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quarta-feira, 14 de março de 2018

ABIMAPI registra estabilidade do setor em 2017

Com desempenhos de mercado muito parecidos com o ano anterior, juntas, as categorias de biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos industrializados mantiveram o faturamento na casa dos R$ 39 bilhões

 
A Associação Brasileira das Indústrias Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos industrializados (ABIMAPI), em parceria com a consultoria Nielsen, divulga hoje os dados referentes ao desempenho do setor em 2017. Em faturamento, as categorias apresentaram estabilidade na comparação com 2016. Juntos, os alimentos que compõem a cesta da entidade movimentaram um total de R$ 39,252 bilhões, apenas 0,6% abaixo do ano anterior, quando o montante atingido foi de R$ 39,517. Em volume foram cerca de 3,5 milhões de toneladas vendidas, 3% a menos que o período anterior.

A pesquisa apontou, também, que as indústrias apresentaram crescimento de 34% em vendas e 4,5% em volume quando comparados os resultados dos últimos cinco anos.


Biscoitos

O faturamento das indústrias de biscoitos ficou bem próximo ao de 2016 (R$24,151 bilhões), atingindo a marca dos R$24,054 bilhões em 2017. Em relação ao volume, foram vendidas 1,82 milhão de toneladas. No ano anterior foram 1,87 milhão de toneladas. "Os biscoitos não saíram do carrinho de compras, o que notamos foi que o consumidor optou por trocar os produtos de maior valor agregado, como os recheados e cobertos, pelos básicos, no caso as rosquinhas e os do tipo maria/maisena", diz Claudio Zanão, presidente executivo da ABIMAPI.

Em comparação aos últimos cinco anos a categoria avançou 35,3% em negócios e 6,51% em toneladas vendidas, segundo o levantamento. Neste período, os cookies foram os que mais cresceram (43,9%), seguidos das rosquinhas (40,4%) e dos tipo maria/maisena (37,6%).


Massas alimentícias

O mercado de massas alimentícias movimentou R$ 8,751 bilhões, valor próximo ao faturamento de 2016 (R$ 8,918 bilhões). A produção nacional registrou queda de 2,87% em 2017, com 1,208 milhão de toneladas, contra o volume anterior de 1,244 milhão de toneladas.

As massas secas foram as mais consumidas: conquistaram R$ 5,443 bilhões e obtiveram 989,347 mil toneladas em volume; as instantâneas alcançaram R$ 2,716 bilhões e 180,488 mil toneladas; e, por fim, a categoria de massas frescas, com R$593 milhões e 39,139 mil toneladas.

De 2013 a 2017, o setor de massas cresceu mais de 26% em vendas enquanto em volume houve um leve aumento de 0,76%. "Nos últimos anos, temos enfrentado no país altas nos custos de produção, especialmente do trigo, que aumentaram os preços finais mas não causaram grande impacto para o consumidor" pontua Zanão.


Pães & bolos industrializados

O cenário dos pães & bolos industrializados também foi de estabilidade no período. Juntos, estes alimentos movimentaram R$ 6,446 bilhões, com volume de vendas de 465,791 mil toneladas. Desde 2013, esta categoria cresceu 41,75% em faturamento e 7,37% em toneladas vendidas.

O mercado dos chamados "pães de forma" se manteve estável, com crescimento de 0,46% em faturamento em relação a 2016, atingindo R$ 5,606 bilhões. Em volume, registrou-se queda de 4,53%, atingindo 433,911 mil toneladas no ano passado. Na comparação destes mesmos dados com os de 2013, o aumento nestes cinco anos foi de 46,37% em faturamento e 8,72% nas vendas.

Em relação aos bolos industrializados, o segmento perdeu 3,16% em faturamento no ano passado em relação ao anterior, totalizando R$ 840 milhões. Este valor é 14% superior ao registrado há cinco anos. Em volume, o total de vendas em 2017 atingiu 31,880 mil toneladas, menos 7,49% em relação a 2016. Nos últimos cinco anos, o volume total de vendas do produto caiu 8,10%.

"Estas foram as categorias mais afetadas pela crise que apertou o bolso consumidor. Enquanto os biscoitos e as massas alimentícias são produtos que fazem parte da alimentação básica da população, os pães e bolos industrializados possuem maior valor agregado e por isso são mais caros", conclui Zanão.



Novo Código Comercial brasileiro adaptará a legislação de acordo com a globalização da economia



Para o presidente do Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, Ives Gandra Martins, nova legislação deve auxiliar na modernização do ambiente de negócios do País
 
 
 A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) sediou, nesta quarta-feira (14), uma audiência pública para debater a criação do Novo Código Comercial brasileiro (PLS 487/2013). O encontro teve como anfitrião o presidente do Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, Ives Gandra Martins; contou com a presença do jurista Fábio Ulhoa Coelho; e foi presidido pelo senador Pedro Chaves (PRB/MS), relator do texto no Senado.

Na ocasião, Ives Gandra Martins afirmou que é necessário criar um código de princípios diante da complexidade de globalização da economia. “É preciso sair das soluções rígidas para algo mais abrangente. Essa é a razão pela qual a FecomercioSP integra o projeto”, disse. “Nós pretendemos dar a possibilidade ao Brasil de ter um Código Comercial aberto”, completou o presidente do Conselho Superior de Direito da Entidade.

Realizada na sede da FecomercioSP, essa foi a sétima de uma série de 12 audiências públicas e reuniu senadores, juristas e membros do Conselho Superior de Direito da Entidade para debater projeto de lei e atualizar o Código Comercial Brasileiro.

O jurista e membro do Conselho Superior de Direito da FecomercioSP, Fábio Ulhoa, por sua vez, destacou que um novo Código Comercial é importante para que o empresário tenha mais segurança jurídica. Segundo ele, atualmente as companhias enfrentam uma burocracia excessiva e leis esparsas e contraditórias. “O Código Civil não deu ao Direito Comercial a devida atenção. Houve revogação da parte primeira, mas esqueceram que nela também havia normas sobre o Direito Marítimo, exemplificou, ao destacar que o Código Civil atual não contempla todas as necessidades do setor de comércios do Brasil.

Segundo Ulhoa, “as reclamações do empresariado vêm de muito tempo. A questão, portanto, quando se cogitou um projeto de Código Comercial era: ‘Vamos continuar apenas reclamando? Não é o caso de partirmos para soluções?’”, questionou. O jurista salientou ainda que o PLS tem se beneficiado amplamente do debate democrático, das críticas que são enviadas ao texto, e tem incorporado as que são pertinentes ao projeto. Ulhoa defendeu que o novo Código Comercial está aberto ao aperfeiçoamento.

O texto que vai regular a atividade das empresas será elaborado até o fim do primeiro semestre deste ano. Em seguida, a matéria passará para outras comissões do Senado, para, então, ser levado à votação em plenário.


A indústria 4.0 chegou! As empresas estão preparadas para ela?



Debater as tendências da Indústria 4.0 sobre as relações de produção e seus reflexos sobre a sociedade. Este é o tema central de um painel de discussões que a OPENCADD e o SINDRATAR-SP realizarão no próximo dia 22 de março, na FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).


Em "Indústria 4.0 - Vantagens e Impactos na Sociedade", uma mesa redonda composta por integrantes do setor privado e de instituições de ensino de ponta do país, discutem os cenários já existentes deste novo modelo de produção altamente tecnológico, autônomo e interconectado.

O evento é uma realização da OPENCADD em parceria com o SINDRATAR-SP (Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e de Tratamento de Ar do Estado de São Paulo), e conta com o apoio institucional da ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), ABIFER (Associação Brasileira da Indústria Ferroviária), UNICA (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas, Fundições e Similares de Piracicaba e Região).

O presidente da OPENCADD, Jorge Landmann, destaca que: “O mundo passa nesta última década por profundos processos de transformação. E dentre eles, a Indústria 4.0 é um de seus principais protagonistas. Uma verdadeira ‘revolução’, que deixou de ser um mero prognóstico, para situar-se como uma realidade dentro de nossos setores produtivos.  Entender esse movimento e explorar suas possibilidades é papel de todos aqueles que buscam estar na vanguarda de uma nova era, pautada pela aplicação de alta tecnologia, conectividade e integração entre sistemas, em diferentes áreas. E nesse contexto, debater os impactos sobre a sociedade dentro de uma pauta propositiva é papel fundamental àqueles que pensam, organizam e representam os setores produtivos do país. ”

Para o presidente do SINDRATAR-SP, Carlos Trombini, grandes invenções sempre abalaram o mundo. Resistências foram vencidas, usos e costumes foram alterados e, neste exato momento, somos usuários de todas essas invenções reunidas, adicionada a elas uma das maiores, que influenciam fortemente nossas vidas pessoais e profissionais: a internet.

“A evolução do mundo hoje, depende dos sistemas digitais. O conhecimento humano sobre o tema é tal, que já é possível se ter interação homem x máquina remotamente e que produzem tráfego de dados extremamente importantes para o progresso da vida humana. E, agora o homem, empresta a sua inteligência ao mundo artificial, dando vida aos androides.

Notável será o ganho de qualidade de vida e de produtividade, fazendo com que surja uma nova organização de sociedade. O profissional deste presente e do futuro, terá de estar totalmente adaptado à nova realidade. A indústria de climatização e refrigeração, é e será uma das grandes beneficiarias da indústria 4.0. Nossas fábricas são totalmente automatizadas e as empresas prestadoras de serviços também caminham para esta tecnologia”, comenta.

O engenheiro elétrico, cientista da computação, pesquisador e professor universitário, Marcelo Teixeira de Azevedo, acrescenta que “A quarta revolução industrial é marcada pela convergência de tecnologias digitais, físicas e biológicas e alterará profundamente a maneira como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. O evento provocará reflexões sobre essa nova etapa do desenvolvimento humano discutindo os desafios e ações que devemos tomar para nos beneficiarmos dessa nova revolução. ”

A líder de inovação, da Raízen, Fabiana Tarabal, argumenta que “A Indústria 4.0 já é uma realidade no mundo todo. A indústria brasileira precisa se unir para acelerarmos a implantação destas tecnologias”.

Já o Diretor de Marketing da Siemens na América Latina, Allyson Chiarini de Faria, completa que “Para a Indústria 4.0 se tornar uma realidade no Brasil, é preciso desmistificar alguns pontos fundamentais, como a velocidade de adaptação. Ao contrário do que se imagina, o ritmo é determinado por cada empresa. O processo não depende apenas de tecnologia, mas também de fatores econômicos e estratégicos. A adoção de novas tecnologias no Brasil é lenta, mas muitas empresas já iniciaram as suas jornadas e começaram a implantar ferramentas pontuais em algumas etapas produtivas. ”




SERVIÇO:
Evento: Seminário “Indústria 4.0 – Vantagens e Impactos na Sociedade”
Data: 22 de março de 2018
Local: FIESP – Avenida Paulista, nº 1313, 15° andar – Espaço Executivo.
Inscrições gratuitas e vagas limitadas no link: https://www.opencadd.com.br/events/industria-4-0-vantagens-e-impactos-na-sociedade/



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