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domingo, 15 de março de 2026

Skinification: ativos do skincare facial chegam ao corpo e ampliam rotinas de cuidado com a pele

Freepick
CO - Assessoria
Especialista explica até onde cremes, máscaras e tecnologias domésticas conseguem agir na pele corporal

 

O cuidado com a pele deixou de ser exclusivo do rosto. Nos últimos anos, a indústria da beleza passou a investir cada vez mais em produtos voltados para diferentes regiões do corpo, levando princípios do skincare facial para áreas como glúteos, coxas, mãos e pés. A tendência, conhecida como skinification, amplia o conceito de autocuidado e transforma a rotina corporal em um ritual mais elaborado de cuidados com a pele. 

Máscaras para glúteos, cremes firmadores corporais, esfoliantes químicos, escovação corporal a seco e até dispositivos domésticos de radiofrequência passaram a integrar rotinas que antes se limitavam à hidratação básica. A lógica por trás dessa tendência é simples. Se ativos consagrados como ácido hialurônico, retinol e vitamina C são eficazes no rosto, por que não aplicar princípios semelhantes em outras regiões do corpo? 

A indústria cosmética respondeu rapidamente a essa demanda, criando fórmulas direcionadas para diferentes áreas do corpo e ampliando o vocabulário da estética corporal. Termos como redefinição, contorno da pele e melhora da celulite passaram a aparecer em rótulos de produtos que prometem ir além da hidratação tradicional. 

Segundo a dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349), especialista em beleza natural, o primeiro ponto importante é entender que a pele do corpo possui características próprias. A espessura da pele, a presença de glândulas sebáceas e o grau de exposição ao ambiente variam bastante entre as regiões, o que interfere diretamente na absorção dos ativos e nos resultados obtidos. 

“A pele corporal responde de maneira diferente da pele do rosto. Isso significa que alguns ativos funcionam, mas o tipo de resultado que se espera também muda”, explica. 

No caso dos cremes firmadores voltados para glúteos e coxas, por exemplo, a ação costuma estar relacionada principalmente à hidratação intensiva e a estímulos leves na produção de colágeno. Ingredientes como cafeína e centella asiática podem melhorar a circulação local e contribuir para uma aparência mais uniforme da pele. 

“Eles ajudam na textura e na aparência da pele, mas não alteram estruturas profundas responsáveis por quadros mais avançados de flacidez ou celulite”, afirma. 

As chamadas máscaras corporais seguem uma lógica semelhante às máscaras faciais. O objetivo é reforçar a hidratação e proporcionar um efeito imediato de suavização da pele. Já práticas como a escovação corporal a seco promovem uma esfoliação leve e estimulam a circulação superficial, o que pode melhorar momentaneamente o viço e a uniformidade da pele. 

Tecnologias domésticas também passaram a integrar esse novo universo de cuidados. Aparelhos de radiofrequência de uso pessoal funcionam por meio do aquecimento controlado da derme, estimulando a produção de colágeno de forma gradual. Denise ressalta, no entanto, que a potência desses dispositivos costuma ser menor que a de equipamentos utilizados em clínicas especializadas. 

“Existe um estímulo real, mas dentro de limites. Equipamentos profissionais conseguem alcançar camadas mais profundas da pele e produzir resultados mais consistentes”, diz. 

Para a especialista, a principal questão está na expectativa criada em torno desses produtos. “O skincare corporal tem um papel importante na manutenção da pele e na melhora cosmética da textura. Mas alterações estruturais mais profundas exigem protocolos médicos específicos”, explica. 

Nesse cenário, a skinification do corpo representa uma expansão do autocuidado contemporâneo. Hidratar, estimular colágeno e cuidar da qualidade da pele são práticas relevantes dentro da rotina estética. Ao mesmo tempo, compreender os limites de cada ativo é o que diferencia um ritual de beleza consciente de promessas que ultrapassam o que a biologia da pele pode realmente oferecer. 

“Cuidar da pele é um processo contínuo. Quando existe estratégia e acompanhamento adequado, os resultados aparecem de forma natural e progressiva”, conclui.




Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) – dermatologista, especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.


Rinoplastia em jovens exige avaliação criteriosa para evitar arrependimentos, alerta especialista

Caso recente envolvendo participante do BBB 26 levanta debate sobre idade ideal 

 

A revelação feita pelo influenciador Juliano Floss, participante do BBB 26, de que se arrepende de ter feito uma rinoplastia aos 18 anos abre uma discussão importante entre especialistas: qual é a idade ideal para realizar a cirurgia e quais cuidados devem ser tomados antes da decisão, especialmente em pacientes muito jovens?

A rinoplastia está entre as cirurgias plásticas mais realizadas no mundo. Dados da International Society of Aesthetic Plastic Surgery mostram que mais de 1 milhão de procedimentos no nariz são feitos por ano globalmente. No Brasil, a cirurgia também está entre as mais procuradas, principalmente por adolescentes e adultos jovens.

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci, sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial, professor instrutor da Santa Casa de São Paulo e membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial, a idade é um fator decisivo para o resultado e para a satisfação do paciente.

“A rinoplastia pode ser realizada a partir do momento em que o crescimento facial está completo, o que geralmente ocorre por volta dos 15 a 16 anos nas meninas e 17 a 18 anos nos meninos. No entanto, maturidade emocional é tão importante quanto maturidade física. Pacientes muito jovens podem ter expectativas irreais e isso aumenta o risco de arrependimento”, explica.

De acordo com a American Society of Plastic Surgeons, a rinoplastia é um dos procedimentos com maior índice de revisões cirúrgicas, justamente porque o resultado depende de fatores anatômicos, cicatrização e expectativas do paciente. Estudos internacionais indicam que entre 5% e 15% dos pacientes podem desejar algum tipo de correção após a cirurgia.

O Dr. Dolci explica que, em muitos casos, a cirurgia é indicada por motivos funcionais, como desvio de septo ou dificuldade respiratória, mas a associação com mudança estética exige avaliação ainda mais cuidadosa.

“Quando existe indicação funcional, a cirurgia pode trazer grande benefício. O problema acontece quando a decisão é motivada apenas por pressão estética, redes sociais ou comparação com padrões irreais. O paciente jovem ainda está em fase de construção da própria imagem e isso pode levar a insatisfação futura”, afirma.

Outro ponto de atenção é que o nariz continua sofrendo pequenas mudanças ao longo da vida, o que pode alterar a percepção do resultado com o passar dos anos.

Segundo o especialista, a consulta pré-operatória deve incluir avaliação física detalhada, análise psicológica da motivação e conversa franca sobre limites do procedimento.

“A rinoplastia pode melhorar muito a autoestima quando bem indicada. Mas é fundamental que o paciente entenda que não existe cirurgia perfeita e que a decisão deve ser tomada com maturidade, não por impulso”, orienta.

O tema voltou ao debate após o participante do BBB 26 relatar que fez a cirurgia ainda jovem e que hoje não teria tomado a mesma decisão, situação que, segundo especialistas, não é incomum quando o procedimento é realizado sem avaliação completa das expectativas e da fase de desenvolvimento do paciente. 

 

Dr. Eduardo Landini Lutaif Dolci - sócio da Clínica Dolci Otorrinolaringologia e Cirurgia Estética Facial (rinoplastia), em São Paulo; Professor Instrutor de Ensino do Departamento de Otorrinolaringologia da Santa Casa de São Paulo; Membro titular da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial; Membro eleito da Comissão de Residência e Treinamento da Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial; Membro titular da Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face.


Pernas mais fortes em casa: 5 exercícios que ajudam a fortalecer a região inferior

Crédito: Márcio Felicio
Educadora física explica como fortalecer os músculos da região inferior do corpo com exercícios simples

 

Criar uma rotina de atividade física não exige necessariamente academia ou equipamentos sofisticados. Movimentos realizados com o peso do próprio corpo ou com o apoio de itens simples do cotidiano podem estimular diferentes grupos musculares, melhorar a resistência e contribuir para o desenvolvimento da força. O número de brasileiros que praticam atividades físicas no tempo livre bateu recorde em 2023. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, 40,6% da população atingiram o nível recomendado de exercícios naquele ano. Mesmo com esse avanço, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quais atividades podem ajudar a fortalecer a musculatura da parte inferior do corpo.

Segundo Flávia Cristófaro, educadora física formada pela USP e fundadora do Elah App, plataforma de treinos femininos, incluir exercícios voltados aos membros inferiores na rotina ajuda a ativar alguns dos maiores grupos musculares do organismo, contribuindo para o ganho de força e melhora do condicionamento físico. “Quando estimulamos quadríceps, glúteos e posteriores de coxa com regularidade, o corpo ganha mais estabilidade e eficiência nas atividades do dia a dia”, explica.

A seguir, a educadora física indica cinco exercícios frequentemente recomendados em rotinas voltadas ao fortalecimento da parte inferior do corpo.


  1. Aposte no agachamento para fortalecer pernas e glúteos

Entre os movimentos mais conhecidos para trabalhar a região inferior do corpo, o agachamento aparece com frequência em programas de treinamento por estimular principalmente quadríceps e glúteos, além de envolver músculos estabilizadores do core. “É um exercício bastante completo para membros inferiores, porque ativa grandes grupos musculares e contribui para o desenvolvimento da força e da estabilidade corporal”, explica Flávia.


  1. Inclua o afundo para trabalhar força e equilíbrio

O afundo também costuma ser recomendado em treinos voltados aos membros inferiores, especialmente por estimular quadríceps e glúteos. “Por trabalhar cada perna de forma independente, esse movimento ajuda a desenvolver força de maneira mais equilibrada entre os lados do corpo”, afirma a especialista.


  1. Experimente o búlgaro para intensificar o estímulo muscular

Variação do afundo, o exercício costuma aparecer em programas de treinamento que buscam aumentar a intensidade do trabalho nas pernas e nos glúteos. “Como o esforço fica concentrado em uma única perna, o movimento exige mais controle corporal e gera um estímulo muscular mais intenso”, destaca.


  1. O sumô ajuda a ativar a parte interna das coxas

Caracterizado pela posição mais aberta das pernas, o agachamento sumô amplia o recrutamento da musculatura interna das coxas, além de continuar ativando glúteos e quadríceps. “Essa variação permite estimular regiões que nem sempre recebem tanta atenção em outros movimentos”, explica.


  1. Não esqueça da elevação de panturrilha 

É frequentemente incluída em rotinas voltadas ao fortalecimento da parte inferior das pernas. “As panturrilhas participam diretamente de movimentos como caminhar, correr e subir escadas. Por isso, trabalhar essa região contribui para melhorar a resistência muscular e a estabilidade”, conclui Flávia.

   

Elah App

 

Chegada do outono incentiva protocolos de hidratação e ‘recuperação da pele’ nos consultórios, aponta especialista

 Para a biomédica esteta Jéssica Magalhães, com mais de dez anos à frente dos cuidados com a pele, a mudança das estações traz ajustes nos protocolos estéticos, acompanhando a maior procura por tratamentos que hidratam e reparam os danos cutâneos.

 

Após uma temporada intensa de festas e o aumento das temperaturas no hemisfério sul, os brasileiros retornam às rotinas de ‘skincare’ para rejuvenescer e “recuperar a saúde” da pele, prejudicada em meio à exposição na alta temporada. A aproximação do outono, no dia 20 de março, deve aliviar o impacto solar intenso e impulsionar a procura por tratamentos que renovam, hidratam e recuperam a pele.  

Esse movimento é visto pela biomédica esteta Jéssica Magalhães, que assina mais de dez anos à frente dos ‘cuidados com a pele’. Logo após o encerramento do verão, a especialista observa um movimento crescente dos pacientes em busca de recuperar a saúde da pele e reparar os danos causados pelo sol, calor e excesso de exposição durante a estação. 

“Após o verão, é comum observarmos uma pele mais sensibilizada, com sinais de desidratação, alteração de textura e aumento de manchas, resultado da combinação entre radiação solar intensa, uso prolongado de maquiagem e maior produção de suor. Nesse período, o foco dos tratamentos passa a ser a recuperação da qualidade cutânea, com protocolos que estimulam a regeneração da pele, reforçam a barreira da derme e devolvem hidratação e luminosidade de forma progressiva”, comenta. 

Nesse processo, Jéssica explica que os cuidados diários em casa são fundamentais para manter a saúde da pele, embora os procedimentos realizados em consultório acelerem a recuperação e potencializem os resultados. “A rotina de skincare cria a base necessária, protegendo e hidratando a pele, enquanto os tratamentos estéticos atuam de forma mais intensa, promovendo renovação celular, estímulo de colágeno e melhora da textura em menos tempo”, afirma. 

Para quem prefere focar nas rotinas em casa, a especialista orienta o uso de ativos específicos que restauram a barreira cutânea e retêm água na pele, como ácido hialurônico, pantenol, niacinamida e ceramidas. “Esses componentes ajudam a reduzir a sensibilidade, melhorar o viço e recuperar a maciez da pele após períodos de maior agressão”, aconselha.  

Quando a escolha é investir nos tratamentos em consultório, Jéssica recomenda os peelings químicos, que promovem renovação celular e uniformização do tom e da textura; e a aplicação de bioestimuladores de colágeno, que estimulam a regeneração das estruturas cutâneas, devolvendo firmeza, hidratação profunda e luminosidade. “Esses tratamentos aceleram o processo de recuperação e potencializam os resultados obtidos em casa, permitindo que a pele se restabeleça de forma mais rápida e eficaz”, explica. 

“O outono é um período estratégico para a recuperação da pele, porque a exposição solar já diminuiu e o clima ainda permite hidratação adequada, sem estresses extremos como calor intenso ou frio seco. Com a combinação de rotinas diárias bem estruturadas e tratamentos estéticos, conseguimos restaurar a saúde cutânea, equilibrar a hidratação e reforçar a barreira da pele, preparando a pele de forma segura e eficaz para as próximas estações”, conclui. 


Seu cabelo fica mais bonito quando tá sujo? Especialista explica!

Segundo a hair stylist e empreendedora Géssica Cristina Schuab, que atua há mais de 20 anos no setor de beleza, essa percepção popular tem fundamento, mas precisa ser entendida com cuidado 

 

“Meu cabelo só fica bonito quando está sujo.” Você já ouviu — ou até falou — essa frase? Apesar de parecer contraditória, a percepção é mais comum do que se imagina: muitas pessoas relatam que os fios ficam mais alinhados, com menos frizz e mais fáceis de arrumar no segundo ou terceiro dia após a lavagem. 

Mas afinal, por que isso acontece? A explicação para essa percepção está na forma como o couro cabeludo funciona. Esse efeito acontece devido à forma como o couro cabeludo distribui sua oleosidade natural. O sebo produzido pelas glândulas sebáceas atua como uma camada protetora, ajudando a reduzir o frizz e deixando o cabelo mais maleável. A frequência ideal de lavagem varia conforme o tipo de couro cabeludo, mas para muitas pessoas ela costuma acontecer entre duas e três vezes por semana, justamente porque a oleosidade natural ajuda a manter o equilíbrio dos fios. 

O cuidado com os cabelos, inevitavelmente, faz parte da rotina de milhões de brasileiros — e o país se destaca mundialmente nesse setor. Segundo a Euromonitor International, o Brasil ocupa a quarta posição entre os maiores mercados de beleza e cuidados pessoais do mundo, além de estar entre os principais consumidores de produtos capilares. 

Segundo a hair stylist e empreendedora Géssica Cristina Schuab, que atua há mais de 20 anos no setor de beleza, essa percepção popular tem fundamento, mas precisa ser entendida com cuidado. “No primeiro dia após a lavagem, o cabelo ainda pode estar muito leve e ‘solto’, principalmente para quem tem fios finos ou muito lisos. Já no segundo ou terceiro dia, a oleosidade natural começa a se distribuir pelo comprimento, dando mais peso e alinhamento, o que faz o cabelo parecer mais bonito”, explica Géssica. 

Isso não significa, porém, que deixar o cabelo “sujo” seja o segredo para fios mais saudáveis. Na verdade, o equilíbrio é o ponto mais importante. A frequência ideal depende de fatores como tipo de cabelo, produção de oleosidade, rotina e até clima. 

“A oleosidade natural é importante para proteger o fio, mas quando o couro cabeludo fica muito tempo sem limpeza pode acumular resíduos, suor e poluição. O ideal é encontrar uma rotina de lavagem adequada ao seu tipo de cabelo para manter os fios bonitos e o couro cabeludo saudável”, orienta a especialista. 

Outro ponto que influencia nessa percepção é o uso de produtos finalizadores. Cremes, óleos e sprays podem ajudar a replicar o efeito de alinhamento que muitas pessoas percebem nos dias seguintes à lavagem, sem precisar esperar o cabelo “ficar sujo”. 

No fim das contas, a famosa frase tem um fundo de verdade: o cabelo pode parecer mais bonito alguns dias depois de lavado, mas isso acontece pela ação da oleosidade natural, e não porque a sujeira faz bem aos fios. O segredo está em entender o comportamento do próprio cabelo e adaptar a rotina de cuidados para manter saúde, brilho e movimento.

 

A vez dos curtos: como manter fios hidratados e definidos mesmo com pouco comprimento

Especialista ensina a prevenir a perda rápida na forma e evitar aumento da oleosidade no couro cabeludo 

 

Eles aparecem nas passarelas, dominam editoriais de beleza e se multiplicam nas redes sociais: os cabelos curtos atravessam uma fase de protagonismo. Do pixie ultracurto ao bob geométrico, os cortes ganharam novas leituras nas últimas temporadas das semanas de moda, revelando uma estética que valoriza leveza e liberdade de movimento.

A decisão de encurtar os fios, porém, muda também a forma de cuidar do cabelo no dia a dia. “Quando o cabelo é curto, a estrutura do corte fica muito mais evidente. Qualquer alteração na textura, na hidratação ou no brilho aparece rapidamente”, explica Marina Groke, diretora da Escova Express, rede especializada em escovarias e tratamentos capilares. Segundo a profissional, manter a saúde dos fios é fundamental para que o corte preserve sua forma e o acabamento continue impecável.

A pluralidade de texturas amplia ainda mais as possibilidades desse visual: lisos ganham movimento com cortes geométricos, ondulados valorizam o efeito natural das ondas, enquanto cachos e crespos criam volumes que destacam a definição. Nesse contexto, alinhar técnica de corte, rotina de tratamento e finalização adequada se torna parte essencial para que o resultado funcione de forma harmônica.

Outro ponto que costuma surpreender quem adota o curto envolve a dinâmica dos fios ao longo do dia. A proximidade com o couro cabeludo favorece o aumento da oleosidade, enquanto a estrutura do corte tende a perder definição com mais rapidez. “O segredo está em nutrir sem pesar. Os produtos certos ajudam a manter os fios alinhados, com brilho e movimento, sem comprometer a leveza do corte”, observa Marina.

A boa notícia é que pequenos ajustes na rotina já fazem diferença, e começam por mudanças básicas no cronograma capilar diário. Confira algumas sugeridas pela especialista.

 

Nutrição na medida certa

Em cabelos curtos, menos produto costuma significar mais resultado. A hidratação continua indispensável, mas fórmulas muito densas comprometem o movimento natural do corte. Para tal, os óleos capilares entram como aliados nesse equilíbrio. “Um bom óleo capilar é formulado com ingredientes como óleo de abacate, óleo de coco, óleo de argan e vitamina E, que apresentam alta capacidade de nutrir e proteger os fios”, explica Marina. Esses ativos atuam em conjunto: enquanto alguns penetram nas camadas mais profundas da fibra capilar, outros ajudam a selar as cutículas e preservar o brilho.

 

Aplicação no comprimento

A aplicação do produto também merece atenção especial. Como o comprimento é reduzido, uma pequena quantidade de produto já costuma ser suficiente para controlar o frizz e devolver maciez. No caso do óleo, por exemplo, distribuí-lo apenas no comprimento e nas pontas ajuda a manter a leveza do visual e evita o acúmulo de produto próximo à raiz, o que contribui para manter o couro cabeludo equilibrado ao longo do dia.

 

Proteção antes do calor

Os secadores e modeladores aparecem com frequência na finalização de cortes curtos, responsáveis por dar direção e textura aos fios. Sem proteção adequada, o calor constante favorece o ressecamento e a perda de definição.

Marina destaca que óleos nutritivos e protetores térmicos funcionam como uma barreira protetora essencial nesse processo. “O óleo de coco, por exemplo, ajuda a preservar a umidade natural da fibra capilar, funcionando como um escudo contra o calor excessivo”, afirma.

 

Reparação após processos químicos

Colorações, descolorações e alisamentos alteram a estrutura capilar e exigem cuidados específicos, principalmente em cabelos curtos, nos quais os danos se tornam mais visíveis.

A presença de ativos regeneradores auxilia na recuperação da fibra. De acordo com Marina, o óleo de abacate se destaca por suas propriedades nutritivas, sendo uma boa solução quando há mudanças com química nos fios. Em suas palavras, ele contribui para reconstruir áreas fragilizadas e devolver resistência aos fios.

 

Atenção ao couro cabeludo

Manter o couro cabeludo saudável também influencia diretamente o aspecto dos cabelos curtos. Como a raiz fica mais aparente, qualquer alteração na oleosidade ou na saúde da pele tende a se tornar perceptível com rapidez.

Uma leve massagem com óleos específicos para o tipo de fio ajuda a estimular a circulação e a equilibrar a produção sebácea. Marina reforça que esse cuidado impacta a aparência geral do cabelo: “Quando o couro cabeludo está equilibrado, os fios crescem mais fortes e o corte se mantém bonito por mais tempo”.

  

 Escova Express

 

Após caso de risco de Maíra Cardi, especialista explica como eliminar o bigode chinês da maneira correta

Influenciadora revelou que busca retirar material definitivo do rosto após risco de necrose. Especialista alerta para riscos do PMMA e explica o que deve ser usado para suavizar dobra na pele do rosto

 

A influenciadora Maíra Cardi voltou a chamar atenção nas redes sociais ao revelar esta semana que pretende passar por uma cirurgia para remover um procedimento realizado anteriormente no rosto. Segundo relatos da influenciadora, a empresária estaria lidando com complicações associadas ao uso de PMMA, substância plástica não absorvível pelo organismo e que pode apresentar complicações irreversíveis, exigindo em alguns casos intervenção cirúrgica para tentativa de retirada do produto. 

A influenciadora teria recorrido ao procedimento para corrigir um caso clássico da estética facial: o chamado “bigode chinês”. O nome popular está associado ao sulco nasogeniano, dobra que se forma entre o nariz e o canto da boca. A formação desse sulco é uma queixa comum durante o envelhecimento, mas especialistas alertam que a escolha do método de tratamento é decisiva para evitar complicações. 

De acordo com a Dra. Carine Amaral, especialista em harmonização orofacial e sócio-fundadora da Espaço Facial, o caso evidencia os riscos do uso de substâncias permanentes na face. 

“Materiais definitivos como o PMMA podem gerar complicações tardias e difíceis de tratar. Em alguns casos, a única alternativa passa a ser uma cirurgia para retirada do produto, o que envolve riscos e nem sempre permite remover totalmente o material, já que ele pode se infiltrar entre os tecidos”, explica a Dra. Carine. 

A especialista ressalta que o sulco nasogeniano costuma surgir principalmente pela perda de colágeno, elastina e sustentação da face ao longo do envelhecimento. Com o tempo, ocorre também redução do suporte das estruturas do terço médio do rosto, favorecendo o aprofundamento dessas dobras. 

Além do envelhecimento natural, fatores como exposição solar excessiva, tabagismo e oscilações de peso também podem intensificar essas marcas. Por isso, a abordagem mais moderna para tratar o chamado bigode chinês não se concentra apenas no sulco em si, mas na sustentação da face e na qualidade da pele. 

“Hoje entendemos que, em muitos casos, o ideal não é tratar apenas o sulco diretamente. O envelhecimento facial envolve perda de sustentação e qualidade da pele. Ao reposicionar estruturas que perderam suporte e estimular a produção de colágeno, conseguimos suavizar a dobra de forma mais natural”, afirma a Dra. Carine.
 

Tratamentos simples e pouco invasivos  

Entre as opções utilizadas para suavizar o sulco está o preenchimento com ácido hialurônico, substância absorvível pelo organismo amplamente utilizada na harmonização facial. O procedimento pode ajudar a reposicionar volumes e melhorar temporariamente a aparência da dobra, com resultados que podem durar, em média, de 12 a 18 meses. 

No entanto, segundo a especialista, atualmente também se dá grande importância aos bioestimuladores de colágeno, que estimulam a produção natural da proteína responsável pela firmeza da pele e ajudam a melhorar a sustentação da face de forma mais global. 

Outras tecnologias também podem contribuir para a melhora do aspecto do sulco nasogeniano, como fios de sustentação, ultrassom microfocado e lasers, técnicas voltadas para melhorar a qualidade e a firmeza da pele. 

Em alguns casos, a aplicação de toxina botulínica também pode complementar o tratamento ao reduzir a ação de músculos que puxam o canto da boca para baixo, suavizando a aparência das linhas de expressão.

Para a especialista, o episódio envolvendo Maíra Cardi reforça a importância de optar por procedimentos reversíveis e realizados por profissionais habilitados. 

“O grande objetivo da estética facial hoje é preservar a naturalidade e tratar o envelhecimento de forma segura e progressiva. Quando utilizamos materiais absorvíveis e estimulamos a qualidade da pele, conseguimos resultados eficazes sem comprometer a saúde do paciente”, conclui a Dra. Carine Amaral.


Prótese de silicone atrás ou na frente do músculo? Entenda as diferenças e como os médicos escolhem a melhor técnica

Cirurgião plástico explica como fatores anatômicos, estilo de vida e objetivo estético influenciam a posição do implante mamário

 

Uma das dúvidas mais comuns entre mulheres que pensam em colocar próteses de silicone é aparentemente simples, mas envolve decisões cirúrgicas complexas: afinal, é melhor colocar o implante na frente ou atrás do músculo? 

A resposta, segundo especialistas, não é única. A escolha da posição da prótese depende de diversos fatores individuais, como a quantidade de tecido mamário da paciente, qualidade da pele, prática de atividade física e o resultado estético desejado. 

Para o cirurgião plástico Dr. Luiz Anizio Wanna, entender essa diferença é fundamental para alinhar expectativas e garantir segurança. 

“Não existe uma posição universalmente melhor. Existe a posição mais adequada para cada paciente. O planejamento da cirurgia precisa respeitar a anatomia, o biotipo e o estilo de vida de quem vai receber a prótese”, explica.

 

Quando a prótese fica na frente do músculo

A colocação do implante na frente do músculo peitoral, conhecida tecnicamente como plano subglandular, foi durante muitos anos a técnica mais utilizada. 

Nesse método, a prótese é posicionada logo abaixo da glândula mamária e acima do músculo peitoral. 

Entre as principais características dessa abordagem estão:

  • recuperação geralmente mais rápida
  • menor dor no pós-operatório
  • ausência de movimento da prótese durante a contração muscular 

Essa técnica costuma ser indicada para pacientes que já possuem boa quantidade de tecido mamário e pele mais espessa, o que ajuda a cobrir melhor o implante. 

“Quando a paciente tem uma boa cobertura de tecido natural, a prótese na frente do músculo pode oferecer um resultado muito bonito e natural”, explica o Dr. Wanna. 

Por outro lado, em pacientes muito magras ou com pouca glândula mamária, a prótese pode ficar mais aparente, aumentando o risco de visibilidade das bordas do implante. 

 

Quando a prótese é colocada atrás do músculo

Outra possibilidade é posicionar o implante atrás do músculo peitoral, técnica chamada de plano submuscular. Nesse caso, parte da prótese fica protegida pelo músculo, criando uma camada adicional de cobertura. 

Essa abordagem costuma ser indicada principalmente para pacientes que:

  • possuem pouca glândula mamária
  • têm pele mais fina
  • são muito magras
  • desejam um contorno mais discreto 

“O músculo funciona como uma camada extra de proteção para o implante. Isso pode melhorar o acabamento em pacientes com pouco tecido mamário”, explica o especialista. Além disso, alguns estudos indicam que essa posição pode reduzir a incidência de contratura capsular em determinados casos.

 

A técnica mais usada hoje: o plano híbrido

Nos últimos anos, uma terceira abordagem passou a ser amplamente utilizada: o chamado dual plane ou plano híbrido.

Nesse método, a prótese fica parcialmente atrás do músculo e parcialmente atrás da glândula mamária. Essa combinação permite unir vantagens das duas técnicas, oferecendo maior naturalidade no colo e melhor posicionamento do implante. 

O dual plane é hoje uma das técnicas mais utilizadas porque permite adaptar a cirurgia à anatomia da paciente. Ele oferece um equilíbrio entre cobertura, naturalidade e estabilidade da prótese.

 

Estilo de vida também influencia na escolha

Além da anatomia, o estilo de vida da paciente também pode influenciar a decisão. 

Mulheres que praticam atividades físicas intensas, especialmente musculação ou esportes que exigem grande uso do peitoral, podem perceber movimento da prótese quando ela está posicionada atrás do músculo. 

Por outro lado, em pacientes com pouco tecido mamário, colocar a prótese apenas na frente pode comprometer o resultado estético.

Por isso, a decisão final deve sempre ser tomada após avaliação médica detalhada. “Cada paciente tem uma estrutura corporal única. A cirurgia plástica moderna não trabalha mais com receitas prontas, mas com planejamento individualizado”, afirma o cirurgião. 

Embora a escolha do plano seja relevante, especialistas ressaltam que o sucesso da cirurgia depende de um conjunto de fatores. 

Entre eles estão:

  • avaliação pré-operatória cuidadosa
  • escolha adequada do tamanho da prótese
  • técnica cirúrgica precisa
  • acompanhamento pós-operatório 

Quando esses elementos são bem conduzidos, as chances de um resultado natural e duradouro aumentam significativamente.

“O mais importante não é apenas onde a prótese é colocada, mas como toda a cirurgia é planejada. A escolha do plano é apenas uma das decisões dentro de um processo maior”, conclui o Dr. Luiz Wanna. 



Dr. Luiz Anizio Wanna - CRM - 74.219 - Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, sócio fundador do Instituto Wanna, formado na Faculdade de Medicina de Vassouras (RJ). Possui Curso de Emergência Cirúrgica e de Médico Perito Examinador de Trânsito. Atuação em hospitais como: Stella Maris de Guarulhos (SP), Instituto de Pesquisa Médico Científica de São Bernardo do Campo (SP), Hospital Regional Dr. Vivaldo Martins Simões – Osasco (SP) e outros, além de participar de cursos e simpósios nacionais e internacionais.


Brasil figura entre os três maiores mercados de estética do mundo: odontologia acompanha demanda com tendência do sorriso natural

Envato
Especialista compartilha procedimentos personalizados e minimamente invasivos que evitam resultados artificiais e redefinem o conceito de beleza dental 

 

Depois de anos marcados por padrões rígidos e sorrisos excessivamente brancos, a odontologia estética vive uma virada de chave, impulsionada também pelo crescimento do mercado. Segundo o Boston Consulting Group (BCG), os procedimentos estéticos devem alcançar 50 milhões de consumidores no Brasil. Globalmente, o setor deve crescer cerca de 6% ao ano até 2028, chegando a 460 milhões de potenciais consumidores. O Brasil já é o terceiro maior mercado de estética do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China, com forte demanda também na odontologia.

Ainda, de acordo com um relatório da Grand View Research, o segmento de procedimentos estéticos não invasivos dominou o mercado de beleza e estética e representou 54,7% do faturamento anual em 2022. Também é esperado que esse segmento continue crescendo mais do que o de procedimentos invasivos, chegando a um índice de crescimento de 15,4% anualmente até 2030, segundo o estudo, mostrando que o comportamento dos pacientes mudou. “Se antes o objetivo era alcançar um sorriso padrão, hoje a busca por resultados mais naturais e personalizados, que respeitem identidade, formato do rosto e expressão facial, cresceu. Com isso, o excesso de branco perde espaço para clareamentos mais sutis e tratamentos que priorizam harmonia e autenticidade”, explica a dentista especialista em Ortodontia da ClearCorrect, Ana Alvoledo.


Mínima intervenção e avanço tecnológico

A preservação da estrutura dentária tornou-se outro pilar dessa nova fase, priorizando técnicas minimamente invasivas, como lentes ultrafinas e ajustes ortodônticos precisos, aumentando a previsibilidade de resultados estéticos com menor desgaste e maior longevidade. “A tecnologia tem papel decisivo nesse avanço. Scanners intraorais 3D e softwares de planejamento digital permitem que cada detalhe do sorriso seja estudado antes do início do tratamento. Plataformas digitais integradas, com apoio da inteligência artificial, possibilitam personalizações cada vez mais precisas, contribuindo para maior previsibilidade clínica e resultados mais alinhados às expectativas do paciente”, ressalta a especialista.

O planejamento digital contribui para trazer mais segurança, previsibilidade e precisão, podendo reduzir retrabalhos. Mesmo os procedimentos já consagrados, como as lentes de contato dental, ganham nova abordagem. Os materiais evoluíram para versões ainda mais finas, resistentes e com propriedades ópticas que reproduzem textura, cor e translucidez naturais. O objetivo agora é a imperceptibilidade: um sorriso harmônico, que não “denuncie” a intervenção estética.

O clareamento dental segue entre os procedimentos mais procurados, mas deve ser realizado com acompanhamento profissional — seja em consultório, em casa sob supervisão ou de forma combinada. O uso de produtos não recomendados e sem orientação pode ser prejudicial.

Nos tratamentos ortodônticos, os alinhadores transparentes seguem essa lógica. “Soluções como a ClearCorrect permitem movimentos graduais e personalizados, respeitando a anatomia e a saúde gengival, além de oferecer mais conforto e discrição ao longo do processo, fator importante principalmente para pacientes adultos”, complementa Ana Alvoledo. Discretos, eles alinham os dentes sem bráquetes e fios metálicos, além de facilitar a manutenção da higiene bucal.

Na implantodontia, sistemas cerâmicos de alta translucidez, como o Zi – Neodent® Ceramic Implant System, oferecem resultados mais naturais, especialmente em áreas estéticas do sorriso, como os dentes da frente, unindo função e harmonia.

Assim, a estética deixa de ser um fim isolado e passa a ser consequência da saúde bucal. A tendência é clara: personalização, mínima intervenção e tecnologia continuarão em alta, enquanto exageros ficam no passado. O sorriso ideal é aquele que se integra de forma natural ao rosto e à vida de cada paciente.

 

ClearCorrect
www.clearcorrect.com.br.

Neodent


Como trazer brasilidade para dentro de casa: especialista reúne 7 dicas de decoração

Materiais naturais, artesanato e memória afetiva estão entre os caminhos apontados por Adeilton Silva, do perfil Pense e Decore, para inserir referências brasileiras na decoração 

 

A busca por ambientes com mais identidade tem levado cada vez mais pessoas a incorporar referências culturais brasileiras na decoração. Ainda assim, quando o assunto é brasilidade nos interiores, é comum que o conceito seja associado apenas a símbolos diretos ou elementos caricatos. 

Adeilton Silva, designer de interiores e criador de conteúdo no perfil Pense e Decore - que há 10 anos reúne mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais com conteúdos sobre decoração, design e lifestyle - afirma que a presença da identidade brasileira nos interiores costuma aparecer de forma mais sutil. Segundo ele, materiais, artesanato, memória e referências da natureza já carregam essa relação com o território sem que seja necessário recorrer a representações literais. 

“A brasilidade na decoração muitas vezes aparece na escolha dos materiais. Madeira natural, palhinha, fibras, cerâmica artesanal e pedras brasileiras carregam história e território. Quando esses elementos entram no ambiente, eles já trazem essa identidade sem precisar de uma referência explícita”, explica Adeilton. 

O influenciador também aponta que o artesanato ganha outra leitura quando integrado a ambientes contemporâneos. “Quando ele aparece combinado com mobiliário de linhas mais limpas, deixa de ser visto como algo folclórico e passa a ter um papel de design”, afirma. 

Outro ponto destacado por Adeilton é a presença de memória na forma como os brasileiros constroem seus espaços. A mistura entre peças novas e objetos que carregam história, como móveis herdados ou itens feitos à mão, ajuda a construir ambientes que refletem essa forma de morar. 

O influenciador compartilha sete práticas para trazer referências brasileiras para dentro de casa.

  1. Valorize materiais naturais
    Apostar em madeira, palhinha, fibras vegetais, cerâmica e pedras brasileiras ajuda a criar uma base estética conectada com o território e com a tradição do design nacional.
     
  2. Inclua peças de artesanato e valorize artistas locais
    Cestarias, cerâmicas, esculturas ou objetos feitos por artesãos e artistas brasileiros ajudam a trazer identidade cultural para o ambiente, além de valorizar a produção local.
     
  3. Traga referências culturais e folclóricas para a decoração
    Elementos inspirados em festas populares, bordados tradicionais, peças de cerâmica regional ou objetos ligados à cultura popular podem aparecer de forma pontual na decoração, trazendo narrativa e identidade ao espaço.
     
  4. Use plantas brasileiras na composição dos ambientes
    Espécies como costela-de-adão, jiboia, palmeiras e samambaias são muito presentes nos interiores brasileiros e ajudam a reforçar a conexão com a natureza.
     
  5. Misture peças novas com objetos que têm história
    Móveis herdados, louças antigas ou objetos feitos à mão ajudam a trazer memória e personalidade para o ambiente, algo muito presente na forma brasileira de morar.
     
  6. Busque inspiração nas paisagens brasileiras
    Em vez de recorrer a cores literais da bandeira, observe as tonalidades presentes na natureza do país: os tons terrosos e arenosos, os verdes da vegetação e as texturas naturais de pedra, barro e madeira. Essas referências ajudam a construir uma paleta mais sofisticada e conectada com o território brasileiro.
     
  7. Valorize elementos da arquitetura brasileira
    Recursos como cobogós, muxarabis, brises, varandas amplas e o uso de ventilação e iluminação natural fazem parte da tradição arquitetônica do país e podem aparecer também na decoração e no desenho dos interiores.
     


Adeilton Silva - Designer de interiores formado e natural do Rio de Janeiro, Adeilton Silva é criador do projeto Pense e Decore, plataforma digital dedicada a conteúdos sobre decoração, organização de espaços e estilo de morar. Criado há 10 anos, o projeto reúne hoje mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais. Em seus conteúdos, Adeilton compartilha soluções práticas de interiores com olhar voltado à identidade brasileira, sustentabilidade e à adaptação do design à realidade cotidiana.
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Verão sem riscos: 5 erros comuns que transformam sua casa em um criadouro de bactérias

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A Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) aponta as falhas mais frequentes na limpeza durante as altas temperaturas e orienta como proteger a casa com práticas profissionais. 

 

O verão brasileiro combina dois fatores que exigem atenção redobrada dentro de casa: calor intenso e altos índices de umidade, potencializados por chuvas rápidas e frequentes. Embora seja a estação preferida de muitos, esse cenário cria condições ideais para a proliferação de microrganismos que comprometem tanto a saúde da família quanto a conservação dos ambientes. 

Manter a casa limpa nessa época vai muito além da estética. Trata-se de uma medida preventiva contra ácaros, fungos e bactérias, associados a crises alérgicas, problemas respiratórios e deterioração de superfícies. Para ajudar os consumidores a atravessarem a estação com mais segurança, a Abralimp elenca cinco erros comuns na rotina de limpeza e orienta como evitá-los.

1. Ar-condicionado: o vilão silencioso da saúde

Não adianta a casa estar perfumada se o ar está contaminado. No verão, o uso intensivo do ar-condicionado favorece o acúmulo de poeira, fungos e bactérias nos filtros, que são redistribuídos pelo ambiente.
Orientação: a limpeza básica pode ser feita pelo morador, mas a higienização profunda deve ser realizada por profissionais qualificados, garantindo a qualidade do ar e a prevenção de doenças respiratórias.


2. Estofados: atenção à “sujeira invisível”

Suor e umidade penetram nas fibras de sofás, poltronas e colchões, criando um ambiente ideal para ácaros e microrganismos. A higienização de estofados no verão não é apenas estética. É uma questão de saúde.
Orientação: priorize métodos profissionais que removam a sujeira profunda sem danificar o tecido ou comprometer a durabilidade do material.
 

3. Vidros: transparência exige técnica

A incidência direta do sol pode “queimar” o produto de limpeza no vidro, provocando manchas difíceis de remover.
Orientação: evite a limpeza sob sol forte e utilize rodos e produtos específicos, que garantem transparência sem esforço excessivo ou danos à superfície.
 

4. Pisos: o erro começa no excesso

Durante o verão, a sujeira da rua entra com mais facilidade nos ambientes internos. Um erro frequente é o uso excessivo de água e produtos perfumados, que apenas mascaram a sujeira.
Orientação: comece sempre pela remoção de resíduos secos e utilize produtos adequados a cada tipo de piso, evitando manchas, infiltrações e desgaste do revestimento.
 

5. Misturas caseiras: um risco invisível

Na tentativa de reforçar a desinfecção contra insetos e mofo, muitas pessoas misturam água sanitária com outros produtos de limpeza. Essa prática é extremamente perigosa.
Alerta: a combinação de produtos químicos pode gerar gases tóxicos, prejudiciais a humanos e animais de estimação, com risco grave à saúde. A recomendação da Abralimp é clara: nunca misture produtos químicos. Utilize apenas produtos certificados e siga rigorosamente as instruções do rótulo.


Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional - Abralimp
Para saber mais, acesse:Link


 

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