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quinta-feira, 14 de março de 2024

Dor de Cabeça: Os Segredos da Toxina Botulínica contra Enxaquecas em Crianças e Adultos

  Conheça o Protocolo PREEMPT que Foi Fundamental Para Estabelecer a Eficácia do Botox Como Uma Opção Terapêutica Para Essa Condição



A dor de cabeça e a enxaqueca afetam milhões de pessoas em todo o mundo, impactando negativamente a na qualidade de vida e a produtividade. Para muitos, a busca por um tratamento eficaz parece um quebra-cabeça sem solução.

Mas, uma nova peça já está mudando esse cenário: A Toxina Botulínica nos tratamentos de Dores de cabeça,  enxaquecas e outros tratamentos dentro da Neurologia.


Eficácia Comprovada:

Diversos Estudos científicos  já demonstram que a toxina botulínica é eficaz na redução da frequência, intensidade e duração das crises de dores de cabeça e enxaquecas,  reduzindo em até  50% o número de dias e intensidade da dor de cabeça em pacientes com enxaqueca crônica. O protocolo PREEMPT (Phase III Research Evaluating Migraine Prophylaxis Therapy) é um estudo clínico realizado para avaliar a eficácia e a segurança do uso de toxina botulínica (Botox) no tratamento da enxaqueca crônica.

Essa pesquisa consistiu em dois estudos clínicos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo, envolvendo pacientes que sofriam de enxaqueca crônica. O protocolo PREEMPT foi fundamental para estabelecer a eficácia do Botox como uma opção terapêutica para essa condição.



HISTORIAS DE SUCESSO:

Ana, 35 anos, sofria com enxaquecas crônicas há mais de 10 anos. As crises eram tão fortes que a obrigavam a se afastar do trabalho e das atividades sociais. Depois de tentar diversos tratamentos sem sucesso, Ana decidiu experimentar este método, cujos resultados desses estudos mostraram que a aplicação de Botox em pontos específicos da cabeça e pescoço podem reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises de enxaqueca em pacientes que não respondem adequadamente a outros tratamentos.
Após três meses de tratamento, as crises de enxaqueca diminuíram significativamente em frequência e intensidade. Ana finalmente conseguiu retomar sua vida normal. 

 

COMO FUNCIONA:

Dra. Gladys Arnez, Neurologista e especialista em Doenças do Neurodesenvolvimento e no uso de Toxina Botulínica na Neurologia explica que geralmente, o protocolo PREEMPT envolve a aplicação de múltiplas injeções de Botox em pontos estratégicos da cabeça e do pescoço a cada 12 semanas, com o objetivo de prevenir o surgimento das crises de enxaqueca.

"A Toxina Botulínica é uma ferramenta poderosa no combate à dor de cabeça e à enxaqueca. É um tratamento seguro e eficaz que pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, completa a Dra. Gladys Arnez, que possui grande experiência não só no metodo com uso da Toxina Botolinica para enxaquecas, como para outros tratamentos como a Paralisia Cerebral. 

É importante ressaltar que o uso de Botox para o tratamento da enxaqueca crônica deve ser realizado por profissionais de saúde qualificados e sob prescrição médica, uma vez que o procedimento envolve a aplicação de uma substância neurotóxica- diz a médica.

Por fim, o protocolo PREEMPT foi um marco importante no avanço do tratamento da enxaqueca crônica e no reconhecimento da toxina botulínica como uma opção terapêutica eficaz para essa condição, além do impacto econômico da dor de cabeça e da enxaqueca é significativo, com perdas de produtividade e custos com tratamento, completa Dra. Gladys.


BENEFÍCIOS: 

Enxaqueca Crônica: Redução da frequência e intensidade das crises., ou seja, que têm mais de 15 dias de dor de cabeça por mês. Também pode ser usado para tratar outros tipos de dores de cabeça, como dores de cabeça tensionais e dores de cabeça em salvas.

Dores de Cabeça Tensionais: Alívio da dor e redução da frequência.

Outras dores de cabeça: A toxina botulínica pode ser usada para tratar outros tipos de dores de cabeça, como dores de cabeça cervicogênicas e dores de cabeça em salvas.


QUAIS OS EFEITOS COLATERAIS:

Os riscos da toxina botulínica são geralmente leves e transitórios. Eles podem incluir:

• Dor no local da injeção
• Inchaço
• Rosto vermelho
• Dor de cabeça
• Náusea
• em casos raros, Reação alérgica


QUEM PODE SE BENEFICIAR DA TOXINA BOTULÍICA?

A Dra, Arnez, explica que a toxina botulínica, conhecida por seus usos estéticos, tem se mostrado uma ferramenta poderosa no combate à dor de cabeça e à enxaqueca. Não é a cura, mas a eficácia é comprovada. - Completa a Dra. Gladys Arnez. Adultos de qualquer idade podem se beneficiar do tratamento e crianças, depois de passar por uma avaliação rigorosa com um neurologista ou um neuropsiquiatra.



COMO É REALIZADO O PROCEDIMENTO E EM QUANTO TEMPO É FEITO?

A toxina botulínica atua bloqueando a liberação de neurotransmissores que contribuem para a dor, como a serotonina e a calcitonina gene-related peptide (CGRP). Além disso, a toxina botulínica pode ajudar a relaxar os músculos da face e do pescoço, que também podem estar envolvidos na dor de cabeça.A aplicação é segura e eficaz.

A toxina botulínica é aplicada em pontos específicos da cabeça, ombros e do pescoço. O procedimento é feito em consultório e leva cerca de 30 minutos. A duração dos efeitos do procedimento, é de em média de 3 meses.

A toxina botulínica atua bloqueando a liberação de acetilcolina, relaxando os músculos da face e da cabeça, reduzindo a dor e a frequência das crises.

Obs: Se você sofre com dor de cabeça ou enxaqueca, converse com seu médico sobre a toxina botulínica. Certamente será para você, uma luz no fim do túnel. Uma nova esperança, pois só quem sabe o que é  viver com enxaqueca, sabe da importância de um tratamento inovador feito  por um especialista respeitado.
 

 

Dra. Gladys Arnez - Médica Neurologista infantil, Especialista em doenças do Neurodesenvolvimento e no uso da Toxina Botulínica para Tratamentos Neurológicos. Ela também é Pioneira na abordagem integrada da Paralisia Cerebral. Fundadora e administradora da Clínica Neurocenterkids, um centro de excelência com duas unidades em São Paulo. Descubra mais em: https://clinicaneurocenterkids.com.br
INSTA: @clinica_neurocenterkids


Obesidade, um dos principais fatores de risco da doença renal crônica, tem aumento de 72% em 13 anos, aponta estudo

 

Condição pode gerar hipertensão e diabetes, comprometendo a função dos rins

 

Um dos mais preocupantes fatores de risco para doença renal crônica (DRC) vem crescendo expressivamente no Brasil. A obesidade registrou aumento de 72% em 13 anos na população adulta, segundo dados do Ministério da Saúde reunidos no Mapa da Obesidade da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO).

O levantamento mostra que mais de 20% dos brasileiros adultos[i] estão obesos e 55,4% estão acima do peso. O excesso de peso é caracterizado pelo Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou maior do que 25, enquanto a obesidade requer IMC superior a 30. O índice é calculado pela divisão do peso (kg) pelo quadrado da altura (m).

Com o aumento da massa corporal, o nível de trabalho dos rins cresce na mesma proporção. Assim, eles podem atingir uma sobrecarga, trabalhando mais para filtrar o sangue e comprometendo seu pleno funcionamento.

Além disso, pessoas com sobrepeso e obesidade possuem maior tendência em apresentar outras doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Ambas contribuem para a saturação da função renal, danificando os rins.

A hipertensão, o diabetes e a obesidade são classificadas como Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), que respondem por cerca de 36 milhões ou 63% das mortes no mundo[ii].

“A combinação desses três fatores de risco pode facilitar a formação de placas de gordura, que atrapalham o fluxo de sangue nas artérias. Com esse fluxo comprometido, os rins são sobrecarregados, ocasionando a doença renal crônica”, explica Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal, líder em serviços de diálise no Brasil.

Dados do Censo de Diálise (2023) da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) apontam mais de 157 mil pessoas em tratamento de diálise por ano. A diálise é uma das terapias renais substitutivas quando os rins apresentam um grau elevado de perda de função.

Desses pacientes em tratamento, 30% estão com sobrepeso e 15% apresentam obesidade graus I e II.

A melhor forma de cuidar da saúde renal é desenvolver bons hábitos de saúde. Movimentar o corpo praticando exercícios que melhorem a função vascular como a musculação e exercícios aeróbicos auxiliam de maneira significativa a saúde dos rins.

A alimentação também pode ser uma forte aliada na prevenção da DRC. Para auxiliar no controle das pedras nos rins, do diabetes e da pressão arterial elevada, a alimentação deve ser focada na ingestão de frutas, verduras, vegetais, legumes, grãos integrais e na diminuição do consumo de açúcares, carnes vermelhas, ultraprocessados e bebidas alcoólicas.

 

Dia Mundial do Rim e a importância do diagnóstico precoce

O Dia Mundial do Rim é celebrado anualmente em mais de 150 países sempre na segunda quinta-feira do mês de março e tem como tema central em 2024 a “SAÚDE DOS RINS (& exame de creatinina) PARA TODOS: porque todos têm o direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento[iii]”.

Assim como testes de urina e glicose, o exame de creatina é uma das principais formas de monitorar a saúde dos rins.

Por se tratar de uma substância produzida pelos músculos e dispensada apenas pelos rins, a creatinina serve como um parâmetro para detectar doenças renais. Isso acontece porque o seu funcionamento se dá de maneira bastante semelhante a um marcador, afinal, quando há uma desordem neste órgão, o seu nível sobe.

Por ser uma condição que muitas vezes é silenciosa, é importante buscar orientação médica e se atentar aos sintomas de cansaço, inchaço nos olhos, pés e tornozelos, vontade de urinar várias vezes durante a noite, mal-estar e urina espumosa ou com sangue e pressão alta de início recente.




DaVita Tratamento Renal

Seus rins estão recebendo o devido cuidado?

 

 Descubra o que acontece se os rins não estiverem saudáveis e como cuidar deles

 
No Dia Mundial do Rim, 14/03, unimo-nos globalmente para realçar a vital importância da saúde renal. “Compreendo profundamente o impacto que os rins têm em nosso bem-estar geral e a importância de adotar práticas saudáveis para preservar sua função.”, destaca o médico nutrólogo Dr. Ronan Araujo. 

Os rins são órgãos notavelmente versáteis, desempenham funções cruciais que vão além da simples filtragem de resíduos; eles são pilares na regulação da pressão arterial, no equilíbrio de fluidos e eletrólitos, e na produção de hormônios que influenciam desde a produção de glóbulos vermelhos até a saúde óssea. A falha renal não apenas coloca o corpo em sério risco, mas compromete a qualidade de vida.
 

Doenças renais: um alerta silencioso

A prevalência de doenças renais é alarmante, com milhões de pessoas afetadas globalmente. Condições como Doença Renal Crônica (DRC), Infecções do Trato Urinário, Pedras nos Rins, e Nefropatia Diabética estão entre as mais comuns, todas potencialmente levando a complicações graves se não tratadas, incluindo insuficiência renal, doenças cardiovasculares, anemia, distúrbios do metabolismo ósseo, e mais.


Relação entre diabetes e problemas renais

Uma das complicações mais graves e prevalentes da diabetes é o seu impacto na saúde renal. A conexão entre diabetes e doenças renais é tão significativa que merece uma atenção especial neste Dia Mundial do Rim. A nefropatia diabética, uma das principais causas de doença renal crônica (DRC), surge como resultado do dano aos vasos sanguíneos nos rins devido ao alto nível de glicose no sangue. Esta condição enfatiza a importância crítica do controle glicêmico para a prevenção de danos renais. 

A longo prazo, o excesso de glicose pode causar danos aos delicados filtros dos rins. Inicialmente, isso pode levar ao aumento da excreção de proteínas na urina, um dos primeiros sinais de nefropatia diabética. À medida que a condição progride, a capacidade dos rins de filtrar resíduos do sangue diminui, levando a uma acumulação de toxinas no corpo que pode culminar em insuficiência renal crônica. 

A prevenção e gestão eficaz da diabetes são cruciais para proteger a saúde renal, enfatizando a importância do controle rigoroso dos níveis de glicose no sangue e da pressão arterial. Um estilo de vida saudável, que inclui uma dieta equilibrada, rica em nutrientes, e atividade física regular, desempenha um papel vital. Monitorar a função renal regularmente e evitar substâncias que possam danificar os rins, como o tabaco e o consumo excessivo de álcool, são estratégias essenciais. Além disso, a gestão da diabetes através de medicamentos prescritos, conforme necessário, e a aderência a um plano de cuidados de saúde planejado podem prevenir complicações renais graves e manter a saúde dos rins.
 

Prevenção: o pilar da saúde renal

A prevenção é a chave para a saúde renal. A adoção de um estilo de vida saudável pode diminuir significativamente o risco de doenças renais. Aqui estão algumas diretrizes fundamentais: 

- Hidratação adequada: Beber água suficiente ajuda na função renal, mas evite o excesso. 

- Alimentação saudável: Uma dieta rica em frutas, vegetais, e grãos integrais promove rins saudáveis. 

- Controle da pressão arterial e diabetes: Ambos são fatores de risco significativos para doenças renais. Monitorar e manter esses níveis sob controle é crucial. 

- Peso saudável: A obesidade aumenta o risco de doenças renais. Manter um peso saudável através de dieta, exercício e acompanhamento médico é fundamental. 

- Evite substâncias nocivas: Limite o uso de AINEs (Anti-inflamatórios não esteroides, incluem medicamentos como ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, entre outros.), e evite fumar e o consumo excessivo de álcool. 

- Exercícios regulares: A atividade física ajuda a controlar o peso, a pressão arterial e os níveis de açúcar no sangue. 

- Check-ups regulares: Detecção precoce através de exames pode prevenir a progressão de doenças renais.

Neste Dia Mundial do Rim, inicie um compromisso com a sua saúde renal. As escolhas que fazemos diariamente têm um impacto significativo na nossa saúde a longo prazo. Pequenas mudanças nos hábitos de vida podem ter efeitos profundos na prevenção de doenças renais e na manutenção da saúde geral. Vamos utilizar esta ocasião para disseminar conscientização e encorajar a ação em prol da saúde renal. Proteger nossos rins é proteger nossa saúde geral e bem-estar. 

“Cuide de seus rins, e eles cuidarão de você. Com conscientização, prevenção e ação, podemos trabalhar para diminuir o impacto das doenças renais e promover uma vida mais saudável para todos.”. Finaliza Dr. Ronan Araujo. 


Dr. Ronan Araujo - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal.


Tabu em torno da incontinência urinária pode impedir tratamento adequado e impactar qualidade de vida

 A Bigfral compartilha cinco mitos e verdades sobre a doença e possibilidades de tratamento


O Dia Mundial da Conscientização sobre a Incontinência Urinária, em 14 de março, foi criado para promover a conscientização sobre a condição, que pode acometer pessoas de todas as faixas etárias, além de impactar diretamente na qualidade de vida. Como forma de ampliar as discussões e conhecimento sobre o tema, este ano a Bigfral, marca referência em incontinência urinária no Brasil, reforça a importância de falar abertamente sobre o tema e trazer informações de qualidade para a população. 

A Bigfral acredita que discutir e enfrentar tabus são ativos valiosos para a sociedade. Nesse contexto, a marca separou cinco mitos e verdades em torno da incontinência urinária.
 

Mitos e Verdades sobre a Incontinência Urinária:
 

1) Mito: Apenas mulheres sofrem de incontinência urinária.
 

Verdade: Apesar das mulheres serem a maioria da população que sofre de incontinência, o problema também acomete o sexo masculino. A incontinência urinária (IU) afeta cerca de 30% da população brasileira, sendo 68% em mulheres. Pelo menos uma em cada quatro pessoas pode apresentar IU durante a vida e, em todo o mundo, cerca de 423 milhões de pessoas (≥20 anos) sofrem de alguma forma de IU¹.
 

2) Mito: A incontinência urinária é inevitável e está diretamente ligada ao envelhecimento.
 

Verdade: É verdade que existe uma tendência à incontinência urinária com o aumento da idade. Mas é importante frisar que todo mundo pode ter incontinência, em todas as idades. Não é algo inevitável e nunca deve ser considerado como normal. Vale destacar ainda que a condição pode ter diferentes causas: pode ser por urgência – quando a pessoa sofre de bexiga hiperativa e surge uma vontade forte de urinar instantaneamente; ou por esforço – quando há escape de urina ao tossir, rir, fazer exercício ou em outros afazeres cotidianos. A incontinência também pode ser mista – que é a combinação das IUs por urgência e por esforço; ou por transbordamento – em casos em que a bexiga está sobrecarregada e há gotejamento constante de urina. Em todos os casos, a IU pode ainda ser consequência de outras questões de saúde, como doenças neurológicas, malformação do trato urinário, fístulas urinárias, doenças na próstata, tumores, diabetes, menopausa, entre outros.
 

3) Mito: Incontinência urinária não tem tratamento.
 

Verdade: O que impede o tratamento é o desconhecimento e o tabu sobre o tema. Somente um médico pode recomendar a intervenção ideal para cada pessoa. A incontinência urinária possui diversos tipos de tratamentos com base na severidade do diagnóstico, que podem ser desde algo mais simples e menos invasivo, como mudança comportamental, até uma cirurgia em casos mais complicados. 

Em prol do bem-estar, é indicado começar com medidas comportamentais, como o uso de alarme para lembrar de ir ao banheiro de tempos em tempos, além de ir preventivamente ao banheiro para evitar escape de urina em casos de urgência. Dependendo do grau de IU, o médico pode seguir então para a recomendação de uma fisioterapia pélvica para melhorar a musculatura do esfíncter, dando sustentação à ureter. Além disso, existem tratamentos com cirurgias.
 

4) Mito: É normal perder urina às vezes.
 

Verdade: A incontinência urinária nunca é considerada como algo normal e costuma ter um efeito profundo na qualidade de vida, podendo resultar em isolamento social, ansiedade e depressão. Em pesquisa realizada pela IPEC encomendada pela Bigfral, por exemplo, 91% dos entrevistados afirmaram sentir impacto na bem-estar social e psicológico.
 

5) Mito: A pessoa com incontinência urinária não pode mais se exercitar e deve evitar fazer longas viagens.

Verdade: Por tabu e falta de informações corretas, pessoas acometidas pela incontinência urinária tendem a se isolar e a ter perda significativa de qualidade de vida. É importante ficar claro que a incontinência é tratável e, durante o tratamento, há uma série de ações comportamentais e produtos de qualidade que permitem às pessoas manterem sua rotina diária com qualidade e conforto. 

Para quem convive com incontinência urinária, a IU pode provocar ainda lesões cutâneas. Em pesquisa IPEC encomendada por Bigfral (2021), 77% dos entrevistados com incontinência afirmaram que já tiveram alguma dermatite próximo à região íntima. Exatamente por isso, vale destacar que um produto adequado e de qualidade é importante para evitar problemas na pele e para gerar impactos positivos no dia a dia do paciente.

A Bigfral, por exemplo, possui produtos desenvolvidos para diferentes níveis de IU, focados no bem-estar, conforto, segurança e na proteção da pele, que vão desde roupas íntimas descartáveis que se assemelham às cuecas e calcinhas até fraldas, absorventes e toalhas umedecidas para adultos.

 

 


¹Dados tirados de:

Pesquisa BigFral – IPEC. Estudo de Prevalência da Incontinência Urinária e sua Correlação com Dermatite no Brasil – 2021.

Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Incontinência Urinária Não Neurogênica. Brasília, 2020.

Tran LN, Puckett Y. Urinary Incontinence. [Updated 2023 Aug 8]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan.

Pizzol D, Demurtas J, Celotto S, Maggi S, Smith L, Angiolelli G, et al. Urinary incontinence and quality of life: a systematic review and meta-analysis. Aging Clin Exp Res. 2021 Jan;33(1):25-35


Dia Mundial do Rim: o número de pessoas com doença renal crônica cresce a cada ano; controle do diabetes pode fazer a diferença

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem 23 milhões de pessoas vivendo com a doença 

 

O Dia Mundial do Rim (DMR) é celebrado toda segunda quinta-feira do mês de março, e existe para informar e conscientizar a população sobre as causas das doenças renais, como prevenir e possíveis tratamentos. A Doença Renal Crônica é uma lesão nos rins, que provoca a perda progressiva das funções do órgão, e necessita de tratamento constante. 

No Brasil, a Organização Mundial da Saúde estima que haja 23 milhões de pessoas com doença renal crônica grave e a maioria necessita fazer hemodiálise, e o número tem aumentado a cada ano. A organização confirmou que, até 2040, a DRC deve ser a 5ª causa de morte no mundo. 

“Dados da literatura médica indicam que pessoas com histórico familiar para doença renal ou que apresentam hipertensão arterial ou diabetes mal controlado têm maior probabilidade de desenvolverem insuficiência renal crônica”, explica a vice-presidente da área médica da Novo Nordisk, empresa global líder em saúde, Priscilla Mattar. 

De acordo com dados da Federação Internacional de Diabetes (2021), mais de 16 milhões de adultos no país são afetados pelo diabetes, sendo que um terço (32%) das pessoas que vivem com diabetes no Brasil não tem diagnóstico, o que acarreta consequências para a saúde como um todo. “Quando a pessoa com diabetes não tem o diagnóstico da doença, ou quando o tratamento é feito de forma inadequada, existe o risco de complicações graves como a insuficiência renal que são responsáveis pela diminuição da qualidade e expectativa de vida e maiores custos com a saúde”, reforça a médica.
 

Sobre Diabetes 

O diabetes é uma condição crônica que se caracteriza pela produção insuficiente ou resistência à ação da insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia ao organismo. A forma mais comum de diabetes é o tipo 2, quando o organismo apresenta resistência ou deficiência da insulina produzida pelo pâncreas, e está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos inadequados. 

Embora seja considerada uma doença silenciosa e não apresente sinais na maior parte do tempo, alguns sintomas podem surgir quando os níveis de açúcar estão muito altos no sangue, incluindo fome e sede frequentes, vontade de urinar constante, formigamento nos pés e mãos, visão embaçada e demora na cicatrização de feridas no corpo, e a doença pode desencadear complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos.  

Independentemente do tipo, ao aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento adequado. É importante fazer exames da função renal ao menos uma vez ao ano e controlar a pressão arterial. Além disso, pessoas com diabetes devem manter uma dieta adequada, realizar exercícios físicos regularmente, evitar bebidas alcoólicas e cigarros. 



Novo Nordisk
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Nova onda de calor vem aí: confira dicas e cuidados essenciais com a saúde ocular durante os dias mais quentes

 

A terceira onda de calor do ano vai afetar cinco estados do Brasil e deve durar até a próxima sexta-feira (15). Desta forma, é fundamental investir em medidas de proteção para os olhos, como utilizar óculos de sol ou lentes fotossensíveis, evitar a exposição solar e manter a hidratação contínua durante o período  

 

A terceira onda de calor do ano vai afetar áreas do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul até a próxima sexta (15). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, nesses estados as temperaturas máximas devem ficar 5°C acima da média. 

E como se proteger no calor intenso? A maior dica está relacionada à hidratação, realizada principalmente pela ingestão de líquidos. Contudo, também é indicado hidratar os olhos, uma vez que essa é uma parte do corpo muito afetada com as altas temperaturas, além da pele e das narinas.  

Para falar sobre os cuidados com a saúde ocular, o Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes para óculos de alta tecnologia desenvolvidas para correção de problemas da visão, oferece dicas de como cuidar da saúde dos olhos em dia com os termômetros registrando recordes.  

É fundamental investir nos cuidados com a saúde ocular durante as fortes ondas de calor. Lembre-se de utilizar proteções como óculos solares ou lentes fotossensíveis para preservar a visão e evitar a exposição direta dos olhos aos raios UVA e UVB. Também indicamos o uso de bonés e evitar a prática de atividades expostas diretamente ao sol entre 10h e 14h, além de hidratação contínua”, explica o especialista.  

Entre os principais problemas oculares que podem surgir nesse período, destacamos a possibilidade de queimadura solar, quando há exposição longa, agravamento de problemas oculares em pessoas que já possuem condições de saúde visual como olho seco, conjuntivite alérgica, além do aumento do risco para o desenvolvimento de catarata. 

Apesar das dicas apresentadas, é importante ressaltar que na presença de qualquer desconforto ou problema visual, a indicação é uma visita a um médico oftalmologista. O diagnóstico precoce de algumas doenças pode ser essencial para o tratamento e correções necessárias. “Os cuidados com a saúde ocular devem ser constantes, invista em exames preventivos e fique em dia com a sua visão”, conclui Cunha. 



Hoya Vision Care
Saiba mais em Link


Programa 'Mulheres de Peito' estará em Igaratá até o dia 23 de março

FIDI

A carreta da mamografia, parceria entre FIDI e governo do Estado de São Paulo, oferece exames gratuitos para as mulheres da região


A carreta-móvel do programa Mulheres de Peito, iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), instituição privada sem fins lucrativos que faz a gestão completa de diagnósticos por imagem, chega na cidade de Igaratá, e permanece entre os dias 12 e 23 de março, realizando gratuitamente mamografias para mulheres com mais de 35 anos. 

Localizada na Avenida Benedito Rodrigues de Freitas número 20, centro, a carreta atende de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados), por meio da distribuição de senhas no período da manhã. Serão realizados 50 exames nos dias da semana e 25 aos sábados.   

A carreta contribui com a agilidade do diagnóstico e garante o acesso facilitado a mulheres da cidade e região. Para realizar o exame na carreta do programa Mulheres de Peito, as pacientes de 35 a 49 anos e acima de 70 anos precisam apresentar RG, cartão do SUS e um pedido médico; já as de 50 a 69 anos podem levar apenas RG e cartão do SUS. 

A mamografia é um exame muito versátil e é indispensável para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Se for detectada em fase inicial, aumenta as chances de tratamento e cura, podendo chegar a 98%. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 são estimados 73.610 novos casos da doença, sendo essa a primeira causa de morte por câncer em mulheres no Brasil ¹.  

(1) Dados e números sobre o câncer de mama - Relatório anual 2023 relatorio_dados-e-numeros-ca-mama-2023.pdf (inca.gov.br).  


Programa Mulheres de Peito em Igaratá 

Período: 12 e 23 de março 

Endereço: Avenida Benedito Rodrigues de Freitas número 20 - Praça Luiz Carlos Lourenço (centro). 

Horário de atendimento: de segunda a sexta-feira, das 8h à 17h, e aos sábados, das 8h às 12h (exceto feriados).  
Distribuição de senhas de atendimento no período da manhã. 


Documentos necessários 

- Mulheres de 35 a 49 anos e acima de 70 anos: RG, cartão do SUS e pedido médico. 

- Mulheres de 50 a 69 anos: RG e cartão do SUS. 


Sobre a Carreta da Mamografia  

As imagens capturadas nos mamógrafos são encaminhadas para o Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (SEDI), serviço da Secretaria que emite laudos à distância, localizado na capital paulista. O resultado sai em até dois dias após a realização do exame.  

A carreta do programa Mulheres de Peito percorre os municípios do estado de São Paulo ininterruptamente, para incentivar mulheres a realizar exames de mamografia gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde), ampliando o acesso da população à atenção básica em saúde.  

A unidade móvel conta com uma equipe multidisciplinar composta por técnicos em radiologia e um agente administrativo. Para agilizar o diagnóstico, cada veículo é equipado com conversor de imagens analógicas em digitais, impressoras, computadores e mobiliários.  

O projeto existe desde 2014, e as carretas já percorreram mais de 300 locais. No total, já foram realizadas cerca de 230 mil mamografias, 7 mil ultrassons, 700 biópsias, e mais de 2 mil mulheres foram encaminhadas para exames complementares ou início do tratamento oncológico em unidades estaduais especializadas.  



FIDI - Fundação privada sem fins lucrativos que reinveste 100% de seus recursos em assistência médica à população brasileira, por meio do desenvolvimento de soluções de diagnóstico por imagem, realização de atividades de ensino, pesquisa e extensão médico-científica, ações sociais e filantrópicas.
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Covid longa: quatro anos depois, pacientes infectados no início da pandemia mantêm acompanhamento constante

 

Em 2020, Guilherme Kovalski passou quase sete
meses na UTI por complicações da covid-19

Créditos: Arquivo pessoal

Sintomas comuns incluem fadiga incapacitante, esquecimentos frequentes e comprometimento cognitivo


Em 11 de março de 2020, a covid-19 foi caracterizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma pandemia. Poucos meses depois, o advogado Guilherme Kovalski, então com 35 anos, precisou ser internado devido à doença. Ele deu entrada no hospital em 28 de julho e passou quase sete meses na UTI do Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR). Foi somente em 21 de fevereiro de 2021 que ele pôde retornar para casa. Durante meses, ele ficou sedado, entubado e dependente de aparelhos para respirar. Foi um período de muita angústia, preocupação e nervosismo para ele e para a família.

Ao chegar em casa, Guilherme enfrentou mais um desafio: foi necessário reaprender a viver. Ele precisou readaptar-se às tarefas do dia a dia, como se alimentar por conta própria, tomar banho e fazer pequenas caminhadas. “Minha saúde ficou muito debilitada. Tive muitas sequelas, como neuropatias no pé, perdi alguns movimentos, precisei fazer diversos tratamentos com vitaminas e fiquei um pouco imunossuprimido”, relembra.

Três anos depois de receber alta hospitalar, Guilherme ainda convive com as sequelas da covid longa. Por isso, ele faz acompanhamento frequente com médicos de diversas especialidades, incluindo infectologistas, nefrologistas, ortopedistas, pneumologistas, cirurgiões vasculares e endocrinologistas. "Hoje, sinto que a cada dia estou me recuperando um pouco mais. Cada dia é uma luta diferente. Há dias melhores, em que as sequelas não me atrapalham, e há dias em que as doenças me afetam mais, mas cada dia é a luta para sobreviver, não dá pra desanimar”, desabafa. 


Identificação da covid longa

Também conhecida como pós-covid, a condição é reconhecida pela OMS desde outubro de 2021. Ela ocorre com maior frequência em pacientes que tiveram quadros mais graves da covid-19, mas pode ser diagnosticada mesmo em pessoas que nunca testaram positivo para a doença (quando a infecção pelo vírus ocorre, mas não chega a ser percebida pelo paciente).

Os sintomas da covid longa podem durar semanas, meses ou até anos, podendo cessar e retornar novamente. “São vários os indícios. Os mais comuns são: fadiga incapacitante, falta de ar ou dificuldade para respirar (sintomas que pioram após esforço físico ou mental), tosse persistente e dor no peito. Também pode ocorrer febre, dificuldade de concentração, depressão, ansiedade, dor nas articulações, problemas para dormir e mudanças no ciclo menstrual”, explica a infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Camila Ahrens.

A médica pondera que nem sempre é fácil diagnosticar pacientes com pós-covid, mas o importante é manter a rotina de acompanhamento com profissionais de saúde. “Se os sintomas persistem por três meses ou mais após a infecção, é preciso procurar um médico de confiança. Quando o profissional conhece bem o histórico de saúde do paciente, fica mais fácil fazer diagnóstico. Mas o paciente é sempre o protagonista. Ele sabe o que muda no decorrer do tempo e quais sintomas não são comuns. A conversa franca com o médico e o detalhamento do que está sentindo contribuem consideravelmente para o melhor atendimento”, complementa.


Prevenção e tratamento

A melhor maneira de prevenir a condição é evitar o contato com o vírus que causa a covid-19. Estudos sugerem, ainda, que a vacinação é aliada nessa prevenção. Pesquisas demonstraram que pessoas infectadas pelo vírus, mas que foram imunizadas, tiveram menos casos reportados de pós-covid em comparação com pessoas não vacinadas.

Já o tratamento da covid longa vai depender dos sintomas apresentados pelos pacientes. Pode haver necessidade de acompanhamento com pneumologista, em casos de fadiga ou dificuldades respiratórias; ortopedista, quando há problemas nas articulações; e nefrologista, para avaliar dificuldades renais, por exemplo. Um estudo realizado pela USP e pela Escola Paulista de Medicina, em 2021, mostrou que 36% dos pacientes que tiveram sintomas graves de covid-19 acabaram desenvolvendo lesão renal aguda (LRA). “Essa condição corresponde à diminuição rápida da função dos rins, que são os órgãos responsáveis por filtrar resíduos tóxicos do sangue”, explica o nefrologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Rafael Weissheimer.

Pacientes que ficaram internados em situação mais grave normalmente recebem recomendação para acompanhamento com nefrologista. “Não são raros os casos de pessoas que passaram semanas no hospital e hoje precisam de hemodiálise ou, principalmente, acompanhamento nefrológico regularmente pela sequela deixada pelo vírus. O ideal é contar com a análise do especialista, mas alguns sintomas acendem o alerta: excesso ou ausência de urina, presença de sangue ou muita espuma na urina e inchaços, especialmente nos pés e tornozelos”, orienta o nefrologista.

 

Hospital São Marcelino Champagnat


Dia Mundial do Rim defende acesso de todos ao diagnóstico e tratamento renal


                   A data é comemorada neste 14 de março

 

Mais de 23 milhões de brasileiros têm algum problema nos rins e cerca de 157 mil fazem tratamento em diálise. Além disso, até 2040 pode ser a 5ª maior causa de morte, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O problema renal evolui de forma silenciosa e, muitas vezes, quando descoberto já está em estágios bem avançados. A prevenção é o melhor caminho. Por isso, nesta semana a Fundação Pró-Rim, com clínicas em Santa Catarina e Tocantins, tem feito uma série de ações. 

Por isso, neste ano de 2024, o Dia Mundial do Rim, comemorado em 14 março, tem por objetivo chamar a atenção para esta doença. No Brasil a campanha é coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e tem por objetivo garantir que todos tenham acesso igual a diagnósticos e tratamentos de doença renal crônica. 

O tema da campanha é "Exame de Creatinina para todos: porque todos têm direito ao diagnóstico e acesso ao tratamento". A doença renal pode ser prevenida e, quando diagnosticada de forma precoce, pode ser controlada. 

Conforme o Ministério da Saúde, 10% da população brasileira tem algum tipo de doença nos rins e muitos morrem todos os anos antes de ter acesso à diálise ou ao transplante. A Doença Renal Crônica é uma lesão nos rins, que provoca a perda progressiva das funções renais. É irreversível. O tratamento é a Terapia Renal Substitutiva, que garante manutenção e qualidade de vida ao paciente. Entre os tratamentos estão a hemodiálise, diálise peritoneal e transplante renal. 

O Dia Mundial do Rim é comemorado em mais de 800 clínicas de diálise em todo do Brasil. Em Joinville, foi realizado o Conecta, no dia 3 de março, na sede da Fundação Pró-Rim. Centenas de pessoas compareceram ao evento, que contou com palestras e diversos serviços de saúde. Ainda estão previstas atividades em uma escola da região, e um espaço na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores do município. 

Exame de creatinina

Para que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, é muito importante a realização de um exame de sangue que pode salvar vidas: o exame de creatinina. De acordo com o médico nefrologista, Dr. Marcos Vieira, “a pessoa deve fazer um exame de creatinina, parcial de urina e microalbuminuria. Para ser mais completo, faça também um ultrassom dos rins e vias urinárias”.

Mais informações sobre o exame de creatinina neste link.

 

Alimentação e estilo de vida na prevenção de doenças cardíacas

 

Descubra quais alimentos podem ajudar a fortalecer seu coração e quais evitar para reduzir o risco de doenças cardíacas e melhorar sua qualidade de vida

 

As doenças cardíacas representam uma das principais causas de mortalidade global, afetando milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que as doenças do coração foram responsáveis por aproximadamente 400 mil mortes, o que corresponde a cerca de 30% dos óbitos no país. Globalmente, as doenças cardiovasculares, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca, também prevalecem, sendo responsáveis por um número significativo de mortes.

Fatores de risco como hipertensão, colesterol alto, obesidade, tabagismo, falta de exercício físico e uma dieta pobre são conhecidos por contribuir para o desenvolvimento de doenças. Segundo Priscila Bernardes, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário Newton Paiva, “a alimentação desempenha um papel crucial tanto na prevenção quanto no manejo dessas condições. Alguns alimentos são benéficos e podem melhorar a função cardíaca, enquanto outros podem aumentar o risco de problemas cardíacos”.

Alimentos ricos em fibras, como frutas, vegetais, grãos e legumes, são recomendados para a saúde do coração. Eles ajudam a reduzir os níveis de colesterol no sangue e a promover a saciedade, auxiliando na manutenção do peso. Além disso, são fontes de antioxidantes, que combatem a inflamação e protegem as células do coração. “O consumo de frutas, legumes e vegetais está associado com a menor incidência e mortalidade por doenças cardíacas e seus fatores de risco, como obesidade e diabetes tipo II”, destaca a Coordenadora.

Já peixes gordurosos, como salmão e sardinha, são excelentes fontes de ácidos graxos e ômega-3, conhecidos por seus efeitos benéficos na saúde cardiovascular. O consumo regular desses peixes pode ajudar a reduzir a pressão arterial, diminuir os triglicerídeos no sangue e retardar o desenvolvimento de placas nas artérias. “Para evitar as doenças cardíacas, aumente, o consumo de gorduras mono insaturadas e poli insaturadas. Estes tipos de gorduras podem ser encontrados no azeite, peixes, castanhas e nozes”, afirma Priscila.

Por outro lado, alimentos ricos em gorduras saturadas, trans e colesterol podem ser prejudiciais à saúde do coração. Carnes vermelhas, laticínios integrais e alimentos processados ou fritos devem ser consumidos com moderação. Essa alimentação pode contribuir para o acúmulo de placas nas artérias, levando a doenças cardíacas.

O sal (sódio) é outro vilão para quem busca a saúde. O consumo excessivo de sal está associado à hipertensão, que é um importante fator de risco para doenças cardíacas. A recomendação é limitar a ingestão de alimentos altamente processados e fast food, que frequentemente contêm altos níveis de sódio. De acordo com a OMS, uma pessoa adulta deve consumir diariamente menos que 5 gramas de sal. “Adicione sal somente durante o preparo dos alimentos. Para temperar a comida, vale caprichar em temperos naturais, em substituição ou diminuição do sal, como: orégano, salsinha, cebolinha e manjericão”, pontua a especialista.

Além da dieta, o estilo de vida desempenha um papel fundamental na prevenção de doenças cardíacas. A prática regular de atividades físicas, a manutenção de um peso saudável, não fumar e o controlar o estresse são medidas essenciais para a saúde do coração. Juntos, dieta e estilo de vida podem não apenas prevenir, mas também controlar as doenças cardíacas e melhorar a qualidade de vida.

Por fim, é importante lembrar que, embora a dieta e o estilo de vida sejam fundamentais para a saúde cardiovascular, pessoas com risco elevado de doenças cardíacas devem buscar acompanhamento médico regular. “O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para o manejo eficaz das doenças cardíacas e podem significar a diferença entre a vida e a morte”, finaliza Priscila.
 

Centro Universitário Newton Paiva

 

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