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terça-feira, 15 de julho de 2025

Itália atrai milionários com regime fiscal favorável e brasileiros estão entre os principais interessados

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Com flat tax de 200 mil euros anuais e alta qualidade de vida, país europeu supera Suíça e Mônaco como destino de grandes fortunas; cidadania italiana se torna porta de entrada estratégica para brasileiros

 

Em meio à instabilidade fiscal no Brasil e ao avanço de medidas protecionistas nos Estados Unidos, um movimento silencioso, porém expressivo, vem ganhando força na Europa: a migração de milionários para a Itália. O país está se consolidando como novo polo global para indivíduos de alta renda em busca de previsibilidade tributária, segurança patrimonial e qualidade de vida. 

Segundo levantamento publicado pelo jornal italiano Il Sole 24 Ore e confirmado pela Forbes Itália, a expectativa é de que mais de 3.600 milionários transfiram sua residência fiscal para a Itália em 2025 — número que supera destinos tradicionais como Suíça (3.000) e Mônaco (200). Estima-se que esse movimento injete aproximadamente 21 bilhões de dólares na economia italiana. 

O grande atrativo é o regime conhecido como flat tax, que permite a estrangeiros ou expatriados pagarem uma taxa fixa de 200 mil euros anuais sobre todos os rendimentos obtidos no exterior, independentemente do valor. “Para quem enfrenta alta carga tributária no Brasil ou incertezas nos Estados Unidos, essa previsibilidade é mais do que atrativa. É uma alternativa que se transforma rapidamente em escolha principal”, destaca Welliton Girotto, CEO da Master Cidadania, empresa especializada em processos de cidadania italiana, sediada em Lissone, na Lombardia.
 

Mais do que impostos, uma mudança de vida

Para além das vantagens fiscais, a Itália oferece um estilo de vida europeu com benefícios típicos de economias emergentes: patrimônio cultural incomparável, gastronomia de excelência, paisagens naturais, segurança e oportunidades imobiliárias de alto padrão. “A combinação entre incentivos econômicos e qualidade de vida tem sido determinante para famílias brasileiras de alta renda decidirem investir e morar na Itália”, completa Girotto. 

Nesse cenário, a cidadania italiana surge como diferencial estratégico. Ela permite aos descendentes de italianos não apenas a mudança legal e definitiva para o país, mas também acesso a benefícios comunitários e à abertura de negócios e sucessão patrimonial com respaldo jurídico. 

A Master Cidadania tem atuado como parceira nesse processo, auxiliando brasileiros em todas as etapas, desde a validação documental até a abertura de empresas e reorganização fiscal e familiar. “Nossos clientes não estão apenas fugindo do Brasil. Eles estão construindo algo novo, com legitimidade, segurança jurídica e estrutura de apoio real na Itália”, reforça o CEO.


Viagens aos EUA ficarão mais caras: nova taxa de US$ 250 eleva custo do visto e exige atenção de empresas com viagens internacionais

Nova cobrança começa em outubro de 2025 e impacta profissionais e corporações com fluxo recorrente de viagens aos Estados Unidos; antecipar a renovação pode evitar gastos extras 

 

Empresas com operações nos Estados Unidos e profissionais que realizam viagens frequentes ao país devem se preparar para mudanças relevantes no processo de solicitação de vistos. A partir de outubro de 2025, entra em vigor uma nova taxa adicional de US$ 250, aprovada pelo governo norte-americano, que elevará o custo do visto B1/B2 (negócios e turismo) para US$ 435 — mais de R$ 2.400 na cotação atual.

A medida, sancionada dentro de um pacote fiscal, deve impactar diretamente empresas brasileiras com fluxo regular de viagens internacionais, além de executivos, fornecedores e parceiros comerciais que participam de reuniões, feiras e eventos nos Estados Unidos. Especialistas alertam para a importância de antecipar renovações, especialmente em um momento em que as regras consulares voltaram a ser mais rígidas.


Novo cenário exige mais planejamento das empresas

Com a taxa atual de US$ 185 válida até o fim de setembro de 2025, quem der entrada no processo de visto até essa data ainda pagará o valor antigo. No entanto, a partir do início do novo ano fiscal americano, em 1º de outubro, os solicitantes passarão a pagar a nova taxa extra. Segundo a legislação aprovada, o valor será cobrado no momento da entrega do visto aprovado, e poderá sofrer ajustes conforme decisão da Secretaria de Segurança Nacional dos EUA.

Além disso, outra mudança importante foi a redução do prazo de isenção de entrevista consular para renovação de vistos vencidos, que passou de 48 para 12 meses. Com isso, profissionais cujos vistos expiraram há mais de um ano deverão passar por todo o processo novamente, incluindo o agendamento e a entrevista presencial no consulado.


Veja o passo a passo para solicitar o visto americano

Apesar de a R3 Viagens não atuar diretamente no processo de emissão de vistos, a agência reforça a importância de que seus clientes estejam atualizados quanto às exigências consulares, especialmente em relação a prazos e documentação. Abaixo, um resumo do procedimento:

  1. Formulário DS-160: preenchido online no site da Embaixada dos EUA. O documento deve ser concluído em inglês e exige informações detalhadas do solicitante.
  2. Taxa consular e agendamento: após preencher o formulário, o solicitante deve acessar o site do CASV, pagar a taxa MRV de US$ 185 e agendar a coleta de dados biométricos e a entrevista.
  3. Comparecimento ao CASV: coleta de digitais e foto. Em algumas cidades, é necessário levar uma foto impressa.
  4. Entrevista consular: é obrigatória para a maioria dos solicitantes. Apenas quem atende aos critérios de isenção pode dispensá-la.
  5. Entrega do visto: após aprovação, o passaporte pode ser entregue pelos correios ou retirado no CASV.

O status da solicitação pode ser acompanhado em https://ceac.state.gov/CEAC.

R3 Viagens reforça papel estratégico na gestão de viagens corporativas

Com mais de 10 anos de mercado, a R3 Viagens é especializada em soluções completas para viagens corporativas, oferecendo consultoria em planejamento, otimização de custos, análise de políticas de viagem e suporte operacional. A empresa também atua na organização de viagens para feiras e eventos internacionais, com controle rigoroso de prazos e documentações exigidas por diferentes destinos.

“A alta do dólar, a complexidade dos trâmites e mudanças como essa exigem um olhar estratégico por parte das empresas. Nosso papel é garantir que os deslocamentos ocorram com eficiência, dentro das políticas corporativas e sem surpresas no orçamento”, afirma a equipe da R3 Viagens.

Embora não realize serviços de assessoria para emissão de vistos, a R3 orienta seus clientes quanto aos melhores momentos para organizar viagens internacionais e auxilia no alinhamento com as áreas de recursos humanos e compliance.

  

R3 Viagens


Caso Marília Mendonça reacende debate sobre testamento e proteção patrimonial

O Brasil acompanha, nas últimas semanas, um delicado embate judicial envolvendo o filho da cantora Marília Mendonça. Desde a morte precoce da artista, em 2021, a guarda do pequeno Léo – hoje com cinco anos – passou a ser dividida entre o pai, o cantor Murilo Huff, e a avó materna, Dona Ruth. A disputa, que recentemente teve novos desdobramentos na Justiça, evidencia um ponto crucial muitas vezes ignorado: a importância do testamento como instrumento de proteção da vontade e do patrimônio de quem parte. 

Apesar de Marília possuir um patrimônio milionário – estimado em cerca de R$ 500 milhões –, não há registro público de que a cantora tenha deixado um testamento formal. Com isso, a partilha dos bens e a administração da herança de seu único filho ficaram a cargo do inventário judicial, abrindo espaço para conflitos familiares, questionamentos sobre a guarda e tensão entre os envolvidos. 

Apesar de sua importância, o testamento ainda é pouco utilizado no Brasil. Dados do Colégio Notarial do Brasil mostram que menos de 1% da população formaliza esse tipo de documento em vida. O resultado? Famílias que enfrentam longos processos judiciais, desentendimentos entre herdeiros e, muitas vezes, distribuições de patrimônio que não refletem o desejo real do falecido. 

De acordo com especialistas em Direito Sucessório, o testamento é uma declaração formal da vontade de uma pessoa sobre a destinação de seus bens após a morte. Ele permite que o testador indique herdeiros, distribua bens de forma individualizada, reconheça filhos ou beneficiários específicos, e até deixe parte do patrimônio para instituições ou causas sociais. 

“O testamento é uma forma legítima e segura de garantir que a vontade da pessoa seja respeitada após sua morte. Além de oferecer tranquilidade para quem deixa seus bens, ele evita desentendimentos familiares e conflitos que, infelizmente, são muito comuns em processos de inventário”, afirma a advogada Maria Clara Mapurunga, especialista em Direito de Família e Sucessões no escritório Clóvis Mapurunga Advogados. 

O documento pode ser público (feito em cartório), particular (escrito à mão e assinado por testemunhas) ou cerrado (redigido pelo próprio testador e aprovado em cartório). Independentemente da forma escolhida, é fundamental que o testamento esteja em conformidade com a legislação e respeite a parte legítima dos herdeiros necessários — como filhos e cônjuges. 

Além disso, o testamento pode ser uma peça estratégica no planejamento patrimonial, permitindo organizar empresas familiares, preservar bens específicos e direcionar decisões com base em valores pessoais, afetivos e culturais. 

“Ao contrário do que muitos pensam, testamento não é algo apenas para milionários. Qualquer pessoa que tenha bens ou que queira organizar sua sucessão de forma consciente deve considerar esse instrumento. Ele é um gesto de maturidade e cuidado com quem fica”, reforça Maria Clara. 

O caso de Léo Mendonça é um retrato real e público daquilo que muitas famílias enfrentam longe dos holofotes: a falta de organização patrimonial pode gerar consequências profundas — emocionais, jurídicas e financeiras.


Mercado de moradia estudantil deve movimentar US$ 244 milhões no Brasil até 2030

Especialista em residenciais estudantis, a Share Student Living atua como referência em moradia segura e estruturada no país

 

O mercado brasileiro de moradia estudantil deve atingir US$ 244,4 milhões em receita até 2030, com crescimento anual de 3,5% a partir deste ano, segundo a consultoria Grand View Research. Neste cenário, o “Salmon Run”, período de alta demanda por acomodações impulsionado pela virada do semestre letivo, é decisivo. 

São nas semanas que antecedem o início das aulas que visitas, tours virtuais e telefonemas disparam, evidenciando que estudantes e famílias buscam mais do que um quarto: querem segurança, conforto e proximidade com universidades. “Escolher um lugar para morar durante a graduação envolve desde planejamento financeiro e definição de prioridades até critérios emocionais ligados à adaptação ao novo ambiente. É importante que essa decisão seja feita com cautela, pois pode impactar diretamente na performance acadêmica e na qualidade de vida do estudante ao longo do ano”, aponta Juliana Onias, gerente regional de operações da Share Student Living, referência nacional em residenciais estudantis. 

A crescente demanda por residenciais estudantis reflete em um movimento de profissionalização do setor, evidenciado pela adoção do modelo internacional PBSA (Purpose-Built Student Accommodation), com projetos pensados exclusivamente para estudantes. “Oferecemos diversas tipologias, assistência 24 horas, áreas para estudo e lazer, suporte emocional e atendimento humanizado”, explica a especialista. 

Para Uma Coimbra, estudante de Nutrição do Centro Universitário São Camilo do Ipiranga, o convívio diário com outros estudantes, proporcionado pelo residencial estudantil, gera oportunidades de estudos e de trabalho. “É muito especial morar aqui (no Share Butantã), pois você se sente numa extensão da universidade. O ambiente multicultural é muito rico e acolhedor”, conta. A estudante ainda elenca como positivo o apoio psicológico disponível, com profissionais preparados para dar esse suporte nas unidades. 

Com cinco empreendimentos em São Paulo e um no Rio Grande do Sul, a Share tem investido estrategicamente em infraestrutura completa, com coworking, academia, salas de estudo, áreas de convivência e espaços de suporte emocional, para garantir uma experiência de moradia excepcional. “Unimos funcionalidade e acolhimento. Isso, somado à agilidade dos processos e empatia no atendimento, é o que garante uma experiência de moradia realmente transformadora”, complementa Juliana Onias.


A IFPA Brasil manifesta preocupação com as novas tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras

Entidade global de frutas, flores, legumes e verduras emite comunicado oficial

 

A International Fresh Produce Association (IFPA) Brasil está preocupada
com a recente decisão do governo dos Estados Unidos de impor tarifas de 50%, com vigência a partir de 1º de agosto, sobre exportações brasileiras, incluindo categorias agrícolas e de produtos frescos estratégicos.

A associação insta ambos os governos a se engajarem em negociações justas e construtivas para isentar os produtos frescos dessas tarifas. Reconhecendo o papel vital que os produtos frescos desempenham na saúde, na nutrição e na segurança alimentar, a IFPA continua a defender isenções globais para esses produtos sempre que possível.

A IFPA Brasil representa produtores, exportadores e demais agentes da cadeia de suprimento no Brasil que trabalham arduamente para construir relações comerciais, manter padrões globais e fortalecer a economia agrícola.


A country manager Valeska de Oliveira Ciré declarou:

O mercado dos EUA tem sido tradicionalmente um destino importante para nossos produtos frescos. Essas novas tarifas aumentadas introduzem incerteza e ameaçam os ganhos conquistados a duras penas pelos produtores locais na obtenção de espaço em prateleiras e na confiança do consumidor no exterior.

O setor de produtos frescos é um contribuidor vital para o crescimento econômico do país, para o emprego e para a balança comercial. Garantir acesso justo ao mercado não é apenas uma questão do setor — é uma prioridade nacional.


A IFPA está comprometida em defender políticas que apoiem um comércio internacional justo e próspero e continuará engajando-se com governos, a mídia e o setor. As tarifas são um tema em constante evolução, e a IFPA manterá seus membros informados por meio da promoção de debates importantes, do compartilhamento das últimas atualizações políticas e da defesa de políticas que sustentem um comércio internacional justo e próspero. Documentos de orientação, webinars e recursos regulatórios estão disponíveis para os membros da IFPA na página de atualizações sobre tarifas da IFPA.

 


IFPA - International Fresh Produce Association (IFPA) é a maior e mais diversificada associação internacional a atender toda a cadeia de suprimento de produtos frescos e florais, e integra de forma fluida a defesa de interesses globais e o suporte ao setor. Nossa razão de ser é unir a indústria para criar um futuro vibrante para todos. Fazemos a prosperidade de nossos membros crescer por meio de advocacy, conectando pessoas e ideias, e oferecendo orientações que nos permitem agir com propósito e confiança. A IFPA representa empresas associadas desde pequenos negócios familiares até as maiores corporações internacionais em toda a cadeia global de frutas, flores e hortaliças frescas, incluindo produtores, exportadores, processadores de produtos frescos, atacadistas, distribuidores, varejistas, operadores de foodservice, fornecedores do setor e associações parceiras.


IOS abre inscrições com mais de mil vagas de cursos gratuitos de formação profissional para jovens em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul

Os cursos oferecidos são Gestão Empresarial, Power BI, Programação Web, Suporte de TI, Protheus Contábil e Pacote Office com suporte Zendesk. As inscrições seguem até o dia 25 de julho no site do IOS 

 

O Instituto da Oportunidade Social (IOS) - que há 27 anos atua na formação e empregabilidade de jovens para o mercado de trabalho por meio de cursos gratuitos - está com 1.110 vagas abertas para cursos profissionalizantes gratuitos destinado a jovens de 15 a 29 anos, que estejam cursando ou já tenham concluído o Ensino Médio na rede pública de ensino. As oportunidades são para as cidades de São Paulo, Hortolândia - SP, Belo Horizonte – MG, Recife – PE e Porto Alegre – RS. As inscrições estão abertas até o dia 25 de julho no site do IOS (clique para se inscrever). 

Em São Paulo, estão disponíveis 730 vagas nos cursos de Gestão Empresarial com ERP, Power BI, Programação Web, Suporte de TI, Protheus Contábil e Pacote Office com Suporte Zendesk, divididas nas unidades: Santana (sede), Itaquera, Santo Amaro e Barueri. Para Hortolândia são 40 vagas para Suporte de TI. Belo Horizonte oferece 200 vagas em Gestão Empresarial com ERP, nas unidades Barreiro e São Gabriel. Recife está com 80 vagas também para o curso de Gestão Empresarial com ERP e Porto Alegre conta com 60 vagas no curso de Programação Web. 

Com duração de até cinco meses, as aulas acontecem em formato presencial, no período da manhã, tarde ou noite, nas unidades do IOS. Os cursos têm previsão de início em agosto.

 

Conteúdo dos cursos

Os cursos do IOS não exigem conhecimentos prévios e incluem conceitos administrativos com aulas práticas em softwares de gestão empresarial, programação e inteligência de dados, além de conteúdos de Língua Portuguesa e Matemática, Empregabilidade, Cidadania e Comportamento (Soft Skills). Na grade curricular, também são contemplados conceitos e práticas de vivência corporativa, que trabalham o desenvolvimento das habilidades comportamentais dos alunos, incluindo postura em ambiente de trabalho, comunicação, ensino de como elaborar e-mails, apresentações, ter visão do negócio e, até mesmo, desenvolver o briefing de um produto. 

Além dos professores específicos para cada conteúdo, o IOS conta com uma equipe de profissionais multidisciplinar composta por instrutores, monitores, pedagogos, psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos. Eles atuam próximo à realidade dos alunos oferecendo também todo suporte emocional para que eles possam desenvolver ainda mais seu potencial.

 

Impacto e geração de renda 

Em 27 anos de atuação, o IOS já formou mais de 47 mil profissionais para os setores de Tecnologia da Informação, Administração, Comunicação, RH e Atendimento ao Cliente, colaborando com a ampliação da renda familiar em até 59%, o que gera impacto socioeconômico em sua casa e na comunidade. 

Após conclusão do curso no IOS, os alunos formados podem participar do Programa IOS de Oportunidades, que busca durante três anos após a formação, vagas de empregos principalmente entre as empresas parceiras do instituto.

 

Serviço: 

Vagas para cursos gratuitos de formação profissional para jovens em São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco e Rio Grande do Sul

Inscrições: até 25 de julho

Site: IOS

Central de Atendimento - (11) 2503-2617

 

Tragédia nos haras: mortes de cavalos por ração contaminada acendem alerta sobre segurança alimentar animal

Nos últimos meses, o Brasil acompanhou a notícia de centenas de cavalos mortos em diferentes regiões do país. Os animais, muitos deles de alto valor genético e econômico, foram vítimas de um inimigo silencioso: a ração contaminada.  

O episódio, ainda sob investigação, acendeu um alerta vermelho sobre os cuidados na produção, armazenamento e distribuição de alimentos para equinos. 

“Quando falamos em ração, estamos falando de alimento. E alimento, seja para humanos ou animais, precisa ser produzido com rigor técnico e sanitário absoluto”, destaca a veterinária Paula Eloize, especialista em segurança dos alimentos e consultora de indústrias do setor.

 

O perigo invisível nas rações 

Cavalos são animais extremamente sensíveis a erros alimentares. A planta do gênero Crotalaria, por exemplo, é tóxica para diversas espécies, mas os cavalos são particularmente sensíveis. 

Mesmo pequenas quantidades de alcalóides pirrolizidínicos podem desencadear um quadro agudo de intoxicação, com sintomas como apatia, falta de coordenação, icterícia e, em muitos casos, morte súbita. 

“A grande dificuldade é que o criador não consegue identificar a contaminação a olho nu. Os lotes de ração podem aparentar estar em perfeitas condições, mas a toxina já está presente e agindo no organismo do animal”, explica Paula Eloize. 

Além disso, a presença de fungos e toxinas naturais, oriundos de matérias-primas mal armazenadas, representa outro risco frequente. 

“Uma contaminação pode ocorrer de forma cruzada, quando uma fábrica que produz ração para diferentes espécies não realiza uma limpeza adequada entre os lotes. Basta uma falha no processo para transformar o alimento em veneno”, explica Paula Eloize. 

Segundo ela, é comum que produtores confiem apenas na reputação da marca, mas isso não é suficiente: “O criador precisa exigir laudos de análises, conhecer a procedência das matérias-primas e entender se a indústria segue programas de controle de qualidade. Segurança não pode ser terceirizada”, acrescenta.

 

As 5 orientações da especialista para criadores e haras 

Para evitar que tragédias como essa se repitam, Paula Eloize compartilha cinco recomendações essenciais para quem lida com equinos:

 

1. Exija rastreabilidade completa 

“Quando você compra uma ração, não está adquirindo apenas um saco de alimento: está assumindo toda a cadeia de produção que está por trás dele”, afirma Paula Eloize. 

Por isso, a especialista recomenda exigir que cada lote seja claramente identificado, com data de fabricação, validade e códigos que permitam rastrear desde a origem das matérias-primas até o produto final. 

Além disso, é essencial que o fabricante disponibilize laudos laboratoriais atualizados, comprovando que o alimento está livre de micotoxinas, metais pesados e substâncias tóxicas para cavalos, como ionóforos e alcalóides de plantas daninhas. 

“Esses laudos são como a identidade da ração. Sem eles, você está comprando no escuro”, alerta Paula.

 

2. Armazene corretamente

 Mesmo que a ração saia perfeita da fábrica, o armazenamento inadequado pode transformar um alimento seguro em um risco potencial. “Umidade, calor e pragas como roedores e insetos são os maiores inimigos da qualidade”, explica Paula Eloize. 

Ela orienta que o depósito de ração seja mantido em local ventilado, seco, limpo e protegido da luz solar direta, com os sacos afastados do chão por meio de pallets.  

“Cavalos são extremamente sensíveis a alterações na qualidade da ração. Por isso, cuidar do armazenamento é tão importante quanto escolher o fornecedor certo”, complementa.

 

3. Capacite a equipe 

“De nada adianta investir na melhor ração do mercado se a equipe não sabe manuseá-la corretamente”, destaca Paula. Muitos erros acontecem porque funcionários misturam rações de espécies diferentes, reutilizam sacolas contaminadas ou ignoram sinais de deterioração. 

A especialista recomenda treinamentos periódicos para que todos saibam separar os lotes por espécie e data, identificar alterações de cheiro, cor ou presença de insetos, e higienizar o ambiente de armazenamento adequadamente.  

“Esses cuidados simples podem evitar perdas enormes, tanto de vidas quanto financeiras”, enfatiza.

 

4. Observe sinais precoces nos animais 

Por fim, Paula reforça a importância de observar o comportamento dos cavalos todos os dias. 

“Eles não conseguem falar, mas mostram no corpo quando algo não vai bem”, diz.

Entre os principais sinais de alerta estão a falta de apetite ou recusa da ração, apatia, fraqueza, sudorese excessiva, tremores musculares e dificuldade de locomoção. 

“Caso qualquer um desses sintomas seja percebido, suspenda imediatamente a ração e busque orientação veterinária. Nessas situações, cada minuto faz diferença”, orienta Paula.

 

Um alerta para o futuro 

Para Paula, o caso recente deve servir como um divisor de águas no Brasil: 

“É preciso parar de tratar a segurança alimentar como um detalhe. Na cadeia produtiva, cada elo importa. 

Do agricultor que planta o milho até o haras que alimenta o cavalo, todos precisam entender que vidas e fortunas dependem desse cuidado”, conclui. 

Enquanto criadores lamentam as perdas e autoridades investigam responsabilidades, a lição permanece: na nutrição animal, não há espaço para erros.

 

Países europeus endurecem regras para cidadania e impulsionam novos modelos de vistos

 

Vistos de trabalho e para investidores ganham destaque como novas opções para aqueles que querem migrar.


Nos últimos anos, o Brasil acompanhou um crescimento exponencial no número de brasileiros interessados em obter cidadania estrangeira, especialmente portuguesa, italiana e espanhola. Movimentos estimulados por campanhas publicitárias de empresas especializadas tornaram esses processos populares. Em 2025, no entanto, esse cenário começa a mudar: países como Itália, Portugal e Espanha vêm adotando critérios mais rigorosos, endurecendo tanto a concessão de novas cidadanias quanto a revisão das já emitidas. Portugal, inclusive, anunciou recentemente a extradição de milhares de imigrantes em situação irregular, entre eles muitos brasileiros, enquanto a Itália passou a exigir comprovação mais robusta de vínculos com o país. 

Segundo o Relatório Global de Tendências Migratórias da Fragomen, essa mudança está inserida em um contexto mais amplo de revisão de políticas migratórias em países desenvolvidos, que antes usavam a cidadania como instrumento para mitigar o envelhecimento populacional e a escassez de mão de obra. A tendência agora é substituir o modelo tradicional baseado em ascendência e vínculos familiares por outros formatos, como vistos de trabalho, investimento e nômade digital. “A imigração é e sempre foi um instrumento de regulação econômica dos países atraindo estrangeiros para as áreas com menos oferta de trabalhadores locais. A Europa vinha apresentando preocupação com o envelhecimento da população e baixas taxas de natalidade nas últimas décadas. Agora os países parecem estar mais focados em resolver lacunas no mercado de trabalho. Por isso diminui-se a possibilidade de cidadanias e crescem as oportunidade para vistos de trabalho para estrangeiros preparados para ingressar no mercado de trabalho imediatamente e manter o ritmo das economias”, explica Diana Quintas, sócia da Fragomen no Brasil. 

Ainda segundo a Fragomen, a expectativa para os próximos anos é de que os vistos baseados em habilidades específicas, procura de trabalho ou formatos híbridos (como o Golden Visa) se consolidem como os principais canais de entrada legal em países estrangeiros. De acordo com o relatório, países como Alemanha, Estônia, Austrália e Canadá lideram a criação de rotas migratórias para profissionais qualificados, com foco em áreas técnicas, empreendedores e trabalhadores remotos. “Países como Alemanha, Austrália, Canadá, Emirados Árabes e Estônia são destinos com grande oferta de programas para imigração de profissionais com experiência em diversos setores com destaque para indústria e tecnologia. Na Ásia, alguns países já têm visto para nômades digitais, como a Indonésia, e outros como Malásia, Tailândia e Coreia do Sul têm debatido novos programas ou ampliação dos vigentes para atrair esses profissionais estrangeiros”, conta Diana. 

Em um cenário de mudanças rápidas, países como Grécia, Turquia e Emirados Árabes ganham destaque como os novos destinos preferenciais para investidores internacionais após o fim do programa de Golden Visa português. O Brasil, por sua vez, possui um golden visa brasileiro, que concede residência a estrangeiros que adquirirem imóveis no país com um custo mínimo exigido ou que façam outros tipos de investimentos como criação de empregos e transferência de tecnologia. Desde 2022 o país também oferece o visto de nômade digital e mantém acordos bilaterais, como o de mobilidade com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que facilita o trânsito entre os países do bloco. 

Paralelamente, observa-se o surgimento de novos perfis migratórios, como os de aposentados internacionais. Segundo artigo publicado pela Fragomen na Kiplinger, “Retire in Finland and Live the Nordic Dream” , países nórdicos como a Finlândia estão despertando o interesse de estrangeiros em busca de qualidade de vida, segurança, acesso à saúde pública e contato com a natureza. O artigo destaca que, mesmo sem programas específicos para aposentadoria, o país tem se mostrado atrativo para estrangeiros que podem comprovar renda estável, como aposentadorias ou pensões. O Brasil é um dos países que oferece um programa específico para aposentados ou pensionistas que permite a concessão de visto temporário e autorização de residência para estrangeiros na condição de aposentado ou beneficiário de pensão por morte que comprovar a capacidade de transferência mensal ao Brasil da importância, em moeda estrangeira, em montante igual ou superior a US$ 2.000,00 (dois mil dólares). 

Com base nesse panorama, a Fragomen, maior empresa de serviços de imigração corporativa do mundo, propõe uma pauta sobre o reposicionamento das políticas migratórias de países europeus, os desafios para brasileiros que buscam a cidadania e as novas alternativas para quem deseja estudar, trabalhar, investir ou mesmo se aposentar no exterior. A consultoria está disponível para entrevistas com especialistas no Brasil e no exterior, oferecendo dados exclusivos, insights jurídicos e as principais tendências globais para apoiar a apuração.


Americanos preferem doar sangue a compartilhar seus dados de saúde, revela pesquisa da Qlik

Nova pesquisa revela grandes lacunas de confiança em relação à IA e à privacidade de dados de saúde, destacando a disposição para o compartilhamento de dados de saúde pessoal, em contraste com o profundo ceticismo quanto à comercialização impulsionada pela IA


A Qlik®, líder global em integração de dados, qualidade de dados, analytics e inteligência artificial (IA), anuncia uma nova pesquisa que mostra que, embora 69% dos americanos se sintam confortáveis em compartilhar seus dados de saúde para melhorar seus próprios cuidados, apenas 40% se sentem confortáveis em compartilhar esses mesmos dados de saúde com empresas de tecnologia para produtos baseados em IA. Apesar da crescente integração da IA na área da saúde, apenas 28% aceitariam uma prescrição médica feita exclusivamente por IA, destacando preocupações de confiança profundamente enraizadas. 

Quando convidados a escolher, mais que o dobro dos americanos preferiria doar sangue (52%) a doar seus dados de saúde (24%). Essa grande lacuna destaca o quanto as preocupações com a privacidade e o controle moldam as atitudes em relação à inovação na saúde – mesmo com o avanço contínuo da IA. 

A pesquisa da Qlik revela quatro narrativas claras que moldam as atitudes dos americanos quanto aos dados de saúde:

 

- As pessoas adoram os dados para os seus próprios cuidados, mas os odeiam para o uso na IA corporativa. O conforto em compartilhar dados cai quase 30 pontos percentuais – de 69% para o cuidado pessoal para apenas 40% quando se trata de usá-los para IA comercial. Essa divisão acentuada destaca a preocupação pública com a privacidade e a motivação por lucro, com um terço explicitamente desconfortável com o uso comercial dos dados.

 

- A confiança vai para os médicos, não apenas para a IA. Enquanto quase 71% rejeitam medicamentos prescritos exclusivamente por IA, a aceitação sobe para 63% quando há supervisão de profissionais humanos no processo, enfatizando o papel essencial do julgamento humano para impulsionar a aceitação pública das tecnologias de saúde.

 

- Geração Z confia no governo com dados de saúde; idosos são céticos. Mais da metade dos adultos da Geração Z (50%) se sentem confortáveis com o fato de o governo usar seus dados de saúde para políticas públicas, enquanto apenas 36% dos idosos concordam, revelando diferenças geracionais marcantes sobre a confiança e a supervisão no setor de saúde digital.

 

- A maioria acredita que as seguradoras usam seus dados, mas duvida do valor da IA. Embora 41% acreditem que as seguradoras já utilizam seus dados, apenas 34% enxergam melhorias no atendimento orientado por IA, o que aponta para um descompasso que pode desacelerar a aceitação mais ampla de iniciativas de IA focadas na saúde.

 

“A IA na saúde só terá sucesso quando os pacientes e os médicos continuarem no centro de todas as decisões”, diz Mike Capone, CEO da Qlik. “A Qlik capacita as organizações de saúde a governar, integrar e aproveitar seus dados de forma responsável – promovendo insights confiáveis e atendimentos mais seguros e orientados por dados. Com transparência e consentimento claro, podemos ajudar a garantir que a IA aumente, em vez de diminuir, a confiança no setor de saúde”. 

Com quase 60% dos americanos dizendo que compartilhariam dados de saúde se fossem compensados, fica claro que confiança e valor devem caminhar juntos. O progresso real exige mais do que promessas, requer novos modelos que respeitem o controle individual e ofereçam benefícios tangíveis. O setor de saúde tem uma rara oportunidade: recompensar os pacientes por sua participação, criar verdadeira transparência e garantir que a IA gere resultados nos quais as pessoas realmente acreditem. 

 

Metodologia

A pesquisa Qlik AI in Healthcare foi conduzida pela Censuswide Research com 2.002 entrevistados empregados dos Estados Unidos, com 18 anos ou mais, entre os dias 17 e 23 de abril de 2025. 


Qlik
www.qlik.com/pt-br


Corrida pela cidadania espanhola intensifica busca por documentos e expõe caos nos cartórios do país

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Prazo para solicitar cidadania pela Lei da Memória Democrática termina em outubro de 2025, e alta demanda tem inflacionado preços e dificultado a obtenção de certidões na Espanha

 

A busca pela cidadania espanhola por descendência vive um momento de alta histórica, impulsionada pela chamada Lei da Memória Democrática, que abriu uma nova janela de oportunidade para filhos, netos e até bisnetos de espanhóis. Com prazo final para solicitações até outubro de 2025, o tempo está se esgotando para milhares de brasileiros interessados em obter o passaporte espanhol — e a urgência tem revelado entraves burocráticos e financeiros, especialmente na emissão de certidões de nascimentos na Espanha. 

A legislação, em vigor desde outubro de 2022, representa um marco importante ao reconhecer o direito de descendentes de espanhóis que emigraram para outros países ou que perderam sua nacionalidade em decorrência da repressão política entre 1936 e 1975. Estima-se que mais de 400 mil brasileiros tenham algum grau de ascendência espanhola, sendo potenciais beneficiários da nova lei. No entanto, a complexidade documental tem se tornado um dos principais obstáculos. 

“Temos visto relatos de pessoas cobrando até 1.000 euros por uma certidão de nascimento ou casamento em órgãos públicos espanhóis, aproveitando-se da alta demanda e da urgência causada pelo prazo apertado. É uma situação preocupante e que exige atenção dos solicitantes para não cair em golpes ou pagar valores abusivos”, alerta Tammy Cavaleiro, Head of Legal da Você Europeu, empresa especializada em assessoria para obtenção de cidadanias europeias. 

Segundo Tammy, há casos em que os registros civis na Espanha levam de seis a doze meses para responder a um simples pedido de certidão, além da existência de inconsistências ou deterioração de documentos em algumas províncias em decorrência de guerras. “Por isso, a recomendação é iniciar o processo com a maior antecedência possível. Infelizmente, já existem famílias que perderam a chance de iniciar o processo durante a vigência da LMD na prática, a depender das informações que ela possua do espanhol e da localização da acta de nascimiento do ascendente” completa. 

Além da cidadania por descendência, o sistema jurídico espanhol também permite a naturalização por residência (para estrangeiros que vivem legalmente no país por tempo determinado, geralmente de dois anos para latino-americanos) e a nacionalidade por opção (casos específicos como filhos de pais naturalizados). Cada via tem regras e prazos próprios, mas todas exigem documentação detalhada, em muitos casos proveniente de arquivos históricos na Espanha. 

A Você Europeu tem observado um crescimento de mais de 60% na procura por processos de cidadania espanhola nos últimos 12 meses. Para a empresa, a clareza na análise do direito, a legalidade na obtenção de certidões e o suporte jurídico são essenciais para evitar prejuízos financeiros e perda de prazos.

“A cidadania espanhola é um direito que pode transformar a vida de muitas famílias, mas é fundamental fazer isso com respaldo técnico e jurídico. O prazo está correndo e cada semana conta”, finaliza Tammy.
 



Você Europeu
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“Fim da profissão herdeiro”: proposta prevê exclusão da herança filhos que abandonam pais idosos

A advogada Suéllen Paulino fala sobre a proposta que usa o abandono afetivo e a negligência com os idosos como justificativa para a deserdação


Uma proposta de alteração do Código Civil Brasileiro tem causado polêmica nas redes sociais ao sugerir que filhos que abandonarem seus pais idosos poderão perder o direito à herança. A medida, apelidada informalmente como o “fim da profissão herdeiro”, busca coibir o abandono afetivo na velhice e valorizar os laços de cuidado e responsabilidade familiar. 

"Segundo o texto divulgado, o objetivo é restringir a possibilidade de filhos e netos receberem herança caso tenham negligenciado os cuidados com seus ascendentes em idade avançada, configurando abandono. A ideia também se estende a atos de ingratidão, que já são previstos em lei como causa de deserdação", destaca a advogada Suéllen Paulino. 

Segundo a advogada, atualmente, o Código Civil (art. 1.814) já permite que herdeiros necessários (como filhos) sejam deserdados por indignidade ou por expressa disposição testamentária, desde que existam causas legais como tentativa de homicídio contra o autor da herança, injúrias graves, entre outras. 

"A proposta amplia esse rol, incluindo expressamente o abandono afetivo e a negligência com os idosos como justificativa para a exclusão sucessória". 

Suéllen diz que a medida teria como consequência a exclusão total do herdeiro da sucessão, desde que a deserdação esteja devidamente registrada em testamento e que haja provas do abandono. "A vontade do testador deverá ser respeitada após sua morte, conforme os trâmites legais", completa. 

A proposta tem dividido opiniões. Defensores afirmam que é um avanço necessário diante de tantos casos de abandono de pais idosos por filhos que, após anos de ausência, só reaparecem em busca de bens. Já os críticos consideram a proposta subjetiva e de difícil comprovação, temendo abusos ou injustiças em situações familiares complexas. 

"Há também o debate sobre a viabilidade prática: como comprovar o abandono afetivo de forma objetiva? A legislação já tem dificuldade em reconhecer esse tipo de dano até mesmo em ações indenizatórias, o que levanta dúvidas sobre a eficácia da medida no campo sucessório", reflete a advogada. 

Suéllen Paulino afirma que proposta, embora ainda não esteja em vigor, reacende um debate necessário sobre a responsabilidade familiar e os limites do direito sucessório. "A herança deve ser um direito automático ou um reconhecimento pelo vínculo e cuidado mútuo? A sociedade está pronta para essa mudança?", questiona.


FecomercioSP sinaliza os riscos no texto do PL do Licenciamento Ambiental e propõe ajustes para equilíbrio entre desenvolvimento e proteção ambiental

Além de apontar inseguranças jurídicas e ambientais, Federação defende ajustes em sete pontos críticos para garantir sustentabilidade e alinhamento com boas práticas internacionais



A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) apresentou posicionamento crítico em relação ao Projeto de Lei (PL) 2.159/2021, que trata da Lei Geral do Licenciamento Ambiental no Brasil. Em nota técnica, a Entidade destacou sete pontos que considera indispensáveis para ajustes na proposta, com o objetivo de evitar retrocessos na proteção ambiental e assegurar um ambiente de negócios sustentável e seguro juridicamente.

Dentre os aspectos mais preocupantes assinalados pelo Conselho de Sustentabilidade da FecomercioSP no ofício encaminhado aos parlamentares, ressalta-se a criação do chamado Licenciamento Ambiental Especial, modalidade que permite a liberação de empreendimentos classificados como prioritários por um conselho de governo. De acordo com a Entidade, essa brecha abre espaço para decisões arbitrárias e insegurança jurídica, podendo favorecer obras de grande impacto sem os devidos cuidados ambientais. A Federação sugere que, caso mantida, essa medida deve conter critérios claros e objetivos para a definição de projeto prioritário a fim de assegurar o cumprimento dos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade pela administração pública.

Outro tópico de atenção é a Licença por Adesão e Compromisso (LAC). A FecomercioSP concorda com o uso desse procedimento simplificado apenas para atividades de baixo impacto ambiental, conforme já praticado no Estado de São Paulo. A Federação alerta, inclusive, para decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou inconstitucional o uso da LAC para empreendimentos de médio risco, por violar o princípio da precaução ambiental e a Política Nacional de Meio Ambiente.

A proposta da Licença Ambiental Única (LAU) também gerou ressalvas. Nesse caso, a FecomercioSP defende que a sua aplicação só deve ser permitida caso os critérios de elegibilidade estejam claramente previstos na própria lei, evitando subjetividades que possam comprometer a segurança jurídica e a proteção ao meio ambiente. Caso contrário, a recomendação é pela exclusão da LAU do texto do PL.

No setor Agropecuário, responsável por 74% das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa (SEEG), a FecomercioSP se posiciona contra a dispensa de licenciamento para atividades específicas, defendendo a necessidade de medidas de preservação, como as previstas na Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA).

A Entidade também critica a flexibilização da exigência de comprovação do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e da obrigatoriedade da descrição detalhada sobre a supressão de vegetação nativa nos processos de licenciamento. Segundo a Federação, a transparência nessas informações deve ser regra, e não exceção, alinhando-se com os dispositivos legais, como o Código Florestal.

Outros dois pontos críticos de destaque no parecer referem-se à Logística Reversa (LR) e à capacidade do Sistema Nacional de Meio Ambiente (Sisnama). A FecomercioSP apoia a dispensa de licenciamento para Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) gerenciados por sistemas de LR, como já ocorre em São Paulo. Além disso, sugere que o PL contenha uma previsão explícita de fortalecimento dos órgãos do Sisnama, garantindo recursos humanos e técnicos adequados para a fiscalização ambiental e a tramitação eficiente dos processos.

O PL 2.159/2021 será votado hoje (14), no Plenário da Câmara dos Deputados. Com esse posicionamento, a FecomercioSP busca contribuir para que o projeto avance de forma equilibrada, conciliando o desenvolvimento econômico com a responsabilidade socioambiental e o cumprimento de normas internacionais.

Agenda estratégica

A Agenda Verde da Federação atua em defesa do desenvolvimento sustentável e reúne as perspectivas sobre os caminhos que o País deve adotar, considerando a economia, a política e a sociedade sob a ótica das potencialidades e dos limites ambientais. Dentre as prioridades trabalhadas, destacam-se acelerar políticas para transição energética, regular o mercado de carbono, seguir em direção a uma economia mais circular, zerar o desmatamento ilegal, adotar padrões mais eficientes de consumo de água e eletricidade e cobrar dos órgãos responsáveis pela área ambiental uma atuação efetiva para combater a poluição atmosférica.

Conheça o posicionamento completo da FecomercioSP e as 12 metas defendidas para um Brasil mais verde.




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