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sexta-feira, 26 de abril de 2024

Lei ajuda no cuidado com a saúde mental

Lei 14.831 cria o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, para empresas que adotem critérios de promoção da saúde mental e do bem-estar de seus colaboradores


A Lei 14.831, de 2024, que instituiu o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, já está em vigor. Esta lei é uma forma do governo federal reconhecer e premiar empresas que adotem medidas para promover a saúde mental e o bem-estar de seus funcionários. Ela teve origem no Projeto de Lei 4.358/2023, que foi aprovado pelo Senado em 28 de fevereiro e publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 28 de março.

O projeto foi apresentado pela deputada Maria Arraes e teve como relatora a senadora Jussara Lima. De acordo com a nova lei, o certificado será concedido por uma comissão designada pelo governo federal, encarregada de avaliar se as práticas da empresa estão de acordo com os critérios estabelecidos. Esses critérios incluem a implementação de programas de promoção da saúde mental no ambiente de trabalho e a luta contra a discriminação e o assédio em todas as formas.

Durante a aprovação do projeto, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou a importância da iniciativa para fortalecer a saúde mental dos trabalhadores. A senadora Zenaide Maia elogiou a relatora e a autora do projeto, enquanto o senador Rodrigo Cunha ressaltou a necessidade de enfrentar os problemas de saúde mental com seriedade.

De acordo com a lei, o certificado terá validade de dois anos, com a possibilidade de renovação após uma nova avaliação. O não cumprimento das disposições pode levar à revogação da certificação. Com o auxílio de: palestras, treinamento e acompanhamento de lideranças e mentoria para profissionais de RH. 

As empresas interessadas em obter a certificação devem desenvolver ações e políticas fundamentadas nas seguintes diretrizes:

 

Promoção da saúde mental:

a) implementação de programas de promoção da saúde mental no ambiente de trabalho;

b) oferta de acesso a recursos de apoio psicológico e psiquiátrico para seus trabalhadores;

c) promoção da conscientização sobre a importância da saúde mental por meio da realização de campanhas e de treinamentos;

d) promoção da conscientização direcionada à saúde mental da mulher;

e) capacitação de lideranças;

f) realização de treinamentos específicos que abordem temas de saúde mental de maior interesse dos trabalhadores;

g) combate à discriminação e ao assédio em todas as suas formas;

h) avaliação e acompanhamento regular das ações implementadas e seus ajustes.

 

Bem-estar dos trabalhadores:

a) promoção de ambiente de trabalho seguro e saudável;

b) incentivo ao equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional;

c) incentivo à prática de atividades físicas e de lazer;

d) incentivo à alimentação saudável;

e) incentivo à interação saudável no ambiente de trabalho;

f) incentivo à comunicação integrativa.

 

Transparência e prestação de contas:

a) divulgação regular das ações e das políticas relacionadas à promoção da saúde mental e do bem-estar de seus trabalhadores nos meios de comunicação utilizados pela empresa;

b) manutenção de canal para recebimento de sugestões e de avaliações;

c) promoção do desenvolvimento de metas e análises periódicas dos resultados relacionados à implementação das ações de saúde mental. 

 

Carla Béck - psicóloga e consultora em Desenvolvimento Humano e Organizacional. Nestes últimos 13 anos à frente da Infinita Engenharia do Potencial Humano, em Campinas (SP), Carla reúne experiência atendendo às empresas de médio e grande portes bem como líderes em busca de aprimoramento de equipes. A psicóloga é uma das primeiras especialistas no Brasil a difundir o conceito “Agilidade Emocional”, que tem se tornado tema central de discussões do presente e importante habilidade para o futuro.

 

Lei da Alienação Parental precisa ser vista como aliada

No Dia Internacional de Combate à Alienação Parental (25 de abril), advogado de Direito da Família explica por que a legislação merece mais atenção e como pode afetar a vida de milhares de genitores e crianças 

 

Segundo as Estatísticas do Registro Civil de 2022, o Brasil registrou um aumento de 8,6% no número de divórcios em comparação ao ano anterior, subindo de 386.813 em 2021 para 420.039. Desse total, 340.459 divórcios foram realizados por via judicial e 79.580 de forma extrajudicial.

Dentro dessa perspectiva, há a necessidade de olhar com cuidado para os contextos a que essas famílias estão inseridas, a maneira como as separações são conduzidas e, principalmente, como ficam os filhos desses casais, muitas vezes submetidos a violências dos pais e transformando-se em munição para que um genitor possa atingir o outro. Controversa quando olhada de forma superficial, a Lei da Alienação Parental pode ser uma aliada, tendo impacto nessa estrutura familiar e no bem-estar psicológico de crianças e adolescentes, de maneiras diferentes.

De acordo com Paulo Akiyama, advogado especializado em direito de família no Brasil, apesar das recentes polêmicas a respeito da Lei 12.318/2010 (Lei da Alienação Parental), é preciso ter uma visão crítica a respeito daquilo que ela defende uma vez que, foi elaborada com base em estudos e casos quando havia a influência de atos alienadores praticados por genitores/parentes e amigos próximos, criando falsas memórias nas vítimas de tais atos. “É uma regulamentação que busca a proteção dos pequenos e não o contrário. Precisamos de profissionais responsáveis que façam valer a justiça, para que ela cumpra seu papel”, comenta.

É importante destacar que, apesar dos casos em que os pais agressores tentam utilizar a legislação para não serem incriminados, a Justiça precisa estar atenta ao cumprimento das respectivas penas. Hoje, 40% dos processos litigiosos envolvendo ex-casais usam a acusação de alienação parental como estratégia. “Criada para proteger as crianças de manipulações nocivas em contextos de disputas familiares, a Lei requer uma condução ética e criteriosa para assegurar sua eficácia e justiça. É essencial que cada caso seja submetido a uma investigação aprofundada, envolvendo avaliações psicológicas detalhadas e a atuação de profissionais especializados”, explica o advogado.

Ele conta que muitos, de forma errônea, alegam que a lei se baseou exclusivamente na tese da Síndrome da Alienação Parental, defendida por Richard A. Gardner, médico psiquiatra e pesquisador da Universidade de Columbia. Mas, desde o PL 4053/2008, que gerou a regulamentação, o projeto de lei não trazia em seu bojo referências a Gardner. “Com o advento da Lei, desde sua publicação, me arrisco dizer que milhares de famílias foram auxiliadas no convívio entre genitor e prole a partir de sua aplicação”, comenta. Há um movimento atual na busca da revogação, que defende que esta Lei é uma forma de proteger os pedófilos. “Ora, isto, no mínimo, é afrontar o bom princípio do julgamento dos processos judiciais. Assim, vejamos: um juiz togado não adotará qualquer posição de convencimento, pela prática ou não de atos de alienação parental, sem que antes tenha um parecer psicossocial, podendo ser de profissionais do Estado ou mesmo particulares. Em nome da celeridade processual, temos uma lei recente que permite ao magistrado eleger um perito psicossocial que não seja serventuário. As partes envolvidas no processo podem, cada um, contratar seus assistentes técnicos e combaterem tecnicamente o laudo apresentado ao juízo”, detalha.


Pais também cometem alienação parental

Quando a Lei da Alienação Parental é utilizada corretamente, observa-se que ambos os gêneros podem ser autores ou vítimas da prática destrutiva. Recentemente, observou-se um aumento na conscientização sobre situações em que homens praticam a alienação contra mães. “Em geral, os casos envolvem a manipulação de crianças e adolescentes para que rejeitem ou demonstrem hostilidade contra um de seus genitores, uma estratégia que pode ter profundas repercussões psicológicas e emocionais para as vítimas”, acrescenta o especialista. É uma prática que impede o desenvolvimento de uma dinâmica familiar saudável, necessitando, assim, de atenção das autoridades competentes e da sociedade para que medidas preventivas e corretivas sejam efetivamente aplicadas e, protejam o bem-estar das crianças e adolescentes.

Para que uma acusação seja realizada, a avaliação psicológica prévia é sugerida. “Sempre se deve evitar ao máximo propor uma ação ou um incidente processual alegando a questão. O advogado não é psicólogo. Ele entende da sua área de atuação, mas não é psicólogo ou psiquiatra para formar convicção”, pontua o especialista, chamando atenção para um olhar crítico em relação a cada um dos casos.


O efeito da Alienação Parental para crianças e adolescentes

Conforme explica o Dr. Paulo Akiyama, a Lei da Alienação Parental vem trazendo, ao longo dos anos, uma enorme contribuição ao jurisdicionado, já que muitos casos são praticados de forma inconsciente pelo genitor alienador, uma vez que está envolvido pelo drama da falência do casamento e a perda do espírito de família que sempre buscou. “Ela mostra caminhos que não se enxergava anteriormente, confirmando para aquele genitor alienador ou parentes próximos (os quais podem ser os praticantes dos atos) que suas atitudes estão fazendo a criança sofrer, cria traumas psicológicos enormes — e, muitas vezes, irreparáveis — que levam os pequenos a se transformarem em adultos problemáticos, em especial (mas não limitado) às relações conjugais. Relacionamentos amorosos, muitas vezes, se tornam um martírio para estes adultos que se desenvolveram sob atos de alienação parental”, detalha. Além disso, os benefícios se estendem ao longo dos anos, com a Justiça se aperfeiçoando na aplicação e promovendo uma convivência mais saudável entre pais e filhos.

Outra lei que se tornou um avanço nesses casos e ajuda na promoção de uma estrutura familiar mais saudável é a da Guarda Compartilhada (Lei 13.058/2014), que reforça o direito dos filhos a uma relação equilibrada e contínua com ambos os pais, independentemente do estado civil deles. “Nosso papel como advogados é garantir o bem-estar das crianças e adolescentes, acima de tudo, buscando sempre a minimização dos conflitos e o respeito mútuo entre os envolvidos”, enfatiza. Ou seja, é essencial que as discussões e revisões legais sejam feitas com base no aprimoramento e na adaptação às novas realidades familiares — e não na simples revogação de leis que já contribuíram de forma relevante para a resolução de conflitos familiares.

O Dia Internacional de Combate à Alienação Parental deve servir como um lembrete dos desafios enfrentados por muitas famílias, mas também como uma oportunidade para promover mudanças positivas por meio da educação, do diálogo e do comprometimento legal e social com a proteção dos mais vulneráveis.

 


Paulo Akiyama - formado em economia e em direito desde 1984. É palestrante, autor de artigos, sócio do escritório Akiyama Advogados Associados e atua com ênfase no direito empresarial e direito de família.

Akiyama Advogados
Para mais informações acesse o site


Networking é tema de maior evento para mulheres empreendedoras de Santa Catarina

Camila Renaux, especialista em marketing, revela três razões que destacam a importância da conexão no empreendedorismo feminino

 

No universo empresarial, a qualidade do produto ou serviço não é o único fator determinante do sucesso. O networking estabelecido ao longo do tempo desempenha um papel essencial. Esse aspecto é ainda mais relevante para as mulheres, diante dos desafios enfrentados para se firmarem no mercado. É uma oportunidade de construir uma rede de apoio, onde compartilham experiências, conhecimentos e recursos, fortalecendo-se mutuamente.

"Quando estabelecem conexões entre si, as empreendedoras cultivam um ambiente de sororidade que as motivam a buscar seus objetivos. Essa interação faz toda a diferença em um cenário onde 75% das mulheres no mercado de trabalho sofrem com a síndrome do impostor, questionando seu próprio potencial. É por meio desse networking que a troca de experiências inspira e impulsiona o sucesso umas das outras", destaca Camila Renaux, especialista em Marketing Estratégico, Marketing Digital e Inteligência Artificial.

Essa temática ganhou espaço durante a participação de Camila no Conecta Elas, evento de destaque no cenário do empreendedorismo feminino de Santa Catarina. Realizado em Brusque (SC), em 24 de abril, o encontro reuniu 180 mulheres empreendedoras.

A seguir, a especialista revela três benefícios do networking para o empreendedorismo feminino:

 

Compartilhe experiências: o networking entre mulheres empreendedoras é como um abraço acolhedor em um mundo empresarial muitas vezes desafiador. É um lugar onde podemos compartilhar nossas histórias, os altos e baixos, e encontrar apoio genuíno. Estar em contato com quem entende suas batalhas é uma oportunidade de aprender e crescer juntas. Por isso, as trocas de experiências não só nos proporcionam novos insights, mas também cultivam um senso de comunidade e solidariedade que fortalece para superar qualquer obstáculo que possa surgir pelo caminho.

 

Eleve a autoconfiança: conectar-se com outras mulheres que compartilham os mesmos sonhos e ambições proporciona uma dose extra de coragem para seguir em frente com determinação. Cada conversa e troca de experiências nos lembra que não estamos sozinhas e que, juntas, somos uma fonte poderosa de apoio e fortalecimento. Essa sensação de união nos motiva a arriscar mais, reacendendo nossa confiança no nosso potencial máximo.

 

Oportunidade de parcerias: o networking pode ser comparado a um encontro entre amigas para tomar um café, mas com uma pitada mágica: a cada conversa surgem oportunidades incríveis. É uma chance de nos conectarmos para explorar colaborações e parcerias lucrativas. Cada nova conexão parece ser um convite especial para embarcar em projetos que nos motivam e impulsionam o crescimento de nossos negócios. Afinal, quando unimos forças, somos capazes de alcançar muito mais do que conseguiríamos individualmente, criando um ambiente de apoio e inspiração que nos direciona ao sucesso empreendedor. Se joga! 



Camila Renaux - especialista em Marketing Estratégico, Marketing Digital e Inteligência Artificial pelo MIT, nos Estados Unidos. Eleita por três vezes a melhor profissional de Marketing Digital do Brasil, é embaixadora de Philip Kotler e de seu evento eWMS (World Marketing Summit) no país. Já treinou milhares de alunos, distribuídos pelos cinco continentes, através de seus cursos on-line. Consultora de empresas, vivencia o digital no seu dia a dia há mais de 20 anos. Produz conteúdo ativamente para compartilhar doses generosas de informação e é palestrante de um dos maiores eventos de marketing e vendas da América Latina.


5 mitos e verdades sobre a certificação técnica

Unsplash
Apenas um em cada dez recém-formados nos cursos de graduação mais populares do Brasil conseguem um cargo compatível com seu nível de preparação

 

Um emprego desempenha um papel importante no desenvolvimento e na vida das pessoas, oferecendo oportunidades para aprender, crescer e se realizar. Muitos jovens estão à procura de trabalho por uma variedade de motivos, que vão desde a independência financeira até o crescimento pessoal e profissional, e em busca de uma vida mais digna. Segundo o IBGE, em janeiro de 2024, havia 8,3 milhões de desempregados no Brasil.  

 

É natural que mais pessoas busquem especializações e certificações técnicas para se manterem atualizadas e preparadas para os desafios do mercado de trabalho. Segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional de Indústrias), 85% dos empresários afirmam que o ensino técnico gera emprego para jovens. A pesquisa entrevistou 1.001 empresários de organizações de pequeno, médio e grande porte sobre a educação no Brasil.

“As certificações técnicas são fundamentais para validar habilidades, aumentar a credibilidade profissional e a competitividade no mundo corporativo. Elas também incentivam a atualização contínua e garantem o cumprimento dos padrões de qualidade da indústria. Neste sentido, o Cebrac oferece a oportunidade das pessoas obterem um Certificado Técnico por Aproveitamento de Estudos e Conhecimentos. Essa opção é acessível para profissionais que já estão no mercado de trabalho, com experiência significativa em uma área específica, mas não possuem  formação técnica formal. Sendo também uma ótima alternativa para pessoas que possuem certificados de cursos profissionalizantes. Em ambos, a Certificação Técnica funciona como comprovação de habilidades e conhecimento profissional”, explica Rogério Silva, COO do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos). 

Ao oferecer uma certificação técnica reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação e Cultura), o Cebrac proporciona uma nova esperança para aqueles que estão em busca de uma oportunidade no mercado de trabalho ou desejam avançar em suas carreiras. Com base nisso, Rogério Silva detalha que é possível obter o Certificado Técnico por meio do Aproveitamento de Estudos (por um curso já concluído, como um profissionalizante); e Conhecimentos/Competências (pela experiência profissional, ou seja, pelo tempo de serviço prestado em determinada área).

Obter o certificado técnico proporciona muitas oportunidades, considerando a alta demanda por profissionais técnicos no mercado, porém há uma escassez de pessoas qualificadas nesse nível. 

Neste contexto, Rogério Silva cita 5 mitos e verdades sobre a certificação técnica:

 

1 - Mito: só consegue certificação técnica quem realizou um curso técnico

O curso técnico é apenas uma das formas de certificação. Desde 1996, é permitido o reconhecimento em nível técnico mediante comprovação de estudos, habilidades, saberes e competências;

 

2 - Verdade: o certificado técnico vale para qualquer lugar do Brasil 

A Certificação Técnica por Aproveitamento de Estudos e Saberes, praticada pelo Cebrac, está de acordo com o art. 41 da Lei n° 9.394/1996. É reconhecida pelo MEC e válida em todo o Brasil;

 

3 - Mito: é obrigatório estudar 2 anos para obter o certificado técnico

O tempo para obtenção do certificado depende de especificidades individuais. Quanto mais conhecimento e experiência o aluno tiver, menor é o tempo de conclusão do processo, podendo até mesmo receber o certificado a partir de 10 dias;

 

4 - Verdade: certificação técnica aumenta o salário em até 30%

Conforme o estudo “Impacto da Educação Técnica sobre a Empregabilidade e a Remuneração”, que analisou 16 estudos nacionais e internacionais, por especialistas do Insper, mostrou também que o ensino técnico aumenta as chances de ser contratado e um salário mais alto;

 

5 - Verdade: 88% de egressos não atuam na área que cursaram na faculdade

Um estudo da equipe multidisciplinar da Geofusion, empresa especializada em análise de dados, geomarketing e inteligência geográfica de mercado, combinou informações do Ministério da Educação e do Ministério do Trabalho, analisando quase 100 mil egressos de 2018. Apenas uma em cada dez pessoas recém-formadas nos cursos de graduação mais populares do Brasil, como Direito, Enfermagem e Administração, conseguem um cargo compatível com seu nível de preparação.

 

A certificação técnica por aproveitamento leva à valorização e reconhecimento do profissional e, naturalmente, leva também aos melhores cargos, com salários 30% maiores que cargos sem especialização. 

 



CEBRAC
Saiba mais sobre, aqui!

 

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Mês de Conscientização da Rosácea: conheça causas, sintomas e tratamentos desta doença cutânea inflamatória pouco conhecida


A rosácea é uma doença inflamatória crônica da pele que, embora não tenha cura, possui tratamento. Ela afeta de 1,5% a 10% da população do país, principalmente adultos entre 30 e 50 anos de idade e pessoas do gênero feminino, causando, entre outros sintomas, vermelhidão facial1,3, vasos sanguíneos visíveis, sensibilidade na pele1,3, inflamações e lesões parecidas com acne que afetam principalmente as bochechas e o nariz. 

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)* e a Galderma estão lançando a campanha de conscientização da rosácea nas redes sociais, com postagens no Instagram da SBD (@dermatologisbd), para dar maior visibilidade ao tema e trazer esclarecimentos importantes para pacientes e população em geral.

“Embora a causa exata da rosácea ainda não seja completamente compreendida, acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos, ambientais e vasculares. Há muitos casos não diagnosticados ou com diagnóstico errado, pois a condição pode se assemelhar à acne. Por isso, é fundamental que os indivíduos com suspeita busquem a orientação de um dermatologista para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento personalizado”, afirma a dermatologista Beatrix Sabóia (CRM 52799602).
 

A Dra. Fabiane Brenner, dermatologista e membro da diretoria da SBD, destaca que que as manifestações clínicas mais frequentes são: “vermelhidão de face e o aparecimento de telangiectasia, que são os vasos mais dilatados na superfície da face e lesões que lembram o aspecto da acne. Além das espinhas, que diferente da acne comum dos adolescentes, não têm cravos e isso nos ajuda no diagnóstico diferencial. Em geral, essas lesões são crônicas por longos períodos e pioram com alguns fatores desencadeantes, tais como mudança brusca de temperatura, calor, alimentos condimentados e exposição solar”.

 

Acompanhamento regular faz parte do tratamento 

“Embora a rosácea possa ser uma condição frustrante, com o cuidado adequado da pele e o tratamento médico apropriado é possível controlar seus sintomas e melhorar a aparência da pele. Dessa forma, os pacientes com essa condição podem desfrutar de uma pele mais saudável e de mais qualidadede vida”, explica Dra. Beatrix Sabóia. 

Pensando nesse acompanhamento regular da doença e para identificar os principais gatilhos que levam as crises na pele, um dos métodos mais indicados pela SBD é o Diário de Pioras3. Basicamente, o paciente registra em um caderno o estado da doença em datas, relacionando com suas atividades físicas, alimentação, nível de estresse e outros fatores3. Depois de um determinado período, ele apresenta essas anotações para um dermatologista, que passará a acompanhar mais de perto os sintomas.

 

Tratamento exige hábitos de vida mais saudáveis e skincare 

Muitas pessoas com rosácea descobrem que certos alimentos, bebidas, temperaturas extremas, exposição ao sol, estresse e produtos para a pele podem desencadear ou piorar os sintomas. Após identificar isso, é possível controlar alguns hábitose controlar os sintomasda doença.

Quem possui a pele com essa condição precisa adotar uma rotina de cuidados4 dessa forma personalizada e que atendam suas necessidades. De manhã e durante o dia, o recomendado é higienizar o rosto com um limpador facial, passar um hidratante calmante e usar protetor solar. Já no período noturno, limpar bem a pele e aplicar um produto de tratamento específico indicado pelo dermatologista.
 

Nesse sentido, deve-se optar por produtos formulados para peles sensíveis e livres de ingredientes irritantes, como fragrâncias e álcool. Limpar suavemente o rosto com um limpador e aplicar hidratantes não comedogênicos também é importante. Além disso, os hábitos de cuidado com a pele contemplam o uso de protetor solar diariamente e evitar a exposição excessiva ao sol, pois isso pode piorar a rosácea. 

“Para tratar a rosácea, existem opções de tratamentos tópicos e medicamentos via oral. Algumas tecnologias também podem ajudar a diminuir a vermelhidão da face, como laser e luz pulsada, que podem ser usados em complemento aos tratamentos domésticos.” – orienta a Dra. Fabiane Brenner, da SBD. 

É importante ressaltar que é sempre necessário consultar um dermatologista e seguir o tratamento recomendado pelo profissional.

 


SBD - Sociedade Brasileira de Dermatologia

Galderma é a empresa líder na categoria dedicada ao avanço de soluções




Referências:

*Link

1. Primary Care Dermatology Society clinicalguidance. Disponível em
2. Suarez MV Francesconi Gonçalves H. Dal Forno RibeiroBM. MuinatBrenner e alpidemioiegical prefileo rosacea in dematoioqy outpatient cinicsin Brazi an observational reportfrOm the Braziansuet grous en rosacea Lur Dermatol 2023,331Ó-11.

3. Socicdade Brastoira do Dermatoiogia. Rosácea.Disponivet em

4. Rosacea Beyond the ViSIOLe ontine report


Reduzir o sódio é o primeiro passo para evitar a hipertensão

Dia 26 de abril é celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Saiba que a pressão alta descontrolada pode levar à doença renal crônica

 

Cerca de 38 milhões de brasileiros possuem hipertensão de acordo com o Ministério da Saúde. Nesse dia 26 de abril, Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, diversas campanhas alertam para a importância das mudanças de hábitos quanto à alimentação e à necessidade de se praticar atividades físicas. 

O organismo humano é completamente interligado e hábitos saudáveis de vida podem evitar diversas doenças que se relacionam e atingem diversos órgãos. Por exemplo, ao reduzir a ingestão de sódio (contido no sal e em alimentos industrializados), açúcares, carboidratos e gorduras ruins, álcool e cigarro, e mantermos níveis adequados de hidratação pela ingestão de líquidos como água, podemos tentar evitar a hipertensão, a diabetes, a doença renal, e as doenças que atingem vasos, artérias e o coração. O sedentarismo também é um dos responsáveis pelo maior acometimento de diversas doenças que estão se tornando cada vez mais incidentes no mundo moderno. 

“Nós nos adaptamos a modificar o sabor natural dos alimentos. Deveríamos ingerir no máximo 5 gramas de sal por dia e usamos até o triplo. Achamos que devemos adicionar sal, açúcar, manteiga e outros óleos a tudo o que ingerimos. Criamos muitos alimentos com mistura de farinhas que acabam exigindo o uso de óleos. E além daqueles preparados em casa ou consumidos em restaurantes, aumentamos muito a ingestão de alimentos prontos, industrializados, muitas vezes conservados por sódio. Bebemos pouco líquido, trabalhamos sentados ou em pé, mas sem nos movimentarmos muito. Temos pouco tempo para exercícios físicos. Então o que vemos é um número crescente de pessoas cada vez mais jovens sofrendo com pressão alta, diabetes tipo 2. Muitas com colesterol alto. Ainda que o cigarro tenha o uso reduzido, os jovens estão ingerindo muito álcool. É um grande desafio hoje para a saúde pública convencer as pessoas a mudarem seus hábitos. Porque elas se acostumaram a comer alimentos gostosos, como pizza, hamburgueres, bolos, pães. A oferta de alimentos “tentadores” é grande. E, muitas vezes, eles são mais práticos para serem consumidos e até mais baratos”, alerta a médica nefrologista Lecticia Jorge, da Fresenius Medical Care. 

De acordo com a médica existem vários outros motivos que podem levar ao desenvolvimento da pressão alta, além dos alimentos e do sedentarismo. E o estresse é também um grande motivador. “A vida moderna é cheia de desafios. É praticamente impossível evitarmos completamente o estresse. O que recomendamos às pessoas são mudanças que possam levar a um melhor gerenciamento dos seus problemas pessoais, e nisso entra também a prática de atividades físicas. Quando nos exercitamos, liberamos hormônios importantes que regulam a atividade cerebral e com isso conseguimos pensar melhor sobre nossa vida no que tange aos estudos, ao trabalho à família. Afinal, temos que tomar decisões importantes o tempo todo e quanto mais acertamos, menos estresse sentimos. Cada pessoa escolhe sua forma de gerenciar o estresse, mas o que temos visto também o crescimento de práticas de meditação, maior contato com a natureza, plantas e animais”, complementa.
 

Rins x pressão alta

Os rins são órgãos fundamentais no controle da pressão arterial por produzirem hormônios que aumentam a pressão todas as vezes que eles reconhecem que estão recebendo pouco sangue, por exemplo, ou quando eles estão “inflamados” em um contexto de glomerulonefrite. Por outro lado, os níveis pressóricos elevados são muito lesivos aos rins, já que esses órgãos possuem uma estrutura de vasos muito delicada por onde é filtrado o sangue, não podendo, por exemplo, deixar que proteínas sejam perdidas”, explica a médica nefrologista gerente médica corporativa na Fresenius Medical Care. 

A hipertensão arterial e a perda de proteína na urina são reconhecidamente os dois fatores de risco principais que aceleram a progressão da doença renal. Quando essa estrutura delicada é submetida a um regime de alta pressão ela se distende e se danifica permitindo a perda de proteínas e a formação de lesões de esclerose, que são como cicatrizes. 

Logo, essa distensão acaba gerando a lesão da estrutura que em última análise fará pacientes que possuem problemas renais perderem seus rins mais rapidamente e pacientes que não possuem começarem a ter problemas. Em todas essas situações, a perda da função renal será tão mais rápida quanto maior for o descontrole pressórico e muitas vezes o principal tratamento para desacelerar o processo é o controle pressórico rigoroso.
 

Dicas valiosas para prevenir problemas:

- Pacientes com hipertensão arterial devem realizar investigação de doenças renais visando descartar que a causa da hipertensão seja problemas renais. 

- É recomendado que todo paciente hipertenso faça exames da sua função renal ao diagnóstico e posteriormente uma vez no ano, além de exames urinários. Se alterações urinárias forem encontradas, uma consulta com nefrologista está indicada. Os exames de imagem do rim, dos vasos do renais e das glândulas adrenais são muitas vezes indicados, porém eles dependem de uma avaliação médica que leva em consideração idade, história, exame físico.
 

- Pacientes com problemas renais devem controlar a pressão arterial rigorosamente visando retardar a progressão da doença renal e reduzir o risco de lesões cardiovasculares. Aqui vale ressaltar que pacientes renais possuem um risco cardiovascular altíssimo, extremamente maior que a população geral, sendo essas doenças a primeira causa de óbito nesse grupo de pacientes.

As doenças renais que causam hipertensão são diversas, mas vale ressaltar algumas principais como: estenose de arterial renal, hiperaldosterinismo primário, glomerulopatias primárias (como nefropatia IgA), glomerulopatias secundárias (como lúpus eritematoso sistêmico e nefropatia diabética). "Logo, não é possível se falar e pensar em hipertensão arterial sem falar em doenças renais, assim como é impossível se falar e pensar em doenças renais sem falar de hipertensão arterial e controle da pressão arterial. Cuide da pressão arterial e cuide dos seus rins”, alerta a médica.



Fresenius Medical Care


Hábitos que aceleram a perda de colágeno e como reverter

 

O farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista fala como os maus hábitos prejudicam a produção de colágeno e como reverter a situação
 

O colágeno é uma proteína estrutural, produzida pelo nosso organismo, que tem o papel de manter a firmeza, elasticidade e o viço da pele, assim como fortalecer os ossos e os músculos. A partir dos 25 anos, nosso corpo começa a reduzir essa produção gerando um déficit de 1% de colágeno ao ano, dando início ao processo de envelhecimento. Após os 50 anos, o corpo passa a perder colágeno em um ritmo maior e esse déficit pode chegar a pelo menos 30%. Essa perda mais acelerada acontece principalmente nas mulheres devido às alterações hormonais da menopausa. 

Com menos produção, os sinais começam a aparecer de maneira mais acentuada com rugas profundas e flacidez na pele. 

“Isso acontece porque a medida em que começa a acontecer o envelhecimento, as células chamadas fibroblastos, responsáveis pela produção de colágeno, tornam-se menos eficientes e começam a ser produzidas em menor quantidade”, explica Jamar que alerta: “É a alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos regulares, a alta ingesta de água e a baixa ingestão de açúcar e de bebidas alcoólicas, além da exposição moderada ao sol, ajudam a retardar o processo”. 

Para repor o colágeno perdido, o farmacêutico conta que o uso de suplementos orais disponíveis em forma de pó, cápsulas, comprimidos ou líquidos, podem ser tomados diariamente para ajudar a aumentar os níveis de colágeno no corpo. “Eles geralmente contêm colágeno hidrolisado, que é colágeno que passou por um processo de quebra das moléculas para facilitar a absorção pelo organismo, além disso, alguns alimentos como caldo de osso, carne de bovino, peixe, ovos, gelatina e vegetais como espinafre e couve e suplementos de vitamina C também desempenham um papel importante na produção de colágeno pelo corpo e podem ajudar na reposição dessa proteína que chegará até as células de defesa transformando esse colágeno reparador em colágeno do rejuvenescimento”, fala Jamar que ainda deixa uma explicação. “Atualmente se fala muito em peptídeos de colágeno, por isso vale lembrar que os peptídeos de colágeno e colágeno hidrolisado são sinônimos, sendo utilizados alternadamente para o mesmo produto. É uma mera questão de semântica. A expressão “peptídeos de colágeno” é baseada no produto final, que consiste em peptídeos derivados do colágeno, enquanto “colágeno hidrolisado” decorre do processo de hidrólise, o método através do qual os peptídeos de colágeno são fabricados”. 

Para uma ilustração simples, Jamar afirma que se consideremos o ingrediente “farinha de trigo”, podemos chamar-lhe “trigo moído” depois do processo de moagem ou ainda de “farinha de trigo” depois de finalizado o produto. Ou seja, isso é a farinha. “O colágeno hidrolisado é apenas outra forma de dizer peptídeos de colágeno”, finaliza.

 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.


Hipertensão arterial: mal silencioso atinge cerca de 35% da população adulta no Brasil

Se não controlada, condição pode levar a graves consequências como acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio

 

Genética, sobrepeso, sedentarismo, desigualdade social. São diversos os fatores que contribuem para a prevalência da hipertensão arterial sistêmica no Brasil. Este quadro se torna ainda mais alarmante quando sabemos que, dos 36 milhões de brasileiros que vivem sob esta condição, somente 20% tem a sua pressão adequadamente controlada. Por isso, medidas de conscientização para o combate a este mal silencioso são de extrema importância. 

Com o gancho do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado em 26 de abril, a Inspirali, principal ecossistema de educação em saúde do Brasil, convidou o seu embaixador na área de clínica médica, o Dr Egídio Lima Doria, para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema e orientar sobre as principais medidas de prevenção. Confira:

 

O que é hipertensão?

R: A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica não transmissível caracterizada por valores persistentes de pressão sistólica maiores ou iguais a 140mmHg e/ou pressão diastólica maiores ou iguais a 90mmHg. Nestes níveis, os tratamentos medicamentoso e não medicamentoso determinam benefícios que superam os seus riscos.

 

O que leva uma pessoa a ter hipertensão?

R: A hipertensão é uma doença de caráter multifatorial, ou seja, diversos fatores que, isoladamente e em associação, contribuem para o seu surgimento. Entre eles: Hereditariedade (genética): ter um ou mais parentes de primeiro grau com hipertensão; Ambientais: dieta não saudável (rica em sódio e pobre em potássio), sedentarismo e estar acima do peso adequado; Sociais: estresse crônico determinado por inseguranças no emprego, moradia, baixa educação e pouco acesso aos sistemas de saúde.

 

Quando hipertensão é considerada grave?

R: Há relação entre os valores da pressão arterial e doenças cardiovasculares e é gradual, ou seja, quanto maiores os seus valores, maior o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, acidente vascular encefálico (AVE), doença renal crônica e doença arterial periférica. Dados do DATASUS mostram que mais de 28% das mortes no Brasil decorreram de doença cardiovascular. Desses, a hipertensão esteve associada a 45% dos casos de doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca e 51% dos casos de acidente vascular encefálico. A cada dois minutos, uma pessoa sofre um acidente vascular encefálico ou um infarto agudo do miocárdio e em 80% desses óbitos por AVE e 60% por IAM a hipertensão esteve presente.

 

Quais são os sintomas?

R: A maioria das pessoas que apresentam hipertensão arterial sistêmica são assintomáticas, por isso, mais da metade das pessoas com hipertensão não sabem do seu diagnóstico, daí a sua gravidade. A maioria dos sintomas decorrem da presença de lesões em seus órgãos alvo (coração, rins, vasos) e das doenças cardiovasculares associadas. Não se deve esperar por sintomas para se estabelecer o diagnóstico de hipertensão arterial, por isso o rastreamento com verificações adequadas da pressão arterial deve ser efetuado por todo profissional de saúde. Com o comprometimento desses órgãos, os pacientes poderão apresentar dispneia (falta de ar); dor torácica; astenia (fraqueza), cefaleia, edema de membros inferiores, dentre outros.

 

Quais os riscos?

R: A hipertensão arterial sistêmica é o principal fator de risco cardiovascular modificável. Um aumento no número de pessoas com hipertensão tratadas adequadamente até 2050 poderia evitar 76 milhões de mortes no mundo. Cerca de 120 milhões de AVE, 79 milhões de IAM e 17 milhões de casos de insuficiência cardíaca poderiam ser evitados. Esses riscos serão aumentados se as pessoas possuírem outros fatores de risco adicionais como tabagismo, diabetes mellitus, obesidade, idade maior que 55 anos em homem e 65 anos em mulher, hipercolesterolemia e histórico de doença cardiovascular precoce em parente de primeiro grau.

 

Quais os danos que a hipertensão pode causar?

R: A hipertensão arterial sistêmica afeta diversos órgãos em nosso corpo, os chamados órgãos alvos da hipertensão arterial. Esses danos muitas vezes são subdiagnosticados e estão associados a aumento do risco cardiovascular. Entre eles podemos citar a hipertrofia ventricular esquerda, rigidez arterial, retinopatia hipertensiva e a lesão renal (presença de excreção aumentada de albumina). A presença de lesão de órgão alvo deve ser levada em consideração na determinação do risco cardiovascular e estabelecimento de plano e metas de tratamento. Além disso, esses danos estão associados ao aparecimento de outras doenças crônicas que impactam negativamente de forma significativa na expectativa e qualidade de vida das pessoas, como insuficiência cardíaca, doença renal crônica, demência, doença arterial periférica, doença arterial coronariana e fibrilação atrial.

 

Como prevenir?

R: A prevenção é a estratégia mais eficaz e econômica para o combate a essa doença perigosa e muitas vezes silenciosa. A mensuração adequada da pressão arterial pelo profissional da saúde deve começar precocemente. Neste cenário de prevenção primária, a abordagem dos fatores de risco para a hipertensão arterial é fundamental. Assim, os seguintes fatores devem ser contemplados: dieta saudável com redução do conteúdo de sódio e aumento do teor de potássio; controle do peso; prática regular de exercícios físicos (recomendado cerca de 150 minutos de atividade física moderada ou 75 minutos de atividade intensa semanal, cinco vezes por semana); controle da ingestão de álcool: as taxas permitidas são de 30 g de álcool/dia = 1 garrafa de cerveja (5% de álcool, 600 mL); ou 2 taças de vinho (12% de álcool, 250 mL); ou 1 dose (42% de álcool, 60 mL) de destilados (uísque, vodca, aguardente). Esse limite deve ser reduzido à metade para homens de baixo peso, mulheres, pessoas acima do peso e com triglicerídeos aumentados. Pessoas que não bebem não devem começar a beber; evitar o tabagismo e adotar medidas para controle e redução de estresse

 

Quem tem mais risco de ficar hipertenso?

R: As pessoas que apresentam o maior risco de desenvolverem hipertensão arterial sistêmica são os mais idosos (65% das pessoas acima dos 60 anos apresentam hipertensão arterial); os com parentes de 1 grau com hipertensão; homens em faixas etárias mais baixas tem maior risco e mulheres em faixas etárias mais elevadas; pessoas das classes socioeconômicas mais baixas; pessoas acima do peso; sedentários; os que consomem dieta rica em sódio e baixa em potássio; os que consomem álcool em excesso e que apresentam apneia obstrutiva do sono.

 

Qual o tratamento adequado?

R: O tratamento adequado da hipertensão arterial sistêmica envolve a adoção de medidas não farmacológicas por todos os pacientes e quando indicado a introdução de medidas farmacológicas. O tratamento é individualizado de acordo com os níveis pressóricos, risco cardiovascular, presença de lesões de órgãos alvo e de outras doenças associadas. Os pacientes deverão ter um seguimento periódico e metas deverão ser estabelecidas entre o paciente e a equipe de saúde desde o momento inicial e reavaliadas periodicamente. A abordagem multiprofissional é fundamental para obtenção dos melhores resultados e envolve educação do paciente e familiar, apoio social, letramento e motivação do paciente, envolvimento do paciente no automonitoramento da pressão arterial, uso das tecnologias disponíveis e facilitação no acesso aos serviços de saúde.

 

 Quando procurar um médico?

 R: O médico é profissional chave para o diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial sistêmica. O correto diagnóstico através da utilização de material e técnica adequados é fundamental para evitar casos de erros de diagnóstico e riscos subsequentes com exames posteriores e tratamentos incorretos que prejudicam o paciente e utiliza de forma indevida os recursos de saúde. A abordagem da hipertensão pode iniciar-se na atenção primária e em casos específicos como hipertensão de difícil tratamento, hipertensão resistente, suspeita de hipertensão secundária ou doenças associadas encaminhar para a atenção secundária e mesmo terciária.


Hipertensão: doença que afeta mais de 30 milhões de brasileiros atinge principalmente mulheres

Checkups anuais ajudam a detectar a doença no início. Mudança no estilo de vida colabora para melhoria da doença

 

Doença que atinge mais de 30 milhões de brasileiros, segundo Ministério da Saúde, a Hipertensão é uma condição clínica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados de pressão arterial (PA) – acima de 140/90mmHg. Em pleno crescimento, a enfermidade, que é uma doença silenciosa, perigosa e sem cura, atinge muito as mulheres brasileiras e é um importante fator de risco para a ocorrência do acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio. 

Lorena Faro, Diretora Médica e infectologista do Grupo Alliança Saúde, afirma que as mulheres apresentam alguns fatores de risco que vão desde as alterações hormonais, devido uso de anticoncepcional e a chegada da menopausa. ao estresse em que muitas são submetidas diariamente em grandes jornadas de trabalho e excesso de responsabilidade e conciliação de papeis. Com isso, os riscos para desenvolverem doenças como a hipertensão arterial são mais comuns que aos homens.

 

Sintomas 

Os sintomas de pressão alta geralmente quando aparecem já está na fase mais avançada da doença. É preciso ficar alerta aos pequenos sinais que podem surgir e que indicam um quadro de hipertensão. Os principais sintomas vão desde tontura e enjoo, palpitações, visão embaçada ou dupla, dificuldade para respirar, sonolência; cansaço em excesso e sangramento nasal. 

Dra. Lorena também alerta para a importância de check ups periódicos que incluam exames para detectar precocemente alterações de pressão. “Mesmo sem ter sintomas, é importante a ida a um cardiologista para aferir a pressão, que deve ser feita em diferentes momentos, segundo a nova diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e fazer exames complementares, como o eletrocardiograma, exames de sangue e quando necessário o uso do holter de pressão arterial, também conhecido como monitorização ambulatorial de pressão arterial (MAPA), um exame utilizado para investigar os níveis de pressão arterial do paciente, monitorando oscilações e picos de hipertensão. Quanto antes a doença for diagnosticada, mais cedo o tratamento é iniciado”. 

O tratamento da doença pode ser feito tanto por via medicamentosa ou não medicamentosa. Na segunda opção, o paciente é instruído a mudar o estilo de vida, ou seja, praticar atividade física, evitar bebidas alcóolicas, refrigerantes, frituras e alimentos com muito sal. Além disso, é recomendado diminuir a quantidade de carne vermelha e doces. 

 

Alliança Saúde

 

Em decisão histórica, Colômbia emite primeira licença para produção de medicamento genérico contra HIV

Com dinheiro gasto em apenas 1 tratamento "de marca" é possível tratar 27 pessoas com genérico 

 

O governo colombiano emitiu ontem, 24 de abril, a primeira licença compulsória para uso pelo Ministério da Saúde do país. A decisão permitirá a ampliação do acesso a versões genéricas mais acessíveis do medicamento dolutegravir sem autorização dos proprietários da patente, a empresa ViiV Healthcare (uma joint-venture formada pelas companhias GlaxoSmithKline, Pfizer and Shionogi).

Médicos Sem Fronteiras (MSF), juntamente com as organizações Public Citizen e a Corporação Global Progresso Humanitário Colômbia, elogiou essa decisão histórica, considerada um exemplo encorajador para países da América Latina, e também de fora da região, de como uma licença compulsória pode funcionar na prática para melhorar o acesso a medicamentos.

O dolutegravir é indicado como parte do regime de tratamento de primeira linha para pessoas vivendo com o HIV, inclusive durante a gravidez, de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). MSF usa um tratamento de primeira linha com base no dolutegravir em alguns de seus programas de HIV/AIDS e tem percebido claros benefícios aos pacientes, com menos efeitos colaterais e menor risco de desenvolver resistência ao fármaco.

Apesar disso, em muitos países onde MSF atua, o acesso a versões genéricas mais acessíveis do dolutegravir continua sendo um desafio. Na Colômbia, devido a barreiras de patentes e preços altos, MSF ainda não pôde introduzir o dolutegravir em seus programas médicos. Embora versões genéricas estejam disponíveis internacionalmente por uma fração do preço da ViiV’s, por meio de licenças voluntárias com o Pool de Patentes de Medicamentos (MPP, na sigla em inglês), a ViiV excluiu a Colômbia e muitos países de renda média de se beneficiarem destas licenças. Com isso, a ViiV manteve seu monopólio e continuou a cobrar preços altos na Colômbia e em outros países excluídos da licença.

De acordo com o governo colombiano, o custo estimado do tratamento com o dolutegravir, vendido pela ViiV com o nome de Tivicay, era de US$ 1.224 por paciente por ano em 2023. É uma cifra exorbitante se comparada aos US$ 22,80 ou US$ 44 por paciente por ano, que foram os preços disponibilizados em 2023 pelo dolutegravir genérico oferecido em 2023 por meio do Fundo Global e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), respectivamente, mas que não podiam ser adquiridos pela Colômbia.

Desta forma, o preço disponível ao Ministério da Saúde por meio da licença compulsória (US$ 44 por paciente por ano) é um passo enorme na direção de permitir um acesso a versões genéricas do medicamento a todos que necessitam, incluindo a possibilidade de que MSF passe a adotar o dolutegravir em seus programas médicos.

O Brasil também não pode aceder aos preços do Fundo Global e da Opas, e o custo atual do tratamento no país é de R$ 1.525,70 (cerca de US$ 300) por paciente/ano. O valor é inferior ao cobrado da Colômbia, mas quase sete vezes superior ao do medicamento genérico que será adquirido pelo país.


Repercussão


Dra. Carmenza Gálvez, coordenadora médica de MSF para Colômbia e Panamá:

“A decisão da Colômbia de emitir uma licença compulsória para o dolutegravir é uma grande notícia porque, até agora, não conseguimos introduzir o medicamento em nossas operações, devido aos custos proibitivos. Desta forma, acolhemos de forma intensa a decisão e a notícia de que o preço do genérico será acessível. Isso vai facilitar o uso do dolutegravir em nosso tratamento de primeira linha para HIV oferecido a sobreviventes de violência sexual em nossas operações na Colômbia, e vai permitir que mais e mais pessoas vivendo com HIV na Colômbia tenham acesso aos medicamentos mais eficazes.


Luz Marina Umbasia Bernal, diretora da Corporação Global Progresso Humanitário Colômbia:

“O licenciamento do dolutegravir na Colômbia vai evitar a transmissão do HIV, chegar a migrantes que necessitam de tratamento, apoiar a sustentabilidade financeira do sistema de saúde colombiano e promover equidade e os direitos humanos de pessoas vivendo com HIV. No nível regional, implementar esse mecanismo gera um precedente vital para a promoção do acesso a medicamentos essenciais. É preciso caminhar para a eliminação do HIV como um problema de saúde pública mundial e contribuir para cumprir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Governos da América Latina têm o direito de usar flexibilidades do acordo TRIPS (que trata de propriedade intelectual no âmbito da Organização Mundial do Comércio) para proteger a saúde de seus cidadãos.”


Peter Maybarduk, diretor de acesso a medicamentos, Public Citizen:

“A Colômbia está abrindo um precedente rumo à equidade global em saúde. Isso vai inspirar novas contestações regionais a barreiras impostas por patentes e melhorar o acesso a tratamentos rumo a uma geração livre da AIDS. Ativistas em prol do tratamento têm trabalhado há muitos anos por essa decisão, ajudando a Colômbia a enfrentar as grandes empresas farmacêuticas. Quando soluções globais tem resultados frustrantes, os países podem e devem assumir o protagonismo para assegurar o acesso a medicamentos para todos.”

 

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