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segunda-feira, 17 de julho de 2017

VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: uma realidade brasileira



A violência obstétrica é um assunto que vem sendo discutido frequentemente, e que há um grande número de ocorrência. Muitas mulheres são vítimas de abusos que podem acontecer desde o pré-natal, em unidades de saúde, passando pela pessoa que fará a triagem e recepção da gestante no hospital, até a equipe médica, quando impõe suas condutas e procedimentos durante o parto. 

Basicamente ela se caracteriza por tratamentos desumanos à gestante durante a gravidez, no momento do parto, que inclui o trabalho de parto, o parto em si e o pós-parto. Segundo o ginecologista e obstetra, Alberto Guimarães, é preciso mudar o conceito do parto, a melhor forma de atendimento com as gestantes é transformar uma equipe multidisciplinar que atenda de forma humanizada para trazer ao mundo aquele bebê tão esperado.

“O trabalho de parto humanizado é aquele em que o evento maior que é de se parir, é realizado pela mulher. A mulher colocada como protagonista deste evento, uma pessoa que tem e teve seu desejo respeitado, teve suas necessidades atendidas. Tais quais, principalmente, a ideia de acompanhante por ela escolhida, um ambiente acolhedor, pouca luz, pouca gente circulando nesse meio, possibilidade dela ingerir alimentos se ela desejar, de caminhar durante o trabalho de parto, de ter uma ajuda, a colaboração da doula com massagens para diminuir o desconforto e dar apoio”, enfatiza Guimarães.


Dados: Segundo pesquisa divulgada pela Fundação Perseu Abramo, em parceria com o SESC, uma em cada quatro mulheres dizem sofrer violência durante a gestação ou o parto. Esse número ainda pode ser pequeno uma vez que muitas vezes essas agressões passam despercebidas pelas grávidas.  


O que caracteriza? Atos como recusa no atendimento, agressões verbais, privação de acompanhante, episiotomia, uso abusivo de medicamentos, a perda da mulher da autonomia do seu corpo e de sua capacidade de decisão e separação da mãe e do bebê, quando saudável, são algumas destas violências. 


Como denunciar? A mulher que identificar a violência obstétrica deve, imediatamente, denunciar. Ela precisa, além de anotar tudo que sofreu, pedir cópias dos prontuários seu e do bebê e buscar ajuda de um advogado para garantir que seus direitos sejam respeitados.





Dr. Alberto Guimarães - Ginecologista e obstetra, defensor dos conceitos de parto humanizado, o médico encabeça a criação do Programa Parto Sem Medo, um novo modelo de assistência à parturiente onde enfatiza que o parto é um evento de máxima feminilidade e a mulher e o bebê devem ser os protagonistas. Formado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis e mestre pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), atualmente exerce o cargo de gerente médico para humanização do parto e nascimento do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, CEJAM, em maternidades municipais de São Paulo para o Programa Parto Seguro à Mãe Paulistana.




Cíume pode ser saudável para o casamento?



Há quem diga que o ciúme é necessário para o casamento, já que é uma maneira de demonstrar preocupação e interesse pelo outro. Por outro lado, pode ser difícil dosar esse sentimento de forma tão equilibrada. Portanto, até que ponto o ciúme é normal e em que momento ele se torna patológico?

Segundo Marina Simas de Lima, psicóloga, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal, o ciúme pode ter significados diferentes para cada pessoa. “Para alguns pode representar falta de confiança, para outros pode representar cuidado um pelo outro. Em alguns casos pode aumentar a libido ou, contrariamente, produzir raiva e afastamento. O mais importante é compreender a relevância dele para a relação, se está baseado em fatos reais e se sua função é positiva, gerando aproximação do casal e reconexão, ou afastamento e destruição”, comenta Marina.



Ciúme patológico é sempre ruim
 
Para Denise Miranda de Figueiredo, psicóloga, terapeuta de casais e cofundadora do Instituto do Casal, quem apresenta o ciúme patológico quer ter absoluto controle sobre o outro. “Há emoções e pensamentos irracionais, assim como comportamentos inaceitáveis. O medo de perder o (a) parceiro (a) é constante, assim como a desconfiança excessiva. Isso tudo gera prejuízos consideráveis em todos os aspectos da vida individual e a dois”, diz Denise.  

Além do desejo de controle total sobre o outro, o ciumento patológico se preocupa com os relacionamentos anteriores, tem pensamentos obsessivos e fica remoendo pensamentos e sentimentos o tempo todo. E o ciúme não vem sozinho: surgem vários sentimentos ao mesmo tempo, como ansiedade, tristeza, raiva, vergonha, culpa e insegurança. O ciumento patológico é uma bomba relógio prestes a explodir e vivencia o amor de uma maneira totalmente distorcida”, explica Denise.  




A origem do ciúme patológico

“Em geral, o ciúme patológico está ligado a uma baixa autoestima, insegurança e até mesmo a experiências de traição de relacionamentos passados. Um estudo publicado em 2013, pelo Instituto Karolinska, da Suécia, mostrou que 30% dos casos de ciúme patológico são genéticos e os demais seriam influenciados por fatores ambientais. De qualquer maneira, quem passa por isso precisa buscar ajuda, porque quando não tratado, o ciúme patológico pode levar a desfechos trágicos”, comentam as terapeutas.


O Instituto do casal ajuda você a Identificar 5 comportamentos que podem representar o ciúme patológico
  1. Controle total: O ciumento patológico controla a roupa, determina quais os lugares que podem ser frequentados, com quem pode falar, etc.
  2. Efeito surpresa: Faz aparições repentinas e inesperadas no trabalho, na faculdade/escola, na academia, etc. A ideia é “pegar” o outro em flagrante.
  3. Acesso irrestrito: Por exigência e insistência, tem acesso a todas as senhas, acessa mensagens, celular, checa e-mails, vê o histórico de ligações, etc.
  4. Afastamento social: Proíbe o (a) parceiro (a) de frequentar lugares sozinho (a) e afasta quem pode ameaçar o relacionamento, como amigos e familiares.
  5. Agressão física e verbal: Em um último estágio, o ciumento patológico pode chegar a agredir (o) parceiro (a), tanto física, como verbalmente.

Quando é hora de procurar ajuda

“Uma boa relação é baseada na confiança, no diálogo franco e na liberdade de expressão. Se você se sente tolhido (a), converse com seu parceiro (a), estabeleça limites e busquem juntos estabelecer a confiança de forma a poder expressar um para o outro o que sentem nos momentos de insegurança e que se sentem ameaçados. Isso já é um bom começo”, finalizam Marina e Denise.






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