Pesquisar no Blog

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Janeiro Branco: empresas listam cuidados com a saúde mental e bem-estar dos colaboradores


O ano de 2024 começou e junto com ele inicia-se a campanha Janeiro Branco. Por meio da conscientização, a iniciativa visa alertar a população sobre a importância de cuidar da saúde mental e, desse modo, prevenir doenças decorrentes do estresse, como ansiedade, depressão e burnout, efemeridades que atingem 1 a cada 4 pessoas no Brasil, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). 

De olho nesse cenário e mantendo a preocupação com a saúde dos colaboradores no ambiente de trabalho, empresas listam cuidados que podem cruciais para o bem-estar dos funcionários:

 

1. Cuidado integral e acesso à informação:

Com o objetivo de desenvolver um ambiente que leva em consideração o cuidado integral dos colaboradores, a Adeste, empresa que transforma subprodutos de origem animal em grandes negócios, lançou, em 2018, o programa Vida e Prazer de Viver. A iniciativa tem como propósito levar informações sobre saúde e bem-estar aos colaboradores por meio de palestras, sensibilizações e ativações internas. Em 2020, a companhia anunciou uma parceria com a IMND, plataforma online que é referência em saúde mental, para que os funcionários tivessem acesso a sessões de terapia. A iniciativa, que se mantém ainda hoje, fornece as primeiras 10 sessões de forma gratuita aos colaboradores da Adeste, que podem utilizar o serviço conforme demanda pessoal. “Investir em programas de acesso à informação e à saúde mental é fundamental dentro das grandes organizações. Afinal, isso reforça o compromisso das empresas com o bem-estar dos colaboradores”, afirma Cristina Amorim, CHRO da Adeste. Atualmente, o benefício é válido apenas para colaboradores, mas existe a ideia de estendê-lo para dependentes.

 

2. Invista em um ambiente socialmente seguro:

Para Pam Stracke, CEO e cofundadora da KIWI, uma empresa de consultoria e treinamento humanizada que produz soluções em educação corporativa, inclusão, equidade, diversidade e auxilia outros negócios a avançarem em pautas ESG, as companhias possuem um papel fundamental na busca pelo equilíbrio entre a vida pessoal e profissional do colaborador. “É por meio do envolvimento das empresas que é possível criar um ambiente de trabalho mais justo e produtivo. Investir em um ambiente socialmente seguro e saudável não só beneficia e valoriza os trabalhadores, com um ambiente mais positivo e apoiador, como também traz o aumento de produtividade e retenção de talentos. Além disso, ajuda a criar uma cultura de respeito e apoio mútuos”, complementa Pam.

 

3 - Lideranças saudáveis, geram equipes produtivas;

Carine Roos, especialista em Gênero pela London School of Economics and Political Science - LSE e CEO da Newa, empresa de impacto social, destaca que a saúde mental da liderança influencia significativamente a da equipe. Por isso, é muito importante que os que estão na linha de frente das corporações também cuidem do seu bem-estar emocional. Já que com agendas lotadas, metas desafiadoras e pouco tempo para descanso, muitas vezes não encontram momentos para se dedicar a si próprio. Carine enfatiza que: “Investir em prevenção é mais eficaz para as organizações porque líderes saudáveis conduzem times engajados e bem-sucedidos.”

 

4 - Programas de saúde mental são a chave para um ambiente mais saudável

Tatiana Pimenta, fundadora e CEO da Vittude, referência no desenvolvimento e gestão estratégica de programas de saúde mental para empresas, destaca a importância de as corporações investirem em iniciativas que promovam o bem-estar da equipe de maneira contínua. Ela ressalta que é crucial monitorar os resultados para garantir o sucesso desses programas. "Quando abordamos a saúde mental, é essencial reconhecer o papel significativo que as empresas desempenham no bem-estar de seus colaboradores. Por esse motivo, na Vittude, estamos comprometidos em liderar o movimento nas corporações, oferecendo soluções cada vez mais acessíveis e eficazes. Nosso objetivo é alcançar mais empresas, contribuindo para a criação de ambientes de trabalho mais saudáveis. Como costumo dizer, sem saúde mental, não há futuro no trabalho", destaca a CEO.

 

5- Ofereça apoio psicológico com foco no bem-estar no trabalho

Além de desenvolver programas, promover discussões sobre equilíbrio emocional, oferecer ferramentas para manutenção dos cuidados, tem sido cada vez mais importante contar com um profissional de psicologia dedicado ao bem-estar no trabalho. Sua atuação pode acontecer em diversos contextos, como para a avaliação psicossocial, saúde mental e também em processos de recrutamento e seleção.



Vetor Editora
Os interessados em participar das oficinas, que são gratuitas, no mês de janeiro podem realizá-las aqui.

 

domingo, 21 de janeiro de 2024

Saiba quais são os cuidados necessários para evitar doenças e melhorar a qualidade de vida de pets idosos

  Apesar da diferença no processo de envelhecimento entre cachorros e gatos, a atenção a determinados sinais e visitas periódicas ao veterinário são aliados da saúde dos animais 

 

Assim como as pessoas, os pets também precisam de cuidados especiais quando ficam idosos. A demora no diagnóstico de algumas doenças e falta de acompanhamento preventivo adequado podem acarretar perda da qualidade de vida desses animais, que sem dúvida já fazem parte das famílias de seus tutores. Pensando nisso, a VetBR, mais completa distribuidora de produtos para saúde animal do país, preparou dicas e orientações que ajudam a preservar a saúde e a garantir uma vida com mais conforto e bem-estar para os pets que estão em fase de envelhecimento. 

É importante entender que, quando atingem uma idade avançada, tanto cachorros quanto gatos exigem ainda maior atenção e cuidados. Os felinos, por exemplo, apresentam sinais de envelhecimento a partir dos 7 anos. Já para considerar um cachorro idoso, é preciso levar em conta a raça e o porte — geralmente, cães de médio e pequeno portes tendem a ter uma vida mais prolongada que os de grande porte. Mas, de forma geral, por volta dos 6 a 7 anos os cachorros também já são considerados idosos.  

Segundo Gabriela Martins de Araújo, médica veterinária e promotora técnica da VetBR, quando o animal envelhece, pode haver mudanças no seu comportamento, que precisam estar no radar do tutor para que não passem despercebidas. “São comuns alterações metabólicas e físicas, como sonolência excessiva. Com a visita periódica ao veterinário, possíveis diagnósticos e acompanhamentos são realizados de forma mais assertiva e atualizada através, por exemplo, de uma série de exames como: hemograma, urinálise e coproparasitológico. Além disso, exames de ultrassonografia e radiografia revelam possíveis alterações nos órgãos e na estrutura óssea”, afirma.

Doenças como síndrome da disfunção cognitiva, endocrinopatias, neoplasias, além de doenças cardíacas e problemas renais, são as mais comuns nessa faixa etária. Por isso, com a chegada da senioridade é importante que os tutores estejam atentos à saúde de seus animais de estimação e busquem acompanhamento veterinário regularmente. Os profissionais também podem fazer recomendações específicas e verificar a necessidade de cuidados extras com a alimentação, vacinação, exercícios, suplementos ou medicações que ajudam a melhorar a qualidade de vida do animal idoso. 

É importante lembrar que, se o pet apresentar dificuldades para se deslocar e subir escadas, rampas podem facilitar a locomoção e tornar a vida dele mais confortável e segura, com maior autonomia e independência. As adaptações podem contribuir para a prevenção de lesões e ajudar a evitar o agravamento de problemas de saúde já existentes.

Vale lembrar de prestar bastante atenção ao local em que o pet está descansando ou dormindo. Com a idade mais avançada, o metabolismo acaba ficando mais lento e o animal pode vir a sentir mais frio e desconfortos decorrentes do clima. Por isso, é recomendável proporcionar uma estrutura coberta e aconchegante, principalmente quando os animais dormem do lado de fora das casas.  

 

VetBR
https://www.vetbr.com.br/conteudos-tecnicos/

 

O que fazer para evitar que meu pet peça comida enquanto estou me alimentando?

 Professora do curso de Medicina Veterinária do Cesuca explica o que os tutores devem fazer para que o pet se comporte na hora da refeição

 

Quem possui animal de estimação provavelmente já deve ter se deparado com aquele momento em que o bichinho fica observando enquanto você ingere um alimento. O olhar do pet costuma ser tão fixado que causa um momento de fofura ou incômodo. Mas, afinal, por que isso acontece? 

De acordo com a médica veterinária Alessandra Ventura da Silva, professora doutora do curso de Medicina Veterinária do Cesuca, o cheiro do alimento e o fato de mastigarmos algo despertam a curiosidade do animal. “Como faz parte da matilha, o pet sempre acredita que pode haver um pedaço para ele, caso o dono tenha o hábito de dividir a comida”, diz. 

Para evitar que isso ocorra, é importante desviar o olhar, não falar com o bichinho e seguir a alimentação de forma natural durante a refeição. “Precisamos lembrar que é para a saúde do pet que negamos alimentos na hora de nossas refeições, pois são alimentos inapropriados ou com excesso de calorias, que podem ocasionar diversos problemas de saúde”, frisa.  

Se há o hábito de compartilhar alimentos em qualquer momento, desde um lanche a um almoço ou jantar, e o tutor toma ciência disso, a hora é de tirar o hábito para evitar doenças graves como a obesidade.  

Mesmo assim, há quem acredite que negar um pedaço de alimento para o bichinho pode deixá-lo doente, porém, o mais provável é que ele adoeça se o tutor oferecer. “Alguns alimentos são proibidos para os animais, como a cebola, que é utilizada comumente para temperar nossas refeições, assim como alimentos com excesso de sal ou outros também tóxicos”, acrescenta. 

Ventura diz que o hábito de pedir alimentos não é exclusivo a uma raça, ou seja, não há raças mais suscetíveis a nos observar durante a nossa refeição. Mas, há algumas mais glutonas, que sempre querem comer, como o Golden Retrievers, Labradores e Buldogues Ingleses. “cães que trabalham com o ser humano também possuem essa necessidade de observar com maior frequência, mas não para se alimentar e sim para trabalhar, como é o caso do Border Collie e Australian Cattle Dog”, conta.  

Por fim, a professora do curso de Medicina Veterinária do Cesuca ressalta que: “Mudar os hábitos de oferecer alimentação em excesso e que não é recomendada para animais é extremamente importante para evitarmos o aumento dos pets com obesidade. Essas doenças crônicas são graves, de difícil manejo e acarretam diversos outros problemas de saúde que encurtam o tempo de vida dos bichanos para nós os observarmos”. 


Cesuca
Visite: www.cesuca.edu.br


Como se preparar para viajar com o pet?

 Atenção para as necessidades do pet e cuidados preventivos com a saúde e o bem-estar do peludo fazem a diferença para uma viagem tranquila e divertida 

 

As férias escolares são, para muitas famílias, sinônimo de viagem e quebra da rotina. Quando a família tem um pet, incluir o peludo nos passeios e viagens faz parte da programação e deve ter uma atenção especial.

“Alguns pets adoram viajar, enquanto para outros a viagem em si, o deslocamento e a adaptação em um novo local temporário, pode ser um martírio. Por isso é muito importante entender primeiramente qual é a personalidade do seu pet e saber como ele se comporta em viagens”, comenta a médica-veterinária gerente de produtos pet da Ceva Saúde Animal, Nathalia Fleming.

A profissional aconselha que os animais que não são muito adeptos à passeios, interação com outros humanos e com outros animais, possam ficar em casa sobre a tutoria de algum familiar, amigo ou pet sitter, respeitando as suas necessidades individuais. Isso é válido especialmente para os gatos, já que o estresse da mudança de ambiente para estes animais pode provocar importantes problemas de saúde.

Quando o pet é mais adepto às viagens e aventuras, é importante planejar o roteiro levando sempre em consideração as necessidades do animal, incluindo paradas mais frequentes durante o trajeto, priorizar atrações e restaurantes que sejam pet friendly, e não esquecer de preparar a malinha do pet com atenção para que não falte nada para ele durante a viagem. Assim é bem provável que todos usufruam de momentos de diversão e criem boas memórias durante as férias.

“Na malinha do pet que viaja é primordial levar os remédios que o pet toma, caso esteja fazendo tratamento para alguma doença, ração e petiscos que ele esteja adaptado, os potes de comida e de água, brinquedos e uma toalha caso o pet precise de um banho. É muito importante também levar a carteirinha de vacinação do animal, de preferência com todas as vacinas em dia, e ter uma lista de clínicas veterinárias disponíveis para atendimento na região, caso ocorra alguma emergência e o pet precise de atendimento”, Nathalia elucida.

Para que o trajeto seja seguro e confortável para os peludos, eles devem utilizar caixa de transporte, cadeirinha ou cinto de segurança específico para a espécie. Opte pelo dispositivo de segurança ao qual o pet esteja melhor adaptado. Além disso, caso a viagem seja feita de ônibus ou de avião, é importante entrar em contato com a companhia de transporte com antecedência para saber quais são as exigências para a viagem do pet.

“Muitas empresas pedem um atestado de saúde emitido pelo médico-veterinário e os comprovantes de vacinação. Se a viagem for de avião para outro país, é possível que para entrar no país seja necessário sorologia contra raiva, além de outros documentos. É importante estar muito bem informado quanto à isso para que a viagem não seja cheia de dores de cabeça e impedimentos para o pet e os tutores”, reforça a profissional.

Alguns pets podem necessitar de medicamentos para controlar enjoo e mal-estar durante o transporte, especialmente entre longas distâncias. Se o trajeto estiver sendo percorrido de carro, é possível conciliar paradas a cada 2 horas para que o pet beba água, faça as suas necessidades fisiológicas e estique um pouco as patinhas. Estas paradas também ajudam a combater o enjoo.Ao chegar no destino é importante proporcionar ao pet um momento para que ele possa fazer o reconhecimento do local.

Nathalia também lembra que é importante que os pets estejam sempre com o antipulgas e carrapatos em dia, para evitar que estes parasitas indesejáveis atrapalhem as férias e a saúde do pet e de toda a família.

“Para garantir o bem-estar do pet durante a viagem, o tutor pode fazer uso dos análogos sintéticos do odor materno canino, que imita o feromônio liberado pela mãe quando o cachorro é filhote, como o Adaptil®. O produto ajuda na socialização dos cães e auxilia o animal a se sentir mais apto e seguro para lidar com situações diferentes de sua rotina, sem angústia ou estresse. Quando borrifado na bandana e colocado no pet, o produto faz o pet se sentir acolhido e confiante, pronto para desbravar novos locais e fazer novos amigos”, finaliza.

 


Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br

 

Conheça as principais indicações e os benefícios dos alimentos úmidos para cães e gatos

Rica em nutrientes, dieta contribui para uma refeição completa e balanceada e ainda melhora a hidratação dos pets 

 

A escolha da alimentação desempenha um papel crucial na saúde dos cães e gatos, e é por isso que os alimentos úmidos ganham destaque como opção nutritiva aos animais de estimação. 

A principal diferença nutricional entre alimentos úmidos e secos reside no teor de umidade. Enquanto os secos contêm no máximo 12% de umidade, os alimentos úmidos apresentam um mínimo de 65%. Isso não apenas confere um sabor mais atrativo aos animais, mas também permite uma diluição mais eficiente de calorias. 

"Para atender às necessidades calóricas diárias de um cão ou gato, o volume de alimento úmido consumido geralmente é maior em comparação aos alimentos secos", explica Flavio Lopes, veterinário especializado em nutrição da Hill´s Pet Nutrition.

Os benefícios dos alimentos úmidos são vastos. Sua alta umidade resulta em maior palatabilidade, tornando-os uma excelente opção para animais doentes que não estão se alimentando adequadamente. "Além disso, podem aumentar a ingestão hídrica, sendo particularmente úteis para animais com menor tendência a beber água, como os gatos", ressalta Lopes. Oferecer alimentos úmidos também pode ser uma estratégia eficaz de condicionamento educacional para cães e gatos.

A importância da hidratação é enfatizada no contexto de cães e gatos com problemas de desidratação. Animais que não ingerem água suficiente podem desenvolver problemas no trato urinário, como a formação de urólitos. "Oferecer a esses animais alimentos úmidos pode estimular a micção, evitando a concentração de urina e ajudando a prevenir a formação de cálculos na vesícula urinária ", explica Lopes.

Para os idosos também é uma ótima opção. "Esses animais muitas vezes precisam de alimentos mais macios e de fácil mastigação, e a alta umidade proporciona essa textura suave", observa Lopes.


Conservantes e sódio podem fazer mal?

Desmistificando algumas preocupações comuns, o veterinário aborda mitos associados aos alimentos úmidos. Contrariamente à crença, essas dietas não possuem altos,  tampouco baixos níveis de conservantes, na verdade não possuem nenhum tipo de conservante, pois são esterilizados em autoclaves para preservação. Além disso, os níveis de sódio, muitas vezes questionados, são adequados para cães e gatos, não causando prejuízos à saúde.

A transição para alimentos úmidos deve ser gradual para evitar problemas intestinais, e sua escolha deve ser baseada em marcas confiáveis e excelente reputação científica. No entanto, Lopes enfatiza que as dietas úmidas não controlam o peso dos animais, sendo necessário gerenciar a quantidade adequada para evitar o ganho excessivo.

"A alimentação úmida pode desempenhar um papel vital na nutrição e saúde de cães e gatos. No entanto, é sempre recomendado consultar um veterinário para determinar as necessidades específicas de cada animal", conclui Lopes.

 

Ter um cachorro reduz risco de demência na velhice, revela estudo


O animal leva o idoso a praticar mais atividade física e a ter mais interações sociais

Quando se tem em mente ter um cachorro, logo pensamos nas vantagens para o pet e para a causa animal. Porém, o que muitos não lembram, ou até mesmo não sabem, é que ter um pet em casa estimula o cérebro e, consequentemente, contribui para a saúde mental.

Essa relação é tão forte que pode ser capaz, inclusive, de combater a demência, uma doença que afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Ao menos é o que indica um estudo recentemente publicado na revista científica Preventive Medicine Reports, pessoas com mais de 65 anos e que são tutores de cachorros têm 40% menos probabilidade de desenvolver demência.

A pesquisa explica que ter um cãozinho normalmente aumenta a atividade física e as interações sociais, enquanto o tutor leva seu animal de estimação para passear, por exemplo. E ambos fatores são vitais para manter a saúde do cérebro e prevenir o declínio cognitivo.

Simone Cordeiro, diretora-comercial da Au!Happy, plano de saúde voltado para animais de estimação, esclarece que não basta apenas ter o pet em casa. “O estudo mostra que os donos de cães sem hábitos de vida diários relacionados com os cuidados com o animal não mostraram efeitos positivos relacionados com a prevenção da demência. Ou seja, é preciso, acima de tudo, cuidar do seu bichinho", diz.

Especialistas esclarecem que a demência se caracteriza pelo declínio cognitivo, com uma condição grave de perda de memória, incluindo dificuldades de linguagem, resolução de problemas e outras atividades de pensamento que interferem na vida diária e na independência dos pacientes. De acordo com a Associação de Alzheimer, a doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência entre idosos, representando de 60% a 80% dos casos.

 

Estudo sobre gigantismo de baleias dá pistas sobre mecanismo genômico envolvido na supressão de tumores

A baleia-azul (Balaenoptera musculus) pode chegar
 a 30 metros de comprimento – quase dez metros maior
do que um ônibus coletivo
 (
foto: NOAA Photo Library)
Algumas espécies de cetáceos não passam de 4 metros de comprimento, enquanto outras podem chegar a 30 metros. De acordo com pesquisadores da Unicamp, genes que favorecem o crescimento colossal desses mamíferos também inibem o surgimento do câncer


O funcionamento de certas regiões de alguns poucos genes dos cetáceos pode explicar por que a baleia-azul (Balaenoptera musculus) pode chegar a 30 metros de comprimento – quase dez metros maior do que um ônibus coletivo – enquanto um golfinho-nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) tem, no máximo, 4 metros de tamanho. Ao mesmo tempo, pode ajudar em novas terapias contra o câncer.

É o que revela estudo publicado na revista BMC Ecology and Evolution por um grupo de pesquisadores do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp).

“Embora os cetáceos sejam divididos em dois grupos evolutivos bem definidos, Odontoceti [golfinhos, orcas e cachalotes, que possuem dentes] e Mysticeti [sem dentes e que filtram o zooplâncton em barbatanas de queratina, como a baleia-azul e a jubarte, por exemplo], encontramos na chamada região promotora do gene NCAGP uma divisão entre aqueles com mais e com menos de 10 metros de comprimento, ou seja, gigantes e não gigantes”, conta Felipe Silva, primeiro autor do trabalho.

A região promotora de um gene é uma sequência de DNA localizada anteriormente à região codificadora (onde o RNA mensageiro que orienta a síntese de proteína é produzido) e é responsável por iniciar o processo de transcrição (cópia de um segmento específico do DNA para produzir o RNA). Desse modo, atua como um elemento regulador da expressão gênica.

A análise da região promotora do NCAGP, que pode fazer com que o gene expresse mais proteínas ou iniba a produção dessas moléculas, mostrou a cachalote (Physeter catodon), que tem dentes e 20 metros de comprimento, em média, mais próxima do grupo das Mysticeti, que medem mais de 10 metros e não possuem dentes.

Da mesma forma, a região promotora do NCAPG agrupa a baleia-minke (Balaenoptera acutorostrata), com seus 8,8 metros, junto aos cetáceos não gigantes com dentes.

“Nossos achados não mudam a árvore evolutiva desse grupo, mas trazem novas evidências de que o tamanho gigante tem uma base genômica. A análise dos outros genes confirma os grupos já estabelecidos evolutivamente, o que faz com que as características da baleia-minke e da cachalote sejam provavelmente adaptações convergentes, aquelas que aparecem em grupos distintos por caminhos diferentes”, explica Mariana Freitas Nery, professora do IB-Unicamp que orientou o mestrado de Silva.

O estudo integra o projeto “Usando genômica comparativa para entender a evolução convergente de mamíferos: em busca das pegadas moleculares da ocupação do ambiente marinho e fluvial”, coordenado por Nery e apoiado pela FAPESP.


Do tamanho ao tumor

O trabalho se debruçou sobre quatro genes que já haviam sido explorados pelo grupo em um estudo anterior. Na ocasião, os pesquisadores analisaram alterações nas regiões codificadoras dos genes (leia mais em: revistapesquisa.fapesp.br/alteracao-em-quatro-genes-pode-explicar-o-gigantismo-das-baleias/).

No trabalho atual, o foco foi nas regiões regulatórias dos mesmos genes, também conhecidas como não codificadoras. As análises demonstraram que estas também possuem grande influência tanto no tamanho dos animais quanto na supressão de tumores. A ocorrência de câncer seria algo esperado em animais com um número tão grande de células, mas extremamente rara nos cetáceos.

“Foi importante analisarmos tanto a parte codificadora como a não codificadora do genoma dos cetáceos, pois ambas se mostraram importantes para essas características, que as análises também mostraram terem evoluído muito rapidamente nesses animais”, comenta Silva.

Enquanto nos cetáceos gigantes foi verificada a maior atividade de proteínas que ativam o ganho de tamanho corporal, nos que têm menos de 10 metros havia uma atividade de inibição desses genes, como um freio para que os membros desse grupo não cresçam demais.

Não por acaso, alguns dos genes cuja atividade caracteriza o gigantismo são também supressores de tumores. Assim como os cetáceos, outros mamíferos possuem partes do genoma com essa função, uma forma de compensar o fato de terem uma grande quantidade de células, portanto, mais sujeitas a falhas na replicação e, consequentemente, mais chances de ocorrência de câncer.

“Nós também temos esses genes e por isso seria interessante conhecer melhor como eles suprimem a formação de tumores nesses animais. Futuramente, isso poderia ajudar a desenvolver tratamentos para o câncer, ativando ou inibindo determinadas regiões do genoma, por exemplo”, encerra Nery.

O artigo Patterns of enrichment and acceleration in evolutionary rates of promoters suggest a role of regulatory regions in cetacean gigantism está disponível em: https://bmcecolevol.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12862-023-02171-5.

 

André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/estudo-sobre-gigantismo-de-baleias-da-pistas-sobre-mecanismo-genomico-envolvido-na-supressao-de-tumores/50639


 Dirofilariose: entenda a doença, sintomas e prevenções  

A doença afeta principalmente os cães e os sintomas podem ser silenciosos

 

A dirofilaria immitis, conhecida como ‘’verme do coração’’ é um verme parasitário nematoide transmitido pela picada de várias espécies de mosquitos. O mosquito é o hospedeiro indireto e as regiões tropicais são mais propícias ao aparecimento da doença, uma vez que em condições climáticas de calor e umidade, ocorre o desenvolvimento dos estágios larvais do verme.  

A Dra Thalita Vieira, médica veterinária do Veros Hospital Veterinário, explica que os cães servem como hospedeiros definitivos e são o principal reservatório do parasita, outros hospedeiros são os gatos e furões, já o mosquito, serve como hospedeiro intermediário, onde as larvas da dirofilaria se desenvolvem, até o estágio infeccioso (microfilmaria se desenvolvem no estágio L1 para o L3), quando ocorre a picada.  

O mosquito transmite a L3 e no cão o desenvolvimento de L3 até o estágio adulto do verme pode levar até 120 dias. Os vermes circulam com o fluxo sanguíneo, e se alojam na artéria e tronco pulmonar do animal. Dependendo da carga parasitária, os vermes podem chegar ao ventrículo direito e átrio direito, levando a consequências graves no coração, síndrome da veia cava e até morte.  

‘’Os sinais clínicos em cães infectados são resultados das consequências hemodinâmicas provocadas pelos vermes no coração direito e nas artérias pulmonares.’’, completa Dra Thalita.

 

Sintomas

Os principais sintomas nos cães podem ser tosse, cansaço fácil, fadiga, ou intolerância a exercícios, falta de ar e desmaios, mas alguns animais podem ainda, contrair a doença de forma silenciosa.

 

Diagnóstico

Existem testes de antígeno e radiografias de tórax que podem identificar alterações pulmonares provocadas pelos parasitas nos animais. Outro recurso, é o exame ecodopplercardiograma, útil para detectar alterações estruturais associadas à infecção por dirofilaria na artéria pulmonar, nos ramos e no coração direito. Em alguns pacientes, é possível visualizar o verme no interior das câmeras direitas ou artéria pulmonar.

 

Tratamento

É um processo complexo e longo e deve sempre ser acompanhado por um médico veterinário para o profissional indicar os remédios corretos e aliviar os sintomas. Os antibióticos são receitados para eliminar os diferentes estágios do parasita e prevenir complicações associadas.

 

Prevenção

É muito importante que os animais também estejam protegidos dos mosquitos, e alguns medicamentos como oxima, ivermectina, selamectina e moxidectina, ajudam na prevenção. 



Veros Hospital Veterinário
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 4643, Jardim Paulista – São Paulo, SP.
Site: https://veros.vet/
Instagram: https://www.instagram.com/veros.vet/


Gato idoso e interativo ao mesmo tempo. É possível?

 

Felino em atendimento no Hospital Veterinário Taquaral 
Crédito: Matheus Campos

Tratamento multimodal e adaptações na casa garantem qualidade de vida ao bichano


Os gatinhos idosos perdem agilidade e reflexo, não é mesmo? Mas será mesmo que o tutor tem que se conformar e apenas guardar na lembrança essas características tão peculiares de quando seu felino era mais jovem?

É normal ou eles sentem dor e por isso preferem se aquietar? Saiba que um quadro comum entre felinos idosos que desencadeia esse comportamento é a osteoartrite, uma condição degenerativa que pode trazer desconforto e impactar a qualidade de vida dos animais de estimação.

A Dra. Daniela Formaggio, veterinária especialista em felinos do Hospital Veterinário Taquaral, em Campinas, diz que a osteoartrite está presente em cerca de 90% dos gatos 10 a partir dos 12 anos de idade. Ela causa dor e afeta as articulações. “Tutores estão identificando cada vez mais essa doença, que antes ficava ofuscada pelo padrão felino de dormir mais. Mas o tutor hoje é mais informado, pesquisa sobre as mudanças de comportamento do seu animal e não aceita a falta de interação como sendo normal”. 

A veterinária explica que a osteoartrite é uma degeneração lenta, contínua e progressiva. Além da idade, o componente genético também interfere. As raças maine coon, abissínio e gatos maiores têm tendência a desenvolvê-la. 

A doença pode ser agravada quando há o sobrepeso. A veterinária lembra que o esforço repetitivo, diabetes e distúrbios hormonais são fatores que favorecem o desenvolvimento da artrose e devem ser controlados para evitar que o quadro piore.
 

Daniela dá exemplos de observações que a família deve fazer: 

- O gato diminuiu as atividades na casa?

- Reluta em subir nos móveis?

- Tem tomado menos banho?

- Está mais irritado?

- O xixi e o cocô estão sendo feitos para fora da caixa de areia?

- Reluta em pular ou subir escadas?

- Se levanta com dificuldade após períodos de descanso?

 

Fisioterapia em gato. Tem como? 

Felino em atendimento no Hospital Veterinário Taquaral
 
Crédito: Matheus Campos

Dra. Daniela ressalta que além de medicamentos para alívio da dor, hidratação adequada, suplementos nutricionais e ajustes na dieta, a fisioterapia veterinária também desempenha um papel crucial no manejo dessa condição. 

A Dra. Beatriz Fava, fisiatra do Hospital Veterinário Taquaral, enfatiza a importância da fisioterapia na abordagem da osteoartrite felina: "A fisioterapia veterinária pode ser altamente benéfica para os gatos com osteoartrite. Por meio de exercícios terapêuticos, massagens e programações com técnicas indolores adaptadas às necessidades específicas de cada animal, podemos ajudar a melhorar a mobilidade, reduzir a dor e fortalecer as articulações dos felinos afetados", esclarece. 

Beatriz frisa que a fisioterapia é o recurso ideal para o animal idoso não perder massa muscular e, consequentemente, a qualidade de vida e o controle da dor crônica. Ela salienta que o HVT oferece ambiente para o gato se sentir à vontade. “A sala estará com Feliway, sem cães por perto, há a utilização de aparelhos que não causam sensibilidade, exames e procedimentos feitos dentro da caixa de transporte, oferecimento de petiscos, Choru, entre outras abordagens”. 

O tempo para a reabilitação é longo. As médicas veterinárias garantem que à medida que a medicação e a fisioterapia vão fazendo efeito o gato vai se acostumando e fica com postura mais tranquila. 

“Quando conseguimos minimizar o sofrimento do animal é muito gratificante. O tratamento traz benefícios para a família toda. O animal é restabelecido e a família, antes desgastada, ganha em alegria e confiança”, ressalta Daniela. No HVT, a equipe de profissionais conversa entre si sobre os pacientes, visando individualizar a terapia e orientar toda a família. É o chamado tratamento multimodal.
 

Casa adaptada 

Depois dos tratamentos que tiram a dor aguda do animal, a família é orientada pelos especialistas do HVT a adaptar a casa em busca de facilitar a vida do bichano. Alguns exemplos: 

- Colocar “escadas” ou acessórios que deêm acesso aos lugares altos e preferidos do animal, como camas e mesas. Lembrando que “a descida dói mais que a subida”, destaca Daniela; 

- Priorizar bandeja sanitária que tenha uma parte mais baixa para o animal entrar e ele não ter o esforço de subir ou transpor; 

- Desenvolver cardápio com especialista para nutrição e manutenção do peso; 

- Evitar mudar a disposição dos móveis na casa para não desorientar o animal.


Saiba mais sobre o tema no podcast do Hospital Veterinário Taquaral no YouTube

  


Hospital Veterinário Taquaral – Campinas SP
YouTube
Instagram: @hvtcampinass
facebook
site
Endereço: Av. Heitor Penteado, 311, Taquaral (em frente ao portão 6 da Lagoa) – Campinas SP
Funcionamento: 24 horas, sete dias por semana
Telefones: (19) 3255-3899 / WhatsApp: (19) 99256-5500


Período de chuva: Veterinário do CEUB orienta como proteger os Pets

Infecção urinária, dores articulares e proliferação de parasitas estão entre as enfermidades comuns entre cães e gatos no verão chuvoso 

 

A temporada de chuva está associada a problemas de saúde que afetam não só os seres humanos, mas também os animais de estimação. O período eleva a ocorrência de algumas enfermidades nos pets, incluindo doenças dermatológicas, respiratórias, dores e infecções urinárias. O professor de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Bruno Alvarenga, destaca os cuidados necessários e indica: mantenha os passeios para as necessidades, evite a tosa e aproveite os dias de sol para ventilar a casa. 

Com a maior umidade, se intensificam doenças dermatológicas causadas por fungos e ectoparasitas. As moscas tendem a depositar seus ovos sob a pele de animais, podendo levar a lesões, conforme explica o veterinário do CEUB. “É também uma época de procriação dos carrapatos, aumentando o risco de doenças transmitidas por esses agentes”, afirma. Segundo Alvarenga, para a prevenção desses parasitas, é recomendada a vistoria periódica da pele dos animais, a dedetização por empresa especializada e o uso de medicamentos, na forma de biscoitos, spray ou gel dermatológico, que consigam repelir ou matar esses agentes. 

O profissional alerta também para uma tentativa de cuidado dos tutores que pode ser prejudicial à saúde dos pets de apartamento. Ao evitar molhar o pelo dos animais, principalmente os que vivem em ambientes fechados, os proprietários tendem a passear menos no período chuvoso, o que pode levar a um aumento de infecções urinárias. “Para prevenir esta condição, é fundamental pelo menos três passeios ao dia para que os peludos possam fazer suas necessidades”, ressalta. 

O período requer ainda atenção para as doenças respiratórias, principalmente nos animais idosos. É recomendado evitar o contato direto do animal com o piso frio, podendo ser utilizadas camas, cobertas, panos, toalhas, pallets de madeira e lençóis de borracha. “Deve-se evitar a remoção dos pelos, por sua função no isolamento térmico, realizando a tosa apenas se estritamente necessário. E, se executada, a proteção contra o frio pode ser, em parte, realizada com o uso de roupas. Caso o animal apresente perda de apetite, dificuldade respiratória ou aumento de secreção nasal, procure atendimento médico veterinário”, ressalta. 

Outro fator notado pela mudança térmica é o aumento da incidência de dores articulares, acrescenta o médico veterinário do CEUB, sinalizando que se as medidas de proteção contra o frio não forem suficientes, é recomendado ajustar a prescrição de dor. Os trovões são outro ponto de preocupação, já que cães e gatos podem se estressar com esses barulhos, seja por medo ou pelo desconforto otológico ocasionado pelos estrondos. Sobre os barulhos causados pelas chuvas, também se orienta monitorar com maior atenção animais cardíacos, epiléticos e aqueles com histórico de desequilíbrio comportamental ou metabólico: “Caso o animal apresente qualquer sintoma, é fundamental procurar atendimento médico veterinário”. 

O especialista recomenda as medidas preventivas adotadas contra os estampidos de fogos de artifício: disponibilizar um abrigo no qual o animal se sinta seguro, colocar uma música para concorrer com o barulho, permitir que o animal fique próximo à família e, se necessário, colocar um pouco de algodão na porção inicial do ouvido do animal.


Oito dicas de cuidados com seu pet nos dias de calor

 

Professores de Medicina Veterinária da UniSociesc orientam os tutores a redobrar a atenção durante o verão

 

As temperaturas acima da média deste verão alertam para cuidados ainda maiores com os animais de estimação. Tutores de gatos e cachorros devem redobrar a atenção para garantir conforto térmico aos pets. Se em alguns dias a temperatura gera incômodos e riscos à saúde dos humanos, com os pets não é diferente. Conversamos com os professores de Medicina Veterinária da UniSociesc, Bárbara de Freitas e Leonardo Vieira, que ajudaram a organizar dicas preciosas para garantir o bem-estar dos pets nos dias quentes. Confira:

 

1- Hidratação extra

Certifique-se de que seu pet tenha acesso constante à água fresca. O calor pode causar desidratação rapidamente, então mantenha a tigela de água sempre cheia. E, se possível, espalhe mais potes em lugares estratégicos da casa, incentivando assim o consumo de água pelo pet. Também é possível fazer picolés, congelando a fruta que o bichinho já costuma comer, ou então fazer picolé com os petiscos que também fazem parte da alimentação do pet. O que não pode é oferecer aquele picolé com açúcar. Uma estratégia interessante é colocar pedrinhas de gelo dentro da água ao longo do dia.

 

2- Passeios em horários com menos sol

Evite passear com seu pet durante as horas mais quentes do dia, especialmente se a caminhada é em locais que pegam sol direto como calçadas e o asfalto, por exemplo. Se o tutor colocar o seu pé ou a palma da mão no chão e sentir que está muito quente, o pet sentirá o mesmo e poderá ter queimaduras nas patinhas (algo que é bastante comum no verão). Não é indicado colocar calçados nos pets, porque limita a mobilidade e pode causar lesões. O ideal é cuidar com os horários dos passeios, buscar ambientes com árvores e gramado, caso seja possível, sempre focando no conforto térmico do animal.

 

3- Proteção solar e ambientes frescos

Animais de pele clara ou com pelos curtos podem sofrer queimaduras solares durante o verão. Consulte seu veterinário sobre o uso de protetor solar específico para pets, especialmente em áreas sensíveis, como o nariz e as orelhas. Para algumas espécies faz muito sentido o uso do protetor. Mas o mais importante é garantir que seu pet tenha acesso a áreas frescas e sombreadas da casa para descansar durante os dias quentes. Evite deixá-los ao sol por longos períodos. Para os bichinhos que vivem em apartamentos, não há problema com o uso do ar condicionado ou ventiladores - eles adoram!


4- Banho e escovação frequentes

Dê banhos regulares em seu pet para ajudar a mantê-lo fresco. Se você dá banho em casa, certifique-se de usar produtos específicos para animais de estimação, pois alguns produtos feitos para humanos podem ser prejudiciais para eles. Escove regularmente o pelo do seu pet para remover os pelos mortos e ajudar a prevenir problemas de pele. Isso ajuda na circulação de ar e no resfriamento natural. Para algumas raças é indicado baixar um pouco o pelo e para outras não é indicado nem permitido mexer na pelagem. Um veterinário pode orientar o que é melhor para o seu bichinho.

 

5- Atenção aos sinais de superaquecimento

Cães e gatos regulam sua temperatura principalmente por meio da respiração. Esteja atento a sinais de dificuldade respiratória, salivação excessiva e gengivas muito vermelhas ou pálidas, fraqueza e vômitos. Se notar esses sintomas, procure imediatamente a orientação do veterinário. E uma das formas de conferir a temperatura corporal desses animais em casa é observando o comportamento deles. A temperatura corporal alta faz com que fiquem ofegantes, com salivação excessiva. A missão dos tutores é monitorar e ajudar a garantir conforto térmico nestes dias quentes. As raças de cães e gatos braquicefálicos, com focinho curto, como Pug, Shih tzu, Buldogue Lhasa Apso, Boxer, e o gato persa, entre outras, precisam de mais atenção.

 

6- Brincadeiras com água

Se no local em que você mora é possível e o seu pet gosta de água, ofereça uma piscina ou bacia e brinquedos aquáticos para mantê-lo fresco e entretido. Se for usar a piscina da casa para brincadeiras, é importante que seja supervisionada pelo tutor, para garantir a segurança do animal. Ainda tem os banhos com aquela chuvinha de mangueira no quintal, que podem ser bem divertidos. Mas mesmo em apartamentos, uma bacia pequena com água fresca e brinquedos dentro, pode ajudar cães e gatos pequenos a se refrescarem. Também existem no mercado, tapetes e almofadas geladas para cães e gatos, que podem ser uma boa estratégia, caso a brincadeira com água não seja possível.

 

7- Controle de parasitas

Garantir a vermifugação e a vacinação é um cuidado a ser tomado durante todo o ano pelos tutores, mas que deve ser redobrado no verão. É um período em que aumentam o número de parasitas e de insetos, como pulgas e carrapatos. O ideal é utilizar produtos de controle de parasitas recomendados pelo veterinário e ficar atento a possíveis viroses e gastroenterites e dermatites alérgicas. Da mesma forma que nós humanos, é um período de maior prevalência destas situações.

 

8- Preparar viagens e passeios

Se você costuma fazer viagens ou passeios mais longos com seu pet, é importante cuidar da segurança deles, com caixas específicas de transporte, por exemplo. Se for de ônibus ou avião, existem regras de cada companhia no quesito transporte e de apresentação de atestado sanitário. Se a viagem for de carro, além de garantir a segurança do pet dentro do carro, é preciso fazer paradas frequentes para que ele possa beber água, dar uma caminhada e fazer suas necessidades. Alguns animais podem sentir ânsia de vômito e existem remédios específicos, que podem ser indicados por um veterinário. Nunca deixe o animal sozinho dentro do carro por menos que seja a parada. Bem antes da viagem é preciso colocar as vacinas em ordem! E caso a família resolva viajar sem o animal, também é preciso organizar a melhor forma de deixá-lo em segurança e bem cuidado em seu ambiente.


Posts mais acessados