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quarta-feira, 14 de março de 2018

Ozonioterapia é uma das dez novas Práticas Integrativas e Complementares (PICS) incluídas no SUS



O anúncio feito nesta segunda-feira, 12 de março, pelo Ministro da Saúde, Ricardo Barros, amplia para 29 o número de PICS no Sistema Único de Saúde  
 
 
  
A Ozonioterapia é uma técnica que utiliza a mistura de gases medicinais, oxigênio e ozônio, com o objetivo de tratar doenças graves como câncer, dores e inflamações crônicas (hérnia de disco), infecções variadas (hepatites e herpes), além de feridas, queimaduras e problemas vasculares em que haja redução do fluxo sanguíneo.  
 
 
A terapia com o “Ozônio Medicinal” é natural, tem poucas contraindicações e efeitos secundários mínimos, se realizada corretamente.  O procedimento é simples, seguro e de baixo custo o que é uma vantagem quando aplicado na rede pública de saúde por causa da redução drástica nos gastos com medicamentos. A ABOZ, Associação Brasileira de Ozonioterapia, luta desde 2006 para que o procedimento seja implantado no SUS e enumera as possibilidades e ganhos para os pacientes com a implantação da técnica: 
 
  
1. Diminuição do tempo de recuperação dos pacientes afetados por doenças em que a Ozonioterapia é eficaz; 
  
2. Diminuição da morbidade de diversas doenças, com ganho na qualidade de vida -redução de até 80% da taxa de amputação de membros de pacientes com gangrena diabética (Calderon, Universidade Haifa - Israel), com consequente resultado na manutenção da autoestima destes pacientes e melhora da qualidade de vida e da aptidão ao trabalho, reduzindo as taxas de invalidez e aposentadoria; 
  
3. Redução do custo do tratamento de várias doenças crônicas - redução de até 90% dos custos no tratamento de feridas crônicas em membros inferiores e gangrenas diabéticas (Menendez, Centro de Investigaciones Del Ozono - Cuba), em função da velocidade de cicatrização mais rápida e consequente diminuição do tempo de internação; 
  
4. Diminuição na compra de medicamentos de alto custo, por aumentar a eficácia dos mesmos – estimativa de redução em até 30% do Custo do SUS pela introdução do uso do ozônio medicinal em outras patologias previstas em protocolos com experiência internacional (hepatites crônicas e hérnias de disco, por exemplo); 
  
5. Diminuição no número de procedimentos de alta complexidade associados ao uso de equipamentos cirúrgicos de alta tecnologia; 
  
6. Redução de internações recorrentes e desnecessárias, principalmente em pacientes com feridas crônicas; 
  
7. Redução no número de pacientes internados devido às infecções oportunistas, hospitalares e dos efeitos colaterais; 
  
8. Diminuição nos deslocamentos domiciliares; 
  
9. Reabilitação precoce do indivíduo, que pode retornar às suas atividades laborais e demais atividades da vida diária com menor custo sócio familiar, em especial os pacientes afetados por dores crônicas; 
  
10. Diminuição dos efeitos colaterais associados à quimioterapia e radioterapia. 
  
 
 
Como funciona 
  
A aplicação do ozônio medicinal pode ser feita por meio do gás retido dentro de bolsas plásticas para tratamento de feridas; com água ou óleo ozonizado para facilitar a cicatrização; injetado na forma de gás por via subcutânea, intra-articular e nas cavidades naturais (reto, bexiga, vagina) e até mesmo misturado aos líquidos biológicos, com o objetivo de melhorar a oxigenação e a função do sistema imunológico. 
 
“Mais recentemente, vem surgindo novas aplicações da Ozonioterapia e seu uso está sendo ampliado para o tratamento de autismo, derrames cerebrais isquêmicos, esclerose múltipla e como terapia de suporte no tratamento de tumores malignos”, acrescenta a presidente da ABOZ, Dra. Maria Emília Gadelha Serra, uma das maiores especialistas brasileiras no assunto. 
 
 
A História da Ozonioterapia 
 
 
A Ozonioterapia é utilizada na Alemanha desde a 1ª Guerra Mundial, país onde os seguros de saúde remuneram os procedimentos desde a década de 1980. Hoje, a Ozonioterapia é amplamente utilizada em várias partes do mundo: África (Egito, África do Sul), Ásia (Rússia, Dubai, China, Índia e Japão), Américas do Sul (Equador, Argentina, Bolívia, Peru, Colômbia) e Central (Honduras, República Dominicana) e em 32 estados dos Estados Unidos da América. Cuba, por exemplo, conta com 39 centros clínicos de Ozonioterapia dentro de seus maiores hospitais, incorporando a terapia nas suas rotinas de atendimento desde 1980. Na China, que passou a utilizar a técnica nos últimos 17 anos, centenas de hospitais já possuem unidades de Ozonioterapia e a produção de pesquisa básica e clínica cresce exponencialmente.  
 
“Nos países em que o uso medicinal do ozônio é reconhecido, houve redução de 27% no consumo total de antibióticos e de 22% no consumo de analgésicos opioides e não opioides”, explica a médica. 
 
 
A Ozonioterapia no Brasil 
 
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina ainda considera a
Ozonioterapia um procedimento experimental, mas a técnica é reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia através da Resolução CFO Nº 166 de 24/11/2015 e utilizada em todas as áreas da Odontologia, principalmente na Odontologia Preventiva, no tratamento de cáries e canal, assim como em todos os atos cirúrgicos periodontais, extrações, implantes e necroses ósseas, dentre outros procedimentos.  O Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) emitiu em 2015 um parecer favorável à utilização da água ozonizada como recurso terapêutico para o tratamento de feridas pelos profissionais de Enfermagem. 
  

  
ABOZ 
  
A Aboz (Associação Brasileira de Ozonioterapia) trabalha para que a prática da Ozonioterapia no Brasil possa ser realizada de maneira legal, consciente, responsável e ética. 
  
Fundada em 2006, durante o primeiro congresso internacional de Ozonioterapia no Brasil em Belo Horizonte, A Aboz promove o ensino e a pesquisa em ozonioterapia, realiza campanhas educativas sobre o tema, promove cursos de aperfeiçoamento e especialização, reuniões, congressos, estágios no país e no exterior, entre diversas atividades relacionadas à ozonioterapia. 
  
Uma das prioridades da ABOZ é garantir informação e formação de qualidade relacionada à Ozonioterapia, devidamente embasada na experiência internacional e também nacional. www.aboz.org.br 




75% dos problemas sexuais são solucionados através da terapia sexual


Mas, afinal porque uma pessoa busca esse tipo de intervenção?

A diferença de necessidade de frequência de relacionamentos sexuais estão entre as maiores causas da busca pelos consultórios de psicologia sexual, mas essa é uma pergunta bem difícil de se responder, pois pessoas diferentes tem necessidades e caminhos diferentes. Os problemas sexuais mais simples, que não envolvam questões de desejo sexual, podem ser superados em 75% dos casos em prazos de 6 a 8 meses (estatística do InPaSex - Instituto Paulista de Sexualidade de São Paulo). Os psicólogos especialistas em terapia de casais e sexualidade Oswaldo M. Rodrigues Jr. e Carla Zeglio, comentam o tema – que para muitos, ainda pode ser um tabu.
A terapia sexual, uma forma de psicoterapia, aconselhada a casais que estejam enfrentando problemas no relacionamento sexual. A psicoterapia é um método científico de tratamento que propicia mudanças de comportamento e de funcionamento dentro dos relacionamentos.
“Há 30 anos eram mais mulheres que procuravam o tratamento, geralmente reclamando que não conseguiam ter orgasmos nos relacionamentos sexuais, sentindo-se prejudicadas por não poder oferecer ao companheiro o que consideravam era necessário. Atualmente, já existe uma quantidade de casais que buscam a compreensão das dificuldades dentro do relacionamento sexual”, dizem os especialistas.
As mulheres têm as mesmas dificuldades que reclamavam há 30 anos, mas estão mais voltadas a buscarem soluções que as satisfaça, com este parceiro ou se não for com esse, seja com outro. Já os homens continuam procurando solucionar dificuldade de desempenho, como ter e manter ereções penianas ou controlar a ejaculação voluntariamente, e que compreendem que o desejo sexual não está sob seu controle e querem desenvolver-se.
A psicoterapia focalizada na sexualidade pode auxiliar casais a se envolverem mais adequadamente, mais profundamente no relacionamento sexual e melhor a qualidade de vida do casal. “Mas, foca em queixas mais corriqueiras, tais como: dificuldades penetração e falta de motivações para o sexo para as mulheres. Os homens queixam-se de não controlarem o momento de ejacular ou de ter e manter o pênis rígido além de terem falta de desejo de sexo”, fala Carla.
A terapia pode ser feita individualmente, mas as sessões com o casal auxiliam de diversas formas. Os especialistas explicam que o aprendizado sexual na psicoterapia não é um aprendizado pedagógico, mas psicológico. Um psicoterapeuta sexual pratica a psicoterapia e ajuda o casal a descobrir novas formas satisfatórias de entrosamento a dois, além do sexual, coital.
Para Oswaldo, apesar de cada processo psicoterápico ser bem diferente um do outro, já que cuida de pessoas bem diferentes, existem algumas repostas simples: “Os relacionamentos produzem os problemas sexuais e não é isso que separa um casal, a não ser que um dois já tenha planejado o caminho da separação e usará isso como justificativa para a separação. Os problemas sexuais sempre podem ser superados e são dos mais fáceis de serem solucionados em psicoterapia e os resultados mais certeiros são o de superação do problema, modificação dos comportamentos que geravam as dificuldades. Afinal, além de evitar o desprazer, esse tipo de terapia ajuda a encontrar prazer e satisfações, esse é o grande objetivo!”, finaliza o especialista.




Carla Zeglio - Experiência em psicoterapia sexual e supervisão clínica com enfoque na sexualidade e faz atendimentos de casais em psicoterapia. Graduada em Psicologia pela Universidade São Judas Tadeu (1995), diretora e psicoterapeuta sexual do INPASEX- co-editora da Revista terapia sexual: Pesquisa e Aspectos Psicossociais. Foi Tesoureira da FLASSES - Federación Latinoamericana De Sociedades De Sexologia Y Educación Sexual (2003 / 2005) e Membro do Comitê de Ética da FLASSES (2007-2011). Coordenadora e Idealizadora do CEPES - Curso de Especialização em Psicoterapia com enfoque na Sexualidade. Organizou e presidiu os encontros Brasileiros de Análise do Comportamento e Terapia Cognitivo-Comportamental com Casais e Família (2012 e 2013).

Oswaldo M. Rodrigues Jr - Psicólogo formado pela UNIMARCO (1984); foi Secretário Geral e Tesoureiro da WAS – World Association for Sexology (2001-2005); Presidente da ABEIS – Associação Brasileira para o Estudo da Inadequação Sexual (2003-2005); dedica-se a tratar de problemas sexuais junto ao InPaSex – Instituto Paulista de Sexualidade – do qual é fundador e diretor. Autor de mais de 100 artigos científicos e mais de 35 livros, dentre eles: Parafilias (Ed. Zagodoni) Terapia da Sexualidade (2 vol., Ed. Zagodoni); editor chefe da Revista Terapia Sexual : clínica, pesquisa e aspectos psicossociais e co-cordenador do CEPES – Curso de Qualificação em Psicoterapia Sexual do Instituto Paulista de Sexualidade..


Enxaqueca pode indicar doenças graves



Dor atinge duas mulheres para cada homem e pode sinalizar graves doenças visuais. Saiba como identificar o risco e prevenir as crises.


Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a dor de cabeça atinge cerca de metade da população global e 30% desta parcela têm enxaqueca. O levantamento também revela que a dor pulsante e unilateral que caracteriza a enxaqueca atinge todas as idades, mas é mais frequente dos 35 aos 45 anos na proporção de duas mulheres para cada homem.

De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier é uma queixa frequente no hospital e precisa de uma avaliação detalhada. 

“Tomar um analgésico por conta própria para aliviar crises de enxaqueca recorrentes pode tornar o desconforto crônico”, afirma. Isso porque, é uma dor multifatorial. Pode estar associada a alterações na visão, na circulação, doenças   neurológicas ou no sistema digestivo. “Nem sempre tem uma única causa. Por isso, após a primeira avaliação oftalmológica o paciente pode ser encaminhado para outra especialidade médica”, comenta.


Como identificar o risco

O oftalmologista salienta que até quando a enxaqueca vem acompanhada de sintomas visuais assustadores como a percepção de pontos escuros, flashes, diminuição do campo visual e perda temporária da visão pode ser apenas um mal passageiro. 
Para saber se a visão está correndo risco, recomenda ocluir um olho com a palma da mão durante a crise e depois o outro. Quando as alterações visuais acontecem em apenas um olho é uma intercorrência conhecida como enxaqueca oftálmica, mal passageiro que dura apenas alguns minutos sem deixar sequelas.

“Se os sintomas atingem os dois olhos simultaneamente indica uma urgência oftalmológica”, ressalta. Isso porque, pode sinalizar arterite, inflamação das paredes internas das artérias temporais que pode levar à cegueira temporária ou definitiva. O diagnóstico da arterite é feito por ultrassom e o tratamento com esteroides que inibem a inflamação das artérias regulando o metabolismo do colesterol, cortisona, progesterona e testosterona.

O especialista ressalta que quando os sintomas da enxaqueca oftálmica acontecem nos dois olhos também podem sinalizar falha na irrigação da retina que leva à retinopatia, ou escavação do nervo óptico, sintoma do glaucoma. Estas doenças, comenta, são importantes causas de cegueira irrecuperável e podem ser tratadas respectivamente com antiangiogênicos e uso contínuo de colírio para manter a pressão interna do olho sob controle.  


Prevenção

 “Mulheres têm o dobro de chance de ter enxaqueca porque tomam anticoncepcional, medicamento que favorece a formação de trombos”, afirma Queiroz Neto. Outro fator que contribui com a maior prevalência da enxaqueca entre elas, comenta, são flutuações dos hormônios sexuais. Independente do sexo, toda pessoa com mais de 35 anos deve fazer periodicamente exames de sangue. “É o primeiro passo, a um custo bastante baixo, para evitar graves doenças nos olhos e a hiperglicemia”, comenta.  Para evitar crises de enxaqueca recomenda:

- Incluir na alimentação banana, aveia, abacate e folhas verde-escuro como a couve e o espinafre por serem ricos em magnésio, substância que evita a contração involuntária dos músculos e outros tecidos.

- Evitar o consumo excessivo de fermentados:  vinho, queijo, iogurte e pães que contêm tiramina e por isso aumentam a chance de crises. 

- Evitar temperos industrializados, embutidos e outras fontes de glutamato monossódico e nitrato, outras duas alavancas da enxaqueca

- Selecionar adoçantes sem aspartame.

- Praticar atividades físicas para aumentar a produção de serotonina.



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