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quinta-feira, 20 de julho de 2023

Internações por infarto aumentaram mais de 150% em 14 anos

Crédito: Envato
Obesidade, sedentarismo, temperaturas baixas, pandemia e idade dos pacientes estão relacionados ao crescimento


Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostram que o número de internações por infarto aumentou no Brasil entre 2008 e 2022. Entre os homens, a média mensal passou de 5.282 para 13.645, um aumento de 158%. Entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973, alta de 157%. Esses dados são baseados no Sistema de Internação Hospitalar do Datasus, do Ministério da Saúde, e cobrem todos os pacientes brasileiros que utilizam os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), tanto em hospitais públicos quanto em hospitais privados conveniados. Nesse estudo, os pesquisadores conseguiram quantificar uma relação que já era prevista, mas precisava ser comprovada: o aumento do número de infartos durante o inverno. Em 2022, o número de infartos foi 27% maior na temporada de frio do que no verão, tanto em homens quanto em mulheres.

Segundo a médica cardiologista Chiu Yun Yu Braga, supervisora do Internato de Urgência e Emergências do curso de Medicina da Universidade Positivo (UP), os grupos de risco não mudaram: idosos, hipertensos, diabéticos, fumantes e pessoas com colesterol elevado. No entanto, ela relata que a falta de acompanhamento médico durante a pandemia, especialmente para pacientes portadores de doenças cardiovasculares, também contribuiu para o aumento desses casos. “Muitos pacientes deixaram de receber qualquer tipo de acompanhamento. Com o fechamento dos estabelecimentos de saúde, não houve atendimento adequado para doenças cardiovasculares. Mesmo após a pandemia, as consultas ainda não foram normalizadas”, revela.

Os problemas cardiovasculares são a principal causa de morte entre homens e mulheres no Brasil. De 2017 a 2021, 7.368.654 pessoas morreram devido a essas doenças no país. No entanto, o risco de problemas cardíacos não se limita a essas pessoas, e durante o inverno, quando a chance de ocorrer um infarto é maior, os cuidados devem ser redobrados. “O frio está relacionado a várias condições do nosso corpo que ampliam a probabilidade de um infarto, como o aumento da pressão arterial e da atividade nervosa simpática, que acelera os batimentos cardíacos e causa constrição dos vasos sanguíneos do coração”, explica a médica. “Comuns no inverno, as doenças respiratórias também podem mascarar uma doença cardíaca, que pode levar ao infarto”, complementa.


De olho nos sinais

A cardiologista destaca que é fundamental estar atento a alguns sinais que podem indicar um possível infarto, como dores no peito após esforço físico, falta de ar, cansaço e sensação de desmaio, por exemplo. Segundo a médica, o próprio infarto pode ser a primeira manifestação de doenças cardiovasculares, portanto, a prevenção é imprescindível. “É importante tratar as doenças que aumentam o risco de infarto. Para prevenir, é indicado reduzir a exposição ao frio, manter-se bem hidratado e adotar hábitos de vida saudáveis”, indica. “Ter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras, legumes, carnes magras, grãos, oleaginosas e cereais integrais; sono adequado; praticar atividade física regularmente; proteger-se contra infecções respiratórias e manter as consultas médicas em dia”, detalha. 



Universidade Positivo
up.edu.br/

Projeto de lei no Senado italiano quer limitar a cidadania a filhos, netos e bisnetos de descendentes

Vagner Cardoso, CEO da Terra Nostra Cidadania, explica o que pode mudar para quem quer obter a cidadania

 

Uma proposta de lei apresentada no Senado italiano, de autoria do senador Roberto Menia, está deixando aqueles que querem obter a cidadania italiana por meio de descendência preocupados. O projeto quer limitar a cidadania a filhos, netos e bisnetos de descendentes, exigir comprovação do nível B1 de italiano e residência de um ano na Itália. 

De acordo com Vagner Cardoso, CEO da Terra Nostra, escritório especializado em cidadania italiana, nada muda para quem já conseguiu obter a cidadania ou para quem já está com o processo em andamento. 

“O que foi proposto é o limite até a terceira geração, ou seja, concessão de cidadania para filhos, netos e bisnetos de italianos *; e* , a proficiência *no* do idioma italiano no nível B1 para todos e residência de um ano na Itália. Para quem já tem a sua cidadania italiana regularizada, nada muda. Para quem já tem o processo protocolado nos Tribunais italianos, também não muda nada. 

Ainda não se sabe se a proposta será aprovada. Por isso, quem quer obter a cidadania por descendência precisa correr contra o tempo. “É a única forma de garantir o direito pessoal e também aos seus descendentes”, destaca Vagner. 

O especialista diz que há garantias para quem der entrada no processo de cidadania através da Terra Nostra Cidadania. “Levamos nossa parceria com o nosso cliente no reconhecimento da cidadania a sério. Tanto é que somos a primeira empresa no Brasil a oficializar, em cartório, nosso compromisso público com cada cliente. Acreditamos tanto no sucesso desse processo que assumimos um compromisso único: se, por qualquer motivo, o pedido do nosso cliente for recusado, a Terra Nostra Cidadania devolverá 100% do valor pago em honorários. É a nossa garantia de confiança e compromisso com o nosso cliente”, finaliza.


Facebook é inundado por anúncios e páginas para falsos ChatGPT, Google Bard e outros serviços de IA

• Pesquisadores da Check Point Software descobrem que cibercriminosos têm usado o Facebook para se passarem por marcas populares de IA generativa, incluindo ChatGPT, Google Bard, Midjourney e Jasper

• O objetivo é induzir os usuários do Facebook a baixarem conteúdo de páginas e anúncios de marcas falsas

• Esses downloads contêm malware malicioso que rouba suas senhas online (banco, mídia social, jogos, etc), carteiras de criptomoedas e qualquer informação salva em seu navegador

• Usuários desavisados estão curtindo e comentando postagens falsas, espalhando-as em suas próprias redes sociais

 

Os cibercriminosos seguem tentando novas formas de roubar informações privadas. Um novo golpe descoberto pelos pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, usa o Facebook para enganar as pessoas com o objetivo de roubar suas senhas e seus dados privados, aproveitando o interesse por aplicativos populares de IA generativa. 

Primeiro, os cibercriminosos criam páginas ou grupos falsos no Facebook para uma marca popular, incluindo conteúdo atrativo. A pessoa desavisada comenta ou curte o conteúdo, garantindo assim que ele apareça nos feeds de seus amigos. A página falsa oferece um novo serviço ou conteúdo especial por meio de um link. Mas, quando o usuário clica no link, ele inadvertidamente baixa um malware projetado para roubar suas senhas online, carteiras de criptomoedas e outras informações salvas em seu navegador. 

“Os cibercriminosos estão ficando mais espertos. Eles sabem que todos estão interessados em IA generativa e estão usando páginas e anúncios do Facebook para representar ChatGPT, Google Bard, Midjourney e Jasper. Infelizmente, milhares de pessoas estão sendo vítimas desse golpe. Eles estão interagindo com as páginas falsas, o que aumenta sua disseminação – e até mesmo instalando malware disfarçado de ferramentas gratuitas de IA. Todos nós precisamos ficar atentos para garantir que estão baixando apenas arquivos de sites autênticos e confiáveis”, alerta Sergey Shykevich, gerente do grupo de Inteligência de Ameaças da Check Point Research (CPR). 

Muitas das páginas falsas oferecem dicas, notícias e versões aprimoradas dos serviços de IA de Google Bard ou ChatGPT:


A imagem acima é apenas uma amostra de alguns posts. Existem muitas versões do Bard New, Bard Chat, GPT-5, G-Bard AI e outros. Algumas postagens e grupos também tentam aproveitar a popularidade de outros serviços de IA, como o Midjourney:

 


Em muitos casos, os cibercriminosos também atraem os usuários para outros serviços e ferramentas de IA. Outra grande marca de IA, com mais de 2 milhões de fãs, que é representada por cibercriminosos é a Jasper AI. Isso também mostra como pequenos detalhes podem desempenhar um papel importante e significar a diferença entre um serviço legítimo e uma fraude.


Os usuários geralmente não têm ideia de que são golpes. Na verdade, eles estão discutindo apaixonadamente o papel da IA nos comentários e curtindo/compartilhando as postagens, o que amplia ainda mais seu alcance.



A maioria dessas páginas do Facebook leva a outras de destino de tipo semelhante, que incentivam os usuários a baixarem arquivos protegidos por senha que supostamente estão relacionados a mecanismos de IA generativos:


Estudo de caso: página falsa do Midjourney AI 

Os agentes de ameaças por trás de certas páginas maliciosas do Facebook fazem de tudo para garantir que pareçam autênticas, reforçando a aparente credibilidade social. Quando um usuário desavisado pesquisa por “Midjourney AI” no Facebook, e encontra uma página com 1,2 milhão de seguidores, é provável que acredite que seja uma página autêntica.


O mesmo princípio se aplica a outros indicadores de legitimidade da página: quando as postagens na página falsa têm inúmeras curtidas e comentários, isso indica que outros usuários já interagiram positivamente com o conteúdo, diminuindo a probabilidade de suspeita.


O objetivo principal dessa página falsa do Facebook do Mid-Journey AI é induzir os usuários a baixarem malware. Para dar um ar de credibilidade, os links para sites maliciosos são misturados com links para avaliações legítimas do Midjourney ou redes sociais.


O primeiro link, ai[-]midjourney[.]net, possui apenas um botão Get Started:



Esse botão eventualmente redireciona para o segundo site falso, midjourneys[.]info, que oferece o download do Midjourney AI grátis por 30 dias. Quando o usuário clica no botão, ele realmente baixa um arquivo chamado MidJourneyAI[.]rar do Gofile, uma plataforma gratuita de armazenamento e compartilhamento de arquivos.


Assim que o download termina, a vítima que espera ter baixado o instalador legítimo do MidJourney é induzida a executar um arquivo malicioso chamado Mid-Journey_Setup[.]exe.


Esse arquivo de configuração falso fornece Doenerium, um infostealer de código aberto, que foi observado em vários outros golpes, com o objetivo final de coletar os dados pessoais das vítimas. 

O malware armazena a si mesmo e todos os seus vários arquivos e diretórios auxiliares na pasta TEMP:


O malware usa vários serviços legítimos, como Github, Gofile e Discord, como meio de comando e controle de comunicação e exfiltração de dados. Assim, a conta do Github antivirusevasion69 é usada pelo malware para entregar o webhook do Discord, que é usado para relatar todas as informações roubadas da vítima ao canal Discord do atacante. 

Primeiro, o malware despacha uma mensagem de "Nova vítima" para o Discord, fornecendo uma descrição da máquina infectada recentemente. A descrição inclui detalhes como o nome do PC, versão do sistema operacional, RAM, tempo de atividade e o caminho específico a partir do qual o malware foi executado. Essas informações permitem que o atacante saiba com precisão qual golpe ou isca levou à instalação do malware. 

O malware se esforça para coletar vários tipos de informações de todos os principais navegadores, incluindo cookies, favoritos, histórico de navegação e senhas. Além disso, ele visa carteiras de criptomoedas, incluindo Zcash, Bitcoin, Ethereum e outras; e o malware ainda rouba credenciais de FTP do Filezilla e sessões de várias plataformas sociais e de jogos. 

Depois que todos os dados são roubados da máquina de destino, eles são consolidados em um único arquivo e carregados na plataforma de compartilhamento de arquivos Gofile:


Posteriormente, o infostealer envia uma mensagem "Infectado" para Discord, contendo detalhes organizados sobre os dados que extraiu com sucesso da máquina com um link para acessar o arquivo contendo as informações roubadas. 

É interessante mencionar que a maioria dos comentários na página falsa do Facebook são feitos por bots com nomes vietnamitas, e o idioma de bate-papo padrão em um site falso do MidJourney é vietnamita. Isso nos permite avaliar com confiança baixa a média que esta campanha é executada por um agente de ameaças afiliado ao Vietnã. 

A seguir estão exemplos de respostas a uma das postagens na página:



A Ascensão dos Infostealers 

A maioria das campanhas que usam páginas falsas e anúncios maliciosos no Facebook acaba entregando algum tipo de malware para roubo de informações. Em junho de 2023, a CPR e outras empresas de segurança observaram várias campanhas que distribuem extensões de navegador maliciosas com o objetivo de roubar informações. Seu alvo principal parece ser os dados associados a contas do Facebook e o roubo de páginas do Facebook. Parece que os cibercriminosos estão tentando abusar das páginas existentes de grande público, incluindo orçamentos de publicidade, portanto, mesmo muitas páginas com grande alcance podem ser exploradas dessa maneira para disseminar ainda mais o golpe. 

Outra campanha que explora a popularidade das ferramentas de IA usa uma isca “GoogleAI” para enganar os usuários a baixar os arquivos maliciosos, os quais contêm malware em um único arquivo de lote, como GoogleAI[.]bat . Da mesma forma que muitos outros ataques como esse, ele usa uma plataforma de compartilhamento de código-fonte aberto, desta vez o Gitlab, para recuperar o próximo estágio:

 


A carga útil (payload) final está localizada no script python chamado libb1[.]py . Este é um ladrão de navegador baseado em python que tenta roubar dados de login e cookies de todos os principais navegadores, e os dados roubados são exfiltrados via Telegram:



As campanhas descritas anteriormente dependem extensivamente de vários serviços gratuitos e de redes sociais, bem como um conjunto de ferramentas de código aberto, carecendo de sofisticação significativa. 

No entanto, nem todas as campanhas seguem esse padrão. A Check Point Research descobriu recentemente muitas campanhas sofisticadas que empregam anúncios do Facebook e contas comprometidas disfarçadas, entre outras coisas, como ferramentas de IA. 

Essas campanhas avançadas introduzem um novo e oculto robô ladrão, ByosBot, que opera sob o radar. O malware abusa do dotnet bundle (arquivo único), formato independente que resulta em detecção estática muito baixa ou nenhuma. O ByosBot está focado em roubar informações de contas do Facebook, tornando essas campanhas autossustentáveis ou autoalimentadas: os dados roubados podem ser posteriormente utilizados para propagar o malware por meio de contas comprometidas recentemente.

 

Conclusão 

O crescente interesse público em soluções baseadas em IA levou os agentes de ameaças a explorar essa tendência, principalmente aqueles que distribuem infostealers. Esse aumento pode ser atribuído aos mercados clandestinos em expansão, onde os intermediários (Initial Access Brokers) se especializam em adquirir e vender acesso ou credenciais para sistemas comprometidos. Além disso, o crescente valor dos dados usados para ataques direcionados, como Business E-mail Compromise (BEC) ou comprometimento de e-mail corporativo e spear-phishing, alimentou a proliferação de infostealers. 

Os serviços autênticos de IA possibilitam que os cibercriminosos criem e implementem golpes fraudulentos de uma forma muito mais sofisticada e crível. Portanto, é essencial que indivíduos e organizações se eduquem, estejam cientes dos riscos e permaneçam atentos contra as táticas dos cibercriminosos. As soluções avançadas de segurança continuam sendo importantes na proteção contra essas ameaças em evolução.

 

Como identificar phishing e falsificação de identidade 

Os ataques de phishing usam truques para convencer a vítima de que são legítimos. Algumas das maneiras de detectar um ataque de phishing são:

 

Ignorar nomes de exibição: sites ou e-mails de phishing podem ser configurados para mostrar qualquer coisa no nome de exibição. Em vez de olhar para o nome de exibição, verifique o e-mail ou o endereço da Web do remetente para confirmar se ele vem de uma fonte confiável e autêntica.

 

Verifique o domínio: os phishers geralmente usam domínios com pequenos erros ortográficos ou que parecem plausíveis. Por exemplo, company[.]com pode ser substituído por cormpany[.]com ou um e-mail pode ser de company-service[.]com . Procure esses erros ortográficos, eles são bons indicadores.

 

Sempre baixe o software de fontes confiáveis: os grupos do Facebook não são a fonte da qual se pode baixar o software para o seu computador. Vá diretamente para uma fonte confiável, use sua página oficial. Não clique em downloads provenientes de grupos, fóruns não oficiais, entre outros.

 

Verifique os links: os ataques de phishing de URL são projetados para induzir os destinatários a clicarem em um link malicioso. Passe o mouse sobre os links em um e-mail e veja se eles realmente vão para onde afirmam. Insira links suspeitos em uma ferramenta de verificação de phishing como phishtank[.]com, a qual informará se são links de phishing conhecidos. Se possível, não clique em nenhum link; visite o site da empresa diretamente e navegue até a página indicada.

 

Para mais detalhes e capturas de tela, visite o blog da Check Point Research (CPR).

Imagem Ilustrativa - Divulgação Check Point Software




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Pharming: fraude sofisticada e altamente perigosa para e-commerces e usuários


Tática fraudulenta utilizada por criminosos, o phishing tem como um dos principais alvos os e-commerces, já que lidam com informações sensíveis dos usuários - incluindo dados de cartão de crédito. Como o sucesso da tática depende da habilidade de convencimento para tomar uma ação, os métodos aplicados estão cada vez mais sofisticados. Mas há outro perigo à espreita e muito mais difícil de detectar: o pharming.  

"O modus operandi do phishing é bem claro. O cibercriminoso envia e-mail ou mensagem de texto semelhante a uma comunicação do e-commerce, solicitando atualização cadastral ou uma oferta exclusiva, direcionando para um clique em um link. O cliente é encaminhado para um site falso, criado para ser uma cópia fiel do original. Caso não perceba a fraude, expõe suas informações pessoais e torna-se vítima de phishing, podendo ser prejudicado com transações fraudulentas. Os anúncios digitais também podem ser instrumentos, devido à falta de verificação de plataformas", explica Vinícius Gallafrio, CEO da MadeinWeb, provedora de TI e transformação digital.  

O esquema, no entanto, é ainda mais complexo e bem estruturado, principalmente quando falamos de pharming, que pode ser considerada a forma mais perigosa de fraude online, afinal, não depende da ação direta de um usuário. A atividade é tão perversa que manipula a infraestrutura da internet no DNS (Sistema de Nomes de Domínio). Uma vez corrompido, os criminosos redirecionam automaticamente os usuários de um site legítimo para um site falso, mesmo quando a URL correta é inserida.  Assim, capturam informações pessoais e instalam automaticamente malwares no computador de quem acessou.  

Para ter uma noção do tamanho do problema, pesquisas da Redbelt Security constaram fatos impressionantes: na internet, há espaços específicos vendendo layouts de páginas falsas, tanto de e-commerces quanto de instituições financeiras - foram encontrados até mesmos vídeos no Youtube ofertando por valores entre R$ 200,00 e R$ 3.000,00, alguns com a hospedagem inclusa. Além disso, são registrados cerca de 15 domínios falsos de sites de e-commerce diariamente no país e estes são utilizados para aplicar golpes.  

De acordo com Gallafrio, os reflexos já estão aí…Entre janeiro e agosto de 2022, foram registradas quase 13 milhões de tentativas de fraudes no comércio eletrônico brasileiro, de acordo com o Censo da Fraude, da Konduto, vertical de antifraude para pagamentos online da Boa Vista, empresa de inteligência analítica e avaliação de crédito. Isso fez com que cerca de R$ 6,8 bilhões em prejuízos fossem evitados.  

"Os e-commerces devem proteger os clientes, implementando autenticação de dois fatores, aplicando filtros de spam e sistemas de detecção de ameaças, realizando monitoramento constante da rede e dos logs de atividade, além de realizar a atualização regular do software e dos sistemas de segurança. Quando falamos de atividades tão nefastas, investir em protocolos avançados é de suma importância para interceptar quem está mal intencionado. Por fim, também deve disponibilizar instrumentos de conscientização do usuário para que este seja capaz de identificar ataques", conclui o CEO da MadeinWeb. 


Deficiências ocultas: especialista comenta lei que oficializa uso nacional da fita de girassóis

 



Nova lei formaliza o uso da fita de girassóis como identificação para pessoas com deficiências ocultas no Brasil  



Foi sancionada nesta semana a Lei 14.624, que oficializa o uso nacional da fita com desenhos de girassóis como símbolo de identificação para pessoas com deficiências ocultas. A norma foi publicada na edição do Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (17), representando um importante avanço para a inclusão e reconhecimento das deficiências não aparentes.


O projeto de lei foi apresentado pelo deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM) e recebeu parecer favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR), sendo aprovado no Senado em 15 de junho. A medida visa suprir uma demanda por representatividade e conscientização sobre as deficiências que nem sempre são percebidas de imediato, como a surdez, o autismo e as deficiências cognitivas, entre outras.

Segundo a advogada e professora do Centro Universitário UniFTC Salvador, Brenda Guimarães, "a Lei dos Girassóis é um importante passo para a inclusão e valorização das pessoas com deficiências ocultas. Ao adotar um símbolo oficialmente reconhecido, a legislação contribui para a criação de uma sociedade mais consciente e empática, promovendo a igualdade de oportunidades e o respeito à diversidade".


De acordo com a Lei dos Girassóis, o uso do símbolo é opcional e não condiciona o exercício dos direitos das pessoas com deficiência. Ele complementa a apresentação de documentos comprobatórios quando solicitados, proporcionando uma maneira adicional de identificação. Durante a tramitação da matéria, o senador Flávio Arns ressaltou que "o cordão de girassol previne mal-entendidos, dando mais tranquilidade e segurança aos usuários e aos atendentes".


A fita de girassóis, que já é utilizada como símbolo para deficiências ocultas em diversos países e em algumas localidades brasileiras, passa agora a ter reconhecimento nacional, simbolizando um marco significativo no avanço da inclusão e da conscientização sobre as diferentes formas de deficiência.


Fiscalização Aduaneira Arrecadatória: Boa para quem?

A provocação que hoje venho fazer é se a Aduana brasileira pauta suas atividades na dita "extrafiscalidade", ou seja, como mecanismo de intervenção econômica com fins de estimular ou frear determinadas condutas nos termos da Política de Comércio Exterior do Brasil, ou se estamos diante uma prática meramente arrecadatória, cuja única finalidade é a de rechear os cofres públicos. 

O debate é interessante, principalmente diante do recém aprovado Bônus de Produtividade e do aumento em 12.680% do crédito advindo de penalidades aduaneiras entre os anos de 2016 e 2021.

 

Atualmente, a legislação aduaneira que rege a gestão de risco e o controle no Brasil possui foco majoritário nos interesses arrecadatórios. Para termos uma noção, a IN 680 prevê aproximadamente 09 critérios de gerenciamento de riscos, sendo que quatro deles possuem intuito nítido arrecadatório/tributário.

Assim, a curva de Laffer é extremamente relevante para esse debate. Esse é um princípio que geralmente os adeptos às teorias liberais estão mais familiarizadas, e diz que a redução de impostos acabaria sendo geradora de maior arrecadação. Enquanto isso, o aumento da tributação resultaria em um recolhimento menor. 

E na aduana, como isso funciona? Quanto maior a fiscalização, melhor será o resultado aos cofres públicos? Por incrível que pareça, a resposta não é tão simples assim. Porém, o Balanço Aduaneiro 2022 nos dá uma luz.

A Receita Federal narra que, em 2022, ocorreu um aumento na seleção de mercadorias para fiscalização. Contudo, confessa que a fiscalização ocorreu sem o foco de atuação estruturada para combate de ilícitos de maior gravidade.

Resultado? Se fiscalizou mais, porém a efetividade da seleção caiu. O volume de apreensões foi reduzido. O motivo? Devido à escassez do capital humano para fiscalização ocorreu um prejuízo às ações mais complexas de combate à fraude, visto o aumento desnecessário de fiscalizações aleatórias e com pouca efetividade.

Portanto, assim como a curva de Laffer, temos que na aduana, o maior quantitativo de fiscalização e seleções não traduz necessariamente no aumento de apreensões e arrecadações.

Porém, o resultado direto é uma menor fluidez do Comércio Exterior e o consequente aumento de custos em virtude de maior lentidão nos processos portuários e logísticos. 

Infelizmente, os sistemas de Inteligência Artificial atualmente utilizados pela Aduaneira brasileira possuem como métrica basicamente o maior volume tributário, sendo esse o fator preponderante para a conferência aduaneira. 

O sistema indica ao fiscal a necessidade de fiscalizar em virtude de uma probabilidade de aumento de arrecadação. Enquanto que, situações em que existe expectativa de perda de arrecadação coincidentemente, o sistema silencia pois não existe o interesse fiscal.

A grave verdade é que a preocupação da RFB diante dos números de 202 deve ser vista com bons olhos. 

Diante das diversas convenções ratificadas pelo Brasil é extremamente necessário que a gestão de risco adotada pela Aduana seja totalmente repensada, visando uma maior eficácia e efetividade.

Afinal, a fiscalização meramente arrecadatória é boa para quem? Se o próprio leão está reclamando?

É necessário novos rumos para a nossa Política de Comércio Exterior, pautada na fiscalização da Aduana brasileira. Os números de 2022 demonstram uma necessidade de alteração nas velas. Precisamos adotar uma fiscalização focada em maior fluidez do Comércio Exterior e visar fortalecer o real objeto do controle aduaneiro, ou seja, o da extrafiscalidade. Caso contrário, os números poderão continuar a cair.

 

Larry Carvalho - advogado, mestre em Direito Marítimo e especialista em logística, comércio internacional e agronegócio.



Estado de São Paulo tem redução de 6,6% em mortes no trânsito no mês de junho, aponta Detran-SP

Estatísticas do Infosiga SP também apontam queda de 5,8 % nos óbitos em acidentes com motocicletas no comparativo de junho de 2023 em relação ao mesmo mês de 2022

 

De acordo com os novos dados do Infosiga SP, sistema do Governo do Estado gerenciado pelo programa Respeito à Vida e pelo Detran-SP, o Estado de São Paulo apresentou queda de 6,6% no número total de mortes no trânsito, na comparação entre junho deste ano com o mesmo mês de 2022. Em 2023, ocorreram 439 óbitos em acidentes, contra 470 no mesmo período do ano passado. 

A queda de óbitos no trânsito no Estado também é evidenciada pela comparação entre os seis primeiros meses do ano passado e o mesmo período deste ano. Foram 2.522 ocorrências de janeiro a junho de 2022, contra 2.417 de janeiro a junho de 2023 - uma redução de 4,2% no último período. 

Entre os números do Infosiga, destaca-se ainda a queda de 5,8% nos casos de mortes em acidentes envolvendo motocicletas. Na comparação entre junho de 2022 com o mesmo mês deste ano, foram registradas 191 ocorrências contra 180, respectivamente. Nos casos de óbitos envolvendo automóveis, houve redução de 7,8% na comparação entre junho deste ano (107 casos) com o mesmo mês de 2022 (116 ocorrências).

No acumulado de janeiro a junho de 2023, comparado a 2022, também foi registrada queda no número de mortes envolvendo automóveis. Foram 571 óbitos contra 548, o que representa uma redução de 4%. 


Número de acidentes 

O quantitativo de acidentes registrados no acumulado do ano (janeiro a junho) apresentou um aumento de 8,1% em comparação com o primeiro semestre do ano passado, no estado de São Paulo. Foram contabilizadas no primeiro semestre deste ano 95.072 ocorrências, contra 87.920 em 2022. 

Já na comparação de junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 15,9%. Foram 18.187 ocorrências em junho de 2023 o, contra 15.686 em junho de 2022.

 

Foco constante na conscientização 

Nessas férias de julho, a nova campanha educativa do Detran-SP adotou o mote “No trânsito, dê férias para a morte”, na busca da conscientização de motoristas e passageiros que pegarão a estrada, para que respeitem as leis de trânsito e serem mais gentis. A campanha está sendo veiculada em rádios, TV, por meio de peças em mobiliário urbano, como relógios e pontos de ônibus, além de placas em estradas com maior movimentação nas férias. Também foi feita distribuição de flyers com dicas de segurança em algumas das principais saídas de São Paulo, com orientações sobre direção segura. 

No filme da campanha, a “morte” é apresentada em diversas situações de férias, enquanto diferentes condutores seguem para seus destinos de descanso respeitando as leis de trânsito. Ou seja, só a observação da conduta segura à direção pode dar férias à morte no trânsito. As peças usam o humor para enfatizarem a importância de ações que podem parecer corriqueiras - como usar o cinto de segurança também no banco de trás, guardar o celular enquanto estiver dirigindo e evitar a soma de álcool e direção - mas que são condutas indispensáveis, especialmente nos períodos com maior movimento do ano, tanto nas estradas quanto nos municípios visitados por turistas. 

O Governo de São Paulo, por meio da nova gestão do Detran-SP, vem promovendo desde fevereiro campanhas de comunicação com o intuito de conscientização para a diminuição de acidentes, seja no trânsito das cidades como nas estradas. No Carnaval, o mote adotado foi “Palavras mentem. Números, não”, para o slogan “Neste Carnaval, não dê desculpas. Se beber, nem pense em dirigir”. As peças demonstravam que não cabem desculpas esfarrapadas para justificar o injustificável, como a direção combinada ao álcool, pois ninguém está imune a tragédias. Já em maio, o foco da campanha sobre o Maio Amarelo foi “No trânsito, respeite a sua vida e a dos outros”, com o intuito de refletir diante de relatos reais de quem teve sua trajetória impactada por acidentes.

 

Álcool e direção 

É fato que, sob efeito de álcool, o motorista tem a sua capacidade de percepção reduzida em vários sentidos. Isso porque o álcool causa uma diminuição da capacidade neurológica, e, consequentemente, dos órgãos de sentido. A ingestão de bebida alcoólica diminui a visão periférica, a percepção de movimentos laterais e a visão de obstáculos, além de afetar o tempo de reação. 

Desde o Carnaval de 2013, o Detran-SP contribui para o cumprimento da Lei, conhecida como Lei Seca ou Tolerância Zero coibindo casos de embriaguez ao volante por meio do Programa Operação Direção Segura Integrada (ODSI). Nesses 10 anos, foram mais de meio milhão de veículos (590.326) fiscalizados, em 2.186 operações pelo programa. Na série histórica da ODSI desde o ano de sua criação, fica clara a relevância das fiscalizações: foram 52 ações realizadas em todo o estado naquele ano, com 9,85% das abordagens resultando em infrações. Os números saltaram para 382 operações no ano passado, mas com redução pela metade das infrações registradas: 4,88% do total de abordagens. 

De acordo com estudo publicado em 2006 nos Estados Unidos, o risco de um condutor com alcoolemia entre 0,2 e 0,5 grama por litro de sangue morrer em um acidente de trânsito envolvendo apenas um veículo é de 2,5 a 4,6 vezes maior que o de um condutor abstêmio (dependendo da faixa etária, já que motoristas mais jovens correm maiores riscos do que os mais velhos, mesmo sem estarem alcoolizados). Já para níveis de álcool no sangue entre 0,5 e 0,8 grama por litro, esse fator varia entre 6 e 17 vezes. Com alcoolemias a partir desse valor, os fatores variam de 11 a até 15.560 vezes, indicando que o consumo abusivo de álcool acarreta risco muito acentuado de envolvimento em acidentes fatais.


Alta velocidade 

Um veículo que circula com excesso de velocidade necessita de tempo maior para a frenagem, o que eleva a probabilidade de o motorista perder o seu controle. Além disso, quanto maior a velocidade de circulação, menor é a capacidade de o motorista se antecipar a possíveis perigos, o que aumenta muito o risco de acidente e a gravidade das lesões. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elaborou uma fórmula que relaciona risco de acidentes e de mortes ao aumento da velocidade, por meio de cálculos baseados em relatórios de ocorrências de trânsito enviados de todo o mundo e compilados em 2004. Pela equação, quando se ultrapassa em 1% o limite de velocidade em uma via, os riscos médios de acidentes sobem 3% e o risco de morte cresce em até 5%. Estudos do órgão trazem evidências diretas de que dirigir apenas 5 Km/h acima da média em áreas urbanas, com limite de velocidade de 60 Km/h, e 10 Km/h acima da média em rodovias é fator suficiente para dobrar o risco de ocorrer um acidente. 

Já estudos da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Organização Mundial da Saúde (OMS) e do New York City Department Of Transportation apontam que, quando um pedestre é atropelado a 60km/h, a chance de o acidente ser fatal é de 98%. Já se o acidente ocorrer a 40km/h, essa porcentagem cai para 35%.

 

Ao volante, esqueça o celular 

É correto dizer que dirigir mexendo no celular é tão perigoso quanto após a ingestão de bebida alcoólica. Segundo uma pesquisa da instituição inglesa RAC Foundation, o envio de mensagens pelo smartphone é capaz de retardar o período de reação do condutor em 35%. 

Outro estudo, da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), aponta que digitar uma mensagem de texto enquanto se conduz um veículo a 80 km/h equivale a dirigir com os olhos vendados por um percurso de até 100 metros, o comprimento de um campo de futebol. 

Outro fato notório é que, ao usar o celular ao volante, o condutor perderá o campo de visão de 360 º que se deve ter com o auxílio do espelho retrovisor, o que afetará sua concentração no trânsito.

 

Sobre o Respeito à Vida 

Iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, atua como articulador de ações com foco na redução de acidentes de trânsito. Gerido pela Secretaria de Gestão e Governo Digital, por meio do Detran-SP, envolve ainda as secretarias de Comunicação, Educação, Segurança Pública, Saúde, Logística e Transportes, Transportes Metropolitanos, Desenvolvimento Regional, Desenvolvimento Econômico e Direitos da Pessoa com Deficiência. 

O Respeito à Vida é um dos maiores programas de redução aos acidentes de trânsito do Brasil. Só neste ano, já foram investidos mais de R$ 280 milhões, oriundos das multas de trânsito, em iniciativas voltadas à prevenção de acidentes e à sinalização em municípios paulistas. Também é responsável pela gestão do Infosiga SP, sistema pioneiro no Brasil, que publica mensalmente estatísticas sobre acidentes com vítimas de trânsito nos 645 municípios do Estado. Mobiliza a sociedade civil por meio de parcerias com empresas e associações do setor privado, além de entidades do terceiro setor. Em outra frente, promove convênios com municípios para a realização de intervenções de engenharia e ações de educação e fiscalização. Além disso, o Departamento de Trânsito adota programas permanentes de ações de Educação para o Trânsito, como Cidadania em Movimento e Educação Viária é Vital.


Comunicação Interna: 5 dicas para engajar de verdade o colaborador operacional


Uma boa experiência é considerada por 96% dos profissionais como fator relevante para se manter na empresa, segundo uma pesquisa feita pelo LinkedIn. Entretanto, as conversas sobre o assunto geralmente priorizam profissionais administrativos. No meio disso, como fica o público operacional?

 

Investir em iniciativas que tenham como foco times operacionais é importante para o engajamento desse público e, consequentemente, para uma experiência mais positiva que resulte em melhores resultados e performance.

 

Uma das maiores consequências da pandemia foi o olhar para o engajamento do colaborador, que passou a ter mais consciência de que faz parte de um todo. Isso despertou nele a importância de pertencer a um ecossistema e um olhar atento aos impactos de suas experiências na jornada de trabalho.

 

Houve uma mudança de paradigma. Os motivos que antes eram os responsáveis pela permanência dos colaboradores na empresa, como salários e benefícios, atualmente não exercem tanta influência. Hoje, o bem-estar físico, emocional, social e profissional têm destaque, assim como segurança e estabilidade. Além disso, ganhou espaço nessa discussão o alinhamento de valores entre colaboradores, organizações e lideranças.

 

Sendo assim, se as empresas não acompanharem essa tendência a fim de oferecer uma experiência cada vez melhor para o público interno, correm o risco de não conseguir reter os talentos. Para se ter uma ideia, dados divulgados pela Qualtrics em 2022 mostram que quando os colaboradores conseguem equilibrar a vida pessoal e profissional eles se sentem mais motivados a trabalhar.

 

A pesquisa, realizada na América Latina e no Caribe, apontou que quando esse equilíbrio existe 77% dos colaboradores se dedicam ao máximo em suas funções. Por outro lado, quando isso não ocorre, apenas 38% dos profissionais se mantêm motivados. Isso se conecta diretamente ao que chamamos de expectativa vs. experiência. De 2021 para cá, segundo o mesmo estudo, as empresas estão buscando alinhar cada vez mais esses dois conceitos.


 

Voltando o olhar para o operacional

 

Não é segredo que esses times não são alcançados com a mesma facilidade que as áreas administrativas. Um dos motivos pode ser o planejamento de estratégias obsoletas que, quando não são construídas sobre a base de “uma só empresa”, fazem com que esse colaborador operacional se sinta ignorado pela liderança e por áreas como RH e Comunicação Interna.

 

Essa diferença de tratamento, intencional ou não, causa uma experiência negativa aos colaboradores operacionais, podendo levar ao aumento de turnover e a impactos no clima organizacional como um todo.

 

Outro fator que prejudica a experiência do colaborador é a adoção de ferramentas que não contemplam as necessidades do público operacional necessariamente. Por exemplo: se uma empresa definir que o principal canal de Comunicação Interna é o e-mail, aqueles que não tem nesse canal seu foco de trabalho perderão a chance de participar dessa comunicação.

 

Isso significa que mesmo contando com murais impressos ou tendo a liderança como replicadora da comunicação, o acesso à informação permanece desigual. É importante lembrar que a comunicação é parcialmente responsável pela experiência do colaborador, já que a falta de clareza e de alinhamento de informações inviabiliza o sentimento de pertencimento das pessoas, assim como abala a confiança que elas têm na empresa.

 

Nas empresas, a tecnologia pode e deve ser usada para quebrar as barreiras que separam o escritório da fábrica, do campo, das lojas, das estradas e por aí vai. Cabe à organização encontrar a melhor solução para conectar todos os seus públicos em um único canal.

 

De acordo com um levantamento feito pela State of the Sector (Gallagher), a experiência do colaborador é formada por diversos fatores como cultura organizacional, comunicação, reconhecimento, prêmios e benefícios, ambiente de trabalho, bem-estar e carreira. Todos esses pontos estão sob a atuação das áreas de Comunicação Interna e RH, ou seja, cabe a esses profissionais enfrentar os desafios da integração.

 

Para ajudá-los nesse processo, listei cinco dicas. Confira:

 

1. Conheça seu público: Você conhece as características do seu público operacional? Sabe quais as necessidades, os desejos e os desafios desses profissionais? Antes de qualquer estratégia de Comunicação Interna, as organizações precisam entender a realidade dessas equipes.

 

2. Envolva a liderança: Mesmo com uma boa cultura, um bom clima e uma excelente comunicação, se a relação com a liderança não for positiva, muito dificilmente a experiência do colaborador será. Líderes precisam estar dispostos a estabelecer uma conexão com as pessoas, e a empresa deve capacitar esses gestores para que isso aconteça.

 

3. Priorize o propósito: O propósito tem ganhado cada vez mais espaço e importância na experiência do colaborador. Isso significa que, para ter sentido, a Comunicação Interna precisa se aliar ao propósito – conectando-se ao motivo que faz com que as pessoas se sintam parte do todo.

 

4. Ofereça uma comunicação democrática: Investir em uma ferramenta que promova a democratização da informação é de extrema importância para a experiência do colaborador operacional. Um aplicativo que sirva como hub da Comunicação Interna, por exemplo, é uma solução criada justamente para atender às diferentes necessidades dos profissionais e integrar todas as equipes em uma única plataforma multicanal.

 

5. Use a comunicação para chegar na linha de produção: Uma das principais dores da indústria é não conseguir fazer com que a comunicação chegue ao colaborador que está na linha de produção. Por conta disso, as empresas devem adotar uma estratégia que contemple a rotina do público operacional. Isso é importante por muitos motivos, pois oferece uma experiência psitiva para o colaborador, trabalha o engajamento, fortalece a cultura e melhora o clima organizacional. Um canal digital que funciona via celular, por exemplo, minimiza esse isolamento pela facilidade de adesão – já que as pessoas estão acostumadas com a dinâmica de uma rede social.

 


Hugo Godinho - CEO da Dialog, startup líder em Comunicação Interna no Brasil.

 

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