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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Especialista explica: Dieta e Lipedema combinam?

 Para as portadoras desta patologia, que atinge cerca de 10% das mulheres em todo o mundo, não existe vida com qualidade sem exercícios e uma alimentação controlada, segundo o diretor do Instituto Lipedema Brasil;

 

O que consumir para evitar a piora da inflamação no corpo? Exercícios físicos ajudam? O especialista em Lipedema, dr. Fábio Kamamoto, explica

Além de crônica, o Lipedema é uma doença progressiva, isto quer dizer que vai aumentando com o passar dos anos. Quem tem Lipedema estágio 1 pode passar para o nível 2, 3 e assim por diante, se não cuidar. Por isso, é fundamental e necessário que as mais de cinco milhões de mulheres (estimativa de casos no Brasil) cuidem da saúde do corpo de um ponto de vista holístico, ou seja, de dentro para fora.

 

Entendendo melhor o Lipedema

 

O diretor do Instituto Lipedema Brasil, dr. Fábio Kamamoto, é um dos pioneiros e um dos poucos especialistas no tratamento cirúrgico da doença no país. Ele esclarece que o Lipedema é uma doença atinge mulheres no mundo inteiro, causada pelo acúmulo de gordura nos braços, quadris e, principalmente, nas pernas. As principais características do Lipedema, que possui quatro estágios são: dores frequentes nas regiões das pernas, quadril, braços e antebraços, que ficam mais grossos e desproporcionais em comparação com o restante do corpo, no tornozelo parece que há um “garrote” e os joelhos perdem o contorno. A mulher pode apresentar hematomas (ficar roxa) por qualquer movimento mais brusco. Isto acontece porque a doença provoca reação inflamatória em células de gordura nestas regiões.

 

Um dos exames que facilitam o diagnóstico é a ressonância magnética, em que é possível observar o acúmulo de gordura ao redor dos músculos.

 


O poder da dieta anti-inflamatória

 

Quando a mulher com Lipedema faz dieta, ela não perde peso nos membros que estão com acúmulo de gordura. Esta é a principal diferença para quem não tem a doença, que por meio de exercícios contínuos consegue emagrecer. No entanto, o tratamento clínico para as portadoras do Lipedema, que engloba não só o controle hormonal e a fisioterapia como também o controle da inflamação do corpo, tem como objetivo retardar a progressão da doença. E um dos pilares fundamentais deste tratamento é a alimentação.

 

O nível de gordura que uma mulher com Lipedema tem no corpo está relacionado com o nível de sua inflamação interna e, por consequência, na piora dos sintomas da doença. “Não é à toa que o Lipedema é comumente chamado de síndrome da gordura dolorosa. É porque é uma doença da gordura, que está muito inflamada, e dói muito mesmo. Fora o peso, experimente colocar 3kg daqueles de academia em cada perna. É este desconforto diário mais a dor do toque que a mulher com Lipedema sente”, avalia dr. Kamamoto.

 

O objetivo da dieta anti-inflamatória é a diminuição da dor, do desconforto e da sensação de peso nas pernas. Estes são os primeiros sinais satisfatórios do tratamento. O acompanhamento clínico pode evitar a progressão acelerada da doença e proporcionar mais qualidade de vida para estas mulheres.

 

O que consumir?

A dieta anti-inflamatória é rica em nutrientes, composta de verduras, legumes, carnes, leguminosas como feijão, ervilha, lentilha; tubérculos como mandioca, batata, cenoura, gengibre; raízes e rizomas; ervas e especiarias (condimentos naturais); gorduras boas como abacate, azeite; oleaginosas como as nuts; grãos e sementes como chia, girassol, linhaça. “Importante dizer que para seguir uma dieta anti-inflamatória não pode consumir sódio, glúten ou bebidas alcóolicas. E tomar água é fundamental, já que é um dos ingredientes essenciais para desinflamar o corpo de dentro para fora”, comenta dr. Kamamoto.

 

Para que praticar exercícios se não vou emagrecer?

Para quem tem Lipedema a prática de atividade física regular atua de uma forma diferente: ela melhora do fluxo sanguíneo e linfático. Por isso, recomenda-se exercícios de baixo impacto como natação, caminhada, alongamento, pilates, yoga e bicicleta. “São excelentes opções para também fortalecer os músculos, manter o corpo em movimento e gerar estímulo para o metabolismo funcionar bem”, finaliza dr. Kamamoto.

 

DR. FÁBIO KAMAMOTO – Diretor do Instituto Lipedema Brasil e idealizador da ONG Movimento Lipedema (https://movimentolipedema.org). Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, especialista em Cirurgia Plástica pelo Hospital das Clínicas da FMUSP, com mestrado e doutorado pela USP e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. É um dos poucos especialistas no tratamento cirúrgico do Lipedema no Brasil.

 

Instituto Lipedema Brasil

www.institutolipedemabrasil.com.br


Atividade física diária auxilia na prevenção e controle do diabetes

A prática de exercícios físicos de baixa e média intensidade com regularidade deve ser unida a uma alimentação equilibrada


O diabetes é uma doença crônica com uma crescente prevalência em todo o mundo por uma interação de fatores, especialmente relacionados aos maus hábitos da vida moderna. O tipo 2 é a versão mais prevalente, responsável por 90% dos casos, normalmente em pessoas acima dos 50 anos.

A patologia pode levar anos para ser descoberta, além das chances de resultar em consequências muito graves e até a morte precoce. Ela é uma doença silenciosa e, na maioria das vezes, assintomática. Por conta disso, pelo menos metade dos brasileiros tem diabetes e não sabe, de acordo com o Ministério da Saúde.

No entanto, alguns sinais podem ser percebidos e merecem atenção. O diabetes pode levar a uma perda de peso, muita sede e aumento da quantidade de urina, além de sintomas como fraqueza, visão turva, cansaço e dor nas pernas e pés.

O que causa o diabetes tipo 2 é basicamente uma alimentação com alta concentração de açúcares e carboidratos e o sedentarismo. “Tanto para evitar a doença, como para o controle dela, um pouco de atividade física diária é fundamental e pode salvar vidas. O que se entende por isso é qualquer atividade que faça a pessoa se sentir levemente ofegante”, afirma o profissional de Educação Física Aurélio Alfieri, youtuber e influenciador digital.

Segundo o profissional, a pessoa não precisa necessariamente frequentar uma academia ou cumprir ciclos pesados de exercícios, para estar em dia com a meta. “Tarefas simples do dia a dia, como subir as escadas do prédio, caminhar dentro do local de trabalho ou enquanto realiza uma limpeza em casa, isso tudo conta”, explica o profissional.

Para quem é diagnosticado com o diabetes, atividades com impacto devem ser evitadas de acordo com Alfieri. A atenção aos pés é muito importante. Caso a pessoa tenha rachaduras, calos, bolhas, cortes ou outras feridas, o esforço pode ocasionar em consequências graves, devido à dificuldade de cicatrização do paciente que já convive com o diabetes.

“Por isso, são recomendados os exercícios de baixa a média intensidade, como caminhada, pedalada ou natação”, diz. A intensidade de uma atividade física satisfatória vai variar entre cada indivíduo. “O que pode levar uma pessoa a ficar ofegante pode ser insuficiente para outra e vice-versa, levando-se em consideração características como peso, faixa etária e condicionamento físico de cada um.”

Sobre o tempo, Alfieri sugere o que recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS): de 150 a 300 minutos de atividade física de moderada intensidade por semana para os adultos. O volume equivale a uma média de pelo menos 20 minutos por dia.


Boa alimentação

Uma aliada à atividade física nessa prevenção e controle do diabetes é a alimentação adequada. O Brasil e o mundo vivem o que se poderia chamar de uma epidemia do problema nos últimos anos, com um aumento expressivo no número de casos de diabetes, e é possível que esteja fortemente relacionado com o estilo de vida moderno, que além do sedentarismo ocasiona na má alimentação, por conta de muito estresse e ansiedade.

“O ideal é que seja uma alimentação equilibrada e com menos teor de açúcares, assim como carboidratos em menor quantidade, de preferência sob orientação de um profissional da área de nutrição”, recomenda Alfieri.


Dia Mundial do Diabetes

O diabetes é uma doença crônica metabólica caracterizada pelo aumento da glicose no sangue. O distúrbio acontece porque o pâncreas não é capaz de produzir a insulina em quantidade suficiente para suprir as necessidades do organismo.

A proximidade do Dia Mundial do Diabetes (14/12) é a oportunidade para destacar a atenção aos cuidados para evitar a doença, especialmente no Brasil, onde há uma alta incidência de casos. Nos últimos dez anos houve um aumento de 26,61% no número de pacientes diabéticos no Brasil, segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês).

O país é o 5º no ranking mundial, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos), atrás da China, Índia, Estados Unidos e Paquistão, de acordo com o Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). A estimativa da incidência da doença em 2030 é de chegar a 21,5 milhões de brasileiros e a 643 milhões de pessoas em todo o mundo.

Outros sintomas do diabetes, além da difícil cicatrização, são as infecções frequentes, alterações da visão (vista embaçada), formigamento nos membros, fome frequente, vontade de urinar várias vezes ao dia e sede constante. O tratamento, junto com a atividade física e a alimentação equilibrada, pode ainda abranger medicações e aplicação de insulina. 



Aurélio Alfieri - educador físico e autor do livro Manual Prático para ser Jovem por Mais Tempo – A Roda da Juventude (Ed. Appris), que configurou entre os mais vendidos da Amazon em 2022. Possui especialização em Psicologia Corporal e já ministrou mais de 50 cursos e palestras no Brasil e no exterior. Desde 2016, produz vídeos semanais em seu canal no YouTube, que conquistou mais de um milhão de seguidores, com treinos para o público com mais de 50 anos e para pessoas que precisam se exercitar sem impacto. No Instagram já possui quase 300 mil inscritos.
caroline@apexagencia.com.br

 

SBGG reforça a importância da conscientização da diabetes em pessoas idosas

Segundo Ministério da Saúde, 28% das pessoas acima de 65 anos já receberam diagnóstico médico de diabetes, doença atinge mais de 537 milhões de adultos no mundo

 

Segundo dados do Atlas do Diabetes 2021, divulgado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês), mais de 537 milhões de adultos entre 20 e 79 anos (ou 10,5% da população mundial) possuem diabetes. Para promover a conscientização e reforçar a importância de hábitos saudáveis para evitar a doença, no próximo dia 14 de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes. 

Ainda segundo o Atlas da Diabetes, o Brasil é o sexto país em incidência de diabetes no mundo e o primeiro na América Latina. São 15,7 milhões de pessoas adultas com esta condição, e a estimativa é que, até 2045, a doença alcance 23,2 milhões de adultos brasileiros. 

Já de acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) 2021, do Ministério da Saúde, 28% das pessoas acima de 65 anos que foram entrevistadas responderam ter recebido diagnóstico médico de diabetes. Já entre as pessoas da faixa anterior da pesquisa (de 55 a 64 anos), o número é de 17,14%. 

“O diabetes pode afetar as pessoas idosas praticamente da mesma forma que age em uma pessoa mais jovem. Entretanto, deve-se tomar alguns cuidados, porque, nesta fase da vida, a diabetes pode coexistir com outras condições de saúde de maior prevalência na pessoa idosa, como as cardiovasculares e neurodegenerativas. Além disso, o diabetes pode causar perdas funcionais, problemas cognitivos e incontinência urinária, por exemplo”, alerta a Dra. Ivete Berkenbrock, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). 

Definido como a produção insuficiente ou má absorção pelo organismo da insulina (hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue), o diabetes faz com que os pacientes apresentem um aumento da glicemia, que é a presença do açúcar no sangue. Os dois principais tipos da doença são: o tipo 1, mais comum entre crianças e jovens adultos, advém da falta de produção de insulina pelas células do pâncreas. Já o tipo 2, que mais acomete idosos, ocorre pela resistência aos efeitos da insulina ou falta de produção de insulina suficiente. Também há o diabetes gestacional e o pré-diabetes, quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2.

Um ponto importante sobre o manejo do diabetes em pessoas idosas é justamente a modificação do estilo de vida. Nesta faixa etária, as pessoas tendem a ser mais sedentárias e há vários motivos para isso, como explica a Dra. Ivete: “dificuldades na visão, depressão, insegurança, entre outros, estão entre as causas da diminuição de atividades físicas e, quanto menos exercício a pessoa idosa fizer, mais prejudicial tenderá a ser o metabolismo da glicose, favorecendo o aumento da mesma no sangue”. 

A presidente da SBGG explica a necessidade de avaliação ampla à pessoa idosa diabética para que o diagnóstico e o tratamento sejam assertivos: “É necessário avaliar a pessoa idosa de forma multidimensional para que sejam tomadas decisões clínicas assertivas. Por exemplo, em pacientes com Doença de Alzheimer com comprometimento cognitivo importante ou quando há limitações e vulnerabilidade físicas em decorrência de outras doenças graves, o excesso de exames e tratamentos, assim como o controle rígido do diabetes podem aumentar o risco de complicações e prejudicar a qualidade de vida desses pacientes, finaliza a Dra. Ivete Berkenbrock.
 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Como fazer uma compra segura durante a Black Friday: 7 passos essenciais


Este ano a Black Friday será no dia 25 de novembro. Assim que foi introduzida no Brasil, a Black Friday enfrentou muito ceticismo dos consumidores. Termos como Black Fraude eram constantemente usados ​​em referência à data. Mas o estudo Black Friday Sason do Google deixou claro que essa imagem já se transformou no Brasil. 

A conclusão é baseada em uma análise em que a opinião das pessoas sobre a data foi associada a hashtags. Entre os entrevistados, 55% usaram termos positivos, como #descontodeverdade. Apenas 8% citaram o termo #blackfraude e os outros 37% utilizaram expressões neutras, como #blackfriday. 

A data está entre as mais importantes do comércio brasileiro. Em 2021, por exemplo, gerou receita de R$ 5,8 bilhões para o e-commerce, resultando em um crescimento de 1,7% em relação ao mesmo período de 2020, segundo dados da Ebit|Nielsen. O mesmo estudo indica que o ticket médio aumentou, chegando a R$ 753. 

De maneira geral, consumidores e empresas da América Latina e do Caribe já incluíram as compras da Black Friday no orçamento De acordo com uma análise realizada pela Visa Consulting & Analytics (VCA), equipe de consultoria da Visa, o número de transações realizadas com credenciais Visa durante a Black Friday de 2021 aumentou 48% em relação ao mesmo período do ano anterior. O e-commerce continua sendo um canal de vendas muito importante, que representou 23% do total de transações em 2021. Os países com maior crescimento nas transações realizadas em compras online foram: Peru com mais de 100%, Chile, Colômbia, República Dominicana e Panamá entre 20% e 40% e Brasil e Costa Rica com quase 20%. No ano passado, algumas das categorias que registraram o maior crescimento de compras em lojas físicas e online na América Latina e Caribe foram o setor de atacado, entretenimento, despesas de viagem e companhias aéreas. 

Apesar desses números positivos, não podemos esquecer que a data continua exigindo cuidados de consumidores e empresas. Escolha uma loja virtual conhecida ou um local online confiável. Marcas que possuem ambiente físico também garantem mais confiança. Se você vir uma oferta com um grande desconto em um site desconhecido, desconfie. 

"Os compradores online são vulneráveis ​​a golpes como phishing ou sites fraudulentos, ataques man-in-the-middle, e-mails de spam/phishing, pop-ups, ataques de engenharia social e instituições de caridade ou causas fraudulentas. É o trabalho dos ambientes online proteger os dados que você fornece, por isso é importante que você tenha cuidado em quem confia suas informações online", diz Coclin. 

Aqui estão 7 coisas que você deve ficar de olho ao comprar online:  

1.   Protegendo seus dados

As transações de comércio eletrônico correm o risco de roubo de dados se um site não for seguro. Além disso, os compradores on-line são vulneráveis a golpes como phishing ou sites fraudulentos, ataques man-in-the-middle, e-mails de spam/phishing, pop-ups, ataques de engenharia social e instituições de caridade ou causas mentirosas.

 

Depois de fornecer suas informações a um varejista on-line, é trabalho dele proteger os dados que você forneceu, por isso é importante ter cuidado em quem você confia suas informações on-line. Mas como saber em quem confiar? Como você sabe se um site é legítimo e se você deve fornecer seus dados? 

 

2.            Entendendo se é um site seguro ou não 

Antes de fornecer qualquer informação a um site, certifique-se de que ele é seguro. Um site seguro vai criptografar seus dados em trânsito para que hackers não possam visualizá-los ou roubá-los, pois suas informações estão em trânsito do seu computador para o servidor da empresa. No entanto, observe que apenas porque consta a informação de que um site é seguro isso não significa que ele seja totalmente seguro.

 

Um site é seguro e razoavelmente verificado como o site correto da empresa (ou seja, não é um site impostor fraudulento). Você deve verificar não apenas a criptografia do site, mas também confiar nos indicadores de que o site é quem diz ser.

 

Por isso veremos algumas dicas rápidas que você pode usar para saber se um site é seguro e, em seguida, compartilhar maneiras de saber se uma empresa é real. Verificar ambos ajudará você a saber se um site é seguro para comprar. 

 

3.            Verifique o certificado TLS

 

Olhe para a URL do site. Se começar com “https” em vez de “http”, significa que o site está protegido usando um certificado TLS/SSL (o s em https significa seguro). Os certificados TLS protegem todos os seus dados à medida que são passados ​​do seu navegador para o servidor do site. Para obter um certificado TLS, a empresa deve passar por um processo de validação SSL.

 

No entanto, existem alguns níveis diferentes de validação de SSL - e alguns deles são mais fáceis de passar do que outros. O nível mais baixo de validação TLS/SSL, Validação de Domínio (DV), simplesmente valida a propriedade do domínio e não a legitimidade da organização que solicita o certificado digital. Em outras palavras, se você comprou o domínio e solicitou um certificado para ele, você obterá o certificado porque é o proprietário do domínio. Os navegadores também mostrarão um pequeno cadeado na barra de endereços para mostrar que o site está protegido com criptografia TLS. 

 

O nível mais alto de validação TLS/SSL, Extended Validation (EV), é o mais seguro e abrangente. Com a Validação Estendida, a empresa que solicita o certificado precisa comprovar sua identidade, bem como sua legitimidade como empresa. Os consumidores precisam olhar além do endereço para saber se um site tem um certificado EV SSL olhando para a barra de endereços. As informações do certificado EV TLS/SSL geralmente podem ser acessadas clicando no cadeado na barra de endereço.

 

No entanto, se você clicar no cadeado em seu navegador, também poderá ver mais detalhes. Se o site tiver um certificado EV SSL e você clicar no cadeado, verá o nome da organização em “Certificado (válido)”.22221 

 

4.            Certifique-se de que a empresa realmente existe

Existem alguns sinais que você pode procurar para saber se uma empresa é real ou não. O primeiro é o endereço físico e o número de telefone. Se a empresa listar um endereço físico e um número de telefone, há uma chance maior de que seja um negócio real. Verifique se tem uma política de devolução, se você não conseguir encontrá-lo no site deles, provavelmente não deseja comprar deles. 

 

Preste atenção se os preços forem muito baixos. No caso de produtos com preços muito mais baixos do que deveriam, você pode acabar com mercadorias falsificadas, bens roubados ou não receber nada. E, finalmente, não se esqueça da declaração de privacidade. Sites respeitáveis ​​devem informar como protegem suas informações e se fornecem suas informações a terceiros. Você deve certificar-se de que um site tenha uma declaração de privacidade e lê-la antes de fazer uma compra. 

 

5.            Verifique seus extratos bancários

 

Não espere sua conta chegar no final do mês. Veja os extratos eletrônicos do seu cartão de crédito, cartão de débito e contas correntes regularmente. Certifique-se de não ver cobranças fraudulentas, mesmo originadas de sites como o PayPal (afinal, há mais de uma maneira de obter seu dinheiro). 

 

6.            Não conte tudo sobre você


Evite preencher formulários contidos em mensagens que solicitam informações pessoais. Verifique as solicitações de informações pessoais de empresas entrando em contato com elas usando as informações de contato em seus sites oficiais. 

 

7.            Denuncie irregularidades

 

Durante as compras da Black Friday, caso identifique irregularidades em preços, prazos de entrega, valores de frete ou em relação à segurança digital, denuncie a situação em sites dedicados a reclamações de consumidores. 

A Black Friday é uma data muito aguardada e você pode aproveitar ao máximo, sempre. Mas não se esqueça de se proteger com as dicas que deixamos aqui, de como saber se um site é seguro, certo? Além disso, vale pesquisar e aproveitar o que a internet tem a oferecer nessa época do ano.

 

Dean Coclin - Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da DigiCert


Ampliar em 2% a área protegida da Mata Atlântica ajudaria a conservar cervídeos ameaçados, aponta estudo

O veado-mateiro (Mazama rufa), uma das três espécies florestais nativas da Mata Atlântica, é altamente vulnerável à ação humana (foto: Projeto Onças do Iguaçu)

 

Altamente dependentes das florestas, visados pela caça e vitimados por ataques de cachorros domésticos e doenças do gado, os cervídeos da Mata Atlântica estão em sua maior parte vulneráveis à extinção. A boa notícia é que conservar 484 quilômetros quadrados (km2), ou 2% do total da área do bioma, pode ser suficiente para manter as populações das três espécies brasileiras que vivem nessas matas. Pouco menos de 50% dessas áreas já possuem alguma proteção legal.

A conclusão é de um estudo publicado no Journal for Nature Conservation por pesquisadores brasileiros apoiados pela FAPESP.

“Essas espécies são estritamente florestais e, por isso, sua presença é um importante indicador da qualidade das florestas da Mata Atlântica. Por isso, ao conservar os cervídeos, estamos protegendo todo o ecossistema”, explica Márcio Leite de Oliveira, que realizou o trabalho durante estágio de pós-doutorado no Núcleo de Pesquisa e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal, com bolsa da FAPESP.

O grupo de autores, que inclui pesquisadores das universidades federais da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, e do Paraná (UFPR), concluiu que 56,8% das áreas que deveriam ser prioritárias para preservação não estão dentro de unidades de conservação.

A outra parte está dentro de unidades de conservação mais ou menos restritivas, como reservas biológicas e parques nacionais (20,7%), no primeiro caso, e Áreas de Proteção Ambiental (APAs), no segundo, que totalizam 19,9%. Uma pequena porção (2,6%) está em Terras Indígenas.

Para chegar a esses valores, os pesquisadores mapearam todas as áreas onde o veado-mateiro (Mazama rufa), o veado-mateiro-pequeno (Mazama jucunda) e o veado-mão-curta (Mazama nana) ocorrem na Mata Atlântica, seja no Brasil, na Argentina ou no Paraguai.


Critérios

No mapeamento, foi considerada a presença de florestas e de condições bioclimáticas para a sobrevivência das espécies. Além disso, o grupo considerou a área mínima para a viabilidade de populações de cada espécie (120 km2).

Acrescentou-se no mapa, ainda, uma parte de áreas teoricamente adequadas para os animais, mas que ainda não possuem registros de ocorrência. “Como não se pode ter certeza de que as espécies ocorrem ou não, esses territórios tiveram seu peso reduzido no mapeamento”, conta Oliveira.

Os autores constataram ainda que muitas áreas, mesmo dentro de unidades de conservação, sofrem com diversas influências humanas, tais quais presença de caçadores e espécies exóticas como cachorros domésticos (que perseguem e matam os cervídeos), porcos, vacas, carneiros e javalis, que podem transmitir doenças.

Por isso, metade da área proposta como prioritária tem grande influência humana, e a outra parte, menos. Assim, as políticas públicas a serem adotadas para a conservação dessas espécies precisam ser diferentes.

Nas áreas de grande influência humana fora de unidades de conservação, os autores aconselham a criação de áreas protegidas que permitem alguns usos sustentáveis, como as APAs. Nas que sofrem menos ação de pessoas, propõem o estabelecimento de áreas mais restritivas, como parques e reservas.

“Identificamos 21 desses grandes maciços florestais fora de áreas protegidas que podem sustentar populações viáveis de cervídeos e poderiam ser transformados em novas unidades de conservação”, aponta Oliveira.

Ainda que o nível de proteção de algumas unidades de conservação seja menor, a existência de uma proteção legal necessariamente tornaria mais rigoroso o processo de licenciamento ambiental para obras, resguardando de alguma forma os cervídeos.

Com o mapeamento, os pesquisadores esperam dar uma base realista, porém efetiva, para gestores e comunidades conservarem esses mamíferos e, por extensão, os ecossistemas.

O trabalho teve ainda apoio da FAPESP por meio de Bolsa de Doutorado concedida a Pedro Henrique de Faria Peres.


Novo gênero

O grupo do Nupecce, coordenado por José Maurício Barbanti Duarte, professor da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV) da Unesp, em Jaboticabal, tem se dedicado nas últimas décadas a um exame aprofundado das espécies de cervídeos sul-americanos (leia mais em: agencia.fapesp.br/37372/).

Como consequência, alguns grupos têm sido reclassificados, como o veado-mateiro, antes tido como apenas uma espécie (Mazama americana), mas que estudos genéticos e taxonômicos têm mostrado se tratar de um complexo que inclui, por exemplo, Mazama rufa, mencionada acima e recentemente revalidada.

Na esteira desses trabalhos, o grupo acaba de trazer de volta o gênero Subulo, originalmente descrito em 1827 e que foi posteriormente considerado sinônimo de Mazama.

Num artigo publicado no Journal of Mammalogy, os pesquisadores retiram o veado-catingueiro do gênero Mazama. A espécie, que vive na Caatinga, Cerrado e cerradões, agora se chama Subulo guazoubira.

No trabalho, apoiado pela FAPESP por meio de dois projetos (17/07014-8 e 19/06940-1), os pesquisadores resolvem mais uma peça do complexo quebra-cabeça evolutivo dos cervídeos da América do Sul.

O artigo Using niche modelling and human influence index to indicate conservation priorities for Atlantic forest deer species pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1617138122001352.

A redescrição do gênero Subulo está disponível em: https://academic.oup.com/jmammal/advance-article-abstract/doi/10.1093/jmammal/gyac068/6702645.

 

André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/ampliar-em-2-a-area-protegida-da-mata-atlantica-ajudaria-a-conservar-cervideos-ameacados-aponta-estudo/40009/

Por que estudar Filosofia na reta final antes do Enem?

Divulgação
Quem somos? Para onde vamos? Há milênios a humanidade vem tentando desvendar os mistérios da vida e da morte por meio do trabalho de pensadores. Ler sobre as correntes de pensamento desses importantes nomes e compreender um pouco a visão de cada um deles é fundamental, ainda no mundo contemporâneo. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nos vestibulares e concursos públicos, a Filosofia é uma das disciplinas que podem contribuir para escrever uma boa redação e responder com mais assertividade às questões.

Para o assessor da área de Filosofia do Sistema Positivo de Ensino, Jorge Prado, candidatos que têm uma boa compreensão da Filosofia podem alcançar melhores resultados nesse tipo de prova. “Ter boas noções de Filosofia não é positivo só para a prova de Ciências Humanas, mas também contribui para uma redação mais completa. Isso porque uma visão crítica da sociedade e da realidade atuais é muito importante para ampliar o repertório argumentativo e cultural”, explica. Como o Enem é um exame com perguntas interdisciplinares, ter conhecimentos filosóficos ajuda a responder também às questões de Ciências da Natureza e de Linguagens.

Ao longo dos últimos anos, dois dos temas mais cobrados foram ética e política. Uma boa lista de autores dessa área inclui nomes como Sócrates, Platão, Rousseau, Kant, entre outros. “Até mesmo os filósofos pré-socráticos podem ser cobrados nas provas. A dica é estudar Filosofia Antiga, principalmente o helenismo antigo e a visão racional sobre a natureza”, destaca Prado. Outros assuntos que podem aparecer no Enem são as teorias do conhecimento, feminismo, epistemologia, crítica da moralidade, existencialismo, fenômenos políticos totalitários e fenomenologia, por exemplo. O especialista indica revisar as provas de anos anteriores para ter uma ideia de como esses conteúdos são cobrados.


Filosofia fora dos livros

Embora os conteúdos mais importantes estejam nos livros didáticos, atualmente existe boa Filosofia sendo difundida em outros meios. Prado lembra que o principal é ter reflexões que permitam uma análise mais crítica das ações e pensamentos da sociedade atual. “Estudar Filosofia requer estar bem informado sobre temas como política, arte, tecnologia, cultura digital, meio ambiente, saúde, economia, cidadania e outros assuntos que fazem parte do nosso cotidiano”, afirma. Saber opinar sobre demandas e lutas sociais também é indispensável. Mas atenção: nem tudo o que reluz é ouro. Na hora de buscar outras fontes de informação, procure certificar-se da qualidade dos conteúdos e da veracidade das informações. “O ideal, para fugir de opiniões enviesadas, é sempre falar sobre esses conteúdos com especialistas e professores da área”, completa.


Enem: Filosofia em três passos 

Prado destaca três dicas fundamentais para a reta final de preparação do Exame Nacional do Ensino Médio:

  1. Estudar Filosofia requer reflexão e atenção. Além de ler os conteúdos específicos, é preciso estimular o raciocínio a partir do que está sendo lido. Como esses conteúdos também aparecem em outras partes da prova, os conhecimentos que vêm da Filosofia podem ajudar a resolver diversas questões.
  2. Não basta estar informado, é preciso que essas informações venham de fontes seguras, com evidências científicas. Uma dica é revisar questões de anos anteriores, sempre fazendo uma avaliação crítica de conteúdos como filmes, podcasts e séries.
  3. Esclarecer dúvidas e promover reflexões críticas com seu professor é uma ótima estratégia. Dialogar com bons argumentos ajuda a ampliar o repertório cultural, o que é uma ferramenta potente para o Enem.


Sistema Positivo de Ensino

 

Black Friday ou Black Fraude? Especialistas dão dicas de como evitar golpes

Data, celebrada em 25 de novembro, deve movimentar cerca de R$193 milhões no DF

 

 

A Black Friday está logo aí. A data, que tem como objetivo vender produtos com desconto, acontece no dia 25 de novembro. O período deve movimentar cerca de R$193 milhões somente no Distrito Federal. Neste ano, estima-se que 90,4% de empresários de 29 segmentos irão aderir aos preços promocionais, revela estudo feito pela Fecomércio-DF. 

 

O órgão pontua que houve aumento na adesão de lojistas à Black Friday. Porém, é importante que os consumidores fiquem atentos a possíveis fraudes e propagandas enganosas feitas pelas empresas participantes. Jéssica Marques, advogada do escritório Kolbe Advogados e Associados, traz orientações de como não cair em golpes.  “Oriento que o consumidor, que pretende comprar algum produto nesta época, faça uma pesquisa de mercado, verifique com antecedência o valor do produto por ele almejado, para saber se as empresas estão realmente concedendo desconto ou se elas estão aumentado o valor do produto e aplicando uma diminuição no valor, induzindo o consumidor a erro”, diz a especialista. 

 

A advogada ressalta a importância do consumidor verificar a qualidade do produto comprado durante as compras para assim evitar aborrecimentos futuros. Nessa época, as empresas costumam  alterar as regras de troca de produtos, o que não é errado. A especialista, que também é advogada do Escritório Kolbe Advogados e Associados, Débora Gontijo explica que as trocas são obrigatórias quando tem defeito na fabricação: “Os estabelecimentos comerciais, não são obrigados a realizar a troca.  O serviço é uma política interna em que a empresa concede esse benefício aos consumidores” conta Débora Gontijo.  

 

As compras onlines precisam de atenção também. “O cliente precisa fazer todos os registros da compra, tirar fotos ou prints das páginas, para caso tenha algum problema de fraude consiga correr atrás dos seus direitos perante o judiciário, com todas as provas devidas”, destaca Débora.

 

Vestibular à vista: 5 dicas para manter o foco nos estudos e melhorar o desempenho

Especialista em educação lista cuidados que ajudam a ter um melhor preparo para ir bem nas provas


Nesta reta final do ano letivo, os principais vestibulares começam a ocorrer nos meses de novembro e dezembro, como o Enem e a Fuvest. Neste período, muitos estudantes que vêm se preparando ao longo dos últimos meses se sentem mais ansioso.

A realização dos vestibulares é uma tarefa difícil, não somente pela dedicação e foco que exige para se alcançar um bom desempenho nas provas, mas também porque envolve pressão emocional – da família e do próprio estudante - e dúvidas sobre a carreira a ser seguida.

“O momento do vestibular é um dos mais importantes para os estudantes, mas também um dos mais desafiadores. Faça inscrição para todos os cursos que você queira prestar, mas se dedique principalmente ao seu maior desejo. É preciso direcionar o foco e a energia, assim fica mais fácil saber o que estudar e como estudar. Na hora da prova comece com questões que você tenha mais facilidade, isso dará potência para realizar as mais complexas”, recomenda Bruno Piva, fundador e CEO da Piva Educacional, startup que ajuda crianças e adolescentes a criarem autonomia para estudar.

Para melhorar o desempenho dos estudantes, Bruno Piva separou cinco dicas que ajudam a manter o foco e a ter maior produtividade na hora de se preparar para as provas.



1- Monte seu próprio cronograma de estudos

Crie um cronograma que atenda suas próprias demandas. Dessa forma, fica mais fácil organizar os conteúdos que precisam ser estudados e o tempo gasto com cada tópico cobrado nas provas. Observe sua rotina e verifique quantas horas do dia podem ser dedicadas. Depois, relacione as matérias que precisam ser estudadas e defina o tempo que vai dedicar a cada uma, considerando as prioridades. “Todos os tópicos de conteúdo cobrados devem ser estudados, mas o estudante deve focar mais naquelas matérias em que tem mais dificuldade e aquelas que têm um peso maior no vestibular”, explica o especialista.



2- Experimente diferentes métodos

Teste quais formas de estudo trazem mais resultado para você, escolha um e siga com ele até o final. Não fique apenas lendo livros ou artigos. Intercale entre matérias de humanas e exatas. Procure assistir vídeos, escrever resumos e anotações, fazer exercícios e provas anteriores e até assistir algum filme que tenha relação com o assunto estudado. “É importante não persistir no erro. Se você viu que determinado método não foi eficaz, mude. Não insista só por ser cômodo. Não existe um método perfeito, a jornada de aprendizado é feita de erros também”, ressalta Piva.



3- Mantenha organizado o local de estudo

O rendimento no estudo envolve dedicação, concentração e foco, mas fatores externos também influenciam esse processo e a organização do ambiente é um deles. “Estabeleça um lugar fixo para estudar, que seja confortável, iluminado e privado. Deixe em ordem todo o material que irá usar e utilize o espaço como um todo! Aproveite outras ferramentas além do caderno, utilize cores e formas diferentes. Informe aos seus familiares que durante um período do dia aquele espaço estará ocupado e que você não quer ser interrompido, inclusive evitando distração com os pets”, sugere o CEO da Piva Educacional.



4- Elimine distrações

Manter a concentração e o foco melhora a produtividade e otimiza o tempo gasto. Para isso, é preciso evitar distrações. Coloque o celular no modo avião ou desligue, assim você não verá as notificações recebidas. No computador, não deixe abertas abas que não sejam relacionadas aos estudos e saiba dizer não para compromissos e convites dentro do seu horário de preparação.



5- Intercale os estudos com momentos de descanso

A rotina de estudos é estressante e depois de algumas horas a atenção e a capacidade de entendimento ficam prejudicados. Por isso, o descanso e momentos de lazer possuem importante papel na preparação do vestibulando. Faça intervalos entre uma matéria e outra, pois isso ajudará a fixar o conteúdo melhor, e busque ter qualidade no sono. “É importante entender seu corpo e qual a sua necessidade de descanso. Poucas horas de sono podem ser prejudiciais para a saúde. A pessoa fica estressada, não tem prazer nas atividades e não consegue guardar o que estudou”, finaliza o especialista.

 

 Piva Educacional


Copa do Mundo: saiba como controlar as compras por impulso

Professor do UniCuritiba fala sobre a indústria do futebol, os reflexos do evento esportivo na economia e o comportamento dos consumidores


A paixão pelo futebol vai levar os brasileiros às compras. Pelo menos é o que estima a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A projeção da entidade é que as vendas relacionadas à Copa do Mundo somem R$ 1,48 bilhão no Brasil – um aumento de 7,8% em relação ao volume registrado na Copa de 2018.

 

Enquanto o Catar – sede do Mundial – espera receber mais de 1,2 milhão de turistas, o varejo brasileiro também tem boas perspectivas. As importações de smart tvs quase triplicaram em setembro, na comparação com 2021, e o segmento de eletroeletrônicos, móveis e eletrodomésticos prevê um faturamento de R$ 680 milhões.

 

Para o setor de vestuário, a CNC calcula negócios em torno de R$ 318 milhões e aos supermercados caberá uma fatia de R$ 256 milhões. Com experiência em marketing esportivo, Sérgio Czajkowski Júnior diz que o esporte pode ser considerado uma indústria. 


“Mesmo sem a entrega de um produto físico ou tangível, o esporte catalisa uma série de atividades econômicas como o turismo, a prestação de serviços e o comércio”, analisa o professor das áreas de Marketing, Comunicação e Comportamento do Consumidor do UniCuritiba – instituição que faz parte da Ânima Educação, uma das maiores organizações de ensino superior do país.

 

Ainda que não seja uma tarefa fácil mensurar em números os benefícios diretos e indiretos que eventos como a Copa do Mundo geram para a economia, o especialista garante que há uma forte influência sobre os hábitos de consumo. “Tanto no Catar, onde os jogos vão ocorrer, quanto aqui no Brasil os reflexos na economia e no comportamento das pessoas serão visíveis.” 

Dos álbuns de figurinhas à venda de camisetas, souvenires, decorações, televisores, sofás mais confortáveis, bebidas e guloseimas, a Copa do Mundo costuma ser movimentada para o todo o comércio brasileiro. “A própria indústria de games registra crescimento em anos de eventos esportivos”, diz Sérgio.

Futebol como negócio

Os negócios costumam ser mais influenciados pela Copa do Mundo em países aficionados pelo futebol, como o Brasil. “Não só aqui, mas em toda a América do Sul, o futebol tem forte inserção sociocultural. Outro destaque é o mercado europeu, que concentra os times com maior poder de investimento e os jogadores mais valorizados e rentáveis, além da China e da Índia, onde percebemos um fortalecimento da modalidade”, comenta o professor.

 

Só com patrocínios e vendas de direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo 2022, a FIFA espera faturar cerca de US$ 6,4 bilhões.

 

Impulso consumista

O endividamento dos brasileiros bateu recorde em setembro. O total de famílias com dívidas a vencer chegou a 79,3%, segundo levantamento da CNC. Em 30% dos casos, as contas já estão em atraso.

 

Para conter o ímpeto consumista e evitar que eventos com forte apelo comercial - como é o caso da Copa do Mundo - comprometam ainda mais as economias domésticas, o professor Sérgio Czajkowski Júnior recomenda planejamento.

 

“O ideal é que as pessoas façam um planejamento prevendo esse tipo de gasto, com um valor destinado à compra de camisetas da Seleção Brasileira, bandeiras, souvenires e presentes, por exemplo. O cuidado com o orçamento é ainda mais importante para quem tem tendência ou histórico de compras por impulso”, alerta.

A dica é ter um fundo de reserva. “É importante que os consumidores se mantenham fiéis ao planejamento financeiro que fizeram, não excedendo o limite pré-determinado. Desta forma, é possível curtir eventos como a Copa do Mundo sem onerar as finanças, comprometer o orçamento anual ou aumentar o endividamento.”

 

UniCuritiba

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