no estudo, como caminho essencial para que a esperança dos professores não apenas resista, mas volte a crescer.  


OPEE Educação trabalha com projetos educacionais que abrangem toda a Educação Básica, Organizações Não-Governamentais e ambientes corporativos. O foco principal da instituição é contribuir para a construção de projetos de vida sustentáveis e colaborativos e da atitude empreendedora por meio de três linhas de atuação: Metodologia OPEE, formada por coleções de livros que vão desde a Educação Infantil até o Ensino Médio; Educa OPEE, com foco em cursos EAD para democratizar o processo de aprendizagem; e Escola Para Pais, com conteúdos digitais que visam orientar e trazer reflexões para as famílias no que se refere à educação de crianças e adolescentes.   



Tecnologia já agiliza quase metade das liberações de veículos recolhidos

Em apenas uma semana, Liberação Instantânea de Veículos (LIVE), lançada em junho pelo Detran-SP, permitiu a retomada de 1.097 carros ou motos em alguns minutos

 

Mais de mil veículos apreendidos por infração de trânsito foram liberados em poucos minutos por seus proprietários na semana de 28 de setembro a 4 de outubro, por meio da LIVE - Liberação Instantânea de Veículos -, serviço lançado em junho pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP). Esse número corresponde a 47% de todas as liberações realizadas no período, que somam o total de 2.335 veículos.

 

Desenvolvida com base na hiperautomação – integração de tecnologias que dispensa a ação humana – a ferramenta permite a liberação imediata de veículos por meio do portal do Detran-SP. Para utilizá-la, é necessário ter uma conta GOV.BR com selo prata ou ouro e, após o login, selecionar o veículo apreendido que se deseja liberar.

 

Na sequência, o usuário tem acesso a uma tela com informações do veículo: 

 

-Localização do pátio onde está recolhido 

-Valor da taxa de liberação 

-Eventuais multas pendentes de pagamento 

 

As multas e a taxa de liberação, fixada em R$ 20,06, podem ser quitadas via pix, com QR Code ou chave gerada pelo próprio sistema. Com o serviço, o cidadão sabe exatamente o valor que deve ser pago, evitando cobranças indevidas. Os valores referentes ao pátio também são detalhados no ofício de liberação, conferindo maior transparência ao processo. 

 

O rastreamento de débitos e restrições é possível pela integração da LIVE com diversas bases governamentais, como a da Receita Federal, a da plataforma GOV.BR e a do Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf). 

 

A Live foi desenvolvida pelo Detran-SP com o apoio da Prodesp, empresa de tecnologia do governo do Estado, para modernizar processos e oferecer serviços mais ágeis e digitais ao cidadão.



Mais de 93 mil internações por doenças relacionadas à falta de saneamento ocorreram no Nordeste

As internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI) geraram despesas de mais de R$ 42,7 milhões para a região

 

Em 2024, a região Nordeste registrou mais de 93 mil internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), representando 27,2% do total nacional. Entre os estados com os maiores casos, o Maranhão lidera com 32,1 mil internações, seguido pela Bahia com 24,2 mil casos, Ceará com 12,2 mil e Pernambuco com 8,2 mil. Essas informações estão presentes no estudo do Instituto Trata Brasil divulgado neste mês de março. 

Esse cenário se justifica pela precariedade da infraestrutura básica na região, como evidenciam dados do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento Básico (SNIS) de 2022. Mais de 13 milhões de habitantes no Nordeste não têm acesso à água potável, e quase 38 milhões vivem sem coleta de esgoto. Diariamente, um volume equivalente a quase 1,4 mil piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento é despejado no meio ambiente da região, agravando os riscos à saúde pública e ao ecossistema. 

O estudo do Trata Brasil revela que 77% das internações no Nordeste são causadas por doenças de transmissão feco-oral, evidenciando que a maioria dos casos poderia ser evitada com medidas básicas de saneamento. As doenças de transmissão feco-oral resultaram em 72,2 mil internações, enquanto as doenças transmitidas por inseto vetor foram responsáveis por 19,7 mil casos. 

Além do impacto na saúde da população, essas hospitalizações geram uma sobrecarga significativa no Sistema Único de Saúde (SUS) e custos substanciais. Em 2024, o Nordeste teve despesas de mais de R$ 42,7 milhões com internações relacionadas à falta de saneamento. Desse total, 73,2% (R$ 31,258 milhões) foram gastos com internações por doenças de transmissão feco-oral. 

Para mudar esse panorama, a universalização do saneamento deve ocorrer em um ritmo muito mais acelerado do que o atual, visando melhorar a expectativa e qualidade de vida das populações mais vulneráveis. A redução das internações por DRSAI aliviaria o sistema de saúde, permitindo que recursos fossem redirecionados para outras áreas. Além disso, melhorias no saneamento básico têm impactos positivos na educação, na produtividade e na qualidade de vida geral da população.


Como ter a melhor conversa com a inteligência artificial


Você não precisa dar Bom dia! para o Chat GPT ou para o Google Gemini. Entretanto, precisa saber como começar uma conversa com essas ferramentas ou modelos de inteligência artificial (IA) generativa para receber boas respostas. 

 

Quero falar um pouco sobre prompts para quem está começando a utilizar ferramentas e modelos de IA no trabalho, nos estudos ou no dia a dia, falando tanto da criação de conteúdo, como de tarefas com aplicativos e softwares. 

 

Um prompt pode ser uma pergunta, um comando ou um pedido, ou seja, ele é o ponto de partida da sua conversa com a IA. E quanto melhor for o seu prompt, quanto mais claro, específico e contextualizado, maior será a chance de você receber exatamente o que precisa.

 

E mais: a IA generativa pode funcionar como o seu “desbloqueio” criativo, apontando alguns caminhos que você pode desenvolver posteriormente.

 

Então, evite dizer apenas “Escreva um e-mail para o meu chefe” ou “Traga um texto sobre marketing digital".

 

Seja mais específico e detalhado no seu pedido, apresente o contexto, estabeleça o formato (um texto, uma lista, um e-mail), peça um tom para o texto (formal, criativo, técnico) e indique para quem será aquele conteúdo (alunos, clientes, etc.).

 

Dois exemplos: “Escreva um texto para o meu blog com cerca de 800 palavras sobre as três melhores estratégias de marketing digital para pequenas empresas, usando um tom otimista e informal".

 

E “Escreva um e-mail gentil de dois parágrafos para nossos clientes lembrando que o prazo para confirmar a presença no nosso evento termina nesta sexta-feira".

 

Para criar conteúdos um pouco mais complexos, você pode pedir para a IA resumir dados de artigos científicos ou notícias recentes, para que você consiga construir o seu texto com maior embasamento. Por exemplo, “faça um resumo das principais questões discutidas na COP 29 e que ainda devem ser debatidas na COP 30 em Belém; liste também os países que já confirmaram sua presença no encontro deste ano". 

 

E não pare na primeira tentativa. A chave para bons resultados é testar variações de prompts e comparar as respostas, às vezes, combinando os diversos retornos da IA.

 

Gosto de lembrar que a IA é um excelente apoio, mas não um atalho. Pesquisas e respostas elaboradas pela ferramenta serão ótimas para você construir o seu próprio conteúdo, carregado de fontes e informações, que devem ser sempre verificadas e checadas. 

 

Para tarefas do trabalho que consomem muito tempo, como conferência de planilhas e tabelas, triagem de dados, otimizar estoque, etc., você pode compartilhar os arquivos com a ferramenta de IA e criar prompts pedindo para otimizar ou automatizar certas ações, indicando o que você busca como resultado final. O importante é sempre testar e refinar os resultados. 

 

Além disso, tenha em mente as boas práticas do seu trabalho e a segurança dos dados. Se for preciso, consulte as diretrizes da sua organização. Nunca insira informações sensíveis, como dados pessoais ou identificáveis, contratos e senhas, em ferramentas públicas de IA. O ideal é utilizar versões corporativas e com controle de privacidade. 

 

Henrique Calandra - fundador do WallJobs, empresa de tecnologia brasileira que oferece soluções automatizadas para contratos de estágio, autor do livro “Inteligência Artificial Generativa para Iniciantes", colunista da ABStartups e palestrante de grandes ecossistemas como InovaBRA e Distrito.



Gazit Brasil promove campanha Outubro Rosa com arrecadação solidária e eventos esportivos em seus shoppings

Walking Tour #APaulistaÉTop, Top Center Shopping.
 Divulgação

Iniciativa une arrecadação solidária e eventos esportivos em seis shoppings da Gazit Brasil para apoiar o Instituto Amor Rosa durante o mês de conscientização do câncer de mama


Durante todo o mês de outubro, os shoppings administrados pela Gazit Brasil se unem em uma ação nacional de conscientização e solidariedade no combate ao câncer de mama. A campanha “Outubro Rosa: Juntos em movimento pela vida” terá dois eixos principais: a arrecadação de itens de higiene e a realização de eventos esportivos com caráter solidário. 

Caixas coletoras estarão instaladas de 1º a 31 de outubro em todos os empreendimentos da companhia – Internacional Shopping, Mais Shopping, Morumbi Town Shopping, Prado Boulevard, Top Center Shopping e Shopping Light – além do escritório da holding, na Vila Olímpia. Serão arrecadados sabonetes, pastas de dente e papéis higiênicos, destinados ao Instituto Amor Rosa, ONG associada à FEMAMA (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama). 

Além da arrecadação contínua, a Gazit Brasil promoverá eventos esportivos e de bem-estar, reforçando a importância do movimento e da prevenção:
 

Top Center Shopping (Av. Paulista) 

  • Bike Tour – 19/10, em quatro horários: 9h, 10h30, 12h e 13h30
    Passeio de bike pela Avenida Paulista.
    Ponto de encontro: entrada principal do shopping.
    Gratuito, mediante doação de item de higiene pessoal.
     
  • Walking Tour “#APaulistaéTop – 19/10, às 9h45
    Roteiro cultural especial Outubro Rosa, com saída da Casa das Rosas (Av. Paulista, 37 – Bela Vista).
    Retirada de cupons pelo app do shopping e doação de item de higiene pessoal.

 


Morumbi Town Shopping
 

  • 18/10 – Programação gratuita com inscrições via app do shopping:
    • Aulão de Alongamento com a Bio Ritmo – 14h
      Aulão em parceria com a Bio Ritmo, na varanda do 2º piso + palestra rápida de conscientização com o Instituto Amor Rosa.
       
    • Yoga na Varanda – 16h
      O evento também acontece no 2º piso, com todos vestidos de rosa + palestra do Instituto Amor Rosa.

      Durante toda a programação, o Salão Adriano Sales estará presente realizando cortes de cabelo em voluntários para doação à ONG Rapunzel Solidária.

Yoga na Varanda, Morumbi Town Shopping.
 Divulgação

 

  • Desafio Vertical Rosa – 19/10 (evento pago, R$ 29,90, inscrições via Sympla)
    Prova de subida pelas rampas do shopping, com concentração às 7h e largada às 8h no G7. Todos os inscritos recebem uma medalha rosa.
     
Desafio Vertical, Morumbi Town Shopping.
Divulgação

 

Prado Boulevard (Campinas)

  • Zumba Rosa – 18/10, das 10h às 12h
    Aula especial de zumba em parceria com a SmartFit. Não é necessário inscrição, basta chegar e participar.
     

Em todos os eventos, os participantes são incentivados a contribuir com doações de itens de higiene. Para reforçar a mobilização, o Shopping Light estará iluminado de rosa durante todo o mês de outubro, tornando-se um símbolo da campanha no centro da cidade de São Paulo. “O Outubro Rosa é um convite ao cuidado coletivo. Na Gazit Brasil, acreditamos que quando a comunidade se movimenta unida, transformamos conscientização em ação: cada passo, cada doação e cada gesto de cuidado fazem a diferença na vida de muitas pessoas”, afirma Rhuann Destro, gerente corporativo de comunicação e marketing da Gazit Brasil. 

A presidente do Instituto Amor Rosa, Ana Maria Obranovich Rosa, reforça a importância da parceria: “Campanhas como esta são essenciais para ampliar o alcance da prevenção e do cuidado com a saúde da mulher, ao mesmo tempo em que nos ajudam a manter nossas ações sociais. Ter o apoio dos shoppings da Gazit Brasil significa chegar a milhares de famílias em diferentes regiões do país.”
 

Serviço 

Como participar
Campanha de arrecadação: de 1º a 31 de outubro de 2025.
Onde doar: Internacional Shopping, Mais Shopping, Morumbi Town Shopping, Prado Boulevard, Top Center Shopping, Shopping Light e escritório da Gazit Brasil (Vila Olímpia)
O que doar: sabonete, pasta de dente e papel higiênico.


Terceira semana de shutdown: o que mudou na imigração dos Estados Unidos

Paralisação causa atrasos em vistos e certificações trabalhistas; especialistas recomendam atenção, planejamento e documentação em dia. 

 

O governo dos Estados Unidos entrou na terceira semana de shutdown, após a falta de acordo entre democratas e republicanos no Congresso sobre a aprovação do orçamento federal. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), aproximadamente 750 mil a 900 mil funcionários públicos foram temporariamente afastados de suas funções. 

Atividades consideradas essenciais, como segurança nacional, saúde, defesa e controle de fronteiras, permanecem em operação. No entanto, outros serviços foram afetados, o que levanta dúvidas sobre os impactos para quem vive, trabalha ou pretende imigrar para os EUA. 

Para o especialista em imigração e direito internacional Bruno Lossio (@brunolossio.adv), o cenário exige atenção, mas não deve gerar pânico entre os imigrantes ou candidatos a visto. “A situação da imigração, inevitavelmente, sofrerá impactos. Embora o USCIS, órgão que se autofinancia através das taxas dos serviços prestados, funcione de forma independente, a dinâmica imigratória poderá apresentar lentidão em alguns processos. Acreditamos que, na prática, os serviços essenciais, como os prestados pelo ICE e pelo CBP, serão preservados, como ocorreu em situações anteriores no governo americano”, explica. 

O ICE (Immigration and Customs Enforcement) é a Agência de Imigração e Alfândega dos EUA, responsável pela fiscalização imigratória interna e deportações. Já o CBP (Customs and Border Protection) é a Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras, encarregada de controlar a entrada e saída de pessoas e mercadorias em portos, aeroportos e fronteiras terrestres. 

O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) continua operando, pois é majoritariamente financiado pelas taxas pagas pelos solicitantes, e não pelo orçamento federal. Isso lhe confere uma vantagem significativa em momentos de paralisação. Ainda assim, o órgão pode registrar atrasos pontuais devido à interrupção de serviços complementares em outras agências ou à redistribuição de pessoal interno. 

Por outro lado, o Departamento do Trabalho (DOL) suspendeu temporariamente as funções relacionadas à imigração, incluindo o processamento de pedidos de Prevailing Wage, certificações PERM e Labor Condition Applications (LCA). Esses procedimentos são exigidos em vistos de trabalho e em processos de residência permanente baseados em emprego, como o H-1B e o EB-3, e estão paralisados desde o início do shutdown. O sistema eletrônico FLAG, usado para essas solicitações, também foi desativado até que o orçamento seja aprovado.

 O sistema E-Verify, usado por empregadores americanos para confirmar a elegibilidade de estrangeiros ao trabalho, foi igualmente suspenso. Nesse período, empregadores devem continuar preenchendo o formulário I-9, mas terão de atualizar o E-Verify assim que o sistema for reativado. “Essas interrupções criam um efeito dominó. Mesmo que o USCIS funcione, muitos processos dependem de certificações do Departamento do Trabalho. Então, pedidos que estavam em fase de análise podem atrasar semanas ou até meses”, afirma Lossio. 

O especialista reforça que o funcionamento do USCIS garante uma certa estabilidade ao sistema imigratório, mas ressalta que o planejamento é essencial para quem pretende iniciar ou dar continuidade a um processo migratório. “É importante manter todos os documentos atualizados, acompanhar comunicados oficiais e considerar a possibilidade de atrasos antes de marcar viagens, entrevistas ou prazos profissionais que dependam do status imigratório”, orienta. 

Segundo Lossio, os serviços consulares, como a emissão de vistos de turismo (B-1/B-2) e de estudante (F-1, J-1), continuam operando, pois também são financiados pelas taxas pagas pelos solicitantes. No entanto, mesmo esses serviços podem enfrentar atrasos e reagendamentos, especialmente se o shutdown se prolongar ou se houver limitação de pessoal. 

Em contrapartida, os processos conduzidos pelo USCIS dentro dos Estados Unidos, como pedidos de ajuste de status e autorizações de trabalho (EADs), tendem a seguir normalmente, embora possam sofrer impactos indiretos caso dependam de verificações externas de outras agências federais. 

Em comunicado, o ICE afirmou que “nenhuma mudança ocorrerá nas políticas de fronteira” e classificou como falsas as alegações de que o shutdown facilitaria a entrada de imigrantes ilegais nos Estados Unidos.

 

O que muda na prática

 Durante o shutdown, o funcionamento do sistema imigratório norte-americano varia conforme o tipo de serviço:

 * USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração): segue operando, financiado pelas taxas de solicitação, mas pode registrar lentidão pontual.

* Departamento do Trabalho (DOL): paralisado — sem emissão de certificações laborais, Prevailing Wage, PERM e LCA.

* E-Verify: desativado temporariamente, sem previsão de retorno.

* ICE (Imigração e Alfândega) e CBP (Proteção de Fronteiras): continuam em plena atividade, consideradas funções essenciais de segurança nacional.

* Consulados e serviços de visto: seguem funcionando, mas podem enfrentar atrasos e reagendamentos dependendo da duração da paralisação.

 

 

Bruno Lossio - advogado licenciado no Brasil, especialista em Direito Internacional e Imigratório e portador de Green Card. É sócio de três escritórios de advocacia, dois deles sediados nos Estados Unidos: a Premium Global Mobility Partner, referência em planejamento imigratório, e a SLS Legal Advisory, com sede em Washington, D.C. Também é sócio do LSF Advogados Associados, no Rio de Janeiro, Brasil. Além disso, coordena o Centro de Estudos e Atualizações em Direito Internacional do Instituto Nêmesis, onde contribui para formar uma nova geração de advogados preparados para atuar além das fronteiras.

 

A aposentadoria do professor e os desafios após a Reforma da Previdência

Neste 15 de outubro, Dia dos Professores, é impossível não refletir sobre o valor social de quem transforma conhecimento em futuro. Tenho esposa, irmã e sogra professoras e convivo de perto com o amor, o cansaço e a resiliência que marcam essa profissão. Mas, infelizmente, o reconhecimento não chega quando o assunto é aposentadoria. 

Antes da Reforma da Previdência, de 2019, os professores tinham direito a se aposentar mais cedo, em razão do desgaste físico e mental da carreira. Bastava comprovar 25 anos de contribuição (mulheres) ou 30 anos (homens), sem exigência de idade mínima. A reforma, porém, impôs uma nova realidade: criou idade mínima, regras de transição e cálculos mais rígidos, tornando o processo mais longo e burocrático.

 

Hoje, existem quatro regras principais de transição: 

A primeira é a regra dos pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Em 2025, são exigidos 97 pontos para homens e 87 para mulheres. Essa pontuação aumenta um ponto por ano até atingir 100 pontos para os professores (em 2028) e 92 pontos para as professoras (em 2030). 

A segunda é a idade mínima progressiva. Em 2025, as professoras precisam ter 54 anos de idade e 25 anos de contribuição; os professores, 59 anos de idade e 30 anos de contribuição. A idade mínima sobe seis meses a cada ano.

 A terceira é o pedágio de 100%, que exige que o professor trabalhe o dobro do tempo que faltava, em 2019, para atingir o tempo mínimo de contribuição. 

A quarta é o pedágio de 50%, aplicável a quem estava a no máximo dois anos de se aposentar em 13 de novembro de 2019. Nesse caso, é preciso trabalhar o tempo que faltava, acrescido de 50%. Essa regra, vale destacar, não é exclusiva dos professores. 

Já a regra permanente, válida para quem ingressou após a reforma, fixa 25 anos de contribuição e idade mínima de 60 anos para homens e 57 para mulheres.

 O tempo de contribuição é o mesmo para ambos os sexos — 25 anos de atividade exercida exclusivamente em funções de magistério na educação básica, ou seja, em estabelecimentos de educação infantil, ensino fundamental ou médio. Além disso, é preciso cumprir a carência mínima de 180 meses de contribuição. 

Embora chamadas de “diferenciadas”, essas normas acabaram desconsiderando as peculiaridades do magistério. O legislador ignorou que o professor não lida apenas com livros e provas, mas com turmas lotadas, jornadas extenuantes e, muitas vezes, violência psicológica e emocional. Em meu escritório, é cada vez mais comum atender professores que buscam aposentadoria por incapacidade permanente em razão de depressão ou síndrome de burnout — um retrato doloroso da sobrecarga que a profissão carrega.

O benefício especial para professores também se aplica a quem exerce funções de direção, coordenação ou assessoramento pedagógico, desde que na educação básica. Já os professores universitários não foram incluídos, o que reforça a falta de uniformidade e sensibilidade da legislação atual. 

A Reforma da Previdência de 2019 foi vendida como necessária para o equilíbrio das contas públicas, mas acabou impondo ao magistério um fardo desproporcional. Criar idade mínima para quem convive diariamente com tanto estresse e tantas demandas é ignorar a realidade da sala de aula. 

A aposentadoria do professor deveria simbolizar respeito e reconhecimento, não obstáculos. É preciso reavaliar as regras que afastaram essa categoria do merecido descanso — e lembrar que investir em quem ensina é investir no próprio país. 

Porque, mesmo diante de tantos desafios, os professores continuam nos ensinando o verdadeiro significado de resistência.

 

João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados


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