As condições climáticas previstas para os próximos meses colocam a logística de medicamentos termossensíveis no radar. O Painel El Niño 2026-2027, elaborado por órgãos como INMET, INPE e CEMADEN, aponta 95% de probabilidade de que o fenômeno alcance intensidade muito forte entre outubro e dezembro. O cenário prevê chuvas acima da média no Sul, risco de cheias e condições mais secas no centro-norte, além de temperaturas elevadas em grande parte do país. Dados do CPC/NOAA indicam que, no fim de setembro, as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial já superavam 2 °C.
Para a cadeia farmacêutica, eventos como ondas de calor, alagamentos, enchentes e interrupções de rotas representam desafios adicionais para o transporte de medicamentos que precisam de temperatura controlada. A própria Anvisa destaca que produtos biológicos e outros medicamentos termossensíveis dependem de sistemas de transporte qualificados para reduzir o risco de excursões de temperatura, enquanto atrasos e mudanças nas condições ambientais podem comprometer a manutenção das condições necessárias durante o trajeto.
A
farmacêutica e diretora técnica do Grupo Polar, Liana Montemor, está à
disposição para entrevistas e comentários sobre os impactos do El Niño na
cadeia fria de medicamentos, os principais riscos provocados por calor extremo,
chuvas e interrupções logísticas e quais cuidados devem ser adotados por
transportadoras, distribuidores e demais empresas envolvidas na movimentação de
produtos termossensíveis. A especialista também pode explicar como planejamento
de rotas, monitoramento de temperatura, embalagens qualificadas e protocolos de
contingência podem ajudar a reduzir os riscos durante períodos de maior
instabilidade climática.
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