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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Viajar nas férias exige atenção: planos de saúde devem cobrir urgências em qualquer lugar do país, explica especialista

Desconhecimento ainda gera confusão entre beneficiários; saber como funciona a cobertura evita sustos e garante atendimento rápido


Com a chegada das férias de fim de ano, cresce o movimento de viagens dentro do Brasil e, com ele, também aumentam as dúvidas sobre como funciona a cobertura dos planos de saúde fora da cidade de origem. Situações como intoxicações alimentares, quedas, febres altas, crises alérgicas ou acidentes leves são comuns no período. E muita gente ainda não sabe que urgências e emergências precisam ser atendidas em qualquer região do país, conforme determina a Lei nº 9.656/98.

“É muito comum as pessoas necessitarem de atendimentos emergenciais durante as viagens. Os planos de saúde no Brasil, em geral, oferecem cobertura para urgências e emergências fora da localidade de contratação”, explica Rogério Moreira, Gestor Comercial do Grupo AllCross.

Segundo ele, a falta de informação ainda faz com que muitos beneficiários fiquem inseguros na hora de buscar atendimento. “Ainda existe a ideia de que, ao viajar para outro estado, o plano não vai cobrir nada. Isso não é verdade. Em urgências e emergências, o atendimento deve acontecer”, reforça.


O que é atendido nessas situações?

Casos de urgência (risco imediato ou lesão irreparável) e emergência (situações súbitas, como crises, acidentes e complicações de saúde) precisam ser atendidos, mesmo fora da cidade onde o plano foi contratado.

No entanto, há um cuidado importante: verificar se existe rede credenciada no destino.
“Se não houver rede credenciada no local, o beneficiário tem direito a ser atendido em um prestador não credenciado, podendo solicitar o reembolso de acordo com os critérios estabelecidos pela operadora”, explica Moreira.

Ele reforça que o mais importante é não deixar de buscar ajuda. “Ninguém deve hesitar em procurar atendimento em uma situação de risco. A saúde sempre vem primeiro, e o plano precisa dar suporte”, diz.


Abrangência do plano: o detalhe que quase ninguém confere

A ANS divide os planos em categorias como nacional, estadual, grupo de estados, grupo de municípios e municipal. Isso define onde o beneficiário pode usar a cobertura completa — consultas, exames e procedimentos eletivos.

Mas muitas pessoas só descobrem a abrangência após uma intercorrência.
“A abrangência do plano de saúde deve estar claramente informada no contrato, na carteirinha e explicada no momento da adesão. É um direito do consumidor saber exatamente onde terá atendimento completo”, detalha Moreira.

Ele reforça que, apesar dessas diferenças, urgências e emergências são garantidas. O que muda é o restante da cobertura.


Por que isso importa agora?

O fim do ano é um dos períodos com maior volume de viagens e maior incidência de atendimentos médicos. Calor intenso, alimentação fora de casa, atividades aquáticas, longos deslocamentos e mudanças de rotina fazem crescer os casos de mal-estar e acidentes.

“É justamente nessa época que as pessoas relaxam, viajam mais e acabam expostas a situações inesperadas. Entender como funciona o plano evita sustos e garante que o atendimento aconteça sem dor de cabeça”, comenta Moreira.

Ele destaca que muitos usuários ainda acreditam que só podem ser atendidos na própria cidade. “Essa insegurança é comum, mas é infundada. O beneficiário tem direitos que precisam ser conhecidos e usados sempre que necessário”, reforça.


Como se prevenir antes de viajar

Moreira orienta que, antes de viajar, os beneficiários confirmem três pontos simples:

1.     Existência de rede credenciada no local de destino

2.     Telefones de atendimento da operadora para situações de urgência

3.     Regras de reembolso caso seja necessário ir a um prestador não credenciado

“São passos rápidos, que levam poucos minutos, mas fazem toda a diferença em uma emergência”, afirma.

A recomendação do especialista é sempre consultar a operadora do plano para compreender os detalhes das condições de cobertura e garantir que o serviço esteja disponível nos destinos planejados, além de verificar possibilidades como a portabilidade de carências em caso de alterações contratuais.

Ele também recomenda guardar fotos da carteirinha, da rede credenciada e do contrato no celular.

“A máxima de que com saúde não se brinca deve ser reforçada, principalmente em época de fim de ano e se a pessoa possui assistência particular. É um direito seu e deve ser observado”, conclui o profissional.

 

Grupo AllCross
www.allcross.com.br
@grupo.allcross


Mulheres com Ovários Policísticos controlada podem engravidar

Para o diagnóstico é imprescindível a consulta médica com realização de exame físico 

 

A atriz Larissa Manoela divulgou, recentemente, que recebeu o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos, após a realização de um ultrassom. A SOP acomete no período reprodutivo da mulher, mas os primeiros sintomas podem aparecer logo nos primeiros ciclos menstruais ainda na adolescência. A síndrome dos ovários policísticos está entre as mais comuns disfunções endócrinas nas mulheres e sua prevalência pode variar de 6% a 16% dependendo da população em estudo. 

A seguir, a Dra. Jessica Crema Tobara, cirurgiã Ginecológica/Oncoginecologia e docente do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, explica sobre a doença causada pelo desequilíbrio dos hormônios na mulher.
 

O que caracteriza a síndrome do ovário policístico? A partir de quantos cistos podemos falar em SOP?

A Síndrome dos Ovários Policísticos é uma síndrome metabólica que cursa com distúrbios hormonais causando sintomas androgênicos na mulher. O consenso mais atual para o diagnóstico de SOP sugere a presença de pelo menos dois dos três critérios diagnósticos: oligomenorreia (aumento do intervalo entre os ciclos menstruais), hiperandrogenismo clínico (sinais masculinos, como o crescimento de pelos em locais anormais, queda temporária de cabelo, dentre outros) e/ou laboratorial (aumento de hormônios masculinos) e morfologia ultrassonográfica com ovários de padrão micropolicístico. A presença de 20 ou mais folículos com diâmetro médio de 2 a 9 mm e/ou volume ovariano total maior ou igual 10 cm3 podem sugerir o diagnóstico.
 

As causas da síndrome são conhecidas? Quais são?

A causa da SOP ainda não é totalmente conhecida, mas temos a hipótese de origem genética e alguns estudos sugerem uma possível ligação entre o aumento da resistência à ação da insulina no organismo, gerando um aumento do hormônio na corrente sanguínea que promoveria todo o desequilíbrio hormonal.
 

As pacientes costumam chegar ao consultório com quais tipos de queixas? Quais os principais sintomas?

Muitas mulheres, ainda sem diagnóstico de SOP, chegam ao consultório com queixa de alterações do ciclo menstrual passando longos períodos sem apresentar sangramento e outras com dificuldade para engravidar. Esses são alguns dos sintomas mais comuns, porém podem apresentar também: aumento da pilificação ou hirsutismo (aumento de pelos em algumas regiões como rosto e abdômen), obesidade, aumento da oleosidade da pele (seborreia) com presença de acne e alopecia (queda de cabelo).
 

Quais os exames necessários para o diagnóstico?

Para o diagnóstico é imprescindível a consulta médica com realização de exame físico. Com o auxílio de exames laboratoriais com a coleta de sangue para dosagem hormonal e ultrassom transvaginal temos então o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Policísticos.
 

Em quais casos a SOP pode levar à infertilidade?

É importante ressaltar que pacientes com SOP controlada podem sim engravidar. Já as pacientes com descontrole da doença e sem acompanhamento especializado podem apresentar ciclos anovulatórios e consequente dificuldade para uma gestação espontânea.
 

Como é feito o tratamento? Tem cura?

O tratamento acontece principalmente com a mudança de estilo de vida. Exercício físico rotineiro, perda de peso e dieta com controle da ingestão de carboidratos trazem excelentes resultados e até mesmo a normalização do ciclo menstrual e controle hormonal. Alguns casos podemos associar o uso de medicações para controle de alguns sintomas como os sensibilizastes de insulina para pacientes com importante alteração do perfil glicêmico. Vale ressaltar que o uso de anticoncepcional hormonal não é considerado tratamento para o distúrbio metabólico, mas pode ser utilizado para a normalização dos ciclos menstruais em pacientes que não desejam a gestação naquele momento.
 

Faculdade Santa Marcelina

 

Especialista alerta para os perigos do uso excessivo de telas de celular e de computador

 

O uso de celulares e outros dispositivos digitais por crianças trazem muita comodidade aos pais, porém o uso excessivo pode provocar sérias complicações para a saúde, como alterações no sono, risco de obesidade, transtornos de saúde mental e problemas com a saúde dos olhos. Quem faz o alerta é o médico oftalmologista Fernando Naves, do hospital Santa Casa de Mauá. “O uso descontrolado de telas por crianças e adolescentes pode levar a complicações oculares, como o olho seco e a miopia”, explica. 

A proposta não é proibir o uso dos aparelhos, mas criar estratégias para a redução dos efeitos. Ajuste o brilho e o contraste dos aparelhos; a cada 30 minutos de uso de tela é preciso fazer uma pausa de aproximadamente 10 minutos ou mais e oriente a criança sobre a necessidade de piscar para hidratar os olhos. O uso das telas deve ser feito em áreas iluminadas, de preferência com luz natural; elas não devem ser utilizadas durante as refeições e serem desligadas duas horas antes de dormir. Além disso, os dispositivos precisam ser mantidos distantes do rosto. 

As crianças menores de dois anos de idade não devem fazer uso de telas e estimuladas a brincar ao ar livre. Até os cinco anos, o seu uso deve ser limitado a uma hora diária. Entre 6 e 10 anos de idade, o ideal é até duas horas por dia e, dos 11 aos 18 anos, até 3 horas diárias.  

Com o uso de telas, os indivíduos piscam menos vezes, o que compromete a hidratação e lubrificação adequada dos olhos. Com isso, podem desenvolver o olho seco e até algumas infecções oculares. O uso excessivo da tela também causa uma acomodação ocular, já que a musculatura dos olhos é contraída por mais tempo causando esforço e cansaço. Por essa razão, as pausas no uso dos dispositivos são importantes, permitindo o alongamento dessa musculatura. A miopia também pode ocorrer, já que as telas provocam alterações no globo ocular e a exposição à luz artificial pode piorá-la, tornando o quadro irreversível. 

“É uma tarefa difícil para os pais identificarem uma doença ocular e por essa razão, as consultas de rotina precisam ser realizadas anualmente. Além disso, alguns fatores podem indicar que algo não vai bem com a criança, como olhos desviados, lacrimejamento excessivo, olhos vermelhos e coceira, queixa de dores de cabeça, quedas constantes, aproximação de objetos dos olhos para enxergar e reflexos amarelados nos olhos em foto”, alerta o médico oftalmologista Fernando Naves. 



Hospital Santa Casa de Mauá
Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá
https://santacasamaua.org.br/ 

 

Médico alerta como proteger o aparelho digestivo nas festas de fim de ano


Final de ano é sinônimo de confraternizações repletas de comidas deliciosas e brindes especiais. No entanto, o excesso no consumo de alimentos e bebidas pode sobrecarregar o sistema digestivo, causando desconfortos como azia, refluxo, má digestão e, em casos mais graves, desencadear gastrite ou outros problemas gastrointestinais.

Para evitar que a comemoração vire preocupação, o médico cirurgião do aparelho digestivo e proctologista, Dr. Rodrigo Barbosa, da capital paulista, alerta sobre os impactos dos excessos e trazem orientações para aproveitar sem abrir mão da saúde digestiva.

“O consumo elevado de bebidas alcoólicas, comum nessa época do ano, pode causar irritação na mucosa do estômago, aumentando o risco de gastrite e refluxo. Além disso, o álcool estimula a produção de ácido no estômago, piorando quadros de azia e dificultando a digestão”, alerta o médico que indica alternar o consumo de álcool com água para evitar desidratação e reduzir o impacto no aparelho digestivo e dar preferência para bebidas com menor teor alcoólico, como vinho ou espumante, em vez de destilados.

Os pratos típicos das festas — carnes gordurosas, sobremesas ricas em açúcar e alimentos condimentados — podem ser um gatilho para indigestão, sensação de peso e desconforto abdominal. O consumo exagerado desses alimentos, especialmente durante a noite, dificulta o trabalho do sistema digestivo e pode agravar condições pré-existentes, como refluxo gastroesofágico.

Na hora da comilança, o médico fala que para evitar desconfortos vale investir em pequenas porções e mastigar bem os alimentos para facilitar a digestão além de evitar deitar-se logo após a ceia para reduzir o risco de refluxo. “Alguns alimentos podem ainda ajudar no processo digestivo como gengibre, abacaxi e chás como camomila e erva-doce.

“Caso os desconfortos persistam por mais de dois dias ou sejam acompanhados de sintomas como vômitos, dor intensa no estômago, febre ou diarreia, é essencial buscar atendimento médico para avaliação da saúde digestiva”, finaliza. 

 

Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube Link

 

Pesquisadores descobrem um mesmo conjunto de neurônios responsável pela febre e pelo torpor

Imagens térmicas de camundongo que teve torpor induzido. À dir.,
barra indica cores e temperaturas correspondentes. Após seis horas
 da indução, animal ficou em estado de dormência (primeira imagem
da esquerda, abaixo); depois de 24 horas, tinha praticamente retornado
ao estado original
(
imagens: Natália Machado/BIDMC-HMS)

Grupo internacional de cientistas vislumbra agora a busca de um fármaco que induza o estado em que funções fisiológicas e metabólicas são reduzidas ao extremo, o que poderia favorecer novos tratamentos para AVC e até mesmo auxiliar astronautas em longas viagens espaciais

Estudo liderado por uma brasileira na Universidade Harvard, nos Estados Unidos, encontrou uma população de neurônios que pode controlar tanto a febre quanto o torpor, estado em que funções fisiológicas e metabólicas são reduzidas ao extremo. Publicado na revista Nature, o trabalho, apoiado pela FAPESP, pode dar origem a novos tratamentos para diversas condições clínicas, como o acidente vascular cerebral (AVC), e até ajudar a viabilizar longas viagens espaciais.

“Essa população de neurônios, localizados na região do hipotálamo conhecida como núcleo mediano pré-óptico, pode ser identificada pela expressão do receptor de prostaglandina E2 do tipo EP3. Quando esses neurônios são inibidos, produzem febre; quando ativados, induzem o que chamamos de torpor, um estado caracterizado por uma queda profunda e prolongada na temperatura corporal e no metabolismo”, explica Natália Machado, professora assistente na Escola de Medicina de Harvard e pesquisadora do Beth Israel Deaconess Medical Center, que coordenou conjuntamente com o professor Clifford Saper o estudo.

“Nossa ideia agora é identificar alguma molécula circulante que seja responsável por essas respostas e que possa ser futuramente convertida em fármacos, abrindo possibilidades para novos tratamentos médicos em humanos”, completa.

O trabalho tem entre os autores Luís Henrique Angenendt da Costa, que realizou pós-doutorado na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FORP-USP) e fez estágio no laboratório de Machado com bolsa da FAPESP.

Os pesquisadores explicam que algumas espécies, como os camundongos, chegam ao estado de torpor quando submetidos simultaneamente à fome e ao frio. Os humanos não chegam ao torpor naturalmente, mas os autores acreditam que o grupo de neurônios identificado estaria evolutivamente conservado também em nós. O estímulo certo poderia fazê-los serem ativados ou inibidos, induzindo à febre ou ao torpor. Durante o torpor, os camundongos chegam a reduzir em 80% seu metabolismo.

Indução do torpor

“Induzir a redução da temperatura corporal e o metabolismo pode ser uma estratégia muito interessante para o tratamento do AVC, por exemplo, fazendo o tecido afetado tolerar por mais tempo a falta de oxigênio, aumentando o tempo para se realizar uma intervenção médica”, exemplifica Costa.

Atualmente, existem formas de fazer a hipotermia terapêutica, como é chamada. No entanto, reduz-se muito pouco a temperatura e ainda podem ocorrer efeitos colaterais graves, como instabilidade cardíaca e tremores intensos. Isso ocorre porque o corpo tenta retomar a faixa normal de temperatura a todo custo. A ativação da população de neurônios descrita pelo grupo faz com que a temperatura do corpo diminua sem que haja uma contrarresposta do organismo, evitando os efeitos indesejados da hipotermia.

“É como se tivéssemos mudado o termostato dos animais para uma faixa mais baixa, aproximadamente 10 °C abaixo da temperatura corporal antes da indução do torpor”, diz Machado.

Numa hipótese extrema, a redução do metabolismo poderia ajudar até mesmo em longas viagens espaciais, como as que estão planejadas para Marte pelas agências espaciais americana (Nasa) e europeia (ESA). Com o corpo em estado de torpor, haveria menor demanda por energia e, logo, por alimentos, o que pode ser essencial para suportar a jornada de cerca de mil dias entre ida e volta e ainda reduzir o estoque de alimentos necessários para a viagem.

“Não seria uma queda tão drástica de função metabólica quanto a dos camundongos, mas algo próximo à hibernação que os ursos fazem no inverno”, ilustra a pesquisadora.

Indução de febre

No caso da indução de febre, como a elevação da temperatura corporal é uma estratégia para combater invasores como vírus e bactérias, o desenvolvimento de novas terapias que facilitem sua produção pode também causar um impacto positivo em indivíduos que apresentam uma resposta inadequada, como é comumente observado em idosos.

Para se certificarem de que essa família específica de neurônios podia induzir tanto a febre quanto o torpor, os pesquisadores usaram um conjunto de métodos em camundongos geneticamente modificados que permitem manipular especificamente os neurônios que expressam receptores de prostaglandina E2 do tipo EP3 da região pré-óptica, localizada no hipotálamo cerebral.

Utilizando a técnica de quimiogenética, esses neurônios foram infectados com um adenovírus que promove a expressão de um receptor mutado nessas células, permitindo que sejam ativadas posteriormente por meio de uma droga específica. Os neurônios também foram manipulados por meio de optogenética, em que uma fibra ótica implantada na região do cérebro estudada emite luz em um comprimento de onda específico que ativa essas células. Usando técnicas que mensuram a atividade neuronal em tempo real, os pesquisadores observaram ainda que o cálcio é o principal sinalizador intracelular envolvido nas respostas de febre e torpor nesses neurônios.

Por fim, os pesquisadores deletaram esses neurônios, o que fez com que os animais deixassem de ter febre e de entrar em torpor. Esse dado mostra a importância dessas células na regulação de mecanismos que levam tanto ao aumento como à diminuição da temperatura corporal nos camundongos.

Natália Machado em seu laboratório na Escola de Medicina de Harvard
(
foto: Anna Olivella/ Harvard Brain Science Initiative)

Com o papel da família de neurônios determinado, os pesquisadores querem agora encontrar alguma forma não invasiva de induzir os efeitos do torpor, uma vez que as técnicas utilizadas nos experimentos não poderiam ser reproduzidas em humanos. Por exemplo, a possibilidade de um hormônio ou peptídeo circulante realizar a sinalização seria um caminho fundamental para desenvolver novos tratamentos.

De volta ao país por meio do programa Conhecimento Brasil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Costa segue trabalhando na linha de pesquisa de seu pós-doutorado. Como pesquisador na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, vai investigar a fundo os mecanismos envolvidos na hipotermia causada por infecções graves, como a sepse, abrindo possibilidades para desenvolver novas abordagens terapêuticas.

O artigo Preoptic EP3R neurons constitute a two-way switch for fever and torpor pode ser lido em: www.nature.com/articles/s41586-025-09056-1.

 

André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisadores-descobrem-um-mesmo-conjunto-de-neuronios-responsavel-pela-febre-e-pelo-torpor/56666


5 dicas para transportar medicamentos em viagem, farmacêutico ensina

 

A época das férias e viagens está chegando e a forma como transportamos nossos remédios pode determinar desde a eficácia do tratamento até evitar problemas em fronteiras e aeroportos. “Medicamento não é acessório, ele sofre com calor, luz, umidade e até com movimentos bruscos da viagem. Por isso que, uma simples falha no transporte pode comprometer a ação terapêutica”, alerta o farmacêutico homeopata Jamar Tejada. 

A seguir, o especialista lista as principais regras de ouro para viajar com qualquer tipo de medicação — de analgésicos comuns a hormônios, antibióticos, homeopáticos e até injetáveis.

 

1. Medicamentos sempre na bagagem de mão

Segundo Jamar, o porão da aeronave atinge temperaturas extremas e variação de pressão que podem danificar fórmulas sensíveis. “Na bagagem de mão você tem controle de temperatura e evita perdas caso a mala seja extraviada.” Isso vale para remédios de uso contínuo, como para hipertensão, diabetes, tireoide, anticoncepcionais, ansiolíticos e antidepressivos. Vale ainda a atenção para a nova regra em voos internacionais: “Frascos acima de 100 ml só podem entrar se houver comprovação médica de uso e os colírios, xaropes e soluções devem ficar em sacos transparentes”, alerta.
 

2. Manter a embalagem original e levar a receita

Viajar com a embalagem original, bulas e rótulos é indispensável — especialmente em voos internacionais. “Isso evita suspeita das autoridades sanitárias e comprova que aquilo é, de fato, um medicamento. Para substâncias controladas, a receita é obrigatória.” Para países que exigem documento adicional, como Estados Unidos e alguns da Europa, leve declaração médica em inglês.
 

3. Como transportar medicamentos que precisam de refrigeração

Insulinas, alguns hormônios, colírios e antibióticos líquidos precisam ficar entre 2°C e 8°C. As orientações do farmacêutico é sempre usar bolsas térmicas apropriadas, com gelo rígido e nunca colocar o medicamento em contato direto com o gelo para evitar o risco de congelamento. “Temperaturas acima ou abaixo do recomendado degradam o princípio ativo e tornam o tratamento ineficaz.”
 

4. Remédios homeopáticos também precisam de cuidados para transporte

Jamar orienta que os medicamentos homeopáticos são extremamente sensíveis ao calor, luz e campos eletromagnéticos. “Por isso, é preciso carregar sempre longe de celulares e dispositivos eletrônicos, evitar exposição ao sol e sempre manter os frascos bem fechados e sem umidade já que a vibração energética do medicamento homeopático muda com facilidade e o transporte correto preserva a ação.”
 

5. É proibido transferir remédios para porta-comprimidos sem necessidade

Embora prático, o hábito pode gerar problemas já que além de perder as informações da embalagem, em caso de fiscalização, as pílulas soltas podem gerar suspeita e ainda: os comprimidos podem absorver umidade e deteriora.
 

Jamar ainda ensina a montar uma mini farmacinha de bolso para viagens: 

Segundo ele, as medicações que não podem faltar:

  • Analgésicos e anti-inflamatórios permitidos
  • Antitérmico
  • Antialérgico
  • Protetor gástrico
  • Sais de reidratação oral
  • Curativos e antisséptico
  • Medicamentos de uso contínuo organizados por horário

“Quando você cuida bem do seu medicamento, ele cuida bem de você onde quer que você vá”, finaliza o especialista.
  



Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br
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Dia da Justiça: celebração e compromisso com a defesa da Advocacia e do Direito

No Dia da Justiça, celebrado em 8 de dezembro, retomamos a história de Themis e reafirmamos a centralidade da advocacia criminal na defesa da cidadania, do devido processo legal e do Estado Democrático de Direito. É a advocacia que faz a Justiça acontecer. Sem ela, a Justiça não existe. 

A Constituição Federal, em seu art. 133, estabelece que “o advogado é indispensável à administração da Justiça”. O exercício desse múnus público, que compartilha o espaço com magistrados, membros do Ministério Público, defensores públicos e policiais judiciários, compõe a verdadeira “Arca da Aliança da Justiça”, na qual cada ator cumpre uma missão institucional essencial. 

A Justiça, em sua concepção etimológica, deriva do latim justitia, expressão fundada na preservação da ordem social e dos direitos fundamentais. Na simbologia clássica, ela é representada pela deusa grega Themis, guardiã da lei e da ordem: a espada que combate a injustiça, a balança que assegura igualdade e equilíbrio, e a venda nos olhos que garante que todos sejam iguais perante a lei. 

Neste 8 de dezembro, resgatar a história e o simbolismo de Themis é reafirmar o compromisso do sistema de Justiça com aquilo que lhe dá sentido: proteger direitos, garantir liberdades e materializar a Justiça em sua forma mais plena. É também reconhecer os profissionais éticos, probos e honrados que se dedicam diariamente à realização desse ideal. 

Entre eles, ocupa papel de destaque a advogada e o advogado criminalista. Com coragem, técnica, ética e sensibilidade humana, a advocacia criminal enfrenta injustiças, combate arbitrariedades e assegura que o devido processo legal seja rigorosamente observado. Defende a cidadania e protege a Constituição, contribuindo decisivamente para a paz social. 

Por isso, é imprescindível enaltecer todas as instituições que, dentro da legalidade, colaboram para a concretização da Justiça — Advocacia, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Judiciária e Magistratura. A harmonia entre essas funções essenciais fortalece o Judiciário, aprofunda a democracia e amplia o acesso à Justiça, direito fundamental de todo cidadão. 

Ao celebrar o Dia da Justiça, presto homenagem às advogadas e advogados que integram a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim). Há 32 anos, a entidade cumpre sua missão institucional na defesa da advocacia criminal e da Justiça brasileira, contribuindo de forma decisiva para a preservação do Estado Democrático de Direito. 

Como presidente nacional da Abracrim, missão que desempenho com honra e responsabilidade, reafirmo hoje a relevância da advocacia criminal para a defesa da liberdade, das garantias constitucionais e da Justiça. Seu trabalho é essencial, e seu compromisso ético, inegociável. A dignidade do exercício profissional é o que legitima a nobreza dessa função social. 

O sistema de Justiça exige aprimoramento constante. É um dever de todos os seus atores lutar por sua democratização, valorização institucional e fortalecimento. Afinal, como bem afirmou Victor Hugo, “a primeira igualdade é a Justiça”. Sem ela, não há democracia, cidadania, redução de desigualdades ou ordem social possível. 

A espada de Themis deve guiar nossa coragem para enfrentar arbitrariedades; sua balança deve inspirar equilíbrio, imparcialidade e respeito à diversidade. Que nossa atuação jamais se deixe contaminar por cor, gênero, etnia, classe social, orientação sexual ou crença ideológica. 

E, na busca por julgamentos justos, ideal máximo de todo criminalista, vale lembrar as palavras do subprocurador-geral da República Luciano Mariz Maia: “É necessária a presença do advogado desde o primeiro momento, porque é ela que faz cessar o arbítrio. (...) Sem o advogado para apontar abusos e excessos, não é possível garantir um julgamento justo.” 

Que este Dia da Justiça seja um momento de celebração e, sobretudo, de renovação do compromisso da advocacia criminal com a ética, a independência, o respeito às prerrogativas e a defesa intransigente da Constituição, do Direito e da Justiça.

 

Sheyner Yàsbeck Asfóra - presidente nacional da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim)


G4 Valley: seis tendências para acelerar os negócios em 2026

 

O atual ambiente de negócios exige mais do que boas ideias, demanda velocidade e disciplina. Esse senso de urgência corrobora o clima de "campo de batalha", reforçando o compromisso com a performance e a execução imediata para gerar crescimento. Nesse sentido, a tecnologia é, sem dúvidas, uma forte aliada para esse salto de desenvolvimento das organizações. Não à toa, segundo um levantamento conduzido pela TNS Research, empresas que investem nesse recurso crescem, aproximadamente, 60% a mais em comparação àquelas que descartam esse mindset.

Na prática, essas companhias se tornam mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Com base nisso, destaco seis tendências que foram destaques no G4 Valley, maior evento de negócios:

#1 Gestão orientada a dados e em tempo real: mais do que gerar a informação, é preciso tê-la na palma da mão. Esse tem sido um fator decisivo para as organizações que, a partir de uma gestão baseada em dados, conseguem migrar de uma posição reativa para uma postura ativa e preditiva, através de análises efetivas sobre o desempenho e o cenário atual da organização.

#2 IA e automação: a Inteligência Artificial continua despontando na lista de tendências. Só em 2024, segundo a McKinsey, 72% das empresas do mundo adotaram essa tecnologia. Contudo, muito além de um discurso sobre os ganhos e funcionalidades que esse recurso oferece, as empresas precisam investir na aplicação da IA junto à automação que, na prática, se torna o principal motor de eficiência operacional e escala.

#3 Cultura de accountability: os times são peça-chave para o sucesso. Em todo processo de transformação, as pessoas são o elo central de todo o movimento. Nesse sentido, investir em uma cultura baseada em acompanhar e delegar responsabilidades de acordo com as habilidades de cada um, ajuda os membros a assumirem metas com clareza, autonomia e responsabilidade, priorizando o resultado sobre a hierarquia.

#4 Customer Centricity radical: o cliente continuará sendo o centro de tudo. Nesse sentido, é crucial conhecê-lo, entender suas preferências e criar uma jornada sem interrupções. Embora esses pontos não sejam uma novidade em si, a tecnologia atua como uma aceleradora desse processo de entendimento, ajudando a tratar a experiência do usuário como o eixo central de sobrevivência, diferenciação e crescimento orgânico do negócio.

#5 Modelos de negócios OPEX-First: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento são pilares que a liderança deverá focar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre as ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

#6 Liderança de alta performance: maximizar o desempenho das equipes e criar um ambiente de engajamento. Esses são pilares que a liderança deverá se atentar, visando combinar habilidades estratégicas e comportamentais. Entre ações que devem ser tomadas pela alta gestão estão destinar o foco na cadência e criar processos de gestão e comunicação visual, a fim de manter toda a equipe alinhada e caminhando em prol do mesmo objetivo.

Essas tendências apontam para organizações mais inteligentes, enxutas e adaptáveis. Isso porque, aquelas que dominarão o mercado nos próximos anos serão as que estruturarem suas operações com base em um sistema de gestão robusto, e não apenas em táticas pontuais.

Para isso, algumas estratégias-chave se tornam essenciais. A primeira, sem dúvidas, é a utilização de indicadores claros, com ritmo e previsibilidade. No entanto, essa abordagem exige uma integração total entre processos, tecnologia e pessoas, garantindo que não existam silos de informação. Ou seja, o foco deve estar na eficiência operacional, eliminando desperdícios e burocracias internas antes de buscar acelerar os negócios.

Afinal, embora a velocidade na execução seja um diferencial, o ganho de competitividade é obtido através da estruturação de processos, tecnologia e liderança para crescer com consistência, garantindo que a inovação seja aplicada diretamente ao negócio, e não fique apenas no campo do discurso.

As empresas de alta performance operam nos bastidores com o desenvolvimento de uma cultura forte antes da estratégia, um sistema de gestão que agregue na previsibilidade e a excelência operacional, garantindo a escalabilidade com processos sólidos.

Em suma, as organizações que crescem mais rápido não são as maiores, mas as mais disciplinadas e rápidas em executar o essencial. A urgência, neste contexto, significa priorizar o que precisa ser feito, eliminar burocracias e manter a empresa inteira alinhada na mesma direção para o próximo ciclo de crescimento.

 

Tailan Oliveira é CRO da ALFA

ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


IBS e CBS 2026: maiores erros de classificação que podem causar rejeição de notas fiscais


As empresas brasileiras chegaram à reta final de 2025 diante de uma das maiores mudanças tributárias já implementadas no país: a necessidade de ajustar seus sistemas para emitir documentos fiscais, com o destaque obrigatório de IBS e CBS a partir de 1º de janeiro de 2026.

A partir do próximo ano, esses tributos devem constar em todas as notas eletrônicas, ainda que com alíquotas simbólicas e sem impacto financeiro, tributário e contábil de imediato. Entretanto, a partir de 5 de janeiro de 2026, as regras de validação passam a valer integralmente, e qualquer inconsistência poderá ocasionar na rejeição da nota fiscal – o que exige das organizações máxima atenção a fim de evitar falhas de enquadramento que podem gerar grandes impactos operacionais logo na primeira semana útil do ano.

É importante destacar que a fase de estabilização técnica já está ocorrendo. Nesse ambiente, sempre que os campos de IBS e CBS são preenchidos, as regras de validação já são aplicadas exatamente como ocorrerão no ambiente de produção. Esse período permite que empresas identifiquem falhas de integração, inconsistências de parametrização e problemas de leitura de XML antes da virada do ano, reduzindo riscos em janeiro.

Outro ponto essencial é que, até o momento, não foi disponibilizado um novo layout oficial do DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica) que contemple os campos específicos relacionados aos tributos IBS e CBS. Por isso, toda conferência fiscal deverá ser feita exclusivamente pelo arquivo XML, onde estarão os dados efetivamente validados pelas administrações tributárias e elementos centrais da nova rotina fiscal: o CST e o C-ClassTrib.

Esses códigos representam a classificação tributária da operação e determinam como o IBS e a CBS devem ser destacados, inclusive quando houver redução de alíquota. De forma simples, o CST indica o tipo de tributação, enquanto o C-ClassTrib aponta o fundamento legal que justifica aquele enquadramento. Se essa combinação estiver incorreta, o destaque dos tributos também estará — e, a partir de 5 de janeiro, a nota fiscal será rejeitada. As notas técnicas já listam essas rejeições possíveis.

No caso da NFS-e (Nota Fiscal de Serviços), a adaptação segue cronograma próprio. A Nota Técnica nº 04/2025 estabeleceu o padrão nacional para 2026, enquanto a Nota Técnica nº 05/2025 trouxe atualizações que deverão ser incorporadas às versões de produção em momento posterior. Os municípios continuarão utilizando seus próprios sistemas emissores, desde que enviem as informações ao Ambiente Nacional. Para o contribuinte, o essencial é assegurar que o sistema esteja preparado para emitir NFS-e compatíveis com o padrão nacional a partir de janeiro.

Para o caso dos serviços, o ponto de partida para o enquadramento tributário não é o NCM e CFOP, mas sim a NBS (Nomenclatura Brasileira de Serviços). Para apoiar essa transição, o governo publicou uma Tabela de Correlação NBS, que relaciona cada item e subitem da Lei Complementar nº 116/2003 ao código utilizado na nova estrutura da Reforma Tributária. Essa tabela funciona como referência oficial para que empresas realizem o enquadramento correto dos serviços e simulem o cálculo dos tributos no novo modelo, garantindo mais segurança na definição da classificação tributária aplicável às operações de serviços.

Outro ponto importante para essa fase é a recepção de notas de entrada, especialmente quando a empresa utiliza importadores automáticos de XML. Embora o destaque de IBS e CBS não tenha efeito financeiro em 2026, os sistemas precisam reconhecer os novos campos para evitar falhas de leitura automáticas, além de problemas na emissão de notas de devolução.

Outro ponto importante para essa fase é a recepção de notas de entrada, especialmente quando a empresa utiliza importadores automáticos de XML. Embora o destaque de IBS e CBS não tenha efeito financeiro em 2026, os sistemas precisam reconhecer os novos campos para evitar falhas de leitura automáticas, além de problemas na emissão de notas de devolução.

Para apoiar as empresas nesse processo de adaptação e garantir que os sistemas leiam corretamente os novos campos, o governo disponibilizou duas plataformas oficiais que auxiliam na validação dos documentos fiscais. A Calculadora de Tributos da Receita Federal permite simular o cálculo do IBS e da CBS e validar a classificação tributária aplicada; já o Validador Conformidade Fácil, do ENCAT, verifica se o XML está tecnicamente consistente antes do envio. Juntas, essas ferramentas ajudam empresas e desenvolvedores a identificar falhas e ajustar seus sistemas com maior segurança.

Mesmo com alguns pontos ainda em evolução, o essencial para janeiro está claro: o destaque de IBS e CBS será obrigatório e a classificação tributária correta será o fator decisivo para validar a nota fiscal. Qualquer divergência poderá travar a autorização do documento já na primeira semana útil de 2026. Por isso, este é o momento de revisar sistemas, ajustar cadastros, realizar testes e preparar equipes, garantindo que a operação entre no novo ano com segurança e continuidade.




Taís Baruchi - CEO na PKF BSP


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br

 

7 passeios fora do comum para curtir as férias sem sair da Grande São Paulo

São alternativas para levar a família ou amigos com acesso rápido e dentro da metrópole

 

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Localizada no extremo sul da capital, dentro do Parque Estadual da Serra do Mar, a Trilha do Mirante oferece uma vista impressionante: em dias claros, é possível enxergar até o mar que banha cidades como Mongaguá e Itanhaém. O acesso ao local é gratuito e pode ser feito de carro até o Núcleo Curucutu, que conta com estacionamento e estrutura para trilhas de nível moderado, ideais para quem curte ecoturismo.

 

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Famosa por sua feira de artesanato aos domingos, Embu das Artes é um passeio completo para quem gosta de arte, cultura e boa gastronomia. Além das lojinhas e ateliês, vale explorar atrações como o Parque Lago Francisco Rizzo, a Viela das Lavadeiras e o Museu de Arte Sacra dos Jesuítas. A cidade é perfeita para uma escapada rápida com clima acolhedor e muitos cantinhos charmosos. 

 

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O mais novo núcleo do Parque da Cantareira está em Guarulhos e oferece cinco trilhas em meio à Mata Atlântica preservada. A Trilha da Cachoeira é a mais desafiadora, mas recompensa com um banho refrescante no final. Ideal para quem busca contato com a natureza. 

 

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Com arquitetura imponente inspirada em catedrais medievais europeias, a basílica de Caieiras impressiona por seus vitrais e riqueza de detalhes. É um local de fé e contemplação que também recebe seminaristas de várias partes do mundo. Uma ótima opção para quem busca espiritualidade e beleza em um único passeio. 

 

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Um vilarejo que conserva os ares do século XIX, Paranapiacaba guarda a história da ferrovia paulista em cada esquina. Criada por imigrantes ingleses, a cidade tem charme de sobra com sua arquitetura peculiar, clima serrano e bons restaurantes.  

 

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O maior templo budista da América do Sul está logo ali em Cotia. Com entrada gratuita, jardins bem cuidados e uma atmosfera de paz, é o passeio ideal para quem busca um refúgio tranquilo. O espaço é excelente para relaxar, meditar ou apenas caminhar entre as cerejeiras e esculturas orientais. 

 

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Inspirado em um templo japonês de Kyoto, o Kinkaku-Ji brasileiro fica em meio à mata em Itapecerica da Serra. A construção dourada ao lado de um lago com carpas é o ponto alto do passeio, que também inclui trilhas e áreas verdes. Um passeio para desacelerar, recarregar as energias e conhecer um pedacinho do Japão sem sair de SP.

 

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