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terça-feira, 21 de março de 2017

Proliferação do Aedes aegypti deve ser evitada de forma contínua e permanente


Os desafios que o Brasil enfrenta no combate ao mosquito Aedes agegypti, propagador da dengue, chikungunya, zika virus e febre amarela são constantes nos últimos anos. A mobilização contra o vetor que transmite estas enfermidades segue sendo imprescindível para que elas não se transformem em epidemias e causem um seríssimo problema de saúde pública no país.


Eliminar os criadouros do mosquito, evitando acúmulos de água em pneus, garrafas, potes, latas ou vasos de plantas e tampando caixas d'água e tonéis, é uma atitude que contribui para evitar a proliferação do inseto, necessitando de ampla colaboração da sociedade e não apenas dos agentes de saúde. A população precisa se inserir nesta luta com muita força, já que o Aedes aegypti representa um fator de risco imenso pelo seu grande potencial de transmissão de doenças.

Como se sabe, o mosquito tem hábitos diurnos, picando suas vítimas nas primeiras horas da manhã e no final da tarde, tendo como alvo principal as pernas. Usar repelentes adequados é outra forma de evitar o contágio das doenças que o inseto transmite.

A expansão da capacidade de reprodução e o aumento do número de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti mobiliza organismos de saúde em todo o mundo. Novas formas de controle são pesquisadas e colocadas em prática para evitar a proliferação do mosquito. São iniciativas que ainda necessitam de maior funcionalidade e resposta mais efetivas no controle do inseto. Por isso, a forma mais eficiente de diminuir a reprodução segue sendo a eliminação dos criadouros.

Devido à facilidade de adaptação do Aedes aegypti aos ambientes onde se instala, a vigilância e o combate aos focos do mosquito devem ser permanentes. Sistemas de coleta de lixo mais eficientes e limpeza urbana sistemática e rigorosa também são fatores que podem contribuir para evitar o surgimento de novos focos do inseto. Somente com esforço conjunto de todos será possível diminuir drasticamente os criadouros. Façamos, pois, a nossa parte!



Sandra Knudsen
Médica infectologista - Associada da AMRIGS



10 dicas para evitar o desperdício de água no dia a dia


 
1.   Tome banhos rápidos. Um banho de 15 minutos com registro meio aberto consome cerca de 135 litros de água. Em um mesmo banho de cinco minutos, com o registro fechado ao se ensaboar, você irá apenas 15 litros.

2.   Ao lavar o carro, utilize baldes e não a mangueira. Com essa atitude, você gastará apenas 60 litros de água, contra os 560 litros que seriam gastos com a mangueira, se utilizada por 30 minutos.

3.   Escovar os dentes por cinco minutos, com a torneira aberta pode gerar um gasto de 12 litros de água. Enquanto molhar a escova, fechar a torneira e bochechar com um copo d’água representa um consumo de apenas 0,5 litro.

4.   O tipo de vaso sanitário utilizado na residência também pode influenciar no consumo de água. Um modelo comum, por exemplo, chega a gastar cerca de 14 litros de água. Já os vasos com dispositivo para economizar água, podem reduzir esse consumo para 6 litros de água.

5.   Ainda sobre o vaso sanitário, é possível diminuir o fluxo da caixa de outra forma. Encha uma garrafa plástica limpa com areia ou pedra e coloque dentro da caixa de descarga. Com uma parte do espaço preenchido pela garrafa, a caixa se encherá de forma mais rápida e com menos água.

6.   Coletar água de chuva para serviços diários, como lavar o chão e regar plantas também pode ser uma boa saída na hora de reduzir o consumo de água.

7.   Na hora de lavar louça, organize os objetos que serão lavados. Ensaboe todos e somente depois enxague.

8.   Regar as plantas no horário adequado também é importante. Isso porque, regando antes das 8h ou após às 19h, você ajuda a reduzir o processo de evaporação da água.

9.   Vazamentos na torneira e na descarga são vilões do consumo consciente. No caso da descarga, em que não é tão fácil identificar o vazamento, jogue cinzas na privada. Se as cinzas não ficarem depositadas no fundo do vazo, pode ser que haja um vazamento na válvula.

10.               Utilize redutores de vazões de água em torneiras e chuveiros. Esses dispositivos diminuem o fluxo da água, proporcionando uma economia ainda maior.




52% dos brasileiros acreditam que as águas residuais ameaçam o abastecimento da água potável, aponta pesquisa Ipsos



Brasil, junto com a Colômbia, ocupa penúltimo lugar em ranking dos 24 países que confiam nas práticas atuais dos recursos hídricos residuais

Criado pela ONU, o Dia Mundial da Água é celebrado em 22 de março e este ano, o tema é “Águas Residuais” – que são as que procedem de uso doméstico, comercial ou industrial. Tendo em vista a importância do tema, a Ipsos realizou uma Pesquisa Global, em 24 países e o estudo aponta que 34% dos participantes mundiais confiam no sistema e não acreditam que as águas residuais sejam uma ameaça ao abastecimento de água potável em seu país.

Os mais otimistas sobre as práticas atuais dos recursos hídricos residuais são Hungria (67%), Alemanha (60%) e Grã-Bretanha (52%). Por outro lado, o Brasil está em penúltimo lugar no ranking, empatado com a Colômbia, e a Sérvia na última colocação. Nos dois países, apenas 17% da população confiam que as águas residuais são efetivamente tratadas. Para 52% dos brasileiros, águas residuais podem representar uma ameaça ao abastecimento de água limpa, porque não concordam que elas sejam efetivamente tratadas.
Já quando os entrevistados foram questionados se o crescimento industrial e residencial vai colocar o abastecimento de água limpa em risco daqui 5 a 10 anos, 48% concordam com o pensamento. As nações que mais se preocupam com o impacto do aumento residencial são Colômbia (69%), Sérvia (68%) e Argentina e Chile, empatados na terceira colocação, com 64%. No Brasil, 49% se afligem com este crescimento enquanto 19% não acreditam que o aumento residencial impactará negativamente.

“Cada vez mais, governos e organizações do setor privado estão implementando mudanças com o intuito de alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável indicados pela ONU. Assegurar um tratamento adequado das águas residuais ajudará os países a garantirem a disponibilidade, a gestão sustentável da água e do saneamento para todos. Este estudo mostra que a maioria dos cidadãos mundiais não têm confiança nos atuais sistemas de tratamento de águas residuais e estão preocupados com o impacto do crescimento, visto o risco que ele representa para o abastecimento de água potável no futuro. Especificamente os brasileiros são pessimistas com essa prática, pois historicamente o Brasil é um país relapso com seus recursos hídricos e carente de planejamento urbano, causando sérios impactos na gestão sustentável de seus recursos e comprometendo a qualidade de vida das pessoas”, afirma Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

Realizada entre 17 de fevereiro e 3 de março, a pesquisa aconteceu em 24 países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Sérvia, Suécia e Turquia. Foram entrevistadas 18.070 pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,5%.




Ipsos





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