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sexta-feira, 13 de junho de 2025

A febre das travessias aquáticas no litoral de São Paulo

 

Atletas entram no mar para travessias
 aquáticas no Litoral Norte paulista
  
 Circuito Mares
 divulgação

Com mais de 50 provas de natação e 25 mil atletas inscritos por ano, nadar nas praias paulistas se transformou em um bom negócio para o turismo  

 

A prática da natação em águas abertas vem ganhando cada dia mais adeptos em todo o país, destacando o litoral de São Paulo como um dos principais cenários dessa tendência nacional. Com mais de 50 provas e 25 mil atletas inscritos em 2024, São Paulo se tornou o carro-chefe das provas de travessia aquática do país, tornando-se um grande estímulo ao turismo esportivo do Estado, movimentando meios de hospedagem, restaurantes, comércio local e passeios náuticos.  

Apenas o Circuito Mares, o maior do país, reúne 11 mil atletas em cinco provas ao longo do ano, sendo que a grande maioria (75%) dos atletas realiza pelo menos um pernoite no destino e leva consigo mais dois convidados. “A travessia é parte de uma experiência de viagem que inclui deslocamento, passeios, hospedagem e gastronomia local, movimentando toda a cadeia do turismo”, afirma Roberto de Lucena, da Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo.  

De acordo com dados da Federação Aquática Paulista, o número de atletas dedicados às travessias aquáticas cresceu cerca de 35% nos últimos três anos. Há desde provas promovidas por ex-atletas olímpicos como Poliana Okimoto, até circuitos mais extensos, com várias provas, como o Mares, o Aqua e as Maratonas Aquáticas. Além disso, modalidades inusitadas, como travessias noturnas, revezamentos por equipes e combos de natação com corrida na mesma prova.  

A maior parte dos praticantes são atletas amadores, seduzidos pela emoção de nadar em mar aberto. “Cada travessia é um novo cenário e uma praia diferente. Tudo isso em uma viagem que compartilhamos com os amigos e a família”, afirma o designer Kevin Ritschel, que já se prepara para o próximo desafio, na Ilha Anchieta, litoral de Ubatuba. De acordo com o Ministério do Turismo, cerca de 40% dos viajantes entre 25 e 34 anos têm planos de se deslocar para assistir a eventos esportivos, tanto no Brasil quanto no exterior. 

Algumas provas são organizadas em parceria com organizações ambientais e promovem a conscientização ambiental dos visitantes para a importância de se preservar o ecossistema costeiro. O Estado de São Paulo conta com uma extensa faixa litorânea e uma grande quantidade de rios, favorecendo a prática das travessias aquáticas. Confira algumas provas que acontecem no litoral de São Paulo: 

 

Circuito Mares 

O Circuito Mares oferece uma grande variedade de modalidades, incluindo travessias de natação, que variam de 500 m até 5 km, provas de aquathlon, corridas e até stand up paddle. Foram programadas cinco etapas para 2025, sendo que duas já ocorreram, uma na Praia da Cocanha, em Caraguatatuba, e outra em Toque-Toque Pequeno, no município de São Sebastião. Agora, em junho, o Circuito Mares retorna para Cocanha, vai para a Praia do Perequê, em Ilhabela e a Praia da Enseada, localizada na cidade de Ubatuba. 

 

Circuito Aqua 

O circuito Aqua reúne cerca de 10 mil nadadores em duas etapas em São Paulo. O primeiro desafio, a “Volta do Parcel”, ocorre na praia de Juquehy, em São Sebastião, no mês de maio. O percurso tem distância de 1,5 km e reúne atletas do nível iniciante ao avançado, que se desafiam nadando ao redor da ilhota do Parcel. Uma das mais tradicionais do Estado, a etapa do Circuito Aqua ocorre em novembro na Praia do Sahy, também em São Sebastião. Os aventureiros vão de barco até “As Ilhas” e retornam a nado para a costa. O percurso tem pouco mais de 1,5 Km e oferece prêmios para os melhores tempos. 

 

Circuito TH5 

O circuito TH5 acontece na Praia do Indaiá, em Bertioga, município localizado no litoral norte paulista. O evento é dividido em cinco etapas distribuídas ao longo do ano que contam cada um com diferentes tipos de provas. São elas o aquathlon, na qual uma parte do percurso é feito à nado e a outra à corrida, além da travessia curta (700m), média (1200m) e longa (2200m), também existe uma prova exclusiva para crianças, com 150 m de distância. Os inscritos ganham uma camiseta e uma pulseira de cronometragem. O objetivo do equipamento no pulso é identificar os melhores atletas e para que os indivíduos acompanhem sua evolução.

 

Circuito Netuno  

O Circuito Netuno ocorre na Praia dos Milionários, um dos mais tradicionais do estado, no município de São Vicente, realizado com apoio da Prefeitura Municipal. No ano de 2025, o evento chega a sua 17ª edição com início em março e término em dezembro de 2026. São seis edições, sempre no mesmo local. Durante cada dia de evento, os inscritos podem escolher a distância do percurso da prova, sendo elas 750m, 1500m e 3000m; também é possível realizar o Triathlon. Cada etapa conta pontos para a classificação geral do circuito, os que obtiverem melhor pontuação ganham uma premiação adicional.

 

Travessia Poliana Okimoto 

Idealizado pela nadadora medalhista olímpica Poliana Okimoto. Este ano, a prova aconteceu no município de Bertioga, com saída e chegada na Praia do Indaiá. Como em vários outros eventos, os atletas podem escolher o tamanho do circuito, variando de 500 m até 5 km. As modalidades de aquathlon e de revezamento também estão disponíveis. Os atletas que registrarem tempo abaixo do limite estabelecido ganham uma medalha especial.

 

Circuito das Praias 

O Circuito das Praias é uma ótima opção para os nadadores que desejam realizar travessias calmas e contemplativas. O projeto Circuito das praias surgiu em 2022, após a grande tragédia pluvial no município de São Sebastião e tem o objetivo de mostrar a beleza do local. Realizado em nove etapas, o circuito passa por todas as praias da chamada Rota 55: Juréia, Una, Juquehy, Sahy, Baleia, Camburi, Boissucanga, Maresias, Paúba e Toque-Toque. Cada travessia inicia-se na ponta de uma praia e finaliza na outra e possuem cerca de 3km de extensão. Além disso, todas as etapas contam com apoios de caiaques e barcos de segurança, bem como o uso obrigatório de boias.

 

Circuito Maratona Aquática 

Organizado pelo Instituto Superior de Engenharia do Porto, o Circuito Maratona Aquática se consolida como um dos maiores circuitos de natação do Estado. Realizado em várias etapas durante o ano, oferece provas com diferentes distâncias em cada edição variando de 4 km até pouco menos de 1000 metros. Até o momento em 2025 já aconteceram quatro etapas, a mais famosa delas no município de Vinhedo em um lago próximo ao parque aquático Wet’n Wild. Para o resto do ano, estão programadas mais cinco edições que acontecerão em Ilhabela, São Sebastião e Caraguatatuba, além de dois desafios. Além disso, cada prova conta para um ranking anual, que vale para as categorias individual e por equipes.

 

Travessia do Canal de Ilhabela 

A prova de Travessia do Canal de Ilhabela acontece há mais de 10 anos e atrai nadadores mais experientes. O desafio, este ano, acontecerá no mês de novembro, com saída do munícipio de São Sebastião. A travessia tem 3,8 km e deve ser completada em menos de 2h 30min. A organização fornece kits de equipamento e monitoria de segurança por diferentes tipos de barco aos inscritos.

 

Namoro ou União Estável? Entenda a Diferença


O amor tem vários estágios, e cada relacionamento segue seu próprio ritmo. Mas quando falamos sobre aspectos jurídicos, existe uma linha tênue entre namoro e união estável — e compreender essa diferença pode evitar surpresas no futuro.

Embora um namoro possa ser duradouro, maduro e até marcado por uma convivência intensa, isso não significa, automaticamente, que ele seja reconhecido como uma união estável. E essa distinção importa, especialmente quando surgem questões relacionadas a herança, partilha de bens ou direitos previdenciários.



O que é união estável?

A união estável é uma forma de constituição de família reconhecida pelo ordenamento jurídico brasileiro, protegida pelo artigo 226 da Constituição Federal e regulamentada pelo Código Civil. Ela não exige formalidades específicas, como um registro em cartório, embora isso possa ser feito. Sua caracterização depende de fatos e da forma como o casal conduz a vida em comum.

Para que um relacionamento seja reconhecido como união estável, é necessário que ele seja:


• Público — conhecido por amigos, familiares e pela sociedade em geral;

• Contínuo e duradouro — não se trata de algo esporádico ou passageiro;

• E, principalmente, que haja a intenção de constituir família — ou seja, um projeto devida em comum.

Esse último critério, chamado de elemento subjetivo, é o que efetivamente distingue a união estável de um namoro tradicional. O casal pode viver junto, dividir contas e até adotar comportamentos semelhantes aos de um casamento, mas se não houver essa vontade mútua de formar uma família, não se configura juridicamente uma união estável.



Morar junto não é requisito

Um ponto importante, muitas vezes desconhecido, é que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já firmou entendimento de que a coabitação — morar sob o mesmo teto — não é requisito indispensável para o reconhecimento da união estável. O que importa é a estabilidade do relacionamento, o conhecimento público e, principalmente, a existência de um vínculo que reflita a constituição de uma família.

Isso significa que casais que mantêm relacionamentos profundos, mesmo vivendo em casas separadas, podem sim ter sua união reconhecida judicialmente, caso se verifiquem os elementos caracterizadores.



Contrato de namoro: uma proteção com limites

Com o objetivo de evitar confusões e trazer segurança jurídica, muitos casais optam por firmar o chamado contrato de namoro. Esse documento serve para declarar expressamente que, embora o relacionamento seja sério e até duradouro, não há entre os parceiros a intenção de constituir uma família.

É uma medida preventiva, útil principalmente em relações em que já há bens ou patrimônio envolvido. No entanto, é importante frisar: o contrato de namoro não é absoluto. Se, com o passar do tempo, o relacionamento evoluir e passar a apresentar os elementos da união estável — especialmente a vontade de formar família —, a Justiça pode reconhecer a união mesmo diante do contrato pré-existente. O que prevalece é a realidade vivida pelo casal.



Namoro qualificado: entre o namoro e a união estável

Em meio a essas definições, surge um conceito intermediário: o “namoro qualificado”. Trata-se de um relacionamento que, embora ainda não configure união estável, apresenta algumas de suas características — como convivência intensa, durabilidade e até certa dependência emocional ou econômica. Contudo, ainda falta ali o elemento subjetivo da intenção de constituir família.

Esse tipo de vínculo pode gerar dúvidas tanto para o casal quanto para terceiros, e por isso merece atenção especial. Cada caso deve ser analisado com cuidado, considerando-se os fatos e as evidências do dia a dia.


 

Conclusão: amor com responsabilidade

Neste Dia dos Namorados, entre presentes e jantares românticos, vale a pena uma reflexão sincera sobre o estágio do relacionamento. Não se trata de romantizar ou burocratizar o amor, mas de compreender que relações longas e profundas também têm implicações jurídicas — e que clareza e responsabilidade são formas de cuidado mútuo.

Saber onde o relacionamento está, e para onde caminha, é tão importante quanto celebrá-lo. 
 

 

Marcelo Santoro Almeida - professor de Direito de Família da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


Vai viajar de carro nas férias? Descubra por que ter um seguro automóvel é essencial para salvar sua viagem e seu bolso

Com o aumento de acidentes e imprevistos mecânicos sendo comuns durante as viagens de férias, garantir a cobertura adequada do seguro automotivo é fundamental 

 

Com a chegada das férias de julho muitas famílias brasileiras se preparam para viajar. Nesse período, o aumento do tráfego nas rodovias eleva também os riscos de acidentes, falhas mecânicas e furtos, especialmente em viagens longas ou para locais pouco conhecidos. No Rio de Janeiro, por exemplo, foram registrados 6.103 acidentes nas últimas férias escolares, segundo a PRF. Falhas mecânicas apareceram entre as principais causas, com 339 casos. Esses dados reforçam a importância de estar preparado para imprevistos. 

É nesse contexto que o seguro automotivo se torna um aliado indispensável. “Os meses de férias registram aumento no número de acionamentos por pane e sinistros em regiões turísticas, mas também de furtos. Muitas pessoas esquecem que, mesmo durante o lazer, os riscos continuam presentes. O seguro auto é essa rede de apoio que evita que um imprevisto estrague um momento importante em família. Ele garante agilidade, suporte e tranquilidade quando mais se precisa”, explica Domingos Rizzo, Diretor de Operações da Pier, seguradora com o objetivo de mudar a relação dos brasileiros com os seguros. 

Mais do que comodidade, é essencial garantir uma proteção completa ao viajar. Isso inclui cobertura para roubo, furto e colisões (com indenização por perdas parciais ou totais). Além disso, muitas vezes negligenciada no momento da contratação, a cobertura de danos a terceiros pode ser decisiva, pois, em alguns casos, o prejuízo causado a outro motorista pode ser muito maior do que o dano ao próprio veículo. 

Outro diferencial importante nos seguros atuais é a proteção contra desastres naturais. Eventos como alagamentos, quedas de árvores, granizo e raios, comuns no clima instável do Brasil, podem surpreender motoristas durante a viagem. Ter uma cobertura que abrange esses imprevistos é uma maneira eficaz de garantir que imprevistos não estraguem as férias. 

Para quem está se preparando para pegar a estrada, a recomendação é clara: revisar o carro, planejar o trajeto e verificar a cobertura do seguro ou contratar uma apólice adequada. Afinal, investir em proteção é a melhor maneira de garantir que as boas lembranças da viagem não sejam ofuscadas por imprevistos. “O seguro auto vai muito além de uma formalidade, é uma camada essencial de proteção para quem vai pegar a estrada.Em caso de acidente, pane ou qualquer imprevisto, ter esse suporte evita prejuízos financeiros, garante agilidade no atendimento e protege o bem-estar da família. É um investimento em tranquilidade, que permite curtir as férias com muito mais segurança”, finaliza Rizzo.


CPTM recebe campanha de vacinação em Rio Grande da Serra nesta sexta (13)

A ação acontece das 14h às 20h para intensificar a vacinação contra a gripe

 

A estação Rio Grande da Serra da CPTM recebe nesta semana uma campanha de vacinação em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde de Rio Grande da Serra. 

A ação, visando intensificar a vacinação contra a gripe, acontece na sexta-feira (13/06), das 14h às 20h. A iniciativa visa facilitar o acesso à imunização, ampliando a cobertura vacinal e contribuindo para a proteção contra o surgimento de complicações decorrentes da gripe. 

A campanha estará disponível para pessoas a partir de 6 meses.

 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros. 

 

Serviço

Intensificação da vacinação contra a gripe
Local: Estação Rio Grande da Serra, que atende a Linha 10-Turquesa da CPTM
Data: Sexta-feira (13/06)
Horário: das 14h às 20h 

 

Sexta-feira 13: mitos, significados e um convite à renovação energética


Ao longo dos séculos, a Sexta-feira 13 tornou-se uma das datas mais envoltas em mistério e superstição no imaginário popular. Histórias de azar, lendas urbanas e crenças infundadas associaram esse dia a presságios negativos. No entanto, para as tradições antigas, especialmente as ligadas ao Sagrado Feminino e à espiritualidade ancestral, a Sexta-feira 13 carrega significados sagrados e representa uma oportunidade poderosa de conexão espiritual, proteção e renascimento energético. 

Para a bruxa e escritora Tânia Gori, sacerdotisa e fundadora da Casa de Bruxa, é fundamental resgatar o verdadeiro sentido desta data, afastando os mitos que a cercam e valorizando seu potencial simbólico. “A Sexta-feira 13 é um portal energético que favorece a introspecção, o autoconhecimento e a libertação de padrões que não nos servem mais. Não há nada de sombrio ou perigoso nesse dia. Ao contrário: é um momento de profundo poder pessoal e espiritual”, explica.

 

O verdadeiro significado do número 13 

Na Antiguidade, o número 13 era considerado sagrado por representar os ciclos da natureza e da vida. São 13 ciclos lunares em um ano, e para muitas culturas ligadas ao culto da Deusa, esse número simbolizava o poder feminino, a fertilidade, a renovação e os mistérios da vida e da morte. Somente a partir da Idade Média, com a ascensão de sistemas patriarcais e o declínio dos cultos antigos, o número 13 passou a ser associado a azar e infortúnio.

 

Por que a sexta-feira? 

A sexta-feira, por sua vez, era o dia dedicado a Vênus e Freya, divindades ligadas ao amor, à beleza, à sexualidade e à magia. Essa associação tornava a sexta-feira um dia de celebração da vida e dos afetos. Quando o número 13 e a sexta-feira se encontram, o resultado é uma data potencialmente poderosa para práticas de espiritualidade, proteção e libertação de antigas amarras.

 

Superstições e preconceitos 

Entre as superstições associadas à Sexta-feira 13, uma das mais conhecidas é a ideia de que cruzar o caminho de um gato preto traria azar. Para Tânia Gori, esse tipo de crença é fruto de séculos de desinformação e perseguição às antigas tradições. “Os gatos, especialmente os pretos, foram injustamente perseguidos na Idade Média por estarem associados às bruxas e ao sagrado feminino. Na verdade, os gatos sempre foram símbolos de proteção, intuição e conexão com os mundos sutis. Nenhum animal carrega mal algum, são criaturas sagradas, e os gatos pretos, em especial, merecem respeito e cuidado”, afirma.

 

Um convite ao autoconhecimento e à libertação 

A Sexta-feira 13 também é vista, dentro da tradição da Casa de Bruxa, como um dia propício para realizar rituais de proteção, banimento de energias negativas e Queima de Karma, prática que visa liberar padrões repetitivos e laços emocionais ou espirituais que limitam o crescimento pessoal. É um momento ideal para banhos de ervas, meditações, acender velas de proteção e mentalizar novos caminhos. 

“A energia desta data favorece a tomada de consciência e o desapego daquilo que impede o florescimento pessoal. Mais do que superstição, a Sexta-feira 13 pode se tornar um importante exercício de autoconhecimento e reconexão com nossa força interior”, conclui Tânia. 





Tânia Gori - bruxa, escritora, sacerdotisa e fundadora da Casa de Bruxa, um dos mais reconhecidos espaços de estudos esotéricos e práticas mágicas do Brasil. Autora de livros sobre espiritualidade, magia natural e cultura ancestral, Tânia dedica-se há mais de três décadas ao resgate de saberes antigos e à formação de novas gerações de bruxas e estudiosos do sagrado feminino.



quinta-feira, 12 de junho de 2025

­­­­­A doença do “Coração Partido” existe sim!

Hospital Costantini, referência em cardiologia, destaca a Síndrome do Coração Partido, condição cardíaca grave associada ao estresse emocional, que afeta principalmente mulheres acima dos 60 anos


Conhecida como “Síndrome do Coração Partido”, a cardiomiopatia de Takotsubo tem ganhado cada vez mais atenção dentro das unidades de emergência e terapia intensiva no Brasil. A condição, muitas vezes semelhante ao infarto, revela um impacto direto e profundo das emoções sobre a saúde do coração. No Hospital Costantini, referência em atendimento cardiológico, os profissionais observam que, apesar de pouco conhecida pela população, a doença não é tão rara quanto parece.

“É uma síndrome que tem como pano de fundo o estresse, tanto emocional quanto físico. A pessoa chega com dor no peito, os exames iniciais sugerem infarto, mas o cateterismo mostra que não há obstrução nas artérias coronárias. Ainda assim, o músculo do coração está claramente afetado”, explica o Dr. Marcio Moreno Luize, cardiologista e chefe da UTI do Hospital Costantini.

Segundo o especialista, em mais de 80% dos casos, os pacientes são mulheres acima dos 60 anos, pós-menopausa. O quadro costuma ser desencadeado por eventos marcantes como luto, medo intenso, frustrações profundas, conflitos ou até mesmo doenças graves e acidentes. “É como se o coração literalmente se partisse em resposta a uma emoção devastadora. Isso justifica o nome da síndrome, que é, ao mesmo tempo, poético e alarmante”, reforça o Dr. Marcio Luize.

Embora possa evoluir para formas graves com desmaios, arritmias e até insuficiência cardíaca, a cardiomiopatia de Takotsubo é, em geral, reversível em um período de uma a quatro semanas com o tratamento adequado. O diagnóstico preciso é confirmado por meio de exames como ecocardiograma e cateterismo, que ajudam a descartar o infarto clássico e a visualizar a característica alteração no músculo cardíaco.


Atenção aos sinais e prevenção emocional

Dor intensa no peito é o principal sinal de alerta. “É o sintoma que mais leva o paciente ao hospital. Em muitos casos, ele está tão intenso e tão parecido com o de um infarto que só conseguimos diferenciar com exames mais aprofundados”, pontua o cardiologista.

O tratamento envolve medicamentos para proteger o coração e o controle rigoroso dos sintomas. Durante o processo de recuperação, é fundamental evitar esforços físicos intensos e priorizar o cuidado emocional. “Não é exagero dizer que a saúde emocional influencia diretamente a saúde do coração. Vínculos sociais, espiritualidade, momentos de descanso e até práticas como meditação e ioga são aliados na prevenção”, afirma o médico.

“Apesar de ainda ser considerada uma síndrome pouco frequente, estima-se que até 2% de dos casos que chegam aos pronto-socorros com suspeita de infarto sejam, na verdade, a Síndrome do Coração Partido. E essa proporção pode crescer. Vivemos tempos de estresse crônico, ansiedade e sobrecarga emocional. O corpo dá sinais — e o coração, muitas vezes, é o primeiro a falar”, alerta o Dr. Marcio Luize.


Centro de referência em cardiologia

Com uma UTI e uma emergência altamente especializada, ágil e eficaz, o Hospital Costantini, que é referência em cardiologia, possui estrutura de ponta para exames diagnósticos e tratamentos intensivos, consolidando-se como um dos centros de excelência no atendimento a doenças cardíacas no Paraná. “O diagnóstico preciso e a agilidade no atendimento são fatores que fazem toda a diferença em casos como esse. Aqui, temos equipe multidisciplinar preparada para acolher o paciente de forma integral — corpo e mente”, conclui o Dr. Luize.

 

Hospital Cardiológico Costantini


Sob o mote Com a bronquiolite não se brinca, AstraZeneca lança campanha para conscientizar população sobre os perigos do Vírus Sincicial Respiratório

Causa de 80% das bronquiolites e 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos1, vírus vem sendo apontado pela Fiocruz como fator decisivo para o aumento de hospitalizações infantis no outono2; iniciativa se volta a levar informações de qualidade a cuidadores sobre precauções preventivas, sintomas da doença e a necessidade de imunização dos grupos de risco 

 

A biofarmacêutica global AstraZeneca acaba de lançar a campanha Com a bronquiolite não se brinca, que visa reforçar a importância da conscientização sobre os perigos do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). Responsável por 80% das bronquiolites e 60% das pneumonias em crianças com até dois anos de idade1, o VSR pode ser ainda mais grave para bebês prematuros, com displasia broncopulmonar ou doença cardíaca congênita3. Entre abril e maio de 2025, meses que coincidem com o outono no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem realizado uma série de alertas, chamando atenção para a alta circulação do vírus e seu impacto no aumento de hospitalizações de crianças pequenas, principalmente2.

Com o mote que dá nome à ação, a campanha, assinada pela agência PiU Comunica, contempla conteúdos nos canais proprietários da biofarmacêutica, um site com informações e orientações destinadas aos cuidadores destes bebês, além de conteúdos exclusivos à classe médica.

No vídeo hero recém-lançado, mães e influenciadoras cujos filhos tiveram bronquiolite compartilham relatos pessoais sobre como a doença trouxe complicações respiratórias a esses bebês. “O Arthur é uma criança prematura, ele nasceu de 30 semanas e ficou 34 dias internado na UTI neonatal. Por conta do uso prolongado de oxigênio, ele se tornou portador da displasia broncopulmonar", conta no vídeo Débora Matos Figueiredo de Melo, mãe do Arthur Henrique, referindo-se à condição que levou seu bebê ao grupo de risco. Com 10 meses de idade, Arthur acabou desenvolvendo uma bronquiolite e passou uma semana internado em uma unidade de terapia intensiva (UTI).

Shirley Hilgert, ceramista, mãe do Leonardo e do Caetano e criadora de conteúdo à frente do canal Macetes de mãe (macetesdemae), também compartilhou sua experiência. “Por muito tempo, ele teve dificuldade pra mamar. Teve meses que o Caê chegou a ganhar 300 gramas de peso, outros que ele chegou a ganhar 100 gramas de peso. E isso porque a bronquiolite vai embora, mas a dificuldade respiratória permanece por um bom tempo”, relembra.

Confira o filme da campanha em https://www.youtube.com/watch?v=UUO4cZsDuL0

"Durante o planejamento da campanha, ficou claro que os sentimentos de culpa, desamparo e solidão permeiam a experiência dos responsáveis por bebês que desenvolveram bronquiolite. Entendemos a importância de dividir relatos reais de quem passou por essa experiência para se conectar diretamente com nosso público", explica Claudia Carmello, Head de Estratégia da PiU. "Essas pessoas são, primordialmente, mulheres que dependem da rede pública de saúde e que, muitas vezes, não têm acesso a informações sobre a doença. Desenhamos uma campanha 100% digital pensando em levar conteúdo de qualidade a quem precisa, mas também amparo e empatia."

A Diretora Médica da AstraZeneca Brasil, Karina Fontão, complementa: “Acreditamos no poder transformador da educação, por isso, criamos uma campanha que visa fornecer informações de qualidade e de maneira simples e didática à população. É essencial que cuidadores e profissionais de saúde estejam bem informados sobre a importância da imunização e das medidas preventivas, em especial na época de maior circulação desses vírus que atingem o sistema respiratório. Nosso objetivo é garantir que todos tenham acesso ao conhecimento necessário para proteger as crianças contra o VSR."

Além do vídeo hero, a campanha promove também conteúdo educativo de profissionais da área da saúde – a pediatra Priscilla Massote (dra.priscillapediatra) [CRM 71346] e a enfermeira pediátrica e intensivista Ana Laura Guimarães (analauraguimares1) [COREN-SP 760475] - e outros relatos em profundidade de criadoras de conteúdo que passaram pela bronquiolite com seus filhos. São elas: Lia Gondim (lia_gondim), Camila Gardioli ( camilagardioli) e o casal Iza Mariana Santiago e Natami Santiago Costa (duasmamaesnatiza).

Ainda como serviço a este público, a agência PiU Comunica desenvolveu uma cartilha informativa com informações essenciais sobre o VSR e a bronquiolite. Ela pode ser acessada na página criada para a campanha, que também reúne orientações sobre sazonalidade do vírus, sintomas e grupos de risco.

Em um outro vídeo, a influenciadora digital Viih Tube, mãe de Lua e Ravi, se junta à pediatra Priscilla Massote em um momento descontraído para tirar dúvidas reais sobre a bronquiolite. O conteúdo aborda de forma leve, direta e bem-humorada as principais dúvidas sobre a doença, como diferenciar um resfriado comum de uma bronquiolite, quais são os sinais de alerta que merecem mais atenção e, claro, como prevenir. Em menos de 24h desde a sua publicação, o vídeo superou a marca de 1 milhão de visualizações. Ele integra uma série de conteúdos desenvolvidos para a campanha, que inclui depoimentos de mães, profissionais de saúde e informações práticas para orientar famílias sobre os riscos do VSR.

Assista ao filme em https://www.instagram.com/reel/DKuXmoMu3-n/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA%3D%3D


Também integra a campanha a Associação Brasileira de Pais de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade e ACIP (Associação de Cuidado Integral à Prematuridade).



FICHA TÉCNICA

Título: Com a bronquiolite não se brinca

Duração: 2'20”

Cliente: AstraZeneca
Produto:
Institucional

Agência: PiU Comunica

Direção Executiva de Criação: Claudia Carmello e Anna Angotti
Direção de Criação: Maíra Tanaka
Direção de conteúdo:
Camila Lafratta

Aprovação AstraZeneca: Vagner Bonato, Ana Zainaghi e Juares Bianco
Atendimento: Mylena Peixoto
Criação: Mirella Janotti

Roteiro: Marcella Centofanti
Motion:
Rafael Baldam
Criação de KV:
Maíra Tanaka e Fernando Malta
Estratégia:
Claudia Carmello
Mídia:
Carolina Giacomelli
Produção de vídeo:
Adriano Conter
Produção de Áudio:
Paulo Vaz
PR:
Patricia Cançado, Cristiane Nascimento e Fernanda Reis

Data e Tecnologia: Lucas Sampaio

 


AstraZeneca
www.astrazeneca.com.br
Instagram @astrazenecabr.


Referências

  1. MH DIRETRIZES PARA O MANEJO DA INFECÇÃO CAUSADA PELO VÍRUS SINCICIAL

RESPIRATÓRIO (VSR) 2017. https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/Diretrizes_manejo_infeccao_causada_VSR2017.pdf


  1. InfoGripe: alta circulação do VSR provoca aumento de casos, pela pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) https://fiocruz.br/noticia/2025/04/infogripe-alta-circulacao-do-vsr-provoca-aumento-de-casos

Acessado em 23 de maio de 2025.

  1. Protocolo de Uso - Palivizumabe para prevenção da Infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório 2018. https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/relatorios/2018/relatorio_protocolouso__palivizumabe.pdf


Seconci-SP: doar sangue, um ato de responsabilidade social e cidadania

 Mesmo com 1,6% da população como doadores regulares, estoques no Brasil operam em níveis críticos

 

Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Representa uma chance de vida para pacientes em tratamento, vítimas de acidentes ou cirurgias complexas. Mesmo assim, os estoques dos bancos de sangue frequentemente operam em níveis críticos. É nesse contexto que a doação de sangue precisa ser compreendida como um compromisso coletivo – um ato de responsabilidade social e cidadania.

As afirmações são de Carla Regina Spanolli da Silva e Edilson da Silva Almeida, assistentes sociais do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), por ocasião do Dia Mundial do Doador de Sangue (14 de junho).

Em artigo, Carla e Almeida comentam que cerca de 1,6% da população brasileira é doadora regular, acima dos 1% recomendados pela Opas (Organização Panamericana de Saúde), mas isto não garante a estabilidade dos estoques dos bancos de sangue em períodos críticos.

“Doar sangue é um gesto que une pessoas diferentes por um bem comum. Vai além da ação individual: envolve políticas públicas, campanhas de conscientização e o fortalecimento de valores sociais como empatia, solidariedade e cuidado com o próximo”, afirmam os assistentes sociais.

Eles explicam que, para ser doador de sangue no Brasil, é necessário cumprir alguns requisitos básicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde:

  • Ter entre 16 e 69 anos (menores de 18 anos precisam de autorização dos responsáveis)
  • Pesar no mínimo 50 kg
  • Estar em boas condições de saúde
  • Estar alimentado (evitar alimentos gordurosos nas 4 horas anteriores à doação)
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas
  • Apresentar documento oficial com foto (RG, CNH, carteira de trabalho, etc.).

‘Seja um doador regular e ajude a fazer a diferença na vida de quem mais precisa. Juntos, podemos construir uma sociedade mais solidária e comprometida com a saúde de todos. Participe! Doe Sangue. Doe Vida”, finalizam.

Leia o artigo https://www.seconci-sp.org.br/doar-sangue-um-gesto-de-solidariedade-que-salva-vidas.html


O silêncio invisível: as causas do diagnóstico tardio de Autismo e TDAH em meninas e mulheres no Brasil


 Censo TEA 2022 revela 2,4 milhões com autismo, predominância masculina; desafios de identificação em mulheres agravam atrasos e prejuízos ao desenvolvimento


O Censo TEA 2022, divulgado recentemente pelo IBGE, apontou que cerca de 2,4 milhões de pessoas no Brasil possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), com prevalência maior entre os homens. Esse levantamento reforça uma realidade evidente: meninas e mulheres enfrentam percursos mais longos até o diagnóstico tanto de autismo quanto de TDAH, com impactos significativos em seu bem-estar e acesso a tratamentos adequados. 

Especialistas atribuem essa realidade a fatores como critérios diagnósticos baseados quase exclusivamente no universo masculino, e a habilidade das mulheres de mascarar sinais por meio da camuflagem social (“masking”). Como consequência, muitas acabam recebendo diagnósticos tardios — geralmente de depressão, ansiedade ou TDAH — sem que a condição principal seja identificada.  

“As meninas aprendem a se adaptar socialmente, o que dificulta a identificação precoce dos sintomas. Isso atrasa o acesso ao diagnóstico e ao suporte que poderia evitar sofrimento emocional e prejuízos acadêmicos ou relacionais”, observa a neuropsicopedagoga Silvia Kelly Bosi, especialista em desenvolvimento infantil e autismo.  

Essa situação acarreta consequências: meninas e mulheres tendem a desenvolver comorbidades como depressão, ansiedade e transtornos alimentares, resultado de décadas lidando com exigências sociais sem o diagnóstico adequado.  

Outro aspecto destacado por Silvia Kelly Bosi é a forma como os sinais sutis são vistos com desconfiança ou minimizados por profissionais sem especialização em gênero e neurodesenvolvimento.“Quando sintomas leves aparecem, muitas vezes são enquadrados como frescura ou traço de personalidade, e não como indício de TEA ou TDAH. Isso reflete um viés de gênero dentro da área de saúde.” 

Tais entraves reforçam a estatística masculina dominante nos dados oficiais, mas escondem a realidade de inúmeras meninas e mulheres vivendo em silêncio, sem apoio adequado.

 

Importância do diagnóstico precoce e especializado

1.    Triagem sensível ao gênero: uso de entrevistas aprofundadas com psicólogos, neuropsicólogos, psiquiatras e neurologistas, que considerem o histórico de camuflagem e a evolução da infância à vida adulta.

2.    Formação de profissionais: capacitar equipes de saúde e educação para reconhecer sinais de TEA e TDAH em meninas, sobretudo os não evidentes no padrão masculino.

3.    Apoio psicossocial contínuo: garantir acesso a terapias específicas (como ABA, psicoterapia, fonoaudiologia) e suporte nas escolas para promover bem-estar emocional e inclusão. 

O enfrentamento do subdiagnóstico é urgente, como destaca a neuropsicopedagoga. “Cada ano sem diagnóstico é um ano sem compreensão, autorregulação e possibilidades de acolhimento desde cedo. A adoção de políticas públicas e protocolos clínicos que reconheçam as particularidades de gênero no neurodesenvolvimento pode mudar essa realidade — não apenas em números, mas na qualidade de vida de meninas e mulheres que vivem com autismo e TDAH no Brasil”, finaliza Silvia. 

 

Silvia Kelly Bosi - Cientista e neuropsicopedagoga, graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional, com especializações em Autismo, Desenvolvimento Infantil, Análise do Comportamento, Neurociências e Neuroaprendizagem. Certificada internacionalmente pelo CBI of Miami em Desenvolvimento Infantil e Avaliação Comportamental. Mestranda em Atenção Precoce pela Universidad del Atlántico (Espanha) e Perita Judicial certificada pela PUC-Rio. Atua com foco em avaliação neuropsicopedagógica e intervenção nos contextos clínico e educacional.



Imunidade natural no inverno, homeopata explica


Com a chegada do frio, aumentam os casos de gripes, resfriados e infecções respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com imunidade fragilizada. E, diante desse cenário, cresce também o apelo por soluções naturais que, além de eficazes, tenham menor impacto colateral quando comparadas a medicamentos de uso contínuo. 

Segundo o farmacêutico naturopata Jamar Tejada, extratos como equinácea, astragalus, diferentes tipos de própolis e o óleo essencial de orégano vêm sendo cada vez mais estudados por sua capacidade de modular a resposta imunológica e atuar na prevenção de infecções virais e bacterianas, sem os efeitos adversos comuns em muitos medicamentos sintéticos. “No entanto, “natural” não significa isento de riscos — por isso, o uso deve sempre ser orientado por um profissional habilitado, considerando possíveis interações e contraindicações”, alerta o especialista que deixa as dicas:
 

Equinácea (Echinacea purpurea)

Rica em alquilamidas, ácido cafeico e polissacarídeos, a equinácea estimula a fagocitose e aumenta a produção de linfócitos e interferons — substâncias essenciais no combate a vírus respiratórios. Seu uso é indicado tanto na prevenção quanto nos estágios iniciais de gripes e resfriados.

Pode interagir com imunossupressores e deve ser evitada por pessoas com doenças autoimunes ou alergia a plantas da família das asteráceas.


Astragalus (Astragalus membranaceus)

Planta adaptógena de origem chinesa, contém saponinas, polissacarídeos e flavonoides com ação imunomoduladora. Fortalece a imunidade inata e adaptativa, sendo ideal para pessoas que adoecem com frequência ou que enfrentam períodos de estresse físico ou emocional.

Deve ser usado com cautela por pessoas que utilizam imunossupressores ou têm doenças autoimunes.


Própolis: verde, marrom e vermelho

O própolis brasileiro é mundialmente reconhecido pela sua diversidade e potência terapêutica. Seu principal diferencial está na variedade de compostos fenólicos, que variam conforme a origem botânica:

  • Própolis verde: Extraído do alecrim-do-campo (Baccharis dracunculifolia), é rico em artepelin C, com potente ação anti-inflamatória, antiviral e antioxidante.
  • Própolis vermelho: Originário da Dalbergia ecastaphyllum, planta dos manguezais nordestinos, contém isoflavonoides como a formononetina, com ação imunomoduladora e anti-infecciosa.
  • Própolis marrom: De composição mais ampla e variável, apresenta ácidos fenólicos como o cumárico, ferúlico e benzoico, com propriedades antibacterianas e antifúngicas.

Pode causar reações alérgicas em pessoas sensíveis a produtos apícolas. A forma alcoólica deve ser evitada por crianças, gestantes ou pessoas com distúrbios hepáticos.
 

Óleo essencial de orégano (Origanum vulgare)

Rico em carvacrol e timol, dois compostos com forte ação antimicrobiana e antifúngica. Esses ativos agem rompendo a membrana celular de microrganismos e inibindo sua multiplicação. É um recurso natural valioso na prevenção de infecções respiratórias.

Não deve ser ingerido puro. Gestantes, lactantes e pessoas com distúrbios gástricos devem evitá-lo sem orientação profissional.
 

Qualquer um pode fazer uso?

Embora essas substâncias apresentem menor toxicidade em comparação com fármacos convencionais, elas não são neutras ao fígado. “Extratos vegetais concentrados, cápsulas e óleos essenciais também passam por metabolização hepática e, quando utilizados sem critério, podem sobrecarregar o organismo ou interagir com outros medicamentos”, avisa Jamar.

Por isso, é fundamental contar com a orientação de um profissional qualificado — especialmente em casos de doenças crônicas, uso contínuo de remédios ou histórico de alergias. “Vale lembrar que todos esses ativos podem ser manipulados em forma de cápsulas em farmácias de manipulação, o que permite personalização da formulação conforme a necessidade de cada paciente”, diz.

Cuidar da imunidade vai muito além de escolher bons suplementos. Uma alimentação equilibrada, sono de qualidade, manejo do estresse e redução do consumo de ultraprocessados são parte indispensável de qualquer estratégia de saúde duradoura.

Ele lembra ainda que essas substâncias naturais podem ser aliadas poderosas, mas não substituem uma orientação individualizada e profissional. Usadas com consciência, fortalecem o corpo — não apenas contra gripes e resfriados, mas como suporte para um organismo mais resiliente durante todo o inverno.


Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br
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