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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea: novos tratamentos podem ser decisivos para viabilizar o transplante

No dia 19 de setembro é celebrado o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. Pacientes com leucemia precisam estar aptos a receber o tratamento, que pode significar a cura.

 

Celebrado em 19 de setembro, o Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é uma importante data para comemorar e reforçar o papel que doadores ocupam na jornada de tratamento dos pacientes com leucemia. O transplante da medula óssea (TMO) pode significar a cura para diversos casos, incluindo a leucemia mieloide aguda (LMA), um dos tipos mais graves da doença. Com rápida progressão, a LMA pode acometer pessoas de diferentes idades, sendo mais comum em adultos¹, especialmente em idosos acima dos 60 anos. Isso significa que o paciente pode apresentar doenças associadas que adicionam morbidade à LMA, dificultam o tratamento e, eventualmente, a realização de um transplante. Com a chegada de novas opções terapêuticas para o paciente, o processo pode se tornar mais seguro.

“A LMA é uma doença grave e de rápida progressão, que geralmente requer uma abordagem terapêutica imediata, em poucos dias após o diagnóstico. Na fase inicial do tratamento, chamada de indução, o paciente recebe uma quimioterapia que pode ou não ser associada a um tratamento oral, dependendo do estado geral do indivíduo. A quimioterapia utilizada é intravenosa e requer hospitalização, sendo um tratamento agressivo para um paciente que muitas vezes já está bastante debilitado. Os medicamentos atingem não somente as células cancerosas, como também as células normais do indivíduo, causando efeitos colaterais com sérios impactos na saúde do paciente, especialmente naqueles que já possuem alguma comorbidade” afirma a Dra. Elisângela Ribeiro, gerente médica de Onco-Hematologia da Astellas Farma Brasil.  

Após a indução, vem a fase de consolidação, sendo o TMO uma das opções terapêuticas desse momento da jornada do paciente. Para que o TMO aconteça, o paciente passa por um tratamento também intensivo chamado condicionamento, que ajuda a acabar com as células tumorais e impede que o sistema imunológico do receptor ataque as células doadas². Assim, o indivíduo poderá receber o novo tecido, rico em células chamadas progenitoras, que se alocarão na medula do paciente e, posteriormente, poderão gerar novas células não cancerígenas.

“Cerca de 50% dos pacientes idosos (>60 anos) são refratários à quimioterapia inicial (quimioterapia de indução). E ainda, cerca de 50 a 70% dos pacientes recidivam após atingirem a remissão completa, ou seja, as células doentes voltam a aparecer³. O tratamento da LMA não teve novidades durante cerca de 40 anos. No entanto, nos últimos 4 anos, houve uma evolução considerável nas opções terapêuticas disponíveis, incluindo aí a terapia-alvo” afirma Dra. Elisângela.

A terapia-alvo é um tipo de tratamento que usa drogas para atacar especificamente as células cancerígenas, provocando pouco dano às células normais e gerando menos efeitos colaterais⁴. Diferentemente da quimioterapia, que é injetável e necessita de suporte hospitalar, a terapia-alvo para LMA consiste em medicamentos orais, que facilitam o manejo do paciente e podem ser administrados com tranquilidade em casa. “Por esse motivo, é importante que o paciente e a sua base de apoio sempre conversem com o médico sobre os caminhos possíveis para o tratamento. Hoje há tecnologia disponível tanto para aumentar as chances do paciente chegar ao TMO como também tornar o caminho menos penoso ao paciente e à sua família”, afirma a Dra. Elisângela.


O impacto da pandemia de COVID-19 na doação de medula óssea

O Brasil conta com mais de 5 milhões de doadores cadastrados⁵ e, apesar do número parecer alto, as chances de que um paciente encontre um doador compatível é de uma em 100 mil⁶. Atualmente, a média é de 850 pessoas à espera de um doador não aparentado. Além disso, por conta da pandemia de COVID-19 e do medo de sair de casa e se contaminar, o número de cadastros de doadores despencou nos últimos dois anos⁵. Foram cerca de 291 mil em 2019, em 2020 o número baixou para 229 mil e, até o momento, o número de cadastros de novos doadores em 2021 conta com uma média de 107 mil pessoas⁵.

 

 

Astellas Farma Brasil

www.astellas.com/br

 

 

Referências:

¹De Kouchkovsky I, Abdul-Hay M. Blood Cancer J. 2016 Jul 1;6(7):e441.

² Transplante de Medula Óssea (TMO) O que é?. Disponível em: https://ameo.org.br/transplante-de-medula-ossea-tmo/ Acesso em: 27 de agosto de 2021.

³Döhner H, et al. Diagnosis and management  of AML in adults: 2017 ELN recommendations from an international expert panel. Blood 2017 129:424-447

⁴Entendendo a terapia-alvo. ONCOGUIA. Disponível em: http://www.oncoguia.org.br/conteudo/terapiaalvo/7208/840/ Acesso em: 23 de agosto de 2021.

⁵Dados. REDOME. Disponível em: http://redome.inca.gov.br/o-redome/dados/ Acesso em: 23 de agosto de 2021.

⁶Doação de Medula. Saiba como ser um doador de medula. GRAAC. Disponível em: https://graacc.org.br/doador-de-medula-ossea/#:~:text=As%20chances%20de%20encontrar%20uma,ter%20doen%C3%A7a%20infecciosa%20ou%20incapacitante). Acesso em: 23 de agosto de 2021.


Setembro Amarelo: descubra onde encontrar tratamento público no SUS para a Saúde Mental

A RAPS (Rede de Atenção Psicossocial) celebra  20 anos, mas os serviços ainda são desconhecidos. Sistema também sofre com estigma e redução de investimentos

 

Segundo a organização da campanha Setembro Amarelo, composta pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), no Brasil acontecem cerca de 12 mil suicídios todos os anos, mais de 30 por dia. Desses casos, em média, 96% estão relacionados a transtornos mentais, sendo depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias as três causas mais prevalentes. 

O mês marca uma importante virada de chave na organização de debates sobre suicídio e as complexas questões ligadas ao tema, que perpassam também a necessidade de olhares mais atentos à prevenção, promoção e manutenção da saúde mental e a produção de modos de vida mais saudáveis. Para tanto, é preciso entender, na prática, como os serviços de saúde mental estão estruturados e como cada cidadão pode fazer uso deles. Para contextualizar, destaca-se o papel da Reforma Psiquiátrica, que impulsionou enormes avanços e transformações no modelo de atenção à saúde mental no Brasil, pavimentando a construção de organismos públicos fundamentais, como a RAPS - Rede de Atenção Psicossocial - que está presente em várias partes do país com uma rede inteligente de acolhimento e atendimentos. 

Mecanismos de atendimento público em saúde mental são bastante avançados, mas ainda não amplamente conhecidos

Compreendida como uma rede integrada de diferentes setores e atores, a RAPS busca criar, diversificar e articular serviços e ações para pessoas com sofrimento mental ou com demandas decorrentes do uso de drogas. Dentre suas diretrizes estão o respeito aos direitos humanos, a garantia de autonomia das pessoas, o acesso a serviços de qualidade e o combate ao estigma e ao preconceito. 

O serviço conta com atuação multiprofissional e interdisciplinar (com profissionais da medicina, enfermagem, psicologia, assistência social, terapia ocupacional, educação física, fonoaudiologia), abarcando não só o campo da saúde, mas também a assistência social, a cultura e o emprego, de modo a favorecer a inclusão social e o exercício da cidadania dos usuários dos serviços e de seus familiares. 

Apesar de não ser amplamente conhecida, a RAPS estabelece que a atenção à saúde das pessoas com sofrimento psíquico deve ser realizada em todos os serviços do Sistema Único de Saúde, sem discriminação. Confira os detalhes sobre a sua atuação:

 

Atenção Básica em Saúde

- Unidade Básica de Saúde

- Núcleo de Apoio à Saúde da Família

- Consultório na Rua

- Centro de Convivência e Cultura

 

Atenção Psicossocial Estratégica

- Centros de Atenção Psicossocial 

- Equipe multiprofissional de atenção especializada em Saúde Mental

- Unidades Ambulatoriais Especializadas

 

Atenção de Urgência e Emergência

- SAMU 192

- Salas de Estabilização

- UPA 24 horas e portas hospitalares de atenção à urgência/ pronto socorro

Atenção Residencial de Caráter Transitório

- Unidades de Acolhimento

- Serviço de Atenção em Regime Residencial - CTs

 

Atenção Hospitalar

- Enfermaria especializada em Hospitais Gerais

- Hospitais Psiquiátricos Especializados

- Hospitais-Dia

 

Estratégias de Desinstitucionalização

- Serviços Residenciais Terapêuticos

- Programa de Volta pra Casa

- Programa de Desinstitucionalização (Equipes) 

 

Estratégias de Reabilitação Psicossocial

- Iniciativas de Geração de Trabalho e Renda

- Empreendimentos solidários e Cooperativas Sociais

 

A importância dos CAPS

A rede ainda conta com a existência de estruturas de atendimento especializadas, como os CAPS, que promovem trabalhos com focos distintos. No entanto, alguns estigmas e a falta de conhecimento sobre esses organismos dificultam o acesso a tratativas precoces e ajuda qualificada.

Esses serviços estratégicos funcionam com “portas abertas”, ou seja, qualquer pessoa pode ser recebida e avaliada pela equipe de saúde presente, sem a necessidade de um encaminhamento ou agendamento prévio. As ações de cuidado são diversificadas, realizadas em grupo, individualmente, com a família ou na comunidade. 

Divididos em diversas modalidades, os CAPS também variam de acordo com o porte dos municípios. Nas grandes cidades e regiões acima de 200 mil habitantes, são previstos CAPS de funcionamento 24h, como os CAPS III voltados para pessoas com sofrimento mental em geral, e os CAPS ad III, destinados principalmente para pessoas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas. Os CAPSij são direcionados para o público infanto-juvenil e podem ser implantados em municípios e regiões a partir de 70 mil habitantes. Para os municípios de médio porte (a partir de 70 mil habitantes), há os CAPS II e CAPS ad, e para os de pequeno porte (a partir de 15 mil habitantes), os CAPS I (BRASIL, 2011). Mais recentemente, a esta tipificação foi acrescentado o CAPS ad IV, para municípios com população acima de 500 mil habitantes ou nas capitais de estados. 

Em 2002, havia 424 CAPS implantados no país, ao final de 2019, chegaram a cerca de 2.669. Uma amplitude de estrutura assistencial que não apenas existe, mas que pode e deve ser acionada por toda e qualquer pessoa que necessite de auxílio. Falar sobre saúde mental pode ser complexo, mas também é necessário e deve ir muito além do mês de setembro e institucionalizar esse debate em todos os espaços e setores sociais. 

 

"Enquanto houver preconceitos e vieses subjetivos não combatidos e desmistificados, o atendimento psicossocial no Brasil será insuficiente e enviesado. Por isso, é importante termos políticas públicas cada vez mais focadas na prevenção de adoecimentos psíquicos e na promoção da saúde mental, tanto individual quanto estruturalmente, assim como o fortalecimento de outras instituições de acolhimento que possam reforçar o olhar intersetorial e abarcar a necessidade que o tema emprega sobre nós", pontua Maria Fernanda Resende Quartiero, Diretora Presidente do Instituto Cactus. 

 

Para edificar iniciativas de informação sobre saúde mental no país, o levantamento Caminhos em Saúde Mental, conduzido pelo Instituto Cactus, em parceria com o Instituto Veredas, levantou os principais consensos nacionais e internacionais em saúde mental, bem como um resgate histórico do tema no Brasil, e propôs caminhos de atuação, com suas oportunidades e desafios. O intuito é fortalecer a conscientização coletiva da sociedade e individual sobre a temática e qualificar as discussões. 

 

Olhos antecipam diagnóstico do diabetes, diz pesquisa

Brasil é o quinto país com mais diabéticos no mundo Pandemia aumentou casos. 

 

O Brasil tem 16,8 milhões de diabéticos e ocupa a quinta posição mundial em número de portadores da doença segundo dados da IDF (International Diabetes Federation).  Só perde para a China que tem 116,4 milhões, Índia com 77 milhões, EUA com 31 milhões e Paquistão com 19,4 milhões. 

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier há evidências de que um dos efeitos colaterais da COVID entre brasileiros foi o agravamento do diabetes que está entre as principais causas de perda irreversível da visão. Isso porque, explica, dois levantamentos da Ipsos mostram que 52% ganharam peso na pandemia e o Brasil é líder mundial dos países que menos fazem atividade física. “O ganho de peso somado ao sedentarismo e stress deste período pioram o diabetes” afirma.

 

Pesquisa

A boa notícia é que pesquisadores da Indiana University descobriram biomarcadores do diabetes que permitem diagnosticar alterações na retina de um portador de diabetes antes do diagnóstico clínico. Isso porque, podem ser combinados com outros biomarcadores durante o exame da  retina pela OCT (Tomografia de Coerência Óptica). Queiroz Neto afirma que é comum pacientes descobrirem o diabetes na consulta oftalmológica, quando já surgiram as primeiras alterações nos vasos da retina. Os novos biomarcadores antecipam ainda mais o diagnóstico e por isso ajudam a preservar a visão.

 

Sintomas

O oftalmologista afirma que não é comum sentir alteração na visão no início do diabetes. Os sintomas mais frequentes são: sede excessiva, micção frequente, perda de peso e fadiga, mas não acontece com todos. Por isso, quem tem casos na família deve passar por check-up clínico periodicamente. Um simples hemograma pode evitar graves complicações 

 

Alterações na retina

Na pandemia, comenta, o tratamento de muitos pacientes sofreu descontinuidade, seja por paralização dos serviços, medo de pegar o vírus ou estrangulamento dos atendimentos no período de pico. O problema, comenta, é que não basta um bom controle glicêmico para o diabético continuar enxergando.  Depende também de quanto tempo convive com a doença. Depois de cinco anos, aumenta o risco de desenvolver edema na mácula, porção central da retina, formação de neovasos que enfraquecem a membrana ou formação de depósitos de sorbitol, uma substância que favorece o extravasamento de liquido dos vasos e leva à perda da visão. O tratamento incluir aplicação de laser, injeções antiangiogênicas e cirurgia em casos de hemorragia ou descolamento da retina.

 

Miopia

Queiroz Neto explica que quanto mais alta a glicemia, maior a viscosidade do sangue que leva à miopia. “Isso acontece com mais frequência depois das refeições quando o nível de glicose sobe”, explica. Nas mulheres, observa,  a absorção de água pelo cristalino pode ser maior por causa dos estrogênios  e levar a um grau mais alto de miopia. Períodos prolongados de jejum fazem o cristalino desidratar e a miopia desaparece. Por isso, comenta, antes de prescrever óculos, o oftalmologista verifica se o índice glicêmico está controlado. A dica do médico para manter a estabilidade da refração e glicemia é se alimentar a cada 3 horas, dando preferência aos grãos integrais, verduras e frutas em pequena quantidade.

 

Catarata

O especialista esclarece que a repetida hidratação e desidratação do cristalino alteram suas fibras, antecipando a formação da catarata, opacificação do cristalino que responde por 49% dos casos de cegueira tratável no Brasil. O único tratamento é a cirurgia em que o cristalino opaco é substituído por uma lente intraocular. “No caso de diabéticos quanto antes o procedimento é feito, melhor”, afirma. Isso porque, a catarata diminui a quantidade de luz azul que chega à retina e com isso a produção de melatonina, hormônio que regula nosso estado de alerta e sono. Resultado – Diabéticos que convivem muito tempo com a catarata ficam estressados pelas noites mal dormidas, ganham peso e maior resistência à insulina.

 

Glaucoma

Queiroz Neto afirma que o glaucoma em diabéticos é uma reação secundária da retinopatia. É caracterizado pela formação de neovasos, menor irrigação sanguínea, inflamações oculares. A dificuldade de escoamento do humor aquoso causa aumento da pressão intraocular e morte de células do nervo óptico.

O especialista ressalta que o glaucoma renovascular tem evolução rápida e o campo visual perdido é irrecuperável. Por isso, é importante que toda pessoa diabética faça exames oftalmológicos anualmente. As alterações oculares que podem cegar geralmente aparecem após 10 anos mas é o tratamento contínuo que mantém a visão.


Aneurismas cerebrais são mais comuns em mulheres; neurocirurgião explica

O aneurisma cerebral é uma doença silenciosa que requer atenção e cuidados médicos imediatos. Identifica-los nem sempre é simples porque, em sua maioria, os pacientes não apresentam sintomas. Entretanto, o diagnóstico precoce pode salvar uma vida, como explica o Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião, médico do Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).


Chama-se aneurisma a dilatação formada na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. Se rompido, ele pode levar à hemorragia cerebral. No entanto, nem sempre é preciso realizar uma cirurgia como tratamento e, por isso, o acompanhamento médico é essencial em qualquer caso descoberto.



Mais comuns em mulheres

O Dr. Marcelo Valadares ressalta que a proporção de aneurismas cerebrais em mulheres é de 1.6 para cada homem, em geral. "Após a menopausa, ainda, essa proporção aumenta para quase para 2 mulheres para cada homem", afirma o especialista. Mas porque isso acontece?

Existem muitas teorias que vão desde a ação do estrógeno, que levaria a uma proteção em relação ao risco de ruptura de aneurismas durante os anos férteis da mulher. "Porém, há um risco maior após a menopausa, por conta da fragilidade dos vasos, passando por uma característica anatômica de que as mulheres têm um diâmetro menor de suas artérias até alterações hemodinâmicas, ou seja: a circulação do sangue no corpo é diferente entre homens e mulheres", explica o neurocirurgião.



Possíveis sintomas, diagnóstico e tratamento

Segundo o Dr. Marcelo Valadares, geralmente os aneurismas são assintomáticos, apresentando sinais somente quando se rompem e levam à hemorragia intracraniana. "Aneurismas grandes ou muito próximos a estruturas nervosas, como os próximos aos nervos oculomotores - que movimentam os olhos, podem causar efeitos compressivos, levando ao mal funcionamento de estruturas cerebrais. Um dos sintomas dos aneurismas próximos aos nervos oculomotores é a visão dupla, causada pela dificuldade de movimentação de um dos olhos", elucida.

Para o especialista, o diagnóstico precoce é essencial. "A mortalidade, quando há ruptura de um aneurisma, pode chegar a 50% instantaneamente; 50% dos que sobrevivem e chegam ao hospital podem morrer nos primeiros dias. É uma situação dramática e gravíssima, que justifica ações rápidas e precoces para diagnóstico e tratamento", alerta o neurocirurgião.

Se os aneurismas não causam sintomas, quando é hora de buscar ajuda, então? A hereditariedade, segundo o neurocirurgião da Unicamp, é um fator de risco e ser considerado. Quando alguém possui dois ou mais parentes de primeiro grau com história de hemorragia cerebral causada por aneurismas, por exemplo, é preciso investigar. "Neste caso, o risco é de 8%. Também se considera a investigação quando um parente de primeiro grau e, pelo menos um parente de segundo grau (como meio-irmão, meia-irmã, tio, tia, avós e netos - ou, ainda, pessoas com irmão gêmeo, já tiveram histórico", expõe. "Uma outra situação conhecida como doença renal policística também está associada a aneurismas cerebrais e justifica a triagem", complementa o médico.

O Dr. Valadares esclarece que uma das melhores formas de diagnóstico do aneurisma cerebral é angiografia digital. Por ser muito semelhante a um cateterismo cardíaco, entretanto, é considerado um exame invasivo. "Com o desenvolvimento da tecnologia de imagem médica, hoje temos a angiotomografia, com uma qualidade de imagem tão boa e que, por ser um exame menos invasivo e mais disponível, tem sido usado como primeira escolha em casos de investigação", diz.

Entre os tipos de aneurismas mais comuns, o médico cita os saculares e localizados em uma estrutura do cérebro conhecida como Polígono de Willis, que são confluências de artérias que distribuem sangue para as porções mais importantes do cérebro. Os aneurismas menos comuns, por outro lado são os micóticos, relacionados a infeções.

É importante ressaltar que nem sempre um aneurisma precisará de uma cirurgia. "Sabemos a probabilidade de sangramento de um aneurisma baseado na sua localização, no seu tamanho e pela idade do paciente. Aneurismas pequenos raramente sangram e, quando são diagnosticados em pacientes, idosos raramente precisam de tratamento. Por outro lado, aneurismas pequenos em pessoas jovens podem crescer e ter risco maior de ruptura, justificando as vezes tratamentos mais precoces", afirma o Dr. Marcelo Valadares.






Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp e do Hospital Albert Einstein. A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação, sendo que o neurocirurgião trabalha em São Paulo e em Campinas. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation - Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia. 


Sugestão de Pauta - Entenda quais são os problemas bucais mais comuns na adolescência

Jovens devem ter cuidado redobrado com a saúde bucal para prevenir doenças

 

A adolescência é uma fase da vida marcada por mudanças, tanto psicológicas quanto físicas, o que inclui alterações nos dentes e na boca. Doenças bucais e periodontais como cárie, gengivite, mau hálito, problemas com os dentes do siso e bruxismo são os mais comuns nessa fase.

“Muitos jovens acreditam que não carecem de tantos cuidados, mas a prevenção e os cuidados com a saúde bucal são necessários em qualquer fase da vida. A falta de higiene adequada, por exemplo, gera placa bacteriana (biofilme dental), com possível presença de sangramento gengival e dor”, comenta a Dra. Luciana Aparecida de Sousa Iwamoto, cirurgiã-dentista e presidente da Câmara Técnica de Ortodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP).


Fatores de risco para a boca dos jovens

Os hábitos alimentares dos adolescentes podem representar um fator de risco para a saúde bucal. Alimentos açucarados, refrigerantes e energéticos devem ser evitados a fim de prevenir a formação de cárie dentária e a erosão ácida da superfície do esmalte do dente.

O uso de piercing na língua ou em outras regiões da boca também pode prejudicar a saúde do adolescente. Ao furar alguma parte do corpo, mesmo com todo o cuidado no procedimento, ainda há chance de infecções e outras complicações ocasionadas pelo uso do objeto, como a formação de tumores que podem ser malignos ou benignos.

“Há outros malefícios que podem surgir, como perda parcial do paladar, fratura dental, tumores benignos, verrugas e manchas esbranquiçadas na língua e nos dentes. A língua é formada por nervos e vasos sanguíneos e qualquer perfuração poderá causar danos muitas vezes irreversíveis”, explica a Dra. Luciana.


Higiene básica e confiança nas recomendações ajudam na prevenção

Mesmo sendo comuns na adolescência, os problemas bucais podem ser tratados e prevenidos com cuidados básicos, evitando complicações na fase adulta.

O mau hálito, condição comum entre jovens, tem tratamento e, dependendo do caso, pode ser resolvido apenas com a adoção de uma boa higiene bucal, seguindo as orientações de um profissional quanto à escovação e a alimentação.

Outros casos comuns entre adolescentes são as queixas de dores e outros incômodos ocasionados por desalinhamento dentário, como mordida cruzada ou profunda, ou mesmo pelo nascimento dos dentes do siso. Essas duas condições requerem um cuidado maior e um acompanhamento frequente do cirurgião-dentista, que avaliará a necessidade do uso de aparelhos ortodônticos ou de extração dos dentes.

No caso do uso de aparelho, é importante que o jovem entenda o procedimento e siga as recomendações feitas pelo cirurgião-dentista para sua eficácia. “Existem tratamentos que não comprometem a estética, como a ortodontia lingual e os alinhadores. É importante que o ortodontista, compreendendo as necessidades individuais de cada paciente, escolha o melhor recurso para um planejamento seguro e eficaz de tratamento, assim como é importante que o paciente esteja de acordo com o proposto.” ressalta a cirurgiã-dentista.

“É importante estabelecer um bom diálogo com o paciente, ter uma comunicação efetiva e direta acerca dos procedimentos e das razões que levaram a sua adoção. Ao se ter essa relação de parceria entre o paciente e o cirurgião-dentista, esse jovem se sente mais seguro, confia no profissional e, com isso, atenderá suas solicitações, sendo mais colaborativo com o tratamento”, completa. 

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP

www.crosp.org.br

 

RELAÇÃO ENTRE DOENÇA DO REFLUXO GASTROESOFÁGICO E ÁGUA COM GAS

Refluxo gastroesofágico é o retorno involuntário e repetitivo do conteúdo do estômago para o esôfago.


Os alimentos mastigados na boca passam pela faringe, pelo esôfago (um tubo que desce pelo tórax na frente da coluna vertebral) e caem no estômago. Entre o esôfago e o estômago, existe uma válvula que se abre para dar passagem aos alimentos e se fecha imediatamente para impedir que o suco gástrico penetre no esôfago, pois a mucosa que o reveste não está preparada para receber uma substância tão irritante.


Os sintomas mais comuns são, azia ou queimação que se origina na boca do estômago, mas pode atingir a garganta; dor torácica intensa, que pode ser confundida com a dor do infarto; tosse seca; em casos mais graves até doenças pulmonares de repetição, como pneumonias, bronquites e asma.


A ingestão de grande volume de líquidos durante as refeições principais (almoço e jantar) pode resultar em distensão no estômago, dificultando a digestão, principalmente se forem líquidos gaseificados. Engolir um copo de água com gás de uma só vez pode causar soluços ou indigestão. Porém, se esta ingestão for em quantidades moderadas (até um copo americano), em geral, não será prejudicial.


De modo geral bebidas gaseificadas como refrigerantes e água com gás devem ser evitadas, pois aumentam a pressão dentro do estômago; e isso acontece porque a água com gás é fabricada com a adição de dióxido de carbono sob pressão ao líquido. O resultado é que a bebida passa a conter ácido carbônico.


Pesquisadores descobriram que 900 mililitros de gás são liberados em apenas 250 mililitros de água. Por isso, a bebida causa uma dilatação do estômago, causando de forma geral aumento da pressão dentro do estomago, causando falha na válvula entre esôfago e estômago, aumentando os episódios de refluxo;

Ou seja para quem tem o diagnóstico de doença do refluxo o melhor é evitar o consumo de líquidos ou ingerir água durante as refeições, e dar preferência à ingestão das frutas por conterem maiores quantidades de fibras.




Felipe Borges - Gastrocirurgião da Gastrofig

 

Paciente que já se endividou para pagar primeira cirurgia questiona se terá que arcar mais uma vez com custos que deveriam ser cobertos pelo SUS

Thiago, paciente com epilepsia, com a família. Quando ele fez sua primeira cirurgia para implantação da tecnologia VNS, sua filha ainda nem havia nascido. (Foto: Acervo Pessoal)

 

Apesar de o Ministério da Saúde ter decidido incorporar a terapia VNS (terapia de estimulação elétrica do nervo vago) - um tipo de marca-passo cerebral para pacientes com epilepsia resistente a medicamentos e sem indicação para cirurgia ressectiva - no SUS há quase quatro anos, em setembro de 2018, o produto ainda não se encontra disponível no sistema público de saúde. “É triste ver essa situação. Pacientes que têm que lutar na justiça por uma terapia que já deveria estar no SUS há quase quatro anos”, afirma Maria Alice Mello Susemihl, presidente da ABE, Associação Brasileira de Epilepsia, uma organização sem fins lucrativos que busca promover a melhora da qualidade de vida das pessoas com epilepsia. "Estamos há anos dialogando com o Ministério da Saúde para resolvermos esse imbróglio. Enviamos recentemente uma carta à SAES, pois vemos que a não incorporação da terapia ofende todos os profissionais que trabalharam analisando a necessidade da incorporação, os médicos e todas as pessoas que participaram da consulta pública, bem como o direito à saúde de todos os brasileiros", ela completa.

 

Para Thiago Santos, 34 anos, morador da cidade de Bauru (SP), que sofre de epilepsia há 26 anos, a tristeza vem em dose dupla. "Ainda estou pagando as parcelas da dívida para a implantação da terapia VNS, que deveria ter sido coberta pelo SUS, e agora tenho mais um procedimento pela frente. Não tenho mais como pagar", ele afirma. Em 2019, Thiago, que sofria com mais de 10 crises epilépticas diárias, ganhou notoriedade ao fazer uma vaquinha pela Internet para conseguir pagar parte de sua cirurgia. "Sofro de epilepsia de difícil controle desde criança. Nunca houve uma combinação de medicamentos que solucionasse as minhas crises, procurei vários médicos na região, e nunca tive sucesso até implantar o VNS". Desde que fez a cirurgia, suas crises foram diminuindo a cada dia, dando-lhe confiança e qualidade de vida. Porém, logo necessitará de um novo implante, pois a bateria de seu aparelho precisa ser trocada devido ao uso frequente. "Fico indignado sabendo que o SUS deveria arcar não apenas com essa cirurgia, mas também com a anterior", ele diz.

 

Para garantir a disponibilização das tecnologias incorporadas no SUS, é estipulado um prazo de 180 dias para a efetivação de sua oferta à população brasileira a partir da publicação da decisão no Diário Oficial da União (DOU). No caso da terapia VNS, a publicação no DOU ocorreu em 12 de setembro de 2018. “Os 180 dias venceram dia 12 de março de 2019, há mais de dois anos e milhares de pacientes com epilepsia resistentes a medicamentos continuam sofrendo convulsões e hospitalizações desnecessárias", afirma Maria Alice. Em uma troca de emails questionando o Ministério da Saúde pela demora na disponibilização da terapia VNS, recebeu a resposta de que o Ministério está trabalhando no processo de atualização do PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Epilepsia) para a inclusão da terapia. “Este prazo de seis meses após a publicação no DOU existe exatamente para isso, para que o SUS possa se preparar para esta incorporação. Todo o processo de aprovação foi seguido à risca, com consulta pública, avaliação custo benefício e tudo. Para que serve este processo de aprovação, se após a aprovação não há incorporação? Se o Ministério da Saúde não segue suas próprias determinações, os pacientes devem recorrer a quem?”, questiona Maria Alice.

 



 

A Epilepsia

            

A epilepsia é uma condição neurológica que afeta aproximadamente 1% da população. De acordo com a OMS, aproximadamente 50 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de epilepsia, o que posiciona a epilepsia como uma das doenças neurológicas crônicas mais comuns no planeta. No Brasil, estimativas variam de 2 a 3 milhões de pessoas. Ela ocorre quando o cérebro não funciona corretamente e os neurônios produzem uma atividade excessiva e anormal, causando as crises.

                                    

O tratamento da Epilepsia é feito com uso de medicamentos, e em alguns casos são necessárias outras opções, como a cirurgia ressectiva, neuromodulação (terapia VNS) e dieta cetogênica. Com o tratamento medicamentoso correto, aproximadamente 70% das pessoas têm as suas crises completamente controladas. A cirurgia quando bem indicada é possível, consiste na retirada da região cerebral responsável pelas crises, desde que não leve a consequências ao paciente. No entanto, grande parte dos pacientes que não respondem aos medicamentos também não são candidatos à cirurgia ressectiva. “Pessoas com epilepsia refratária resistentes ao tratamento têm grande impacto em suas vidas, seja na escola, trabalho, convívio social. Também apresentam maior risco de traumas, queimaduras, necessitam de tratamentos médicos frequentes, exames e até avaliações de emergência no pronto-socorro. Por fim, também apresentam maior risco de morte, não apenas pelas lesões que podem sofrer mas também devido a crises prolongadas, estado de mal epiléptico e morte súbita”, explica o Dr. Lécio Figueira, neurologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e vice-presidente da ABE. Para muitos destes casos, a neuromodulação seria uma opção.

 

“A neuromodulação através do implante de estimulador do nervo vago (terapia VNS) é um tratamento aprovado há muito tempo. Nos Estados Unidos isso aconteceu em 1997 e no Brasil em 2000. Trata-se de uma opção segura e eficaz, que leva à redução na frequência e intensidade das crises, além de outros ganhos, como melhora na recuperação após crise e até mesmo no humor e comportamento. A melhora acontece de forma gradual após início da estimulação”, afirma Dr. Lécio. “Aguardamos há algum tempo a disponibilização desta alternativa no SUS, porque, para muitos dos nossos pacientes, outras alternativas já foram esgotadas, e essa terapia poderá melhorar sua qualidade de vida". 

 

Informações Adicionais:

 

Terapia VNS - Como funciona:

 

A Terapia VNS usa um gerador, um pequeno aparelho médico como um marca-passo, que através de um condutor envia impulsos elétricos ao eletrodo ligado ao nervo vago esquerdo situado no pescoço, que por sua vez envia impulsos para o cérebro, ajudando a prevenir as alterações elétricas que causam as crises. O nervo vago é um grande elo de comunicação entre o corpo e o cérebro, responsável por enviar impulsos às partes do cérebro.  

 



 

Procedimento de implante da Terapia VNS:

 

• O procedimento da Terapia VNS não envolve cirurgia cerebral.

• A cirurgia é geralmente realizada sob anestesia geral, o que pode requerer uma curta estadia no hospital.

• Através de um pequeno corte o gerador de pulso é implantado sob a pele abaixo da clavícula esquerda ou próximo da axila esquerda.

• Um segundo pequeno corte é feito no pescoço para fixar dois pequenos eletrodos ao nervo vago esquerdo. Os eletrodos são ligados ao gerador por um condutor que fica embaixo da pele.

• Após a cirurgia, além das duas pequenas cicatrizes devido às incisões, quase não se pode notar o gerador que apresenta apenas uma leve elevação na pele do peito onde foi implantado.

 

Além dos estímulos programados que o aparelho realiza, é fornecido um ímã aos pacientes, o qual permite aos pacientes ou cuidadores realizarem ativação do aparelho no momento que percebem o início de uma crise. Por meio da estimulação adicional realizada é possível parar ou diminuir a gravidade das crises epilépticas. A estimulação na hora da crise é um benefício adicional da terapia de estimulação do nervo vago, com objetivo de dar mais qualidade de vida aos pacientes e suas famílias.

 

Nova fase de campanha da Novo Nordisk traz chefs renomados para alerta sobre diabetes e doenças cardiovasculares

"Quem Vê Diabetes Vê Coração" apresenta série de receitas com os chefs Claude Troisgros, Éric Jacquin e Tatiana Romano que ajudam no controle do diabetes e protegem o coração


Embora seja mais associado a complicações como cegueira e amputações, o diabetes, doença que afeta cerca de 16 milhões de brasileiros1, está mais perto do coração do que se imagina. Por mais que outras complicações venham mais à mente, as doenças cardiovasculares são responsáveis por 80% de todas as mortes de pessoas com diabetes no mundo2. Mudar esse cenário e proteger o coração de quem tem diabetes é uma questão urgente e multifatorial, que passa por acesso à informação, prevenção, tratamento adequado e até mesmo pelo prato.

Foi esse o ponto de partida para a nova fase da campanha "Quem Vê Diabetes Vê Coração", iniciativa da empresa global de saúde Novo Nordisk. Produzida pela agência Triunfo Sudler Brasil, a campanha, lançada em 2019, ainda conta com parceria da Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Cardiologia e outras sociedades médicas e associações de pacientes

Sob o mote "Receitas do Coração", ela trará materiais gratuitos mostrando como é possível comer bem cuidando da saúde. Além da consultoria de nutricionistas e médicos, as panelas serão pilotadas por um time de estrelas: os chefs Érick Jacquin, Claude Troisgros e Tatiana Romano, do site Panelaterapia.

De acordo com Simone Tcherniakovsky, diretora de acesso, relações institucionais e comunicação da Novo Nordisk, a decisão de um enfoque maior na questão da alimentação aconteceu após um mapeamento dos interesses dos seguidores nas redes sociais. "Durante os últimos dois anos de campanha, passamos por diferentes temas com nossas ações. Em todos esses momentos, sempre vimos interesse e engajamento muito grandes quando o assunto era alimentação. Mais do que isso, também sabemos que o prato é um ponto de partida importante para as transformações necessárias para uma vida plena com o diabetes, uma doença crônica cujo tratamento deve ser mantido por toda a vida", explica.

Ela ainda conta que a escolha de trazer os chefs foi para mostrar que é possível comer bem e seguir as recomendações de médicos e nutricionistas, ao utilizar ingredientes saudáveis e com receitas equilibradas para proteger o coração. Além disso, como o diagnóstico e o tratamento do diabetes raramente são solitários, a alimentação também serve como uma das mudanças mais imediatas e necessárias em toda a dinâmica familiar em torno de quem tem diabetes, idealmente ocorrendo com suporte do marido, da mulher, dos filhos e demais parentes.

E essa é uma mudança mais do que necessária. De acordo com o primeiro estudo global realizado para analisar a prevalência, a percepção e o tratamento dos fatores de risco cardiovascular no diabetes tipo 2, um terço de todas as pessoas com diabetes tipo 2 no mundo tem alguma doença cardiovascular estabelecida³. No Brasil, é ainda pior: quatro, em cada 10 pessoas com diabetes, possuem doenças cardiovasculares³. Batizado de CAPTURE, o levantamento ainda mostrou que 90% das pessoas com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida tem aterosclerose, formação de placas de gordura e outras substâncias nas paredes das artérias, cujo avanço desenfreado pode comprometer o fluxo sanguíneo, desencadeando consequências graves, como infarto cardíaco e derrame cerebral. Mais do que isso, apenas 20% das pessoas com diabetes utilizam medicações para controle da glicemia que também protegem o coração3.

"A campanha ‘Quem Vê Diabetes Vê Coração’ é uma das nossas respostas para esse cenário, pensada para educar e ajudar a mudar a realidade das pessoas com diabetes e doenças cardiovasculares no Brasil a partir do acesso a informações qualificadas. Agora, com a nova fase da campanha, adicionamos às fontes médicas e científica, receitas que além de deliciosas vão ajudar essas pessoas a viverem mais e melhor", finaliza Simone.

As duas primeiras receitas já estão disponíveis no canal da campanha no Youtube. Acesse AQUI


Informação como remédio

Realizada desde 2019, a campanha Quem Vê Diabetes Vê Coração tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre os riscos associados entre diabetes e doenças cardiovasculares, utilizando a informação como ponto de partida para mudar essa realidade. No segundo semestre de 2021, uma série de iniciativas vão lançar luz sobre o tema da alimentação. Diversos profissionais da cozinha convidados produzirão vídeos para os canais da campanha com receitas, que vão das mais simples às mais refinadas, tendo em comum o cuidado com ingredientes e temperos para não esquecer do diabetes e do coração. Como suporte, muitos outros conteúdos com informações sobre prevenção e manejo do diabetes serão produzidos e divulgados gratuitamente nas redes sociais e no site https://www.quemvediabetesvecoracao.com.br

 

Sobre o diabetes

O diabetes é uma condição crônica que se caracteriza pela produção insuficiente ou má absorção da insulina, hormônio que regula a glicose (açúcar) no sangue e garante energia ao organismo. A incidência mais comum de diabetes é o tipo 2, quando o organismo não absorve adequadamente a insulina produzida. O diabetes tipo 2 está diretamente relacionado ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos inadequados, e seus sintomas incluem fome e sede frequentes, vontade de urinar constante, formigamento nos pés e mãos, visão embaçada e demora na cicatrização de feridas no corpo, principalmente nos casos de doença avançada ou descompensada. Já o diabetes tipo 1, geralmente diagnosticado na infância ou adolescência, e também em adultos, é uma doença autoimune que ocorre quando o pâncreas não produz insulina suficiente, o que exige um tratamento com uso diário de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose no sangue. Seus sintomas incluem fome e sede frequentes, vontade de urinar constante, fraqueza, perda de peso, fadiga, náusea e vômito. O diabetes pode desencadear complicações no coração, artérias, olhos, rins e nervos. Independente do tipo, ao aparecimento de qualquer sintoma é fundamental que o paciente procure o atendimento médico especializado para dar início ao tratamento adequado.



Novo Nordisk

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Referências

1. International Diabetes Federation - Atlas IDF 2019. Disponível em: https://idf.org/e-library/epidemiology-research/diabetes-atlas/159-idf-diabetes-atlas-ninth-edition-2019.html. Acessado em: Agosto 2021.

2. Sociedade Brasileira de Diabetes - Disponível em: https://www.diabetes.org.br/publico/. Acessado em: Agosto 2021

3. Mosenzon O, Alguwaihes A, Arenas Leon J.L., et al. CAPTURE: a cross-sectional study of the contemporary (2019) prevalence of cardiovascular disease in adults with type 2 diabetes across 13 countries. Abstract 158. Presented at the 56th Annual Meeting of the European Association of the Study of Diabetes, Macrovascular complications and beyond, 10:15 CEST on 24 September 2020

 

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