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sábado, 10 de outubro de 2026

Pós-quimioterapia - quais são os cuidados para fortalecer cabelo e unhas nessa nova fase?

Mudanças na textura dos fios e na estrutura das unhas após o tratamento exigem atenção específica com hidratação, calor, cutilagem e escolha de produtos

 

O fim da quimioterapia não encerra todas as mudanças provocadas pelo tratamento. Durante a recuperação, cabelo, unhas e pele continuam apresentando alterações que interferem até mesmo em cuidados comuns de beleza.  De acordo com o National Cancer Institute (NCI), o crescimento dos cabelos costuma começar cerca de dois a três meses após o término da quimioterapia, embora o período varie conforme o tratamento e as características de cada pessoa. Os fios que surgem nessa fase também podem apresentar textura, espessura ou curvatura diferentes das anteriores.

De acordo com Marina Groke, diretora da Escova Express, rede de escovarias e tratamentos capilares, a mudança na aparência dos fios não significa apenas uma transformação estética. O couro cabeludo também merece atenção durante essa fase, principalmente quando ainda existe sensibilidade ou ressecamento. Higienização delicada, redução da exposição ao calor e cautela com procedimentos químicos fazem parte de uma rotina voltada à preservação dos novos fios.

“É importante entender que o cabelo que nasce depois da quimioterapia está passando por uma fase de adaptação. Antes de pensar em transformar a aparência do fio, vale observar sua resistência, sua textura e a condição do couro cabeludo.”, explica Marina.

A escolha dos produtos também entra nessa retomada - fórmulas muito agressivas ou procedimentos que envolvam tração e calor intenso devem ser evitados enquanto os fios ainda apresentam fragilidade.  “Nem sempre um fio que aparenta estar bem já recuperou a mesma resistência de antes. Quebra, ressecamento intenso e sensibilidade são sinais que merecem atenção. Nessa fase, o cuidado deve acompanhar a resposta do cabelo, em vez de tentar acelerar a recuperação com procedimentos mais intensos”, afirma a profissional.

 

Unhas também entram na rotina de recuperação

As transformações nem sempre ficam restritas ao cabelo. Dependendo dos medicamentos utilizados, as unhas também sofrem alterações durante e após o tratamento oncológico. Fragilidade, descamação, mudanças de coloração, sulcos e sensibilidade estão entre as manifestações descritas pela American Cancer Society. A entidade orienta comunicar alterações à equipe de saúde, principalmente diante de dor, vermelhidão ou sinais de infecção.

Nesse cenário, a chamada cutilagem, ou seja, a manutenção da pele ao redor das unhas, demanda maior cautela.  “Quando atendemos uma pessoa que passou por um tratamento oncológico, a cutícula recebe mais do que foco estético. A pele ao redor da unha funciona como uma barreira de proteção, então preservar sua integridade é fundamental. Um procedimento bem executado começa justamente por evitar uma lesão desnecessária”, explica Marina, que também atua como diretora da Unhas Cariocas, maior rede de esmalterias do mundo, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF).

A marca em questão desenvolveu uma técnica de cutilagem que dispensa o uso de alicate, indicada principalmente para públicos que necessitam de cuidados diferenciados, incluindo idosos, diabéticos e pacientes oncológicos. O método utiliza um emoliente para soltar as células mortas e, na sequência, uma cureta para realizar a remoção.

“A ausência do alicate muda a dinâmica do procedimento porque elimina a necessidade de cortar a pele. Trabalhamos na remoção das células que já estão desprendidas, com mais controle. Ainda assim, o atendimento precisa respeitar a condição individual da cliente e as orientações da equipe médica quando houver tratamento em curso”, destaca a diretora.

A esmaltação também merece cuidados, sendo essencial conferir as fórmulas dos produtos e evitar compostos potencialmente nocivos. A prioridade é preservar a região enquanto a unha retoma suas características habituais.

 

Unhas Cariocas

Escova Express


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