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terça-feira, 21 de março de 2017

Crianças Seletivas



A maioria das pessoas tem alguma restrição em sua dieta. Há aqueles que não gostam de espinafre ou de tomate, e também alguns que preferem não comer carne vermelha. É absolutamente normal que cada pessoa não goste particularmente de algum alimento. Porém, para um grupo de pessoas, a restrição da variedade de alimentos é tão forte que causam um impacto negativo em suas vidas.
75% das crianças brasileiras fazem cara feia para vegetais; 46% dos pequenos não comem no café da manhã e 86% elegem os doces como seus alimentos preferidos. Fatores como esses classificam os brasileirinhos avaliados para o time dos picky eaters (comedores seletivos ou pequenos comedores), termo em inglês que se refere não só a pessoas que rejeitam um grupo de alimentos, mas também àquelas que comem muito pouco, que nunca têm fome ou que pulam refeições.  
Embora não existam critérios formais para diagnóstico, e não esteja atualmente incluído no Código Internacional de Doenças, é um distúrbio que se caracteriza pela rejeição a muitos alimentos, ficando a dieta restrita a cerca de 10 tipos de comida, geralmente carboidratos, alimentos ricos em açúcar e os processados. A criança seletiva manifesta a tríade: recusa alimentar, pouco apetite (relatado) e desinteresse pelo alimento. Geralmente há uma grande aversão a frutas, legumes e verduras. Além da restrição alimentar, há uma recusa em experimentar novos alimentos. Os primeiros anos de vida são fundamentais para a construção de hábitos saudáveis a médio e longo prazo. Os pais precisam incentivar os seus filhos dando o exemplo e oferecendo uma boa variedade de alimentos. Quando a criança fala que não gosta do alimento, é aconselhável fazê-lo de outro modo e apresentar cerca de 12 vezes em diferentes momentos, para se concluir que definitivamente, a criança não gosta do que lhe é oferecido.

Quais são as causas desse comportamento?

Os cientistas apontam que há componentes biológicos e psicológicos na etiologia desse transtorno alimentar. Alguns estudos levantam que essas pessoas poderiam ter um paladar muito aguçado, o que provoca essa rejeição a sabores mais fortes; por outro lado, outros estudos mostram que a rejeição a determinados alimentos se dá muito mais por outras vias sensoriais e não pelo gosto, por exemplo, não gostar do cheiro ou da aparência de um alimento. Em relação ao aspecto psicológico, alguns indivíduos podem associar emoções negativas à alguns alimentos, por exemplo, um mal estar físico causado pela comida, como engasgos ou problemas gastrintestinais. As razões desse comportamento são bastante complexas, devido às interações de características familiares e de contextos sociais. Estudo recente sobre o aspecto psicológico da queixa materna "meu filho não come" revela que é impossível apontar por onde começam as dificuldades em termos causais: se nos sentimentos da mãe ou no comportamento da criança.

Quais são os impactos para a saúde da pessoa?

Os impactos se dão em nível físico, psicológico e social. Ao restringir demais a dieta, o paciente pode sofrer deficiência de diversos nutrientes, desencadeando um déficit de crescimento e desenvolvimento. Como a maioria das situações sociais envolve comida (uma festa, um jantar de confraternização, um encontro com amigos), esses eventos se tornam uma fonte de estresse para o indivíduo. Ao evitar a interação social, surge um impacto no campo emocional, deixando a pessoa mais vulnerável a quadros de ansiedade, por exemplo.

Existe tratamento para esse transtorno?
Sim, e começa no consultório médico, quando o pediatra detecta um mal hábito alimentar e encaminha para a nutricionista. Alguns passos que são tomados dentro do consultório nutricional:
Foco na comida: No horário da refeição, nada de distrações. Desligue televisão, tablets e celulares e o foco é exclusivo na aliemntação. Permita que a criança sinta o cheiro do alimento, que toque e tenha uma experiência de descobrimento.
Horário nas refeições: Estipule horários para a alimentação e inclua na rotina da criança. Mesmo não querendo ou não aceitando, repita os rituais de lanche da manhã e lanche da tarde, até ser um hábito e a criança perceber que os adultos não estão cedendo às suas vontades alimentares.
Não substitua alimentos: Se a criança não aceita a refeição, não dê nenhum tipo de alimento para “compensar” o que não foi aceito na alimentação. Nesse quesito, os leites são campeões. Fazendo isso, nunca criaremos novos hábitos alimentares.

As refeições em família devem ser momentos prazerosos, e acontecer de modo regular para que as crianças possam observar outras pessoas consumindo uma variedade de alimentos. É importante que a criança veja a diversidade de opções, cada alimento com suas cores e aromas, para aprender a lidar com suas preferências. Também é fundamental orientar a família e os amigos que o pacientes não está “com frescura”, fazendo isso de propósito; trata-se de uma real dificuldade, e o comedor seletivo precisa se sentir seguro para tentar algo novo, sem a garantia de que vai gostar. Cada caso de seletividade alimentar tem suas peculiaridades, requer orientação individualizada, segundo as características específicas do paciente, da família e do meio. 



Tamara Hamnle - especialista em Nutrição Clínica e Nutrição Funcional. Tamara possui cursos de extensão em Nutrição Materno Infantil e Psicologia Clínica também e fez MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, além de fazer parte do grupo de estudos sobre Metabolismo e Obesidade da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que foi orientado pelo médico Alfredo Halpern.




Menino ou Menina?



Fases da lua e dia da relação sexual podem influenciar na gestação? Sim, diz médico. 

Muitas pessoas questionam se o dia da relação sexual pode interferir na gestação. Por mais incrível que possa parecer, sim, isso é uma verdade e a explicação está nos cromossomos, aquelas sequências do nosso código genético ou DNA, que se agrupam e dão origem a bebês do sexo feminino (XX) ou masculino (XY).

Segundo o ginecologista e obstetra, Domingos Mantelli, o espermatozoide que carrega o cromossomo X é maior, mais pesado e mais resistente e, por isso, também é bem mais lento. Já o espermatozoide que carrega o cromossomo Y é menor, menos resistente e mais rápido. Ou seja, se a relação sexual ocorre no dia da ovulação, isso vai favorecer os espermatozoides mais rápidos, que vão chegar mais brevemente ao óvulo, e a probabilidade de nascer um menino é extremamente alta. No entanto, se a relação sexual acontecer dois dias antes da ovulação, o espermatozoide terá que ficar na vagina aguardando a mulher ovular. Os espermatozoides mais fortes vão sobreviver e uma menina pode começar a ser gerada.

“Existem posições e dietas para se ter um PH mais ácido ou mais alcalino, que também podem influenciar. Mas, todas as técnicas são baseadas no princípio do peso e da resistência do espermatozoide que carrega o cromossomo X ou Y. Se a mulher lançar mão de todas e souber direitinho o dia da ovulação, pode aumentar de 50% para 85% a chance de dar à luz a um menino ou menina”, revela Mantelli.

Outra questão interessante da maternidade é que a lua também pode interferir no parto. Nesse caso, não no sexo, mas na chegada do bebê e na quantidade de líquido amniótico.

“A lua cheia é campeã de rupturas de bolsas amnióticas. É também nessa fase lunar que a mulher se sente mais inchada, já que os líquidos no corpo aumentam. Já na lua minguante, ao contrário, os líquidos diminuem e, no final da gestação, pode haver redução do líquido amniótico. Os abortos espontâneos também são mais frequentes nesse estágio da lua”, ressalta o obstetra.

Um fato curioso é que, durante a gravidez, a mãe poderá sentir mais desconforto na lua em que o bebê foi concebido e será nessa mesma lua que ele vai nascer.





Dr. Domingos Mantelli - ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e possui residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.





IR 2017: Mackenzie terá posto de auxílio gratuito à população



Imposto de Renda Solidário visa ajudar pessoas a preencherem declaração obrigatória


Entre os dias 25 de março até 26 de abril a Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) em parceria com a Receita Federal, oferecerá auxílio gratuito à população no momento de preencher a declaração do Imposto de Renda.

O projeto IR Solidário é aberto à comunidade e oferecerá o serviço entre segunda-feira e sábado no bairro de Higienópolis, na capital paulista. De segunda à sexta-feira o horário de atendimento é das 14h às 17h; e aos sábados das 9h às 16h.

Vale ressaltar que serão atendidas 20 pessoas por dia e, portanto, os interessados deverão agendar o seu horário pelos telefones: 2766-7047 e 2766-7028, exclusivamente às segundas, quartas ou sextas-feiras.

O contribuinte deve comparecer com os seguintes documentos: declaração do período anterior; Informe de rendimentos (inclusive de dependentes se houver); Informe de rendimentos recebidos da previdência social em caso de aposentados; caso seja a primeira declaração, trazer o cartão do CPF, título de eleitor, comprovante de endereço; e um pendrive para salvar os dados enviados. Como forma de contribuição, a UPM pede que o interessado traga dois quilos de alimentos não perecíveis, os quais serão encaminhados para instituições sociais acompanhadas pela universidade.

Com o auxílio de professores e alunos, os contribuintes que não tem acesso à computadores e internet, terão o auxílio no preenchimento do documento e sua declaração será enviada diretamente à Receita Federal.  

A iniciativa conta com professores e alunos voluntários dos cursos de graduação em Ciências Contábeis e Direito, que têm a possibilidade de ampliar a experiência prática nessa área.





SERVIÇO
Data: 25 de março até 26 de abril de 2017
Requisitos: Trazer todos os documentos exigidos pela Receita Federal
Horário: 14h às 17h (de segunda à sexta) 9h às 16h (sábado)
Agendamento: exclusivamente nas segundas, quartas ou sextas-feiras por telefone.
Telefones: 2766-7047 e 2766-7028
Local: Rua da Consolação, 930, Prédio 45, térreo - São Paulo
Requisito: 2 kg de alimentos não perecíveis 





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