Com desempenhos de mercado muito parecidos com o ano
anterior, juntas, as categorias de biscoitos, massas alimentícias, pães e bolos
industrializados mantiveram o faturamento na casa dos R$ 39 bilhões
A Associação Brasileira das
Indústrias Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos industrializados
(ABIMAPI), em parceria com a consultoria Nielsen, divulga hoje os dados
referentes ao desempenho do setor em 2017. Em faturamento, as categorias
apresentaram estabilidade na comparação com 2016. Juntos, os alimentos que
compõem a cesta da entidade movimentaram um total de R$ 39,252 bilhões, apenas
0,6% abaixo do ano anterior, quando o montante atingido foi de R$ 39,517. Em
volume foram cerca de 3,5 milhões de toneladas vendidas, 3% a menos que o
período anterior.
A pesquisa apontou, também, que
as indústrias apresentaram crescimento de 34% em vendas e 4,5% em volume quando
comparados os resultados dos últimos cinco anos.
Biscoitos
O faturamento das indústrias de
biscoitos ficou bem próximo ao de 2016 (R$24,151 bilhões), atingindo a marca
dos R$24,054 bilhões em 2017. Em relação ao volume, foram vendidas 1,82 milhão
de toneladas. No ano anterior foram 1,87 milhão de toneladas. "Os
biscoitos não saíram do carrinho de compras, o que notamos foi que o consumidor
optou por trocar os produtos de maior valor agregado, como os recheados e
cobertos, pelos básicos, no caso as rosquinhas e os do tipo
maria/maisena", diz Claudio Zanão, presidente executivo da ABIMAPI.
Em comparação aos últimos cinco
anos a categoria avançou 35,3% em negócios e 6,51% em toneladas vendidas,
segundo o levantamento. Neste período, os cookies foram os que mais cresceram
(43,9%), seguidos das rosquinhas (40,4%) e dos tipo maria/maisena (37,6%).
Massas alimentícias
O mercado de massas
alimentícias movimentou R$ 8,751 bilhões, valor próximo ao faturamento de 2016
(R$ 8,918 bilhões). A produção nacional registrou queda de 2,87% em 2017, com
1,208 milhão de toneladas, contra o volume anterior de 1,244 milhão de
toneladas.
As massas secas foram as mais consumidas:
conquistaram R$ 5,443 bilhões e obtiveram 989,347 mil toneladas em volume; as
instantâneas alcançaram R$ 2,716 bilhões e 180,488 mil toneladas; e, por fim, a
categoria de massas frescas, com R$593 milhões e 39,139 mil toneladas.
De 2013 a 2017, o setor de
massas cresceu mais de 26% em vendas enquanto em volume houve um leve aumento
de 0,76%. "Nos últimos anos, temos enfrentado no país altas nos custos de
produção, especialmente do trigo, que aumentaram os preços finais mas não
causaram grande impacto para o consumidor" pontua Zanão.
Pães & bolos
industrializados
O cenário dos pães & bolos
industrializados também foi de estabilidade no período. Juntos, estes alimentos
movimentaram R$ 6,446 bilhões, com volume de vendas de 465,791 mil toneladas.
Desde 2013, esta categoria cresceu 41,75% em faturamento e 7,37% em toneladas
vendidas.
O mercado dos chamados
"pães de forma" se manteve estável, com crescimento de 0,46% em
faturamento em relação a 2016, atingindo R$ 5,606 bilhões. Em volume,
registrou-se queda de 4,53%, atingindo 433,911 mil toneladas no ano passado. Na
comparação destes mesmos dados com os de 2013, o aumento nestes cinco anos foi
de 46,37% em faturamento e 8,72% nas vendas.
Em relação aos bolos
industrializados, o segmento perdeu 3,16% em faturamento no ano passado em
relação ao anterior, totalizando R$ 840 milhões. Este valor é 14% superior ao
registrado há cinco anos. Em volume, o total de vendas em 2017 atingiu 31,880
mil toneladas, menos 7,49% em relação a 2016. Nos últimos cinco anos, o volume
total de vendas do produto caiu 8,10%.
"Estas foram as categorias
mais afetadas pela crise que apertou o bolso consumidor. Enquanto os biscoitos
e as massas alimentícias são produtos que fazem parte da alimentação básica da
população, os pães e bolos industrializados possuem maior valor agregado e por
isso são mais caros", conclui Zanão.