Professora do curso de Medicina Veterinária do Cesuca explica o que os tutores devem fazer para que o pet se comporte na hora da refeição
Quem possui animal de estimação provavelmente já
deve ter se deparado com aquele momento em que o bichinho fica observando
enquanto você ingere um alimento. O olhar do pet costuma ser tão fixado que
causa um momento de fofura ou incômodo. Mas, afinal, por que isso acontece?
De acordo
com a médica veterinária Alessandra Ventura da Silva, professora doutora do
curso de Medicina Veterinária do
Cesuca, o cheiro do alimento e o fato de mastigarmos algo despertam a
curiosidade do animal. “Como faz parte da matilha, o pet sempre acredita que
pode haver um pedaço para ele, caso o dono tenha o hábito de dividir a comida”,
diz.
Para evitar
que isso ocorra, é importante desviar o olhar, não falar com o bichinho e
seguir a alimentação de forma natural durante a refeição. “Precisamos lembrar
que é para a saúde do pet que negamos alimentos na hora de nossas refeições,
pois são alimentos inapropriados ou com excesso de calorias, que podem
ocasionar diversos problemas de saúde”, frisa.
Se há o
hábito de compartilhar alimentos em qualquer momento, desde um lanche a um
almoço ou jantar, e o tutor toma ciência disso, a hora é de tirar o hábito para
evitar doenças graves como a obesidade.
Mesmo
assim, há quem acredite que negar um pedaço de alimento para o bichinho pode
deixá-lo doente, porém, o mais provável é que ele adoeça se o tutor oferecer.
“Alguns alimentos são proibidos para os animais, como a cebola, que é utilizada
comumente para temperar nossas refeições, assim como alimentos com excesso de
sal ou outros também tóxicos”, acrescenta.
Ventura diz
que o hábito de pedir alimentos não é exclusivo a uma raça, ou seja, não há
raças mais suscetíveis a nos observar durante a nossa refeição. Mas, há algumas
mais glutonas, que sempre querem comer, como o Golden Retrievers, Labradores e
Buldogues Ingleses. “cães que trabalham com o ser humano também possuem essa
necessidade de observar com maior frequência, mas não para se alimentar e sim
para trabalhar, como é o caso do Border Collie e Australian Cattle Dog”, conta.
Por fim, a professora do curso de Medicina Veterinária do Cesuca ressalta que: “Mudar os hábitos de oferecer alimentação em excesso e que não é recomendada para animais é extremamente importante para evitarmos o aumento dos pets com obesidade. Essas doenças crônicas são graves, de difícil manejo e acarretam diversos outros problemas de saúde que encurtam o tempo de vida dos bichanos para nós os observarmos”.
Cesuca
Visite: www.cesuca.edu.br
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